segunda-feira, 30 de abril de 2012

“Passei a responder através dos blogs e das redes porque esta forma de colunismo é uma armadilha”

Em nota publicada neste domingo o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, respondeu à colunista política Rosane de Oliveira, do jornal Zero Hora, que neste domingo afirmou que o governador será “incoerente ou irresponsável” na solução para o tema do piso nacional do magistério. A nota afirma:


Pela segunda vez neste mês, um articulista de ZH utiliza o espaço do jornal para fazer ataques diretos a políticos do governo do Estado, reportando-se diretamente à pessoa do governador. Neste domingo, foi a vez da jornalista Rosane de Oliveira “sentenciar” que Tarso Genro será “incoerente ou irresponsável”, na solução para o pagamento do piso nacional do magistério. A colunista desconsidera o fato de que o governo da Unidade Popular Pelo Rio Grande adotou uma outra posição para retirar o estado da crise, que não a do governo anterior de criação do “déficit zero”, que diminuiu as funções do Estado, sucateou a administração pública e congelou salários.

Neste sábado, ao ler a coluna, quando voltava de mais uma edição da Interiorização de Governo, em Rio Grande, o governador fez algumas considerações sobre o novo episódio de ideologização da notícia, através do falseamento da verdade.

1- Sobre o Colunismo Político predominante
“É um certo tipo de colunismo político que ainda não se esgotou no país, mas que tende rapidamente a esgotar-se pela falta de credibilidade, pois ele vem perdendo a sua capacidade de transmitir informações e críticas fundadas. Ele perdeu a “fala” universal, que caracterizou os grandes colunistas políticos do país, com capacidade de informar e criticar com seriedade e passou a defender posições ideológicas dissimuladas, “adaptando” ou inventando os fatos, para contentar um público determinado –aquele que este tipo de jornalismo cativa, com seus malabarismos factuais e lugares comuns: os que adoraram as ideias do neoliberalismo que está levando a Europa à ruína e que, aqui, foram retratados no famoso “déficit” zero. Aliás, não é de graça que a colunista de política da Zero Hora é a mais saudosa do “déficit zero”, que não só paralisou o estado, mas aplicou um brutal arrocho salarial nos servidores, situação que agora estamos começando a reverter”.

2- As constantes criações de factóides e inverdades
“O mesmo estilo de jornalismo político que “define” que o governador será incoerente ou irresponsável, é o mesmo que inventou, por exemplo, que eu defendi uma posição contrária aos sistema de PPPs no caso da RS 10, quando, na verdade, defendi e defendo a PPP e tenho negociado com os prefeitos a adaptação para baratear a proposta. Nunca fui contrário a PPPs. O que sou contrário é que elas sejam apenas um negócio bom para as empresas e não atendam o interesse público. Sou, inclusive, um dos elaboradores da atual lei que rege as parcerias público-privadas no país, cuja redação foi comandada pelo Fernando Haddadd quando ele era Secretário do Ministério do Planejamento e eu era ministro do CDES, no primeiro governo Lula. Este tipo de jornalismo inventa, por exemplo, que prometi “mundos e fundos” para os servidores e que prometi pagar o piso dos professores imediatamente. Isso é uma deslavada inverdade, pois está gravado nos debates e está escrito numa carta remetida ao CPERS que nós criaríamos as condições para pagar o piso e que isto ocorreria de forma processual. Esta foi e é a minha posição.

Nunca prometi “mundos e fundos”, mas uma política de recuperação salarial que está sendo implementada, e que, aliás, está sendo criticada pela oposição, representada na coluna de ZH de domingo pelo presidente do PP e ex-secretário de Relações Institucionais do governo anterior, Celso Bernardi. Este jornalismo, recentemente, também inventou que a nossa proposta de aumento para uma parte da categoria dos professores era a mesma da governadora Yeda. E o fez rapidamente, sem ter a mínima noção do que é uma transação judicial. Omitiu deliberadamente que a posição do governo não exigiu nenhuma renúncia de direito pelos servidores do magistério; que a nossa posição não retira a proposta de alcançar o piso até 2014; que ela não exigiu a alteração do “quadro de carreira” e que o aumento atual constituiu-se, apenas, em mais um aumento -um adiantamento de aumento ao magistério. Ao dizer isso -que a nossa proposta era igual a da governadora Yeda- a colunista revela duas coisas: primeiro, que não se informou sobre o que estava acontecendo e, segundo, que se apressou a forjar uma suposta informação que confirmaria a nossa “incoerência”. Na verdade, quando ela fala em incoerência, quer é lembrar que o bom era o “déficit zero”. Por isso sua análise das nossas medidas salariais envolve dois extremos: critica os aumentos excessivos aos servidores e diz, ao mesmo tempo, que os aumentos -no caso dos professores- são insatisfatórios”.

3- Sobre a estratégia, pouco compreendida ou não aceita pela oposição ao nosso governo, de consolidar o Estado como indutor do desenvolvimento ecônomico e social
“A nossa estratégia, até agora, está dando certo: usar os recursos próprios para reorganizar a máquina pública que estava destruída e melhorar os salários dos servidores; buscar recursos do Governo Federal para investimentos -inclusive através do recebimento da dívida da União com a CEEE; buscar financiamentos no BID, no Banco Mundial e no BNDES; aumentar, com meios técnicos adequados, as receitas sem aumentar impostos; estabelecer uma política de relações internacionais para atrair investimentos produtivos; retomar o crescimento no estado tendo como ponto de partida a base produtiva local, voltados para a renovação da nossa base tecnológica; fazer um “déficit” responsável sem cair na armadilha neoliberal de reduzir políticas de proteção e promoção social, deixando os pobres a ver navios”.

4- A utilização das redes socias e dos blogs para responder à grande mídia
“Eu passei a responder através dos “blogs” e das redes, porque esta forma de colunismo que estamos falando é, também, uma armadilha: constrói fatos para promover a sua visão de mundo, de Estado e de política, e também quer monopolizar o debate, frequentemente só publicando parte das respostas daqueles que são alvos da suas invenções. Quando se tratam de matérias que contam fatos verdadeiros e que pendem, sobre ela, uma interpretação política, ideológica ou econômica, acho adequado que se responda pelo próprio jornal, quando ele permite a resposta, como, aliás, é o caso da Zero Hora”.

5- Direito de resposta também em tom crítico
Tenho respeito pela colunista Rosane de Oliveira. Acho que ela cumpre rigorosamente o seu papel crítico, que é esperado pelo jornal a que serve, que, como sabemos, não pode ser considerado simpatizante do projeto que nós, do PT e da esquerda, representamos. Mas ela merece, da nossa parte, a atenção e respeito que temos com todas as forças políticas democráticas do estado. Nem acho que se trata de má-fé, mas de miopia ideológica: se os fatos não tem confirmado que o Tarso é incoerente, mas, ao contrário, tem confirmado que temos aplicado o nosso programa de governo de forma coerente, é preciso “adaptar” os fatos e repetir a acusação de incoerência para, ao final, consolidar uma “verdade” pela repetição. E também, imediatamente, para salvaguardar a defesa do “déficit zero”, que sempre foi apresentado pela colunista como um exemplo de boa gestão pública”.

