sábado, 31 de dezembro de 2011

A crise do Poder Judiciário

Uma das grandes polêmicas desse final de ano, e que, apesar de ter sido divulgada, não recebeu a preocupação que merecia, foi a decisão do STF de impedir que a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, continuasse as investigações que vinha fazendo, sobre as movimentações financeiras, atípicas, de dezenas de juizes e servidores do judiciário de São Paulo.

Essa ação partiu das entidades de representação dos juizes. Numa demonstração de puro corporativismo, os responsáveis por julgar cidadãos comuns, como eu e você, impediram que eles mesmos fossem julgados, ou investigados. Para tratar desse tema, que é um pouco confuso, reproduzimos o texto abaixo de Roberto Amaral, que é cientista político, ex ministro e escreve para a Carta Capital (veja aqui a publicação original).


“Quando Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, resolveu, meses atrás, declarar em alto e bom som que ‘havia bandidos escondidos atrás da toga’, não foi, evidentemente, uma ação tresloucada, obra de rompante ou mera indignação. Foi, isto sim, parte de uma estratégia bem urdida para tentar deter o avanço das ações contra a competência originária do CNJ para iniciar e conduzir investigações disciplinares de magistrados em geral.”
Carlos Augusto Vieira da Costa, procurador

O João Pedro Stédile, um dos mais importantes brasileiros da história contemporânea, e seus e meus amigos do MST – o único fato novo no movimento social brasileiro, nos ensinava o mestre Celso Furtado – haverão de perdoar-me: hoje, como há muito tempo, a reforma do Judiciário é mais importante do que a reforma agrária, impatrioticamente adiada, faz século, pelas classes dominantes brasileiras. Destas, o mínimo que se pode dizer é que são alienadas (e alienadoras de nosso futuro), desvinculadas de qualquer ordem de projeto nacional. A reforma do Judiciário é imprescindível na construção de um Estado democrático, e inadiável, até por que, sem ela, não teremos reforma agrária alguma. Pois um Judiciário conservador como o nosso não pode admitir o processo de democratização do campo, entendendo-o como necessidade econômica e política, ou seja, como instrumento de justiça social.

Comecemos pelo fundamental, ao lembrar que o Poder Judiciário, como está estruturado em nosso país, é uma projeção monárquica em Estado republicano, pois a República é incompatível com a vitaliciedade, a irresponsabilidade (no estrito sentido jurídico-político), a sucessão hereditária e o nepotismo, que muitas vezes orientam a constituição de nossas Cortes e a composição dos gabinetes de nossos julgadores.

A vitaliciedade é anacronismo constitucional injustificável do único Poder da República não diretamente subordinado à soberania popular, a qual exige mandatos certos para os titulares do Executivo e do Legislativo. Todos os atos do Executivo são permanentemente apreciados pelo respectivo Legislativo e absolutamente expostos, eviscerados mesmo, como deve ser numa democracia que se preze, por uma imprensa absolutamente livre. E ambos são julgados de forma irrecorrível pelo tribunal da soberania popular, as eleições, fonte de suas legitimidades. Trocando em miúdos: são legítimos, ou seja, legitimados pelo voto, e são transparentes, ou seja, abertos ao julgamento de toda a sociedade. Podem e devem ser ainda mais transparentes, mas esta não é a questão.

Há outra distinção de caráter apartando do Judiciário os poderes Executivo e Legislativo. Estes têm seus atos julgados por aquele, e por eles respondem, tanto no plano civil quanto no criminal, podendo seus agentes conhecer as mais variadas penas, desde a indisponibilidade de bens e a multa à cassação de mandatos, como também aquela que me parece a mais grave na República democrática. Refiro-me à decretação da inelegibilidade.

Os membros do Judiciário, por seus atos, são inatingíveis pelos demais poderes, embora, sem mandato da soberania popular, possam cassar – e como cassam! – mandatos eleitorais. Julgam-se a si mesmos e, quando as evidências impedem a impunidade, ‘condenam’ o colega com o prêmio da aposentadoria integral, independentemente do tempo de ofício. A isto se chama corporativismo.

A pior tragédia da democracia é a convivência com uma Justiça que não julga, fonte de todas as injustiças, e a primeira delas é negar ao cidadão a proteção jurisdicional de seu direito. Uma Justiça assim promove a injustiça e fabrica a impunidade, o vírus que protege o poderoso e contamina o tecido social com a violência.

Se, dos advogados, em proveito da celeridade processual, são exigidos prazos irrecorríveis, cujo desrespeito pode impor à causa que representam lesão insanável (como a perda de recursos e apelações), os juízes, em todas as instâncias, e como regra, não cumprem os seus, e não há força que os chame à disciplina. Um velho professor meu, resumindo a falência do sistema, dizia a seus alunos que ‘o pior acordo é melhor do que a melhor causa’, assim desde cedo ensinando aos futuros advogados que ‘negociar’ é melhor do que judicar.
Num país cuja Justiça não julga, e no qual os juízes, inclusive os dos tribunais superiores, se dizem abarrotados de processos, o poder judiciário se declara em ‘férias coletivas’ que consomem parte de dezembro e todo o mês de janeiro, privilégio negado aos comuns mortais ao qual se somam as justas férias individuais, as licenças-prêmio e mais isso e mais aquilo.

O mau exemplo vem de cima, pois o STF (como os demais tribunais superiores) não se reúne, no ano, mais do que durante nove meses, pois seus membros gozam de férias coletivas entre 2 e 31 de janeiro (a que se soma o ‘recesso de Natal’ que normalmente começa no dia 15 de dezembro) e entre 2 e 31 de julho. E durante o ano judiciário sobrante os ministros ainda viajam, participam de congressos e palestras no país e no exterior, sem serem substituídos, prejudicando, além do julgamento dos processos ao encargo de cada um, as reuniões do Pleno. Aliás, uma das características dos nossos tribunais é a ausência, nos julgamentos, da apreciação do direito, isto é, do mérito das questões. O debate é puramente adjetivo.

Discute-se até à exaustão, e tão-somente, se o recurso tal é ordinário ou extraordinário, se o caso é de recurso ou apelação, se o prazo recursal é de x ou y dias, se a instância competente é essa ou aquela, e tudo isso com a maior solenidade e circunspecção e algum entusiasmo, pompa e circunstância. Este mal é sem remédio, mas muitas das deficiências nossas seriam consertadas limitando o legislador a dez anos o exercício da judicatura nos tribunais em todas as instâncias e proibindo as ‘férias coletivas’. Poder de férias! Já basta o mau exemplo do inefável Legislativo.

Há ainda um problema sobrevivente, conhecidíssimo por quem advoga ou já advogou em Brasília. Refiro-me ao fato de ministros mal saídos de seus mandatos passarem a atuar em escritórios de advocacia com interesses nos tribunais de origem, o que se soma à imprudência de jovens advogados atuarem em tribunais onde seus pais e outros parentes ainda são ministros.

Essas considerações são estimuladas pelo noticiário da imprensa, dando conta do conflito da Associação dos Magistrados Brasileiros e, mais grave ainda, do STF, com o Conselho Nacional de Justiça, de especial contra sua corregedora, Eliana Calmon, ameaçada, até, de processo, por defender, em suas palavras, a ‘sobrevivência do CNJ com autonomia’. Estranhamente, numa atitude que para a corregedora deriva de um ‘corporativismo lamentável’, o STF concedeu duas liminares, no último dia de trabalho deste moribundo 2011, esvaziando os poderes do CNJ. Uma liminar suspende a apuração de irregularidades cometidas por magistrados e outra, que assim a completa, proíbe a quebra de sigilos bancário e fiscal de juízes. É uma pá-de-cal na tentativa da sociedade de instituir a necessária fiscalização externa do Poder Judiciário.

As recentes decisões monocráticas de ministros do STF, respaldadas por nota de seu presidente, são sumamente graves, pois arranham o prestígio e a credibilidade da Justiça ao comprometerem o respeito que precisa merecer a mais alta Corte do País.

Nada pior para a democracia do que uma justiça desacreditada.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pioneiro fecha parceria informal, com Prefeitura, pela conclusão do Marrecas. Como é que é?

Muito estranha a nota publicada, hoje de manhã, no site do Pioneiro, sobre uma parceria, informal, firmada entre o editor-chefe do Pioneiro, Roberto Nielsen, e o  Prefeito, José Ivo Sartori (PMDB). Segundo a nota "O objetivo da parceria é  garantir a conclusão e o início das operações da represa em 2012". Porém em outro trecho o jornalista faz uma ressalva importante:

"Nielsen ponderou ao prefeito que o fato de o jornal ser parceiro pela finalização da represa, evitando que a obra de R$ 200 milhões se transforme em um "elefante branco", não significa qualquer cumplicidade com a forma como foi conduzido o licenciamento ambiental".

Ou seja, no mesmo momento em que declara apoio, deixa uma entrelinha bem gordinha. Fica uma pulga, ou várias, atrás da orelha. Se existe essa ressalva sobre a forma que foi conduzido o licenciamento ambiental, a ponto disso merecer destaque na nota, então as entidades ambientais tem razão!

