domingo, 31 de julho de 2011

Para ABGLT, Du Loren aproveita fragilidade social de homossexuais para repercutir na mídia

Publicado originalmente no Sul 21

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou nota de repúdio à notícia de que a Du Loren deve lançar campanha publicitária estrelando o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Para a associação, a empresa que fabrica roupas íntimas vai se enveredar pelo caminho que trilha o parlamentar: “se valer da fragilidade social de milhões homossexuais para repercutir na mídia”.

A ABGLT classifica a campanha que a Du Loren pretende lançar como de “péssimo gosto” e também lamenta a notícia de que Bolsonaro só aceitou participar porque a transexual Ariadna, ex-participante do programa BBB, não participará mais da campanha. Na propaganda, será dito “esse kit ele (Bolsonaro) aprova”, em contraposição ao kit Escola Sem Homofobia.

A notícia de que a indústria Du Loren pretende colocar o deputado federal Jair Bolsonaro como garoto-propaganda de uma linha de calcinhas traz inconformismo e revolta ao segmento de pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis), por se tratar de um político que usa seu ódio aos homossexuais como “vitrine” para conseguir espaço na mídia.

Para nossa decepção, parece-nos que a Du Loren também pretende enveredar pelo mesmo caminho das posturas infelizes do deputado: o de se valer da fragilidade social de milhões de brasileiros homossexuais para repercutir na mídia uma campanha publicitária de péssimo gosto. “O kit é necessário, entre outras razões, porque as pesquisas mostram que em torno de 70% das pessoas LGBT já foram discriminados em algum momento da sua vida e 20% já sofreram violência física em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Com essa campanha a Du Loren estará colaborando para manter ou até piorar este quadro sombrio e para reforçar a linha de pensamento machista, racista e homofóbico do deputado Bolsonaro”, diz a ABGLT.

Ao Terra Magazine, o presidente da Du Loren, Roni Argaliji, declarou que a opinião de Bolsonaro tem que ser respeitada. “Não é só ele que pensa desta maneira. Tem muita gente que o segue, tanto que é deputado, foi eleito”, disse. Ele também elencou uma série de campanhas da Du Loren que chocavam por outros aspectos, como uma que defendia o aborto. E disse que um possível boicote à Du Loren é “coisa de quem tem QI de ameba”. “Isso é iniciativa de gente que não tem opinião. Só porque eu, Roni, sou a favor ou sou contra ou não tenho opinião a favor ou contra vão me boicotar? Isso é coisa de gente com QI de ameba, gente burra, gente ignorante que não tem o que fazer”.

Confira a íntegra da nota da ABGLT:

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO DA ABGLT À DU LOREN

A notícia de que a indústria Du Loren pretende colocar o deputado federal Jair Bolsonaro como garoto-propaganda de uma linha de calcinhas traz inconformismo e revolta ao segmento de pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis), por se tratar de um político que usa seu ódio aos homossexuais como “vitrine” para conseguir espaço na mídia.

Para nossa decepção, parece-nos que a Du Loren também pretende enveredar pelo mesmo caminho das posturas infelizes do deputado: o de se valer da fragilidade social de milhões de brasileiros homossexuais para repercutir na mídia uma campanha publicitária de péssimo gosto.

Nossa indignação torna-se ainda maior quando se lê – conforme notícias publicadas pelo jornal ‘O Globo’ e pela revista ‘Exame.Com’ – que a Du Loren retirou a transexual Ariadne, para conseguir que o deputado Bolsonaro concorde em aparecer na campanha, onde ele dirá que “esse kit ele aprova” (referência ao “kit anti-homofobia”, que está em discussão no Ministério da Educação).

Caso a Du Loren não saiba, o Kit Escola Sem Homofobia é uma ferramenta educativa do projeto Escola Sem Homofobia e foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Peça fundamental, portanto, para ajudar a desconstruir o preconceito por parte de estudantes contra pessoas homossexuais.

O Kit é necessário, entre outras razões, porque as pesquisas mostram que em torno de 70% das pessoas LGBT já foram discriminados em algum momento da sua vida e 20% já sofreram violência física em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Com essa campanha a Du Loren estará colaborando para manter ou até piorar este quadro sombrio e para reforçar a linha de pensamento machista, racista e homofóbico do deputado Bolsonaro.

29 de julho de 2011

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Governo lança o Plano Safra Estadual com investimentos acima de R$ 1 bilhão

O governador Tarso Genro lançou, na manhã desta segunda-feira (25), no município de Sério, no Vale do Taquari, o Plano Safra Estadual, que prevê um total de investimentos para o agricultor de R$ 1,05 bilhão, financiados pelo Banrisul, com juros reduzidos. O valor poderá ser usado para custeio, investimento e comercialização. Além dos recursos financiados pelo Banrisul, os agricultores terão disponíveis mais R$ 14 bilhões do orçamento do Governo Federal.

Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini
O ato marcou as comemorações do Dia do Colono e lotou as dependências do salão paroquial da Igreja São José, em Sério. "É uma iniciativa ousada do Rio Grande do Sul" afirmou o governador Tarso Genro. O Estado torna-se um dos primeiros do Brasil a elaborar o seu plano específico. Para o governador, "mais do que um alinhamento com o Governo Federal, o Plano Safra Gaúcho é agente proponente de políticas voltadas à inclusão, à redução das desigualdades no campo e indutor do desenvolvimento agrícola. É resultado de amplo diálogo entre movimentos populares e sociais, Secretarias de Estado, bancos estaduais e ministérios".

O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, cuja pasta vai comandar a maioria dos projetos anunciados no Plano Safra Gaúcho, disse que o Governo está valorizando este importante setor que é a agricultura familiar. Alinhado com o Plano Safra Nacional para a Agricultura Familiar, lançado há uma semana, "aqui (no RS) temos políticas específicas que não são voltadas somente ao crédito e seguro agrícola. Nosso Governo vai investir em políticas de reestruturação de médio e longo prazo", disse Pavan. Em seguida, ele explicou cada um dos programas do Plano Safra Gaúcho que vão ser desenvolvidos pela SDR.

Outro secretário presente ao evento, Luiz Fernando Mainardi valorizou o papel da extensão rural. Disse que "o Plano Safra Gaúcho vai fazer com que o Estado dê um apoio maior à pesquisa e extensão rural e busque, também, novas tecnologias." Com isso, crê que o RS se desenvolva ainda mais.

Representando os trabalhadores rurais, Frei Sérgio, da Via Campesina, disse que o Plano é muito importante e não deve ser um ponto de chegada, mas de partida. Cobrou que o Governo do Estado esteja atento às questões das dívidas dos agricultores junto ao Pronaf.

Por sua vez, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag) considerou que a criação de uma Secretaria específica para os assuntos da agricultura familiar (Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo) e o Plano Safra Gaúcho monstram a preocupação do Governo do Estado com este setor. Já o presidente da Fetraf-sul, Celso Ludwig, quebrou o protocolo e chamou um representante dos pequenos agricultores para sentar ao lado do governador. Disse que se não fossem as mãos calejadas destes trabalhadores, não teríamos o pão, o leite e o alimento que vai pra nossa mesa todos os dias.

Além de dezenas de agricultores familiares, também, participaram do lançamento do Plano Safra Gaúcho a secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Márcia Quadrado, o secretário Nacional de Agricultura Familiar, Laudemir Muller, os deputados estaduais, Edgar Pretto e Luiz Fernando Schimdt, e o deputado federal Dionilso Marcon, todos do PT, e a prefeita de Sério, Dolores Kunzler.


Texto: Roger da Rosa/Aline Rodrigues

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Façam suas apostas: quais ministros do Governo Dilma votaram no advsersário?

Em entrevista ao PIG Folha de São Paulo, o Ministro da Defesa desde o Governo Lula, Nelson Jobim (PMDB), declarou que nas eleições de 2010 votou em José Serra para Presidente.

Analisando-se o nada invejável passado profissional de Jobim, quando da sua atuação frente ao Supremo Tribunal Federal, verificamos que se trata realmente de um cidadão com posições bastante moderadas.

O Ministro da Defesa tem se apresentado frequentemente fardado, demonstrando estar confortável à frente da função e saindo em defesa das causas militares. É contra a invalidade da Lei de Anistia no perdão a torturadores e contra a instituição da Comissão da Verdade.

A Presidenta Dilma determinou no início do ano que o ministro desautorizasse qualquer afirmação de militares em defesa da ditadura, ponto de tensão durante o 31 de março, quando se relembra o dia do golpe de Estado.