6- Sugestão
“Assim como fui cobrado como governador, também defendo que a colunista seja mais responsável e não crie falsas incoerências ou irresponsabilidades. Recomendo à ela, por exemplo, que leia todas as colunas do falecido Carlos Castello Branco, do Márcio Moreira Alvez e do grande Newton Carlos, paradigmas da seriedade no jornalismo político”.

Coligação pró Alceu Barbosa Velho não está sendo construída sem crises

Decisão de apoiar Sartori fez
Golin deixar o PP
Diferente do que aconteceu com o atual prefeito a coligação de vários partidos em torno do nome de Alceu Barbosa Velho (PDT) e Antonio Feldmann (PMDB) não está sendo tranquila. A chapa que representa o continuísmo tem deixado desafetos ao longo do caminho.

Sartori reelegeu-se prefeito com uma união de 15 partidos. Muitos dele extremamente inexpressivos mas que serviram para aumentar o tempo de  rádio e tevê durante a campanha. Em troca receberam cargos no atual governo, muitos cargos. Além disso outros partidos "nanicos" foram criados aumentando ainda mais o loteamento da prefeitura.

Porém o que foi fácil, quatro anos atrás, tem se mostrado complexo nesse ano. A primeira resistência veio de "dentro de casa". Seguindo uma orientação nacional que exigia que o PMDB lançasse candidaturas próprias nas grandes cidades, Mauro Pereira colocou seu nome a disposição. Fritado, em banho-maria, pela direção partidária, Mauro sofreu duas derrotas, quase humilhantes, na Executiva e no Diretório. De bem com o conjunto dos filiados e mal na direção a candidatura de Mauro foi enterrada com pá de cal para dar passagem a Feldmann ser o candidato a vice de Alceu. Mauro saí profundamente magoado com a direção partidária desse episódio e fica a pergunta: Para onde vão migrar os 10% de intenção de votos que ele teria segundo a pesquisa do Correio do Povo?

Outra liderança do PMDB que sai bastante contrariada dessa decisão é o ex governador Germano Rigotto. Ele defendia a tese da candidatura própria no primeiro turno como forma de fortalecer o partido na cidade e no estado. De olho nas eleições de 2014, para governador, a estratégia seria justificada pois, uma candidatura própria, ajuda a marcar o número 15, do PMDB, junto ao eleitorado. Ajudaria, também, aos candidatos do PMDB na região nas cidades que não tem programa de teve. Ver o número do partido sempre fortalece o candidato local.

O PP define por Alceu mas vai rachado
A definição do PP em apoiar Alceu/Feldmann, tomada no sábado passado, deixou feridas também entre os progressistas. Ricardo Golin, defensor de uma aliança com o PT, que garantiria ao partido um nome de vice-prefeito, desfiliou-se do partido e saiu atirando: “Essas pessoas preferem manter tudo como está e garantir seus cargos. Inclusive, essas pessoas queriam que a votação fosse fechada, para não precisar se expor. Como foi aberta, ficou explícito que a garantia dos cargos era a maior motivação para votarem pelo apoio ao Alceu. Se apoiássemos a Marisa, também haveria oferta de cargos ao partido, mas pelo menos isso aconteceria com uma maior exposição da sigla. O PP é muito grande para participar das eleições apenas com candidatos a vereador”, disse Golin a Revista O Caxiense.

Golin se desfilia e leva um setor importante, não de filiados, mas te apoiadores, principalmente entre o empresariado local que fará falta aos candidatos progressistas a vereança. O PP vem, ano a ano, diminuindo sua bancada na Câmara. Em 1996 elegeram 3 vereadores, em 2000, 2; Nas eleições de 2004 apenas 1 eleito e na eleição passada, nenhum. Arlindo Bandeira, do PP, é suplente da coligação e uma das pessoas que detêm CC no governo Sartori, embora ninguém saiba dizer exatamente qual a sua função.

Apesar da pressão da direção PTB também deve confirmar apoio
Outro partido que deve confirmar apoio a Alceu/Feldmann é o PTB. Apesar da pressão que o partido recebe da direção nacional e estadual para o lançamento da candidatura própria o gosto pelos espaços políticos no governo Sartori deve falar mais alto. O maior sartorista dentro do PTB, Adiló Didomênico, seria a aposta da direção do partido, porém, ele não faria nada que prejudicasse seu "líder". Se essa decisão for tomada deixará uma figura importante do partido extremamente contrariada. O ex-prefeito Manuesto Serafini e Filho defende que o partido tenha candidatura própria no primeiro turno. Apesar de estar anos afastado da atuação política mais cotidiana, Mansueto ainda detém um nome com forte representação dentro de setores da cidade. Essa seria outra "personalidade" que não subiria no palanque de Alceu/Feldmann.

O G6 esfarelou
A candidatura de Milton Corlatti, DEM, parecia que ia formar uma grande ruptura num grupo chamado G6, composto por 6 partidos que coligaram na proporcional nas eleições passadas (DEM, PHS, PV, PMN, PR, PSC). Desses somente o PR tem alguma expressão com Edson Mano como secretário de Sartori. Só que, por um lado, a inabilidade política de Corlatti, e por outro a proposta de mais espaços, leia-se cargos, no governo acabou fazendo com que o G6, virasse G5. Perdeu o DEM que fica isolado numa candidatura a prefeito que talvez tenha o apoio do PSDB.

O PPS ia sair mas....
O PPS, ex-PCB, tinha aventado a possibilidade de coligar-se com o PCdoB que em anos passados faziam parte do mesmo partido. A possibilidade não vingou pois, de socialista, o PPS só preservou o nome. Extremamente pragmático a direção do PPS estava reclamando que 4 CCs era pouco, queria mais. Não sabemos se o PCdoB ofereceu algo, mas o risco de ficar sem nenhum deve ter pesado mais na balança dos ex-comunistas. Tão pragmático quanto é o PSB caxiense, que tem como dono, Eloi Frizzo. O suplente de vereador manda no partido que tem como presidente Adriano Boff, que teve uma passagem pouco memorável pelo movimento estudantil da UCS. Apesar de ser base do governo Tarso e tem o vice governador, o PSB caxiense não fica nem um pouco ruborizado de se coligar com o partido que é franca oposição ao governo estadual. Sobra pragmatismo, falta fidelidade partidária.

Por esses e outros movimentos é que talvez seja difícil para Sartori transferir seu prestígio para o candidato situacionista. É bom lembrar que a debandada de muitas lideranças partidárias, descontentes com a construção da candidatura Rigotto, em 1996, ocasionaram a eleição de Pepe Vargas. É esperar para ver.


domingo, 29 de abril de 2012

Veja tenta se defender atacando "discurso anti-imprensa"

Neste final de semana, a Veja socorreu-se do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem o “discurso anti-imprensa” teria perdido força com o vazamento do inquérito da operação Monte Carlo, que é quase comemorado pela publicação. Revista seleciona um trecho de uma conversa que supostamente a favoreceria e omite vários outros onde Carlinos Cachoeira parece ter uma insólita influência dentro da redação. As duas últimas capas da publicação, sobre homens altos e mulheres executivas, expõem desconforto editorial com o caso.

