terça-feira, 31 de maio de 2011

Carta compromisso do 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

(Câmara Municipal de Porto Alegre – 29 de maio de 2011)
O 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul se constitui baseado na convicção de que a comunicação é um direito universal. No Brasil, no entanto, ela é tratada como um produto, de acordo com a lógica de mercado, que transforma direitos em privilégios de uma pequena parcela da população, tornando-se, assim, uma ferramenta de opressão e marginalização. Para que todos e todas tenham acesso não apenas a uma informação qualificada e plural, mas à produção de conteúdo, defendemos a participação de toda a sociedade no debate da comunicação que queremos. É nesse contexto que se inserem os meios digitais, como uma alternativa democrática e acessível para ampliar as vozes e tornar a comunicação efetivamente um direito de todos os setores da sociedade.
Para que seja garantido o acesso e a pluralidade da comunicação, defendemos:
1. Discussão com a sociedade civil organizada para a criação do Conselho Estadual de Comunicação, discutindo a execução de políticas públicas para democratizar a comunicação digital, garantindo a ampliação do acesso aos meios de expressão.
2. Políticas públicas para a comunicação e os comunicadores e as comunicadoras digitais, que levem em consideração a necessidade de capacitação e investimentos, para viabilizar e qualificar a produção de conteúdo web, e a democratização das verbas de publicidade.
3. Políticas de empreendedorismo, fomento e formalização, de forma que os comunicadores e as comunicadoras digitais possam cumprir as necessidades legais para a plena prestação de serviço.
4. Capacitação, organização e articulação coletiva e permanente da rede #BlogProgRS, por regiões do estado e temas de intervenção, além da interação com os movimentos sociais.
5. Um serviço público de banda larga para acesso domiciliar e em espaços públicos, que garanta a ampla transmissão e recepção de conteúdos multimídias, como um direito universal para todos e todas.
6. Inclusão digital com políticas públicas de acesso, em espaços com conteúdo e projeto pedagógico, quando possível, em articulação com a educação popular e formal, para qualificação e formação continuada de comunicadores e comunicadoras digitais.
7. Garantia da liberdade de expressão e livre circulação da informação, pelo bem da democracia e do livre debate, contra iniciativas de cerceamento na internet, como o AI5 Digital, a censura exercida pela mídia tradicional sobre a Blogosfera e a criminalização dos blogueir@s.
8. Manutenção da neutralidade na rede, pela igualdade de condições de acesso a todas as informações disponíveis na internet.
9. Revisão da Lei de Direito Autoral para a ampliação da produção, do compartilhamento e da distribuição de conteúdo.
10. Uma Lei de Meios para regulamentar a comunicação, que combata os monopólios e garanta programação regionalizada, diversificada e qualificada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Enquanto isso, naquela empresa mafiomidiática…


Charge de Eugênio Neves via #BlogProgRS

A disputa se acirra: Marlonei X Sartori, quem é o pior no diálogo?

E a greve dos médicos de Caxias se arrasta, se arrasta. De um lado a classe médica, que se apresenta como já é culturalmente conhecida: é uma categoria melhor que todas as outras e por isso tem que receber mais para trabalhar menos. De outro lado está o Governo Sartori, que empaca cada vez que os médicos entram em greve por suas reivindicações. Aí, cruza os braços, fecha os olhos e os ouvidos. E não se dispõe a qualquer espécie de diálogo.
 
Desse jeito a saúde em Caxias cada vez fica mais caótica (é o que o Governo Sartori parece querer).
 
Como uma luz no fim do túnel aparece o Ministério do Trabalho se dispondo a mediar as partes (afinal, elas ainda não sentaram sequer para dizer o que cada um quer e não quer). O Sindiserv topa, o Sindicato dos Médicos topa e a Prefeitura, por incrível que pareça, topa. Na quarta-feira, dia 25, está marcado o tão aguardado encontro e acontece o inacreditável: o Dr. Marlonei não comparece à mediação. Ele está de plantão e não pode mandar ninguém substituí-lo. As outras partes comparecem (não se iluda, o Sartori nunca dá as caras e só manda representantes) e fica tudo como está.
 
Tá difícil de eleger quem é o pior de diálogo. Quer ajudar? Responda à enquete do blog!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mas essa não é a Casa do Povo?

