quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Encontro Internacional da MMM: manifestação púbica marca último dia!

Último texto da série de reportagens especiais que o Polenta News divulgou para os leitores de Caxias do Sul. Os relatos foram feitos pela caxiense Raquel Duarte e por Conceição Dantas, ambas integrantes da Marcha Mundial de Mulheres e participantes do encontro. Todas a publicações foram feitas, originalmente, no Blog Ofensiva contra a mercantilização.

Foto de Raquel Duarte
O último dia do Encontro começou cedo. Às 6h da manhã já estávamos todas prontas esperando o transporte coletivo para nos levar até o centro de Manila.

Chegando lá, fomos recepcionadas por centenas de mulheres que se juntaram ao ato público. O tema principal da manifestação foi pela garantia dos direitos sexuais e reprodutivos nas Filipinas. As mulheres pediam pela descriminalização e legalização do aborto, por direito ao planejamento familiar, e pelo fim de toda forma de discriminação contra as mulheres.

Cerca de 500 pessoas, fecharam as ruas, e em cerca de 40 minutos de caminhada mostraram à população filipina toda a solidariedade das mulheres do mundo. Através de gritos de ordem, nossas principais bandeiras foram expandidas:

“A violência contra a mulher, não é o mundo que a gente quer”; “Se o papa fosse mulher, o aborto seria legal, seria legal e seguro...”, “Somos mulheres, feministas, anticapitalistas!, "So-so-so-Solidarité, avec les femmes, du monde entier”, entre muitas outras canções e gritos de ordem.

Fórum de debate

De tarde, o Encontro propiciou um interessante espaço de debates com a população. A atividade aconteceu na Universidade das Filipinas, e contou com duas mesas de debates.

Sob o tema de “paz, desmilitarização e erradicação da violência contra as mulheres”, a primeira mesa contou com a participação de Adèle Safi Kagarabi (MMM/República Democrática do Congo), Liza Gonzales e Virgínia Soares-Pinlac (MMM/Filipinas), Ida Zubaidah (Via Campesina/Indonésia), Khitam Khatib (União das Mulheres Palestinas).

Cada uma contou sobre a realidade de seu país e como a militarização interfere diretamente na vida das mulheres. Falaram sobre a dominação dos corpos das mulheres como território de guerra, sobre estupros em massa, contaminação da população por doenças sexuais transmissíveis.

A segunda mesa, teve o tema de “Igualdade de genro e acesso aos bens comuns” tendo como debatedoras: Gina Lyn e Mary de los Santos (Filipinas), Emilia Castro (MMM/Quebec), Judite Canha Fernandes (MMM/Portugal), Wilhelmina Trout (MMM/África do Sul).

Todas as companheiras, desde a África até a Europa, explanaram sobre a privatização dos bens comuns, especialmente agora em tempos de crise econômica, e o efeito sobre a vida das mulheres.

Ao final, todas clamaram em forma de grito de ordem: “Quando se fere uma mulher, se fere todas as mulheres!”. Demonstra a unidade do nosso movimento, e afirmação do lema: SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRE!!!

Em tempo: O transporte público de Filipinas é particularmente curioso. Os carros japoneses utilizados no país durante a segunda guerra mundial foram adaptados e hoje se transformaram em transporte coletivo. Desde então, os tradicionais JEEPs deixaram de servir a guerra e passaram a servir a população.

Greve dos médicos: ficção ou realidade?

* Texto enviado por um leitor do Blog

Muitas vezes a própria realidade guarda acontecimentos que seriam dignos de uma obra de ficção. Tanto é o grau de inexplicabilidade de alguns eventos que facilmente eles poderiam fazer parte de um filme ou livro famoso, por se tratar de algo que, em tese, não estaria sujeito ao desenrolar dos fenômenos reais como conhecemos. É interessante que estes fatos tão incríveis acontecem à nossa volta a todo momento, e não nos damos conta disso.

Parece que a capacidade de se surpreender diante do mundo se perdeu. A indignação diante de injustiças sociais, decisões políticas equivocadas e corrupção está cada em vez mais em desuso, em prol de assuntos como o último capítulo da novela ou o desempenho do time favorito na rodada. Temas que mereceriam um atenção permanente da sociedade são deixados em segundo plano, favorecendo a insensatez que ronda o desempenho de autoridades representativas e de alguns veículos de comunicação locais.

Esta espécie de 'ceticismo', que talvez se manifeste de forma instintiva no comportamento do ser humano - como se a vivência do cotidiano não reservasse momentos de assombro e surpresa - atrofia a capacidade de despertar no indivíduo o olhar que busca o extraordinário em meio ao ordinário, tipo de ferramenta que também leva à perspectiva crítica e ao questionamento sobre as soluções de nossos problemas mais difíceis. Assim, somos parte de uma massa que se move de modo inconsciente, e portanto, imprevisível, sujeita à manipulação constante, com capacidade de indignação praticamente nula.

É possível encontrar exemplos bem acessíveis para ilustrar esta ideia. Imagine uma greve de sete meses em uma empresa metalúrgica da cidade, por exemplo. Iria certamente causar efeitos no bolso de seus gestores e na economia local. Dificilmente uma paralisação em uma empresa privada duraria tanto tempo. Em algum momento, bem antes de ultrapassar este prazo, um acordo seria realizado, mesmo não sendo o ideal. Afinal de contas, a palavra negociação fala por si só: ambos os lados devem ceder um pouco, para atingir o resultado mais próximo possível do senso comum. Diálogo.

Bem, então falemos agora da real situação da saúde no município. São mais de sete meses que os postos de saúde do enfrentam carência de médicos e a população sofre com a falta de atendimento. Sete meses de greve, quase completando oito. Acima de considerar ou não legítima a realização do movimento, é necessário que se busque uma solução para o problema. As últimas informações desta novela pertencem àquelas situações que seriam mais coerentes em um folhetim barato ou um filme de baixo orçamento, por serem tão implausíveis de estarem acontecendo no mundo real. Típico exemplo de que a vida pode ser mais inverossímil que a ficção.

Inicialmente, o reajuste solicitado pelos profissionais da saúde era de 300% (pouco, não é?). A prefeitura se negou a negociar. Os médicos mantiveram a sua posição. Depois de alguns meses de enrolação e nenhuma ação, houve um recuo do aumento reivindicado e, pela primeira vez, ocorreu um encontro da comissão formada por membros da prefeitura com os médicos. Deste não saiu absolutamente nada de prático.

Mais algum tempo de greve e, no dia 26 de outubro deste ano ocorreu uma nova reunião - em meio a diversos protestos como o do Movimento Vivo - e aí houve, pela primeira vez em vários meses de greve, a primeira proposta oficial do poder público. 'Agora vai', pensaram os mais otimistas. Ainda não. Os médicos rejeitaram as propostas de salário. Querem quatro mil reais para duas horas diárias de trabalho, com 15 pacientes agendados por dia.

Então chegamos à situação atual: está a cargo da justiça julgar o mérito da greve. Prevista para a última quarta-feira, a decisão sobre a legalidade do movimento ainda não aconteceu. A comunicação entre o Sindicato dos Médicos e a prefeitura, que já era praticamente inexistente, agora pertence ao terreno da imaginação. Aliás, esta greve já estaria sendo realizada há mais de um ano, começou ainda em 2010. Foi a justiça que interrompeu o movimento. Foi em abril deste ano que foi concedido o direito aos médicos de realizarem greve, o que inevitavelmente aconteceu.

Um protesto organizado por movimentos sindicais e trabalhistas na manhã do último sábado(26/11) teve o objetivo de restaurar a indignação com relação a esta greve. Centenas de pessoas demonstraram que é possível manter posição diante deste exemplo infeliz de falta de bom-senso de nossos administradores.

Portanto, nós cidadãos, temos que voltar nossa atenção para isto: um serviço essencial para a população sendo prejudicado por conta da omissão dos principais agentes envolvidos no assunto. O prefeito não abre a boca, só quando convém. Foge de tudo aquilo que pode gerar polêmica, e delega à secretária a missão de enrolar a população. Lamentável.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Após 22 anos, Boni admite que Globo armou contra Lula para eleger Collor

* Texto publicado originalmente no site Pragmatismo Político: 

Debate decisivo da eleição de 1989, que na prática elegeu Fernando Collor, foi totalmente arrumado pela emissora. "Colocamos as pastas todas ali com supostas denúncias contra Lula, mas estavam vazias", revela o ex-chefão global.

Todos já sabiam sobre a manipulação de imagens por parte do jornalismo da Rede Globo, no Jornal Nacional, um dia depois do debate do dia 14 de dezembro de 1989 entre os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Agora, no entanto, 22 anos após o ocorrido, o homem que formatou o “Padrão Globo de Qualidade” simula uma "revelação bombástica" para lançar sua nova obra, "O Livro do Boni": a Globo manipulou o debate.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, transmitida pela Globo News, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, dá detalhes da noite do debate, cuja repercussão foi considerada fundamental para a vitória no segundo turno de Collor de Mello, uma vez que antes do acontecimento os dois políticos estavam em situação de empate técnico.

Boni admitiu que a emissora assumiu o lado de Fernando Collor de Mello. Segundo ele, após ser procurado pela assessoria do ex-presidente, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco”, disse Boni. “Todo aquele debate foi [produzido] – não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos”.