O currículo de Nelson Jobim é vasto: deputado constituinte, deputado federal, ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – indicado pelo ex-presidente tucano.

Em seu discurso de homenagem a Fernando Henrique Cardoso pelos 80 anos do ex-presidente, Jobim citou Nelson Rodrigues:

“Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento.”

Poderia ter ficado quieto...

Alguém ainda tinha dúvidas do voto do Ministro?

O mais lamentável, na verdade, é que, mesmo sabendo de que lado joga Nelson Jobim, o PT tenha dado guarida para suas posições reacionárias, dando-lhe tão importante Ministério.

Agora, podemos iniciar nossas apostas: e os demais Ministros do Governo Dilma, votaram em quem?

Justiça determina suspensão da barragem do Marrecas, em Caxias do Sul

Em março desse ano a justiça suspendeu o corte de 6.500 araucárias e outras árvores nativas para a formação do lago da barragem do Marrecas. Acontece que agora, no dia 19 desse mês, a justiça ordenou que a prefeitura pare, de vez, as obras da represa.

Essa informação foi veiculada pela EcoAgência Solidária, uma agência de notícias que tem como foco a causa ambientalista. Segundo a matéria que usa como fonte a InGá, Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, uma das entidades que impetrou o mandado de segurança contra o Ibama, em parceria com o Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza e a União Pela Vida. “A audiência desta semana foi positiva pois reafirmou a posição do judiciário e do Ministério Público Federal e mostra que eles não se renderam às pressões políticas e econômicas que pairam sobre o caso”, pontua Emiliano Maldonado, advogado do InGá.

A obra já consumiu quase R$ 200 milhões e tinha como previsão de término para o ano que vem. Segundo Emiliano o próximo passo é refazer todo o processo de análise e licenciamento. “Não haverá mais desmatamento até segunda ordem. Segundo pactuado na audiência, espera-se que agora será, finalmente, feita uma análise séria quanto às alternativas técnicas à construção da barragem, e também quanto à localização adequada do empreendimento”, comentou.


Na audiência judicial foi definido que a anuência-prévia concedida pelo Ibama para a supressão da vegetação primária é irregular por ter sido emitida sem a análise das alternativas técnicas e locacionais, à revelia das leis de proteção ambiental. Agora, a o Instituto terá que rever a anuência. “Não é possível que o próprio poder público desconsidere as normas previstas na Lei da Mata Atlântica e da Política Nacional do Meio Ambiente”, reclama Emiliano, acrescentando que as Ongs também trabalham no sentido de responsabilizar os funcionários públicos que descumpriram a legislação.

“O município descumpriu a primeira determinação da juíza e não parou as máquinas quando deveria. Agora, eles alegam que a barragem está num estágio avançado, pois querem tornar a obra um fato-consumado. No entanto, vamos continuar lutando para impor condicionantes que minimizem os danos, que são muitos”, ressalta Emiliano.

Velha gestão, novo desperdício


O advogado observa que a própria incompetência da prefeitura na gestão do abastecimento dos recursos hídricos já inviabilizaria a obra: Caxias do Sul é um dos municípios brasileiros que mais desperdiça água. Apenas no ano passado, 57,87% da água tratada não chegou à torneira da população. “O índice de perda de água é de quase 60%, sendo que o próprio contrato com o BNDES, um dos financiadores da obra, estabelece um limite de 40%. De que adianta construir um novo reservatório se a água vai passar pelos mesmos canos?, questiona.

Veja aqui o trâmite da ação


Consulte aqui a Ata da audiência


Leia a matéria original


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prefeitura de Caxias destrói casas no Altos da Maestra

Não foi somente a chuva que deixou Caxias do Sul mais cinza na manhã da última terça-feira (26.07). Numa ação autoritária, arbitrária e ilegal a Prefeitura derrubou quatro casas de moradores do loteamento Altos da Maestra, zona norte da cidade. Funcionários da Guarda Municipal, Codeca e da Secretaria de Habitação chegaram por volta das 8h30min e com o auxílio de retroescavadeiras puseram abaixo a residência de quatro famílias, cada uma delas com três filhos, sendo 10 crianças. Havia ainda cinco cachorros e três gatos. A reintegração de posse realizada no Altos da Mastra foi ilegal, já que o juiz interino da 2ª Vara Cível da Fazenda Púbica, Sérgio Fusquine Gonçalves, assinou despacho determinando a suspensão do cumprimento do mandado.

O morador Jair Ribeiro Leite, que reside há 5 anos no local, desolado, assistiu à ação sem nada poder fazer, ao lado da esposa e dos filhos. “Não temos para onde ir, perdemos tudo”, lamentou. Outra moradora, conhecida como Ivanir, disse que os moradores procuraram a prefeitura para providenciar outro local para morar e que não foram avisados de que deveriam deixar suas casas na manhã de ontem. Os moradores também relataram que sofreram ameaças dos funcionários da prefeitura. “Nós perguntamos aonde iríamos pousar (dormir) e um dos guardas disse que ia ser na cadeia”, contou um dos moradores.
Um vídeo feito por um cinegrafista amador mostra o drama das pessoas que assistiram a destruição dos seus lares de perto. A filmagem mostra um senhor que resumiu em poucas palavras a revolta de quem batalhou para construir sua casa, vendo o sonho ruir por máquinas obedientes a um governo sem nenhum caráter social. “É uma judiaria. Aqui em Caxias não tem lei”, lamentou.

Justiça determina reconstrução de casas demolidas

O juiz Sérgio Gonçalves ordenou em despacho assinado ontem (27.07) que o município reconstrua as quatro casas demolidas. Ele deu prazo de 10 dias para a reconstrução, sob pena de multa diária de R$ 500. O despacho do juiz surgiu em função de petição da Defensoria Pública. O procurador em exercício do município, Victório Giordano da Costa, afirmou que o município irá recorrer da decisão judicial. A Justiça tenta recompor a ação que deixou 17 pessoas de quatro famílias sem residência. Segundo a Secretaria de Habitação, as moradias ficavam parte em zona de risco e parte em área destinada à abertura viária.

O assunto tomou conta da sessão de ontem da Câmara, com a presença de famílias atingidas. Até vereadores da situação se manifestaram em solidariedade às famílias.

“Jamais os moradores jamais vão esquecer o que aconteceu com eles. Reintegração de posse não se faz com um pé na parede patrolando casas”, discursou a vereadora Denise Pessôa (PT).

“ Eu estou do lado dos moradores. Nós vamos repor isso. Eu tenho certeza de que a Secretaria da Habitação vai repor isso. O município não deixará ninguém desamparado”, enfatizou Geni Peteffi (PMDB).

"O prefeito deve urgente vir a público e apurar responsabilidades”, declarou o vereador Rodrigo Beltrão, líder da oposição na Câmara, ainda na terça-feira.

Leia a íntegra da decisão do juiz Sérgio Fusquine Gonçalves

Efetivamente, chegou a conhecimento deste julgador o indevido cumprimento do mandado de reintegração de posse(fl.170), porquanto já havia ordem de suspensão do ato datada do último dia 22/07/2011 (fl.190). Cabe registrar que eventual responsabilização funcional pela falha será apurada no momento oportuno, sendo relevante neste momento o imediato retorno à situação anterior. Nesse sentido, DETERMINO a imediata reintegração dos demandados na posse do imóvel, já que esteada em situação fática duradoura e ausente, repise-se, decisão judicial em vigor apta a alterá-la. Além disso, restaram flagrantes, também, a ilegalidade e o açodamento no ato de demolição das edificações, não podendo tal ação ser extraída, ainda que por presunção, da decisão da fl. 152, já que de caráter interlocutório, descabendo atos de cunho irreversível. Por conseguinte, ORDENO que o Município autor proceda na reconstrução das habitações demolidas no prazo máximo de 10 dias, sob pena de multa diária no valor equivalente a R$ 500,00 (quinhentos reais). Quanto ao pedido de audiência para fins conciliatórios, aguarde-se o retorno da Magistrada Titular. Expeçam-se mandados. Intimem-se.

Veja abaixo o vídeo do momento da destruição das casas

Parabéns às novas Andro-executivas do PDT

O PDT Regional Serra tem nova executiva. São ELES: Presidente, Luiz Alberto Bochese; 1º vice-presidente, Kalil Sehbe Neto; 2º vice-presidente, Gustavo Toigo; secretário, Heleno Oliboni; tesoureiro, Antônio Brochetto; e vogais Guido Baggio e José Alberto Schiavão.

Não há uma mulher sequer. E a igualdade entre os gêneros, cadê?

