segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Primeiro ato do novo governo pós Kadafi: suspender o direito das mulheres


Enquanto as redes de tv e jornais do Brasil e do mundo anunciavam a morte de Muamar Kadafi, o discurso do novo líder da Líbia, Mustafá Abdeljalil, passou completamente desapercebido. Reproduzimos, abaixo, uma matéria feita pelo site mexicano Sinembargo. Divulgue, pois, notícias como essa você não encontrará em nenhum outro veículo de Caxias do Sul.

Mulheres que lutaram para derrubar o regime de Kadafi podem perder
direitos conquistados
Antes de por em marcha o processo democrático da nova Constituição, as declarações do novo “homem forte” da Líbia, a favor da restauração da poligamia, disparou o sinal de alerta em muitos setores do país, em especial entre as mulheres.

Em seus discurso “inaugural”, o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafá Abdeljalil, anunciou no domingo, 23, que A Xaria (lei Islâmica) será a única fonte de legislação do novo regime. O líder rebelde deu como exemplo a possibilidade de um homem poder casar com até quatro mulheres, uma possibilidade da religião muçulmana que Kadafi aceitava apenas com grandes garantias para as esposas. “É revoltante constatar que milhares de líbios deram sua vida para que, no primeiro discurso, a prioridade dos novos dirigentes seja conceder ao homen várias mulheres”, protesta uma mulher líbia que pediu anonimato, numa declaração a Agência France Press.

Al Chater, fundador do Partido da Solidariedade Nacional (laico, de centro direita), mostrou-se surpreso com o anúncio “precoce” de como será o novo Estado líbio. “Com a anulação da lei de Kadafi sobre o matrimônio, a mulher que se divorciar perderá o direito a moradia. Isso é uma catástrofe para as mulheres líbias”, afirmou.

A surpresa pelo anuncio da poligamia e a Xaria em seu primeiro discurso chegou as capitais européias, principais aliados do movimento rebelde líbio. Na França, primeiro aliado dos revolucionários, o governo não escondeu a surpresa frente ao discurso de Abdelijalil. “Estaremos vigilantes no que diz respeito aos direitos humanos, em particular a igualdade entre homens e mulheres, algo que a França está profundamente vinculada”, disse o porta voz da presidência francesa, Bernard Valero, em uma coletiva de imprensa.

“Se o primeiro ato dos rebeldes foi linchar Kadafi e horas depois anunciar a poligamia, o que podemos esperar agora?”, afirmou um observador europeu crítico da campanha da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que realizou operações militares, de apoio aos rebeldes, que resultaram na queda do regime de Kadafi.

domingo, 30 de outubro de 2011

Barbárie no movimento sindical

Uma cena lamentável ocorreu na noite de ontem em Caxias do Sul. A tentativa de organização de um sindicato acabou sendo impedida por uma turba de militantes do PCdoB. A assembleia de criação de um sindicato dos trabalhadores em Centros de Formação de Condutores (CFC's) estava marcada para o sábado, 29 de outubro às 19 horas na sede do 1º Núcleo do CPERS. Acontece que por volta das 18 horas um grupo de mais de 100 pessoas ligadas a CTB, corrente sindical do PCdoB, invadiu o auditório do sindicato.

A turba quebrou a porta de vidro do sindicato, tiraram a força da mesa de trabalho as pessoas que iriam conduzir a reunião e iniciaram uma assembleia, fraudulenta, que aprovou a não criação do sindicato. Segundo pessoas que testemunharam a barbárie estavam estavam a frente do "movimento" dirigentes do sindicato dos metalurgicos como o vice, Leandro Velho e o Tesoureiro, Werner Diehl; do sindicato dos comerciários, Ivanir Andreis, Paulo Pacheco e o Jamaica.

A confusão só acabou com a intervenção da polícia. Após a sede do CPERS ter sido esvaziada representantes do sindicato e dos trabalhadores foram até o módulo policial, no Parque dos Macaquinhos, para o registro de ocorrência.

E como ficaram os trabalhadores em CFC's que queriam fundar o seu sindicato? Não conseguiram fazer por que a violência por parte do PCdoB foi maior. Cabe salientar que esses trabalhadores contribuem, no mínimo anualmente, para o sindicato onde eles estão vinculados, que é dirigido pelo PCdoB. Essa perda de recursos, principalmente para a CTB, é que causa esse tipo de revolta.

Infelizmente atitudes aparelhistas como estas é que geram o descrédito do movimento. É o PCdoB fazendo o jogo dos patrões, como se diz no jargão do movimento sindical.

Lamentável.

sábado, 29 de outubro de 2011

Nem inaugurou e já querem privatizar










A fúria privatizante parece ter atingido em cheio a prefeitura de Caxias do Sul. Na edição dessa semana do jornal Gazeta de Caxias (nº 891), traz uma matéria sobre uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que será construída em Caxias do Sul.

Caxias terá uma unidade que atenderá até 450 pacientes por dia e terá uma área construída, minima de 1.300 m². O valor investido pelo Governo Federal será de R$ 2 milhões e o custo mensal está estimado em R$ 700 mil, sendo que R$ 300 mil serão repassados pelo governo federal.

Mas além desses detalhes causou-nos surpresa a fala da secretária de saúde, Maria do Rosário Antoniazzi (DEM), sobre a gestão da UPA: "há a possibilidade de firmar uma parceria com entidades filantrópicas, ONGs ou fundações". 

Nem inaugurou e a secretária já diz que será privatizada! Isso já aconteceu com o hospital de campanha, com os residenciais terapêuticos e, está na lista de discussões, a proposta de uma fundação que administraria a saúde no município. 


Isso faz com a prefeitura se omita da gestão da saúde, se bem que já está fazendo isso, e cria um sistema , que na maioria das vezes é focado nos médicos o que contraria o caráter multidisciplinar das equipes de saúde. Bom para os gestores das ONGs que farão os convênios pois terão polpudos salários garantidos, ruim para a população que vai amargar a redução de custos para garantir os lucros dessas ONGs.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Políticos cuidado ao usar o twitter

Mídias sociais são ferramentas poderosas que, na maioria das vezes, estão a serviço da democratização da informação. Nós do Polenta News defendemos e incentivamos o seu uso ao máximo. Mas tem um porém. Principalmente quando ela é usada por políticos, e quando não são eles que escrevem, causam bizarrices. Um exemplo recente foi esse tweet postado às 15h31min de hoje no perfil do deputado Assis Melo.


A bizarrice, no caso, é a tentativa, que todo político faz, de tentar ser o "pai da criança". Na maioria das vezes está pouco interessado se a obra, o investimento é bom ou ruim para a comunidade, desde que ele tire proveito político.

É o caso do "UFRGS foi uma ideia nossa", ou seja, nossa do deputado. Já haviamos falado sobre isso em outras postagens aqui no nosso blog. A extensão da UFRGS não pode ser uma guerra entre Caxias e Bento, como também não pode ser uma universidade a serviço da classe empresarial e muito menos ser usada como campanha barata de deputado, vereador ou o que quer que seja.

Daqui a pouco vamos começar a achar que os estudantes, principalmente escola de ensino médio, mobilizados por um dos assessores do Assis Melo, que estão fazendo passeatas pela cidade, são massa de manobra do deputado ou de possível candidato a vereador. Não queremos pensar isso, não é?

O médico e o monstro

Hoje, 28 de outubro, completam-se 200 dias da greve dos médicos servidores municipais de Caxias. Coincidentemente, hoje é dia dos servidores públicos.

Esse calvário de quase 7 meses parece não ter fim. A população não sabe se é tragédia ou se já virou piada. E os caminhos percorridos até agora pela Prefeitura e pelo Sindicato dos Médicos às vezes nos deixam em dúvidas para desvendar quem é realmente médico e quem é monstro.