Ao contar algo que todos já sabiam, fazendo questão de acrescentar detalhes picantes, para ter mais repercussão - trechos de sua entrevista já foram replicados por diversos veículos e portais de comunicação - o ex-chefão da Globo conseguiu protagonizar um dos maiores eventos literários do ano.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Óleo de Peroba pro Harty Paese

Nesta segunda-feira, dia 28 de novembro o Vereador do PDT, Harty Moises Paese renunciou ao seu mandato. Paese está sendo investigado pela Câmara de Vereadores, pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pelo próprio partido, por ter apresentado atestados médicos falsos como justificativas para ausências a quatro sessões legislativas.

Já se tornou notório que o vereador é dependente químico e não consegue mais retomar as rédeas de uma vida sem drogas. Porém, para pedir a renúncia do cargo a fim de manter seus direitos políticos (ou seja, ter a possibilidade de concorrer nas próximas eleições), o nobre vereador possui bastante discernimento.

Caso o vereador fosse condenado, correria o risco de perder seus direitos políticos. Como fez a renúncia antes da condenação, é impossível que isso aconteça. O que Harty fez é corriqueiro na política. Muito políticos corruptos, para fugir do processo de cassação, renunciam e ficam livres para concorrer às próximas eleições. Foi o que fez, por exemplo, Jader Barbalho (PMDB) e Joaquim Roriz (PMDB).

Harty ainda teve a cara de pau de se fazer de vítima:

"Considerando o desapego ao poder em minha vida, resolvi renunciar. Não sei se teria o mandato cassado, mas errei por omissão de não estar vigilante na Câmara. Se houve o erro, tem de haver a apuração. Por isso, eu saio. Tenho que priorizar a minha vida."

Coitadinho! Desapego. Sei.

Com essa atitude, o agora ex-vereador demonstrou que não tem escrúpulos e muito menos caráter. Vamos dar um óleo de peroba pra ele?

domingo, 27 de novembro de 2011

9º encontro Internacional da Marcha será no BRASIL

Você está podendo acompanhar, pelo Polenta News, informações de um dos maiores encontros de organizações feministas do mundo. Os textos estão chegando até vocês republicados da blog Ofensiva contra a mercantilização e são produzidos por uma das participantes do encontro que é caxiense. Somos o único veículo de comunicação de Caxias que está publicando sobre esse evento. Com isso reafirmamos o nosso compromisso de noticiar o que a grande mídia caxiense ignora. 


O texto abaixo foi escrito por Conceição Dantas e Raquel Duarte.

Foto de Corina Muñoz Caris
No dia 24 de novembro, as delegadas presentes ao 8º Encontro Internacional da MMM, realizado em Quezon City, nas Filipinas, aprovaram a realização do próximo encontro internacional no Brasil, que está previsto para 2013. Além do Brasil, também o Mali apresentou candidatura para receber a reunião.


No grupo de discussão das Américas, obtivemos total apoio e incentivo à iniciativa. No diálogo com as companheiras do Mali, reforçamos que seria muito importante que o Brasil sediasse o 9º Encontro, uma vez que podemos contribuir muito com a MMM Internacional compartilhando nossa experiência de relação entre a Coordenação da MMM brasileira e o Secretariado Internacional.

Ademais, é importante para Brasil conduzir o processo de transferência do Secretariado Internacional, que ocorrerá no próximo encontro, como forma de fechar um ciclo que foi iniciado com a eleição da C.N brasileira para secretariar internacionalmente, e a indicação de Miriam Nobre como Coordenadora Internacional da MMM .

Nada mais justo, portanto, que depois de tanta dedicação da Coordenação Nacional brasileira para com o movimento internacional, que pudéssemos encerrar esse ciclo realizando o Encontro internacional que elegerá o novo Secretariado Internacional.

Jovens feministas
A inclusão das jovens feministas na construção da MMM foi um tema muito debatido neste encontro. O Brasil tem uma boa experiência para compartilhar com as companheiras dos outros países, sobretudo em relação a Batuca, que é um instrumento político utilizado pelas jovens de todo o país, como forma de mostrar sua irreverência e identidade.

Movimentos Aliados
Foto de Raquel Duarte

A conferência com os movimentos aliados foi uma demonstração de fortaleza da Marcha Mundial das Mulheres. Sete movimentos que fazem aliança com a MMM estiveram presentes no nosso Encontro, entre esses, podemos destacar a Via Campesina, Amigos da Terra, KDTM, e o Movimento das Mulheres Sindicalistas.

Entre as diversas agendas e bandeiras apresentadas para o próximo período, uma se fez presente entre todos os movimentos: a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Essa informação nos deixou muito contentes, porque significa que nossa estratégia de convencimento para a inclusão de agendas mútuas está ocorrendo no cotidiano.

A MMM sempre dialogou com todos os movimentos sociais parceiros, afirmando que se todos deveriam assumir a luta contra a violência sobre as mulheres, assim, o movimento feminista terá mais tempo para também se dedicar as demais lutas de transformações mundiais. E nas Filipinas os movimentos aliados da MMM demonstraram que respondeu ao chamado.

Reunião das Americas definem representantes para o Comite Internacional


Foto de Joanne McDermott
Através das reuniões por região se discutiu as estratégias de ação para o próximo período. Nas Américas além de avaliação e relato das atividades realizadas, destacou-se a importância da política de formação e fortalecimento das coordenações nacionais.

Aprovamos o calendário da região para 212 elegendo as seguintes ações como prioridade: RIO + 20 e Festival das Juventudes em Fortaleza-BR; Encontro feminista que se realizará na Argentina; 24 horas de ação pela paz.

Alem das estratégias de atuação de cada região, foram eleitas as companheiras que irão compor o comitê internacional:
America: Emilia Castro (Quebec) e Sandra Morán (Guatemala), Tamara Columbie (Cuba)
Ásia: Jean Enriquez (Filipinas) e Salima Sultana (Bangladesh), Françoise Caillard (Nova Caledônia)
África: Nana Aicha Cisse (Mali) e Graça (Moçambique)
Europa: Judite Fernandes (Portugal), Yıldız Temürtürkan (Turquia). Suplente: Natasha Dokovska (Macedônia)
Mundo Árabe: Souad Mahmoud (Tunísia)

*Por Conceição Dantas e Raquel Duarte - ambas militantes da MMM/Brasil

sábado, 26 de novembro de 2011

PIG Caxiense em Ação!

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) nesta semana mostrou por diversas vezes a que veio. Imprensa livre? Não. Imprensa tendenciosa! O Burgueseiro (Pioneiro) pautou as eleições para a Prefeitura. Nas discussões mais acaloradas acontecidas na Câmara de Vereadores, várias vezes os debates que vieram a público foram apenas os pautados pela direita. Chegou-se ao cúmulo da página de política dar margem a falas que diziam que Pepe Vargas (PT) estava por fora dos debates de Caxias quando criticou o descaso com a saúde ou com a educação infantil. Uma mentira dessas nem deveria ser circulada. Mas... São os interesses...

Já no jornal de sexta-feira, a pérola do mês veio com a reportagem que deu vazão à condenação, sem contraditório, de três fiscais de trânsito. O Burgueseiro veiculou apenas uma das versões de um mal entendido ocorrido entre os servidores municipais e uma motorista, criminalizando os fiscais. A suposta vítima disse que sofreu agressões físicas e que tentaram extorqui-la em R$ 1.500. Inclusive gravou imagens da agressão.

No jornal deste final de semana, outra versão veio à tona, desta vez desmentindo uma série de fatos incoerentes dados pela infratora. Afinal, como fiscais novatos, com cerca de um mês de trabalho, sairiam extorquindo um de seus primeiros casos de autuação no trânsito? E mais: as imagens captadas pelas câmeras da rua mostram que a motorista mentiu deslavadamente e que ela mesma iniciou a agressão, partindo para cima dos fiscais.

O Burgueseiro merece por este factóide uma boa ação judicial por danos morais por parte dos servidores que apenas estavam cumprindo sua função e acabaram sendo tachados de corruptos.

Para finalizar, como os editores do jornal não devem utilizar o SUS, publicaram apenas uma nota minúscula do importante ato a favor da saúde pública que aconteceu hoje pela manhã na Praça Dante. Quando se trata de movimentos sociais organizados em defesa de seus diretos, não há espaço na imprensa, sequer uma entrevista com os organizadores do ato foi publicada.

É o PIG caxiense em ação! Cuide-se!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Encontro Internacional da MMM: 3º dia - Reformas necessárias!

Mais um relato vindo direto da Filipinas escrito por Conceição Dantas e Raquel Duarte. Publicado originalmente no Blog Ofensiva Contra a Mercantilização.

A MMM é um movimento cuja sua elaboração é parte de seu aprendizado e luta cotidiana. As mudanças em seu estatuto são necessárias na medida em que a luta exige nova reformulação. Está em constante transformação, não é um movimento estagnado.

Por isso, o 8º Encontro Internacional da Marcha tem em sua pauta também a Reforma de seu Estatuto. O estatuto da MMM foi aprovado em 2003, e sofreu sua primeira reformulação três anos depois no seu 6º Encontro Internacional realizado em Lima/Perú.

Nos últimos anos, passamos a existir de forma organizada e concreta em muitos países (Palestina, Coréia, Japão, Tunisia, Saarah Ocidental, Paraguai...), por isso, passados outros cinco anos, sentiu-se necessidade de novas alterações.