O exemplo, logicamente, vem de cima. Eis a Executiva Nacional do Partido Brizolista: Presidente, Carlos Lupi; Vice-Presidentes, Jackson Lago; André Figueiredo, Brizola Neto; Secretário Geral, Manoel Dias; Secretário-Adjunto, Paulo Pereira da Silva; Tesoureiro, Marcelo Panella; Consultor Jurídico, José Queiroz; Secretário de Relações Internacionais, Vieira da Cunha; Secretário Adjunto de Relações Internacionais, Márcio Bins Ely; Vogais, Cidinha Campos, Miguelina Vecchio; Líder no Senado Federal, Acir Gurgacz; Líder na Câmara Federal, Giovanni Queiroz; Vice-Presidentes Regionais, Alceu Collares, Antonio Sérgio Vidigal, Cristovam Buarque e Ronaldo Lessa.

Na Nacional são apenas 2 mulheres: as vogais.

Lamentável que uma sigla de considerável representação não prestigie e não valorize suas mulheres. De fato, um atraso não reconhecer a participação das mulheres nos espaços de poder.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Marcha das Margaridas 2011 - Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade

A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta que integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – MSTTR e de movimentos feministas e de mulheres.

Realizada desde 2000, tem revelado grande capacidade de mobilização e organização. Seu caráter formativo, de denúncia e pressão, mas também de proposição, diálogo e negociação política com o Estado, tornou-a amplamente reconhecida como a maior e mais efetiva ação das mulheres no Brasil.

Seus principais objetivos políticos são:
  • Fortalecer e ampliar a organização, mobilização e formação sindical e feminista das mulheres trabalhadoras rurais; 
  • Contribuir para a democratização das relações no MSTTR, com a superação das desigualdades de gênero; 
  • Atuar para que as mulheres do campo e da floresta sejam protagonistas de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do meio ambiente; 
  • Dar visibilidade e reconhecimento à contribuição econômica, política, social das mulheres no processo de desenvolvimento rural; 
  • Denunciar e protestar contra a fome, a pobreza e todas as formas de violência, exploração, discriminação e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres; 
  • Propor e negociar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta. 

A Marcha das Margaridas se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista, com grandes mobilizações nacionais nos anos de 2000, 2003 e 2007.

Agora, em 2011, sua plataforma política tem como lema “Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”, parte da constatação de que a pobreza, a desigualdade, a opressão e violência predominam entre as trabalhadoras do campo e da floresta. E para reverter essa situação se faz necessário e urgente um conjunto de ações e medidas estruturantes que componham, articuladamente, um projeto de desenvolvimento que reconheça as mulheres como sujeitos políticos e em seu protagonismo econômico, político, social e cultural.

Neste ano, 100 mil mulheres trabalhadoras rurais, do campo, da floresta e da cidade marcharão nas ruas de Brasília.

Marcha das Margaridas: Um legado e uma homenagem a Margarida Maria Alves

Dirigente sindical, Margarida Maria Alves (1943 -1983) é o grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quanta bola fora!

A Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Caxias vai ganhar medalha de honra ao mérito ao fim do Governo Sartori. Com certeza é uma das Secretarias que mais dá bola fora!

Além do caos do tráfego caxiense que só aumenta, há duas das últimas alterações no trânsito que ninguém entendeu:

Quando foi inaugurado o Shopping San Pellegrino, ninguém sabia exatamente qual a repercussão do movimento de automóveis que o estabalecimento comercial traria. Pois bem, mesmo assim, a Secretaria de Trânsito voou na frente de tudo e de todos e, após uma premonição de que o trânsito realmente iria ficar entupido na Avenida Rio Branco, resolveu trocar o sentido de algumas ruas. Assim, dado o baixo movimento do Shopping até o momento, não faz sentido algum a Rua La Salle ter um sentido único (com o perdão do trocadilho) da Júlio de Castilhos até a Rua Machado de Assis (rua lateral ao shopping). Só ajudou a atrapalhar o trânsito local!

Isso sem contar todo o rebuliço feito com o "corta-não-corta" as árvores da Rio Branco...

Outra alteração que ninguém engoliu foi a (im)plantação de um semáforo na esquina da Rua Guia Lopes com a Pinheiro Machado. A alegação é de que ali ocorriam muitos acidentes. Eu nunca vi nenhum! É que na visão da Secretaria de Trânsito do Governo Sartori, quanto mais semáforos, mais organização do trânsito!

Muito pelo contrário! O caos do trânsito está instalado porque realmente há cada vez mais automóveis na cidade, mas também, porque aqui há semáforos demais! E isso deixa o trânsito totalmente truncado.

Parabéns à Secretaria de Trânsito que contribui diariamente com o estresse do povo caxiense!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Reunião da UAB sobre greve dos médicos decide fazer mais reunião


Apesar da boa presença de público ficou faltando presidente de bairro na Assembleia Geral da UAB. A plenária que reúne justamente os presidentes de bairro de Caxias do Sul contou com um pouco mais de 50 representantes - das mais de 100 pessoas que estiveram na reunião - na última sexta-feira, dia 22. O restante do público era composto pelo Movimento Vivo, diretoria da UAB, vereadores, CCs da Secretaria de Saúde e cidadãos.

A reunião contou com a ausência do presidente do Sindicato Médico de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos. Em uma carta que ele enviou à UAB e que foi lida na abertura dos trabalhos, Marlonei justificou a sua ausência dizendo que na última vez em que esteve numa reunião da entidade foi agredido verbalmente e por isso não voltaria mais.

Coube, então, a secretária municipal de saúde, Maria Antoniazzi, expor o quadro do movimento grevista e as ações que a prefeitura vem tendo. A secretária admitiu que o movimento grevista já dura mais de 400 dias em idas e vindas de paralisação. Outro ponto mencionado foi que houve uma disputa para saber quem representaria os médicos na negociação já que Marlonei não aceitava a representação do Sindiserv. Ainda na avaliação da secretaria mesmo com a liminar que obriga os médicos a atenderem com 50% do efetivo nas UBSs e em 100% no Pronto Atendimento, as lotações do último, e dos hospitais, são causadas, além do que já seria esperado na estação, pela diminuição do atendimento preventivo. A aposta da secretaria é na contratação emergencial de médicos que deve começar na próxima semana.

Público dividido

A principal divergência entre as pessoas que falaram era de quem era a responsabilidade por essa questão perdurar por tanto tempo. Enquanto uma parte dos presidente de bairro tentavam atribuir a responsabilidade somente ao Sindicato Médico, outro tanto cobrava a responsabilidade do gestor municipal, ou seja, do Prefeito Sartori. Até a CPMF foi tema de debate quando um presidente de bairro disse que ela tinha sido derrubada por que a oposição queria prejudicar o presidente Lula.

Entretanto houveram falas que exigiam uma mobilização mais enfática da UAB. Chegou-se a propor que quem não fosse atendido numa UBS, ou no Pronto Atendimento, registrasse um Boletim de Ocorrência. Outra informação que causou indignação aos presentes foi quando Tania Menezes citou uma fala do chefe de gabinete do prefeito, Edson Nespolo, de que a prefeitura teria uma contraproposta em “até 3 meses”.

O vereador Renato de Oliveira (PCdoB) disse, inclusive, que a população deve ficar atenta por que pode estar havendo um “coluio” entre o prefeito e o sindicato médico para a constituição de uma fundação de saúde em Caxias do Sul. Na visão do vereador essa situação é muito ruim pois atentaria aos princípios do SUS.

A deputada estadual Marisa Formolo (PT) disse que faltou, por parte do gestor público, habilidade em negociar com o sindicato médico.

Maria Antoniazzi e o velho discurso

Depois de 25 intervenções foi a vez da secretária retomar a palavra. Ao invés de responder os questionamentos, na falta de argumentos, partiu para o ataque. Como houveram inúmeras cobranças ela seguiu a lógica, que já é comum nesse governo, de dizer que tudo é partidarização. A secretária tentou atribuir os problemas na saúde do município aos governos federal e estadual (não lembrando que o estado foi governado por 4 anos pelo Rigotto – PMDB – e pela Yeda –PSDB, aliados do prefeito Sartori). Ela finalizou dizendo que serão instalados relógios ponto nos locais de trabalho e os dias parados serão descontados.

Os encaminhamentos da reunião

Mesmo tendo algumas falas que pediam mais mobilização a posição da UAB foi de cautela. Veja os encaminhamentos:

A primeira ação que será tomada é de uma reunião com o prefeito. Na sua fala Claudio Teixeira, que é da diretoria da UAB, disse que a entidade já reuniu com o prefeito e ele disse que não interviria nessa questão, que já há um grupo de trabalho cuidando disso.