Agora a questão maior, parece ser, não deixar um muro de concreto de milhões de reais acabar virando local para a prática de rapel. É claro que enterrrar milhões de reais seria muito ruim para a cidade como um todo, já que esse dinheiro saiu dos nossos impostos, mas se houver, as responsabilidades devem ser apuradas.

Mas parece que a ideia do governo Sartori era colocar uma cortina de fumaça nessa situação, talvez por isso o diretor presidente Marcus Caberlon, saiu batendo para tudo quanto era lado, na audiência pública da última terça feira.

No mais ficaremos de olho!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Polentinhas: As churrascadas dão resultado

Como falamos na postagem abaixo, cada visita de entidade, órgão público ou simplesmente grupo de pessoas, às obras do Marrecas era regado a fartos churrascos (pagos com dinheiro público obviamente). E não é que a tática de pagar as pessoas pelo estômago funciona?

Só pode ser essa a justificativa para a declaração do presidente da UAB, Valdir Walter, no Pioneiro de hoje. Ele diz:


“Se não tentar liberar o Marrecas, Caxias do Sul terá um problema muito grave de água. A UAB está engajada, no que depender dela. Até se pensa em fazer um manifesto, se for necessário. O que a gente vê é que o Poder Judiciário não tem conhecimento de Caxias. Então, para obter uma visualização do problema, tem de ser um protesto, um manifesto.”
O que causa estranheza nessa fala é que a UAB foi praticamente omissa em grandes questões dos últimos meses. No caso da greve dos médicos teve uma atuação apagada, até metade do ano, e puramente protocolar, com atos mal divulgados (de propósito?) no segundo semestre. Quanto a questão do aumento das passagens de ônibus o representante da UAB não abriu a boca na reunião.

Parece um pouco estranho, então, esse desejo de realizar atos e manifestações numa causa que é pra lá de controversa. O problema não é que o judiciário não conhece a realidade de Caxias. A questão é que o projeto, ao que tudo indica, foi mal feito e a prefeitura já perdeu em duas instâncias. O Marrecas corre o risco de ser o maior "elefante branco" da história das barragens do mundo.

Deixamos a pergunta no ar: Será que no protesto vai ter churrasco pago pela prefeitura também?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Samae faz politicagem com possibilidade de racionamento

Sartori, Caberlon, Maria Helena, Alceu Barbosa
houveram outros momentos críticos que a prefeitura
não jogou tanto peso [foto: Luiz Chaves]

Ontem, na Câmara de Vereadores, onde deveria acontecer uma audiência pública para debater ações para evitar o racionamento de água em Caxias do Sul, houve a maior demonstração de politicagem de 2011.

O objetivo todo foi desviar o foco do péssimo trabalho de gestão que o Samae está realizando na barragem do Marrecas. Tirando os passeios, promovidos com centenas de pessoas, sempre com fartos churrascos pagos com dinheiro público. A obra está com problema de licenciamento ambiental e vai custar quase o dobro do orçado inicialmente.

A primeira demonstração de politicagem é a convocação de dezenas de Ccs (Cargos de Confiança) da prefeitura para se fazerem presentes e, por óbvio, para aplaudir o prefeito. O prefeito Sartori, inclusive, fez uma exceção nesse caso, pois, ele não participou de nenhuma audiência pública em Caxias nesses últimos anos. Assuntos como Transporte, Greve dos Médicos, Saneamento, Saúde, entre outros não mereceram a atenção do nosso digníssimo prefeito.

A segunda demonstração foi a tentativa do diretor-presidente do Samae, Marcus Vinicius Caberlon, ao invés de discutir políticas que possam evitar o racionamento, tentou, durante a audiência, colocar a culpa na oposição pelo embargo das obras do Marrecas.

O imbróglio do Marrecas

Diferente do que o Caberlon tentou dizer a obra do Marrecas está embargada por decisão judicial. Três ONGs (Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais INGÁ e União Pela Vida) entraram com um pedido de investigação. Em março desse ano a juíza substituta Clarides Rahmeier, da Vara Federal Ambiental, Agrária e Residual da Justiça Federal de Porto Alegre, determinou “a nulidade da anuência para supressão vegetal concedida pelo Ibama”. A prefeitura entrou com um recurso, em segunda instância, e em setembro desse ano o TRF da 4ª Região, negou recurso. A prefeitura entrou com novo recurso que deverá ser julgado em janeiro.

As ONGs questionam o fato de que não haveria concordância, do IBAMA, sobre o estudo de alternativa de localização da represa. Elas questionam também que naquela região haverá a derrubada de centenas de auraucárias e de milhares de outras espécies, algumas delas com o corte proíbido, como o xaxim (que teria que ser removido). As licenças ambientais foram obtidas junto a Fepam e, até nesse órgão, haveria questionamento, pois as licenças foram assinadas pelos CCs, indicados pelo governo Yeda, em discordância com os técnicos do órgão.

Pode até faltar chuva, mas sobra disperdício


O problema, que realmente devia ser destacado, ficou em segundo plano. O que fazer para a falta de chuvas nesse período. Segundo o próprio Samae, Caxias perde, antes de chegar em nossas casas, 60% da água tratada. Mesmo com a tão defendida barragem do Marrecas esse problema não se resolverá, pois a água continaurá chegando, ou não, pelo mesmo sistema de abastecimento que já gera esse desperdício todo.

Esse problema não é recente. O que é novo é que a política de troca da rede de abastecimento diminuiu de ritmo, pois todos os esforços e recursos do Samae foram destinados para uma obra, que essa sim, tem fins eleitoreiros.

A cidade passa sim por um momento de seca, mas passou por outros anos também. O que o poder público devia fazer era uma ampla campanha de conscientização e, também, fazer a sua liçaõ de casa para evitar o desperdício. O que nossa cidade não precisa é de um programa de auditório para fazer claque ao prefeito.

Caiu a ficha? Estacionar na área central vai ficar beeem mais caro!

É... Está passando despercebido, mas quando forem implementadas todas as mudanças no trânsito em Caxias, os motoristas vão se dar conta: a mordida no bolso vai ficar maior.

Como lobos em pele de cordeiro, os gestores de Caxias aprovaram todas as mudanças propostas para o trânsito na cidade. Com a criação do "Zona Verde", que supostamente será mais barato que o "Zona Azul", o Governo Sartori quis passar a imagem de que os valores de estacionamento serão reduzidos, o que não acontecerá.

Faça as contas:

* A área de estacionamento rotativo foi ampliada;
* Valor hoje por meia hora de estacionamento: R$ 0,65
* Valor que será cobrado na Zona Azul por hora: R$ 2,00
* Valor que será cobrado na Zona Verde por hora: R$ 1,00

Resultado que a Prefeitura divulga:
Com esta ação, a Prefeitura diz que pretende estimular os motoristas a estacionarem mais longe do centro da cidade.

Resultado objetivo:
Motoristas desembolsando mais grana pra estacionar no centro e pagando para estacionar longe. E a Prefeitura embolsando uma graninha extra!


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Suspensão da greve dos médicos até depois das eleições. Muito suspeito!

Reunião do Governo com o Sindicato Médico:
note a ausência do Prefeito Sartori
Parece que com a aproximação do ano eleitoral o calo começou a apertar. Hoje o Sindicato dos Médicos está negociando com o Governo Sartori a suspensão da Greve até depois das eleições municipais de 2012.

Suspeito, não?

Na verdade, corre solto que, apesar da intransigência apresentada por ambos os lados (médicos e Prefeitura), a greve tem um motivo de acontecer: a lógica privatista. Agravando os problemas da saúde na cidade e transformando tudo no caos, a Secretaria da Saúde e o Governo têm motivos de sobra para apresentar à população uma proposta de privatização da saúde pública em Caxias do Sul. É o que geralmente ocorreu com as empresas privatizadas na era FHC. Lembra? Pois a moda agora é privatizar a saúde através de OSCIP, Fundações e terceirizações travestidas de convênio.

Com a suspensão da greve até depois das eleições municipais, fica claro que a Prefeitura pediu água e resolveu mudar a estratégia de seus planos diabólicos. O caos na saúde está "queimando o filme" do Governo Sartori. Se medidas não forem tomadas com urgência, corre-se o risco de não dar tempo da população esquecer esse absurdo e haver prejuízos nas urnas.

Pra variar, o "prefeito de fato", Edson Néspolo, tomou a frente das negociações e já anunciou que foi chegado a um acordo com os médicos. Resta saber quanto irá custar aos cofres públicos esse suspeito e pernicioso acordo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Presente de Natal da prefeitura: Reajuste nas passagens de ônibus.

Foto: Divulgação DCEUCS
E foi, novamente, no apagar das luzes, que veio o reajuste da passagem de ônibus de Caxias do Sul. Como tem se tornado tradição, o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes, reuniu-se, na antevéspera do Natal, dia 22, para, sem muita discussão reajustar o valor da passagem de ônibus.

E a reunião foi jogo rápido, talvez para que os conselheiros pudessem fazer suas compras de Natal. Em menos de 1 hora foram reajustadas as tarifas do transporte coletivo, do táxi lotação e analisado o edital para novos táxis na cidade.