Há argumentos desabonadores para ambos os lados, mas colocando na balança, o gestor Sartori sai perdendo. E de feio. Os médicos, por sua vez, demonstram arrogância na condução das suas reivindicações e aparentam frieza para com os usuários do SUS. Parece, muitas vezes, que nada serve para eles. Já a Prefeitura, cruzou os braços por meses a fio e disse que se o outro lado não se rendesse, não ia negociar. Intransigência pura. Mas enfim, resolveu dar uma trégua e apresentar uma proposta para os doutores na semana passada.

A proposta foi aprovada em parte em Assembléia Geral da categoria realizada nessa última quarta-feira. A Prefeitura propôs aliviar o bolso dos grevistas devolvendo os valores descontados, a obrigatoriedade de concurso público, a criação de padrão salarial específico para médicos e a suspensão dos processos judiciais envolvendo a greve. Tudo isso foi aceito. O que não foi aceito foi o salário proposto pela Prefeitura, portanto, a questão primordial.


O que o Governo Sartori ofertou à classe médica foi um verdadeiro disparate. Ofereceu um salário de R$ 2.125 para 12 horas semanais, ou seja, R$ 250 a menos para os médicos trabalharem aquilo que eles já trabalham hoje no contrato de 20 horas. Quem é médico e quem é monstro? E não adianta você se indignar e dizer que não recebe isso por um mês trabalhado dias inteiros a fio. Infelizmente, a medicina é uma das profissões mais valorizadas e mais bem remuneradas na iniciativa privada. E se o Poder Executivo insistir em pagar esses salários que, na visão dos médicos, é aviltante, não haverá inscritos nos próximos concursos. 

Outra proposta da Prefeitura que merece destaque: os médicos sem especialização receberiam R$ 1.600 também por 12 horas semanais. Qualquer médico recém-formado tem chances de ganhar bem mais que isso na semana seguinte à sua formatura.

Então, podemos ver toda a disposição da Prefeitura em negociar com os médicos. Mas tudo tem uma razão de ser. Já não é mais novidade para ninguém que o governo municipal vai mandar até o fim do ano proposta de criação de uma Fundação para Saúde em Caxias, afinal são incapazes de gerir diretamente o SUS... São os interésses!


Jornalista é ameaçado por delegado após publicar texto de universitários grevistas

O jornalista Everaldo Fogaça, de Porto Velho, foi ameaçado pelo delegado federal Eduardo Brun de Souza após publicar texto do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Rondônia em seu site, O Observador. Segundo divulgado no endereço, o delegado afirmava que o profissional "era um caluniador por ter publicado o manifesto do DCE" em sua página. Os alunos, que estão em greve, invadiram a reitoria da universidade no começo deste mês.

"Vou acionar a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público Federal e o Ministério das Comunicações para vasculhar sua vida e a deste site. Vou fechar este site", ressaltou Brun, quando indiciou o jornalista pela postagem, segundo afirma Fogaça. Ele teria se exaltado e até mesmo mandado o advogado do profissional, Caetano Vindimiati, "calar a boca", além de bater em sua mesa enquanto falava.

De acordo com Fogaça, outros veículos de comunicação também devem ser chamados para depor sobre o assunto na sede da Polícia Federal, em Porto Velho. Entretanto, até o momento, os estudantes não foram interrogados sobre o caso.

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a assessoria de comunicação da Polícia Federal em Porto Velho disse que não irá se pronunciar sobre o caso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O que não saiu no "O Burgueseiro"

São tantas omissões...

Mas para não deixar passar em branco, aí vão alguns "insignificantes" acontecimentos que não viraram notícia no Burgueseiro das últimas semanas. Aqui no Polenta a gente passa ao menos a manchete:


  • Ato público por mais vagas em creches parou a Avenida Júlio de Castilhos, dia 15 de outubro pela manhã
Mães alertam que faltam mais de 2.000 vagas em creches públicas no município.

  • Diretor Geral da Câmara de Vereadores recebeu 3 meses de Licença Prêmio Compensada pagos com base na remuneração de CC, enquanto isso, o Presidente da Câmara, Marcos Daneluz, denuncia os "supersalários" dos servidores
Denúncias indicam que o cargo de confiança do Presidente da Câmara recebeu cerca de R$ 30 mil numa bolada só!
  • Após anos engavetado, finalmente o Plano Municipal de Educação foi aprovado 
Se o plano não fosse aprovado até o final do ano, Caxias perderia a verba do Governo Federal para Educação

  • Aconteceu nos dias 22 e 23 de outubro as Conferências Estaduais de Políticas para as Mulheres e de Políticas para Lésbicas, Gays, Transexuais e Travestis
Conferências aprovaram uma série de metas e programas a serem desenvolvidos pelos Governos no próximo período

Anonymous desmascara a Veja: Um show de manipulação

Numa tentantiva desesperada de ligar as manifestações pela democracia real (que aconteceram no dia 15 de outubro) com o fracassado movimento contra a corrupção (que não juntou 10 pessoas em Caxias), a revista Veja dessa semana utilizando a máscara de Guy Fawkes, símbolo do movimento Anonymus, em sua capa. Um show de manipulação, já que uma coisa não tem nada a ver com outra.

Não é de hoje que a Veja faz um péssimo jornalismo. Sua linha editorial raivosa e desqualificada produz cada vez menos efeitos, logo, essa tentativa patética de se ligar aos movimentos que realmente querem mudanças no Brasil e no Mundo.

É claro que existe corrupção no Brasil, mas ela nunca foi tão combatida. Cabe lembrar que aqui mesmo no Rio Grande do Sul temos casos como o Detran, os Desvios de dinheiro do Banrisul, da Secretaria Estadual de Cultura, a Máfia dos Selos e por aí vai. Os protagonistas desses escândalos, são, por incrível que pareça os primeiros a cobrar transparência. Exemplos claros são os dos Senadores Pedro Simon que dá discursos contra a corrupção em Brasília, mas defendeu por 4 anos o governo Yeda e todos os seus escândalos, e a também Senadora Ana Amélia Lemos, que não é senadora gaúcha, é senadora da RBS.

Ainda bem que a população está conseguindo separar o que é factóide da mídia e o que é fato. É por isso que o PIG está definhando. Mas ele não está morto. É só ver o recente caso do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, que foi denunciado por uma pessoa que estava presa por formação de quadrilha e, que até agora não apresentou provas. Mesmo assim o Ministro não resistiu e deixou, ontem, o ministério. O PIG tá respirando por aparelhos, mas mesmo assim, ainda gera muitos estragos.

Em resposta à Veja, o Anonymous postou este vídeo no Youtube:





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Prefeitura de Caxias cometeu improbidade administrativa?

Fomos alertados, por um leitor de nosso blog, sobre o expediente, publicado na abertura do livreto de programação da 27ª Feira do Livro de Caxias do Sul. Veja a imagem abaixo (clique nela para ampliar).

O expediente traz como vice-prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), que não é mais vice desde que renunciou para assumir uma vaga na Assembleia Legislativa. O leitor pode dizer que isso é uma coisa pequena, mas não é não. Nota-se aqui o pouco cuidado que se tem com a coisa pública. A Feira do Livro é um grande evento e de extrema importância, então dá para fazer certo, não precisa fazer errado.

Esse material foi confeccionado com recursos públicos e para isso há regramento a serem seguidos, um deles é a impessoalidade e a não promoção do gestor. E quando o gestor não é mais gestor?

Fica a pergunta, para alguém mais conhecedor da legislação, houve improbidade nesse caso? Provavelmente, se é, de fato, irregular, algum estagiário vai levar a culpa. É pagar, na verdade já pagamos, para ver.