Incluiu-se no estatuto que a MMM é um movimento feminista, anticapitalista e anti-patriarcal, como já dizíamos há muito tempo no Brasil. Se reformulou a redação de muitos artigos, atualizando-os e deixando-os mais nítidos.

Destacamos a forma democrática de conduzir o processo de votação, onde as decisões são tomadas buscando o consenso. Sendo este impossível, cada coordenação nacional tem direito a um voto. Para ser aprovada, a proposta deve receber o apoio de pelo menos 2/3 das coordenações presentes no Encontro.

Importante ressaltar que através da Reforma do Estatuto se possibilitou um profundo debate político sobre a identidade da MMM, seus objetivos, valores e princípios.

Filipinas
O movimento feminista é particularmente importe para mudar o mundo e a vida das mulheres. Através de uma peça teatral, onde as protagonistas eram as próprias feministas da MMM nos contaram um pouco da história e do movimento feminista filipino.

Durante todo o período em que Filipinas esteve dominada pelos colonizadores, espanhóis, americanos e japoneses, as mulheres se fizeram presentes na luta de resistência à colonização do povo filipino. Conquistaram sua independência apenas na década de 70. Vitória esta construída pelas muitas mãos de mulheres e homens lutadores que deram suas vidas em nome da independência e da liberdade de seu povo.

Hoje o feminismo segue sua luta pelas transformações do país, do mundo e da vida das mulheres. As batalhas de ontem contra o império capitalista e patriarcal seguem materializadas nas lutas de hoje por uma vida de igualdade e contra a prostituição e mercantilização do corpo das mulheres, pela paz e contra a militarização, pela soberania alimentar e contra o agronegócio que se implanta no país.

De noite, nos presentearam com um belo jantar, regado a muita música e diversão.

Viva o povo filipino! Viva as mulheres e o feminismo filipino! Viva a Marcha Mundial das Mulheres!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Encontro Internacional da MMM: 2º dia - Desafios, objetivos e estratégias comuns!

Continuamos com a cobertura colaborativa do Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. O texto abaixo foi escrito por Conceição Dantas. Os textos que estamos publicando foram postados originalmente no Blog Ofensiva Contra a Mercantilização.

Hoje, dia 22 de novembro, o encontro da marcha priorizou a discussão de desafios, estratégias e ações até 2015.

O dia foi intercalado com animações dos diversos países presentes, com destaque para as companheiras Africanas que conseguem transmitir nossas lutas através das suas canções. Também marcaram nosso dia as denúncias do perigo do capital ao redor do mundo, e socialização de lutas.
Através de divisão de grupos por idiomas conseguimos visualizar, como desejamos a marcha em 2015; quais seus desafios;estratégias e ações concretas. A MMM do Brasil se reuniu com o idioma castelhano, junto com outros nove países: Chile, Uruguai, Moçambique, Galícia, Portugal, Saarah Ocidental, Cuba e Canadá.

Como resultado da junção dos três idiomas, idealizamos uma marcha forte, com existência em mais países. Queremos uma marcha que todas as mulheres sintam-se representadas no feminismo que construímos, e principalmente uma Marcha com enraizamento local como forma de fortalecer as transformações mundiais;

Desafios:
Construir um movimento com todas as mulheres oprimidas;
Desmistificar a palavra feminismo para que todas se sintam construtoras do nosso movimento;
Inter-relacionar os campos de ação (Paz e desmilitarização, Autonomia econômica das mulheres, violência contra as mulheres, bens comuns e serviços públicos ) capaz de construir lutas e ganhos concretos na vida das mulheres.

Estratégias:
Aliança com os movimentos sociais anticapitalista e antipatriarcal, capaz de contaminar reciprocamente as bandeiras de luta;
Formação feminista e atualização dos conceitos da marcha a partir da carta das mulheres para humanidade;
Fortalecer nossa auto-organização com agendas local, nacional, regional e internacional;
Política econômica e financeira de auto-gestão da marcha.

Ação:
24 horas de ação pela paz, desde uma perspectiva feminista;
Campanha contra as transnacionais de minérios, entre outras.

Não podemos deixar de falar da comida que está sendo servida no encontro. Nossa alimentação está sendo feita por cooperativas, todas com produtos agroecológicos e sem a incorporação de produtos industrializados como corantes, glúten ou sódio. Hoje foi particularmente especial. Preparada por um grupo de mulheres sobrevivente da prostituição e da violência sexual.

O cardápio do dia foi um prato feito a base de peixe e ervas, chamado Kinunot com arroz produzido nas montanhas muito nutritivo e saboroso, acompanhado de verduras temperadas com a “vinga” da bananeira.
Alimentamo-nos de alternativas e transformações reais na vida das mulheres e na relação com a natureza.
Visibilidade: hoje apresentamos o vídeo da ação 2010 Brasileira que emocionou a todas, pela nossa coragem e organização.

Nos ajude a construir o currículo do Prefeito Sartori!

Você sabe quem é José Ivo Sartori?

É o Prefeito de Caxias do Sul. Correto!

É o gestor que menos conversa com os movimentos sociais. Correto!

É o Prefeito que não consegue resolver a greve dos médicos. Correto!

É um dos prefeitos mais broncos que Caxias teve nos últimos anos (não conheci os intendentes do século XVIII). Correto!

É o Prefeito que prometeu 35 mil vagas na educação infantil e permitiu que uma área de lazer fosse criada no lugar de uma creche. Correto!

É o Prefeito que assinou a obra do Marrecas que teve um salto orçamentário de R$ 70 milhões acima do previsto. Correto!

É o Prefeito que permitiu a derrubada de 4 casas de moradores pobres sem autorização judicial. Correto!

Ainda faltam muitos detalhes neste currículo que o Polenta News gostaria de construir com a sua colaboração... Porque no site da Prefeitura de Caxias do Sul, o currículo do Prefeito omitiu alguns pequenos detalhes. Confira a imparcialidade do site oficial: http://www.caxias.rs.gov.br/prefeito/texto.php?codigo=669

Acrescente abaixo, nos comentários, mais detalhes da carreira política do Prefeito Sartori. Enviaremos ao setor de Comunicação da Prefeitura para que as informações do site fiquem mais fidedignas!

Encontro internacional da MMM: 1º dia 34 países, 80 mulheres, um só ideal!

Por Raquel Duarte¹, diretamente das Filipinas, publicado originalmente no Blog Ofensiva Contra a Mercantilização.

Hoje, dia 21 de novembro, se deu início ao Encontro internacional da Marcha que está acontecendo em Manila, Filipinas.

Como não podia deixar ser, o Encontro começou com toda a alegria e irreverência característica da MMM em todos os países.

Com uma mística envolvendo todos os países e territórios aqui presentes, e os elementos essenciais para a nossa vida (fogo, água, terra e ar), nos sentimos ainda mais próximas e conectadas.

Antes de iniciar a pauta do dia, fomos presenteadas com uma belíssima apresentação de um grupo contemporâneo típico das Filipinas, com música, batuques, danças e muita alegria.

Pronto, depois de muita integração e apresentação, estávamos prontas para dar início à pauta do dia. Iniciando a jornada, a integrante do Comitê Internacional, Miriam Nobre, contextualizou o momento em que vivemos apontando algumas diretrizes de atuação da MMM neste contexto.

Vivemos em um momento de crise, para muitas não é uma simples crise cíclica do capitalismo, é uma crise social, histórica, civilizatória.

Para outras, as mulheres vivem essas crises há séculos.

Depois de muito debate, apareceram quatro pontos gerais que fazem parte de nossa estratégia neste momento histórico:

1- Ser um movimento enraizado nas lutas locais com relações e estratégias internacionais.

2- Articulação das lutas em pontos comum, relacionados aos quatros eixos da Ação de 2010;

3- Construir experiências democráticas de auto-organização, de forma coletiva, onde todas possam contribuir.

4- Construção de alianças capazes de fortalecer a luta feminista em todos os espaços.

O dia terminou com uma “Noite da Solidariedade” onde cada país pode compartilhar um pouco de sua cultura.

Nós, do Brasil, fizemos uma pequena amostra da irreverência de nossa Batucada, que encantou a todas.

Você que está lendo este texto, não se esqueça de levar em consideração que aqui nas Filipinas são 10 horas a mais que no Brasil, por isso, pode haver alguma confusão nas datas das postagens.

¹ Raquel Duarte é caxiense e Militante da Marcha Mundial das Mulheres

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Ovelhinha e a Raposa Velha


Nessa segunda-feira, dia 21, como noticiado pelo Polenta News, ocorreu a assembleia de fundação de um sindicato regional dos trabalhadores em Centros de Formação de Condutores (CFC's) de Caxias e região e do litoral.

Há semanas atrás, houve a tentativa de fundação do mesmo sindicato organizada por sindicalistas ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Porém, diversos militantes ligados à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) acabaram por implodir a tentativa, utilizando-se da força física e de condutas coercitivas. Desta vez, como uma raposa velha, a CTB conseguiu fundar o seu sindicato, cuja base já está ligada a um sindicato comandado pela referida Central.

Antes que a CUT pudesse raciocinar o que faria em relação ao ocorrido, a fundação do sindicato ocorreu na Sede dos Metalúrgicos nesta segunda-feira. Quase que de forma humilhante, os instrutores dos CFC's ligados à CUT, acabaram compondo a chapa com a CTB e levaram três cargos na direção executiva do novo sindicato que terá cerca de 15 diretores. E ainda tiveram de ouvir piadinhas como: "Vocês estão vendo como somos democráticos?"