O que é mais incrível e que apenas uma voz contestou a proposta de reajuste de 8% (a Visate queria 9,5%), proposta pela Secrataria dos Transportes. Apenas o representante dos estudantes, o Tesoureiro do DCEUCS, Alexandre Pereira e a sua suplente, Renata Mascarello, tentaram questionar a proposta.

Os estudantes tentaram argumentar que há outras formas de custear o transporte público que não apenas no bolso do usuário. Citaram, por exemplo, as propagandas nas traseiras dos veículos (um espaço nobre para publicidade). Questionaram, também, sobre ações como a troncalização, prometida pela prefeitura há 7 anos. Argumentaram, inclusive, e com razão, que hoje é mais barato, e rápido, andar de carro do que de ônibus na nossa cidade e, por consequência, esse aumento vai colocar mais carros na rua, aumentando um problema que já é crítico.

Parece que nada disso sensibilizou os conselheiros que aprovaram, por 13 a 1, o reajuste das passagens. O único voto contrário foi o da UAB, que só se posicionou votando. Segundo os representantes do DCE a nomeação deles (expedida pelo prefeito) não chegou a tempo para serem empossados para essa reunião. Não causa estranheza os votos favoráveis da Prefeitura (que tem 7 conselheiros) e da Visate, a favor do reajuste. O mais chocante é que os sindicatos de trabalhadores tem 3 votos e, ou votaram a favor do reajuste, ou não estavam presentes. Mas pior de tudo é que as entidades populares, UAB e Sindicatos, calaram-se na defesa das suas bases.

Portanto, com só uma entidade defendendo a população, não houve jeito o reajuste das passagens de ônibus, para R$ 2,70, começará a valer no começo de 2012. Para efeito de comparação o valor da passagem de Porto Alegre (R$ 2,75) é apenas 1,8% superior a de Caxias do Sul. Nem vamos falar o quanto as pessoas cobrem distâncias maiores nos ônibus da capital.

Conselhos em dúvida

Afinal para que serve os Conselhos Municipais? A princípio a proposta é muito boa. Eles são o controle social das políticas públicas. Mas há algum tempo alguns conselhos tem pouca, ou nenhuma utilidade. Presidida por Eder Dal’Lago, representante dos Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos, o CMTT está tendo o papel, quase exclusivo de aprovar o índice de reajuste dos transporte público.

Com uma composição, longe de ser popular, o CMTT aprova, desde sempre, o índice sugerido pela prefeitura. Hoje sua composição é: 7 representantes da Prefeitura, 2 representantes da Segurança Pública, 3 Sindicatos de Trabalhadores, 3 Sindicatos Patronais e 3 entidades da sociedade (UAB, SEAQ e DCEUCS).

Resumo da história. Para onde forem os votos da prefeitura, na maioria das vezes, está definida a posição do Conselho. Isso é muito, muito distante de um controle social. Isso é fazer prevalecer a vontade do Executivo, que nesses últimos anos, esteve distante das reivindicações da população. Uma proposta de tanto impacto como o reajuste das passagens de ônibus não deveria ficar restrita a decisão de um conselho com tão má composição.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Gráfica terá que pagar indenização milionária por fraude no Enem

Do R7

Estudantes e professores não esquecem, em 2009 a prova do Enem teve que ser anulada por causa do vazamento de questões. Agora a justiça determina que o consórcio formado pela gráfica Plural do grupo Folha, que edita o jornal Folha de São Paulo, terá que pagar pelos prejuízos.

R$ 73,4 milhões é o valor da indenização que será pago ao INEP (Instituto Nacional de estudos e pesquisas educacionais), a vitória foi conquistada na justiça federal. O ressarcimento serve para indenizar o INEP que na época precisou contratar emergencialmente entidades para repetir a aplicação da prova.

A justiça federal de Brasilia deu cinco dias para que o consórcio, formado pela gráfica Plural do grupo Folha, pague a multa. Se a decisão não for cumprida, o consórcio pode sofrer pena de penhora de bens para garantir que a dívida seja paga. 

A prova do Enem foi retirada da gráfica Plural, que funciona em Santana de Parnaíba na grande São Paulo. Em setembro de 2009, o circuito de segurança da gráfica registrou o momento em que um funcionário saía do local com exemplares do caderno dois da prova do Enem debaixo da blusa. Depois ele tentou vender as provas para tevês e jornais.

Nota nossa: Fica a pergunta se os meios de comunicação, o PIG, que pediu a cabeça do ministro Hadad, agora vai reconhecer que o erro não foi do ministério e sim de uma falha de segurança da empresa que imprimia as provas? Liberdade de imprensa é também o contraditório, mas, com certeza, você não lerá isso nos jornais.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Alceu Barbosa satisfeito com aprovação "das queimadas"

Como noticiou o Polenta News ainda em setembro: Deputados defendem crime ambiental, infelizmente foi aprovada a lei que regulamenta as queimadas na área rural do Rio Grande do Sul.

Os ambientalistas são ferrenhamente contrários à prática, pois destrói o solo e a fauna do local atingido. Porém, infelizmente não houve mobilização contrária suficiente para que o Projeto, encampado principalmente por deputados do PMDB fosse aprovado. Por outro lado, grandes produtores rurais fizeram forte pressão nos gabinetes da Assembleia Legislativa pela aprovação do projeto.

Caso o projeto de lei das "sapecas", como o deputado Alceu Barbosa Velho (PDT) gosta de nominar, sejam sancionadas pelo governador, estará liberada a prática no Estado. Apesar das argumentações de que serão controladas, corre-se sérios riscos de que se "descontrolem". Principalmente em épocas de seca, a possibilidade de alastramento do fogo é enorme. As queimadas nos remetem a uma época arcaica, em que não havia acesso a técnicas agrícolas eficientes para limpeza e recomposição do solo. Por isso, a aprovação desta lei é inaceitável!

Aguardamos pelo veto do Governador Tarso Genro a esta atrocidade ao meio ambiente!

Mais um caso de racismo em Caxias do Sul

Vilmar Oliveira, a esquerda, faz parte da "gente" que a
direção do San Pelegrino Shopping não quer ver?
Vilmar Oliveira é presidente da WABDL (Associação Mundial de Levantadores de Peso) para a América do Sul. Técnico da Seleção Brasileira de Power Lifting e Presidente da Federação Gaúcha de Powerlifting. Numa tentativa de divulgar a modalidade esportiva que ele pratica fechou uma parceria com o San Pelegrino Shopping Mall para a realização de um evento chamado "Maratona Esportiva". 

Acontece que o evento não acabou muito bem, ou melhor, nem começou. Veja a nota abaixo que Vilmar publicou no Facebook.

No último sábado (17/12) promovi, juntamente com o San Pelegrino Shopping Mall de Caxias do Sul o evento " Maratona Esportiva". O evento, inédito no RS, reuniria 25 modalidades esportivas e dança. Durante a realização da apresentação de capoeira,no sábado,final da tarde, fui abordado por um senhor, acompanhado pelo chefe da segurança, que se identificou como proprietário do Shopping. Apontando para um grupo de capoeiristas negros, falou: "não quero esse tipo de gente aqui no meu shopping". Ordenou também que a equipe de seguranças encerrasse o evento imediatamente.E não satisfeito com isso,em seguida,mandou o chefe de segurança me comunicar que o Evento no domingo estava cancelado.

O prejuizo financeiro e Moral foi muito grande,pois a maioria dos Campeonatos aconteceria no domingo e muitos atletas já estavam na cidade ou se deslocariam para o Evento.

Então meus Amigos,eu lhes pergunto: Que tipo de gente poderá frequentar o referido Shopping?

Estou a 38 anos no Esporte,como Atleta,como Dirigente e como Organizador de Eventos esportivos,e confesso-lhes que Nunca havia presenciado uma Barbaridade dessas.

O referido acontecimento está registrado na Policia Civil sob o numero da ocorrência 44981/2011 em 19/12/20011.

Desde a sua inauguração, há um ano atrás, o San Pelegrino tenta construir uma imagem de que seu foco seriam as classes A e B. Isso é reforçado pela fala do presidente da CDL, Luiz Antonio Kuiava, na inauguração do empreendimento. "A tendência é de que o empreendimento, localizado no bairro São Pelegrino e voltado às classes A e B, atraia um público que antes comprava em outras regiões", afirmou.

Como se vê, mesmo que atualmente se negue, estava na gênese do empreendimento tentar afastar a "gente diferenciada", então, mesmo que seja revoltante, essa situação já estava marcada para acontecer. Cabe agora, a exemplo do que aconteceu com um caso similar no Supermercado Andreazza, ser apurada as responsabilidades.

Deputado entrega pedido para criação de CPI sobre privatizações

Com informações da Agência Câmara de Notícias

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) entregou nesta quarta-feira (21) ao presidente da Câmara, Marco Maia, o pedido para a criação de uma CPI para investigar possíveis irregularidades em privatizações do Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O requerimento foi assinado por 206 deputados. A intenção é averiguar as denúncias apresentadas no livro "A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Foto: Rodolfo Stuckert
O livro acusa, entre outras autoridades, o ex-governador de São Paulo José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pela gestão FHC.

Protógenes disse que não teme pressões para que parlamentares retirem as assinaturas até a análise do processo para a criação da CPI. "Todos que assinaram firmaram o compromisso: ‘assinei porque quero esclarecer essa verdade'. Então, dificilmente vão retirar suas assinaturas."

