quinta-feira, 31 de março de 2011

Integra da representação dos deputados contra o despresível Capitão-do-mato

Os parlamentares infra-assinados vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência representar contra o deputado JAIR BOLSONARO pelas razões de fato e de direito na seguinte:

REPRESENTAÇÃO DOS FATOS

Na noite de 28 de março de 2011 foi ao ar o programa da TV Bandeirantes entitulado CQC – Custe o Que Custar, no qual foi veiculada uma entrevista com o Deputado Jair Bolsonaro no quadro do CQC denominado “O povo quer saber”.  No decorrer da entrevista, o referido parlamentar, ao ser indagado pela artista e promotora Preta Gil “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Eis a resposta literal do entrevistado: “ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu” (!).
Esta resposta caracterizada por evidente cunho racista culminava uma série de afirmações em desapreço a diversos grupos sociais e em apologia a graves violações de direitos humanos, no decorrer de toda a referida entrevista.
Na realidade tem sido recorrentes as manifestações de cunho racista proferidas pelo Sr. Jair Bolsonaro nesta Casa e fora dela, contra diversos grupos sociais e organizações defensoras de direitos humanos, dentre as quais a própria Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da qual ele é membro suplente por designação do partido a que é filiado, o PP.

DO DIREITO

A difusão de conteúdos ideológicos por meio da mídia eletrônica é de conhecido poder de multiplicação, principalmente quando se trata de programa que conta com significativa audiência, como o CQC.  O Sr. Jair Bolsonaro ao utilizar-se de um espaço midiático para propagar atos que configuram crimes, extrapola a liberdade de expressão para ofender a dignidade, a autoestima e a imagem não só da pessoa que fez a pergunta naquele momento, mas de toda a sociedade, uma vez que os direitos e princípios constitucionais ofendidos pertencem à toda a sociedade.
A Lei 7.716, de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, inclui, no seu Art. 20, “que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime passível de reclusão de um a três anos e multa.
Essa Lei decorre de tratados internacionais de que o Brasil é signatário. A Constituição Cidadã é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando-o como crime imprescritível e inafiançável.  O Art. 1º da Carta Magna, que define como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil “III – a dignidade da pessoa humana.”
O Art. 3º, que enumera os objetivos fundamentais da República, contempla “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Já o Art. 4º , que estabelece os princípios pelos quais se regem as relações internacionais do país, VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo (…).
O Art. 5º da Constituição Cidadã, por sua vez, define que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…). O mesmo Artº 5º, em seu Inciso XLII, prevê que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, com base no Recurso Especial 157805/DF, prevê que “Incitar, consoante a melhor doutrina é instigar, provocar ou estimular e o elemento subjetivo consubstancia-se em ter o agente vontade consciente dirigida a estimular a discriminação ou preconceito racial. Para a configuração do delito, sob esse prisma basta que o agente saiba que pode vir a causá-lo ou assumir o risco de produzi-lo (dolo direto ou eventual).”
Por sua vez, o Código Penal, define o crime de injúria no Art. 140, estabelecendo que se trata de injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. O § 3º da mesma lei,estabelece que “se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é de reclusão de um a três anos e multa.
Ante o exposto, requerem os representantes se digne V. Excelência determinar, em respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta Magna de 1988 e da Lei vigente, a instauração do devido procedimento contra o Deputado JAIR BOLSONARO, para que seja:
1)    Avaliada se a conduta do Deputado Jair Bolsonaro configura efetivamente a prática do crime de racismo;
2)    Determinadas providências para requisição de vídeo tape do programa CQC à TV Bandeirantes exibido na noite de 28 de março de 2011 para melhor exame do caso;
3)    Determinadas providências para requisição de transcrições de discursos do referido deputado nos quais se demonstram as práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e preconceitos, inclusive contra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias;
4)    Encaminhe à Corregedoria e, posteriormente, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abertura de processo sobre eventual quebra de decoro parlamentar.