Por Marco Aurélio Weissheimer - Extraído da Agência Carta Maior

A revista Veja não consegue esconder seu desconforto, com a profusão e a natureza das citações que vem recebendo nas conversas interceptadas pela polícia com autorização judicial no curso das investigações lideradas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. As conversas e as citações indicam que Cachoeira parecia ter uma insólita influência dentro da redação da revista.

As duas últimas capas da publicação materializam o desconforto: na semana passada, uma antológica “reportagem” sobre as virtudes de ser alto; nesta, outra capa morna com as “lições das chefonas”, um perfil sobre executivas de grandes empresas. Na parte superior da capa, uma pequena chamada, em tom ameaçador, diz que Cachoeira pode “contar tudo o que sabe”. Em outros tempos (recentes), esta seria o destaque de capa. Por alguma razão não é, assim como não foi na semana anterior.

“Vamo detona aquele trem na Veja”, “vou dar (um documento) pro Policarpo. Policarpo vai detonar aquela associação, entendeu (...) Na quarta-feira conforme for a gente senta com o Policarpo”. Esses são trechos de uma conversa travada no dia 6 de junho de 2011, entre Carlinhos Cachoeira e um a pessoa ligada a ele chamada Claudio. “Policarpo” seria Policarpo Júnior, editor chefe da revista Veja em Brasília. Há vários trechos de conversas onde Carlinhos Cachoeira ou pessoas próximas a ele afirmam ter influência direta na definição de pautas da publicação da editora Abril.

Neste final de semana, a Veja socorreu-se do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem o “discurso anti-imprensa” teria perdido força com o vazamento do inquérito da operação Monte Carlo (publicado pelo site Brasil 247). “O vazamento do inquérito da operação Monte Carlo comprova que o suposto conluio entre a imprensa e a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira nunca passou de uma invenção de grupos hostis à liberdade de expressão – o que inclui setores do PT e seus aliados. A íntegra das investigações reforça o óbvio: o jornalismo investigativo cumpriu o seu papel sem se sujeitar à máfia”, diz a revista quase que comemorando o vazamento.

A interpretação da Veja é um tanto fantasiosa e agarra-se fundamentalmente a um dos trechos interceptados pela Polícia Federal, onde o senador Demóstenes Torres diz a Cachoeira que tentará “esvaziar os efeitos de uma reportagem de Veja sobre a empresa Delta, publicada há cerca de um ano”. As demais (e numerosas) referências à revista e a Policarpo são simplesmente ignoradas. Álvaro Dias diz que o “discurso anti-imprensa” perdeu força e não se fala mais no assunto. Essa é a ideia apresentada pelo site da revista neste sábado.

O “discurso anti-imprensa” ao qual Veja se refere resume-se na verdade à ela própria e ao suposto envolvimento de funcionários da empresa com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O restante da chamada “grande imprensa” até aqui mantém ruidoso silêncio sobre o caso.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Prefeituras que pagam cachês para artistas: a eterna polêmica

Polêmica tão garantida quanto aumento de salário de vereador é a contratação de artistas pelo poder público, principalmente quando sai os valores dos chachês. Se o artista for de "renome nacional" então a polêmica é aumentada. Dois fatores contribuem para isso. Um deles é culpa do próprio poder público que não fomenta a cultura em suas cidades e outro são os "produtores culturais" que aproveitam eventos como feiras para ganhar um troquinho extra. No meio disso ficam o artista e o contribuinte.

A mais recente polêmica envolveu a prefeitura de Bento Gonçalves e o cantor/escritor Gabriel, o pensador. Escolhido como patrono da 27ª Feira do Livro da cidade, foi firmado um acordo entre as partes que envolvia não só a participação de Gabriel na feira. Havia a aquisição para distribuição aos alunos de 2 mil livros, um show, custos de deslocamento e hospedagem da banda. Ao todo o valor do pacote era de R$ 170 mil.

Houve uma gritaria geral! Tinha desde artistas realmente preocupados com um investimento elevado em um único artista, que se dividido, poderia render muito mais culturalmente, até oportunistas de olho nas eleições municipais de outubro. A polêmica foi tão grande que levou Gabriel e a Prefeitura de Bento Gonçalves desistir do show e da distribuição de livros. Agora Gabriel, o pensador, será o patrono da Feira do Livro, onde fará palestras, gratuitamente. Se os livros são bons eu não sei. Se eram caros, talvez fossem. Mas sabemos que se investe pouco em cultura de um modo geral e, quando se investe, invariavelmente é dinheiro público. A iniciativa privada é só conversa.

Como foi o caso de Caxias do Sul. Na nossa cidade não houve um cachê tão grande na Feira do Livro, ou houve? Mas aqui se gastou um valor semelhante, R$ 100 mil, em um filme que quase ninguém viu. Vocês lembram da polêmica do patrocínio, para uma produtora de Porto Alegre, que iria fazer um filme sobre o centenário de Caxias? Então, no final de 2009 o Executivo mandou um projeto para a Câmara de Vereadores para uma doação de R$ 100 mil para uma produtora que estava fazendo um filme sobre o centenário de nossa cidade. O filme tinha Lei de Incentivo à Cultura Federal, porém não tinha conseguido captar dinheiro suficiente com a iniciativa privada, aí foram pedir socorro a prefeitura (viram como são as coisas?).

A proposta aprovada com larga margem de vantagem na Câmara concedia esse valor. A justificativa na época dadas pelo Secretário de Cultura, Antonio Feldmann (PMDB), eram espetaculares. O filme ficaria pronto para a Festa da Uva de 2010 (não ficou, nem para o aniversário de Caxias, só terminou no final do ano), ele seria exibido nos cinemas (foi uma curta temporada no GNC e no Ordovás), nos ônibus do expresso caxiense (alguém viu?) e até em aviões. Escolas, sindicatos, entidades, associações de moradores, etc, teriam cópias do filme (alguém recebeu). Era tão ufanista que quase teria uma cópia para cada família. No final o filme não ficou pronto no momento combinado e pouquíssima gente assistiu. E foram-se R$ 100 mil que poderia ter sido investidos em mais de 10 outros projetos culturais.

As situações são semelhantes mas o final da história foi diferente. Em Bento a classe cultural gritou (com razão ou não) e levou. Em Caxias a prefeitura passou o rolo compressor por cima da cultura e fez o que bem quis.

Em Santa Catarina dinheiro público para Paul MaCCartney
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A Santur é uma empresa pública de Santa Catarina e que entrou com a bagatela de R$ 800 mil, com inexibilidade de licitação, para que a RBS locasse o estádio do Avaí, a Ressacada, para o show do ex-beatle. A RBS (da Zero Hora, Pioneiro, Diário Catarinense entre mais de uma dezena de veículos que ela é dona) precisam de dinheiro público tão expressivo?



25% de aumento real para os vereadores: um absurdo que ainda não aconteceu


Os servidores municipais, assim como todas as categorias de trabalhadores, ano após ano travam brigas homéricas por reajustes salariais, por condições de trabalho dignas. Todos nós trabalhadores trocamos nossa força de trabalho e nosso tempo por dinheiro. Nada mais justo que reivindiquemos que essa troca seja justa, digna e rentável. Ainda mais em uma sociedade que se move em torno do dinheiro.

Para os agentes políticos, a situação não é tão diferente. Eles também vendem a sua força de trabalho. Mas, diferença é que tanto o Executivo quanto o Legislativo têm poder de decisão sobre a sua remuneração.