Requisitos
Marco Maia explicou que as assinaturas serão conferidas pela Secretaria Geral da Mesa no início de 2012 e, se o pedido cumprir todas as exigências regimentais, a CPI será criada no próximo ano, juntamente com as comissões parlamentares de inquérito sobre o tráfico de pessoas e sobre o trabalho escravo.

O presidente espera que a CPI sobre privatizações não se transforme apenas em brigas políticas entre governistas e oposição. "É uma CPI explosiva, que tem contornos muito claros de debate político, mas tenho visto também nas declarações dadas pelo Delegado Protógenes que, na verdade, ela tem o intuito de esclarecer os fatos, de dar, inclusive, a oportunidade do contraditório aos acusados pelo autor do livro”, afirmou Maia.

Quem assinou o pedido para a criação da CPI (destacados os deputados gaúchos):

1 ABELARDO CAMARINHA PSB SP
2 ADEMIR CAMILO PSD MG
3 ADRIAN PMDB RJ
4 ALBERTO FILHO PMDB MA
5 ALESSANDRO MOLON PT RJ
6 ALEXANDRE LEITE DEM SP
7 ALICE PORTUGAL PCdoB BA
8 ALINE CORRÊA PP SP
9 ALMEIDA LIMA PPS SE
10 AMAURI TEIXEIRA PT BA
11 ANDRÉ FIGUEIREDO PDT CE
12 ANDRE MOURA PSC SE
13 ANDRE VARGAS PT PR
14 ÂNGELO AGNOLIN PDT TO
15 ANGELO VANHONI PT PR
16 ANÍBAL GOMES PMDB CE
17 ANTHONY GAROTINHO PR RJ
18 ANTONIO BALHMANN PSB CE
19 ARIOSTO HOLANDA PSB CE
20 ARNON BEZERRA PTB CE
21 ARTUR BRUNO PT CE
22 ASSIS CARVALHO PT PI
23 ASSIS DO COUTO PT 23 PR
24 ASSIS MELO PCdoB RS
25 BETO FARO PT PA
26 BIFFI PT MS
27 BOHN GASS PT RS
28 BRIZOLA NETO PDT RJ
29 CABO JULIANO RABELO PSB MT
30 CARLOS ZARATTINI PT SP
31 CHICO ALENCAR PSOL RJ
32 CHICO D’ANGELO PT RJ
33 CHICO LOPES PCdoB CE
34 CIDA BORGHETTI PP PR
35 CLÁUDIO PUTY PT PA
36 CLEBER VERDE PRB MA
37 DANIEL ALMEIDA PCdoB BA
38 DANILO FORTE PMDB CE
39 DELEGADO PROTÓGENES PCdoB SP
40 DEVANIR RIBEIRO PT SP
41 DOMINGOS DUTRA PT MA
42 DR. GRILO PSL MG
43 DR. JORGE SILVA PDT ES
44 DR. PAULO CÉSAR PSD RJ
45 DR. ROSINHA PT PR
46 DR. UBIALI PSB SP
47 EDINHO ARAÚJO PMDB SP
48 EDSON EZEQUIEL PMDB RJ
49 EDSON SILVA PSB CE
50 EFRAIM FILHO DEM PB
51 ELCIONE BARBALHO PMDB PA
52 ELIANE ROLIM PT RJ
53 EMILIANO JOSÉ PT BA
54 ENIO BACCI PDT RS
55 ERIKA KOKAY PT DF
56 EUDES XAVIER PT CE
57 EVANDRO MILHOMEN PCdoB AP
58 FÁTIMA BEZERRA PT RN
59 FERNANDO FERRO PT PE
60 FERNANDO FRANCISCHINI PSDB PR
61 FERNANDO MARRONI PT RS
62 FRANCISCO ARAÚJO PSD RR
63 FRANCISCO ESCÓRCIO PMDB MA
64 FRANCISCO PRACIANO PT AM
65 GABRIEL GUIMARÃES PT MG
66 GERALDO SIMÕES PT BA
67 GIACOBO PR PR
68 GIVALDO CARIMBÃO PSB AL
69 GLAUBER BRAGA PSB RJ
70 GONZAGA PATRIOTA PSB PE
71 HENRIQUE FONTANA PT RS
72 HENRIQUE OLIVEIRA PR AM
73 IRACEMA PORTELLA PP PI
74 IVAN VALENTE PSOL SP
75 IZALCI PR DF
76 JAIR BOLSONARO PP RJ
77 JANDIRA FEGHALI PCdoB RJ
78 JANETE CAPIBERIBE PSB AP
79 JANETE ROCHA PIETÁ PT SP
80 JÂNIO NATAL PRP BA
81 JEAN WYLLYS PSOL RJ
82 JÔ MORAES PCdoB MG
83 JOÃO ANANIAS PCdoB CE
84 JOÃO PAULO CUNHA PT SP
85 JOÃO PAULO LIMA PT PE
86 JORGINHO MELLO PSDB SC
87 JOSÉ DE FILIPPI PT SP
88 JOSÉ GUIMARÃES PT CE
89 JOSÉ MENTOR PT SP
90 JOSE STÉDILE PSB RS
91 JOSEPH BANDEIRA PT BA
92 JOSIAS GOMES PT BA
93 KEIKO OTA PSB SP
94 LAERCIO OLIVEIRA PR SE
95 LAUREZ MOREIRA PSB TO
96 LEONARDO MONTEIRO PT MG
97 LINCOLN PORTELA PR MG
98 LOURIVAL MENDES PTdoB MA
99 LUCI CHOINACKI PT SC
100 LUCIANA SANTOS PCdoB PE
101 LUCIANO CASTRO PR RR
102 LUIZ ALBERTO PT BA
103 LUIZ CARLOS PSDB AP
104 LUIZ COUTO PT PB
105 LUIZ NOÉ PSB RS
106 LUIZA ERUNDINA PSB SP
107 MANATO PDT ES
108 MANUELA D’ÁVILA PCdoB RS
109 MARCELO MATOS PDT RJ
110 MÁRCIO MACÊDO PT SE
111 MARCON PT RS
112 MARCOS MEDRADO PDT BA
113 MARCOS ROGÉRIO PDT RO
114 MARINA SANTANNA PT GO
115 MARLLOS SAMPAIO PMDB PI
116 MAURÍCIO QUINTELLA LESSA PR AL
117 MAURO BENEVIDES PMDB CE
118 MAURO LOPES PMDB MG
119 MENDONÇA PRADO DEM SE
120 MIRIQUINHO BATISTA PT PA
121 MIRO TEIXEIRA PDT RJ
122 NAZARENO FONTELES PT PI
123 NELSON BORNIER PMDB RJ
124 NELSON MARCHEZAN JUNIOR PSDB RS
125 NELSON MARQUEZELLI PTB SP
126 NELSON PELLEGRINO PT BA
127 NEWTON LIMA PT SP
128 ONOFRE SANTO AGOSTINI PSD SC
129 ONYX LORENZONI DEM RS
130 OSMAR JÚNIOR PCdoB PI
131 OSMAR SERRAGLIO PMDB PR
132 PADRE JOÃO PT MG
133 PADRE TON PT RO
134 PASTOR MARCO FELICIANO PSC SP
135 PAUDERNEY AVELINO DEM AM
136 PAULO FEIJÓ PR RJ
137 PAULO FOLETTO PSB ES
138 PAULO FREIRE PR SP
139 PAULO PIMENTA PT RS
140 PAULO RUBEM SANTIAGO PDT PE
141 PAULO WAGNER PV RN
142 PEDRO UCZAI PT SC
143 PEPE VARGAS PT RS
144 PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB AC
145 POLICARPO PT DF
146 PROFESSOR SETIMO PMDB MA
147 RAIMUNDÃO PMDB CE
148 REBECCA GARCIA PP AM
149 REGINALDO LOPES PT MG
150 REGUFFE PDT DF
151 RENAN FILHO PMDB AL
152 RICARDO BERZOINI PT SP
153 RICARDO IZAR PSD SP
154 ROGÉRIO CARVALHO PT SE
155 ROMÁRIO PSB RJ
156 RONALDO FONSECA PR DF
157 RONALDO ZULKE PT RS
158 RUBENS BUENO PPS PR
159 RUBENS OTONI PT GO
160 SANDES JÚNIOR PP GO
161 SANDRO ALEX PPS PR
162 SEBASTIÃO BALA ROCHA PDT AP
163 SEVERINO NINHO PSB PE
164 SIBÁ MACHADO PT AC
165 SILVIO COSTA PTB PE
166 SUELI VIDIGAL PDT ES
167 TAUMATURGO LIMA PT AC
168 TIRIRICA PR SP
169 VALDEMAR COSTA NETO PR SP
170 VALMIR ASSUNÇÃO PT BA
171 VANDER LOUBET PT MS
172 VANDERLEI SIRAQUE PT SP
173 VICENTE CANDIDO PT SP
174 VICENTINHO PT SP
175 VIEIRA DA CUNHA PDT RS
176 WALDENOR PEREIRA PT BA
177 WALTER TOSTA PSD MG
178 WASHINGTON REIS PMDB RJ
179 WELITON PRADO PT MG
180 WELLINGTON FAGUNDES PR MT
181 WEVERTON ROCHA PDT MA
182 WILSON FILHO PMDB PB
183 WOLNEY QUEIROZ PDT PE
184 ZÉ GERALDO PT PA
185 ZOINHO PR RJ

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pérolas Sartorianas

Pra não deixar passar em brancas nuvens, seguem algumas pérolas (pra não dizer absurdos) que o Prefeito Sartori largou na entrevista para o Burgueseiro do final de semana:

"O Minha Casa, minha Vida foi feito em conjunto com empresários  da área, no caso Sinduscon e Caixa" - Ah, tá... pensei que era um programa do Governo Federal!