Durante as discussões sobre o projeto que criava a Feira de Economia Solidária (traremos mais sobre esse assunto em breve). O (suplente) vereador Eloi Frizzo (PSB), questionou o que o vereador Rodrigo Beltrão (PT) queria " tentar impor o seu posicionamento pela presença de representantes da Economia Solidária, no plenário."


Ficam perguntas para nós mortais:

1 - As pessoas não podem ir na Câmara de Vereadores quando algum projeto de interesse é votado?

2 - O vereador tem medo do reflexo negativo que suas opiniões profundamente impopulares causem na sua reeleição?

3 - Povo só deve participar mesmo a cada 4 anos quando o vereador vai nos bairros pedir voto?

Responda você.

Quino, desiludido com o século...

Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:








A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.
 "Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana."   Wayne W. Dyer

terça-feira, 24 de maio de 2011

Estudantes de Caxias cobram apoio de Governo do Estado na reativação de Grêmios Estudantis e da UCES

Na manhã desta sexta-feira (20/05) estudantes secundaristas de Caxias do Sul entregaram ao secretário de Estado da Educação, José Clóvis de Azevedo, um manifesto cobrando apoio do Governo do Estado na reativação dos Grêmios Estudantis nas escolas da rede estadual e da União Caxiense de Estudantes Secundaristas (UCES).

Segundo o manifesto, a maior parte das entidades estão desativadas e em alguns casos isso acontece por pressão da direção da escola. No caso da UCES, a entidade foi desativada alguns anos atrás, quando a última gestão não convocou eleições. Os líderes do movimento querem apoio institucional, mas mantendo a autonomia dos estudantes, garantida na Lei do Grêmio Livre.

O secretário parabenizou a iniciativa e garantiu apoio da Secretaria através da 4ª CRE, representada pela coordenadora Márcia Fernandes. Ressaltou que não deve tutelamento por parte do governo ou das direções, mas sim incentive o diálogo. Também apresentou algumas ações que o Governo está desenvolvendo na educação.

Os estudantes que participaram da entrega do documento são Aline Branco e Alessandro dos Santos Xavier, do Grêmio Estudantil do IEE Cristóvão de Mendoza, e Henry Mello da Comissão Pró-Grêmio Estudantil da EEEM Evaristo de Antoni. Para eles o protagonismo da juventude é essencial pra apontar as melhorias na educação, e aprofundar as mudanças positivas na sociedade.

Veja o texto do documento entregue ao Secretário: 


UM GRÊMIO ESTUDANTIL EM CADA ESCOLA! 
PELA REABERTURA DA UNIÃO CAXIENSE DE ESTUDANTES SECUNDARISTAS! 


O Brasil passa por um momento de grandes transformações. Nos últimos anos vivemos um ciclo virtuoso de crescimento econômico com distribuição de renda. A juventude brasileira lutou e conquistou mudanças e hoje tem mais possibilidade de acesso ao ensino superior e ao ensino técnico.

No Rio Grande do Sul, ao contrário, nos anos que passaram vimos o sucateamento do ensino público e a criminalização dos movimentos sociais. Resultado disso é o fechamento da grande maioria dos Grêmios Estudantis das escolas estaduais. Esperamos que o novo governo, que tem como um de seus eixos a participação popular e cidadã reverta esse quadro.

Os Grêmios Estudantis já representaram a vanguarda da juventude brasileira e trabalharam pela qualificação do ensino e das escolas. Infelizmente hoje há poucos Grêmios Estudantis ativos e, em alguns casos, por ação direta das direções escolares. Como reflexo disso, a *União Caxiense de Estudantes Secundaristas (UCES)* também está desativada.

Para a educação do Rio Grande do Sul atingir um novo patamar de qualidade é importante contar com o protagonismo juvenil. Isso só será feito com a reativação e valorização dos Grêmios Estudantis, em todas escolas do estado.

Esta tarefa cabe aos estudantes através de sua organização e autonomia. Mas queremos contar com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, para que apóie e incentive a reabertura das
entidades estudantis, não só em Caxias do Sul, mas em todo o estado.

Caxias do Sul, 20 de maio de 2011.

Grêmio Estudantil IEE Cristóvão de Mendoza
Comissão Pró-Grêmio Estudantil EEEM Evaristo de Antoni

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CLOACALEAKS 2 - AGORA COM QUALIDADE DE CINEMA E SOM DOLBY

Via Cloaca NewsImportante comunicado da Frente Nacional de Libertação dos Blogs Sujos. O Polenta News estará participando desse evento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Empresta o colírio, por favor?

