quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço

Esta foto da Câmara de Vereadores foi capturada no dia 17 de agosto (quarta-feira) por volta das 23 horas.

Note que o último andar, onde fica parte dos gabinetes dos vereadores, está com todas as luzes acesas, assim como outras salas da Câmara.

Das duas uma:

Ou os vereadores estão fazendo serão...
Ou esqueceram de apagar as luzes...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ligue SUS para orientação sobre aborto e contracepção

Proposta cria serviço telefônico do SUS para orientação sobre aborto 


A Câmara analisa o Projeto de Lei 1618/11, do deputado Roberto Britto (PP-BA), que cria um serviço telefônico para oferecer informações sobre métodos contraceptivos e aborto. 

De acordo com a proposta, o governo criará um número de três algarismos, a ser adotado em todo o País. As informações serão prestadas por psicólogos da equipe do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A medida, segundo Britto, vai possibilitar “às mulheres que recorrem a abortos clandestinos receberem a devida orientação por parte de profissionais preparados”. Outro objetivo é prevenir o aborto, a partir do acesso a informações sobre saúde. 

Políticas públicas 

O projeto também obriga a divulgação do número nas listas telefônicas e nas contas de telefone. Além disso, estabelece que os atendimentos realizados pelo serviço deverão ser gravados, resguardado o sigilo dos usuários, para compilação de dados. O objetivo é compreender a situação do aborto no País e fundamentar a elaboração de políticas públicas. 

“Levantamentos indicam a ocorrência de mais de 1 milhão de abortos por ano no País, que se dão, em grande parte, em precárias condições técnicas e de higiene, resultando em grande número de internações hospitalares devido a complicações, como sangramento e infecções”, afirma Britto. “Trata-se, portanto, de um sério problema de saúde pública”, complementa. 

Tramitação 

A proposta, de caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Íntegra da Proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Daniella Cronemberger

Publicação original: http://migre.me/5AyZe

Eu odeio rodeio!


A Assessoria de Imprensa da prefeitura municipal divulgou nesta semana que Caxias enviou representantes para a 6ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. A delegação foi chefiada por um CC da Prefeitura.

O que não ficou nítido na notícia foi se os outro cinco peões tiveram suas despesas pagas pelos cofres públicos.

É triste que o município deixe de investir suas forças e dinheiro em questões muito mais relevantes e importantes: cultura para tod@s, educação (especialmente hoje a educação infantil), saúde...

Aqui no Brasil, diferentemente do que é dito por muitos, a prática do rodeio nada tem de cultural, tratando-se de uma cópia do modelo norte-americano. 

A prática de Rodeios é triste e retrógrada. Festas que baseiam sua diversão no sofrimento e maus tratos de animais deveriam ser proibidas. A crueldade contra os animais é estarrecedora e refletem toda a desconscientização de uma platéia sádica e arcaica.

Ferida provocada pelo uso de sedém
Os animais utilizados nas práticas de rodeios sofrem flagrantes maus-tratos. O uso do sedém, instrumento que comprime a região dos vazios do animal, provoca dor, porque nessa região existem órgãos como parte dos intestinos, bem como a região do prepúcio, onde se aloja o pênis do animal. Portanto, o ato do animal corcovear é a comprovação de sua dor e estresse.

O que acontecem nesses rodeios nada mais são do que atos de selvageria e crueldades. Inclusive algumas cidades brasileiras já proíbem os rodeios, como Rio de Janeiro, São Paulo, Sorocaba, Guarulhos e Jundiaí. 

Secretário Feldman, não tinha nenhuma outra atividade mais culturalmente correta para investir?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sob novo regramento de horário Zarabatana terá que fechar às 23h

A partir da próxima quinta feira a dinâmica dos frequentadores do Zarabatana Café localizado junto ao Centro de Cultura Henrique Ordovás Filho vai sofrer mudanças. Passados 10 anos a renovação do contrato do Café apresentou modificações significativas na rotina do local.

Em abril desse ano a secretaria de cultura já havia tentado “filtrar” as atrações musicais que se apresentavam no palco do Zarabatana (veja a matéria). Naquela data a proposta era de fazer “shows de menor porte” no palco da Café e “shows maiores” na Sala de Teatro, ao lado do Ordovás. A proposta foi muito criticada e o secretário de cultura, Antonio Feldmann voltou atrás.

Agora, via contrato, e sem ser explicito a secretaria conseguiu mudar as regras. A partir do dia 1º de Setembro, o Centro de Cultura e o Zarabatana fecham às 23 horas. Não é apenas a entrada de pessoas que fica impedida depois desse horário, o Centro todo tem que fechar (espero que dêem uma tolerância senão as pessoas serão expulsas do local). Como de quinta a domingo há sessão de cinema e o volume do som atrapalha quem está vendo um filme a única opção é fazer apresentações acústicas para não interferir no outro espaço.

Com isso a secretaria consegue aplicar o seu filtro cultural. Agora fica a pergunta: E como ficam os usuários do local? Há vários anos atrás as portas já fechavam às 23 horas e isso acarretava inúmeros bate boca na portaria do Centro.

Mais uma vez, ao que parece, está prevalecendo a visão provinciana. Caxias quer atrair turismo mas restaurantes fecham às 23 horas, postos de gasolina a meia noite, os bares e casas noturnas tem preços exorbitantes e os poucos espaços culturais sofrem restrições de acesso. Essa é Caxias que idealiza a “cultura do capital”.

Falácias, amnésia seletiva e má sociologia da RBS deseducam o “Rio Grande”

Estavamos nos preparando para escrever uma postagem sobre esse assunto quando vimos o artigo o Weissheimer, do Blog RS Urgente. O artigo abaixo reflete a nossa opinião sobre a matéria tendenciosa da Zero Hora deste domingo.
Por Marco Aurélio Weissheimer





Eu quase não acreditei quando enxerguei a manchete do jornal Zero Hora deste domingo (28): “Gosto pelo confronto emperra o Rio Grande”. Ainda isso? Não é possível. Mas o grupo da RBS não desiste de sua tarefa de deseducar a população do Rio Grande do Sul: “Falta de consenso em temas importantes trava o desenvolvimento do Estado, que está ficando para trás em comparação com outras unidades da federação”. Não se trata apenas de uma incursão sociológica equivocada. É uma tese falsa que consegue a proeza de tirar conclusões sobre a situação econômica do Estado sem tratar de economia. Os problemas do “Rio Grande” seriam “uma cultura que valoriza o conflito, a polarização ideológica, a atmosfera de discórdia e a força do corporativismo”.
É verdade. A economia do Rio Grande do Sul vem perdendo terreno no cenário nacional, não acompanhando o crescimento médio registrado no país. Mas não é possível analisar esse problema sem levar em conta dados objetivos sobre a economia do Estado. Chega a ser constrangedor ter que afirmar isso. Até onde minha memória alcança, esse discurso foi inaugurado pela RBS no governo Olívio Dutra (PT) que, do início ao fim, foi caracterizado pelos veículos dessa empresa como um “governo do conflito”. Há um editorial inesquecível de Zero Hora, no dia seguinte à vitória de Germano Rigotto (PMDB), na eleição para o governo do Estado em novembro de 2002: o jornal comemora a derrota do “governo de conflito” e saúda a chegada do “governador pacificador”, que iria recolocar o “Rio Grande” nos trilhos.
Não recolocou. Rigotto fez um governo apático, sem grandes conflitos ou realizações. Há uma amnésia permanente nas matérias editorializadas da RBS sobre o “Rio Grande”. Uma amnésia que anda de mãos dadas com uma postura de tirar o corpo fora. Esses textos “esquecem” que a RBS tomou posições claras nas últimas décadas, defendeu propostas, projetos e determinados governos. Aliás, não só defendeu como participou ativamente dessas escolhas como ocorreu durante o processo de privatizações do governo Britto (PMDB), onde participou da compra da empresa telefônica do Estado. Na época, a RBS prometeu ao “Rio Grande” em seus editoriais que as privatizações, a vinda da GM, a guerra fiscal e a renegociação da dívida do Estado feita pelo governo Britto iriam colocar o Estado em um novo patamar de desenvolvimento. Não deu certo, assim como a pacificação de Rigotto e como o choque de gestão de Yeda Crusius (quando, aliás, um dos fiadores da pacificação de então era o coronel Mendes).
Naquele período, a tese da “mania do conflito” ainda não existia. Ela surgirá com o governo seguinte e, a partir daí, passará a ser afirmada e reafirmada até hoje. O Rio Grande do Sul teria perdido posições em relação a outros Estados por que aqui há um gosto pelo confronto, que teria suas origens na Revolução Farroupilha. A alternância de governos e de projetos é apontada como uma erva daninha, como se, em outros Estados da Federação não houvesse tal alternância. Em três páginas de matéria, não há uma única menção à manutenção de uma matriz produtiva que ignorou as mudanças na economia mundial. O sucateamento do setor calçadista, por exemplo, não tem nada a ver com o “gosto pelo confronto”, mas sim com a concorrência massacrante da indústria chinesa e de outros países asiáticos.
Entrevistei dias atrás, para o jornal Adverso, da Adufrgs Sindical (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre), o professor Luiz Augusto Estrella Faria, técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor associado da UFRGS nos cursos de pós-graduação em Economia e em Estudos Estratégicos Internacionais. Entre outras coisas, Faria fala sobre a decadência da economia gaúcha e aponta alguns elementos que não frequentam a má sociologia do grupo RBS:
O Rio Grande do Sul vive uma semi-estagnação desde nos anos 80. O Estado teve poucos momentos de crescimento neste período. É verdade que todo o Brasil viveu duas décadas perdidas em termos de crescimento, mas, mesmo assim, isso foi pior no Rio Grande do Sul, na média. Com exceção do início dos anos 2000, quando o Estado teve uma media de crescimento maior que a do Brasil, na década de 90 tinha sido pior e na segunda metade dos anos 2000 voltou a ser pior que a média nacional. Historicamente, o Estado sempre teve algo entre 7 e 8% do PIB brasileiro. Hoje estamos entre 5 e 6%.