"Ouvi comentários sobre o Fundo de Recursos Hídricos. na verdade, tivemos que adaptar o orçamento. Às vezes você tem que consertar." - sobre o desvio de finalidade do Fundo de Recursos Hídricos.

"Imagine se não tivéssemos feito a duplicação das duas partes da Perimetral Norte. Imagine se não tivéssemos feito o viaduto Campo dos Bugres..." - quando questionado sobre a falta de investimentos em educação e trânsito.

"Não quer dizer que eu vá fazer, mas se fizesse, faria discretamente. Sob pena de querer fazer uma coisa que a mim não agrada" - respondendo à pergunta se seria interessante que ele andasse de ônibus.

"Mas se está faltando aqui, imagine o que é no Nordeste..." - sobre a falta de médicos.

E por fim:
"Boa parte das UBSs foram reformadas e tiveram melhores condições, mas não adianta a pessoa chegar antes da hora. (...) Isso não é sempre assim. Isso tem que ser repensado no meio do a no, que é mais frio." - quando questionado sobre a falta de proteção da chuva em frente às UBSs, já que os usuários têm que chegar antes para garantir o atendimento.




Caxias: Prefeito de Direito e Prefeito de Fato


Em entrevista ao Burgueseiro do último fim de semana, o Excelentíssimo Senhor Prefeito José Ivo Sartori expôs suas idéias de forma cômoda, em sintonia com seu perfil (perfil de avestruz). Pela primeira vez, Sartori admitiu uma possível coligação entre PMDB e PDT, dando eco às movimentações políticas da cidade.

Após muita pressão da imprensa, Sartori abandonou a idéia ridícula de falar sobre o assunto - eleições municipais - somente após a Festa da Uva. 

Dizem as más línguas que o candidato do Prefeito (e da alta cúpula do PMDB) não é Alceu Barbosa Velho (PDT), mas Edson Néspolo (atual presidente municipal do PDT). Afinal de contas, não foi à toa que o fiel escudeiro de Sartori tenha acumulado tantas pastas ao longo do governo além da Chefia de Gabinete, entre elas: Saúde, Transportes e Secretaria Geral.

Néspolo é a cabeça do governo. Enquanto Sartori teima em ficar nos bastidores, seu Chefe de Gabinete manda, desmanda, decide, presenta e representa o governo. É o prefeito de fato. Enquanto o prefeito de direito está sempre à sua sombra e só aparece em situações “mamão com açúcar”, como posar para a foto da entrevista dada ao Burgueseiro.

Mas o pré-candidato do PMDB não deveria ser o vereador Mauro Pereira (PMDB)? Não. Pois se trata, neste caso, do baixo clero do partido. A líder do governo e agora Presidenta da Câmara de Vereadores, Geni Peteffi, não banca Mauro para nada, nem síndico de prédio.

Mauro, porém, pode contar com a solidariedade do colunista do Mirante do Burgueseiro e de uma comoção que está se formando na cidade em torno do seu nome. Já existe até mobilização no Facebook: PMDB, dê uma chance pro Mauro!

Pobre Mauro Pereira. Nem todo Secretário de Obras vira Prefeito. Mas o jus esperniandi está valendo... de repente lhe renda a Chefia de Gabinete na próxima.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Presentão de Natal: Passagem de ônibus vai aumentar

Novamente a prefeitura de Caxias do Sul juntamente com a Visate preparam um presentão de Natal para a população. Ficamos sabendo hoje que está marcado para o dia 22 de dezembro, quinta feira, a reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes, CMTT, que tem como pauta a "revisão tarifária do transporte coletivo urbano de Caxias do Sul", um eufemismo para reajuste de preços.

Como no ano passado o reajuste está sendo discutido no fechar do ano, nas vésperas do Natal. No ano passado foi no dia 23 de dezembro. Ainda não se sabe o índice que será proposto, mas, a boca pequena, dizem que o valor da passagem irá para R$ 2,75 (um pouco menos, um pouco mais). Isso dá um reajuste de quase 10%, bem acima da inflação.

O que não dá para entender nessa discussão é o motivo para ela acontecer sempre no final do ano. O processo de revisão tarifária é um calhamaço de dezenas de páginas e, sempre, são analisadas confiando no voto do relator, por que ninguém consegue analisar tudo na hora.

Já está na hora dessa discussão ser feita de outra forma. Desse jeito a população fica refém de uma decisão que ninguém consegue acompanhar.

Polentinhas: A comitiva em Brasília

Um leitor nos mandou um twitter comentando sobre a Comitiva da Festa da Uva, que esteve ontem em Brasília. A comitiva era formada pelo prefeito Sartori e a deputada estadual, Maria Helena Sartori; pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Daneluz; Secretário da Cultura, Antonio Feldmann; Secretário de Turismo, Jaison Barbosa; as Soberanas Roberta Veber Toscan, Aline Casagrande e Kelin Zanette e o casal presidente (!!!) Gelson e Gládis Palavro.

As ponderações do nosso leitor eram:

1 - Era preciso uma comitiva tão grande assim? Oficialmente ela tem 10 pessoas (que constam no protocolo), mas deve ter pelo menos mais uma meia dúzia entre fotógrafo, assistentes e coisa que o valha;

2 - Caxias sofreu grandes prejuízos, R$ 20 milhões segundo a prefeitura, com a chuva de granizo e até agora não houve nenhuma ação prática, por parte da prefeitura para auxiliar as famílias atingidas. Esse não seria o momento do prefeito agir ao invés de ficar sorrindo para as câmeras?

3 - Como o prefeito e o presidente da câmara não estavam em Caxias (e não temos vice prefeito), quem ficou no comando da prefeitura? Tá certo que hoje, com a tecnologia pode-se resolver qualquer problema a distância, mas é um boa pergunta que, em outros tempos, já gerou grandes debates.

Não queremos desprestigiar a Festa da Uva, nem qualquer outra festa que acontece na nossa cidade e recebe muito menos dinheiro do que essa. Mas, exatamente, por ela consumir grandes quantias de recursos é que eles precisam ser feito de maneira bem transparente, não acham?

MPF/RS ajuíza ação improbidade contra prefeito de Canela e pede seu afastamento

Fonte: Assessoria de Comunicação/Procuradoria da República no Rio Grande do Sul

O procurador da República no Município de Caxias do Sul Fabiano de Moraes ingressou na Justiça Federal com ação de improbidade administrativa contra onze réus, entre os quais o prefeito de Canela, Constantino Orsolin (PMDB); a empresa Monterry Montagem de Stands Ltda, o secretário municipal de Obras Alcyr Francisco Stacke, o assessor jurídico, Wagner Adilson Kock, e o coordenador da Defesa Civil, Sandro Cazzanelli, por malversação de verbas públicas federais. O procurador da República pede o afastamento cautelar do prefeito, do secretário de Obras e do assessor jurídico "para assegurar uma instrução processual correta e livre de qualquer interferência indevida".

Dinheiro repassado pelo governo federal não teria ido para
quem mais precisava


Em julho de 2010, o Ministério da Integração Nacional, através da Secretaria Nacional de Defesa Civil, repassou para a prefeitura de Canela R$ 7 milhões, em decorrência de situação de emergência decretada no município, após passagem de tornado e chuvas fortes. A apuração das irregularidades pelo Ministério Público Federal, foi concluída a partir de documentação encaminhada por CPI instaurada na Câmara de Vereadores de Canela e de inquérito civil público remetido pela Promotoria de Justiça do município. A investigação demonstrou a ocorrência de diversas irregularidades nos contratos firmados com a empresa Monterry, contratada com dispensa de licitação.

A empresa, segundo o procurador da República, não possuía qualificação técnica necessária, já que não era do ramo de construção civil, mas de montagem de stands. “O relatório de áreas atingidas pelo desastre natural, encaminhado pela Prefeitura de Canela à Secretaria Nacional de Defesa Civil”, destaca Fabiano de Moraes, “não refletia a realidade do Município, sendo que obras foram realizadas em áreas que não haviam sido atingidas pelo tornado, entre outras irregularidades”.

Entre os inúmeros indícios que reforçam a existência de irregularidades está a falta de preparo da empresa para realizar as obras ajustadas, constatada pela péssima qualidade das casas que estavam sendo construídas e a demora para construção e entrega prejudicando a população atingida pela intempérie, a irregularidade dos adiantamentos de pagamentos feitos, sem que houvesse qualquer contrapartida por parte da empresa e o ajuste para reconstrução e reformas em localidadesdo município que não haviam sido atingidas pelas chuvas e ventos do dia 21 de julho de 2010.