O PIG-mor caxiense, o Burgueseiro anda criando desconfianças no mundo comunista. Dia sim, outro também, tem ou uma foto do Deputado Federal e sindicalista Assis Melo na coluna "Mirante". É muita adulação da imprensa burguesa para um metalúrgico de "esquerda".

E, para misturar as estações de vez, vem outra publicação, no mínimo estranha para qualquer trabalhador esclarecido: O Deputado-sindicalista recebeu em seu Gabinete Regional a visita de representantes do Simecs (Sindicato Patronal dos Metalúrgicos) isso mesmo, dos patrões, a uma semana de início do início do dissídio da categoria.

Que confusão na cabeça dos metalúrgicos-trabalhadores! Será que o combativo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos ficou tão importante que já pode começar as negociações sozinho? Em seu Gabinete? Recebendo com cafezinho os patrões?

Empresta o colírio, por favor?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estado submetido a interesses privados faz mal a população

O Jornal Pioneiro de hoje traz uma matéria sobre o fechamento do acesso, considerado perigoso, na BR 116 em frente ao Supermercado Imec. Não queremos aqui copiar o texto da matéria, queremos ir mais fundo.

O acesso realmente é perigoso como já havia sido apontado pela Polícia Rodoviária Federal, que acionou o Ministério Público Federal. Em 2007 a justiça considerou o acesso irregular e perigoso. Segundo a PRF uma média de 10 acidentes mês acontecem nesse ponto.

O que não foi ressaltado, e que é mais importante, é como o Estado pode ser controlado por interesses privados. Esse acesso foi feito por que facilitaria o acesso dos clientes ao Super Cesa que funcionava no local (antes de ser vendido para a Rede Imec). Em resumo, um interesse particular, que buscava o lucro de um estabelecimento colocou, e ainda coloca, a população em risco.

Não caberia aos antigos proprietários do Super Cesa serem responsbalizados pelos acidentes que ocorreram no local?

A obra, considerada ilegal, só foi possível por forto influência política no Governo Rigotto (PMDB) e que continuou durante o Governo Yeda (PSDB). Inclusive o DAER está sendo alvo de uma devassa para acabar com as inúmera irregularidades que a autarquia tinha. O Tribunal de Contas do Estado, recentemente, julgou seis processos, que apontam irregularidades no órgão entre os anos de 1999 e 2004 (veja aqui), e vem mais por aí.

domingo, 15 de maio de 2011

I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul


A democratização da comunicação passa pelos meios digitais, segundo os organizadores do I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul. Já estão abertas as inscrições para o evento, nos dias 27, 28 e 29 de maio, que tem como objetivo discutir de que forma os agentes da internet podem atuar para pluralizar a voz da sociedade.
Cerca de 200 autores de blogs e ativistas das redes sociais digitais são esperados na Câmara Municipal de Porto Alegre, para participar da programação, que aborda políticas públicas para os meios digitais, internet como instrumento para a democratização da comunicação, viabilização profissional do trabalho na rede, oficinas de tecnologia, debates de experiências e atividades de rua. Ao final do encontro, será elaborada uma carta dos participantes para apresentar as propostas na área e levar a discussão para o II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em junho, em Brasília.
O evento, que vem sendo chamado nas redes sociais apenas de #BlogProgRS (o sustenido é o símbolo usado para formar as chamadas tags, ou seja, agrupar conteúdo em torno de um termo), surgiu como consequência do I Encontro Nacional, em 2010. Mais de 300 blogueiros se reuniram em São Paulo para fortalecer a blogosfera como uma alternativa ao discurso único e hegemônico dos meios de comunicação tradicionais e definiram a realização de encontros do mesmo tipo nos estados.
Encontros regionais vêm acontecendo em diversas regiões do país. O encontro gaúcho deve contar com transmissão ao vivo pela internet, para que possa ser acompanhado em todo o país e no interior do estado. Os organizadores ressaltam, no entanto, que a troca de experiências é mais rica quando presencial e contribui para o fortalecimento da rede virtual de blogs. As inscrições podem ser feitas pelo site.