Enquanto os trabalhadores muitas vezes lutam por migalhas e pela reposição da inflação em seus salários, os vereadores possuem condições de trabalho, garantia do repasse da inflação e quase se autoconcederam na sessão desta quinta-feira um pequeno aumento real de 25%!

Já o Prefeito de Caxias e seus secretários, após receberem anualmente todos os reajustes que os servidores municipais receberam, inclusive seus ganhos reais, teriam seus salários reajustados para mais de R$ 22 mil e R$ 13 mil respectivamente. Ou seja, aumentos reais de mais 15 e 10%. Enquanto o Governo municipal deu aos servidores neste ano apenas 1,5% de ganho real.

Trata-se de uma verdadeira afronta à população que escolheu essas pessoas como seus representantes e espera, no mínimo, respeito e coerência.

O que também não pode passar em brancas nuvens é o discurso panfletário do Vereador Daniel Guerra (PSDB), que, como diz claramente, não depende do salário de vereador para viver e trabalharia "de graça". Com um discurso que "pega" no senso comum, o vereador desvirtua e desqualifica o debate, tornando-se um "herói". E sempre tem o ego inflado pelo "Burgueseiro".

Logicamente que a proposta apresentada na Câmara de um aumento fora dos padrões é revoltante. Portanto, pareceria mais sério se a proposta fosse de criar o 13º salário para os vereadores em vez de embutir seu valor nesse reajuste absurdo. Afinal, todos os trabalhadores têm direito ao 13º salário.

Depois do choque que a população caxiense levou com a notícia do projeto e das manifestações contrárias às autoconcessões de reajustes aos agentes políticos, os vereadores deram ouvidos à "opinião pública". Coincidentemente às vésperas da eleição municipal.

A Câmara já votou matérias muito mais desgastantes do que o reajuste de salários dos próprios vereadores. Já aprovou a taxa ilegal de água chamada Fundo Municipal de Recursos Hídricos; já deu R$ 100 mil para uma produtora de fora fazer um filme sobre Caxias que ninguém viu; já criou um trenzinho da alegria de incorporações; já mexeu nos direitos dos servidores e, apesar de muita pressão todas as vezes, nunca titubeou da proposta do Executivo.

No fim, quem ficou realmente mal na foto foi Elói Frizzo, que, isolado, foi o único que votou a favor do reajuste.

Será que teve gente que jogou para a torcida hoje? Será que o povo vai conseguir distinguir quem foi sincero?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Deputado caxiense votou junto com a bancada ruralista

A votação na noite de ontem encerrou o capítulo legislativo do novo Código Florestal. Tramitando por mais de 10 anos e, com muitas idas e vindas, precisou de uma grande pressão, principalmente vinda da "bancada ruralista" para que o projeto entrasse em votação. Na esteira disso veio também uma delapidação do código que protegia muito mais a moto serra do que o meio ambiente.

Perto do que poderia ter sido o texto que saiu da Câmara e foi emendado pelo Senado até que era um Frankestein ajeitadinho, mas aí veio o Relator Deputado Paulo Piau (PMDB-MG) que retirou os poucos avanços que tinham sido conquistados no Senado e, só não fez barbárie maior porque o regimento da Câmara não permitia.

O relatório era tão ruim que a orientação do governo Dilma era votar contra o relatório e pela manutenção do texto do Senado. A bancada ruralista teve mais força e conseguiu aprovar por 274 a 184 o texto do relator. A base do governo teve posições diversas. O PT orientou para votar pelo texto do Senado, o PMDB para o texto do relator, o PCdoB liberou seus deputados.

Dezessete deputados gaúchos, entre eles o caxiense Assis Melo (PCdoB) votaram com a bancada ruralista!

Entre as atrocidades aprovadas estão:
  • Anistia a produtores que desmataram florestas nas proximidades de rios 
  • Liberação das Áreas de Preservação Permanente em topos de morros para exploração. 
  • Áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. 
  • Retirou-se o conceito de área abandonada, prejudicando a possibilidade de reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.
O texto aprovado beneficia o latifundiário, o desmatador e não beneficia o agricultor familiar em nada. A escolha desse relatório é beneficiar o agronegócio e a especulação. 

Agora a expectativa é que a Presidenta Dilma vete partes do texto e que o veto não seja derrubado pelo Congresso. 

Veja como votou a bancada gaúcha: Aqui votar NÃO significava aprovar o texto do relator. Votar SIM era para manter o texto do Senado.

Marco Maia PT *
Onyx Lorenzoni DEM Não
Assis Melo PCdoB Não
Giovani Cherini PDT Não
Alceu Moreira PMDB Não
Darcísio Perondi PMDB Não
Eliseu Padilha PMDB Não
Osmar Terra PMDB Não
Afonso Hamm PP Não
Jeronimo Goergen PP Não
Renato Molling PP Não
Vilson Covatti PP Não
Luis Carlos Heinze PPP Não
Alexandre Roso PSB Não
Danrlei De Deus Hinterholz PSD Não
Nelson Marchezan Junior PSDB Não
Ronaldo Nogueira PTB Não
Sérgio Moraes PTB Não
Manuela D`ávila PCdoB Sim
Enio Bacci PDT Sim
Vieira da Cunha PDT Sim
José Stédile PSB Sim
Luiz Noé PSB Sim
Bohn Gass PT Sim
Fernando Marroni PT Sim
Henrique Fontana PT Sim
Marcon PT Sim
Paulo Ferreira PT Sim
Paulo Pimenta PT Sim
Ronaldo Zulke PT Sim
* Marco Maia por ser presidente da Câmara só vota em caso de empate

Governo Tarso anuncia o pagamento do valor do piso nacional do magistério



Atualizado, com mais informações às 19h28



Na manhã de hoje o chefe da Casa Cívil, Carlos Pestana e o Procurador-Geral de Justiça do RS, Eduardo de Lima Veiga, anunciaram o acordo entre o governo do estado e o Ministério Público, para o pagamento, ainda em abril do valor do Piso do Magistério.

O Piratini pagará o valor do piso de R$ 1.451 para jornada de 40 horas semanais enquanto não houver uma decisão definitiva da Justiça sobre uma ação civil pública ajuizada pelo MP sobre o pagamento do piso no Estado.

O valor será pago aos profissionais da categoria que trabalham 40 horas semanais, e proporcionalmente aos que trabalharem 20 horas semanais. "É um acordo em que ninguém perde e beneficiará mais de 20 mil professores", disse Pestana.

Cerca de 21 mil professores, que recebiam abaixo os piso receberão uma complementação até equipararem o valor. Esses professores são, principalmente, das categorias 1, 2, 3 e 4 do plano de carreira. Professores de nível superior (formados), que são mais de 80% do magistério, já ganham o piso.

O acerto entre o MP e o governo não interfere no plano de carreira dos servidores.

A presidente do CPERS, Rejane Oliveira, diz que a entidade recebe com cautela a proposta do governo. "A posição do CPERS é avaliar com o advogado do sindicato o acordo com o MP". A presidente também disse que estranhou que o governo não apresentou a proposta ao sindicato, mas fez acordo com o MP.