A assembleia aconteceu em cerca de três minutos e os organizadores da nova fundação não deram chances ao pessoal da CUT para qualquer reação.


A vida no movimento sindical é assim: se você se comporta como ovelhinha, um dia é do caçador e o outro também. Leva vantagem quem está mais organizado e tem mais cancha. Em Caxias está claro quem tem mais corrida e mais articulação política.

No meio das disputas das centrais estão os trabalhadores que apenas desejam ser melhor representados. E o futuro dirá se isso vai acontecer com um sindicato de base tão extensa...

Fernando Morais dá uma merecida surra em Leandro Narloch

 Para quem não sabe Leandro Narloch é o autor dos livros "Guia Politicamente Incorreto do Brasil" e "Guia Politicamente Incorreto da América Latina". Ele esteve, em Caxias, durante a última feira do livro. Nesse artigo, publicado originalmente, no Blog Aldeia Gaulesa, você pode conferir como foi o momento em que Fernando Morais - "A Ilha", "Olga", Chatô", entre outros - desmonta a pseudo sensação da burguesia brasileira. Dá para assistir o vídeo também.

Nem as batatas cubanas ficaram de fora da mais animada e polêmica entre as mesas da 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), que reuniu, em Olinda, os jornalistas Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima. O tema proposto era América Latina para o bem e para o mal e Cuba dominou boa parte da conversa. A segunda parte do debate ficou concentrada nos dois livros de Narloch, o Guia Politicamente Incorreto do Brasil (hoje, o quinto mais vendido no Brasil) e o Guia Politicamente Incorreto da América Latina (Leya).

Quem deu a largada foi o moderador Vandek Santiago. Ele questionou o jornalista sobre as fontes usadas na produção do livro, entre as quais estavam "as más línguas" em capítulo sobre o relacionamento de Perón, na Argentina, com jovens meninas.

Morais se juntou ao debate quando Narloch disse que "vários" cubanos desertaram durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. "Foram dois", respondeu. Em outro momento, Narloch afirmou que as conquistas nas áreas econômica e de saúde não valeram a pena para Cuba, o que mereceu o deboche de Morais. "Essa fala me lembrou Nelson Rodrigues, que era um grande dramaturgo e um péssimo político, e que disse que preferia a liberdade ao pão. Pergunte a uma mãe que está enterrando o filho de cinco anos por desnutrição o que ela pensa disso", disse Morais, que tinha acabado de citar dados da Unesco que mostram que Cuba tem o menor índice de mortalidade infantil entre os países concentrados do sul dos Estados Unidos à Patagônia.

Mais um pouco de conversa sobre liberdade e Cuba e a atenção voltou para Narloch. Fernando Morais, que não leu o livro mas acompanhou algumas entrevistas do autor, mencionou o caráter marqueteiro das obras. O autor chegou a comentar em uma dessas entrevistas que tinha começado a coleção, que terá um novo volume sobre a história do mundo, para ganhar algum dinheiro. "Estou em pânico. Passei a faculdade lendo Fernando Morais e agora estamos quebrando o pau".

"Leandro Narloch se reconhece como uma pessoa de direita. Em um país onde Paulo Maluf se diz de centro-esquerda, alguém de 30 e poucos anos se assumir de direita é de uma honestidade política", comentou. "Mas seus livros deveriam ter uma errata dizendo que eles se chamam Guias Politicamente Corretos porque estão remando a favor da maré e absolutamente a favor do vento que sopra na imprensa, especialmente na Revista Veja", completou.

Samarone Lima, que trazia um dos exemplares cheios "post-it", disse que encontrou uma série de problemas no livro, mas que o principal dizia respeito ao capítulo dedicado ao general Augusto Pinochet. "É de uma inconsistência dolorosa. Nós, jornalistas, trabalhamos com fontes. Você não pode escrever sobre Pinochet usando como fonte um livro lançado pelo governo golpista", disse Lima, que encontrou 12 referências ao tal livro oficial no capítulo.

Enquanto Lima procurava outra passagem, Narloch, já sem graça com a repercussão que seu trabalho tinha ganhado naquele painel, brincou: "Acabou, não dá mais tempo." Mas deu. Ainda desconfortável, perdeu o fio da meada e foi vaiado quando, mais calmo, também citou Nelson Rodrigues: "Quem não é socialista com 20 anos não tem coração. Quem é com 40 não tem cérebro."

Foi então a vez dele contestar uma informação publicada por Morais sobre o episódio das larvas jogadas pela governo americano nas plantações de batatas em Cuba. "Use um pouco do dinheiro que você ganha com direitos autorais e vá até os Estados Unidos checar isso. Nós não vamos ficar aqui brigando pelas batatas cubanas", finalizou Morais.

Abaixo, confira o vídeo com trechos do debate:

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Polentinhas: a barbárie sindical vai se repetir hoje?

Há algumas semanas atrás, Caxias presenciou uma bárbarie do movimento sindical. Sindicalistas ligados à CTB (Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil)  impediram através de ameaças e também da coação física, que o sindicato dos instrutores dos Centros de Formação de Condutores (CFC's) fosse formado. A sede do 1º Núcleo do CPERS Sindicato, onde ocorreria a Assembléia, foi destruída.

Inclusive, os responsáveis pela barbárie ocorrida ajuizaram ação contra a Comissão Organizadora pela formação do Sindicato requerendo que esses últimos fossem impedidos de realizar novas tentativas de formação do sindicato, alegando já existir outro sindicato representativo da categoria.

E, na cara dura, hoje realizam eles mesmos uma assembleia na tentativa de fundar o sindicato que antes impediram de criar. A Assembleia será no Sindicato dos Metalúrgicos e vai abranger além de Caxias e região, municípios do litoral. A dúvida que fica é: como será esta Assembleia? Quem vai poder participar? Vai ter quebra-quebra de novo? A força física vai prevalecer?

Faça sua aposta. Amanhã teremos a resposta!

Não há corruptos sem corruptores

O que João Dias Ferreira, Adair Meira e Roberto Jeferson tem em comum? Todos eles foram pivôs de grandes escândalos de política recente de nosso país. João Ferreira é de uma ONG de Brasília que está sendo cobrada a devolver cerca de R$ 4 milhões por irregularidades. Adair também está envolvido em desvios de projetos de Ministério do Trabalho. Roberto Jeferson era um dos responsáveis por fazer um esquema de caixa 2 no PTB.

O que todos eles tem em comum, também, é que as crises que eles geraram derrubaram ministros, criaram CPIs, inquéritos, etc. Mas todos eles também foram tratados como “bonzinhos” pela mídia e pelos setores de oposição ao Lula e a Dilma.

É obvio que a corrupção é um mal que deve ser erradicado no país. Mas não podemos tratar os corruptos de uma maneira distinta dos corruptores. Aquele que paga por benefícios é tão criminoso do que aquele que cobra. É essa a lacuna ética que estamos criando na nossa sociedade.

Por interesse de apenas desgastar o governo, os responsáveis por desvios financeiros de milhões de reais viram herois no momento em que se dispõem denunciar as autoridades dentro do governo. Independente delas serem culpadas, ou não, a mídia, e setores da oposição já julgam, condenam e setenciam.

Isso é muito diferente do que se chama de “delação premiada” onde é reduzida a pena de um envolvido em algum ilícito desde que ele revele outros envolvidos. O que estamos vendo hoje no Brasil, não são ações da justiça em busca da verdade e na responsabilização dos culpados. Vemos sim ações com o único objetivo de desgastar o governo e paralisar o país.

O que toda a população tem que cobrar é que corruptos e corruptores paguem pelo que fizeram e que o dinheiro desviado volte aos cofres públicos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra


Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Em 1971, o poeta, professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira, um dos fundadores do Grupo Palmares, propôs uma data que comemorasse a tomada de consciência da comunidade negra sobre seu valor e sua contribuição no país. O dia 20 de novembro foi escolhido por ser o provável dia da morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 1695.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou este mês a Lei 12.519, que institui nacionalmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro.



A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar. A mesma lei tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

O racismo é uma das formas de discriminação mais cruéis que existem. No Brasil, o racismo ainda é negado e ignorado. Mesmo com a criação de leis que explicitem a criminalização, a singularidade do racismo no Brasil reflete um padrão muito abrangente de desrespeito a direitos e de agressão à cidadania, com práticas discriminatórias na vida cotidiana de nossa sociedade.

Imagem: Divulgação do Dia da Consciência Negra em Olinda - PE. Arte: Anizio Silva/Pref.Olinda

sábado, 19 de novembro de 2011

CPERS escolheu o caminho da greve. E agora?

Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Tem um dito, talvez não tão popular, que fala que um coletivo sabe o que é melhor para si próprio. Isso justifica, para quem acredita nisso, que o conjunto de pessoas que compõem um sindicato, entidade, associação, ou o que quer que seja, deve ser chamado para decidir sobre o seu futuro. Nada mais democrático, correto?

Talvez sim, quando esse coletivo é amplo e representativo e quando ele tem todas as informações necessárias para tomar as decisões. Não quero fazer, aqui, a defesa da verticalização das entidades, muito antes pelo contrário, na verdade as organizações sindicais e associativas, tanto de trabalhadores, quanto de empresários, são resquícios do modo de organização social da era industrial. Em resumo não se atualizaram ao século XXI.