27 de maio, sexta-feira
18h30 — Credenciamento e abertura com autoridades e convidados;
19h30 — Mesa de abertura: As mídias digitais e a democratização da democracia.
28 de maio, sábado
09h00 — Mesa de debates: “A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital”;
11h00 — Debate e perguntas de plenário, respostas e considerações da mesa;
12h00 — Almoço;
14h00 — Mesa de debates: “Políticas públicas para comunicação digital”;
16h00 — Oficinas simultâneas;
17h30 — Relatos e experiências de blogs: Somos Andando, Cloaca News, El blog de Norelys e Teia Livre.
29 de maio, domingo
09h00 — Debate de plenário sobre o II BlogProg Nacional, elaboração da Carta dos Blogueir@s e Tuiteir@s Gaúch@s;
11h15 — Coffee Break;
11h45 — Deslocamento para o Parque da Redenção;
12h15 — PIG PARADE no Parque da Redenção.
*A agenda poderá ser alterada.

Mesa de abertura

As mídias digitais e a democratização da democracia
Vera Spolidoro — Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado do Rio Grande do Sul;
Altamiro Borges — Jornalista, blogueiro (Blog do Miro, http://altamiroborges.blogspot.com/), presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé (http://www.baraodeitarare.org.br/), ativista pela democratização da comunicação, organizador do BlogProg nacional, membro do Comitê Central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas”.
Marcelo Branco — Profissional de TI, ativista pela liberdade do conhecimento.

Mesas de debates

A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital
Eduardo Guimarães — Blogueiro (Blog da Cidadania, http://www.blogcidadania.com.br/), comerciante, ativista político (presidente do Movimento dos Sem Mídia)
Leandro Fortes — Blogueiro (Brasília, Eu Vi, http://brasiliaeuvi.wordpress.com/). Organizador do BlogProg nacional. Jornalista, repórter da revista Carta Capital. É autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações. É criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.
Gabriela Zago — Jornalista gaúcha e pesquisadora de comunicação e jornalismo nas redes sociais digitais, blogueira (http://www.gabrielazago.com/), doutoranda em comunicação e informação, colaboradora do TwitBrasil e da Wave Magazine.
Luiz Carlos Azenha — Jornalista, blogueiro (Vi o mundo, http://www.viomundo.com.br/), organizador do BlogProg nacional. Foi correspondente internacional da Rede Manchete, do SBT e da Rede Globo. Atualmente, faz reportagens para a Rede Record e é diretor geral do programa Nova África da TV Brasil.
Renato Rovai — Blogueiro (Blog do Rovai, http://www.revistaforum.com.br/blog/). Jornalista, editor da revista Forum.
Políticas públicas para comunicação digital
Cláudia Cardoso — Diretora de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do Governo do
Estado do Rio Grande do Sul;
Vinícius Wu — Secretário Chefe de Gabinete do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, coordenador do Gabinete Digital.
Debatedor: Marco Weissheimer — Jornalista, blogueiro (RS Urgente, http://rsurgente.opsblog.org/), editor da revista eletrônica Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/)

Oficinas simultâneas

Blogs I: Quero ter um blog, como começar?
Em definição.
Blogs II: Administração e ferramentas para blogs
Tatiane Pires — estudante de ciência da computação na PUC/RS, é programadora e webdesigner, escreve no blog tatianeps.net e colabora no portal Teia Livre (http://www.teialivre.com.br).
Redes Sociais
Mirgon Kayser — Assessor de Organização, Sistemas e Métodos da Fundação Cultural Piratini – TVE/RS e FM Cultura. Blogueiro, autor do Blog do Mirgon (http://blogdomirgon.blogspot.com/).

Relatos e experiências de blogs

Cristina Rodrigues — Somos Andando (http://somosandando.wordpress.com/)
Sr. Cloaca — Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com/)
Norelys — El blog de Norelys (http://islamiacu.blogspot.com/)
Marco Aurélio — Teia Livre (http://www.teialivre.com.br)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ele ainda quer ser prefeito...

Para quem frequenta as sessões da Câmara de Vereadores já pode presenciar vários momentos hilários do Vereador Mauro Pereira. Nesse caso hilário quer dizer "de vergonha alheia". No afã de dar palpite sobre tudo, o vereador, na maioria das vezes fala bobagem. Como ele está blindado pela base do governo, raramente suas insanidades são questionadas. 

A mais recente foi na sessão de ontem sobre a greve dos médicos (que completa 402 dias de movimento grevista). Ele se saiu com essa:

"O prefeito Sartori, o Edson Néspolo, o secretário Búrigo, a secretária Maria do Rosário vivem tentando achar uma solução."