É piso ou não é?
Ao longo do dia uma série de questionamentos foram feitos em relação ao acordo entre o MP e o Governo Tarso. O repórter da rádio Gaúcha, André Machado, foi o primeiro a dizer que a proposta era a mesma que o governo Yeda tinha feito em 2009. Essa mesma linha de pensamento foi seguida pela colunista de Zero Hora, Rosane de Oliveira, e até por dirigentes sindicais.

A questão toda é que o Piso deveria incidir sobre o nível 1 do magistério (professores com formação de ensino médio) e a partir daí o plano de carreira vai elevando os salários dos outros níveis. Acontece que com a proposta acordada com o MP, um professor de nível 1 vai ganhar um valor próximo a um professor de nível 5 (que já ganha o piso). Hoje mais de 80% do magistério já ganha mais do que os R$ 1451.

Em nota o chefe da Casa Cívil, Carlos Pestana, discorda da comparação entre essa situação e o projeto enviado pelo governo Yeda. Diz a nota:

1. O projeto de Yeda previa o pagamento de R$ 1,5 mil como remuneração mínima dos professores, somando-se o básico e as vantagens individuais, como o adicional de tempo de serviço. O acordo proposto pelo governo Tarso prevê o pagamento da diferença entre o salário básico do professor e o piso nacional de R$ 1.451. 

2. Segundo Pestana, o projeto de Yeda beneficiava cerca de 3 mil professores com contracheques inferiores a R$ 1,5 mil. O atual beneficia 21 mil professores que recebem salário básico inferior a R$ 1.451.

3. Na interpretação do Palácio Piratini, o projeto de Yeda, por ser definitivo, acabava com o plano de carreira. O acordo firmado com o Ministério Público é provisório. O secretário reconhece, no entanto, que no início da carreira os professores do nível 1 (que só têm o Ensino Médio) terão no contracheque remuneração idêntica à do colega de nível 5 (com diploma de curso superior). Diz que o pagamento que está sendo feito agora servirá como adiantamento diante da futura decisão judicial sobre o pagamento do piso.

O Cpers foi contra a fórmula proposta por Yeda e rejeita essa que está sendo adotada por Tarso. O sindicato não aceita a eliminação da diferença entre os diferentes níveis do plano de carreira que ocorre na prática com o pagamento dessa parcela autônoma chamada pelo governo de completivo.

Primeira pesquisa mostra disputa acirrada para prefeitura de Caxias

Não era preciso ser um grande especialista para prever que as eleições para a prefeitura de Caxias do Sul seriam bastante apertadas. A pesquisa Correio do Povo/Methodus publicada hoje só veio confirmar essa previsão. A pesquisa apresentou dois cenários, estimulados, para os eleitores. No primeiro, com a candidata do PT sendo Marisa Formolo o quadro ficou assim:















No segundo cenário com Marcos Daneluz como candidato petista:














Nos dois cenários percebemos que a disputa tende a ser bastante acirrada. Porém a pesquisa traz alguns problemas:
1 - Não há a possibilidade de Marcos Daneluz ser o candidato do PT. A questão já foi fechada pelo partido que referendou o nome de Marisa Formolo.

2 - Mauro Pereira também não é candidato, apesar de aparecer bem nas pesquisas;

3 - Não há cogitação para Daniel Guerra ser candidato e também não foi incluído Luis Possamai do PSOL.

Com essas considerações, o cenário 1 é o mais perto da realidade. Nele temos um empate técnico entre Marisa Formolo (PT) e Alceu Barbosa Velho (PDT). Pela margem de erro da pesquisa (4,1 pontos percentuais para mais ou para menos) até Assis Melo (PCdoB) entra no páreo. Isso aponta para a existência de um segundo turno, podendo, inclusive, termos dois candidatos de oposição no segundo turno.

A dúvida que ficou é para onde iriam os votos de Mauro Pereira (PMDB) que podem colocar Alceu ou não  no segundo turno. Será que o eleitor de Mauro se sentiria traído pelo prefeito Sartori e daria o troco colocando Marisa e Assis no segundo turno?

A pesquisa também mostra a fraca receptividade da candidatura de Corlatti (DEM). Com seu estilo desagregador e também competindo com o toma-lá-da-cá de cargos da chapa situacionista, Corlatti corre o risco de disputar as eleições com chapa pura.

Para finalizar há a rejeição muito pequena dos candidatos. Os três principais nomes estão com índices de rejeição muito próximos. Marisa (22,3%), Assis (22,3%) e Alceu (18,5%). Porém 40,5% não rejeita nenhum, o que dá marges de crescimento muito grandes para qualquer um.

Geni: Seria o fim de um Reinado?


Todos sabem do poder que Geni representa na cidade e no PMDB. Afinal, são 24 anos como vereadora. Elegeu-se pela primeira vez em 1988, depois em 1992, 1996, 200, 2004 e por fim, 2008, quando fez 3.779 votos.

Geni tem muitas virtudes e soube muito bem lidar com o poder e mantê-lo em suas mãos. No último período, é a  personificação do Governo Sartori na Câmara de Vereadores. Com todo esse poder e credibilidade que os anos lhe concederam, Geni  fez e aconteceu no Legislativo e fora dele.

Porém, após 5 mandatos, os anos de dedicação política começam a pesar, assim como a idade. Foi matéria de jornal a vontade pessoal de Geni em ser Prefeita, nem que fosse por um dia. Como se o interesse público pudesse se render a vontades pessoais de agentes políticos a seu bel prazer.

Assim, pela segunda vez no ano, a vereadora Geni Peteffi vai realizar seu "sonho" de ser Prefeita por alguns dias enquanto o Prefeito José Ivo Sartori e o Secretário de Trânsito Edson Néspolo viajam ao Peru (acompanhados de suas esposas).

Sob os holofotes da imprensa, com direito a palmas e "vivas", o cargo foi transmitido e deixa também uma pulga atrás da orelha de muita gente:

Estaria a vereadora Geni assumindo a Prefeitura neste período para propositalmente ficar inelegível nessas eleições? Tentaria sair honrosamente da vida pública por motivos de saúde, mas também escapando de uma possível baixa votação, que vem se reduzindo eleição após eleição...

Essa é uma possibilidade levantada pelo promotor de justiça eleitoral, Rafael Festa, de que Geni não poderia ter assumido o cargo a partir do início de abril, ou seja, seis meses antes das eleições, tornando-se, possivelmente, inelegível.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Incentivo à agricultura ecológica agora é lei

Foi aprovado agora a noite o projeto de lei de autoria do vereador Rodrigo Beltrão (PT) que modifica a Lei Orgânica de Caxias e torna a Agricultura Ecológica prioridade na política agrícola do município. A proposta foi aprovada por unanimidade pela Câmara e propõe que o poder público, a partir de políticas de apoio ao produtor possa baratear o produto final da agricultura ecológica.

Segundo o vereador Beltrão "ao invés da produção em larga escala, é preferível o suficiente com qualidade", além disso torcemos que haja um aumento da demanda por alimentos livres de agrotóxicos. Diversos vereadores defenderam a proposta apontando necessidade de maior estímulo ao produtor, melhoria no escoamento da produção e também que a agricultura ecológica fosse componente prioritário na merenda escolar.

"A notícia chega no momento em que se aproxima o aniversário de 15 anos da Feira Ecológica e que o espaço clama por auxílio do Executivo municipal. Os produtores buscam apoio técnico e estrutural do poder público, já que a demanda por produtos orgânicos vem em um crescente nos últimos anos", afirma Beltrão. 