A economia do RS não se modernizou neste período e ficou, em larga medida, vinculada a alguns setores tradicionais que passaram a crescer pouco por razões diversas. Durante boa parte desse período, os preços dos produtos agropecuários atravessaram uma fase ruim. Só foram melhorar na segunda metade dos anos 2000. Então, foram cerca de 15 anos com preços ruins para soja, milho, arroz e carne. Isso afetou um setor que, no RS, pesa mais do que a média nacional, que é a agropecuária. Além disso, a nossa indústria é, predominantemente, de pequeno e médio porte e vinculada a setores particularmente vulneráveis à competição da Ásia, principalmente.

O maior segmento da indústria gaúcha no início deste período era o calçadista. Hoje, ele praticamente sumiu do mapa, sufocado pela concorrência asiática, que produz o mesmo tipo de calçado, as mesmas grifes tradicionais, em condições de produção muito mais baratas, pois trabalha em uma escala gigantesca. Nós temos aqui pequenas empresas de calçado e lá tudo é mega. Há empresas com dezenas de milhares de trabalhadores fabricando calçado. Esse nível de escala dá um poder de competição gigantesco. Não dá para achar que podemos produzir com uma escala chinesa.
É pedir muito que, em uma matéria que pretende analisar a situação econômica do Estado, se utilize dados econômicos objetivos? Para os editores de ZH, aparentemente é. Mas isso não ocorre por acaso. A má sociologia é alimentada por uma postura arrogante que não reconhece os próprios erros e da “elite” econômica que esse grupo midiático representa. Uma “elite” que foi incapaz de ler as mudanças na conjuntura nacional e mundial e que sempre manteve um discurso hostil ao Estado, a não ser, é claro, na hora de pedir generosas isenções fiscais. A RBS se coloca do lado de fora do jogo, como se fosse um ente a-histórico a pairar sobre o “Rio Grande” e a explicar ao povo gaúcho o que ele deve ou não fazer. Suas escolhas políticas e econômicas permanecem sistematicamente dentro do armário. Isso é fundamental para que volta e meia Zero Hora venha nos alertar para os riscos da “mania de conflito” e do “gosto pelo confronto”. A RBS tem responsabilidade direta sobre várias das escolhas políticas e econômicas feitas no Rio Grande do Sul nas últimas décadas. E, sistematicamente, faz de conta que não tem nada a ver com isso. Talvez seja essa mistura de má fé, amnésia seletiva e má sociologia que esteja emperrando o “Rio Grande”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Economia do RS cresce 6,7% no primeiro semestre

O Rio Grande do Sul parou de ser rabo de cavalo que só cresce para baixo. Isso é o que aponta o Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP), divulgado nesta quinta-feira (25) pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).A atividade produtiva do Rio Grande do Sul cresceu 6,7% no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os setores que apresentaram evolução mais significativa foram Agropecuária (15,5%), Serviços (6,3%) e Indústria (3,6%).

De acordo com o presidente da FEE, Adalmir Marchetti, o contexto é positivo para o Estado e "indica que a tendência é de que a economia gaúcha cresça em 2011 a taxas mais elevadas do que a média brasileira. Esta evolução é puxada de forma muito forte pelo setor agropecuário, que tem produtos tradicionais com alto desempenho, o que acaba impulsionando a demanda por produtos de outros setores, como o de máquinas e equipamentos".

Agropecuária
Os produtos que mais contribuíram para o crescimento no setor foram fumo (45%), arroz (29,2%) e soja (13,7%). A produção de soja, que tem colheita concentrada no segundo trimestre, atingiu o recorde de 11,6 milhões de toneladas no período. "Quando a agropecuária vai bem, a economia gaúcha vai bem", afirma o presidente da FEE.

Serviços
O setor de Serviços teve o crescimento impulsionado no semestre pelo comércio (10,8%), seguido da intermediação financeira (6,7%) e administração pública (2,7%).
Os segmentos do comércio que mais cresceram foram material de construção (32,0%), móveis e eletrodomésticos (20,2%), artigos farmacêuticos (15,3%) e tecido, vestuário e calçados (12,2%).

Indústria
A retração no setor industrial é o índice preocupante, que atinge especialmente os setores voltados à exportação, como papel e celulose (-8,6%). Os destaques positivos são o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos (11,8%), alimentos (6,6%) e veículos automotores (3,9%).

Fonte: com texto de Carine Prevedello

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Assumindo o erro sob livre e espontânea PRESSÃO...

No dia 18 de agosto o Governo Municipal lançou edital licitatório para contratação terceirizada de todo o serviço do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU.

Estão de parabéns os/as funcionários/as públicos/as que trabalham no Samu. Finalmente alguém, de forma organizada, colocou a boca no trombone para protestar contra as barbaridades que este governo está fazendo com a Saúde!

Os servidores foram desprestigiados pelo Governo Sartori, que depois de proporcionar diversos cursos de capacitação aos funcionários, dispensa os mesmos.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias, Sindiserv apoiou os funcionários em suas reivindicações e soube se posicionar bem na questão. De fato, a privatização de um serviço de excelência, como é o Samu, seria um tremendo retrocesso.

Até mesmo a líder do Governo, Geni Peteffi, posicionou-se contrária à terceirização e disse que se o Sindiserv não houvesse ajuizado ação pedindo a anulação do edital, ela mesmo teria acionado a justiça. O grupo de servidores do Samu entregou ao chefe de gabinete um abaixo assinado com adesão de 90% dos vereadores pela anulação do edital.

Assim, por livre e espontânea pressão, após diversas reuniões e manifestações, o Governo deu o braço à torcer e resolveu revogar o edital de contratação do Samu privatizado. Assumiu o erro!

Que esta vitória sirva de inspiração para a população de que, de forma unificada e organizada, conseguimos avançar nas conquistas e barrar a retirada de direitos.

Ligações perigosas entre Visate e Sindicato

Ontem aconteceu um ato exigindo mais segurança aos trabalhadores do transporte público urbano de Caxias do Sul. Recentemente aumento, e muito, o assalto aos ônibus da Visate. Lógico que o ato é de extrema valia e, inclusive, os problemas de segurança não são recentes, mas o que parece que causou uma certa insatisfação entre os próprios funcionários da empresa foi a ligação quase de simbiótica entre o sindicato da categoria e a empresa.