Assim não dá vereador, todos os cidadãos de Caxias sabe que essa greve não acaba porque o governo não tem iniciativa nenhuma. Não reune com os médicos, com o sindicato, não faz nenhuma proposta, em resumo, está completamente inerte. Tentar justificar o impossível é necessário as vezes mas isso é para quem tem mais qualidade.

E o senhor quer ser candidato a prefeito ainda? Fica fácil a vida do Alceu.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Azaléia 2

Diretamente do Blog do Kayser, não precisa dizer mais nada.


Esta não é a primeira vez que a Azaléia gera 800 desempregos diretos. Antes de fechar a fábrica em Parobé, a empresa havia fechado uma em São Sebastião do Caí, em 2005, com o mesmo saldo de desempregados. Na época, o diretor-presidente da empresa era a nefasta figura de Antônio Britto. O mesmo que havia dado 50 milhões de reais do Fundopem para a Azaléia no final de seu governo-catástrofe.
Abaixo, as charge de 2005. A segunda saiu no JC, quando ainda não nos censuravam tanto.



Stédile na UCS - parte 2

Na segunda parte desse nosso relato sobre a palestre do João Pedro Stédile na UCS, vamos tratar sobre a opinião do dirigente sobre Direito Ambiental.

Stédile constrói uma subdivisão nesse tópico. Segundo ele os movimentos sociais trabalham essa questão sob dois aspectos. O primeiro seria o direito à alimentação como condição para o desenvolvimento pleno do ser humano e o segundo é a defesa da biodiversidade.

Para discorrer sobre o direito a alimentação Stédile volta até a década de 1950. Nessa época a fome era tratada como resultado das causas naturais. Secas, enchentes, perda da fertilidade do solo seriam as geradores da fome em uma determinada região.

Foi somente com os estudos de Josué de Castro e de seu livro, Geografia da Fome, que essa tese é questionada. Josué de Castro afirmava que a fome não dependia nem era resultado dos fatos da natureza, ao contrário, era fruto de ações dos homens, de suas opções, da condução econômica que davam a seus países.

Entretanto, comenta Stédile, o grande capital criou uma alternativa para que não recaísse sobre ele a responsabilidade sobre a fome no mundo. Essa tese defendia que era necessário aumentar a produção por área cultivada, pois a população aumentaria e seria necessário produzir mais comida numa mesma área. Isso recebeu o nome de “Revolução Verde”, “em contraponto a Revolução Vermelha que vinha se consolidando no sudeste da Ásia”, afirma Stédile.

Por trás da Revolução Verde estava, na verdade, a necessidade de vender os estoques de herbicidas, que durante a 2ª Guerra Mundial, Guerra da Coréia e do Vietnã, eram usados como ingredientes das armas químicas.

Com o passar dos anos ficou claro que a Revolução Verde fracassou. A produção realmente aumentou, mas a fome também. Na década de 70 haviam 60 milhões de pessoas passando fome, hoje esse número chega a 925 milhões. Somente na década de 1990 é que surge o conceito de Segurança Alimentar que diz: “todo o cidadão tem direito a comer e todo o governo tem o dever de garantir as condições para isso”. A partir disso dezenas de países começaram a ter programas de distribuição de alimentos para suas populações mais carentes. O Brasil seguia esse modelo até a implementação do Bolsa Família.

Para Stédile o Bolsa Família é um programa que avança em muito no conceito de segurança alimentar. No programa as pessoas recebem dinheiro e elas escolhem qual comida querem comprar e ainda há a condição de que os filhos estejam estudando o que acrescenta a educação como condição.

Mas foi na década de 90 que esse conceito avançou ainda mais. A Via Campesina participou de uma reunião da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e questionou que o conceito de segurança alimentar era insuficiente pois dependia dos governos quererem dar as condições necessárias. Fruto desse debate surge, então, o conceito de Soberania Alimentar que é o direito que os povos tem de produzir seu próprio alimento e o comércio de alimentos deve acontecer apenas sobre os excedentes. Esse conceito baseia-se no fato que as populações constroem seus hábitos alimentares baseados no que suas regiões produzem ou oferecem de alimentos.

Finalmente em 2004 durante o Fórum de Soberania Alimentar, em Mali, que o conceito de agroecologia e respeito aos hábitos alimentares tradicionais são introduzidos no conceito de Soberania Alimentar. No ano passado, na Bolívia, é acrescentado o conceito de biodiversidade também.