A aprovação desse projeto é de extrema importância pois pode colocar Caxias na linha de frente da produção de produtos ecológicos. Esse nicho de mercado cresce a cada dia e contribui, imensamente, para a preservação ambiental. Se a prefeitura desenvolver uma política agrícola que dê suporte e incentivo a produção de produtos sem agrotóxicos e, junto com isso, houver uma política de comercialização, essas ações vão mudar a vida no campo com muito mais impacto que cobrir as estradas de asfalto.

Empreiteira Delta contribuiu para a campanha eleitoral do PMDB de Caxias do Sul

Agora a pouco o Senador Pedro Simon (PMDB/RS) subiu a tribuna do Senado para falar sobre a CPI do Cachoeira. Simon que é conhecido por defender a ética do Rio Manpituba para o norte apenas deu declarações desencontradas que refletem, cada dia mais, que ele já devia ter se aposentado.

Simom ataca o ex-presidente Lula por dizer que Carlos Cachoeira é o mesmo do tempo do Lula. Isso é verdade em parte. Ele é o mesmo só que operava com o seu ex-companheiro de bravatas Demóstenes Torres (ex-DEM/GO). Mais incrível é que Simon criticava a CPI que investigou os desvios de R$ 44 milhões do Detran, no governo Yeda (PSDB), talvez por ela ser sua grande "parceira" no Rio Grande do Sul.

Simon chega a citar a emprenteira Delta dizendo:

"A Delta se transformou em pouco tempo na empreiteira campeã de obras do governo. Como isso aconteceu?"
Aí é que o Senador tropeça mais uma vez. Na Zero Hora de ontem a colunista Rosane Oliveira divulgou que a Delta doou, em 2004, R$ 240 mil para as campanhas do PMDB:

R$ 100.000,00 para o PMDB de Porto Alegre que tinha como candidato a prefeito, José Fogaça;
R$ 70.000,00 para o PMDB de Caxias do Sul que concorria com José Ivo Sartori;
R$ 70.000,00 para o PMDB de Santa Maria com Cesar Schirmer.

Com excessão do último, que perdeu as eleições, Sartori e Fogaça foram eleitos. A empreiteira também fez doações ao PT e provavelmente a outros partidos.

Além do mais, para retirar a ideia de que o governo faria uma "operação abafa" na CPI, a presidenta Dilma ordenou que o DNIT publicasse todas os contratos (ativos, encerrados e paralisados) da Delta com o Governo Federal (veja aqui).

PMDB Caxiense e a falsa moral

Acostumado a dizer que é diferente do "PMDB Nacional" a direção local, e a imprensa caxiense, nada falaram sobre a doação para a campanha Sartori por parte da Delta. Se a emprenteira é parte do esquema de corrupção e abastecia os cofres do Cachoeira e seus compadres, as doações para as três principais campanhas do PMDB gaúcho, na época, foram coisas normais?

O PMDB local acostumado a fazer ilações sobre prováveis casos de corrupção no governo federal silencia quando é exposto que recebeu doações de um dos envolvidos no escândalo. Talvez seja preocupação demais com o processo eleitora, talvez seja apenas vergonha.

Bulas de remédios com letras maiores e texto simples estão disponíveis na web

Fonte: Amanda Mendes / Web Rádio Saúde

As letras pequenas e os termos técnicos dificultam a leitura das bulas de remédios e podem interferir na forma correta da ingestão dos medicamentos. Mas esse problema pode ser facilmente resolvido acessando o Bulário Eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A página na internet conta com mais de 1.600 bulas de remédios, sendo que 600 delas seguem a nova norma da Anvisa, com textos maiores e simples.

A especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Anvisa, Flávia Cruz, conta que a ferramenta é uma fonte rápida e segura de consulta das bulas de medicamentos. Ela explica que o conteúdo pode ser acessado tanto por profissionais de saúde, como pela população em geral. “É uma ferramenta que possibilita a busca por bulas que passaram pela avaliação da Anvisa. Então é uma fonte segura de informação para a população. E é um espaço que permite acesso rápido à informações atualizadas. As alterações na bula visam tornar esse documento mais amigável para a população, para que ela cumpra com seu papel que é de trazer orientações para uso seguro do medicamento, orientações para pessoas sobre a forma de usar, como conservar.”

Além disso, ela destaca que as empresas de medicamentos têm a obrigação de oferecer os conteúdos das bulas para os deficientes físicos. “A partir do momento que ela coloca essa bula na embalagem, ela também tem que estar apta a disponibilizar essa bula para as pessoas portadoras de deficiência. São bulas em braile, áudio e fonte ampliada. Elas são enviadas para as pessoas quando solicitadas por telefone, pelo SAC da empresa. E atualmente, enquanto essa bula não está disponível, ela é obrigada a fazer a leitura, prestar as informações solicitadas pelo telefone.”

Neste mês o Bulário Eletrônico ganhou mais 135 bulas seguindo a nova norma da Anvisa, publicada em setembro de 2009.
A ferramenta está disponível na página da Agência, no endereço eletrônico: www.anvisa.gov.br/bularioeletronico.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Julgamento de José Serra está na fila antes do caso ‘mensalão’

Informações da Rede Brasil Atual

Apesar de as expectativas estarem voltadas a celeridade no julgamento do caso ‘mensalão’ , prometido para breve pelo novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto, outros processos de escândalos de corrupção seguem arquivados. Entre eles, o processo que se arrasta desde 2003 e envolve o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB) em um desvio de recursos do Banco Econômico.

Em termos de réus ilustres supera o chamado “mensalão”, e em termos de valores também. O rombo no Banco Econômico, socorrido com R$ 3 bilhões no âmbito do PROER, quando Serra era ministro do planejamento envolve praticamente toda a equipe econômica do governo FHC. Estão entre os envolvidos, o ex-ministro Pedro Malan, ex-ministro e banqueiro Ângelo Calmon de Sá e os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Loyola e Gustavo Franco.

A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, acatou a denúncia apontando dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.

O processo corre no TRF1-DF, e os detalhes da ação estão aqui, íntegra:

domingo, 22 de abril de 2012

Serra Gaúcha sedia 1º Fórum Social Empresarial



O 1º Fórum Social Empresarial (FSE) dedicado à temática da responsabilidade social das empresas será realizado na cidade de Bento Gonçalves-RS e prevê palestras e atividades de formação e capacitação com especialistas internacionais, mostra de cases, intercâmbio de experiências e rodadas de negócios.

O Fórum é promovido pelo grupo internacional de consultores da Responsability.Co, organização internacional sem fins lucrativos, que acumulam know-how e experiências práticas e metodológicas nos diversos campos da Responsabilidade Social.

“Entre os conceitos que o Fórum se propõe a difundir está o de que ser socialmente responsável se torna mais eficiente e mais barato para uma empresa, seja na gestão ou na fabricação de produtos. Isto vai ampliar a sua própria competitividade no mercado”, afirma um dos organizadores do evento, Jean Carbonera, CEO da Responsability.Co .