De acordo com o procurador da República, entre as penas previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; o ressarcimento integral do dano; a perda da função pública; a suspensão dos direitos políticos; o pagamento de multa civil, além da proibição decontratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

A ação corre na Justiça Federal sob o número 5013833-84.2011.4.04.7107.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O cheque em branco foi descontado

O temor, de uma parte dos vereadores, se concretizou. No final do ano passado um projeto enviado pelo Governo Sartori criou uma taxa para o Fundo Municipal de Recursos Hídricos, FMRH. A taxa variava de R$ 4,32 a R$ 23,16 dependendo o tipo do imóvel. O Fundo serviria, segundo o governo, para aquisição de áreas e para preservação dos mananciais de água de Caxias do Sul. Na época somente quatro vereadores votaram contra a proposta, argumentando, o que se mostrou ser verdadeiro, que o projeto era um cheque em branco ao executivo para usar o recurso como bem quisesse. Na época as vereadoras Ana Corso (PT), Denise Pessoa (PT) e os vereadores Rodrigo Beltrão (PT) e Daniel Guerra (PSDB), votaram contrários a essa taxa.

E não é que um ano depois começa a aparecer o real motivo do tal fundo! Nesse ano, nas últimas sessões do ano, o executivo enviou um novo projeto que altera, novamente, o Fundo. Dessa vez a proposta do governo Sartori é a inclusão de mais um inciso na lei para que o Fundo também sirva para pagamento de amortizações e juros contraídos pelo SAMAE.

Em resumo os recursos serão usados para financiar as obras do Marrecas. A represa demonstrou ser um sumidouro de dinheiro. Orçada, inicialmente, em R$ 130 milhões já foram gastos mais de R$ 200 milhões. Se isso não bastasse as obras estão embargadas, pela justiça, por irregularidades nas licenças ambientais.

Outra polêmica envolvida é sobre as desapropriações. Somente agora, no final de ano, elas foram apreciadas pela Câmara de Vereadores, quando os valores já foram pagos aos proprietários.

De abril até agora, segundo o Portal Transparência, o FMRH já arrecadou mais de R$ 6,1 milhões. A previsão é que para 2012 a arrecadação seja de R$ 10 milhões. Todo esse recurso será usado pelo SAMAE, para pagamento de juros e amortizações. Para o que era seu destino inicial, nenhum valor será usado, pelo menos por enquanto.

Mesmo com a promessa da vereadora Geni Peteffi de que o SAMAE recomporá, ao Fundo, o valor que usar agora, ela está fazendo uma promessa para o futuro, algo que já não cumpriu. Pior ainda, caberá ao próximo governo, independente de quem seja, recompor esse Fundo, ou não.

A contradição maior é que os mesmos vereadores que dão discurso contra a criação de impostos, criaram, sem pestanejar um novo imposto e estão usando ele para cobrir a má gerência da máquina pública. Santa contradição!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Brasil é a 6ª potência mundial

Publicado originalmente em Exame Expresso.


Brasil ultrapassará a Alemanha em 2020
O Reino Unido já não é a 6ª maior potência económica do mundo, tendo sido ultrapassado pelo Brasil, que passou a ter este ano o sexto maior produto interno bruto (PIB) medido em dólares à taxa de câmbio corrente.

A informação é da empresa de consultadoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), confirmando assim, e antecipando, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2011.

Tanto o FMI como a EIU e o Business Monitor International (BMI) haviam previsto que o Brasil ultrapassaria até ao final do ano o Reino Unido, passando a ocupar o lugar de sexta maior economia mundial.

De acordo com as projeções da EIU, o Brasil perderá a 6ª posição para a Índia em 2013 mas voltará a recuperar o lugar no ranking em 2014, ano do Mundial de Futebol, ao ultrapassar a França.

PIB cresce acima dos países ricos

A diferença do PIB estimado para o Brasil até ao final do ano - 2,44 mil milhões de dólares (mesmo considerada a redução da projeção de crescimento de 3,5% para 3%) e o PIB do Reino Unido (2,41 mil milhões, com crescimento de 0,7%) é de 1,2%, diferença que poderá facilmente triplicar.

Segundo o jornal "Folha de São Paulo", a subida do Brasil no ranking das maiores economias do mundo deve-se à crise dos países desenvovlidos. De acordo com a agência Terra, a tendência de ascensão dos países emergentes era esperada por especialistas há anos, mas acentuou-se devido à crise global.

A EIU refere que o Brasil continuará a subir no ranking das grandes potências, de modo a que até ao fim da década - de acordo com as projeções - o PIB brasileiro será maior do que o de todos os países europeus.

Segundo o "The Word Economy", de Angus Maddison, em 1820 o PIB britânico, sem as colónias, era 12,4 vezes maior do que o do Brasil; em 1870 era 14,3 vezes superior; e em 1913, 11,7 vezes mais elevado.

Em 2009, o PIB do Brasil ultrapassou os do Canadá e Espanha, passando a ser o oitavo do mundo, e em 2010 ultrapassou o de Itália.

De acordo com a "Folha", o crescimento do PIB que coloca o Brasil em posição favorável en relação às maiores economias mundiais é influenciado também pelo aquecimento da economia em 2010, pautada por uma política monetária de estímulo ao consumo - com uma série de subsídios e isenções de impostos iniciada no pós-crise.

"Enquanto a maioria das economias desenvolvidas ainda gatinhava na recuperação, o Brasil registou no ano passado o maior crescimento desde 1986, chegando a 7,5%. Em 2009, no entanto, a variação da economia brasileira foi negativa."

O jornal ressalta, ainda, que houve uma desaceleração na relação trimestral este ano, influenciada pela contenção do crédito, da valorização do câmbio, de juros mais elevados e do consequente arrefecimento da indústria provocado por estes fatores.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mais um caso de favorecimento de parentes na prefeitura de Caxias do Sul

Mais um caso de nepotismo é descoberto na Prefeitura de Caxias do Sul esse ano. O primeiro foi a contração, pela presidente da FAS Maria de Lourdes Grison, da empresa de seu filho para prestação de serviços a fundação (leia aqui). Na sequência uma CC da Secretaria de Obras, Marta Elena Todero Sartor, contratava a empresa do marido, do pai e do irmão (leia aqui). E hoje, talvez não por último, O Caxiense revela que outro CC da Prefeitura, lotado na Secretaria de Turismo, Saulo Velasco, contrata a esposa e a cunhada para prestação de serviços à Secretaria.

Segundo a reportagem da Revista, as duas receberam, juntas, R$ 5,5 mil em serviços terceirizados. Mas a cara de pau dos CCs do Sartori é tanta, mas tanta, que eles não tem mais vergonha de dar desculpas esfarrapadas. O titular da pasta, Jaison Barbosa (PDT), diz, por exemplo, que a seleção dos contratados não é feita de maneira "preconceituosa", o que no caso significa: Pode contratar a parentada.

A desculpa do Saulo Velasco é ainda pior: “Ninguém pode ser punido por ser esposo ou irmão de alguém”. O que se quer não é punição e sim o cumprimento da lei, ou seja, do Artigo 106 da Lei Orgânica no município que proíbe a contratação de parentes até terceiro grau.

Se alguém precisa ser punido é o Jaison e o Saulo, por mal uso do dinheiro público. Será que isso vai acabar em pizza novamente?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

História Sem Fim nº 2.012

O número do filme, ou melhor, da novela, é apenas simbólico. O que importa é que o Tribunal de Justiça julgará apenas no ano que vem a legalidade da greve dos médicos em Caxias.

Estava quase lá. O julgamento dos processos no Tribunal de Justiça é feito por uma turma de três desembargadores. Dois deles já proferiram seu voto na ação judicial proposta pela Prefeitura, considerando a greve dos médicos ilegal. Porém, o terceiro desembargador pediu vistas do processo e assim, como não há mais sessões neste ano, ficou a decisão final para 2012. Apesar de já se saber o resultado, medidas efetivas ficarão adiadas.

Aliás, passados os oito meses de greve, não há sinais de que se possa alcançar uma solução tão cedo, mesmo que seja declarada a ilegalidade da greve. Ao menos não nesta administração. Esta é a constatação também do "sensato" presidente do Sindicato dos Médicos, Marlonei dos Santos: "A greve só acaba quando mudar o prefeito". Essa fala demonstraria que há  alguma adversidade pessoal com Sartori ou que ele sabe o prefeito que tem? Ou as duas coisas?

E, para finalizar, a prova de que a Secretária da Saúde e o Governo Sartori estão longe de querer resolver o impasse. Esta semana, a secretária Maria do Rosário Antoniazzi declarou que Caxias é a cidade que melhor paga seus médicos depois de Curitiba. Mentira deslavada! O salário inicial para o cargo de médico em Caxias é de cerca de R$ 2,5 mil para 20 horas semanais. Confira alguns salários de médicos que estão sendo contratados em diversas cidades do estado (fonte: pciconcursos.com.br):

Nova Petrópolis: R$ 7.133,08 - 40 horas semanais
Nova Prata: R$ 9.720,00 - 40 horas semanais
Portão: R$ 8.800,00 - 40 horas semanais

Na verdade, a gente já sabe o fim dessa história!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Polentinhas: Renato Oliveira precisa decidir de que lado está

Não sei se é pragmatismo, carreirismo ou foi pressão de cima, mas ao lançar sua candidatura a vice-presidente da Câmara, o vereador Renato de Oliveira (PCdoB), fez mexer a frágil dinâmica das forças políticas dentro do parlamento.