Folha de S. Paulo divulga nota contra blogueiros e reafirma censura


Publicado originalmente em Jornalismo B
Está marcado para hoje quarta-feira (26) mais um capítulo da nova luta por liberdade de imprensa no Brasil. Convocada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), acontece na Câmara dos Deputados uma audiência pública para debater um caso emblemático de censura: o processo movido pela Folha de S. Paulo contra o blog Falha de S. Paulo.
O caso é emblemático porque é um exemplo claro de uma das principais formas de censura destes primeiros tempos de mídia independente na internet. O Grupo Folha é uma empresa jornalística, sem dúvida mais empresa do que jornalística, processando dois irmãos blogueiros, independentes, ao mesmo tempo em que se coloca como baluarte da defesa da liberdade de imprensa e de expressão. Tenta estrangular financeiramente os blogueiros e impedir que seu jornal seja alvo de críticas. Defende liberdade para quem?
A Folha já avisou que não aparecerá na audiência pública. Como se vê, a “democracia” que defende e o “livre debate” que exige não incluem o debate público nem o confrontamento horizontal entre lados diversos. Prefere atacar através de seu enorme aparato jurídico, abusando de seu poder econômico e político contra dois blogueiros que não contam com corpo semelhante.
Preocupado com a péssima repercussão que a censura imposta pelo jornal vêm obtendo – ainda que seus pares, a totalidade da mídia corporativa, venham ignorando solenemente todo o andamento desse atentado à liberdade – o dono da Folha emitiu uma nota assinada também pelo editor-executivo Sérgio Dávila e pelo secretário de redação Vinicius Mota. A nota tenta desqualificar os irmãos Bochini, o blog em questão e a própria audiência pública. Como mostrapostagem do Desculpe a nossa falha (que veio a substituir o censurado Falha de S. Paulo), a nota é cheia de inverdades, omissões e distorções, além de ser pontuada por um tom ridicularizador e agressivo, típico do jornal que chamou a Ditadura brasileira de “Ditabranda”.
 Está no trabalho coletivo, na horizontalidade e na solidariedade na luta a grande força da blogosfera e, de forma mais ampla, da mídia independente e dos militantes pela democratização da comunicação. Nesse sentido é importante que toda a blogosfera participe ativamente desse debate e, de forma coletiva, faça valer sua força democrática contra o enorme poder econômico das oito famílias que detêm o monopólio da comunicação brasileira. Como escreveram os irmãos Bochini, “a causa é coletiva, já que em caso de vitória do jornal o dano também é coletivo. Isso porque o processo é inédito, então ficaria aberta uma jurisprudência contra a liberdade de expressão em todo país. (…) Se eles ganharem, perdemos todos. A vantagem é que, se eles perderem, ganhamos todos”.

sábado, 22 de outubro de 2011

O Estado Democrático, a mídia e o direito à crítica

Mais uma vez os veículos do monopólio RBS querem se fazer de vítima quando na verdade agem como irresponsáveis. O chamado "jornalismo investigativo" do monopólio RBS nada mais é do que uma metralhadora giratória de acusações que, na maioria das vezes, são infudadas ou manipuladas. Caso célebre é o do ex-Senador José Paulo Bisol, que ganhou uma indenização de R$ 1 milhão da Veja e da Zero Hora por uma materia caluniosa. 

Alguém já se perguntou porque a RBS é a única que pode criticar mas nunca ser criticada?


Nos editorias do monopólio RBS de hoje, entre eles o Burgueseiro, fala que o Governador Tarso Genro havia criticado o jornalismo investigativo. Como, para variar não é dado direito a replica nos veículos do monopólio RBS, publicamos o texto abaixo.


O Estado Democrático, a mídia e o direito à crítica

João Victor Domingues (*)

A manifestação do Governador Tarso Genro na abertura do Congresso Nacional do Ministério Público e de sua campanha contra a corrupção foi uma defesa do Estado Democrático de Direito. Quem a reduz a uma mera “crítica ao jornalismo investigativo” ou ainda a qualifica como simplória ou superficial, ou não compreendeu o alcance do tema proposto ou age interessadamente, desqualificando a fala do governador por se colocar acima do Estado de Direito, e não admitir qualquer crítica.

A análise feita busca enfrentar o tema de como garantir uma maior efetividade no combate e na prevenção à corrupção dentro de um Estado de Direito em processo de consolidação, onde as próprias normas constitucionais possuem efetividade limitada, num país onde as relações sociais se desenvolvem num modelo econômico atrasado até mesmo para sociedades capitalistas.

Esta maior efetividade passa pelo fortalecimento de instituições como o Ministério Público e outros órgãos de controle interno e externo. Além disso, passa por um regime maior de colaboração entre estes, atuando de forma técnica, célere, qualificada e dentro de uma racionalidade processual que não transforme a prescrição na principal estratégia de defesa dos envolvidos em crimes de corrupção, numa clara deturpação do instituto do garantismo jurídico e ferindo de morte a pretensão punitiva do Estado.

Quanto mais imperfeita for a consolidação do Estado de Direito, com suas instituições e mecanismos, com sua representatividade democrática, não só o espaço formal de poder, mas com o aprimoramento da transparência e do controle público, mais e mais seremos derrotados pelo fenômeno da corrupção. Nas palavras do governador Tarso “a instituição como forma é um espaço normatizado, cuja existência real é o movimento dado a ela por seres sociais concretos”.

A crítica feita pelo governador é de que não pode a mídia funcionar como uma espécie de tribunal de fato ou de exceção, cujo fundamento processual seja uma espécie de “criminologia midiática”, com julgamentos sumários, assumindo as funções de quem investiga e de quem julga, impondo condenações políticas de larga repercussão social e institucional.

Não se trata de propor qualquer controle estatal da informação e nem de sustentar que não tenham os processos de investigação ampla publicidade, cumprindo a mídia seu papel dentro de uma sociedade democrática. Trata-se de afirmar, como sustentado pelo governador, que “o que reduz a criminalidade é a certeza da punição do delito pelo Estado” e que o seu combate, assim como o enfrentamento à corrupção, será mais efetivo quando enfrentados a partir de uma estratégia comum entre a União, os estados, os poderes e as instituições do Estado Democrático de Direito.

(*) Coordenador executivo da Assessoria Superior do governador

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pedras da Geni

Bafão na sessão da Câmara de Vereadores de quarta-feira (19/10). A vereadora Geni Peteffi (PMDB), líder do governo Sartori se desentendeu com o colega da base, o vereador e pastor Renato Nunes (PRB).

Enquanto Renato divulgava a realização de uma audiência pública, Geni, fora dos microfones, bufava reclamando que eram feitas muitas audiências. Renato reclamou que a líder do Governo deveria falar com ele no microfone e que ela não conversa com todos os vereadores da base do governo.

E aí veio a 1ª pedra:
"Você só existe por causa do PMDB!" - disse Geni (fora dos microfones)

"Eu não tenho medo de ninguém!" - defendeu-se Renato (no microfone)

E a 2ª pedra foi lançada:
"Deveria ter." - devolveu a vereadora e, enquanto o pastor voltava ao seu discurso, ela foi até o seu lado e falou: "Vem aqui fora, vem!"

"Ela está me ameaçando! Ela está me ameaçando! Vou chamar a segurança!" - enfureceu-se o pastor.

Ao final do discurso do Vereador Renato, seu celular tocou, ele saiu do Plenário e voltou com as pazes feitas com Geni.