Brasília(DF), 29 de março de 2011

Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) – presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Brizola Neto (PDT-RJ)
Chico Alencar (PSol-RJ)
Domingos Dutra (PT-MA)
Édson Santos (PT-RJ)
Emiliano José (PT-BA)
Érika Kokay (PT-DF)
Fernando Ferro (PT-PE)
Ivan Valente (PSol-SP)
Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
Jean Wyllys (PSol-RJ)
Luiz Alberto (PT-BA)
Luiz Couto (PT-PB)
Marina Santanna (PT-GO)
Perpétua Almeida (PCdoB-AC) 

Para apoiar a manifestação, escreva para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (cdh@camara.gov.br).

terça-feira, 29 de março de 2011

A um passo da intolerância

Por Renato Dalto

É preciso muito cuidado: há conceitos que soam quase como um palavrão e quando a palavra assusta é sinal que a escuridão está próxima. Um round disso, reproduzido pela imprensa, dá conta que o empresário Anton Karl Biedermann, assombrado com idéias contrárias às suas, deixou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul por considera-lo ideologicamente comprometido. Só para entender: diálogo é então só com os que pensam do mesmo jeito?

O curioso é que ninguém exigiu atestado ideológico para convidar o senhor Biederman para integrar esse conselho, com o mesmo direito à palavra e expressão de idéias de todos os outros conselheiros. Mas ele se assombrou porque, no texto, citava Porto Alegre como uma cidade que tinha como marca o enfrentamento ao neo-liberalismo. Aliás, mesmo para os neo-liberais convictos de antanho, neo-liberalismo tem virado palavrão. Eles parecem preferir outro nome, ou nome nenhum, ou talvez idéia nenhuma como ponto de partida para qualquer discussão.

Entrando no mérito da questão, é de estranhar o alvoroço da mídia com tudo isso. Na verdade, não se discutiram fatos ou ações, mas sim uma semântica de palavras e seu significado. Digamos que, enfim, a proposta é filosófica mesmo, de debater idéias em torno de um fórum que é para encaminhar ações. Mas nesse debate de idéias, faltou dizer que na raiz de todo o autoritarismo está a negativa de ouvir quem pensa o contrário. Deixar de dialogar por discordar é o primeiro passo para a intolerância. E da intolerância para o fundamentalismo, é meio passo.

Foi esse fundamentalismo também que aflorou na última eleição nacional, onde um dos candidatos virou quase um aiatolá, misturando religião e estado. E esse foi, majoritariamente, o candidato dos endinheirados e dos neo-liberais. Mas a maioria da mídia passou longe dessa discussão. Aí não valia o debate de idéias. Aí não valia se discutir, ideologicamente, o significado disso tudo.

Também agora não se viu uma linha questionando por que, num tempo onde se propõe diálogo, uma liderança empresarial importante se ofenda com uma frase de um texto e se negue a conversar.

O saldo disso tudo: cuidado com o medo das palavras. Cuidado com a repulsa às idéias. Cuidado com os ranços de antanho, que sustentaram ditadura, neo-liberalismo e coisas do gênero. Pode ser apenas saudade da escuridão, aquele tempo em que pensar o contrário era crime. Então os porões sufocavam as palavras e as idéias. E todo dialogo virava silêncio.

Postado originalmente em  Marco Weissheimer

Quem te viu, quem te vê...

Nota do PIG caxiense: "Geni diz que já considera Assis reeleito em 2014". Declaração que reforça o que já está nítido na política caxiense: PCdoB e PMDB estão de namorico. Nas mais diversas instâncias, da Câmara de Vereadores aos Conselhos Municipais, o PCdoB está alinhadinho e votando junto com o Governo. Uma pena, pois não é novidade pra ninguém que o PMDB é um partido fisiologista. Já o PCdoB não prega prego sem estopa, mas sempre tem o mínimo de debate. Na ânsia de querer cargos e mais cargos e mais poder, o partido comunista está indo por caminhos tortuosos, obscuros e manchando a sua história... Afinal, todos sabemos a divisão de forças em Caxias do Sul e o projeto conservador que o governo Sartori vem implantando em Caxias.

Pra além do "quem te viu ,quem te vê", talvez o melhor seria: "Diga-me com quem andas e te direi quem és"...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Como assim vereador?

“Nós temos que repensar as nossas posturas e as legislações que nós estamos aprovando aqui nesta Casa.”, Vinícus Ribeiro, PDT.

“Ali na (Rua) Pio XII (no São José e no Pio X), tocou asfalto em tudo e começou a alagar. Não estava alagando mais. Liberaram o loteamento na Festa da Uva (na Rua Ludovico Cavinato), com pavimentação e corte de árvores, sem galeria em baixo, e começou a alagar no Garbin. Começaram a liberar sem saber o que estava embaixo.”, Mauro Pereira, PMDB.