Ouvimos hoje numa parada de ônibus a conversa entre dois motoristas da Visate onde as falas, em resumo, eram mais ou menos assim:

- O sindicato fez um acordo com a Visate para que só fizesse um ato e não parasse todos os ônibus;

- O sindicato recebe nosso dinheiro todo o mês e faz o que a Visate manda.

- Parece que o sindicato tá do lado da empresa e não do trabalhador.

Essas falas são reforçadas pela matéria no Jornal Pioneiro, do dia 23 de agosto, que diz que o protesto estava sendo definido entre a Visate e o Sindicato. Essa fala foi tão constrangedora para o sindicato que, segundo a conversa entre os motoristas, o presidente disse que a informação "foi distorcida pela imprensa".

Claro que a empresa pode ser parceira numa reivindicação, mas o jogo ensaiado como esse pode estar escondendo outras coisas. O movimento sindical deve ser independente, de partidos e dos patrões, senão a categoria é a que perde sempre.

Foto: Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Caxias do Sul

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Participa RS foi um sucesso!!!

Foto: Caco Argemiri/Palácio Piratini
A participação de 1,13 milhão de gaúchos na Votação de Prioridades do Orçamento Estadual 2012 é equivalente a 14% do total de eleitores do Estado. O número foi classificado como "espetacular" pelo governador Tarso Genro, durante anúncio da totalização da apuração, na manhã de quinta-feira, 18.

De acordo com estudiosos do tema da participação, este percentual é considerado altamente significativo. "Esses valores de participação que atingimos são muito expressivos, eu diria até surpreendentes. O interesse do povo gaúcho neste tema é muito grande, considerando que é um processo facultativo e para definições que não estão relacionadas a eleições de fato", avalia Pedro Bandeira, doutor em Ciência Política e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. Bandeira pesquisa os sistemas de representação e articulação regionais.

A relação do número de eleitores que votaram em cada município do Estado está disponível no arquivo em anexo. Para o secretário do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, a adesão da população gaúcha ao processo demonstra "o fortalecimento da relação do Governo do Estado com os municípios". O goverandor Tarso Genro também observou que a atuação dos Coredes é reconhecida como fundamental na construção do Sistema de Participação Popular e Cidadã.

Três municípios tiveram mais de 70% do eleitorado participante
Entre os números que chamam a atenção na totalização da Votação de Prioridades, estão três municípios que tiveram mais de 70% do eleitorado participando do processo. Todos ficam na região do Corede Médio Alto Uruguai:
Pinheirinho do Vale - 85,59%
Taquaruçu do Sul - 79,1%
Vista Alegre - 71,1%

Pela internet, os municípios que tiveram o maior percentual de votação eletrônica foram:
Picada Café (Hortênsias) - 47%
André da Rocha (Campos de Cima da Serra) - 40,78%
Ipê (Campos de Cima da Serra) - 25,77%

Entre os projetos mais votados nas 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), as áreas predominantes são para investimento em Saúde, Educação e Segurança. A definição dos projetos que receberão recursos do Orçamento 2012 passa agora por uma análise técnica, que considera o valor total de verba para cada região, e o valor necessário para a execução de cada projeto. O número de votos por projeto foi divulgado no dia 19.

Em Caxias 11 mil pessoas votaram nas mais de 100 urnas instaladas na cidade. Na Serra foram 64 mil votantes. Veja aqui a votação por município.

Papo de Corredor

O papo de corredor de hoje vem de uma fala da Vereadora Geni Peteffi (PMDB), durante a sessão de ontem da Câmara de Vereadores.
Fiquei surpresa quando abri o jornal e vi o que estava acontecendo. E eu estranho essa atitude da secretária. Ela é passageira como secretária
Essa fala foi durante a discussão sobre o edital de licitação do SAMU que, na prática, é a terceirização do serviço. A vereadora reclamava que, como líder do governo na Câmara, foi pega de surpresa pelo edital.

O importante na fala é a parte "passageira como secretária". Será que a vereadora deixou passar uma insatisfação quanto a condução da saúde no município? A secretaria de saúde enfrenta uma greve de 134 dias e mais de 500 dias de movimento grevista; passou por uma discussão muito desgastante com a tentativa de recriar os manicômios e, agora, tem a privatização do SAMU.

Seria a secretária demissionária?

Uma coisa não tem nada a ver com a outra Sr. Blume

A coluna do Gilberto Blume na edição do Pioneiro de hoje é impagável. Não pela qualidade da escrita ou a firmeza do argumento, mas por ela ser a peça mais descarada de tentativa de manipulação que eu vi nos últimos tempos. Tá bom a bolinha de papel que caiu na cabeça do Serra que a Globo disse que era um rolo de fita foi a maior. Mas esse ano, em Caxias essa é campeã.

Começando pelo título: "Ora, Eucaliptos". Todos nós pensamos que ele vai falar do trágico incidente que vitimou uma pessoa no bairro Desvio Rizzo nesse final de semana. Ele realmente fala no primeiro parágrafo e depois, de leve, no 9º parágrafo apenas! E no resto do texto ele fale de quem? Da Dilma?!?!?!

Fala sério!

O "colunista" utiliza-se de uma tragédia para bater no governo Dilma. É o fim da picada!

Como já publicamos aqui outras vezes cada vez mais o Burgueseiro (Pioneiro) perde credibilidade ao fazer coro com discursos desqualificados como esse.

O pior de tudo é que o Gilberto Blume recebe para escrever essas insanidades!

Que coisa.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Audiência Pública da Saúde: Que dó! Que dó!

Na segunda-feira aconteceu na Câmara de Vereadores mais uma Audiência Pública, desta vez promovida pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa. A audiência debateu a situação da saúde em Caxias do Sul.

O ponto mais significativo foi a manifestação da população e dos servidores da saúde que puderam expressar seus descontentamentos.

Houve também a retaguarda da Secretária Maria do Rosário: dezenas de CC's ocuparam o auditório e aplaudiam efusivamente as manifestações da Secretária.

Segue a síntese da situação do SUS na cidade:

  • Filas intermináveis nas Unidades Básicas;
  • No Postão, apenas são atendidos os casos graves e gravíssimos;
  • Demora de meses para realização de alguns exames;
  • Faltam médicos há muito tempo...
  • A Secretaria da Saúde está contratando diversos serviços de empresas privadas: são leitos, exames, serviços de ambulância...
  • Lançamento do edital de terceirização/privatização do SAMU;
  • Hospital de Campanha terceirizado e sem oxigênio, literalmente;
  • Servidores da Saúde descontentes e sobrecarregados, especialmente os que trabalham no SAMU, que se sentiram totalmente desrespeitados pelo edital de terceirização lançado pela administração;
Que dó! Que dó!

DINHEIRO PELO RALO...

Os médicos do SAMU não entraram em greve. Porém, a falta de médicos no setor é crônica e se arrasta desde abril de 2010. São dez médicos no serviço, quando seriam necessários 25. Com o caos instalado no SUS de Caxias, o Governo Sartori em vez de encontrar saídas plausíveis e econômicas, segue o caminho contrário: contrata empresas privadas.

Cada vez que a Secretaria da Saúde chama uma ambulância privada, desembolsa quase R$ 900. Nesse fim de semana, em apenas uma noite foram chamadas 5 (!) ambulâncias privadas.

Já o Hospital de Campanha está custando aos cofres públicos algo em torno de R$ 210 mil. Fazendo as contas:

210 mil dividido por 22 leitos = R$ 9,5 mil. Esse é o custo de cada leito por mês.

Ou seja... R$ 318 custa cada leito por dia. Um verdadeiro absurdo!

E quem está embolsando toda essa bolada? A Associação Virvi Ramos. Coincidências do destino...

Que dó! Que dó!

ENCAMINHAMENTOS DA AUDIÊNCIA - serão em vão?

Os encaminhamentos foram tirados ao fim  da audiência sem a presença de um dos protagonistas da novela: o Dr. Marlonei. E aí vem a pergunta: ele vai aceitar?