De fato, não se trata de uma questão de " ter medo", mas de ser inteligente. Afinal, você seria inimigo da Geni? Sim? E já ouviu falar em pena de apedrejamento?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mesmo com grande mobilização creche pode não sair

A reunião do Orçamento Comunitário, no Bairro Mariani, no último sábado (15/10), contou com uma presença massiva de pessoas e, mesmo elegendo a escola de educação infantil como prioridade, ela corre o risco de não sair.

A escola infantil do Mariani é polêmica. As mães que reivindicam a sua construção dizem que o presidente do bairro trocou a creche por uma área de lazer. O governo Sartori faz corpo mole e diz que não é com ele!? Já houveram inúmeros protestos, caminhadas, abaixo assinados e até ações judiciais (da prefeitura contra as manifestantes). O que não houve até agora foi uma solução para que a reivindicação fosse atendida.

O movimento, então, tentou ir pelos caminhos "oficiais", ou seja, via Orçamento Comunitário. Mesmo tendo 225 pessoas participando, o presidente do bairro diz que deveria tem 1500.

1500 pessoas para garantir uma creche!!!!

Me parece um número muito exagerado. Mais estranho ainda é o presidente, que é da prefeitura municipal, parecer querer que a obra não saia. Pior mesmo é a fala do coordenador do OC, Gelso Marcon, que diz que a votação não é garantia que a obra saia.

Isso demonstra o profundo descaso que a administração Sartori está tendo para com a participação popular. As reclamações são inúmeras. Os valores que são discutos são ínfimos e muitas, diria a maioria, das obras passa sem ser discutido por ninguém. O Mariani receberá uma praça por que o presidente, aliado da prefeitura, quer. As crianças ficarão sem creche, por que quem reivindica não é aliado da prefeitura.

Isso é muito triste.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vão cortar o salário do Secretário também?

O Burgueseiro está inflando a grande descoberta do Presidente da Câmara sobre os supersalários dos servidores do Legislativo caxiense. Como se isso fosse uma novidade. Todos sabem que os servidores municipais, apesar de não terem plano de carreira, se incorporarem uma FG aqui outra a li, podem vir a ganhar salários polpudos.

O que é lamentável, mas não espantoso é ver o Burgueseiro fazer da questão uma epopéia da probidade e da hipocrisia. E o Presidente da Câmara, divulgando aos quatro ventos que vai cortar os supersalários. É constrangedor ter que esclarecer ao vereador que a lei permite tal formatação dos salários e que juridicamente isso é impossível, se os valores estiverem incorporados, pois supersalários são aqueles que passam o teto constitucional, no caso, o salário do Prefeito (R$ 18.101,34). O que não acontece em nenhum dos casos apresentados. Aliás, alguns exemplos apresentados pelo vereador são realmente chamam a atenção. E, provavelmente, o barulho maior não é por causa do funcionário que ganha R$ 17 mil, mas da tia do café que ganha R$ 4 mil (como assim uma "serviçal" ganhar tudo isso?), como se seu trabalho não devesse ser valorizado...

Então, arbitrariamente, O Presidente do Legislativo informa que a partir de hoje, terça-feira, estará "cortando" parte das vantagens não incorpordas de 12 servidores. Assim. Democraticamente. Sem consultá-los, sem avisá-los. Todos são trabalhadores e têm seu orçamento familiar baseado em "x" remuneração mensal. Também não é justo e muito menos moral que de uma hora para outra tenham seus salários reduzidos, não é? Afinal, segundo informações esses 12 servidores não recebem salários tão altos quanto o que deixa transparecer a imprensa e o Vereador Daneluz.

A pauta dos "supersalários" vem, coincidentemente junto com o debate de um Projeto de Lei que será apresentado pelo Governo, que cria o novo quadro de cargos e salários da Prefeitura, que reduz diversos direitos dos servidores municipais.

Portanto, as decisões tomadas pela Administração, um tanto quanto espinhosas, estão agora respaldadas pelos tais supersalários que apenas uma porcentagem mínima de servidores recebem.

Tem questões muito mais relevantes para serem debatidas nos gastos públicos, como por exemplo os gastos astronômicos da Prefeitura com terceirizações ou com CC's (esses sim com altíssimos salários e sem mostrar trabalho)!

Tem também o Trem da Alegria que permitiu que Cargos em Comissão que desempenharam a função antes de passar no concurso pudessem incorporar os valores do CC aos seus salários depois de se tornarem servidores. O caso emblemático é do Secretário de Recursos Humanos e servidor municipal Edson Mano, que tem um polpudo CC incorporado aos seus vencimentos com incidência de 50% de Reti. Esse sim recebe alto salário e de forma imoral e ilegal. Vão cortar o salário dele também?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Muita indignação, nem tanta mobilização

Hoje, segunda-feira,  aconteceu em frente à Prefeitura o "Ato contra o Descaso da Saúde Pública em Caxias do Sul". O movimento, apesar de tardio pode ser que renda alguns frutos. Cerca de 100 pessoas, mobilizadas pela UAB, CUT, CTB e Movimento Estudantil participaram do evento.

As falas ressaltaram o sentimento de abandono sentido pela população. De fato a prestação dos serviços de saúde pública se agravaram bastante nesses últimos 6 meses de greve. A Prefeitura está mostrando para quem governa e mostrando que saúde não é sua prioridade. Além dos reclames (com toda a razão) do movimento comunitário, incluindo o relato de um caso de óbito decorrente de mal atendimento na rede, também apareceu o descontentamento dos servidores municipais com a situação. Os profissionais da saúde estão sobrecarregados com a greve e prometem paralisar se a situação não se resolver.

Foram dezenas de falas de dirigentes sindicais, comunitários e estudantis. E foi isso mesmo só dirigente. O horário escolhido, 14 horas, impossibilitou que a maioria da população participasse do ato.  Alguns oradores lembraram isso em suas falas, ressaltando a importância das pessoas que estavam ali, representando as que não puderam estar.

Esse fato, a pouca participação, deve ter deixado alguns setores, principalmente da UAB, feliz, pois a entidade vive uma briga interna entre Sartoristas e não Sartoristas e, como todo mundo sabe, a não resolução do impasse com os médicos afeta, em muito, a imagem do prefeito.



O movimento que organizou o ato entregou um documento ao Prefeito Municipal (bem não foi a ele pois o Sartori não estava presente na Prefeitura) reivindicando a imediata tomada de providências. A comissão foi recebida pela Secretária de Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi (DEM) e por demais integrantes do governo que se resumiram em dizer que a prefeitura havia feito uma proposta ao Sindicato Médico na semana passada.

Na semana passada Prefeitura e Sindicato dos Médicos estiveram reunidos pela enésima vez e parece que desta vez a Administração sinaliza com uma proposta que agrada à classe médica, com reajuste de cerca de 65% para os novos profissionais concursados.

Quem não gostou da ideia foi o Sindiserv (Sindicato dos Servidores Municipais) que diz não ter sido consultado sobre a proposta, pois está em andamento uma Comissão Paritária que discute o novo quadro de servidores e salários. Eles entendem que o caso deveria passar pela comissão.

Quarta-feira haverá Assembleia dos Médicos para analisar a proposta da Prefeitura e então baterão o martelo. Será?

Troque o carro por um passe vitalício. Na Espanha

Campanha mostra o quanto é difícil estacionar na cidade
Enquanto em Caxias do Sul a concessionária do transporte público, a Visate, fica reclamando das gratuidades e a prefeitura se demonstra apática em resolver os problemas do trânsito em nossa cidade, em outros lugares do mundo ideias originais começam a ser apresentadas para reduzir o número de veículos que circulam nas cidades.