São co-organizadores a Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves (RS), o Centro da Indústria Comércio e Serviços de Bento Gonçalves, a União das Câmaras de Comércio do Vêneto (Unioncamere Veneto - Itália) e a Confederação das Empresas do Senegal. O evento conta com o patrocínio da Itaipu Binacional.

Entre os palestrantes já confirmados estão Aoua Bocar Ly-Tall, consultora da ONU sobre desenvolvimento Humano, Ornella Cilona, presidente do Comitê Italiano de Responsabilidade Social, e Efrain Peña, coordenador da Liga Mundial de Advogados Ambientalistas.

Resultado

Entre os principais resultados almejados pelo 1º Fórum Social Empresarial está a criação de uma rede internacional de empresas, pessoas e organizações para desenvolver e compartilhar experiências e práticas de RSE, bem como estabelecer novas relações comerciais entre empresas baseadas no fair trade (comércio justo).

O FSE é também uma ótima ocasião para mostrar as boas práticas adotadas pelas empresas que fazem a diferença para os trabalhadores e as comunidades onde a companhia desenvolve as suas atividades.

Torna-se ainda a oportunidade para se conhecer boas praticas administrativas, muitas vezes simples e criativas, que resultam em economia de tempo e dinheiro, poluem menos, protegem o ambiente, promovem os direitos humanos e dão mais satisfação aos colaboradores, às suas famílias, às comunidades.

Participantes

O FSE está voltado a empresas socialmente responsáveis ou interessadas em se tornar, especialistas em Responsabilidade Social, entidades públicas e privadas que prestam serviços de alto valor agregado e instituições ativas na promoção da RSE. Também está aberto à população em geral - homens e mulheres - sensíveis aos temas do desenvolvimento sustentável e do crescimento responsável.

O Brasil é destaque

O Brasil foi o escolhido para realização do I Fórum Social Empresarial por ser um dos países na vanguarda no tema da Responsabilidade Social e do Desenvolvimento Sustentável, tendo ocupado a presidência do grupo de trabalho que criou a norma ISO 26000, composto por 400 experts provenientes de quase 100 países.

A norma se diferencia das demais ISOs por ser autocertificável. Entre seus requisitos está que os integrantes da “cadeia de valor” seja integralmente responsável. A ISO 26000 é exigida aos participantes de licitações governamentais, na Itália, como também pela Petrobrás, aos seus fornecedores.

Serviço

1º Fórum Social Empresarial –

Data - 9 – 10 -11 de maio de 2012

Local - Casa das Artes e Hotel Dall´Onder

Bento Gonçalves – RS – Brasil

Público – População em Geral (gratuito)

Empresas, entidades públicas e privadas – adesão de R$ 1.200,00

(independente do número de participantes). Descontos para associados do

CIC Bento Gonçalves e CIC Caxias.

Mais informações e inscrições –  (54) 3238 6783 

sábado, 21 de abril de 2012

Luis Fernando Veríssimo e o aborto

Publicado originalmente com o título "Às entrenhas" em 19/04/2012 na Zero Hora

A questão da liberação ou não do aborto é uma questão antiga como a tragédia grega. Em Antígona, escrita séculos antes de Cristo, Sófocles já tratou do que é, no fundo, o que se discute hoje, os limites da intervenção do Estado na vida e nas crenças das pessoas. Antígona quer enterrar seu irmão, morto em guerra contra Tebas, e por isso condenado pelo rei de Tebas a permanecer insepulto.

A peça é sobre o confronto de Antígona com o rei Creon, do sentimento com a lei, do indivíduo com o Estado, do poder da compaixão e dos rituais familiares com o poder institucionalizado e prepotente. A lei de Tebas proíbe o sepultamento do irmão de Antígona, que se rebela e o enterra assim mesmo, com o sacrifício da própria vida. Em gerações ainda por vir o confronto de Antígona e Creon se repetirá.

No caso do aborto, em países, como o Brasil, em que a legislação a respeito ainda não foi modernizada, a intervenção do Estado chega às entranhas da mulher. É a lei que decide o que a mulher deve fazer ou não fazer com o filho indesejado, ou que ameaça a sua vida. E esta é uma decisão que deveria acontecer o mais longe possível de qualquer consideração legal, no íntimo da mulher, que é dona do seu corpo e do seu destino.

Nem é preciso lembrar que a legislação atrasada força mulheres a recorrer ao aborto clandestino, em condições precárias, com riscos que não existiriam no caso da legalização.

Discute-se quando começa a vida, o que equivale a fixar em que ponto o feto, de acordo com a lei, passa a ser protegido do Estado. Mas do começo ao fim da gestação o feto faz parte do corpo da mulher. O ideal é o processo se completar sem interrupção, ninguém quer a banalização do aborto, mas até a criança ser “dada à luz” ela pertence à mulher, a quem cabe tomar decisões sobre sua vida tanto quanto sobre sua própria vida.

O Estado não tem nada a fazer neste arranjo particular, salvo assegurar as melhores condições possíveis para o parto ou para o aborto.

Sem sepultura
A analogia com a peça de Sófocles também serve para o que se pretende com a investigação do que houve durante a repressão aos contestadores do regime militar. No caso, a analogia é ainda mais apta, pois um dos objetivos da tal Comissão da Verdade é localizar os corpos dos insurgentes mortos, que permanecem não insepultos, mas em covas desconhecidas, enterrados sem cerimônias ou identificação.

Antígona quer que o Estado devolva o corpo do seu irmão à família, para enterrá-lo. Ele não pertence mais ao Estado, nem a quem o armou para atacar o Estado. Não pertence mais à História. Agora é apenas um irmão morto sem uma sepultura digna.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não atrapalhem a educação de nossas crianças

Um verso clássico da música Another Brick In The Wall, do Pink Floyd, diz, em português:
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Estudantes não aceitem as imposições de professores tiranos
O verso de Roger Waters fazia referência ao ensino tradicional, opressor e nada "educativo" do sistema educacional inglês.

Passados muitos anos essa frase é ainda atual, principalmente entre as equipes diretoras de grandes escolas de nossa cidade.

Um fato que chegou a imprensa é que a estudante Franciely Nathália Cardozo foi expulsa da Escola Cristovão de Mendoza por ela não ter a agenda da escola. Na versão da diretora da escola, Leila Macuco, Franciely não teria sido expulsa por não ter agenda mas sim pela discussão que teve, com a diretora, sobre a obrigatoriedade do uso da agenda.

Esse fato denota o quanto o ensino está decadente em nosso país. Mesmo que investirmos dez vezes mais em educação, isso não fará diferença enquanto nossas crianças forem educadas por pessoas desqualificadas como  a diretora Leila. Quem a conhece sabe o como ela é autoritária e o terror que ela passa pelos corredores da escola. É um caso clássico de privatização do espaço público, ela acha que a escola é dela.

Quando alguém, Franciely, resolveu contestar a sua empáfia, foi expulsa da escola. Esse é um péssimo exemplo de educação dessa diretora.

A "máfia" das agendas

A questão das agendas não é exclusividade do Cristóvão. Praticamente todas as escolas estaduais as exigem (nas municipais são fornecida pelo poder público), e com preços exorbitantes. Valores que podem chegar a até R$ 60,00 (Evaristo De Antoni) são mais caras do que as compradas, no comércio, por nós que não somos estudantes.