Essas duas falas feitas por vereadores da situação deixam transparecer que nem tudo são flores na administração municipal. Tanto Vinícius, quanto Mauro, participaram da administração passada. Agora os dois estariam vendo problemas, principalmente nas áreas de manutenção e Infraestrutura da cidade. Será que seus substitutos não estariam fazendo um bom trabalho?

Evidentemente que a prefeitura está pecando, e muito, nessas áreas. Caxias tem sérios problemas de manutenção e com o passar do tempo o que era um buraquinho vira uma cratera. O que era um pedaço sem asfalto vira uma buraqueira e por aí vai.

Mas eu também não acredito nas nobres intenções dos referidos edios. Na verdade, na verdade mesmo, esconde-se aí uma disputa por espaço para as eleições de 2012. Quem está fazendo água, de verdade, é a administração municipal, que começa a enfrentar uma disputa interna por conta das definições para as eleições de 2012.

Por conta disso podemos acreditar que muita água vai rolar ainda...

Conselhão faz primeira recomendação ao governador sobre busca de qualidade na educação

A primeira recomendação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS) ao governador Tarso Genro foi aprovada na manhã desta sexta-feira (25). "Recomendamos atenção e dedicação total a esta área e a todas as questões relativas ao tema, com necessária ampliação dos índices estaduais de investimento em educação, tendo como objetivo alavancar o nosso Estado para um novo patamar de protagonismo e qualidade na promoção do conhecimento", aponta o documento formulado pelos conselheiros da Câmara Temática do Pacto Gaúcho pela Educação, demandados pelos integrantes do Comitê Gestor do Conselhão.

O secretário Executivo do CDES-RS, Marcelo Danéris, destacou que a busca de uma "educação de qualidade exige uma discussão ampla na sociedade gaúcha devido à complexidade e a relevância do tema". Ele lembrou que foi também no âmbito do Conselhão Nacional onde foram elaboradas as diretrizes do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Entre os pontos do documento estão: a valorização dos professores e profissionais da educação, ampliação dos índices de investimento público, expansão do ensino infantil, universalização do ensino médio e formação continuada. A medida foi tomada por ser o tema educação a preocupação principal expressa pelos conselheiros. "É uma oportunidade de nos posicionarmos sobre este tema que é básico para o desenvolvimento", destacou a professora Maria Alice Lahorgue.

A também professora e conselheira, Mercedes Cânepa, afirmou que um investimento forte na educação influencia na mudança da sociedade. "Não adianta arrumar exclusivamente a educação, como o salário dos professores ou as condições da escola, mas investir no conjunto da sociedade para reduzir as desigualdades para ter uma casa, alimentação adequada, um mínimo que todo o cidadão precisa para usufruir".

Já o conselheiro técnico Ronald Krummenauer, coordenador executivo da Agenda 2020, afirmou que foi muito positivo fazer esta nota de recomendação valorizando a educação. "O Rio Grande do Sul foi protagonista no País em Educação, mas fomos perdendo este posto nos últimos 30, 40 anos. Queremos recuperar isto, garantir a qualidade do ensino e formar profissionais que possam atender ao mercado e às novas necessidades". Ele informou na reunião que 60% das oportunidades de trabalho passam pelo ensino médio e não necessariamente pelo ensino superior.

Repórter: Stela Pastore
Foto: Divulgação

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ah... As Creches

Infelizmente tivemos de presenciar 2 absurdos essa semana envolvendo as creches:

1º - moradores do Mariani entregaram abaixo-assinado reivindicando área de lazer no bairro. Que inversão de valores! Longe de nós querer menosprezar a importância do lazer na vida da população. Mas o lazer estar à frente de uma escola infantil é no mínimo questionável. As creches são uma política pública para as mulheres. As mulheres têm o direito de trabalhar, de produzir. A criação dos filhos não cabe somente a um dos genitores, mas a ambos. Porém, o que sempre acontece é que quem carrega o fardo são... as mães. Que falta de solidariedade e respeito com as mulheres!

2º - O outro absurdo provém de uma boa notícia: Caxias ganhou do Governo Federal, a fundo perdido e sem contrapartida da Prefeitura, 3 creches. Uma ótima notícia para as mães e para as crianças do município que aguardam desde 2004 a promessa do Sartori de criação de 30 mil vagas na educação infantil. O absurdo é a chamada do Burgueseiro para a notícia: "Sartori traz 3 creches de Brasília". Como assim? Ah claro... a gente sabe quem tem que levar os louros pela conquista na visão do PIG (Partido da Imprensa Golpista)...