O exemplo vem da cidade de Múrcia, na Espanha. Como o trânsito estava cada vez mais congestionado a empresa de transporte público local Tranvia de Murcia, bolou uma campanha, no mínimo, original. Quem entregar o carro "em boas condições de uso", para evitar a entrega de sucata e com os impostos em dia, ganha um passe livre vitalício para circular nos veículos da empresa. Isso mesmo, passe livre vitalício. Para provar que o carro não vá voltar para as ruas ele é desmontado peça por peça. Essas peças são repassadas à empresas de autopeças para revender para aqueles que não querem abandonar seu carro. Isso evita que donos de carros troquem por um modelo mais novo.

E dá para fiscalizar. Câmeras conectadas a internet filmam o "desmanche" do veículo. É cedo para avaliar o efeito que a campanha teve pois ela foi lançada em maio. Porém essa ação, somada ao fato do transporte público de Murcia ser feito por veículos elétricos deve melhorar, em muito, a qualidade de vida na cidade.

Não sei se essa ideia pode ser aplicada em Caxias, talvez não toda, mas temos que pensar por que nosso sistema público de transporte é tão ruim. E não somos nós que dizemos isso, são os próprios empresário. A frota de ônibus que levam e trazem passageiros para as empresas é maior do que a da Visate. Nem os próprios empresários confiam na empresa. Daí o problema é do passe livre de velinho...

Abaixo veja alguns vídeos da campanha de Murcia.






domingo, 16 de outubro de 2011

"Com uma arma se assalta um banco, com um banco se assalta o Mundo"

Essa é uma das muitas palavras de ordem que invadiram o mundo ontem nos protestos que pedem uma mudança radical na condução da economia mundial e, por consequência, nas ações dos governos. Milhões de manifestantes em todo o mundo questionam as somas astronômicas de recursos dados para banqueiros falidos continuarem ricos.

Para variar a mídia caxiense faz de conta que nada disso aconteceu. Como somos diferentes já noticiamos os acontecimentos em Wall Street, a mobilização do Global Change (aqui e aqui). Os vídeos abaixo foram produzidos pela Interlig Comunicação. Estão em 4 partes e contam um pouco do que aconteceu ontem em Porto Alegre.

Esperamos que isso ajude a todos os nossos leitores a ficarem mais informados.








sábado, 15 de outubro de 2011

Indignados de todo o mundo se mobilizam contra a crise

Com informações do blog Opera Mundi

100 mil pessoas na Espanha com o lema "Unidos por um Mudança Global"
Daqui há alguns anos um livro provavelmente se chamará: "2011 o ano que não terminou". A analogia ao célebre livro de Zuenir Ventura, "1968 o ano que não terminou" é, no mínimo, justa. Os movimentos populares que nasceram na Tunísia, se espalharam pelo Egito, pelo Oriente Médio, Espanha, Europa e chegaram há 30 dias nos Estados Unidos, estão forjando uma nova geração.

Uma geração rebelde como a de 1968, isso é fato, mas com pautas muito mais diversificadas. Saí o mundo bipolar e entra um mundo multilateral.Sai a mobilização boca a boca, entra a organização via redes sociais. Uma coisa fica. O povo tomou conta das praças do mundo inteiro.

O Vilão Mundial
Todos esses movimento começaram a serem gestados há mais de 10 anos com as mobilização contra a OMC, Organização Mundial do Comércio, em Seattle, Gênova e outros países. Onde acontecia uma rodada da OMC, milhares de pessoas iam protestar. Passados 10 anos o movimento ganha as ruas novamente e o vilão é o mesmo, o capitalismo e o sistema financeiro mundial.

Desde 2008 os pobres de todos os países do mundo estão pagando a conta pelos desmandos dos ricos. Quando os banqueiros gananciosos (seria isso uma redundância?) derrubaram e economia mundial com suas jogadas especulativas, governos do mundo inteiro injetaram trilhões de dolares para salvá-los. Passados 3 anos, esses ricos estão mais ricos, e estão jogando, novamente, o mundo em outra crise. As camadas mais pobres desses países irão, de novo, pagar a conta disso.

O movimento que surge com o lema "Unidos por uma Mudança Global" quer denunciar isso. Em Nova York, milhares de pessoas estão acampadas próximo de Wall Street, centro financeiro mundial, questionando porque 99% da população tem que pagar a crise criada por 1%. Nesse sábado 951 cidades, de 82 países, realizaram mobilizações. Abaixo relatamos o que aconteceu em alguns países.


Austrália

Na Austrália, centenas de pessoas protestaram na cidade de Sydney. Os manifestantes traziam cartazes com dizeres como "O capitalismo está matando nossa economia". As passeatas aconteceram também nas cidades de Melbourne, Adelaide, Perth, Townsville, Brisbane e Byron Bay.

Segundo informações do jornal The New York Times, o clima dos protestos era tranquilo, com pessoas inclusive tocando músicas para animar a multidão. Ainda segundo a publicação, havia cerca de 800 pessoas nos protesto australiano realizado nas imediações do Banco Federal do país. 



Inglaterra

As manifestações em Londres começaram com cerca de 300 pessoas que se dirigiam à Praça Paternoster, onde está localizada a Bolsa de Valores de Londres. Às 13h (horário de Brasília), a marcha já contava com cerca de 3 mil pessoas.

O protesto começou de forma pacífica, mas a polícia da cidade prometeu agir caso os manifestantes tentassem invadir o local. Horas depois, os policiais passaram a marchar pela praça, demonstrando uma atitude mais energética.

Algumas horas depois, surgiram no Twitter algumas mensagens de pessoas presentes nas manifestações indicando que Julian Assange, responsável pelo Wikileaks, havia sido preso pela polícia da cidade. Minutos depois, a informação foi desmentida por outros participantes do protesto.

Segundo eles, Assange foi avisado, assim como outras pessoas, pelos policiais de que não poderia usar uma máscara que cobrisse seu rosto. A exigência foi ironizada por um advogado presente na praça. "Eles dizem que não podemos usar máscaras e ser anônimos, mas as contas suíças podem ser", afirmou Jen Robinson em sua conta no Twitter. 

"Este movimento não é a destruição da lei, mas a construção da lei", declarou Assange a respeito do Occupy Wall Street. Na foto de Assange sendo parado pela polícia britânica, que não permitiu a utilização de máscaras. 
Às 13h10 (horário de Brasília), a Scotland Yard confirmou que duas pessoas foram detidas durantes os protestos.

Alemanha

Segundo a Associated Press, cerca de 5 mil pessoas protestam na cidade de Munique, em frente ao prédio do Banco Central Europeu.

Nova Zelândia

Houve manifestações em quatro cidades do país: Wellington, Auckland, Dunedin e New Plymouth. De acordo com informações da Radio Zew Zeland, cerca de 500 pessoas estiveram presentes nas marchas realizadas nas duas primeiras cidades. 
Bélgica

A manifestação na capital Bruxelas partiu da estação Norte em direção à praça da bolsa de valores. Depois seguiu para o distrito onde ficam as sedes da Comissão Europeia, Conselho Europeu e Parlamento Europeu.

Milhares de manifestantes levaram cartazes com dizeres como "Parem a ditadura financeira"; "Por uma Europa solidária" e o "O dinheiro mata". A passeata ocorre em clima pacífico. 

Espanha

As manifestações da Espanha tiveram o grande apoio e incentivo dos "indignados" que meses atrás já haviam protestado contra a situação econômica do país e os altos índices de desemprego.

Os números a respeito das marchas diferem de acordo com as fontes. Segundo fontes da prefeitura, 60 mil pessoas participaram das manifestações, mas a organização afirmou que foram 250 mil.