A última parte da palestra fala sobre a proteção ao Biodiversidade. Isso fica para amanhã.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Stédile na UCS - parte 1

Ontem, dia 9, a UCS contou com a presença de João Pedro Stédile como palestrante convidado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Direitos Humanos, CEPDH, e do curso de Licenciatura em Sociologia. Stédile é formado em Economia pela PUC/RS e Pós Graduado na Universidade Nacional Autônoma do México, além de membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Para um auditório lotado, Stédile falou sobre Direitos Ambientais como Direitos Humanos. Como a palestra foi longa e muito rica a dividiremos em três partes. Hoje sintetizaremos a discussão sobre a luta pelos direitos humanos no decorrer da história.

A luta pelos Direitos Humanos

Stédile inicia a discussão voltando ao começo da Revolução Industrial. Nesse momento há a homogeneização da sociedade mercantil. Nessa época a luta pelos direitos humanos era a luta para equilibrar as relações entre capital e trabalho. Eram reivindicações das primeiras organizações operárias a redução da jornada de trabalho, que chegava a 18 horas diárias, contra o trabalho infantil, contra o trabalho noturno e contra a exploração do trabalho feminino.

Nas Américas a luta era contra a escravidão. A escravidão era, em essência, “a superexploração, pelos capitalistas, do trabalho humano”, explica Stédile. Se os operários na Europa eram obrigados a enfrentar longas jornadas de trabalho para ganhar baixos salários, nas Américas os capitalistas não tinham nem que pagar os baixos salários.

Com as conquistas obtidas pelos movimentos a luta muda de foco. No começo do século XX há uma grande mobilização pelos direitos civis. Direito das mulheres, de voto, de liberdade religiosa, entre outros. Esses movimentos tinham como base os ideiais republicanos (que já existiam desde o século XVIII), os novos ideiais socialistas e por uma nova doutrina cristã mais progressista. Stédile faz uma grande crítica ao papel da Igreja até o começo do século passado. Ele conta que a igreja católica foi muito prepotente em não aceitar as diferenças, o que levou a séculos de perseguições por todo o mundo.

O avanço desse processo de lutas é o que discutia o acesso a terra. A propriedade da terra havia sido privatizada e os movimentos sociais começaram a lutar para que ela voltasse a ser um bem público. A reforma agrária foi conseqüência desses movimentos. Ela aconteceu na maior parte dos países desenvolvidos.

No Brasil isso não aconteceu. Em nosso país a elite não abre mão da grande propriedade rural. O mais perto que chegamos de uma reforma agrária real, conta Stédile, foi o projeto de lei encaminhado por Celso Furtado, durante o Governo João Goulart. Nesse projeto Furtado apresentava, inclusive, o limite de tamanho das propriedades rurais. O projeto chegou ao Congresso Nacional alguns dias antes do Golpe de 1964.

Já no século XXI o paradigma da luta dos direitos humanos busca outro foco. Nos primeiros anos desse século as principais lutas são em relação aos direitos das minorias, o direito a renda mínima e o direito ambiental.

No direito às minorias o avanço mais recente, no Brasil, foi a decisão do STF, Supremo Tribunal Federal, em reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O direito a renda mínima é apontado como uma grande bandeira para os próximos anos. O objetivo é garantir que cada cidadão, ao nascer, tenha garantido uma renda suficiente para seu desenvolvimento pleno. No Brasil o Senador Eduardo Suplicy (PT/SP) é o grande defensor desse projeto.

Quanto ao direito ambiental, bom fica para amanhã.

Qual a graça?

Esse assunto não pode passar batido. Esse texto jornalista Alessandra Terríbili sintetiza muito bem a falta de nível dos comunicadores de massa de nosso país. 

Umas das principais polêmicas da semana é a entrevista da revista "Rolling Stone Brasil" com o CQC Rafael Bastos. A matéria revela um trecho do show do comediante, em que ele diz, referindo-se ao estupro de uma "mulher feia": "Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade."

Ora, na mesma semana em que jovens de três estados foram detidos por atuarem num movimento que defende a legalização da maconha, acusados de "apologia às drogas", a declaração de Bastos sucitam alguns questionamentos. Por um lado, os jovens mencionados estavam exercendo seu direito à livre manifestação de ideias, defendendo seu ponto de vista, disputando sua opinião na sociedade legitimamente.