Em segundo lugar é uma visita as cinco maiores unidades básicas de saúde;

Terceiro, uma visita ao Ministério Público;

Quarto a realização de uma audiência pública com a Comissão Estadual de Saúde da Assembleia Legislativa;

Quinto, um ato na frente do Sindicato Médico e da Prefeitura.

Esse calendário foi aprovado, podendo ter a ordem de algum dos itens alterada. Paradoxalmente coube ao ex presidente da UAB e atual presidente da Assembleia Geral pedir, também, por mais ação e menos conversa. Lembrando que ele presidia a entidade até um mês atrás e essa foi a primeira vez, em 1 ano, que a UAB discutiu a greve dos médicos.

*Fonte: Redação com informações do twitter

sábado, 23 de julho de 2011

Morre, aos 27 anos, Amy Winehouse

Dona de um talento inquestionável, de uma vida conturbada e de uma carreira meteórica, Amy Winehouse, morreu hoje, aos 27 anos, em seu apartamento em Londres. A cantora e compositora inglesa misturava o soul, jazz e o R&B, numa combinação que a tornou o principal nome da música do início do século XXI.


Seu primeiro disco foi Frank, de 2003, lançado apenas no Reino Unido, mas foi com o seu segundo disco "Back to Black", recebeu 6 indicações para o Grammy 2008, das quais venceu 5: Canção do Ano, Gravação do Ano, Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal Pop, Melhor Performance Vocal Pop Feminina.Back to Black atingiu grande sucesso comercial, sendo o disco mais vendido de 2007(mais de 5 milhões de cópias no ano) e com mais de 8 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro até o primeiro semestre de 2008 e 13 milhões de cópias vendidas até 2010.

Infelizmente, como sempre, a mídia estava mais preocupada nos escândalos. O uso excessivo de drogras, as bebedeiras e as entradas e saídas das clínicas de reabilitação eram prato cheio para os tabloides do mundo inteiro  (e até para os jornais "mais sérios"). Com certeza, como aconteceu com Michael Jackson, veremos muitos tributos, homenagens e reportagens especiais exaltando os talentos da artista. Continua valendo a mesma máxima, se Amy tivesse ressaltado o que ela fazia de bom talvez não tivesse morrido tão cedo.

Amy junta-se ao macabro Clube dos 27, formado por artistas que morreram aos 27 anos. Entre eles estão: Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones; Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain.

Abaixo, como uma homenagem a Amy postamos o clipe Back to Black.




Juíza casa-se com outra mulher

É o primeiro caso no Brasil em que uma magistrada assume sua relação homoafetiva. Sônia Maria Mazzetto Moroso, da 1ª Vara Criminal de Itajaí (SC), casou-se com a servidora municipal Lilian Regina Terres.A juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso, titular da 1ª Vara Criminal de Itajaí (SC) assinou no sábado o documento que a torna casada com Lilian Regina Terres, servidora pública municipal. Esta é a primeira união civil homoafetiva registrada em Santa Catarina , após a decisão do STF.

A primeira do Brasil ocorreu em Goiânia (GO), no dia 9 de maio, entre Liorcino Mendes e Odílio Torres. Até agora, ninguém da magistratura brasileira tinha antes, assumido publicamente esse tipo de relacionamento.

É a primeira pelo menos no Estado de Santa Catarina e eu sou a primeira juíza brasileira a assumir, comemorou Sônia.

Ela e Lilian já tinham um relacionamento estável antes da união oficial. Elas se uniram no dia 29 de maio do ano passado, numa cerimônia abençoada pela religião umbandista.

O juiz Roberto Ramos Alvim, da Vara de Família da comarca, autorizou o casamento civil das duas mulheres. O ato foi, então, celebrado no Cartório Heusi.

Familiares e amigos delas acompanharam a cerimônia. Rafaello, filho da juíza Sônia, também estava presente e ansioso pela união. O meu filho me chama de mãe e se dirige à Lilian como mamusca, conta Sônia.

Com o casamento, Lilian e Sônia decidiram acrescentar os sobrenomes uma da outra, ficando Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres e Lilian Regina Terres Moroso.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quando é com os outros...

O PIG caxiense de hoje faz uma leve crítica à base aliada do Governo Sartori, entitulada de Mágoa no Legislativo. Primeiro, o "nobre vereador" Elói Frizzo (PSB) criticou o jornal por ter feito uma pesquisa que aponta que a maioria das pessoas são contrárias à criação de mais seis vagas no Legislativo. Depois, a senhora majestade do Governo, Geni Peteffi (PMDB), disse que o jornal devia ser fechado por estar expondo posicionamentos contrários ao aumento da Câmara e por especular possíveis nomes à cabeça de chapa para as eleições do ano que vem.

Quando a direita apresenta essas posições reacionárias e ditatoriais, aí não se trata de ceifar a liberdade de imprensa...trata-se de mágoa no legislativo...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Creches: direito das crianças, autonomia para as mulheres!


Há mais de 5 meses as chamadas "Mães do Mariani" estão lutando por aquilo que conquistaram: uma creche no bairro.

A obra foi aprovada em uma reunião do Orçamento Comunitário. Porém, o presidente do bairro, através de uma "manobra", elegeu outra prioridade: uma área de lazer. E o lazer das mulheres que têm que cuidar em tempo integral de seus filhos, onde fica? Mais que isso: a ausência de uma creche no bairro legitima aquilo que é tão combatido pelo movimento feminista: o cuidado e educação das crianças como um dever natural das mulheres.
A construção de escolas de educação infantil , além de ser um direito das crianças, é uma política pública para as mulheres.

São as mulheres que primeiro abandonam seus empregos e estudos para enfrentar a missão de cuidado dos filhos. Por isso, tal política torna-se essencial para a permanência das mulheres no mercado de trabalho, sua qualificação e, consequentemente, garantia de sua autonomia.

Governo Sartori: autoritarismo à flor da pele!


"Mães do Mariani" foram proibidas de reivindicar
por uma ação judicial encaminhada pela prefeitura
Assim, depois de meses reivindicando um direito mais que legítimo, foi marcada uma audiência na Câmara de Vereadores para afinar o debate e, talvez encontrar uma solução. Todo o autoritarismo e truculência do Governo Sartori veio à tona:

Ninguém do Poder Executivo apareceu! Por quê? Porque o Governo entrou com uma ação judicial impedindo as mulheres de chegarem perto da obra. Pronto! Questão resolvida! A bola é minha e o campo é meu! A área vai ser de lazer!

Essa política apenas reflete aquilo que o prefeito Sartori é: um poço de trucuência, sem diálogo, sem conversa. Tudo se resolve pela via judicial: a greve dos médicos, a luta dos movimentos sociais...

É isso que pensa esse governo municipal: que a luta das mães do Mariani é um caso de polícia que não merece sequer ser ouvido pelas "autoridades"...

Afinal, é muito mais barato construir uma área de lazer do que construir e manter uma creche! Ah, se as mulheres cobrassem por todo o seu trabalho dedicado à casa e ao cuidado dos filhos...

Mas e Forqueta?

Outro absurdo que solta aos olhos: O Governo Sartori vai construir uma escola de educação infantil em Forqueta. Tudo certo, se não fossem alguns detalhes:
  • Em resposta a um pedido de informações à Câmara de Vereadores, o Secretário Municipal de Educação informou que o Bairro Forqueta não apresenta nenhuma demanda por creche. O déficit em educação infantil no bairro é ZERO! 
  • A licitação encaminhada para construção da creche não é nenhum pouco singelo: R$1 milhão e 700 mil. Com esse valor pode-se construir aproximadamente 3 creches, pois o valor médio de cada uma é de R$ 600 mil. 
Uma pena, pois os recursos vêm do Governo Fedceral, que inclusive vai continuar destinando valores por cerca de 1 ano e meio para manutenção da creche, que poderia ser transformada em 3 escolas para 3 bairros diferentes (e que realmente apresentam demanda!)

Ex-diretor da CEEE e ex-funcionário condenados por improbidade administrativa

A 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre julgou procedente a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual do RS contra o ex-diretor Administrativo da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Antônio Dorneu Cardoso Maciel (foto) e o ex-funcionário Carlos Dahlem da Rosa. Ambos foram condenados por atos de improbidade administrativa. Segundo a denúncia da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Carlos Dahlem da Rosa recebeu salários durante oito meses, entre março e novembro de 2007, durante o governo Yeda Crusius (PSDB), mas não trabalhou.