Em Madri, as autoridades não permitiram que os protestos fossem realizados. Ainda assim, milhares de pessoas foram às ruas e fizeram muito barulho com apitos e um "panelaço". Quando passavam por bancos, gritavam "culpados, culpados". Durante as manifestações, no entanto, não foram registrados incidentes. 
Estados Unidos

O país que motivou os protestos pelo mundo neste sábado, também teve suas manifestações contra o sistema financeiro. Os atos que acontecem no sul de Manhattan, nas proximidades da Wall Street, foram mantidos, mas se espalharam por outros lugares.

Com bandeiras americanas e de sindicatos, os manifestantes tomaram locais como Times Square, Washington Heights, Bronx e Brooklyn, onde gritavam frases como “De quem é a rua? A rua é nossa”.

Se na sexta-feira 14 manifestantes foram detidos, não foram registrados incidentes neste sábado. Os protestos também foram realizados em Washington, Atlanta, Tallahassee, Oakland, Dallas, Los Angeles, São Francisco, Seattle, Chicago, Filadélfia, Houston, San Diego e Denver. 
Itália

O protesto também teve grande importância na Itália. Milhares de pessoas sairam às ruas de Roma e acabaram entrando em conflito com a polícia, que reprimiu as manifestações.

De forma violenta, a polícia italiana usou mangueiras d'água e bombas de gás lacrimejante para dissipar quem protestava. Os manifestantes responderam e, durante o confronto, colocaram fogo em carros e quebraram vitrines de lojas. Até o momento, o protesto na Itália é o que, aparentemente, teve maior repressão policial neste sábado. 
Imagem de Machahir Sami, jornalista presente nos protestos, mostra a confusão gerada pela repressão policial em Roma 
Hong Kong

Cerca de 200 pessoas se concentraram nas imediações da Bolsa de Valores local, levando cartazes com palavras de ordem como "os bancos são um câncer", segundo a Rádio Televisão de Hong Kong.

Taiwan

Mais de 100 pessoas – embora os organizadores esperassem que cerca de 1,5 mil aparecessem – responderam a convocação do "15-O", em referência ao dia 15 de outubro, e se manifestaram na entrada do arranha-céu Taipé 101 cantando palavras de ordem como "Somos 99% de Taiwan".


Brasil
Os protestos no Brasil foram concentrados em São Paulo. As pessoas levaram cartazes pedindo uma "democracia de fato". A forte chuva que atinge a capital paulista, no entanto, atrapalha a manifestação.
Assim como nos demais protestos realizados por todo o mundo, as marchas no Brasil foram convocadas pela internet. 


Porto Alegre
Na capital gaúcha a marcha reuniu cerca de 1000 pessoas que caminharam da Redenção até a Praça da Matriz, onde montaram um acampamento que irá durar até amanhã, às 12 horas, onde a marcha voltará a Redenção. Houve uma tentativa de setores da mídia em tentar vincular esse movimento ao do "combate a corrupção". Essas marchas, no entanto, só deram certo nos jornais. Quem está participando da "Mudança Global" deixa claro a separação entre os dois movimentos. O primeiro é feito pela mídia, com apoio da direita, o segundo é feito, realmente, pelas pessoas que questionam, inclusive a mídia.

Papo de Corredor

Na sessão da Câmara de Vereadores de quinta-feira, dia 13/10, foi à votação Projeto de Lei do Executivo que visava à reestruturação do transporte coletivo caxiense.

A proposta previa a possibilidade de aumento do número dos táxi-lotação (os azuizinhos) em circulação.

Aí que o Prefeito Sartori quis roer a corda. Nos corredores do legislativo deu o maior rebuliço, porque a base aliada do governo municipal não queria mais aprovar o projeto. A Visate veio com tudo, não queria perder essa fatia de usuários do transporte público e tentou pressionar o governo para não aprovar a alteração.

Após a difícil escolha entre legislar para a população ou servir à Visate monopolista, os vereadores de situação optaram pelo primeiro. Ufa! Foi por pouco!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

15 de outubro: Porto Alegre por Mudanças Globais

Enquanto a grande mídia brasileira tenta, de todo jeito, criar mobilizações contra a corrupção, que é grande no Brasil, mas nunca foi tão combatida, movimentos de todo o mundo se organizam para um novo modelo de democracia.

A democracia representativa já mostrou que não serve mais, inclusive ela é a grande responsável pela corrupção no Brasil e no Mundo. Para se eleger, na maioria dos países do mundo os candidatos gastam somas imensas de recursos. Como a maior parte desses recursos vem de grandes corporações, são essas corporações que, depois de eleitos, "cobram a conta" dos políticos, tanto do legislativo quanto do executivo.

É com esse espírito que nasce o Global Change com o lema "É hora de nos unirmos, é hora de nos escutarem. Pessoaas de todo mundo, levantem-se!". No Rio Grande do Sul a atividade será em Porto Alegre, na Redenção, e em Caxias, alguém topa?


No dia 15 de outubro, pessoas do mundo todo tomarão as ruas e as praças. Do continente americano à Ásia, da Africa à Europa, as pessoas estão se levantando para reclamar os seus direitos e pedir uma autêntica democracia, uma democracia real. Agora é o momento unirmos todos em um protesto não violento em escala global.

Com o mesmo espírito de unidade que construímos o Fórum Social Mundial como referência mundial aqui em Porto Alegre e a rica experiência de democracia direta do orçamento participativo, estamos sintonizad@s com a energia das novas dinâmicas sociais em rede que tem mobilizado milhões de pessoas no mundo todo. Convocamos tod@s @s gaúch@s para ocuparem as praças no próximo sábado dia 15 de outubro.

Nos levantamos também pela volta do Fórum Social Mundial para Porto Alegre.

Nos levantamos contra o atual sistema financeiro global, responsável pela crise que assola o planeta, queremos uma economia a serviço das pessoas. Nos levantamos por mais democracia e por participação popular direta nas decisões dos governos. Nos levantamos contra a corrupção, pelo afastamento e punição dos corruptos e dos corruptores. Reconhecemos os avanços econômicos e sociais que conquistamos no Brasil e nos levantamos para defendê-los e ampliá-los. Nos levantamos pela democratização da comunicação, pela liberdade de expressão e por uma novo marco regulatório para a mídia no Brasil. Nos levantamos por uma internet livre, com neutralidade e na defesa do Marco Civil da Internet. Nos levantamos em apoio as lutas em andamento de tod@s @s categorias profissionais. Nos levantamos pela defesa de um sistema de saúde pública gratuito, de acesso universal e de qualidade. Nos levantamos contra qualquer discriminação, preconceito, racismo, homofobia, sexismo, machismo. Nos levantamos na defesa do meio ambiente, contra a mercantilização da natureza.

Dia 15 de outubro, sábado, nos encontraremos ás 13 horas no Brique da Redenção e caminharemos até a Praça da Matriz para uma marcha pela mudança global que queremos. A manifestação será pacífica, debateremos e nos organizaremos até alcançarmos.

É hora de unir-nos. É hora sermos ouvid@s.

Veja o mapa mundial do 15 de outubro

Públicado originalmente em Software Livre Brasil

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caxias está mal na foto!

Ato por mais vagas em creches públicas

Dia 15/10, sábado, a partir das 9h30min.

Concentração na Praça de São Pelegrino. Após, caminhada até a Praça Dante Alighieri.

UFRGS em Caxias: Estamos sendo enganados?

Na última terça-feira, dia 11 de outubro, ocorreu na Câmara de Vereadores mais uma reunião da Comissão Pró-extensão da UFRGS em Caxias. A Comissão vem organizando eventos e articulações a fim de convencer o Governo Federal, ou a reitoria da UFRGS, ou a si mesma, de que é o melhor polo para sediar um Campus da Universidade Federal.