Audiência Pública - Interdição da Construção de Prédios ao Lado do Aeroporto

quarta-feira, 23 de março de 2011

CUT e Coordenação dos Movimentos Sociais promovem Fórum da Igualdade


A CUT-RS e a Coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul realizarão o “I Fórum da Igualdade: uma outra comunicação é necessária” nos dias 10,11 e 12 de abril de 2011, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa/RS. Nesta primeira edição, o Fórum da Igualdade debaterá a democratização dos meios de comunicação e o marco regulatório. O evento tem como objetivo ser um contraponto ao Fórum da Liberdade.
A democratização da comunicação, a liberdade de expressão e o fim do monopólio dos meios de comunicação no Brasil serão temas a serem debatidos pelos painelistas. Além disso, serão discutidos temas como o marco regulatório para o setor de comunicação no país e a implantação dos Conselhos Estaduais de Comunicação.
Para a CUT-RS é urgente a atualização da legislação para assegurar a liberdade de expressão e a democratização do direito à comunicação. Segundo o presidente da CUT, Celso Woyciechowski, “Estamos muito atrasados nos aspectos da comunicação no Brasil. Temos uma legislação que data de 1962. Desde então, ocorreram profundas transformações no campo das comunicações no Brasil e no mundo e não podemos mais permanecer assim”.
A partir de uma nova legislação, construiremos um projeto de lei que tramite pelo Congresso Nacional, seguindo todas as instâncias legítimas e democráticas que a sociedade brasileira acata e respeita. Regulação representa desenvolvimento, informação, igualdade a diversidade regional e respeito às minorias. Para tanto, a Central Única dos Trabalhadores está convidando painelistas e debatedores de renome nacional e internacional para contribuir com o debate proposto nesta primeira edição.
O Fórum terá 3 grandes painéis:
1- DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO
2- DEMOCRATIZAÇÃO DA DEMOCRACIA: Existe Liberdade sem Igualdade?
2- PAPEL DO ESTADO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.
Além disso, ocorrerão oficinas autogestionárias, que debaterão:
- A blogosfera progressista e o AI-5 da internet
- Mundo do trabalho e imprensa sindical
- Reformas Estruturais (política, tributária, previdenciária, urbana, agrária, …)
- 600 propostas da Conferência Nacional de Comunicação 2010
- O Fim do Jornal Impresso
- Rádios comunitárias /Rádios WEB/Digital
- Charges
- Jornal Boca de Rua
- Movimento Rock and Roll e comunicação (Jakobasko)
- Implantação do Conselho Estadual de Comunicação (Sind. Jornalistas)
- NOMES CONFIRMADOS:
- Bia Barbosa (Intervozes)
- Vera Spolidoro (Secom RS)
- Celso Schroeder (Presidente da FENAJ)
- Marcelo Branco (Softwarelivre.org)
- Pedrinho Guareschi (Prof. UFRGS)
- João Pedro Stedile (MST)
- Altamiro Borges (Site Vermelho)
- Vito Giannotti

terça-feira, 22 de março de 2011

A escolha pelo conservadorismo

Celebrada como “inovadora” por algumas pessoas a Comissão Comunitária da Festa da Uva 2012, apresentada no último dia 15 de março, demonstra o espírito decadente que “a maior festa de Caxias” tem tido durante o governo Sartori.

A “comissão comunitária”, que de comunitária não tem nada, é formada com a chancela da prefeitura. Nessa edição optaram pelo formato de “casais festeiros”. Esse formato é comum, ainda, nas comunidades do interior, mas é totalmente incompatível com uma cidade, que pelo seu tamanho deveria ser cosmopolita.

Parece que houve ruídos porque na edição de 2008 não houve participação de mulheres na Comsisão. Então, para sanar o problema do machismo os organizadores da festa resolveram uma discriminação com outra: agora não pode mais participar da Comissão quem é homossexual, solteira(o), viúva(o), separada(o) ou independente (que não quer o cônjuge na cola o tempo todo).