Na decisão, a magistrada Cristina Luisa Marchesan da Silva explica que “mesmo que posteriormente Carlos Dahlem da Rosa tenha ressarcido à CEEE os valores recebidos indevidamente, não invalida a conduta praticada, apenas pode atenuar a pena, como mais tarde será analisado.” O ex-diretor Administrativo da Companhia, Antônio Dorneu Maciel, foi responsabilizado por não controlar a frequência do funcionário, lotado em seu gabinete.

Carlos Dahlem da Rosa foi condenado ao pagamento de multa correspondente ao valor percebido de vencimentos de forma equivocada (considerando o salário da época, na data de março a novembro de 2007, valor que deverá ser corrigido pelo IGPM até o efetivo pagamento, uma vez que já foi feito o ressarcimento à empresa); a perda do cargo público na CEEE, a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos. Antônio Dorneu Maciel teve suspensos os seus direitos políticos por três anos e foi proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. As informações são do Ministério Público do RS.

Publicação Original em: RS Urgente

A luta das Mulheres por igualdade no mercado de trabalho

No dia 02 de julho, realizou-se em Caxias do Sul o II Encontro Municipal da Marcha Mundial das Mulheres. A parte da manhã ficou reservada para um debate com a sociedade, sobre o tema “Mulher e Mercado de Trabalho”, que contou com a participação de Estela Villanova – militante da MMM e integrante do Núcleo Feminista Lua Nova Guayí e Natália Pietra Méndez – professora do curso de história e integrante do Observatório do Trabalho da UCS.

O painel contou com a participação de representantes da sociedade civil, lideranças sindicais e comunitárias, conselheiras do COMDIM, movimento estudantil, pastoral da juventude, economia solidária, além de representantes do Poder Público e mandatos parlamentares.

Para introduzir o debate, foi passado o vídeo “Mulheres Invísiveis”, que retrata a estrutura da divisão sexual do trabalho. O vídeo denuncia a hierarquia estabelecida pelo capitalismo entre o trabalho tido como produtivo (esfera pública, do mercado) e o trabalho tido como reprodutivo (esfera privada, do cuidado, da família), como se um não dependesse do outro, e não fossem igualmente importantes para o desenvolvimento da humanidade.

A Profa. Natália iniciou a discussão, trazendo os levantamentos do ‘Boletim Mulher e Mercado de Trabalho’ do Observatório do Trabalho da UCS que realizou pesquisa com dados da última década (1999 à 2009) em Caxias do Sul.

A pesquisa abrange apenas o mercado formal de trabalho, e traz dados assustadores. Caxias do Sul tem sua economia centrada no setor metalúrgico, que privilegia a mão-de-obra masculina. Mesmo assim, as mulheres representam 42% do mercado formal de trabalho em Caxias, e ingressam nestes setores recebendo os menores salários oferecidos pelo Mercado. Constatou-se que apesar do significativo aumento de mulheres no mercado formal de trabalho na última década, isso não significa que o número de homens tenha diminuído. O que ocorre, na realidade, é que as mulheres estão ocupando os espaços que foram abandonados pelos homens, principalmente em decorrência da baixa remuneração.

Constatou-se também que aproximadamente 60% das mulheres com vínculo empregatício no mercado formal, estão concentradas na faixa salarial de até 2 s.m., enquanto não chega a 30% as que percebem mais de 11 s.m. Ademais, a remuneração auferida pelas mulheres oscilou na faixa de 54,4% a 57,1% da renda masculina no setor da indústria (superando a média nacional de desigualdade salarial (30%).

Por fim, a pesquisa mostra também, que as mulheres são mais escolarizadas que os homens, no entanto, tal escolarização não tem servido para alcançar a equiparação salarial no mercado de trabalho, serve apenas para permitir a entrada das mulheres no mercado formal, pois as que não possuem qualificação escolar, acabam por permanecer na informalidade.

Importante ressaltar que os dados levantados são relativos a mulheres brancas. Quando se fala em mulheres negras os índices são ainda piores. Para a mulher negra é mais difícil tanto a entrada no mercado de trabalho como o ingresso nos melhores postos.

Também é muito preocupante as estatísticas em relação à juventude. A entrada dos jovens no mercado de trabalho ocorre de forma precária e nas piores condições. São vítimas do grande dilema da experiência para o trabalho. Precisam estudar para se qualificar, mas precisam trabalhar para sobreviver. Ganhando baixos salários, não conseguem estudar e trabalhar, sendo obrigados a abandonar, muitas vezes, os estudos.

Estela Villanova trouxe dados relacionados ao mercado informal de trabalho, especificamente sobre a Economia Solidária.

Diferentemente do que muitos pensam, os empreendimentos da ECOSOL não são formados majoritariamente por mulheres. Um mapeamento feito recentemente mostrou que as mulheres representam apenas 37% dos empreendimentos.

Percebe-se que mesmo na Economia Solidária existe latente desigualdade de gênero no que tange a formação dos grupos de trabalho. Os empreendimentos maiores, formados por mais de 20 pessoas, e, portanto, que acabam tendo mais oportunidades de renda (metalurgia, vinícolas...) são formados na sua grande maioria por homens. Por outro lado, os empreendimentos menores, ligados à alimentação, artesanato entre outros, que infelizmente não percebe grande rotatividade financeira, são compostos por mulheres.

É preciso analisar os motivos existentes atrás dos dados constatados. É fato que após muita luta do movimento feminista, e de avanços em políticas públicas para as mulheres, abriram-se diversos campos no mercado de trabalho. No entanto, o que é mais contraditório é que essa entrada das mulheres no mundo do trabalho não significa melhores posições ou melhores salários, apesar da escolaridade feminina ser superior à masculina.

Analisando esses dados, fica mais fácil entender o porquê do fenômeno da “feminização da pobreza”, onde 70% dos pobres do mundo são mulheres. Triste realidade que parece estar longe de um fim, já que a previsão é de que a equiparação salarial entre homens e mulheres aconteça em aproximadamente 87 anos.

Marcha Mundial das Mulheres/Caxias do Sul
http://mmm-rs.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de julho de 2011

100 dias e nada de solução para a greve dos médicos

Acredito que alcançamos um recorde. A greve dos médicos de Caxias do Sul deve ser o movimento grevista mais longo da história de nossa cidade. Na década de 80 houve uma greve dos professores estaduais que durou 90 e poucos dias. Até que nos provem o contrário o troféu cabe ao presidente do Sindicato Médico, Marlonei dos Santos.

Inclusive esse paralelo é interessante. Numa carta publicada no Jornal Pioneiro uma leitora comentou que se fossem professores a categoria já teria sido criminalizada pela greve.

Concordamos com a cidadã. Por serem membros da elite econômica e política da cidade a categoria não sofre as pressões que recairiam em outras categorias, como os professores por exemplo. Como o governo também está blindado (o disfarce da semana é o aumento do número de vereadores), a pressão popular também não é forte.

Nessa sexta haverá uma reunião da União das Associações de Bairros que, finalmente, discutirá o assunto. Vamos ver o que vai dar, só esperamos que a promessa do Marlonei não se cumpra, da greve durar mais 100 dias.

O maior "aspone" da prefeitura deixa o cargo

“Onde estivesse podre a boca, eu ia resolver. É pau para toda obra”
 Essa frase de "profunda sabedoria" era a explicação da função que o presidente do PTdoB caxiense, Natalino Sarapio, exercia na Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana.

Em resumo ele não tinha função nenhuma, era um cabide.

Essa é o quarto post que fazemos do "celebre" lider do PTdoB (juramos que não é perseguição, é que o rapaz é campeão em bizarrice).

Na sua passagem pela secretaria ele usou dinheiro público e servidores para fazer adesivos de carro do seu partido, cometeu assédio moral em servidores e criou polêmica dizendo-se contrário a lei (que o próprio governo está criando) que penaliza essa prática.

Agora ele vai para Porto Alegre e diz que a sua vaga?!?! será ocupada pelo partido, o que será que vem aí?


                   

PT do B: o partido que não para de crescer... o olho

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parabéns Bolsonaro! Pai e Filho são confundidos com homossexuais e apanham em São Paulo

O Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) já havia escapado de representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Ajudado pelo deputado gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM/RS). Bolsonaro estava no Conselho de Ética por suas declarações racistas e homofóbicas. 

Vítima teve pedaço da orelha arrancada por agressores
Enquanto alguns deputados corporativistas deram guarida a esse racista, um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens no recinto da Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista, a 225 km de São Paulo. Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados.