Os encaminhamentos foram:
  • Formação de uma Comissão para abertura do diálogo - a esperança é a última que morre!
  • IPE debatido em outra audiência com a presença da UAB, Sindiserv, MP, Prefeitura, Sindicato dos Médicos, Comissão de Saúde da Câmara e Ministério do Trabalho - a deputada Maria Helena Sartori trouxe o debate do IPE, evidentemente, apenas para desvirtuar o foco. Aliás, Sindiserv, UAB... ninguém tem nada haver com IPE.
  • Suspensão dos descontos dos grevistas e abertura do diálogo se eles voltarem ao trabalho - que generosa é a Prefeitura!
  • Pedido de revogação do Edital de terceirização do SAMU.
  • Apresentação, por parte da Secretaria da Saúde das planilhas de gastos com os convênios de serviços terceirizados - essa eu quero ver!
  • Manifestação do Prefeito Sartori sobre a greve - isso sim seria uma novidade!
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos que são, no mínimo, previsíveis.

A surpresa virá quando as massas se revoltarem e forem às ruas protestar!

Secretario da Educação recebe direção do Cpers e anuncia pagamento das promoções de 2002

Foto: Ane Daniele Paulon
Novos ventos "sopram" na Secretaria de Educação do RS. Saí a truculência, entra o diálogo. No último dia 17 o secretário  Jose Clovis de Azevedo esteve reunido com a diretoria do CPERS/Sindicato, para responder os esclarecimentos solicitados pela entidade referente ao acordo assinado em abril. Na ocasião, o secretário anunciou o pagamento de 9.606 promoções do magistério referentes ao ano de 2002, já na folha do mês de setembro. 

Ele informou que já está encaminhando o pagamento das promoções de 2003 e reafirmou a realização do concurso público para os professores neste ano e o encaminhamento do concurso para funcionários de escolas, bem como o abano e pagamento dos dias de greve nos anos de 2008 e 2009. Além disso, entregou a proposta da Secretaria da Educação para a reformulação curricular do Ensino Médio para análise e debate com o sindicato.

Sobre os pontos questionados do acordo, foi entregue um documento com todos os esclarecimentos solicitados. "Entregamos um documento que responde as perguntas, mostrando que cumprimos todos os pontos do acordo assinado em 7 de abril, explicando inclusive o contexto das ações realizadas", disse Azevedo. Sobre o cronograma de integralização do piso nacional o secretário informou que a Pasta está aguardando o acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), para encaminhar ao Cpers. 

Portanto fica cada vez mais evidente que, apesar de todos os problemas, existe uma disposição para o diálogo. Diálogo que era inexistente durante da gestão Yeda/Marisa Abreu (que foi secretária de educação do governo Sartori).

Com informações de Ane Daniele Paulon

sábado, 20 de agosto de 2011

Justiça mantém acusação de deputados na fraude do Detran

Neste fim de semana O Burguseiro trouxe novas notícias sobre o escândalo do Detran, em que 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal na cidade de Santa Maria, entre elas a ex-governadora Yeda Crusius Credo, por fraudes no Detran-RS. Como de praxe, o PIG caxiense deu um jeitinho de escamotear o centro da notícia.

Atente para o título da notícia: Justiça exclui três acusados de ação de improbidade - Decisão beneficia Carlos Crusius, Walna e Bordini.


Como deveria ser: Justiça mantém acusação de deputados na fraude do Detran - Decisão prejudica o deputado federal José Otávio Germano (PP), o deputado estadual Frederico Antunes (PP), o ex-deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas.


Simples assim... Mas os interesses que rondam os bastidores sempre vêm à tona. Dos acusados na fraude do Detran, dois foram reeleitos nas últimas eleições: Francisco Antunes e José Otávio Germano, ambos do PP.


Uma operação da polícia revelou um esquema de desvios de recursos no Detran entre 2003 e 2007. A fraude, de acordo com as investigações, foi estimada em R$ 44 milhões. 

A penetração dos blogs e redes sociais

Copyleft - Carta Maior

Blogs são fonte de informação para 28% dos brasileiros, diz pesquisaPesquisa CNT/Sensus sobre popularidade do governo apura pela primeira vez o peso da blogosfera como fonte de informação. Dos entrevistados, 16% dizem recorrer a blogs de notícias "sempre" e 12%, "às vezes". "Números são muito expressivos", diz analista. Quase 20% da população pretende ter acesso à internet em até 12 meses.

André Barrocal

BRASÍLIA – Os blogs de notícias são uma fonte de informação permanente para 16% dos brasileiros, cerca de 21 milhões dos 135 milhões de eleitores que estavam aptos a votar na eleição do ano passado. Outros 12% da população recorrem à blogosfera “às vezes”, o equivalente a 16 milhões de eleitores.

Os dados fazem parte de uma pesquisa periódica sobre a popularidade do governo feita pelo instituto Sensus a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A mais recente edição foi divulgada na última terça-feira (16/08). Foi a primeira vez que o levantamento tentou descobrir os hábitos dos brasileiros na internet.

“A blogosfera tem sido crescentemente uma fonte de informação. Vinte milhões de eleitores usando a internet para se informar sempre é muita coisa”, disse à Carta Maior o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. “Eu, por exemplo, aposentei o jornal escrito.”

A pesquisa buscou apurar também a penetração das três redes sociais mais populares no Brasil, as quais funcionam de alguma forma como fonte de informações ou meio de fazê-las circularem. Entre os entrevistados, 27% declararam que têm Orkut, 15%, que têm Facebook e 8%, Twitter.

Para Ricardo Guedes, de maneira geral, os números revelam uma penetração “muito expressiva” das redes sociais.

A CNT informou, por meio da assessoria de imprensa, que a inserção deste tipo de assunto na pesquisa não teve nenhuma razão especial. Segundo Ricardo Guedes, é importante ter a dimensão do peso da blogosfera e das redes sociais porque elas cada vez mais ajudam a formar a opinião das pessoas e dos eleitores.

De acordo com a pesquisa, 25% dos brasileiros (33 milhões de eleitores) dizem usar a internet “diariamente”, enquanto 10% utilizam “alguns dias por semana”. Há ainda 19% que disseram que não tem internet nem em casa, nem no trabalho, mas que pretendem ter nos próximos 12 meses.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Chamar manifestação pelo Facebook dá cadeia em Londres, não em Cuba

Publicado originalmente em Aldeia Gaulesa

A notícia não vem da Síria nem do Irã: são os tribunais ingleses que acabam de condenar dois jovens a quatro anos de prisão por criarem um evento e uma página no Facebook sobre os motins na sua área de residência, mesmo que ninguém tenha comparecido no local na hora marcada.

Quando Jordan Blackshaw criou um "evento" na rede social Facebook intitulado "Smash Down in Norwich Town" para a noite de 8 de Agosto, com ponto de encontro marcado para a porta do McDonalds, certamente não estaria à espera que o único convidado a aparecer fosse a polícia (foto acima). E muito menos que essa iniciativa lhe valesse agora uma pena de quatro anos de prisão, o que está causando indignação junto a grupos de direitos civis e pode mesmo ter consequências políticas no interior da coligação do governo.

Outro dos condenados a quatro anos de prisão, pena considerada "desproporcional" pelas associações de direitos civis, resolveu numa noite criar uma página na mesma rede social sobre os motins na sua cidade, apropriadamente intitulada "The Warrington Riots". Quando acordou na manhã seguinte arrependeu-se de ter feito a página e apagou-a, mas nada pôde fazer às 400 mensagens distribuídas aos seus contatos no Facebook. Apesar disso, não houve nenhum motim.

Estes dois jovens, de 20 e 22 anos, estão no centro das atenções no debate sobre as penas aplicadas a quem esteve envolvido nos saques às lojas de várias cidades inglesas. "Se eles tivessem cometido o mesmo crime na véspera dos motins, não teriam recebido uma sentença deste tipo, disse Tom Brake, um porta-voz dos liberais-democratas, que partilham responsabilidades governativas com os conservadores, citado pelo Guardian.