Isso causa distorções enormes frente a uma tomada de decisão importante, como uma greve, por exemplo. Na minha opinião é o que aconteceu com o CPERS ontem. A decisão da categoria é legítima, não quero tirar o mérito disso, mas há considerações que devem ser feitas.

Para começo de conversa a forma da decisão. Uma Assembleia Geral, de um sindicato estadual, com umas 3 a 4 mil pessoas, menos de 10% da categoria, pode chegar a uma decisão dessas somente com uma votação? Não deveria haver um processo de debate e deliberação que fosse a soma das partes, discutido regionalmente? A direção vai dizer que isso foi discutido nos núcleos pelo estado, mas de novo isso acontece utilizando-se as formas de uma organização bastante vertical onde a direção (que tem a informação) leva a proposta para a base (que recebe a informação). Numa era onde a informação está espalhada por todos os lados e é gerada por todas as pessoas esse método é bastante arcaico, pois gera uma distorção fenomenal que é excluir, previamente, todos os contrários.

Um segundo problema é o deslocamento dos participantes de todos os pontos do estado. Já está claro, pela pequena participação que isso é uma tarefa inglória, que está restrita aos dirigentes da entidade. E essa situação era pior ainda durante o Governo Yeda, onde era proibido justificar, com a participação na Assembleia do sindicato, a falta na escola.

Por último está, justamente, a concentração da informação. Quando apenas um pequeno grupo detem as informações sobre os projetos, as negociações e os encaminhamentos e os passa a conta gotas para o conjunto da categoria, cria nessa categoria, uma dependência para que ela receba a análise do fato já detalhado. Não quero dizer aqui que os professores não tem senso crítico, isso é outra coisa. Mas há uma dificuldade de saber a totalidade das informações para poder tomar decisões, talvez distoantes, de quem está dirigindo uma Assembleia.

Todo mundo que já participou de uma reunião com um grande número de pessoas sabe como esses ambientes são dispersivos e, sabe também, o quanto é fácil fazer com que se aprove a proposta apresentada por quem dirige a atividade. É aqui que reside a responsabilidade de quem dirige uma entidade em deixar, muito claro, o que está acontecendo.

A escolha do CPERS

No caso do magistério estadual o CPERS fez uma opção, na minha humilde opinião, extremamente equivocada. O problema não é a greve em dezembro ou em março como ficou a última votação. A questão principal, nesse caso, é se existe motivo para a própria greve. O sindicato sabia, e quando candidato o governador Tarso deixou sempre bem claro, que defende o Piso Nacional, mas que não tinha como pagar ele no primeiro dia de governo. Fez inclusive ações concretas nesse sentido. A primeira foi retirar o Rio Grande do Sul da Ação Direta de Inconstitucionalidade, promovida pelos governadores tucanos. A segunda foi estabelecer um plano para alcançar os valores do Piso Nacional.

Outra reclamação é sobre o sistema de avaliação. Aqui fica uma discussão esquizofrênica sobre meritocracia ou não. O mais evidente é que, parece que ninguém entendeu a proposta. Ao que tudo indica não haverá “prêmio” por resultados, o famoso 14º salário, e que além de professores, estudantes (que já são avaliados pelo ENEM), a avaliação atinge a própria secretaria de educação. Há nesse tópico uma opção pela falta de diálogo ou de querer entender a proposta.

Parece que a cúpula do sindicato, que insuflou a base da categoria, perdeu a capacidade de analisar a conjuntura. Na falta de apontar lutas diferenciadas apoiou-se na velha fórmula. Não conseguiu enxergar que a forma de negociação mudou. Não tem mais o Coronel Mendes “negociando”. O secretário de educação recebe o sindicato. O governador apresenta as propostas como forma de projetos e não de decretos. Feito isso e com pouco apoio popular a direção optou pela aventura da greve.

Essa aventura pode custar caro, inclusive para o sindicato, que perde apoio até dentro das suas bases. Resta esperar por segunda feira para ver qual a adesão. No ano passado, em Caxias do Sul, a adesão foi mínima, isso quando o governo Yeda propunha não reajusta salário. Na época a justificativa “oficial” foi que a baixa adesão foi por que os caxienses são acomodados, será?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lê, lê, lê, lê... Lava roupa todo dia...

Foi publicada pesquisa da Regus que revela o que já sabemos há muito tempo: os trabalhadores brasileiros trabalham mais que as tais 44 horas semanais. Seis em cada dez brasileiros trabalham mais de nove horas por dia. Mas o limite não são oito horas diárias? E a tal hora-extra não é para horário "extraordinário"? Pois é...

É por isso que a CUT há muito tempo luta pela limitação constitucional da jornada de trabalho para quarenta horas semanais. O limite de oito horas diárias de trabalho foi estabelecido ainda em 1919 pela OIT e foi um grande avanço para a época, considerando-se que as jornadas passavam as dez horas de labuta. Então, podemos considerar que a luta pela limitação em quarenta horas semanais é um avanço pífio se comparado com a conquista das oito horas diárias alcançada há quase um século.

A pesquisa revela também aquilo que os homens costumam negar veementemente: a maioria das mulheres, ao chegarem em casa vão para a segunda jornada de trabalho, o que nos faz deduzir que as mulheres destinam uma parte maior do seu tempo ao trabalho do que os homens, considerando que são elas as "responsáveis" pelo cuidado dos filhos e pela administração da casa.

Os números encontrados na pesquisa estão acima da média global e demonstram que de "vagabundo" os brasileiros não têm nada. Pelo contrário, o que temos há muito tempo sobre nossas costas é a exploração. E aqui na terra da polenta os grandes empresários teimam em incutir na mente dos trabalhadores que quanto mais eles trabalharem e se dedicar, mais chances terão de se tornar "grande" na vida. Depois vem a constatação: você não vai se tornar um Raul Randon, nem os seus filhos, nem os filhos dos seus filhos... E juntando todo o dinheiro de muitas gerações da sua família será impossível chegar à metade da fortuna do Raul Randon.

É a lógica da exploração do capitalismo....

Lê, lê, lê, lê... lê, lê, lê, lê, lê, lê....

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Burgueseiro não nega suas raízes

Ano após ano surgem críticas aos diversos materiais publicitários produzidos pela Prefeitura de Caxias do Sul que ignoram a existência dos afrodescendentes na cidade e no mundo. Principalmente nos cartazes de divulgação da Festa da Uva foram diversas as vezes em que nenhum negro ou negra apareceu na publicidade do evento (dê uma olhadinha no cartaz de 2006). Sem esquecer das soberanas da Festa da Uva, que além da escassez da etnia, nunca teve entre as eleitas uma mulher negra. Claro, claro... Os italianos são todos branquinhos e, por consequência, todos os seus descendentes e, por consequência, toda a cidade de Caxias.

A Vereadora Ana Corso (PT), percebendo a ignorância dos publicitários do Poder Público municipal, protocolou proposta de projeto de lei que estipula um mínimo de 30% de participação de atores ou figurantes afrodescendentes nas campanhas publicitárias do município.

Só pra variar, O Burgueseiro (Pioneiro) rechaçou a ideia, argumentando que as cotas reforçam a discriminação, em um raciocínio evidentemente conservador. Logicamente, o ideal é não ter cotas. Mas se não fossem elas, hoje a participação negra nas universidades e no serviço público continuaria ínfima. Trata-se de realizar uma reparação histórica com os afrodescendentes, que até pouco mais de um século atrás eram escravos dos brancos. Como lembrou a vereadora, precisa-se tratar de forma desigual os desiguais.

Os negros e negras de Caxias do Sul também construíram a história da cidade e merecem sair da invisibilidade. A cidade tem que começar a olhar com outros olhos a sua própria diversidade cultural e étnica que, há muito tempo, não se restringe mais à descendência italiana.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Presidente da OAB é acusado de receber R$ 1,5 mi em salário ilegal

Presidente da OAB, Ophir Cavalcante (E) recebe R$ 20 mil
por mês, sem trabalhar, do Estado do Pará
A matéria abaixo foi publicada, sem grande estardalhaço, na Folha de São Paulo. O presidente da OAB, Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior é um dos principais articuladores da Marcha Contra a Corrupção, que seria  um movimento muito importante se ele não tivesse, escondido nas entrelinhas, o desejo de tentar derrubar o governo federal.

Ophir encampa o movimento mesmo com resistências dentro da própria OAB, onde muitos de seus membros percebem o caráter golpista do movimento já que discutem apenas a corrupção do governo federal esquecendo, todo o resto.

Agora o próprio Ophir está envolvido em um caso de corrupção. Ele está há 13 anos de licença remunerada como procurador do Estado do Pará, recebendo R$ 20 mil mensais (um supersalário?). Será que a OAB vai fazer uma marcha contra seu presidente? Ou, como o próprio Ophir sempre defende, que o acusado se afaste até que seja apurada a denúncia. Ele vai se afastar?

Com a palavra a OAB.




Elvira Lobato

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará.

A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional.

Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos – o que não seria permitido pela legislação estadual –, mas advoga para clientes privados e empresas estatais. Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão.

Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA. Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.

O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade. Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.

Polentinhas: Trabalhar em Caxias só depois do carnaval?