Depois do show sete jovens se aproximaram da dupla e pediram se os dois eram gays. Eles explicaram que eram pai e filho, mas mesmo assim, cinco minutos depois a turba voltou e começou a agredir os dois. Um deles teria mordido a orelha do pai, decepando parte dela.

O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de São João Boa Vista, Fernando Zucarelli, disse que foi aberto um inquérito e que já está tentando identificar os possíveis autores. A homofobia, que é a aversão a homosexuais, ainda não consta como crime no código penal brasileiro, mas, além da agressão, os jovens também podem responder por discriminação.

O sentimento de impunidade é isso. Um deputado declaradamente homofóbico e racista, que incentiva a violência é liberado, sem ao menos uma reprimenda, e atos de violência se espalham pelo país. 

Tá feliz Bolsonaro?

sábado, 16 de julho de 2011

A população está reagindo

Na última segunda feira publicamos uma matéria (veja aqui) falando que tanto o prefeito Sartori, quanto o presidente do sindicato médico, Marlonei, estavam de costas para a comunidade. Naquele momento falávamos que praticamente não havia reações da "sociedade civil organizada".

Bom chegou a notícia que a União das Associações de Bairros, UAB, irá se mobilizar para cobrar uma solução rápida para crise na saúde de Caxias do Sul. Entretanto teremos que esperar mais um pouco para que isso inicie. A UAB fará uma reunião extraordinária de sua Assembleia Geral (reunião que congrega todos os presidentes de bairro) no próximo dia 22 de julho. Nessa data a paralisação estará completando 101 dias (ou 473 dias de mobilização grevista).

A Secretária de Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, foi convidada para participar da reunião (não sei o que ela poderá dizer de diferente). Somente depois é que a entidade irá fazer alguma ação de rua, ou não. Mesmo com essa demora a atitude da UAB é uma diferença significativa na sua condução política.

Parece que agora a nova diretoria da entidade não tem mais tanto compromisso em agradar o governo municipal, mas essa situação ainda é provisória pois a sua diretoria é um grande agregado de forças políticas extremamente díspares umas das outras.

Mesmo sabendo disso é de se festejar que o movimento comunitário volte a se manifestar sobre os problemas da cidade, pois fazia quase 4 anos que ele estava num silêncio, quase constrangedor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Força-tarefa do Daer apresenta relatório de investigações

Depois de 90 dias de trabalho a força tarefa que apurou as irregularidades no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, DAER, gerou mais de 24 mil páginas de material, entre documentos, depoimentos e relatório, num trabalho que envolveu 27 pessoas.

Além das 326 páginas que compõem o relatório final, a força-tarefa anunciou a criação de uma comissão processante - que ficará sob o comando da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) - para dar continuidade às investigações e verificar a responsabilidade dos envolvidos em infrações.

Foram vários programas e ações investigado, aqui relatamos alguns deles;

Pardais e controladores eletrônicos de velocidade

O grupo avaliou que falta acompanhamento ou fiscalização por parte do Daer, permitindo que fossem utilizados equipamentos usados; inexistem critérios e/ou estudos técnicos para a definição da localização dos equipamentos; houve atuação exclusiva de empregados terceirizados na digitação de multas, cujo controle era efetivado pelo servidor Paulo Sérgio Vianna Aguiar, responsável pelo Sistemas Eletrônicos de Operações Rodoviárias (Seor) e apontado como um dos envolvidos nas denúncias veiculadas na mídia.

As investigações também apontaram falta de estrutura administrativa adequada à realização dos serviços; inexistência de controles internos confiáveis, nos mais diversos escalões administrativos; inobservância da autarquia das inúmeras recomendações expedidas pelos diversos órgãos de controle e assessoramento.

Programa 'O Estado na Estrada'

O Programa Emergencial para Manutenção de Rodovias Estaduais Pavimentadas lançado em 5 de novembro de 2008 pelo Secretário Daniel Andrade, foi dividido em 13 lotes, com previsão de manutenção de aproximadamente 2.261,03 km de rodovias. Cada lote do Programa foi contratado separadamente, resultando, assim, em 13 contratos, que totalizam um valor original de R$ 313.258.550,29. A execução das obras do Programa foi realizada sem a supervisão de empresas contratadas pelo Daer, fazendo com que a fiscalização e a supervisão recaíssem integralmente sobre as Superintendências Regionais da entidade.

A análise documental e as vistorias realizadas pela Força-Tarefa apontaram problemas ocorridos nos trechos em que houve manutenção rodoviária prevista no Programa em questão. As deficiências, sobretudo de fiscalização por parte do Daer, fazem com que a qualidade das obras entregues fique prejudicada, além de caracterizar má aplicação de recursos públicos.

Pedágios privatizados

A análise sugere ao Daer a realização ou contratação de estudo de contagem de fluxo de veículos nas praças de pedágio existentes nas estradas estaduais e realize inventário patrimonial em todas elas, conforme planos de investimentos previstos no Programa.

A conclusão é que qualquer definição acerca da existência ou não de eventual desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos somente será possível após a realização de detalhada análise de qualificação jurídica de cada um dos eventos de causadores de desequilíbrio.

Pedágio comunitário de Portão

As investigações apontaram uma série de irregularidades na administração do pedágio comunitário de Portão: problemas na sala de monitoramento; desregulagem das câmeras de fiscalização; ausência de relatórios de fiscalização do Daer; existência de diferença no valor de R$ 194 mil na praça de Portão, entre o declarado nos relatórios e o efetivamente depositado em favor do Daer; existência de isenções irregulares na praça de Portão.

As investigações resultaram em solicitação ao Ministério Público Estadual da apuração dos fatos referentes a irregularidades verificadas na praça de Portão, que resultaram na denúncia de 29 pessoas, dentre elas três servidores do Daer, e afastamento de 13, bem como ajuizamento de três ações relativas à praça de pedágio de Portão com denúncia por peculato e bando e quadrilha; improbidade; e afastamento e bloqueio de bens.

Fonte: Felipe Samuel - Assecom/RS

O óbvio que aconteceu e ainda vai acontecer


Óbvio que após tantos meses de omissão do Governo Sartori, a saúde sucumbe em Caxias do Sul.

Óbvio que o Pronto Atendimento e hospitais estão lotados, pois não há atendimento integral nas Unidades Básicas de Saúde.

Óbvio que há demora no atendimento, já que, aliada à greve dos médicos faltam profissionais na rede pública.

Óbvio que convém pro governo municipal, afinal, a meta é privatizar a saúde em Caxias e, quando a situação está ruim, o melhor é transferir a responsabilidade para um terceiro.

Óbvio que quem paga a conta é a população, que tem negado o acesso ao atendimento de saúde com qualidade (e agilidade).

Óbvio que quem segura as pontas são os servidores municipais da área da saúde que estão abarrotados de horas-extras e sob constante pressão e estresse.

Óbvio que os profissionais da área da saúde vão ficar doentes...

Óbvio que a bomba vai estourar, alguém vai morrer e o caos vai se instalar.

Óbvio que o Governo Sartori e Doutor Marloney vão gostar...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PT do B: o partido que não para de crescer... o olho

Além do assédio moral, presidente do PTdoB mandou
fazer esses adesivos usando recursos públicos
Já tá virando até piada. Uma vez por semana sai uma notícia (ou seria anedota?) do tal PTdoB. Nos causos contados pelo PIG apenas um protagonista: Natalino Sarápio. Ele é presidente do PT do B de Caxias e do Rio Grande do sul. Se bobear sai candidato a prefeito e governador.

Infelizmente, o CC do Governo Sartori que não sabe mais o que fazer pra aparecer, só dá balão. A última pérola foi a tentativa de desvirtuar a necessidade de criação de uma lei contra o Assédio Moral no serviço público. Talvez porque lhe serviu o chapéu. Afinal, é notório para os servidores da Secretaria dos Transportes que o citado CC é conhecido por assediar e tocar o terror entre os servidores municipais. Tudo em nome da excelência e competência do serviço público.
No fim, quem realmente está "pagando mico" é o prefeito Sartori, que permite que o "partido de um homem só" se some à fileira dos 15 partidos de coalisão do governo e ainda fature nas suas costas de forma oportunista.

                     

Ultima semana para conferir o filme "Homens e Deuses"

De hoje até domingo a sala de cinema Ulisses Geremias apresenta o filme "Homens e Deuses" (Des Hommes et des Dieux, 2010). O drama francês representou o país na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A história, baseada numa história real, retrata um grupo de oito monges franceses que vive em um mosteiro localizado no alto de uma montanha da Argélia. Liderados por Christian (Lambert Wilson), eles vivem em perfeita harmonia com a comunidade muçulmana local. O exército oferece proteção contra as ameaças que surgem, mas os monges a recusam. Preferem levar sua vida de forma simples, dando continuidade à sua missão independente do que vier a acontecer com eles.