"Parece haver uma ausência completa de proporcionalidade em algumas das sentenças. Elas fazem pouco da proporcionalidade, que é um princípio-chave do sistema de justiça", acusou Andrew Neilson, da Howard League for Penal Reform. Já Sally Ireland, da ONG Justice, já antevê a vaga de recursos que serão entregues nos tribunais ingleses em muitos destes casos, "mas quando forem tidos em conta, já muitas penas terão sido cumpridas".

As organizações de direitos civis criticam as orientações dadas aos juízes para que ignorem a jurisprudência e apliquem penas mais pesadas aos envolvidos nos motins que abalaram as zonas comerciais de algumas cidades inglesas, na sequência do assassinato policial de um jovem e da forma como a polícia tratou o caso.

Outro caso de sentença polêmica é o do estudante apanhado pelas câmeras de vigilância ao roubar uma garrafa de água num supermercado Lidl durante os motins, o que lhe valeu seis meses de prisão e inúmeras comparações com o destino dos banqueiros que causaram prejuízos milhões de vezes superiores aos cofres públicos britânicos.

Com informações da Guardian e Esquerda.Net

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Conferência Municipal e Regional das Mulheres


Hoje no Bloco J da UCS acontece a  Conferência Municipal e Regional das Mulheres. A conferência tem como temática "Vamos juntas construir a igualdade, cidadania plena para as mulheres", e terá suas discussões sistematizadas para encaminhar à Conferência Estadual.



Programação

8h30min - Credenciamento

9h - Abertura

9h30min - Aprovação do Regulamento da Conferência

10h - Painel

I - Painelista Jussara Prá - Análise da realidade estadual, regional e municipal: social, econômica, política, cultural e os desafios para a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres.

II - Painelista Eliane Silveira - Definição de prioridades de políticas para o próximo período, tendo como base a avaliação, atualização e aprimoramento das ações e políticas propostas no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, sua execução e impactos.

11h30min - Intervalo para almoço

13h30min - Oficinas

Grupo 1 - Sala 305 - Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, com inclusão social; Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.

Grupo 2 - Sala 312 - Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e não-lesbofóbica.

Grupo 3 - Sala 315 - Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos.

Grupo 4 - Sala 316 - Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.

Grupo 5 - Sala 317 - Desenvolvimento sustentável no meio rural, na cidade e na floresta, com garantia de justiça ambiental, soberania e segurança alimentar. Direito à terra, moradia digna e infraestrutura social nos meios rural e urbano, considerando as comunidades tradicionais.

Grupo 6 - Auditório - Cultura, comunicação e mídia igualitárias, democráticas e não discriminatórias. Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia; Enfrentamento das desigualdades geracionais. que atingem as mulheres, com especial atenção às jovens e idosas.

15h30min - Coffee break

15h45min - Plenária

17h - Encerramento

Movimento grevista dos médicos de Caxias chega aos 500 dias

No longínquo 5 de abril de 2010 iniciou o mais longo movimento grevista de história de Caxias do Sul. Na época o Sindicato Médico exigia um salário base de quase R$ 9.000,00. Daquele dia até hoje a paralisação começou 3 vezes, sempre por intervenção da justiça, até que no dia 11 de abril ela começou e não parou, completado 129 dias ininterruptos de greve.

Nesse tempo todo várias entidades tentaram, todas em vão, acabar com a greve. Já houveram audiências públicas, reuniões da comissão de saúde da Câmara de Vereadores, reunião com o Ministério do Trabalho, reunião do Vice-prefeito com o Sindicato Médico, outras entidades, como o Movimento Vivo, e por último a União das Associações de Bairro também começou a se mobilizar. Só quem nunca se reuniu, em 500 dias, foi o Prefeito José Ivo Sartori (PMDB).

A saúde pública é uma responsabilidade do município, ainda mais Caxias tendo gestão plena da saúde, ou seja, ela recebe recursos para atender os seus cidadãos do atendimento básico a internação hospitalar. A prefeitura, além da omissão do prefeito, tomou o caminho judicial e como a justiça não declarou a greve ilegal ela continua, ao que tudo parece indefinidamente, a não ser que...

“Privatização da Saúde”

Uma possível privatização da saúde surge no horizonte. Um modelo de fundação, como o que foi implantado em Porto Alegre, agrada o presidente do Sindicato Médico, Marlonei dos Santos. Porquê? Por que ele é essencialmente medicocentrista, os médicos são a categoria superior e os outros profissionais subalternos, e é mais fácil conceder vultuosos reajustes salariais. Esse modelo também agrada ao prefeito Sartori que é privativista de primeira ordem.

Algumas ações já começaram a acontecer nesse sentido. A discussão sobre a saúde mental no começo do ano já apontava com um convênio com o Grupo Virvi Ramos. A proposta passou em parte, sendo excluída a criação de um “manicônio” com a reunião de todos os programas em um único prédio.

Essa mesma instituição agora passa a administrar o Hospital de Campanha que funcionará no local onde era para concentrar os atendimentos da saúde mental. Nos dois casos o Virvi Ramos é plenamente beneficiado pois, com esses convênios, ele consegue justificar sua filantropia. Em resumo, nesse caso, o dinheiro dos seus impostos está sendo usado para uma entidade privada justificar o imposto que ela fica isenta. Legal, não?

O temor de muitas lideranças de Caxias é que no final desse túnel se esconda a privatização da saúde, ou no mínimo, uma fundação de interesse público. Ao deixar a greve rolar, o serviço piora, a população se sente desprotegida, desassistida, abandonada. Aí vem o discurso privativista dizendo que o poder público não tem competência para cuidar da saúde.

Nesse caso é o prefeito Sartori que não tem competência e coloca em risco a saúde da população de Caxias.

Mantida decisão que mandou garantir vagas para crianças em rede pública de ensino

A ação movida ainda em 2008 pela Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público de Caxias, teve uma nova decisão no último dia 12 de agosto.

O ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar do município gaúcho de Caxias do Sul para que fosse suspensa decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou ao ente municipal que disponibilizasse vagas para crianças de até seis anos na rede de ensino público.

Para o município, a decisão da corte superior teria violado o artigo 2º da Constituição Federal, uma vez que “não cabe ao Poder Judiciário interferir nas prioridades orçamentárias do município e impor matrícula de 2.242 crianças em escola infantil, além daquelas já atendidas”. Mas o STJ entendeu que o direito de ingresso e permanência de crianças até seis anos em creches e pré-escolas da rede pública encontra respaldo no artigo 208 da Constituição Federal.

Em sua decisão, o ministro Ayres Britto lembrou que a jurisprudência do Supremo aponta no sentido de considerar como “norma de eficácia plena o direto à educação previsto no inciso IV do artigo 208 do Magno Texto”.

O ministro frisou, ainda, que a decisão do STJ “prestigia o dever constitucional do Estado de assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direto à educação”. Além disso, concluiu o ministro, “prestigia valores constitucionais inerentes à dignidade da pessoa humana, pelo que se sobrepõe à própria cláusula da reserva financeira do possível”.

Com esse argumento, o ministro negou o pedido de liminar na Ação Cautelar (AC) 2922. Apesar da decisão do Supremo o município aguarda o julgamento de um novo recurso.A educação infantil foi um dos grandes temas da campanha do prefeito Sartori (PMDB) à reeleição. Na época ele prometiva a geração de 2000 vagas de educação infantil na cidade.

Durante 4 anos as pouquíssimas vagas abertas foram decorrentes de investimentos do Governo Federal.

Com informações da imprensa do STF

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nota pública da UAB sobre a greve dos médicos

Recebemos uma nota pública da UAB com a posição da entidade sobre a greve dos médicos em Caxias do Sul. Depois que seus diretores disseram que "seriam o cupido entre prefeitura e sindicato médico", como foi publicado pelo O Caxiense, ou, "intermediadores entre as partes", como foi publicado no Pioneiro, parece que agora resolveram passar uma versão da sua executiva.

Bom, leiam e tirem as suas conclusões:


 A executiva da União das Associações de Bairros – UAB vem a público manifestar opinião sobre os fatos publicados pela imprensa sobre audiência que teve com o Prefeito José Ivo Sartori na última sexta-feira (12/08).