A fala de Gelson Palavro são uma demonstração do nível, baixo, cultural da tal comissão. Ele disse: “Nosso principal objetivo ao trazer as mulheres para dentro da Comissão é ter uma visão diferenciada da nossa Festa. Não temos dúvidas de que esse novo modelo acrescentará muito ao evento”. Na verdade não são as mulheres em geral, é a sua mulher (no sentido de posse) já que nenhum casal foi apresentado como a mulher e o marido, sempre marido e mulher.

Isso poderia ser um detalhe se não fossem algumas questões fundamentais: Primeiro estamos em pleno século XXI e entender que a mulher tem papel apenas de acompanhar o marido é sinal de um retrocesso social inaceitável. Segundo, esse tipo de pensamento remonta, claramente, a escolha da prefeitura e da tal comissão, por um padrão elitizado de festa. Sim porque a Festa da Uva nada mais é do que uma festa da elite, decadente, de Caxias do Sul.

Na verdade a “comissão comunitária”, representa a escolha pelas elites que o governo Sartori já fez. E nessa escolha as mulheres tem um papel fundamental. Acompanhar seus maridos.

Outro detalhe que não passou em branco: as palavras do Presidente (apesar de haver um casal-presidente):

"As pessoas que irão compor esse Conselho serão os porta-vozes da comunidade junto à Comissão, irão ouvir, colher ideias e sugestões que nos auxiliem na tomada de decisões.[...] Nosso trabalho é para que a edição de 2012, que terá como base para a escolha do tema os 40 anos da tevê a cores e o ano da Itália no Brasil, seja marcada pelo envolvimento e pela representatividade de todos os caxienses."

E, para comprovar as palavras do Presidente, Gelson Palavro, segue a lista dos casais que fazem parte da Comissão da Festa da Uva, pessoas super-da-comunidade, que representam o povo!

Casal-presidente – Gelson e Gladis Palavro

Casal-vice-presidente (área pública) – Edson Nespolo e Cristina Susin

Casal-vice-presidente (área privada) – Milton e Zuleika Corlatti

Casal-vice-presidente de Relacionamento – Valter Gomes Pinto e Therezinha Comerlato Pinto

Diretoria de Alimentação – Adriano Medeiros e Márcia Costa

Diretoria de Ambientação, Feiras e Exposição – Rodrigo Postiglione e Patrícia de Castilhos

Diretoria de Agricultura – Nestor Pistorello e Ivaldina Formolo Pistorello

Diretoria de Bilheteria – Roberto Pereira e Clara Bonfante Pereira

Diretoria de Captação de Recursos – Carlos e Danusa Búrigo

Diretoria de Cultura – Antônio e Gisleine Feldmann

Diretoria de Desfiles – João e Lidia Tonus

Diretoria de Esportes – Felipe Gremelmaier e Greice Tedesco

Diretoria de Hospitalidade – Jaison Barbosa e Naira da Silva

Diretoria de Infraestrutura – Adiló e Célia Maria Didomênico

Diretoria do Interior – Valmir e Olga Suzin

Diretoria de Marketing – Julio Duso e Janete Achutti Duso

Diretoria Relações Comunitárias – Fernando Ribeiro e Juliane de Antoni

Diretoria da Comissão Social – Milton e Zuleika Corlatti

Pelo jeito, a Festa da Uva renderá muitos posts por aqui...

Foto: Luiz Chaves

segunda-feira, 21 de março de 2011

Não deu na imprensa

Há mais de um mês o Polenta News noticiou o uso de dinheiro e recursos públicos para a confecção de um adesivo do PTdoB, um dos partidos da base do governo Sartori e que tem um Cargo de Confiança na Secretaria de Transportes (veja matéria). Na foto flagramos um dos adesivos, feitos com dinheiro público, devidamente fixado no carro de um "miltante" do PTdoB.

Ficamos sabendo, também, que essa denúncia foi feita para os demais veículos de comunicação de nossa cidade e, não para a nossa surpresa, não saiu nenhuma linha sobre o assunto. Parece que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) local faz uma "seleção rigorosa" na pauta de política ou será que foi o aumento das verbas publicitárias que gerou esse silêncio?

quarta-feira, 16 de março de 2011

O plástico “verde” da Braskem é uma mentira




Verde, vírgula

O grupo Odebrecht/Braskem (sim, Odebrecht se origina daquela famosa empreiteira) afirma - e a mídia guasca faz coro - que estará produzindo o que chama de “plástico verde” em Triunfo (RS).
A matéria-prima desse polietileno é a cana-de-açúcar. Mas isso não garante o selo verde ao produto final, como estão alardeando aos quatro ventos do senso comum.