De outro lado, Rafael Bastos, cujo discurso não tem nenhuma dessas características, não poderia ser acusado de apologia a um crime hediondo? Por que? Porque aquilo pretende ser uma piada? Porque ele só quer "desconstruir o politicamente correto"? Porque é famoso e ganhou carta branca pra dizer as barbaridades que quiser impunemente?

Há meios inteligentes, ou pelo menos, não tão vulgares, de pôr o "politicamente correto" em questão. Sugerir o estupro de mulheres e promover sua banalização não choca o moralismo, choca quem, há décadas, concentra esforços para denunciar e combater essa violência injustificável - que não é ficção, é de verdade, mais comum e mais impune do que se imagina.

Tratar estupro como piada passa por cima de tantas mulheres que o machismo já vitimizou por meio dessa arma cruel, legitima essa violência, conferindo-lhe o status de coisa qualquer, coisa da vida, coisa que acontece e pode ser tolerada. Esse é o texto implícito. Não precisa se dedicar muito pra entender.

Acontece que estupro não é piada, não é engraçado, não é tolerável e não há atenuantes. Banalizar esse assunto é tornar-se cúmplice dele. Não há meio termo. Aceitar rir de si mesmo é uma coisa. Rir de uma mulher estuprada é outra completamente diferente.

A quem quer caçoar do "politicamente correto", que o faça sem brincar com o que não tem graça nenhuma. Indicar o estupro como "oportunidade" num texto humorístico não é bonitinho, nem engraçadinho, nem original, muito menos inteligente. É cruel, leviano, beira o fascismo. Atitudes como essa, travestida de moderninha e descolada, é o que de mais reacionário pode haver numa sociedade desigual como a nossa. Afinal, por que Bolsonaro é criticado quando fala sério, mas Rafael Bastos tem autorização pra falar "brincando"?

Violência contra a mulher é crime. Não tem graça. Não tem desculpa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Zero Hora dá um péssimo exemplo de convivência social

O nosso PIG é repleto de confirmações a expressão “façam o que eu digo, não façam o que eu faço”. No ano passado a notícia que estudantes de UNESP haviam feito um “Rodeio das Gordas” com alunas obesas, recebeu página de jornal. Atitude essa correta. Como também é correta, em certa medida, as inúmeras notícias que apontam o Bullying que milhares de adolescentes sofrem em todo o país.

Entretanto na última sexta-feira, dia 6 de maio, a Zero Hora, nosso PIG-Mor, jogou fora todo esse “discurso” de convivência social que sua linha editorial finge ter. Nesse dia o jornal publicou uma piada mais que preconceituosa com as “gordinhas”. Para piorar a coisa, sim pode ser pior, ela foi publicada num caderno para adolescentes, confira:

"Joãozinho foi à balada, encontrou uma menina gordinha:

- E aí, gata, rola???

E ela:

- Rola, claro que rola.

E ele completou:

- Então deita aí, que eu empurro!!!!!"

É inaceitável que um jornal de ampla tiragem publique uma "piada" tão discriminatória e machista? Mais inaceitável ainda é que isso acontece em um suplemento especialmente dirigido ao público adolescente.

Que a Zero Hora, e o grupo RBS, tem uma visão distorcida, sectária e massificadora da juventude é um fato. Mas esse e outros exemplos, que acontecem nesse mesmo suplementos, reforçam a imposição de um padrão de beleza inatingível, que escraviza as mulheres e as coloca como um objeto na mídia.

É com essas piadinhas de mau gosto que o que há de mais asqueroso na sociedade se perpetua por tanto tempo.

Machismo, homofobia, racismo, preconceito são convicções que sempre estão nas linhas ou entrelinhas do PIG!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um poema...


"As árvores podadas parecem mãos enterradas dos vivos"
Mário Quintana
A foto da Daniela Xu diz tudo, assim como o poeta.

Quais segredos ficarão "entrerrados" na Marrecas?

De duas coisas uma. Ou o Samae não sabe fazer conta direito ou então tem muita coisa mal explicada na construção da barragem do Marrecas. Ontem a base governista, liderada pela “motorista de patrola” Geni Peteffi, rejeitou um pedido de informações sobre o aumento de 66%, no mínimo, no orçamento inicial para a construção do Marrecas. A obra começou orçada em R$ 120 milhões, em 22 de dezembro de 2009 o prefeito Sartori disse que a obra custaria R$ 150 milhões, depois na CIC, no ano passado, o valor aumento para R$ 180 milhões, em novembro passado a Câmara aprovou a contratação de um financiamento de mais de 50 milhões.