1. A executiva da UAB procurou o Prefeito para ouvir sua posição sobre o impasse na saúde pública do município que já perdura por mais de 500 dias. O Prefeito alegou que está aberto ao diálogo com os médicos, estes é que não querem. Justificando a responsabilidade com as demais categorias que compõem o serviço público, a isonomia salarial e a trimestralidade dos vencimentos não poderia negociar a parte com os médicos.

2. Os integrantes da UAB expuseram a sua posição pelo fim do impasse devido a falta de atendimento aos usuários e a pressão que os demais profissionais de saúde estão sofrendo, conforme relato das visitas que estão sendo feitas às UBS.

3. A UAB informou que outras agendas estão em andamento. Na última semana integrantes da executiva reuniram-se duas vezes com promotores do Ministério Público, além da manutenção das visitas às UBS.

4. Em momento algum a UAB assumiu responsabilidade pelo término da greve.

5. Integrantes da UAB manifestaram preocupação com o término do convenio com a FAURGS, onde dos 90 médicos que trabalham por esse convênio, apenas 30 pretendem continuar na rede pública. O acúmulo de exames em algumas UBS com atrasos superiores a 100 dias e a falta de especialistas em cardiologia, neurologia, endocrinologia e pediatria também foram objeto da reunião.

6. A UAB continuará fazendo suas mobilizações nas UBS, levando solidariedade aos usuários e aos demais profissionais de saúde.

7. Convocamos a população para se fazer presente na Audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa RS que acontecerá na segunda-feira, 22 de agosto de 2011, no plenário da Câmara de Vereadores a partir das 14h.

8. Não obtendo resultados satisfatórios, continuaremos o encaminhamento tirado na Assembleia Geral Extraordinária da UAB do dia 22 de julho de 2011 de promover manifestações populares em locais públicos da cidade.

Caxias do Sul, 16 de agosto de 2011.

 Executiva da UAB

Brasília está florida - começa a IV Marcha das Margaridas

Milhares de mulheres participaram do primeiro dia de debates e oficinas da Marcha das Margaridas.

As margaridas mostram a que vieram, e ressaltam que esta Marcha reflete o processo de resistência, luta e construção cotidiana de alternativas geradoras de igualdade para as mulheres do campo e da floresta.

No dia 16 de agosto, a Cidade das Margaridas, construída no Parque da Cidade, em Brasília, foi sede de uma série de debates em torno dos eixos da IV Marcha das Margaridas. Além dos painéis centrais sobre o lema “Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”, as oficinas aprofundaram questões estruturantes para um projeto de sociedade baseado na igualdade entre homens e mulheres.

Entre eles, estão os debates vinculados a Terra, Água e Agroecologia; Autonomia econômica, trabalho e renda na organização produtiva; saúde das mulheres e autonomia sobre seu corpo; violência contra as mulheres.

Uma exposição fotográfica reúne a memória desta luta e a Mostra Nacional da Produção das Margaridas visibiliza o trabalho feito cotidianamente pelas mulheres, apontando também os desafios que são apresentados para que as políticas públicas avancem de modo a contribuir para a construção de igualdade.

Outro destaque do dia de hoje foi o lançamento da Campanha contra os Agrotóxicos, com a apresentação do documentário “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler.

Do reconhecimento como trabalhadoras – questão importante até hoje para as mulheres rurais – ao direito a políticas de incentivo a organização produtiva, acesso a terra, reforma política, autonomia econômica e sobre seus corpos, a agenda política desta Marcha das Margaridas expressa um acúmulo feminista das mulheres trabalhadoras rurais.

A plataforma política da Marcha das Margaridas apresenta uma visão de mudança global no modelo de desenvolvimento desde uma perspectiva feminista, ao mesmo tempo em que articula questões bem concretas para a alteração da vida das mulheres. Destacam-se, neste sentido, a reivindicação forte por creches públicas no campo, incidindo na divisão sexual do trabalho; a denúncia da violência sexista como estruturante do modelo e a reivindicação de políticas de enfrentamento a esta violência; a reivindicação da garantia do SUS no campo e do direito a ter autonomia sobre o corpo, com a legalização do aborto.

As reivindicações por políticas de apoio a organização produtiva das mulheres, o acesso ao crédito e a assistência técnica, seguem com centralidade na agenda das Margaridas. Os acúmulos de debates e práticas das mulheres trabalhadoras rurais consolidam uma luta pelo direito a serem sujeitos da agricultura, com autonomia no acesso às políticas públicas (independência do marido) . Esta luta é, portanto, parte integrante da reivindicação feminista pela autonomia das mulheres como base de relações de igualdade e liberdade.

Mais uma vez, as mulheres farão ecoar suas vozes e determinação, afirmando que “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Marcha das Margaridas espera reunir 100 mil trabalhadoras em Brasília

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Os ministros da Secretaria Especial de
proteção à Mulher, Iriny Lopes,
e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence,
acompanhados de integrantes da
Marcha das Margaridas, falam à
imprensa no Palácio do Planalto
Trabalhadoras de todo o Brasil estão em Brasília para a quarta edição da Marcha das Margaridas, mobilização organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A expectativa é que o protesto reúna 100 mil mulheres. A marcha deste ano é organizada em sete eixos principais que incluem, melhores condições de trabalho e participação política, violência no campo e reservas extrativistas.

As atividades têm início hoje, dia 16, às 9h, com o lançamento da Campanha Contra os Agrotóxicos. Às 10h, no Congresso Nacional, as mulheres fazem ato público focado no tema da violência no campo. Nesse dia, as mulheres vão entregar uma pauta de reivindicações ao Congresso e devem contar com o apoio da atriz Letícia Sabatella, ligada à organização não governamental (ONG) Humanos Direitos.

A coordenadora da Marcha das Margaridas, Carmem Foro, disse, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que nos últimos dez anos aumentou o número de trabalhadoras rurais ameaçadas de morte na região da Amazônia, por causa de conflitos agrários. “Em 2001, eram 7% das trabalhadoras rurais da região amazônica na lista dos marcados para morrer. Hoje, são mais de 20%”, disse a coordenadora.

A luta pela terra e pelos recursos naturais motivam a violência contra a trabalhadora rural na região.

As trabalhadoras rurais também querem discutir os grandes projetos de infraestrutura, como a construção de grandes hidrelétricas. “Queremos dialogar com o governo critérios sociais, ambientais e econômicos para esses projetos. Se, por um lado, eles [projetos] trazem desenvolvimento econômico para região, por outro, todos sabem as mazelas que causam. Com eles vêm o trabalho indecente, a prostituição infantil e a precarização das condições sociais das cidades que recebem esses projetos”, afirmou Carmem.

Na quarta-feira, dia 17, as mulheres saem às 7h do Parque da Cidade em direção à Esplanada dos Ministérios para o ato final da Marcha das Margaridas. No local, elas esperam ser recebidas pela presidenta Dilma Rousseff e debater a pauta de reivindicações entregue em julho ao governo.

Apesar de ser focada nas pautas das trabalhadoras rurais o encontro reúne também trabalhadoras da cidade. De Caxias do Sul cerca de 30 mulheres estão participando da atividade.  

Fonte: Agência Brasil/ Lílian Beraldo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Participação cidadã dá mais um passo na construção do desenvolvimento regional

Com a eleição das prioridades regionais para o Orçamento 2012, os cidadãos e cidadãs da região da Serra escolheram projetos nas áreas da saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, habitação, assistencia técnica, fortalecimento da UERGS.

Um projeto regional de turismo, apoio às micro e pequenas empresas e políticas públicas para as Mulheres também foram eleitos. Em nossa região mais de 25 mil pessoas participaram votando nas centenas de urnas ou pela internet. No Estado, ainda faltando a totalização final, já haviam 673 mil votantes sendo que 136 mil foram pela internet.

"A cidadania teve a sensibilidade de eleger projetos locais, mas também regionais como os temas do turismo, Uergs, política para mulheres, assistência técnica e micro e pequenas empresasIsto é um salto na consciência popular na elaboração das prioridades regionais sem deixar de eleger as questões locais" avalia o coordenador regional de Participação Cidadã da Região Serra Miguel Dal'Alba.