O filme foi inspirado no sequestro dos sete monges pelo Grupo Islâmico Armado (GIA), ocorrido em  26 de abril de 1996. O filme faz uso de cartas escritas pelos monges para desenvolver a narrativa, que é protagonizada por Lambert Wilson, de “Um Plano Brilhante” e “Baby Love” e de Michael Lonsdale, de “A Questão Humana”. Exibido em diversos festivais, “Homens e Deuses” venceu o prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi o representante da França na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A direção é de Xavier Beauvois, de “O Pequeno Tenente”.

Sessões:
Dias 14, 15, 16 e 17 de julho
Quinta e sexta-feira, 19h30min | Sábado e domingo, 20h

Ingressos:
R$ 5 (integral) e R$ 2 (meia-entrada)

Classificação:
Indicado para maiores de 12 anos.

Local:
Sala de Cinema Ulysses Geremia
Centro de Cultura Ordovás
Rua Luiz Antunes, 312 - Bairro Panazzolo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Participação Popular: Depois de uma década, um bom recomeço

Chamou a atenção das pessoas presentes na Plenária da Participação Popular e Cidadã do Governo Tarso em Caxias, o fato de diversas pessoas terem saudado a volta da Participação Popular. Apesar de em nossa cidade existir o alardeado Orçamento Comunitário. As queixas que vinham neste sentido apontavam a falta de mobilização da Prefeitura em chamar as pessoas para as plenárias, além de jogo de cartas marcadas, sem contar com o não andamento das obras estabelecidas pela população. Este fato gerou um choque de concepção entre o processo municipal e o estadual. Um exemplo é o colapso na Educação Infantil, tema apontado como grave por algumas das intervenções e que é de responsabilidade do governo municipal.
Foto: Roque Jr.

A plenária faz parte do processo de Participação Popular e Cidadã e teve como objetivo apontar as demandas municipais que são de responsabilidade do governo estadual.

A atividade, que foi a maior na Região da Serra, teve a participação de 226 pessoas representando os mais diversos setores da sociedade, como os sindicatos, associações de moradores, estudantes secundaristas e universitários, trabalhadores da saúde e da segurança pública, etc.

As demandas apontadas pela plenária foram:
  • Duplicação da RSC-453, entre Bento Gonçalves e Farroupilha;
  • Conclusão do Trevão, na saída de Caxias para Flores da Cunha;
  • Fortalecimento da Uergs;
  • Construção de escola de ensino médio no bairro Desvio Rizzo;
  • Conclusão da escola de ensino médio do Vila Ipê;
  • Criação da casa do estudante em Caxias;
  • Reforma, ampliação e manutenção das escolas Cristóvão de Mendoza, Técnica de Caxias do Sul (Eetecs), Rachel Grazziotin e Santa Catarina;
  • Recursos para reforma, ampliação de leitos e para o setor de oncologia do Hospital Geral e para o Hospital Pompéia;
  • Plano estratégico regional de turismo;
  • Qualificação do trabalho da Delegacia para a Mulher;
  • Implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) em Caxias.
O principal tema da plenária foi a educação. Hoje Caxias conta com cerca de 220 estabelecimentos nesta área, contando com as escolas de educação infantil, escolas de ensino fundamental e médio, escolas técnicas e de ensino profissionalizante, além de Faculdades e a Universidade de Caxias do Sul. Aparentemente não faltariam equipamentos públicos para suprir a demanda por escolarização e qualificação profissional. O que se viu foi o contrário.

Hoje a rede pública de ensino sofre os efeitos do descaso com a educação implementado pelos Governos Rigotto e Yeda Cruzius. A escola de ensino médio do Bairro Vila Ipê é o exemplo mais gritante disso. A escola foi uma conquista do OP no governo Olívio e teve as obras iniciadas durante aquele período. Nove anos se passaram e a escola ainda não foi concluída. Atualmente precisa de um bom investimento para que seja finalizada.

Também foi reivindicada a construção de uma Casa do Estudante Regional para atender a demanda do ensino superior na nossa região. Hoje, graças ao ProUni, Caxias do Sul recebe centenas de estudantes de diversas regiões do país. A reivindicação teve como resultado o indicativo de formação de uma comissão Pró Casa do Estudante em Caxias do Sul.

Foram escolhidos 6 delegados e 6 Suplentes que terão participação no Fórum Regional de Delegados, o qual terá o seu primeiro encontro na quinta-feira, 21 de julho. Na ocasião serão escolhidas as prioridades que irão para votação direta pela população no dia 10 de agosto. Após a votação, as prioridades com maior número de votos entrarão para o cronograma de execução de obras do Governo do Estado.

Que seja bem vinda a nova Participação Popular em Caxias do Sul. Tomara que ela seja capaz de discutir e executar as demandas reprimidas há mais de dez anos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pioneiro sai em defesa da burguesia caxiense

Até que provem o contrário os colunistas do Pioneiro sempre puderam escrever com liberdade. Liberdade em termos, pois para chegar ao posto de colunista de política, é porque os donos do jornal já conheciam muito bem a posição da pessoa.

Tanto isso é verdade que quando era necessária uma posição mais forte, vinda da cúpula do jornal, o colunista tirava “férias de um dia” e o editor-geral, Roberto Nielsen, assumia como interino. Parece que isso não é mais necessário. O novo responsável pelo Mirante, Pietro Rubin, ou tem um grande poder de autocrítica, não revelada, ou aceita fazer o jogo do “dono do jornal”.

O caso que estamos falando é sobre as denúncias de nepotismo na FAS. A presidente da Fundação, Maria de Lurdes Grison, contratava a empresa do filho para prestar serviços de informática, como foi denunciado pela vereadora Denise Pessoa (PT).

Na edição de sexta-feira, 08, Pietro foi direto:

“Resta saber o que pensa o prefeito José Ivo Sartori (PMDB): se vai apurar se houve irregularidade e tomar uma atitude e, na carona, dizer a público que não concorda com Geni, ou se vai deixar tudo como está”. (veja a edição online)

Entretanto, no sábado, 09, ele já mudou de ideia:

“A permanência de Maria de Lurdes Grison na FAS é uma garantia de que a cobiçada secretaria não será usada como ferramenta eleitoral em 2012”. (veja a edição online)

Os argumentos para isso são os mais bizarros possíveis:

1 – Ela não precisa trabalhar pois vem de uma família com sólida estrutura financeira (mesmo assim seu filho precisava trabalhar para a FAS);

2 – Ela faz questão de ajudar os necessitados (o filho dela tava precisando mesmo de dinheiro)

3 – “Se ela contratou a empresa, foi por uma necessidade técnica imediata, não foi por má-fé – avaliou o frei Jaime Bettega, referência ética na cidade” (o Frei tá defendendo ilegalidades?)

4 – Que a FAS corre o risco de ser usada como ferramenta eleitoral em 2012 (como assim? Isso acontece em toda a prefeitura colunista?)

No fundo está, na verdade, a tentativa de salvar a pele de uma representante da burguesia caxiense. Se fosse uma pessoa com menos dinheiro, sobrenome ou fama seria acusada, julgada e condenada pelo Pioneiro.

Como não é o Pietro Rubin, a serviço dos seus chefes, está fazendo um abafa no caso e a farra continua rolando.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Marlonei e Sartori deveriam ser responsabilizados pela greve dos médicos

Essa é a opinião de 75% de nossos leitores. Para eles tanto o prefeito, Sartori (PMDB), quanto o presidente do Sindicato Médico, Marlonei, deveriam ser responsabilizados pelo movimento grevista, que já dura 90 dias de paralisação, e está prejudicando a população.


A discussão sobre o reajuste salarial para R$ 9.188,00 já dura mais de 460 dias com idas e vindas da paralisação. Somente nos últimos dias houve a apresentação, para a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, de uma contraproposta do sindicato. Nesse tempo todo em nenhuma vez o prefeito Sartori, reuniu com os grevistas. Houve somente uma iniciativa do vice prefeito em exercício, Alceu Barbosa Velho (PDT), mas que foi abandonada por Sartori.

Nesse mês os dias trabalhados começaram a ser descontados. Cerca de 70% dos médicos tiveram desconto no salário, segundo levantamento do Jornal Pioneiro. A prefeitura continuará com essa estratégia de desconto e também diz que instalará relógios pontos.