Na matéria publicada no Pioneiro desse final de semana um fala do ex presidente do PMDB caxiense, Guerino Pisoni, chamou atenção. Ele disse o seguinte:

"Aqui é uma região diferente. Em dezembro, as pessoas só pensam nas festas de fim de ano. Caxias só começa a funcionar depois do carnaval"

Isso é muito estranho já que há um mito que Caxias é uma cidade que não para nem no carnaval. Pisoni e o "alto clero" do PMDB adoram dizer isso na época da campanha, inclusive esse é um discurso comum da burguesia caxiense, apesar dela não trabalhar duro no dia a dia.

Será que os tempos, e discursos estão mudando?

domingo, 13 de novembro de 2011

Cai o Rei de Espadas, cai o Rei de Ouros, cai o Rei de Paus, cai não sobra nada

Os versos da música Cartomante, de Ivan Lins, imortalizada na voz de Elis Regina, serve de metáfora para a crise econômica que está agitando a Europa. Portugal, Irlanda, Grécia, Itália já passam por profundas crises financeiras. Uma a uma as economias europeias sofrem uma profunda recessão, iniciada pela crise bancária americana de 2008.

A solução encontrada pelos “donos do poder” foi socorrer, com trilhões de dolares, os causadores da crise, os bancos. O dinheiro para financiar que os mais ricos continuassem ricos saiu das reservas de fundos de pensão e principalmente das reservas de previdência, ou seja, para que os privilegiados continuem com altos salários, foi sacrificado o futuro dos mais pobres. Nos Estados Unidos a situação chegou a ponto de comprometer a iniciativa do presidente Obama de criar um sistema de saúde pública, semelhante ao nosso SUS, que não existe por lá.

Na europa a situação é semelhante. A crise gerada pela ganância dos banqueiros não fez escolha ideológica. Governos de orietação de direita e de esquerda tem seguido a mesma receita, ditada pelo FMI, que só tem aumentado a crise. As “políticas de austeridade” que são exigidas pelo Fundo e pela União Europeia para o socorro financeiro significam, na prática, o corte de benefícios social, o arroxo salárial e a redução de investimentos. Esse modelo foi o mesmo, que quando aplicado na América Latina, levou a região a extrema pobreza.

Por conta dessas medidas, governantes de todos os países têm deixado o cargo por conta das pressões sociais. A bola da vez foi primeiro ministro italiano, Silvio Belusconi. O polêmico primeiro ministro, no poder há 12 anos, cumpriu sua promessa de renunciar caso o plano de reestruturação econômica, nome técnico para financiamento dos banqueiros, fosse aprovado pelo parlamento italiano.

Berlusconi perde, portanto, a imunidade que lhe livrava de diversos processos, entre eles de fraude fiscal e da acusação de fazer sexo com uma adolescente. O premier italiano também era famoso pela prática de orgias em suas mansões com dezenas de mulheres, inclusive brasileiras.Além disso ele estava enfraquecido desde o referendo, em junho desse ano, onde os italianos votaram massivamente contra os projetos de Berlusconi que privatizaria a água, retornaria o programa nuclear e daria imunidade aos ministros.

Berlusconi foi, a dúvida é quem será o próximo. Enquanto isso manifestações gigantes movimentam as ruas das cidades europeias. Mesmo as medidas sendo aprovadas pelos governos isso não está garantindo a sua implementação. Está chegando ao momento em que se deve mudar o paradigma econômico.

O modelo de desenvolvimento brasileiro, que foi o último país a sentir os efeitos da crise de 2008 e o primeiro a sair, poderia servir de exemplo para as nações europeias. A nossa saída da crise foi incentivando o crescimento econômico e a garantia de renda para milhões de pessoas, bem ao contrário do que está sendo feito na Europa e nos Estados Unidos, portanto, mais tubulência vem por aí.

sábado, 12 de novembro de 2011

Mauro Pereira: torrado. Pronto para ser devorado

O PMDB caxiense resolveu medir forças com o vereador Mauro Pereira que se auto-lançou pré-candidato a prefeito de Caxias ainda em junho deste ano. A sigla historicamente apresenta candidato à cabeça de chapa na cidade. Não ter candidato em 2012 será um desafio à empáfia peemedebista. E parece que será isto que vai ocorrer.

Mauro praticamente apresenta-se como candidato de si mesmo. E a cúpula do PMDB, representado por sua general-mor, Geni Peteffi, diz na cara do vereador, que mesmo que o partido tivesse candidato, não seria Mauro o escolhido. A preferência é por Antonio Feldmann, defensor incondicional do Governo Sartori.

No Burgueseiro (Pioneiro) do final de semana Mauro Pereira foi torrado por seus correligionários. Quase não há defensores de seu nome. Ficou chato. E a reportagem acabou expondo ainda mais as disputas internas do PMDB caxiense. Para dar uma amenizada, a cúpula partidária repete o mesmo discurso de Sartori: falaremos sobre candidaturas apenas depois da Festa da Uva...

No final das contas, vai acontecer o óbvio. Mauro não será candidato e vai acabar de ser torrado pelos colegas do próprio partido. O PMDB, por sua vez, está em uma sinuca de bico. Quer tentar achar uma saída até a Festa da Uva. De repente acontece um milagre e encontra o candidato ideal para encabeçar a chapa majoritária. Se isso não acontecer, a sigla irá a reboque do PDT, com Alceu Barbosa Velho de candidato. O pior é que nem de vice querem o pobre Mauro.

Um rebaixamento sem precedentes para um dos maiores partidos da cidade que sempre achou que estava acima de tudo e de todos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais um caso de favorecimento privado na Prefeitura de Caxias do Sul

Parece que a política do favorecimento impregnou profundamente nos corredores da Prefeitura de Caxias do Sul. Em julho houve uma denuncia que a presidente da FAS, Maria de Lurdes Grison, contratava a empresa de informática do filho para prestar serviços à fundação. (veja aqui). Tiveram que chamar o Frei Jaime Betega para tentar salvar o pescoço de Gison e justificar o mal uso do dinheiro público. Para evitar maiores polêmicas ela foi passar férias no Caribe. E não se falou mais disso.

Agora, a bola da vez, é a Secretária de Obras e Serviços Públicos, Celso Empinotti, homem de confiança do prefeito Sartori. Segundo a denúncia feita pela vereadora Denise Pessoa (PT) e publicada na edição de hoje do Pioneiro, a ex-servidora e hoje Cargo de Confiança, CC, da prefeitura, Marta Elena Todero Sartor, estaria contratando a empresa, que é propriedade de seu marido, de seu pai e irmão, para a prestação de serviços à prefeitura.

A Todero Comércio de Materiais e Equipamentos Ltda, recebeu por serviços prestados, a maioria por dispensa de licitação, quase R$ 1 milhão desde 2009. O que causa estranheza, segundo a vereadora, é que a maior parte dos contratos ficaram abaixo de R$ 8.000,00, que é o limite para a dispensa de licitação.

Consultamos também o Portal Transparência da Prefeitura de Caxias do Sul e localizamos, nesse ano, 54 pagamentos para essa empresa, num total de R$ 140.913,61, apenas na Secretaria de Obras. (veja telas abaixo). O que causa-nos estranheza foi a existência de dezenas de pagamentos, no mesmo dia, 9 de setembro, por serviços prestados ou venda de mercadorias, para todas as subprefeituras. Outro detalhe é que todos os pagamentos são de baixo valor, ou seja, todos feitos com dispensa de licitação.

(clique na imagem para ampliar)

(clique na imagem para ampliar)

(clique na imagem para ampliar)

Mesmo que não haja nenhuma irregularidade (meio difícil, mas vá lá), a compra de insumos não poderia ser feito em conjunto? Com isso não seria possível conseguir valores melhores? O Pregão Eletrônico não tem essa finalidade?

Provavelmente o governo Sartori venha com a justificativa que os gastos teriam que ser feitos, etc, etc. Até podemos aceitar que os gastos sejam necessários, mas não dava para fazer certo? tem que contratar a empresa do pai, marido e irmão da CC?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Operação de Combate à Sonegação Fiscal requer devolução de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos


Ministérios Públicos de 17 Estados e do Distrito Federal deflagraram, nesta quarta-feira (09/11), a terceira Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal. A ação foi comandada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), presidido pelo Procurador-Geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro. O grupo integra o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), presidido pelo Procurador-Geral do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes. Foram oferecidas 473 denúncias em face de 775 pessoas, ligadas a 480 empresas de diferentes ramos de atividade. As denúncias requerem a devolução de cerca de R$ 1,532 bilhão aos cofres públicos. Também foram realizadas fiscalizações em cerca de 10 mil estabelecimentos comerciais em todo o país. A operação contou também com a participação de 136 Promotores e Procuradores de Justiça, além de auditores fiscais e representantes de Secretarias de Fazenda.

De acordo com o Presidente do GNCOC, os MPs avaliam que existem cerca de R$ 16,4 bilhões em representações fiscais - valor encontrado nas Secretarias de Receita dos Estados, sob suspeita de sonegação. “Esses recursos deveriam ser revertidos em proveito da sociedade, nas áreas de saúde, educação e segurança, mas são indevidamente desviados em proveito particular. Ações como essa buscam a unidade institucional dos MPs e promove o envolvimento dos demais setores públicos de forma cooperativa”, afirmou Trigueiro em entrevista concedida na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Ainda segundo Trigueiro, o maior alvo de sonegação nos Estados é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). No Rio de Janeiro, a Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal ofereceu 43 denúncias em face de 68 pessoas ligadas a 26 empresas envolvidas em fraude e sonegação, a maioria do setor de combustíveis. A sonegação fiscal apurada no Estado, a partir da deflagração dessas ações penais, é de R$ 173,6 milhões. O setor foi o foco também do Estado de São Paulo, que teve diversos postos de gasolina fechados ao serem constatadas irregularidades. Em SP, o valor em representações fiscais chega a R$ 11,8 bilhões. No Distrito Federal foram cancelados cerca de três mil cadastros fiscais de empresas de diversos setores e lavrados 40 autos de infração contra empresas, no valor de R$ 200,4 milhões. Em alguns Estados também foram cumpridas prisões e mandados de busca e apreensão, além de terem sido realizadas ações educativas.