Abaixo seque a lista da votação dos projetos. Em vermelho aqueles que foram escolhidos, pela população, para receberem recursos.

  • (1) Fomento a Micro e Pequenas Empresas - 2361 votos
  • (2) Micro e Pequena Empresa - Apoio ao desenvolvimento de empreendimentos da economia solidária  - 1548 votos
  • (3) CIÊNCIA, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - Apoio à Pesquisa através de recursos repassados à FAPERGS  - 3687 votos
  • (4) CIÊNCIA, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - Ensino, Pesquisa e Extensão através da UERGS e apoio à incubadoras  - 16328 votos
  • (5) SEGURANÇA - Material de motomecanização para a Brigada Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros - 30656 votos - (contempla Caxias do Sul)
  • (6) SEGURANÇA - Modernização dos equipamentos de construção, reformas e aparelhamento de prédios - 14098 votos
  • (7) DESENVOLVIMENTO RURAL - Fortalecimento das cadeias produtivas locais e regionais de base familiar, apoio técnico e científico e extensão rural - 11570 votos 
  • (8) DESENVOLVIMENTO RURAL - Melhoria e ampliação da oferta de água às propriedades rurais e melhorias nas vias de acesso às localidades - 6980 votos
  • (9) SAÚDE - Melhoria e Ampliação da Infraestrutura Regional (Ampliação do HG) - 42270 votos 
  • (10) SAÚDE - Ampliação e qualificação da rede regional de atenção a saúde - 16527 votos 
  • (11) POLÍTICA PARA AS MULHERES - Cidadania e efetivação de direitos das mulheres - 1487 votos 
  • (12) POLÍTICA PARA AS MULHERES - Enfrentamento da violência contra as mulheres, implementação do projeto Promotoras Legais Populares - 1946 votos
  • (13) TURISMO - Desenvolvimento integrado do turismo (Plano Estratégico de Turismo) - 3740 votos
  • (14) TURISMO - Promoção turística dos destinos da Região - 2247 votos
  • (15) INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA - Mais e melhor energia para o Rio Grande - 6711 votos
  • (16) INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA - Transporte (inclui o Trevão de Flores da Cunha - 11917 votos
  • (17) HABITAÇÃO E SANEAMENTO - Produção habitacional (lotes urbanizados, inclui Caxias do Sul) - 14360 votos
  • (18) HABITAÇÃO E SANEAMENTO - Mais Saneamento para o Rio Grande do Sul - 11844 votos
  • (19) EDUCAÇÃO - Recuperação, ampliação e qualificação da infraestrutura física e modernização tecnológica das escolas - 23209 votos 
  • (20) EDUCAÇÃO - Recuperação, ampliação e qualificação da infraestrutura física e modernização tecnológica das escolas (em Caxias a Escola Técnica e a Santa Catarina) - 27971 votos

Manipulação, desinformação e corporativismo na discussão do número de vereadores

Foto: Leticia Rossetti
Dizer que “nunca antes na história de Caxias do Sul” se fez uma discussão tão ruim como a do número de vereadores de nossa cidade seria um exagero, até por que já houveram discussões muito piores. A diferença é que essa ganhou proporções mais públicas que as demais. Já havíamos alertado para que as pessoas não se deixassem manipular pelo “grande mídia” (veja post). Apesar de fazer quase uma semana da decisão nos achamos na obrigação de continuar falando no assunto e pontuarmos o que acreditamos ser as palavras chaves dessa discussão.

Manipulação: O jornal Pioneiro começou com a ideia de que seria um aumento de 17 para 23 vereadores e disse isso até o fim (mesmo colocando num cantinho bem pequeninho que seriam 21 se nada mudasse). O impressionante é que todos os outros meios de comunicação entraram na onda e não questionaram, em nenhum momento, essa “informação”.

Coube ao Pioneiro, então, agir como articulador de um movimento contra o aumento do número de vereadores e não jogou leve. Foram dezenas de matérias, colunas e comentários. O jornal inclusive fez uma enquete com a mesma base científica da que nós fizemos no nosso site, ou seja, NENHUMA. O Pioneiro baseou-se na “opinião publicada”, e com ela, tentou manipular a opinião pública.

Desinformação: Como não tinham uma fonte confiável de informação dezenas de pessoas embarcaram na história de o número de vereadores seria aumentado de 17 para 23 (quando na verdade era de 21 para 23). Um movimento foi feito, houve coleta de assinaturas e houve muita, mas muita bobagem dita (e as pessoas tem todo o direito de dizer quantas bobagens quiserem).

O que poderia ser um debate sobre a reforma política, ou até sobre o próprio legislativo, virou uma discussão que podia levar a algo muito perigoso, a ideia de que tem que fechar as Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas ou o Congresso. A desinformação é terreno profícuo para a disseminação de ideias autoritárias e foi justamente isso que aconteceu.

Fizemos uma enquete também, como o Pioneiro, que, como a do jornal, não tem nenhuma base científica. A diferença é que acrescentamos a verdade na pergunta e nas respostas. Nela a pessoa podia assinalar se achava que deviam ser 17 vereadores, ou 23, ou manter o número que está na Lei Orgânica, 21. Ainda podia escolher a opção “devemos discutir como os vereadores são eleitos”. Não deu outra. Quando as pessoas são confrontadas com os fatos suas opiniões são muito mais lúcidas. Ganhou, com 48% dos votos, a opção: “Não adianta discutir número se não discutir como os vereadores são eleitos” (veja abaixo).



Corporativismo: Se o debate promovido pelos “meios de comunicação” foi ruim, o promovido pelos vereadores foi pior ainda. Utilizando-se da lógica de que “remédio ruim é dado de uma vez só”, antecipou a votação da alteração do número de vereadores e patrocinou um show de baixarias durante a sessão da Câmara do último dia 10.

Foram inúmeras trocas de acusações e ofensas não só entre os vereadores mas também direcionadas ao público. Ficou muito difícil para qualquer pessoa inteligente justificar o aumento do número de vereadores. Sobraram pérolas e mais pérolas (que iremos publicar aqui com o passar do tempo).

Não ganhou a democracia. Ganhou o discurso rebaixado, ganhou a desqualificação e ganhou a má política. Tudo isso patrocinado por quem queria justificar que o aumento do número de vereadores era necessário.

Também foi corporativa a única entidade que se manifestou favorável ao aumento do número de vereadores, a UAB. Como tem vários diretores que serão candidatos usaram de uma agilidade enorme (que não foi vista em outros momentos) para aprovar uma resolução em apoio à proposta. Na lógica desses candidatos do “movimento comunitário”, realmente, quanto maior o número de vereadores maior são as suas chances já que realmente tem menores recursos.

Na verdade essa deveria ser a grande discussão. Com voto nominal e financiamento privado o poder econômico tem muita influência nas eleições e elege os seus candidatos. Paradoxalmente é esse mesmo poder econômico que quer menos vereadores!

Nossa enquete

Abaixo publicamos os comentários que nossos leitores fizeram em relação a discussão do número de vereadores em Caxias do Sul.

Claucir J. Sartori · Quanto maior for a representatividade, melhor para a população!

Fernando Gonçalves Dos Reis - Está na Lei orgânica, que seja cumprida e que os vereadores se dediquem a trabalhar mais; 4 meses de médicos em greve é um "mico".

Lisiane Zago - Para mim, o ideal seria poder escolher duas alternativas. Afinal, não tenho dúvidas de que o número atual de vereadores para um município como Caxias do Sul é insuficiente. Optaria, sem dúvida, pelas alternativas 3 e 4. Precisamos de mais representatividade na Câmara.

Vinicius Postali · Não adianta mais vereadores numa camara de cartas marcadas, precisamos aprofundar o debate da reforma politica já!

Vagner Reis Elias · A quem interessa não deixar o povo comum concorrer?

Marcelo Goiaba Goiaba · O debate central é uma reforma política.

Leônia Bacchi · Seria uma boa hora para o Brasil discutir a reforma política !!!Deviam aproveitar...