Com a eleição, quase certa, da vereadora Geni Peterri (PMDB), como presidenta. A disputa pela vice ganhou notoriedade. O primeiro movimento partiu do PT ao lançar o vereador Rodrigo Beltrão, que, segundo informações, estaria muito próximo de conseguir os votos necessários. Inclusive, Beltrão, tem um voto aberto do vereador Mauro Pereira (PMDB).

Mas entra um elemento novo, a candidatura de Renato Oliveira. Esse movimento pode fazer com que a bancada governista fique com a maior parte dos cargos da mesa sepultando a ideia de "mesa pluripartidária". Se fosse pela lógica as maiores bancadas teriam direito aos cargos de direção. PMDB e PT tem as maiores bancadas e, na prática, compuseram a mesa diretora nas principais posições apenas esse ano.

A composição da mesa diretora da Câmara é importante por que é de lá que sai as pautas de votação e o dia a dia do parlamento. Também é um espaço de bastante visibilidade. Parece que o PCdoB quer tentar beliscar um pouquinho dessa visibilidade pensando nas eleições de 2012, ou é o próprio vereador que, preocupado com a reeleição, quer ter o máximo de exposição possível.

O problema de ficar jogando para o lado da bancada governista numa hora, na oposição em outra é de perder a credibilidade nos dois lados. Como dizem: "Passarinho em cima do muro leva pedrada dos dois lados".

Hospital de Campanha? Campanha da Enganação!

O caos na saúde em Caxias do Sul se arrasta há anos e se agravou após a greve dos médicos, que se arrasta há oito meses. Se não bastasse o calvário que a população tem passado, infelizmente nos defrontamos com situações esdrúxulas, pra pegar leve com a gestora da saúde na cidade, Maria do Rosário Antoniazzi.

Em agosto deste ano Caxias recebeu um hospital de campanha, que fica localizado junto ao antigo seminário dos irmãos paulinos. O complexo, localizado no Bairro São Ciro, conta com cerca de oito hectares de área e, inicalmente, abrigaria todos os residenciais terapêuticos da cidade, que seriam geridos pelo Grupo Fátima. Após intensa mobilização social, a ideia foi abandonada e o espaço ficou vazio. Assim, o prédio acabou abrigando apenas um Caps (Centro de Apoio Psicossocial).

Com a ideia do hospital de campanha, que foi criado para atender em especial ao aumento da demanda dos casos de gripe H1N1, o espaço do antigo seminário pode ser ocupado e a Associação Virvi Ramos (Grupo Fátima) recebeu mais uma terceirização do município. Coicindentemente, a associação está em intensa luta para manter sua filantropia e o Governo Sartori está firme nessa parceria, tanto que também passou para o grupo os serviços de oftalmologia do SUS e de exames laboratoriais.

Mas, voltando ao hospital de campanha, a previsão é que os serviços sejam mantidos até março de 2012. O Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) tentou interditar o hospital porque ele não foi registrado junto ao conelho e não conta com equipamentos imprescindíveis para atendimentos de urgências e emergências. Segundo relatos de profissionais da saúde que atuam no SUS, o hospital de campanha é uma piada. O serviço não atende pessoas em estado grave, não conta com a equipe de médicos e enfermeiros prometidos pela Secretária da Saúde e não tem equipamentos básicos, como oxigênio. E, o mais chocante, durante os quatro meses em que esteve aberto, o hospital nunca teve sua lotação preenchida. Pelo contrário, a média de ocupação é de cerca de 10 leitos por mês.

Quanto custa a brincadeira aos cofres do município? Apenas R$ 210 mil por mês! Até março. Já foram para o ralo R$ 840 mil, para um atendimento pífio!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana, por Jorge Furtado

Jorge Furtado é um dos principais cineastas brasileiros. Diretor, produtor, fundador da Casa de Cinema de Porto Alegre é reconhecido dentro e fora do Brasil. Entre seus filmes estão: O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara e Saneamento Básico, o Filme. Furtado publicou o texto abaixo no Blog da Casa de Cinema de Porto Alegre. Como esse assunto não saiu em nenhum jornal, nem de Caxias, nem do resto do Brasil achamos importante compartilhar com os nossos leitores.

Terminei de ler o extraordinário trabalho jornalístico de Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”, (Geração Editorial), o livro mais importante do ano. Para quem acompanha a vida política do país através de alguns blogs e da revista Carta Capital, não há grandes novidades além dos documentos que comprovam o que já se sabia: a privatização no Brasil, comandada pelo governo tucano, foi a maior roubalheira da história da república. O grande mérito do livro de Amaury é a síntese que faz da rapinagem e a base factual de suas afirmações, amparadas em documentos, todos públicos. Como bom jornalista, Amaury economiza nos adjetivos e esbanja conhecimento sobre o seu tema: o mundo dos crimes financeiros.

A reportagem de Amaury esclarece em detalhes como os protagonistas da privataria tucana enriqueceram saqueando o país. De um lado, no governo, vendendo o patrimônio público a preço de banana. Do outro, no mercado, comprando as empresas e garantindo vida mansa aos netos. Entre as duas pontas, os lavadores de dinheiro, suas conexões com a mídia e com o mundo político.

Os personagens principais da maracutaia, fartamente documentada, são gente do alto tucanato: Ricardo Sérgio de Oliveira (senhor dos caminhos das off-shores caribenhas, usadas pela turma para esquentar o dinheiro), Gregório Marin Preciado (sócio de José Serra), Alexandre Bourgeois (genro de José Serra), a filha de Serra, Verônica (cuja off-shore caribenha, em sociedade com Verônica Dantas, lavou pelo menos 5 milhões de dólares), o próprio José Serra e o indefectível Daniel Dantas. Mas o livro tem também informações comprometedoras sobre o comportamento de petistas (Ruy Falcão e Antonio Palocci), sobre Ricardo Teixeira e sobre vários jornalistas.

A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, numa off-shore caribenha.

Alguns destaques do livro:

As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas off-shore, "a grande lavanderia", pág. 43.

Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.

Sobre o grande sucesso "No limite da irresponsabilidade", na voz de Ricardo Sérgio, pág. 73.

Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.

Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.

Como Daniel Dantas (de olho no fundo Previ, comandado pelo governo) usou sua imprensa para ameaçar José Serra, pág. 183.

A divertida sopa-de-nomes das empresas off-shore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.

Os grandes personagens do sub-mundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.

Um perfeito resumo do que realmente aconteceu na noite dos aloprados, no Hotel Ibis, em São Paulo, pág. 282.

Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.

Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314.

Sobre para-jornalistas que acabam entregando suas fontes e sobre fontes que confiam em para-jornalistas, pág. 325.

O índice remissivo e a quantidade de dados que o livro de Amaury apresenta já o tornaria uma peça obrigatória na biblioteca de quem pretende entender o Brasil. Mas "A Privataria Tucana" também lança um constrangedor holofote sobre a grande imprensa brasileira, gritamente pró-serra, que é cúmplice, ao menos por omissão, da roubalheira que tornou o país mais pobre e alguns ricos ainda mais ricos.

Imagine você o que esta imprensa – que gasta dúzias de manchetes e longos programas de debate na televisão numa tapioca de 8 reais ou em calúnias proferidas por criminosos conhecidos - diria se um filho de Lula, Dilma ou qualquer petista fosse réu em processo criminal de quebra de sigilo bancário. Segundo o livro de Amaury (e os documentos que ele traz) a filha de José Serra é ré em processo criminal por quebra de sigilo bancário. (p. 278)

O ensurdecedor silêncio dos grandes jornais e programas jornalísticos sobre o livro “A privataria tucana” é um daqueles momentos que nos faz sentir vergonha pelo outro. A imprensa, que não perde a chance - com razão - de exigir liberdade para informar, emudece quando a verdade contraria seus interesses empresariais e/ou o bom humor de seus grandes anunciantes. Onde estão as manchetes escandalosas, as charges de humor duvidoso, os editoriais inflamados sobre a moralidade pública? Afinal, cadê o moralista que estava aqui?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