Os crimes mais comuns contra a Ordem Tributária, previstos na Lei 8.137/90, são os de omissão de receitas e de informações e os de omissão de notas ou documentos fiscais que comprovem o recolhimento de tributos. A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão, além da devolução dos recursos sonegados.

“O CNPG sente orgulho do trabalho realizado pelo GNCOC, que muito contribui para a diminuição da impunidade em crimes desta natureza que tanto lesa os cofres públicos”, afirmou o Presidente do CNPG e Procurador-Geral de Justiça do MPRJ, Cláudio Lopes.

O GNCOC é um grupo formado por Membros dos Ministérios Públicos Estaduais e da União. Foi criado em 2002 pelo CNPG em homenagem ao Promotor de Justiça de Minas Gerais José Lins do Rêgo Santos, morto em uma ação armada de uma organização criminosa que atuava no ramo de adulteração de combustíveis.

Participaram da coordenação nacional da operação, os Promotores de Justiça Lidson Fausto da Silva (MP-ES) e Áureo Braga (MP-RS). Na entrevista coletiva estiveram também presentes o Coordenador da COESF do MPRJ, Promotor de Justiça Homero das Neves Freitas Filho e os Promotores de Justiça Mônica Martino Pinheiro Marques, Adriana Santos da Silveira, Eduardo Luiz Rolins de Faria, Fábio Corrêa de Matos Souza e João Luiz Ferreira de Azevedo Filho.

Os 17 estados que participam da operação são Espírito Santo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Amazonas, Amapá, Paraíba, Ceará, Sergipe, Pará, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Paraná, além do Distrito Federal.

Clique aqui para ver o Balanço da Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal

Polentinhas: Interesse econômico em Vila Oliva

Houve uma grande mobilização, por parte do empresariado caxiense, para a escolha de Vila Oliva como local para o novo aeroporto de Caxias, que deverá ser regional! Acontece que um fato chamou atenção. A desapropriação da área, do futuro aeroporto, depende da compra de 11 propriedades, de apenas 7 donos!
Já houve valorização de quase 100% do valor do hectare na região. Parece estranho que tamanho empenho para a escolha da área recaiu em tão poucos proprietários.

Será que houve algum favorecimento? Terão os proprietários dessas terras feito, ou participado, desse lobby?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Morde e Assopra

Não é para qualquer um... No final de outubro o Governo Sartori veio a público, através do Secretário substituto de Trânsito e Transportes, Edson Néspolo, apresentar proposta de diversas alterações no trânsito em Caxias. Quando era Secretário da pasta, o agora vereador Vinícius Ribeiro tentou implementar diversas dessas mudanças, mas foi muito criticado, pois diversas ações não são simpáticas à população.

Logicamente, no pacote apresentado há alterações positivas que já vêm tardiamente, como a abertura da Rua Sinimbu (reduzida ao número ridículo de 4 quadras) e o aumento da frota de táxis-lotação. A abertura do restante das ruas centrais que engarrafam diariamente ficou para a próxima...

Fazendo um parênteses: (seu eu fosse o Jorge Dutra, titular da pasta, afastado para tratamento de saúde, ficaria chateado, pois quem acabou recebendo todos os holofotes pelas "grandiosas" mudanças foi o Secretário substituto...)

Porém, surpreendente, novamente, é a anestesia da população. Nas medidas que serão adotadas pelo Governo municipal não há melhoras efetivas no transporte público, que deve ser reforçado e aprimorado. O que foi apresentado foram apenas medidas paliativas, como a instalação de três pequenos novos corredores de ônibus e algumas mudanças de itinerário na área central.

Caxias não tem estrutura viária suficiente para absorver o aumento da frota de veículos na mesma proporção que vem aumentando hoje. É a lei da física. Lógica e inequívoca. As ruas não têm para onde crescer e não suportarão mais tantos carros. O transporte público é que merece uma atenção maior do gestor público. Precisa ser pensado visando ao futuro que já está aí, pois os engarrafamentos diários em áreas críticas da cidade não atingem apenas os motoristas de veículos de passeio, mas todos os usuários do transporte público.

Para completar vem a MORDIDA!!! Como o Polenta News já havia anunciado anteriormente, um dos motivos pela resistência da Administração em não retirar os estacionamentos das ruas centrais é a perda de arrecadação do Zona Azul. Assim, escondido por trás da tal "redução da Zona Azul" está na verdade a ampliação do estacionamento rotativo na área central da cidade: de 1.846 para 2.423. E o Governo acha que todo mundo engoliu essa história, dizendo que a criação do Zona Verde, em áreas mais afastadas e com valores reduzidos vai estimular as pessoas a estacionarem o carro mais longe. É verdade... mais longe do que já estacionam hoje. Agora, quem estacionar em parte das Ruas Ernesto Alves e Vinte de Setembro vai ter que desembolsar $$$. Antes não pagava nada...

E assim caminha a humanidade caxiense, aprovando ontem, dia 08/11, por unanimidade, no Conselho Municipal de Trânsito, todas as propostas apresentadas pelo Governo Sartori.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mídia avança sobre A Voz do Brasil

Abert pretende flexibilizar a única regulamentação informativa existente sobre as rádios*
Críticas apontam que projeto só reforça a histórica predominância do interesse comercial na comunicação brasileira

O Projeto de Lei nº 595, de 2003, que estabelece a flexibilização da transmissão do histórico programa radiofônico A Voz do Brasil (VB) encontra-se à beira da aprovação pelo Congresso Nacional. Após um silencioso trâmite (ver matéria abaixo), a versão atual do projeto, de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), permite que a VB seja veiculada entre as 19 e 22 horas – e não mais somente às 19 horas – pelas rádios privadas. As emissoras de órgãos públicos seguem com a antiga obrigação, com exceção aberta às transmissões ao vivo do plenário das casas legislativas.

“A VB foi importante no momento em que a rádio era o único meio de comunicação. Mas, com a internet, com a notícia em tempo real, não faz mais sentido impor ao cidadão o que ouvir. Quem está no trânsito às 19 horas quer notícias do momento. E 19 horas em Brasília não são19 horas em qualquer lugar do Brasil. Às vezes são 16 horas no Acre”, afirma a deputada acreana, que diz não ser contra a VB e vê em seu projeto um incentivo para o programa se renovar. A parlamentar utiliza uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), de 2008, para afirmar que a audiência das rádios cai de 19,42 para 2,44% quando a VB entra no ar.


Interesse comercial
Interessada em explorar comercialmente o horário que atualmente é ocupado pela VB, a Abert joga todas as suas fichas para combater o que considera autoritarismo. A entidade gravou uma declaração da deputada Almeida que será veiculada em mais de 400 rádios para dar prosseguimento a sua campanha em defesa da mudança. Para a deputada, não há contradição nesta aliança com os donos dos grandes meios de comunicação. “Acho que a gente não tem que ter medo das alianças desde que elas sejam para democratizar a informação”, salientou.

Entretanto, há diversas críticas que apontam que o projeto só reforça a histórica predominância do interesse comercial, em detrimento do interesse público, na área da comunicação brasileira.

“Quem tem feito um lobby forte são os donos dos meios de comunicação, com uma predominância da região sudeste, que querem que a audiência se adeque aos interesses de sua programação. Eles não se submetem a nenhuma fiscalização e tudo é pretexto para dizer que se atenta contra a liberdade de expressão, da qual eles nunca foram defensores, a não ser a liberdade deles. Mas esse é um serviço público e não pode depender do mercado. É um dos programas de caráter mais democrático e universal desse país. Eu sou do nordeste e sei bem”, rebate a deputada e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão, Luisa Erundina (PSB-SP).

* Escrito por: Vinicius Mansur/Brasil de Fato

Estudantes detidos denunciam abuso da PM na operação de reintegração de posse da reitoria da USP

Poesia não amoleceu o coração da PM
Os 73 estudantes da Universidade de São Paulo (USP) presos na madrugada de hoje (8) durante a reintegração de posse da reitoria da instituição denunciaram, em nota pública, abusos da Polícia Militar (PM) no campus. Os estudantes, que seguem detidos no 91º Departamento de Polícia (DP) da capital paulista, disseram que a ação da PM para desocupação do prédio da reitoria “lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar”.

“Nos obrigaram a entrar em salas escuras e agrediram estudantes. Homens com farda e sem identificação”, diz a nota, lida em frente ao DP por Marcelo Pablito, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que apoia a ação dos estudantes.

Na nota, os alunos presos ainda denunciam que uma aluna que ocupava a reitoria foi trancada em uma sala com policiais. “Levaram todas as mulheres para uma sala fechada e as obrigaram a sentar no chão e ficar rodeadas por policiais homens, com cassetetes nas mãos”.