Sandra Sudbrack - Reforma política já!Concordo plenamente mas neste MOMENTO discute-se NUMEROS e nada mais."Portanto toda essa discussão de ficar em 17 é falsa. A população caxiense foi enganada pelo Pioneiro. Todos os seus colunistas, editores, comentaristas falam em 17 e só muito de relance alguém falou que a Lei Orgânica já fixa 21."(Polentanews)

Tina Andrighetti - De fato, Caxias está crescendo tto, que poderíamos precisar de mais vereadores. PQ não? Mas, pq sim? Acontece que não tem como saber isso, se mal se sabe o que 17 fazem. E quem já assistiu uma sessão na Câmara, sabe que láé um circo dos horrores, um festival de de desinteresse na população em contaponto ao umbigo. Salvo algumas raras exceções. Tem-se que inverter posturas a exemplo do Vinícius Ribeiro, que diz estar aberto a argumentos não 23. São os vereadores que deveriam estar argumentando pra população o aument para 23. Cada vez mais assimilo que HONESTIDADE E AUTORIDADE (não autoritarismo) é uma questão de COMPETÊNCIA. Sim,precisa de uma reformapolítica, mas mto mais precisamos de GENTE que queira ser feliz e fazer GENTE feliz!!!!!!!!!!!!!!

Jusara Roncatto · sou a favor da democracia, por iso sou favorável de termos 23 vereadores, com a redução de verba orçamentária.

Solange De Moraes Guerra - E essa discussão sobre como os vereadores são eleitos, tem que ser URGENTE!

Gilmar Vicente · Discutir o número de vereadores nao resolve nada até não decretar o salário dos mesmos no valor máximo de um mil reais por mes! Ai eu queria ver quantos iriam querer ser vereador, corja de ladrões!



sábado, 13 de agosto de 2011

Papo de Corredor

O pré-candidato à Prefeitura de Caxias do Sul e também deputado estadual Alceu Barbosa Velho (PDT) comemorou seu aniversário nessa sexta-feira, dia 12 (!) de agosto.  Foi "ciceroneado" (como diria João Pulita) por lideranças do PDT e de partidos da base aliada do atual Governo.

O que chamou a atenção foi a presença de pessoas, digamos que, nada ligadas à política. Dizem as más línguas, que alguns Secretários/as do Governo "obrigaram" seus subordinados a comparecerem ao evento.

Que chato! Atitudes desse naipe mais perdem do que ganham votos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realiza audiência em Caxias do Sul

Na próxima segunda feira, dia 15, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa vem até Caxias para realizar uma audiência pública sobre a situação da saúde no município de Caxias do Sul. Embora com uma pauta ampla todo mundo sabe que ela se concentrará na discussão sobre a greve dos médicos.

Essa audiência foi proposta pela UAB à presidenta da Comissão, Deputada Marisa Formolo (PT). A audiência é mais uma passo para a tentativa de solução dessa greve que, no dia 15, completará 126 dias de paralisação e 497 dias de movimento grevista.

Apesar de ter bastante espaço para criar cortina de fumaça o tom geral deve ser mesmo a falta de negociação entre a prefeitura e o sindicato médico. Todo mundo, menos o Sartori (PMDB), já tentou intervir na situação. Ministério do Trabalho, Justiça, Câmara de Vereadores e até o ex-vice prefeito Alceu Velho (PDT). Só quem não sentou com os grevistas nem uma vez foi o prefeito Sartori.

Enquanto a justiça do trabalho não considerar a greve ilegal (como o faria se os grevistas fossem pobres), nos resta esperar mais uma discussão, que esperamos que seja a última antes de uma solução, desde que não seja a privatização da saúde.

O quê? Audiência Pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa
Onde? Câmara de Vereadores
Quando? 15 de agosto às 14 horas

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Qual inteligência estamos valorizando?

Estudos apontam que os seres humanos são capazes, basicamente de desenvolver 7 tipos de inteligência: linguística, lógico-matemática, motora, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal.

A inteligência interpessoal relaciona-se com a capacidade do ser humano desenvolver a empatia, ou seja, ser capaz de colocar-se no lugar do outro.

Quanto mais analiso esse mundo louco e individualista que vivemos, mais me convenço de que pouca atenção damos à nossa capacidade de desenvolver e exercitar a empatia. Por não nos colocarmos no lugar do outro, a sociedade hoje está reduzida a relações extremamente duras e implacáveis. Dessa forma, os estereótipos e as análises superficiais acabam norteando as relações:

"São todos uns drogados, marginais. Merecem morrer!"
"Bem-feito pra ele/a. Mereceu!""Ela deve gostar de apanhar. Por que não sai de casa?"
"Ele é um sacana. Tomou tal atitude e agora vai ter que aguentar as consequências!""Na hora de fazer foi bom. Agora quer abortar?"
"Os programas sociais só ajudam os vagabundos. Vão trabalhar!"

Esses são alguns exemplos de expressões que são usadas cotidianamente pelas pessoas. Mesmo de forma singela pode-se observar a dificuldade dos seres humanos analisarem a vida a partir do olhar dos outros.

E isso gera todo o individualismo e umbiguismo em que vivemos. A ausência de solidariedade, de fraternidade provém dessa forma de vida atual, em que todos avaliam o mundo apenas sob o seu ponto de vista, sob o seu próprio conceito. Assim, generaliza-se que todas as atitudes tomadas pelas pessoas são desencadeadas por interesses vis e indignos e não porque elas possuem uma vivência e experiência de vida.

Na política, essa forma de ver o mundo afeta-nos diretamente. Entre partidos, por mais que se queira trazer a lucidez para todas as decisões, há divisões muitas vezes estabelecidas entre o "bem" e o "mal".

Dentro dos partidos, as visões diferentes e algumas atitudes, que muitas vezes são equivocadas, também afastam a possibilidade de se analisar a conjuntura de forma fraterna e solidária.

Uma lástima, pois cada vez mais nos digladiamos com sangue nos olhos, tendo a certeza que a nossa própria visão é a mais correta.

Ingenuidade a minha? Pode ser... mas prefiro ficar com Che:
Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Caxias: 357º lugar no rankig estadual em Educação Infantil


O Tribunal de Contas do Estado divulgou levantamento de dados da Educação Infantil no Estado. O trabalho, intitulado Radiografia da Educação Infantil no RS, apresenta a análise de desempenho dos municípios gaúchos nesse quesito nos anos de 2009 e 2010.

Os números comprovam o baixo investimento por parte dos muncípios na política de atendimento às crianças de 0 a 5 anos. Segundo o documento do TCE: "cabe aos municípios atuar prioritariamente na educação infantil, com a cooperação técnica e financeira da União, embora a Constituição Gaúcha chegue a determinar que o próprio Estado ofereça atendimento em creches e em pré-escolas, em cada Município”.

Lamentável o tema não ter a devida atenção, pois os anos iniciais são importantíssimos para a formação da criança. Além disso, a criação de vagas na educação infantil também é uma poítica pública para as mulheres. Por quê? Porque com creches, as mulheres têm onde deixar seus filhos e não precisam abandonar os estudos nem o trabalho. Isso colabora com a autonomia financeira e social das mulheres, já que no fim das contas a sociedade delega a elas o cuidado com as crianças.

O déficit de vagas em Caxias do Sul, segundo o TCE, é de aproximadamente 10 mil. Segundo o relatório, o município cobre apenas 19,63% das vagas em creches (para crianças de 0 a 3 anos) e 47,76% em escolas de educação infantil (para crianças de 4 a 5 anos). Isso coloca o município na posição 357º no atendimento aos pequenos.

Enquanto milhares de mulheres caxienses abandonam o seu emprego, abandonam seus estudos ou ficam sobrecarregadas com a tripla jornada de trabalho, o Governo Sartori poupa dinheiro. Culpabiliza, como sempre a União, que nunca manda dinheiro suficiente para a estruturação das creches.

Pois mesmo sendo de responsabilidade dos municípios, Caxias do Sul recebeu verbas do Governo Federal para construir três creches. Sorte a nossa, pois se dependesse do descompromisso dessa Administração, as tais 35 mil vagas prometidas em campanha só chegarão em 15 anos...

Acesse todo o relatório do TCE:
http://www2.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/repos_docs/pdf/radiografia_educacao_infantil.pdf