RBS lança segundo Guia da Ética e defende monopólio do controle da informação


Artigo publicado originalmente no Blog RS Urgente

O Grupo RBS está preparando um carnaval de fim de ano para o lançamento do seu “Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística”. É o segundo “Guia de Ética” que a RBS lança nos últimos anos. O primeiro, intitulado “Guia de Ética e Responsabilidade Social do Grupo RBS” consiste em um “conjunto de orientações éticas e editoriais” destinado a “proporcionar aos colaboradores do Grupo RBS o conhecimento dos valores da empresa, assim como sua aplicação prática em situações de trabalho”. Publicado em 2004, o primeiro Guia de Ética é apresentado como uma “síntese de um processo de auto-regulamentação que vem sendo aperfeiçoado pela RBS desde sua fundação”.
Agora, a RBS lança um novo Guia de Ética associado ao tema da regulamentação. Nesta quinta-feira, o site do jornal Zero Hora antecipa editorial que será publicado no domingo e pergunta aos leitores: “Você concorda com o editorial que defende a autorregulamentação jornalística como direito do público?” Alguns comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa de domingo.
O editorial afirma:
“Por considerar a liberdade de expressão uma conquista inerente às democracias e por defender o uso responsável deste direito como forma de promoção do ser humano e de desenvolvimento das sociedades, o Grupo RBS rejeita qualquer tipo de controle da informação”.
A não ser é claro o controle da informação exercido pelo próprio Grupo RBS, que chama isso de “auto-regulamentação jornalística”.
Cabe lembrar dez episódios mais ou menos recentes onde o Grupo RBS colocou em prática a sua concepção de “auto-regulamentação jornalística” e rejeitou qualquer tipo de “controle da informação”, em geral pela prática da omissão:
1. O uso privilegiado, por alguns jornalistas, durante o governo Yeda Crusius, de senhas exclusivas de agentes do Estado para acessar o Sistema Integrado de Consultas da Secretaria de Segurança Pública. O nome desses jornalistas não veio a público pois o processo corre em segredo de justiça. A RBS já ingressou na Justiça diversas vezes para quebrar sigilos de processos invocando o interesse público. Se esse pedido é negado, denuncia imediatamente cerceamento da liberdade de imprensa. Neste caso, curiosamente não há tal interesse.
2. A existência de um braço midiático da fraude do Detran denunciado pelo Ministério Público Federal. Recordando o que diz a página 56 dessa denúncia:
“Os denunciados integrantes da quadrilha não descuidavam da imagem dos grupos familiares e empresariais, bem assim da vinculação com a imprensa. O grupo investia não apenas na imagem de seus integrantes, mas também na própria formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses, ou seja, aos projetos que objetivavam desenvolver. A busca de proximidade com jornais estaduais, aportes financeiros destinados a controlar jornais de interesse regional, freqüentes contratações de agências de publicidade e mesmo a formação de empresas destinadas à publicidade são comportamentos periféricos adotados pela quadrilha para enuviar a opinião pública, dificultar o controle social e lhes conferir aparente imagem de lisura e idoneidade”.
3. O assassinato do sindicalista Jair Antonio da Costa, em 2005, e do colono sem terra Eltom Brum da Silva, em 2009, que até hoje permanecem impunes. Alguém aí leu alguma reportagem investigativa sobre essas mortes, sobre quem eram essas pessoas e como ficou a vida de seus familiares e amigos depois da ação policial truculenta que tirou suas vidas?
4. O processo, por prática de monopólio, movimento por procuradores do Ministério Público Federal de Santa Catarina, contra o grupo RBS, no episódio envolvendo a compra do jornal A Notícia, de Joinville.
5. A participação da própria RBS no processo de privatização da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e de outras empresas de telecomunicação no Brasil.
6. Quanto a Gerdau já ganhou em isenções fiscais no RS?
7. Quanto dinheiro a Aracruz despejou em publicidade na mídia gaúcha prometendo uma nova era de desenvolvendo com as plantações de eucaliptos? A empresa se envolveu no cassino da especulação financeira com fundos derivativos e acabou quebrando.
8. A vida e os interesses da população pobre de Porto Alegre atingida por obras preparatórias à Copa do Mundo de 2014. A RBS fez um estardalhaço porque Porto Alegre “perdeu a Copa das Confederações” e só se preocupa com a situação do estádio Beira Rio. As pessoas comuns que já estão tendo suas vidas afetadas merecem tratamento mais do que secundário.
9. Quantos jornalistas da RBS já aproveitaram a exposição midiática massiva que tem nos veículos da empresa para se lançar na carreira política, contrariando expressamente o que está escrito no Código de Ética da empresa? Ana Amélia Lemos é apenas o exemplo mais recente.
10. Por que, em casos policiais, há um tratamento diferenciado se os envolvidos são pobres ou ricos. Recentemente, um caso envolvendo um jovem pobre de apelido Jundiá, acusado em um caso de estupro, teve ampla cobertura nos veículos do grupo. O mesmo não aconteceu quando um adolescente filho de um executivo do grupo em Santa Catarina esteve envolvido em um caso similar.
Todos os meios e espaços de comunicação exercem algum tipo de controle e seleção da informação. Menos a RBS, é claro, que se apresenta como expressão do interesse público e das cláusulas pétreas da Constituição. A mistificação ideológica cultivada diariamente por essa empresa está atingindo o nível do delírio.

No apagar das luzes aposentados e estudantes podem perder direitos em Caxias do Sul

Ontem tratamos, em primeira mão, da possibilidade de aprovação de uma mudança na Leio Orgânica do Município. Se aprovada a mudança nos artigos 163 e 164, pode reduzir, ou até acabar com gratuidades no transporte público de Caxias do Sul. Pela proposta que foi encaminhada pela Comissão Especial de Revisão da Lei Orgânica, a legislação sobre os descontos, e também da gratuidade, deverá ser feito por uma lei específica. Acontece que até agora a Prefeitura não enviou nenhum projeto de lei sobre o assunto.

Estudantes manifestaram contra a retirada de direitos
O receio dos estudantes e aposentados que estiveram presentes ontem na sessão da Câmara é que, saindo da Lei Orgânica, fique mais fácil modificar a lei para acabar com o benefício. O vereador do PSB, Eloi Frizzo, inclusive adiantou uma proposta onde defende que o passe livre para idosos de 60 a 65 anos (acima de 65 já está garantido por lei federal), seja apenas para pessoas com renda de até 5 salários mínimos.

Quanto a passagem estudantil, pode ser acrescentado um item que obriga a comprovação de freqüência escolar para adquirir a meia passagem de ônibus. Na verdade, atualmente, por falto de exigência da Prefeitura, a concessionária, Visate, já impõem grandes restrições para a compra das 75 passagens de ônibus (que está na Lei Orgânica), imagina se isso puder ser feito por uma lei depois?

O vereador Vinícius Ribeiro (PDT) tentou, na minha opinião em vão, justificar que a modificação dos artigos não era retirada de direitos. Para isso ele citou as outras legislações que falam sobre o tema como a 7.082/2009 que é, justamente, a que regulamenta a concessão dos transporte público. Na verdade a proposta defendida pelo vereador, desde o tempo que era Secretário dos Transportes, é que as gratuidades fossem diminuídas, e bastante. Uma proposta apresentada por Vinícius, em uma reunião da UAB, já apontava para a criação de critérios, principalmente de renda, para estudantes e maiores de 60 anos.

Pressão da Visate


Não é de hoje que a Visate pressiona para o fim das gratuidades. Como não consegue ver seus lucros aumentados com o valor da passagem, a empresa tenta, há anos, reduzir as gratuidades. Mas por que o alvo são aposentados e estudantes?

Porque são eles que usam ônibus. O sistema de transporte público não é reconhecido como eficiente pelos próprios empresários de Caxias do Sul. Prova disso é que a frota de ônibus particulares, que prestam serviços às empresas, é superior a da Visate. Sobra então 3 segmentos. O usuário convencional e esporádico, o estudante e o aposentado.  O primeiro já está resolvido e o peso da passagem não é tão relevante no seu orçamento já que o uso é esporádico. Os outros dois segmentos são os que mais utilizam o transporte público. Como a Visate não consegue transportar a massa de trabalhadores com eficiência a escolha, pelo mais fácil, é aumentar seus lucros tirando os descontos de estudantes e aposentados.

Por isso que a empresa faz lobby, e forte, junto aos vereadores e também junto às entidades de Caxias do Sul. Não é de hoje, por exemplo, a relação simbiótica que ela tem com a UAB. Há menos de 1 semana patrocinou um farto churrasco aos presidentes de bairro, com a justificativa, oficial, de que seria de divulgação da Festa da Uva, aham!

Para o Livro dos Recordes

O vereador Eloi Frizzo (PSB) disse ontem, durante a sessão, para justificar a redução das gratuidades para idosos que um usuário do passe livre usou 300 passagens em um mês. Resolvemos fazer as contas para ter certeza que a informação procede. Vamos partir de alguns princípios:

1 – O usuário pode gastar o passe livre durante 29 dias no mês (1 dia é passe livre para todo mundo);

2 – Você não pode usar o passe livre duas vezes na mesma volta, ou seja, não dá para passar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

3 – O tempo de duração da maioria das voltas, em Caxias é de mais de 30 minutos.

O nosso aposentado, portanto, usa mais de 10 passagens por dia. Para isso ele passaria quase 7 horas andando de ônibus, todos os dias de segunda a segunda, mais o tempo que ele perde na parada esperando o ônibus. Em resumo esse aposentado fica tanto tempo no coletivo quanto os trabalhadores da Visate. Difícil de acreditar não?

Para o ano que vem

O projeto só não foi aprovado ontem por que o vereador Mauro Pereira (PMDB) pediu adiamento (vistas) de 10 dias. Isso colocaria, teoricamente, a votação para ano que vem. Mas aí pode rolar uma malandragem, se o vereador devolver o projeto antes dos 10 dias ele pode ser votado, portanto, esperamos que não, pode haver surpresas.