Para os estudantes, a ação da polícia demonstra o caráter do convênio com a USP para o patrulhamento do campus. De acordo com Pablito, depois do acordo, alunos e funcionários da universidade passaram a ser “vítimas” de ações arbitrárias da PM.

Mais cedo, o major Marcel Soffner declarou que a operação para reintegração de posse da reitoria contou com 400 policiais, alguns deles da Tropa de Choque. Soffner disse também que a operação foi tranquila e sem confronto.

Sobre os possíveis abusos, o major informou que toda operação da PM foi gravada e as suspeitas de agressões serão apuradas. “Tudo foi documentado e, se houver qualquer suspeita, vamos apurar”, disse.

Dos 73 estudantes presos, segundo Pablito, três pagaram fiança para serem libertados. O restante dos detidos segue dentro de três ônibus da PM estacionados no pátio do 91º DP. Eles seguem prestando depoimentos.

Todos os estudantes foram presos em flagrante acusados pelos crimes de desobediência, danos ao patrimônio público e crime ambiental. Os advogados dos alunos vão solicitar à Justiça um habeas corpus coletivo para que sejam libertados sem o pagamento da fiança.

Caso o habeas corpus não seja concedido, alguns sindicatos e movimentos sociais já estão levantando o dinheiro necessário para a libertação dos estudantes. A fiança para de cada estudante detido é de, no mínimo, R$ 545. Inicialmente, a PM havia informado que a fiança era de, no mínimo, R$ 1.050.

A Polícia Militar informou também que, caso não sejam soltos, os estudantes serão transferidos para um centro de detenção provisória depois de ouvidos. Não há uma previsão de quando os depoimentos vão terminar nem de quando a transferência será feita.

Por Vinicius Konchinski 
Repórter da Agência Brasil

domingo, 6 de novembro de 2011

Seminário Comunicação em Pauta

O Seminário Comunicação em Pauta – o que já mudou e o que ainda precisa mudar é promovido pela Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital e será realizado nas 9 Regiões Funcionais de Planejamento em que o estado do Rio Grande do Sul foi dividido. As cidades de Santa Maria (RF8), Santa Rosa (RF7) e Santa Cruz do Sul (RF2), São Lourenço do Sul (RF5), Osório (RF4) Porto Alegre (RF1) e Passo Fundo (RF9) já tiveram suas edições. Agora, é a vez da cidade de Caxias do Sul (RF3).

Assuntos como marco regulatório das comunicações; convergência tecnológica; fortalecimento do sistema público de comunicação; marco civil da Internet; respeito à diversidade nos meios de comunicação; participação social; regionalização dos conteúdos televisivos, políticas de inclusão digital contarão com painelistas das respectivas áreas.

A edição do seminário em Caxias do Sul contará com as presenças Laurindo Lalo Leal Filho (Pós-doutor pela Goldsmiths College da Universidade de Londres, professor aposentado da USP e apresentador do programa VerTV) e Edivaldo Amorim Farias (Juiz de Direito aposentado e presidente da Associação Brasileiras de Canais Comunitários).

Programe-se

Dia: 07/11/2011

Hora: 18h30

Local: Câmara de Vereadores –

Participe, divulgue, venha debater sobre a comunicação social na sua região.

Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) Diretoria de Políticas Públicas de Comunicação.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

2º Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha debate modelo alternativo e sustentável de desenvolvimento regional

O 2º Fórum Social Mundial (FSM) da Serra Gaúcha inicia na próxima sexta-feira (04.11), em Bento Gonçalves, propondo uma ampla discussão sobre um modelo alternativo e sustentável de desenvolvimento regional. A Casa das Artes, Ginásio Municipal e entorno serão cenários para diversos eixos que abordarão temas como participação popular e cidadania, saúde, diversidade religiosa e de gênero, meio ambiente entre outros.
A abertura Oficial ocorre às 19h, no Ginásio Municipal de Esportes, com a palestra da psicóloga e antropóloga Susan Andrews, doutora pela Universidade de Harvad (EUA), que falará sobre a FIB (Felicidade Interna Bruta). Este conceito foi desenvolvido na década de 1970 em Butão, pequeno país do Himalaia e está baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade deve ter seu alicerce na integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual, sempre em harmonia com a natureza.

Entre as autoridades que devem prestigiar a abertura e os eixos temáticos estão o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS), o prefeito de Bento Gonçalves Roberto Lunelli (PT), o ex-governador do Estado do RS Olívio Dutra, o presidente da Assembleia Legislativa do RS Adão Villaverde (PT), a deputada estadual Marisa Formolo (PT), o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do RS João Motta, o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do RS Ivar Pavan, entre outros.

O deputado federal Pepe Vargas participará da principal mesa de debates do Fórum. "Outro Modelo de Desenvolvimento é Possível. Que Serra Gaúcha Queremos? Sustentabilidade e Meio Ambiente" serão discutidos no Ginásio de Municipal de Esportes, a partir das 10h15min do próximo sábado (05.11). Pepe falará sobre as políticas de desenvolvimento regional. O historiador Roberto do Nascimento falará sobre a presença do Estado no desenvolvimento regional da Serra Gaúcha. O secretário Geral da Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria Têxtil e ex-deputado federal do Equador Fabian Mello abordará o tema “Outro modelo de desenvolvimento é possível”.
As inscrições para o Fórum (participação nos debates e Acampamento da Juventude) podem ser feitas pelo site www.fsmserragaucha.com.br ou no período do evento, no local. Informações pelo email forumsocialdaserra@gmail.com.

R$ 10,940 bilhões

Você consegue imaginar quanto dinheiro isso representa?

Quanta coisa poderia comprar?

Quanto renderia por mês?

Quantos programas sociais poderiam ser criados?

Quantas moradias, escolas ou postos de saúde poderiam ser construídos?

                                                                                     Quantas pessoas poderiam sair da miséria?


Pois R$ 10,940 bilhões é o lucro que o Banco Itaú obteve de janeiro a setembro deste ano. Isso mesmo. 9 meses e nasceu o maior lucro do período na história dos bancos brasileiros.

Então, podemos inverter a pergunta: Quantas pessoas estão na miséria para que um banco tenha tanto lucro?

"A sua miséria é o lucro dos ricos."


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

G20 - Pessoas dentro, corporações fora

Para quem ainda não conheçe o site Avaaz.org  é uma ferramenta de mobilização online ligada a causas sociais. Ele já tem 10 milhões de membros espalhados em todo o mundo divulgando causas que vão do reconhecimento da Palestina, passando por ações contra as rodovias pelo meio da floresta amazônica na Bolívia, entre outras causas. A mobilização abaixo é sobre a participação dos bancos e corporações (principais responsáveis pela crise atual) na reunião do G20. O questionamento é sobre os patrocínios dados por essas empresas ao evento o que, derruba, qualquer possibilidade de isenção. Para participar é fácil e rápido. Participe e divulgue.

É inacreditável. O G20 - o encontro mais poderoso dos governos mundiais -- que acontece amanhã e discutirá a crise econômica global, está sendo financiado por quem? Por bancos e corporações!

Não é a toa que o local do encontro - a cidade francesa de Cannes - está completamente fechado para os cidadãos comuns, enquanto presidentes de bancos e grandes corporações têm acesso total para dizer o que os nossos governantes devem fazer. 

As corporações capturaram os nossos governos, recebendo imensos resgates corporativos apesar de destruírem nossa economia. Agora eles estão comprando seu caminho para a reunião que pode decidir o futuro financeiro da maior parte do globo. Juntos podemos persuadir o anfitrião do encontro, Nicolas Sarkozy, a cancelar o patrocínio -- vamos construir um chamado público que causará uma tempestade na mídia forçando Sarkozy a expulsar os patrocinadores corporativos e reinvidicando o G20 para todos nós. Assine a petição e envie para todos:

http://www.avaaz.org/po/occupy_g20/?tta

A linha entre o poder das corporacões e um governo responsável é muito tênue. Os políticos ganham dinheiro das corporações para suas campanhas, criam políticas que lhes recompensam quando estão no poder, e então assumem cargos com altos salários logo após deixarem o governo. É corrupção, pura e simples.

Agora, a Société Générale, um banco francês que recebeu um resgate de US$ 12 bilhões há três anos e tem um interesse velado na resposta da Europa à crise do Euro -- principal assunto desse encontro--, pagou para ter o seu logotipo em destaque como patrocinador oficial. A Câmara do Comércio dos EUA e seus equivalentes em outros países foram convidados por um para um aconchegante "encontro B20", no qual os bancos vão dizer aos nossos líderes o que eles pensam.

A única maneira de conquistar políticas que protejam empregos, enfrentem especuladores e garantam um futuro justo para todos nós é se opondo ao lobby e tirando nossos líderes das garras dos interesses corporativos. Vamos falar para Nicolas Sarkozy e para os outros líderes que seu futuro depende da remoção dos patrocinadores agora, e que eles concordem em não mais cederem à captura corporativa dos nossos governos. Assine a petição e envie para todos:

http://www.avaaz.org/po/occupy_g20/?tta

A crise econômica global resultou da ganância e do interesse próprio. Mas quando as pessoas se sentem sob pressão, elas podem se unir de maneira impressionante, assim como vimos repetidas vezes esse ano. De Wall Street, a Londres, a Melbourne, dezenas de milhares de pessoas estão ocupando as cidades hojes -- podemos nos juntar a eles nesse chamado por um governo responsável e tirar as corporações do caminho!