Essa situação nos mostra o quanto o tema da saúde, no município, é relevado a segundo, terceiro,..., plano. O importante para o governo é construir prédios, como foi o caso do Postão 24 horas, usado e abusado durante a campanha eleitoral. Entretanto não há nenhuma preocupação com o atendimento da população.

Marlonei já disse mais de uma vez que os médicos não vão cumprir às 20h semanais enquanto o salário não for de R$ 9 mil, ou seja, nem se não estivessem em greve o atendimento seria pleno. Os impactos são não são maiores porque já faz 7 anos que a população vem passando por isso e já se acostumou a não encontrar médicos nas Unidades Básicas de Saúde ou enfrentar longas filas no Pronto Atendimento.

A situação está tão desesperadora que não há nem para quem se reclamar. O prefeito e o sindicato médico estão de costas um para o outro e os dois estão desprezando a população. A Câmara de Vereadores tem poder limitado e ainda enfrente uma blindagem da base governista. Os sindicatos de trabalhadores estão em um silêncio constrangedor pois não podem ser contra a greve. O poder judiciário toma medidas esparsas e de pouca efetividade (se os grevistas não fossem representantes da fina burguesia a greve já tinha sido declarada ilegal). Sobraria ao movimento comunitário, que representa em tese as camadas mais desfavorecidas da sociedade, tomar uma atitude. Infelizmente já faz 1 mês que a nova diretoria tomou posse e até agora nada, nem uma declaração mais dura sobre o assunto.

Realmente a população de Caxias está abandonada.

sábado, 9 de julho de 2011

Uma frase...

"O Governo Federal tem sido parceiro, na área de segurança, de primeira ordem do município de Caxias do Sul de longa data"
Roberto Soares Louzada, secretário de segurança pública e proteção social ao admitir, na Assembleia Geral da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul, sobre os recursos que Caxias recebeu do Governo Federal.

Essa declaração foi feita hoje, sábado, durante a reunião com os presidentes de bairros. Louzada admitiu a importância dos investimentos do governo federal em Caxias do Sul. Foram mais de R$ 1 milhão para as câmeras de monitoramento de vídeo e R$ 928 mil para reaparelhamento da Guarda Municipal. 

Louzada disse, ainda, que há mais dois projetos, em Brasília, para aprovação. 

Geralmente o governo Sartori fala, timidamente, de onde vêem os recursos das inumeras obras que estão acontecendo em Caxias. A maior parte é dinheiro do governo federal.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Perolas da Geni [2]

Foto: Cristofer Giacomet
Na sessão de ontem da Câmara de Vereadores a vereadora Denise Pessôa, PT, no seu discurso da tribuna fez uma grave denúncia de suspeita de irregularidade na prestação de serviços de informática à Fundação de Assistência Social, FAS. Segundo a vereadora a empresa contratada, por dispensa de licitação, tem como sócio o filho da presidente da FAS, Maria de Lourdes Grison, e isso é proibido pela Lei Orgânica do Município. 


Como um foguete a fiel escudeira do governo, vereadora Geni Peteffi, utilizou-se da sua velha tática. Partir para o ataque e proferiu a seguinte pérola: 


“Quem cuidava da informática do Samae antes de a senhora ser vereadora era o cunhado do presidente do PT, e nós nunca falamos porque acreditávamos que faziam um bom trabalho. Devagar com o 
andor que o santo é de barro”


Aqui podemos perceber várias contradições:


* Primeiro o cunhado do presidente do PT, que não era CC da prefeitura não estava impedido de prestar serviços como o filho da presidente da FAS;


* Segundo, se não falou errou. Calou por omissão e quer que o mundo também feche os olhos;


* Terceiro, a tática de ataque demonstra, sem sombra de dúvida, que há algo de muito errado aí, mas isso deixaremos para a próxima postagem.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Barragem do Marrecas está "fazendo água"

A maior obra de propaganda do governo Sartori começa a fazer água. Apesar de todo mundo dizer que a construção do Marrecas é importante eu tenho cá minhas dúvidas. Primeiro por que por dados do próprio Samae a perda de água em Caxias é superior a 60%. Segundo o impacto ambiental dessa obra não foi muito bem estudado e terceiro parece o mais obvio ela está sendo usada como troféu eleitoreiro.

Mas agora o troféu parece feito de "ouro de tolo". O próprio diretor presidente do Samae, Marcus Vinicius Caberlon, admitiu que o custo da obra ultrapassará os R$ 200 milhões, ao invés dos R$ 130 milhões orçados inicialmente.

Isso significa um acréscimo de 65% no custo original. 

Eu não sei quanto a vocês mais isso parece, no mínimo, incompetência, ou coisa pior. Esse aumento absurdo já havia sido apontado pelo vereador Rodrigo Beltrão (PT), quando teve um requerimento de pedido de informações negado na Câmara de Vereadores, numa blindagem da base governista.

Um outro pedido de informações protocolado pelo vereador Guiovane Maria, também do PT, esse aprovado, chegou com uma série de dúvidas e o que gerou um novo pedido de informações. Parece, realmente que essa obra tem problemas graves.

Essa não é a primeira vez que o governo Sartori faz trapalhada em obras públicas. No outro mandato um obra também bastante alardeada, o viaduto Campo do Bugres, foi feito com uma altura que não permitia a passagem de determinados tipos de caminhões, o que obrigou a prefeitura a rebaixar a pista.

Tudo isso com dinheiro público.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jornal O Caxiense mostra seu lado PIG*

Uma cadeira obrigatória nos cursos de comunicação trata da Semiótica, que é o estudo dos símbolos e como os compreendemos. Sabe aquele dito que "uma imagem vale mais que mil palavras"? A Semiótica explica porque.

Bom, a capa do jornal O Caxiense dessa semana, edição 83, é um exemplo disso. A capa ilustra um conceito que diz que um copo está meio cheio ou meio vazio. O objetivo era mostrar que a discussão sobre as obras da Barragem Marrecas tinha dois lados, dois pontos de vista. Até aí tudo bem. Entretanto essa imagem carrega outro conceito implícito. Diz-se que o copo meio cheio é o otimista e o copo meio vazio, o pessimista.

E olhem só, os argumentos da oposição são o copo meio vazio. Isso é um detalhe muito sutil, mas é de sutilezas que vão sendo criados conceitos e ideias. Não podemos dizer que quem montou a imagem desconhecia essa história, pois caso contrário não a teria usado.

Para quem ler a matéria vai perceber que na verdade, para o jornal, os dois lados estariam tentando fazer algum uso político da obra. Nesse caso os três lados, pois o jornal também o fez.

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* Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista - Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 5 de julho de 2011

Partidarizando a festa

Na edição de 2008 da Festa da Uva as Rainhas e Princesas deixaram "seus compromissos oficiais" (eles que dizem que isso existe) para ir cantar parabéns na festa de aniversário do Prefeito José Ivo Sartori (PMDB). A alegação "oficial" da comissão organizadora elas não estavam como "soberanas" da festa. Naquela época a oposição chiou e até setores mais conservadores fizeram um pouco de cara feia, afinal de contas a festa seria "de toda a cidade" e o prefeito não poderia querer "bombar" seu aniversário com a presença das soberanas.
Governo Sartori tem uma grande dificuldade em separar o
público do privado

O que aconteceu na época é uma demonstração clara de apropriação privada do que é público. No caso apropriação por um partido, ou seja, partidarização. Mas parece que o fato não serviu de lição para ninguém. Muito sutilmente os "casais organizadores da festa" lançaram na agenda oficial das pré candidatas outro que ao nosso entender é partidário.

Tivemos acesso a agenda das pré candidatas e lá consta para o dia de hoje "Lançamento do Livro do Germano Rigotto na Casa da Cultura". Tudo bem que embaixo está escrito "opcional", ou seja, a participação nesse evento não conta para a escolha. Entretanto fica claro que os "casais organizadores da festa" estão querendo dar um plus, no lançamento do livro do ex-deputado e ex-governador Rigotto.

Muita gente pode pensas nesse momento que isso pode ser perseguição, muito antes pelo contrário. As candidatas participarão, ou serão convidadas a participar, de todos os outros lançamentos de livros de Caxias do Sul? ou só serão para esse por que o escritor é do PMDB? Será usada alguma estrutura, e custos, da festa para garantir essa participação?

Transparência é tudo e isso, com certeza você não lerá no PIG (grande mídia) caxiense.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chegamos a 100ª postagem

Essa postagem tem como único objetivo comemorar nossa 100ª postagem. Estamos oficialmente no ar desde 1º de fevereiro, queremos agradecer a todo os leitores e leitoras que nos visitaram, comentaram, tuitaram e divulgaram o nosso trabalho.