A líder do governo na Câmara alega que “a obra é complexa e muitas despesas não podem ser previstas, pois vão surgindo ao longo da construção do empreendimento”. Ok, que é complexa ninguém tem dúvida, mas esqueceram de calcular mais da metade dos custos?

Os vereadores de oposição tentaram argumentar que se não tem nada a esconder por que não aprovar o pedido de informações? Outra preocupação é com o valor gasto em desapropriações, que deveriam ser aprovados pela Câmara e não o foram. Estaria aí a justificativa para o aumento dos custos.

A barragem do Marrecas é o grande trunfo da administração Sartori, toda a semana grupos de pessoas são levados a conhecer a obra. Já foram jornalista, presidentes de Amob, empresário, senhores, senhoras, etc. Todas essas atividades tem brindes e várias tem almoços pagos por não sei quem.

No ano que vem a barragem deverá estar pronta no ano que vem. Sua capacidade de armazenamento é de 33 milhões de metros cúbicos. Só para efeito de comparação, segundo dados do próprio Samae, Caxias despediça por ano 25 milhões de metros cúbicos de água, ou seja, 75% do que existirá no Marrecas. Portanto em menos de um ano uma área de 215 hectares estará em baixo da água e quaisquer questionamentos irão junto.

É parece que o Samae não sabe fazer conta direito, espero que seja isso.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Convenção o PDT diz em alto e bom som: Sartori agora é a nossa vez

A convenção do PDT de Caxias do Sul, ocorrida no último final de semana, apontou que o partido iria ter candidato próprio para as eleições municipais de 2012. A chapa vencedora, de número 3, uniu antigos desafetos (Alceu, Kalil e Vinícius). Ainda consagrou o atual deputado estadual, e gaudério dos pampas, Alceu Barbosa Velho, como futuro candidato da sigla para a prefeitura.

Esse movimento, inclusive era o esperado, já que o PDT foi fiel escudeiro do governo Sartori por dois mandatos. Fica a pergunta:

O PMDB vai ter humildade e coragem suficientes para ser vice do PDT?

É aguardar para ver...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Liberdade de imprensa não rima com monopólio da comunicação

Em 1993 a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 3 de maio como Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A existência de uma imprensa livre, pluralista e independente é componente essencial de qualquer sociedade democrática. Acima disso, mas não desassociado, está a luta pela liberdade de expressão, que não se limita apenas aos meios de comunicação, mas também a todas as expressões humanas. Esses dois direitos fundamentais, e muitos outros, foram os objetivos das centenas de pessoas que lutaram por democracia no nossos últimos “anos de chumbo”, mesmo que parte da imprensa estivesse ao lado dos opressores.

Entretanto o direito à liberdade de imprensa não significa que as empresas de comunicação tenham o direito de constituir monopólios e de alienar o pensamento de uma sociedade. Ficando só no exemplo do Rio Grande do Sul, o Grupo RBS, é uma verdadeira máquina de cooptação ideológica.

A RBS é uma megaempresa de comunicação que controla praticamente todas as áreas. Ela tem:



Ou seja, ela influencia no que você vê, ouve, lê, acessa pela internet e até se você fizer uma ação social lá tem o dedo da RBS.

No artigo 220 da Constituição Federal, § 5º, consta: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. O Código Brasileiro de Telecomunicações define um limite de dez emissoras de televisão pertencentes à mesma entidade, sendo no máximo duas por estado. Há muitos anos, a RBS descumpre sem qualquer tipo de punição – aliás, o grupo sequer demonstra qualquer tipo de medo de punição. O argumento jurídico é risível: o registro das emissoras é dividido entre os diferentes CNPJs da família Sirotsky.

Apesar disso tudo ainda há algumas trincheiras nessa luta inglória. Os meios de comunicação digital (blogs, redes sociais, etc), possibilitaram que as informações não ficassem restritas “aos meios oficiais de comunicação”. Hoje blogueiros independentes são responsáveis mostrar a manipulação que a “mídia tradicional” faz dos acontecimentos. Não é preciso mais aparecer na página da Zero Hora para ser verdade. Apesar de não podermos publicar páginas de jornal falando da liberdade de imprensa, todos os blogs são diretamente responsáveis para que ela exista, e sem monopólio.