O plástico produzido pelo grupo Odebrecht – com recursos do BNDES e investimentos da Petrobras – não pode ser considerado “verde”.

O plástico de Triunfo é tão “verde” quanto são “silviculturas” as plantações de eucalipto e pinus das papeleiras na Metade Sul.

Trata-se de mais uma apropriação indébita da linguagem por parte dos exterminadores do futuro. Monocultura de eucalipto não é silvicultura, que se caracterizaria somente se houvesse reposição das espécies nativas do bioma Pampa. Não é o caso, as papeleiras plantam espécies exóticas e, o mais grave, o fazem em vastas extensões, não respeitando mananciais de umidade, fontes de água, microclimas e sobretudo a diversidade zoobotânica original.

O polietileno da Braskem não é “verde”, porque não é biodegradável, o que significa dizer que se degrada no mesmo longo prazo que o plástico originado do petróleo, ou seja, depois de centenas de anos.

Mas, mesmo que fosse biodegradável, admitamos, ainda assim não seria “verde”, porque o sistema de cultivo da cana-de-açúcar – no regime do agronegócio – não é sustentável. Ao contrário, o cultivo da cana é feito de forma extensiva, em vastas monoculturas, exigindo a concentração da terra, sofrendo aplicações de agroquímicos pesados e cumulativos, e fertilizantes não-orgânicos que comprometem a estrutura dos solos e desequilibram os microorganismos vivos e o ambiente natural como um todo.

Para agravar, essa produção pseudoverde vem a rigor fortalecer – econômica e politicamente – as famigeradas cadeias produtivas que formam o chamado agrobusiness, a saber: os oligopólios dos grãos, os oligopólios das sementes, dos alimentos industriais, dos fertilizantes e agroquímicos e por último (ou por primeiro), a hegemonia do capital financeiro – que subtrai o seu nada modesto quinhão de cada operação negocial deste grande circuito do qual poucos participam.

Fonte: blog do Diário Gauche e MMM-RS

terça-feira, 15 de março de 2011

Eleições se aproximando e o Burgueseiro logrando o leitor

Saiu no Burgueseiro do dia 12/03:

"Preocupa o acirramento de ânimos no ambiente político neste ano. A temperatura está elevadíssima entre oposição e base do governo, o que reduz a probabilidade de bons encaminhamentos. Não é bom.

Pelo menos quatro episódios confirmam esse diagnóstico, o mais retumbante deles o da liberação e posterior interdição do Residencial Puerto Vallarta. Os outros três são: a perda pelo município de uma verba de R$ 300 mil para a implantação de uma passarela na BR-116, no bairro Planalto; o episódio ainda em desdobramento protagonizado pelas chamadas Mães do Mariani; e o eterno embate político com desgaste recíproco em torno da Codeca."


E dia 14/03 novamente:

"A temperatura elevada e o nível de acirramento político, conforme o termômetro das discussões no Legislativo na semana que passou, são mau sinal para 2012. (...) O debate precisa melhorar."

Ah tá! Quando os sinais da incompetência do governo Sartori se confirmam o Burgueseiro apela pros bons modos. Tráfico de influência, incompetência explícita e inversão de valores (é melhor um centro de lazer do que uma creche) são assuntos que devem ser tratados com delicadeza, da mesma forma como a mídia tem tratado o Governo Sartori. Quer dizer que a oposição tem que ficar calada e pedir desculpas por ter descoberto um monte de m...?

Está nítido: os "bons encaminhamentos", pro Burgueseiro, é tapar o sol com a peneira e deixar por assim mesmo...

Era só o que faltava!

terça-feira, 1 de março de 2011

Boatos que confirmam outros boatos...

Saiu no Gazeta de Caxias dessa semana:

"A Julio pode se tornar corredor de ônibus".

Parece piada, mas na verdade é um boato surgido nos bastidores da Prefeitura. Essa piada, quer dizer, boato, na verdade confirma outro:

"A Sinimbu, a Bento e a Pinheiro não são abertas totalmente para a passagem de veículos por causa do Zona Azul".

Já pensou quanta $$ seria perdida se a Zona Azul dessas ruas fosse extinta? Já a Júlio tem bem menos estacionamento...

Enquanto isso, se ferra quem tem quem enfrentar o trânsito do centro, seja de carro ou de ônibus.