O encontro desta semana teve como objetivo fazer avaliações sobre a Audiência Pública realizada em Caxias em 23 de setembro e sobre os posicionamentos por parte da reitoria da UFRGS. Infelizmente, as perspectivas não foram muito boas.

De forma geral os membros da Comissão, presidida pelo Vereador Vinícius Ribeiro (PDT), mostraram-se um tanto quanto desanimados com o andar das negociações. Revelaram que até agora ainda não compreenderam o que a UFRGS quer de Caxias. Já enviaram documentos, dados da cidade e tudo o possível de forma a convencer de que a Cidade da Uva merece receber o Campus Federal. Porém, a UFRGS quer mais. E a Comissão parece não saber o que fazer para satisfazer os desejos da reitoria da Universidade.

O pessoal da Comissão reclamou também que a Amesne (Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste) não anda se mexendo muito para que o Campus venha para Caxias. E teve quem dissesse que há pessoas fazendo o "jogo contra".

Por fim, antes de cruzar os braços, os representantes de diversas áreas da sociedade caxiense presentes à reunião encaminharam por continuar na peleia, assim, meio que atirando pra tudo que é lado. Vão fortalecer a articulação com os municípios da microrregião de Caxias, conversar com o MEC em Brasília e organizar mais dados das demandas de educação e de mercado que a região precisa.

Resumindo, provavelmente, quem realmente manda já sabe pra onde vai a extensão da UFRGS, pois com certeza Caxias reúne muito mais elementos para receber a extensão de uma universidade Federal que qualquer cidade da Serra.

Creio que estamos fazendo papel de bobos nessa história toda. Parece uma questão de "quem fizer mais barulho leva", "quem fizer a campanha mais bonita ganha uma universidade federal". Oras, por trás de tudo isso, tem os jogos políticos que a população não vai ficar sabendo nunca... São os interésses.

De qualquer forma, vale registrar: O Polenta News está na torcida pra que a Extensão da UFRGS venha para Caxias!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Obras do “terceiro andar” serão suspensas?

Há muito tempo o prefeito Sartori refere-se ao “terceiro andar”, ou seja, a terceira eleição do projeto de governo, e coligação, que o elegeu em 2004. Para que isso acontecesse seria necessário que o PMDB aceitasse o acordo, informal, onde apoiaria no nome do PDT, no caso Alceu Barbosa Velho. Como o próprio prefeito disse que só discutiria sucessão depois da Festa da Uva, em março do ano que vem. Como, em política, o mais lento tira pinta de onça com benzeno, esperar até o ano que vem é tempo demais.

O PDT já lançou seu candidato, o Alceu, e os outros partidos da base já estão se mobilizando e lançando candidaturas. A grande surpresa pode ser o DEM, que apesar de estar praticamente fechando no resto do país, em Caxias, ganhou um reforço com a filiação do Milton Corlatti, ex-presidente da CIC. Fica a pergunta no ar, ele será o representante do consevadorismo? Rachando ainda mais a base do governo surge a candidatura de Renato Nunes (PRB) e possíveis indicações do PP e do PPS. No caso do PPS, um partido que já foi comunista, a iniciativa é mais para “ganhar preço” em alguma coligação pois não há nenhum nome com densidade eleitoral para a disputa. Já o PP tem o tencionamento, por parte da Senadora Ana Amélia Lemos, de lançar uma candidatura própria. O mais cotado, nesse caso seria o atual secretário do Desenvolvimento Econômico, Guila Sebben.

Outro partido da base que pode “rachar” com o governo é o PSDB. O principal nome do partido é o vereador Daniel Guerra, porém ele enfrenta forte resistência interna por conta das posições, as vezes distoantes, da base do governo. Ainda tem o PSB, que concorreu em 2008 coligado na proporcional com o PMDB. Seu único vereador, Eloi Frizzo, é suplente. Ele assumiu por conta do governo chamar vereadores eleitos para seu governo.

Do lado do PMDB há também uma resistência em ceder o poder ao PDT, fiel aliado de oito anos. O nome que surge com mais força é o do vereador Mauro Pereira, porém como ele não faz parte da “aristocracia” peemedebista, há um forte movimento para sepultar a sua candidatura. Outros nomes como o do Secretário de Cultura, Antônio Feldmann não apresentam densidade eleitoral suficiente para emplacar.

Nesse final de semana surgiu uma nova candidatura, também da base de sustentação do governo. O PRP lançou o polêmico, para dizer o mínimo, Cassiano Fontana, o Amerelinho. Nesse caso sua candidatura tem mais chances de ser folclórica do que real. Mas mesmo assim pode ter algum peso na “negociação” por cargos no segundo turno. Por conta disso é, quase impossível, que a mesma coligação que elegeu o Sartori se mantenha.

A oposição

A oposição vem com dois nomes. Com maior peso e prestígio tem o nome do ex-prefeito e atual deputado federal, Pepe Vargas, do PT. Apesar de haver mais dois pré candidatos dentro do mesmo partido, Marisa Formolo (deputada estadual) e Marcos Daneluz (vereador) a tendência é pela candidatura do Pepe. A oposição vem com força nessa eleição. Em 2008 o embate entre Pepe e Sartori acabou virando, por conta do discurso majoritário, com auxílio da mídia, de que tanto fazia quem era o eleito, pois os dois seriam bons nomes. Passado quatro anos e muitas mancadas depois, nota-se o como foi enganoso esse discurso.

Outro nome apresentado pela oposição seria o do, também deputado, Assis Melo, PCdoB. Vindo de uma expressiva votação, na cidade, para deputado federal, Assis tenta seguir o caminho, da sua colega de partido Manuela D’Ávila, que concorreu a prefeita de Porto Alegre, em 2008, e agora concorrerá novamente. Há uma pressão, por parte do PCdoB, para que o PT apóie a comunista na capital, onde haveria, em Caxias, o apoio do PCdoB para o PT.

Ainda teremos o PSOL que ainda não definiu seus pré candidatos. Dentre os nomes detacam-se o do Luiz Fernando Possamai e Arino Maciel. O PSOL ainda tem uma estrutura muito pequena na cidade, a candidatura tem mais sentido como construção partidária do que como disputa eleitoral.

No final a maioria das candidaturas das candidaturas é de mera construção, ou na pior das hipóteses, como moeda de barganha para garantir cargos numa coligação em segundo turno. É esperar para ver.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

E o lazer em Caxias, cadê?

Não é de hoje que os caxienses reclamam da escassez de opções de lazer na cidade. Temos poucos parques e praças e é difícil vir algo realmente diferente e atrativo para a acidade. E, quando surgem novidades, constata-se que a população gringa tem dificuldade em valorizar tais oportunidades. 

Focando a análise sobre os parques da cidade, nos deparamos com o abandono e a má gestão. O Parque Getúlio Vargas (Parque dos Macaquinhos) ficou muito bom após a reforma, porém após alguns anos, o vandalimso já degenerou parte do local. 

Já o Parque Cinquentenário, está às moscas. Também foi reformado há alguns anos e a situação atual é de precariedade e abandono. Recentemente uma jovem estudante foi estuprada no local, o que afastou ainda mais os frequentadores do parque. A área esportiva está depredada e a ponte que a liga ao parque está quase totalmente destruída. Os banheiros, por sua vez, estão inabitáveis. Não há sequer uma lancheria funcionando na área. A população que usa o espaço tem que se contentar com o tio do picolé... 

Em ambos os parques, aliás, a questão de um ambiente para pequenas refeições e lanches poderia ser melhor estudada. Mesmo no Parque dos Macaquinhos onde existe uma lancheria, a infraestrutura é precária e são poucas as opções de lanches. Um local agradável e aconchegante, com diversas opções e com preços acessíveis seriam muito bem vindo em ambos os parques, pois demonstraria atenção ao bem estar dos frequentadores. 

Os parques situados nos bairros, por sua vez, são frequentemente vítimas dos vândalos de plantão. Uma pena! 

Infelizmente, outro espaço que poderia estar bombando e também não recebe a manutenção necessária é o Jardim Botânico. O local possui amplo projeto de reestruturação, com construção de decks e pontes, mas pra variar não saiu do papel. No local o maior atrativo acaba sendo o cactário que já perdeu várias espécies devido aos furtos constantes de usuários mal-intencionados.. 

A Prefeitura inaugurou no ano passado o Mato Sartori, fazendo ampla divulgação de sua reestruturação aguardada há anos pela população caxiense. Sobre o parque porém, não podemos tecer maiores comentários, pois a visitação não é livre. Deve-se agendar horário em grupos para realizar visita monitorada ao local. Que sem graça! 

Enquanto isso, sem praia nem parques, no verão a melhor opção é tomar um sorvetão!

domingo, 9 de outubro de 2011

A publicidade e o machismo nosso de todo dia


por Alessandra Terribili *


A publicidade nunca se notabilizou por ter qualquer capacidade de contribuir para transformar relações de desigualdade e intolerância, corrigir distorções, superar contradições. Muito antes pelo contrário. Na maioria esmagadora das vezes, ela se vale justamente de esteriótipos preconceituosos, do medo, de constrangimentos, para vender seus produtos com "eficiência".

Para as mulheres, a mensagem dirigida, muitas vezes, é: "para não ser feia, encalhada, indesejada, você deve usar este cosméstico". Ou ainda: "para dar conta de trabalhar, cuidar dos filhos, do marido, da casa, e ainda ser gostosa, você deve usar este produto de limpeza". Isso não é a exceção. Difícil é fugir desse padrão.

E mesmo estando habituadas a sermos tratadas dessa forma, ainda nos espanta quando esse reacionarismo todo atinge níveis elevados, como aconteceu com a tal peça da Hope na TV, com Gisele Bundchen estrelando. Uma das mulheres mais poderosas e midiáticas do país coloca-se em posição de plena submissão e ensina que não se devem dar "más notícias" vestida.

Ora vejamos: as más notícias a que ela se refere são episódios como acidente de carro e limite de cartão de crédito estourado. Nada de novo. Nada mais batido, senso comum e esteriotipado que acusar as mulheres de serem más motoristas e boas gastadoras. Nada mais senso comum, também, que afirmar que uma mulher só é respeitada por seu "sex appeal".

O problema é que a gente não precisa, não pode e não deve se acostumar a ser vista e exibida dessa forma. Sempre que possível, é preciso sim denunciar o machismo contido nesse tipo de abordagem, porque se a gente não fala nada, quem vai falar? E se ninguém falar, nunca essa baixaria toda vai parar. E vai se fortalecer e continuar alimentando o conjunto da desigualdade que encontramos na nossa sociedade, e que se expressa, com mais visibilidade, em tantos casos de violência doméstica, sexual, discriminação no mercado de trabalho e etc. Tem uma bitola nos olhos quem não vê que tudo isso está tremendamente relacionado.

Hoje, boa parte dos que mais se autodeclaram temerários à censura estiveram do lado de lá quando ela foi aplicada em regime de exceção no Brasil. Quando havia censura à arte, à informação, à livre circulação de ideias, à liberdade de expressar opiniões.

É uma nítida demonstração de retórica da ameaça, na proposição de Albert Hirschman, sugerir que a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal não possa cobrar um posicionamento do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), porque isso seria "censura". Nada pode ser mais infantil que corroborar com essa afirmação. A SPM está cumprindo seu papel, e deve fazê-lo. Por que a gente precisa aceitar?

Esse pessoal que adora temer a "censura" faz parte do seleto grupo de proprietários da mídia, seus financiadores e apoiadores, que censura impiedosamente qualquer tentativa de debate (eu disse: de debate) sobre a democratização da comunicação e sobre o combate dos excessos cometidos diariamente pelos veículos de mídia. Essa retórica toda é só pra, mais uma vez, tentar nos disciplinar. Mas uma ordem que me subjulgue, não quero não, obrigada.

Portanto, um viva à liberdade de criticar o que nos oprime, e a liberdade de expressar nosso desconforto, e de disputar para que seja diferente. Porque de mau uso e de subversão da liberdade de expressão, o mundo já tá saturado.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E não é que a gente tinha razão!

Numa postagem feita terça-feira, veja abaixo, alertávamos os nossos leitores que o editorial do Pioneiro mostrava o caminho que o jornal seguiria nos próximos dias, ou seja, a de tentar mostrar que a saúde em Caxias não está mal. E não é que acertamos!

A capa da edição do jornal de hoje é: "Prefeitura amplia serviços de saúde". Com direito a matéria nas páginas centrais  a matéria tenta mostrar os "avanços" na saúde do município. Segundo o jornal construir 8 unidades básicas de saúde, ou seja, uma por ano de mandato (isso o jornal não diz) e a construção de mais 5! (no último ano?).

A matéria também fala que o município investe mais do que o mínimo constitucional em saúde. A matéria fala em R$ 260 milhões de investimentos esse ano, porém o Tribuna de Contas do Estado conta outra coisa. Num levantamento que colocou Caxias em 342º lugar, no Estado, em investimentos na área a soma dos úlitmos 5 anos era de R$ 364 milhões (veja aqui).

Algumas ações são realmente importantes. Uma delas é a possiblidade de agendamento de consulta por telefone que foi aprovado pela Câmara de Vereadores nesse ano. O projeto de lei do vereador Mauro Pereira (PMDB) estava tramitando há mais de um ano.

Greve dos médicos? Nenhuma linha.

Fila de espera de meses para exame? Nenhuma linha.

Terceirizações e privatizações de serviços? Nenhuma linha.

É nesse momento que acaba a informação e começa a propaganda.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Editorial do Pioneiro dá o caminho: Salvar a má gestão do Sartori na Saúde

O editorial de hoje do Pioneiro traz uma revelação importante sobre o que deve ser a linha do jornal para os próximos dias. Sério gente é importante ler o editorial pois ele é a opinião oficial do veículo. Com o título "Avanços na Saúde" os três parágrafos do texto resumem de que lado a RBS está. O texto começa falando sobre a inauguração da UBS do Vila Lobos que é, sem sombra de dúvidas uma grande conquista daquela comunidade, para logo em seguida sentenciar:

Essa é a qualidade que a RBS vê?
O governo José Ivo Sartori (PMDB) apresenta um desempenho razoável na área da saúde, onde aplica 17% da receita líquida da prefeitura, percentual um pouco acima dos 15% obrigatórios por lei. No ranking estadual, segundo o Tribunal de Contas, Caxias está em 332º lugar no Estado (dados de 2010).

 Ora, o desempenho na área da saúde está longe do razoável. Um movimento grevista que já dura 547 dias, e que não é citado no texto, seja as deficiências que já foram apontadas na ultima audiência pública há mais de 1 mês.

A RBS sabe que a saúde vai mal em Caxias e o governo Sartori também. Tivemos acesso a uma pesquisa de opinião que coloca a saúde como preocupação para 51,3% da população, atrás apenas da segurança com 58,7%. E olha que ela foi feita em junho quando a greve dos médicos tinha "apenas" dois meses.

Hoje chegou na Câmara de Vereadores o pedido de impeachment do prefeito por improbidade administrativa (veja aqui). Esses dois fatos fizeram acender o sinal de alerta. O PIG precisa salvar o Sartori.

Vamos ver o que irá acontecer nesses próximos dias.