Isso acontece porque parte do valor, e grande parte dele na verdade, fica para a direção usar ao seu bel prazer. Não é incomum as salas de direção serem luxuosas enquanto o resto da estrutura da escola estar em frangalhos. Não é incomum equipamentos pedagógicos que deveriam estar a disposição dos estudantes, estarem pegando poeira em algum depósito. Não é incomum que as direções escolares sabotem propostas educacionais pois essa vão gerar mais trabalho para si.

No final das contas para que serve mesmo a agenda? Para absolutamente nada! É instrumento inútil, que não controla frequência, qualquer outra forma serviria para avisar os pais. Ela só se justifica pela fúria arrecadatória, que é necessária, pela má gestão das escolas.

O silêncio da CREA

Causa estranheza o silêncio da 4ª Coordenadoria de Educação sobre o acontecido no Cristóvão e sobre os valores absurdos cobrados pelas agendas. É obrigação da coordenadoria não coibir essa prática e também zelar pela futuro educacional de nossos estudantes.

Protecionismo só gera mais autoritarismo.

Deputados arrancam cartaz pró-CPI da porta de Protógenes

Protógenes não entendeu porque deputados do PSDB
arrancaram cartaz pró-CPI

A CPI mista do Cachoeira nem começou, mas os corredores da Câmara já pegam fogo. Um roteiro com ingredientes de cena policial ganhou o sétimo andar do Anexo 4 da Casa, envolvendo um pedido de outra comissão parlamentar de inquérito. Indignados com um cartaz pró-CPI da Privataria Tucana, afixado na porta do gabinete do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), ex-delegado da PF, dois deputados tucanos arrancaram o material e o jogaram no chão, irados. Eles são ninguém menos que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Protógenes só soube da autoria quando pediu à Polícia Legislativa o vídeo do circuito interno de TV do corredor. Mas não prestou queixa à Mesa Diretora.

Vergonha alheia
Constrangido e incrédulo, Protógenes não procurara, até ontem à noite, os parlamentares para pedir explicações. Um assessor acompanhava os deputados na hora do ‘ataque’.

Script
Pelo vídeo e sequência de fotos, fica clara a atuação do trio na porta fechada do gabinete do deputado, durante o dia. Guerra indica e Marinho puxa o cartaz.

“Ato político”
Procurada pela coluna, a assessoria de Sérgio Guerra ainda não se pronunciou. O deputado Rogério Marinho reconheceu à coluna que, acompanhado do presidente de seu partido, tirou o cartaz da porta do gabinete de Protógenes. Disse que foi um “ato político” e que isso aconteceu há algumas semanas, embora Protógenes tenha tido acesso aos vídeos ontem. O tucano lamentou que os deputados colem nas portas cartazes de ataques institucionais.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Polícia Cívil "descobre" central do jogo do bicho em Caxias

A Delegacia Regional de Polícia Civil, sob o comando do delegado Paulo Roberto Rosa da Silva, desarticulou ontem à tarde o que seria o quartel-general do jogo do bicho no Centro da cidade. Foram apreendidos R$ 28,4 mil em dinheiro, R$ 38.091,50 em cheques e um notebook, além de blocos e cartelas para a realização da contravenção.

O que chama atenção é que o QG da jogatina fica a 100 metros do Palácio da Polícia. Tudo bem que o local era vigiado, tinha câmeras de segurança, mas o jogo do bicho não é algo que acontece de forma escondida em Caxias, ou em qualquer outra cidade. Ao redor do Palácio da Polícia existem vários locais que fazem as apostas. Se algum policial, militar ou cívil, for tomar um café na lancheria ou comprar uma revista na banca irá, fatalmente, encontrar alguém que faz apostas.

Apesar dos policiais, com razão, reclamarem que falta estrutura para executar suas tarefas, situações como essas nos fazem pensar que essa central de contravenção só não caiu porque alguém não deixava isso acontecer.

Esperamos que essa seja a primeira de várias operações e que "os donos do negócio" sejam indiciados, pois alguns desfilam, pela cidade, com pose de cidadãos de bem.

DEM e PSDB querem que CPI do Cachoeira termine em Pizza

O Bloco DEM e PSDB querem fazer com que a CPI do Cachoeira naufrague indicando como seus representantes, Jader Barbalho (PMDB) e Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).

Esses senadores não consegueriam as indicações pelos seus partidos por isso são indicados pela oposição para fazerem parte de uma tropa de choque, para atacar o governo Dilma, durante a CPI.

E vale tudo nesse jogo. Como estão envolvidos até a careca do Demóstenes, PSDB e DEM, tentam criar fato político com o julgamento do "Mensalão", que se a CPI for séria, vai se descobrir que foi uma farsa forjada pelo Demóstenes e quadrilha.

Esse também é o movimento que começa a acontecer no STF que também tem envolvidos nos esquema como o Ministro Gilmar Mendes que, junto com Demóstenes, protagonizou o episódio do suposto grampo (até agora sem áudio) que derrubou o Diretor da Abin.

Esse movimento é deliberado para que a CPI, que investigaria os milhões e milhões de reais em propina e caixas dois das campanhas do PSDB e DEM acabe em pizza.

E o outrora tão falante nas suas criticar o governo Dilma, o Senador Demóstenes Torres (ex-DEM) na sua rápida passagem pelo plenário do Senado ontem disse que:

– Só vou falar no Conselho de Ética,

quando perguntado sobre o caso Cachoeira, em que está envolvido.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E eu com esses números?

Como já dizia a música Números do Engenheiros do Hawaii: e eu com esses números?


Quem quer emitir uma opinião, que parece embasada, despeja números que, muitas vezes não querem dizer absolutamente nada. O Mirante de hoje (a gente tenta não malhar o Pioneiro, mas o jornal não se ajuda) uma informação tenta demonstrar a "densidade eleitoral" dos pré candidatos a prefeito e as "expectativas" de quem iria para o segundo turno (publicada na edição de ontem).

Segundo a publicação, nas eleições de 2010, em Caxias, Marisa Formolo (PT) 33.648 votos também para deputada estadual e Alceu Barbosa Velho (PDT) contabilizou 33.517 votos como deputado estadual. Para deputado Federal Assis Melo (PCdoB) fez 34.926 e Mauro Pereira (PMDB) 32.800 votos.

O que esses números dizem sobre a densidade eleitoral de cada um, ou sobre as chances de um segundo turno?

Absolutamente nada!

Todos os quatro fizeram uma votação muito parecida o que, isso sim, mostra que são lideranças conhecidas. Entretanto 2 deles disputaram uma eleição para deputado estadual: Marisa e Alceu, com muito mais candidatos do que a eleição para deputado federal disputada por Assis e Mauro.

Se seguíssemos a lógica que o Mirante quis construir, olhando as votações de cada um quem tem mais chance de ir para o segundo turno seria a Marisa Formolo e o Assis Melo. A votação de Alceu foi a menor dos pré candidatos e, ainda como informado pela coluna hoje, Mauro só teve 20 dias de campanha, portanto poderia, segundo o colunista, ter feito mais votos.

Apresentando números ao acaso, desfocados da realidade, o Pioneiro tentou mais uma vez criar argumentos para o candidato sartorista ser considerado favorito na corrida. Isso pode até ser verdade mas está muito ruim de argumentos para provar isso.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Caxias contra o feminicídio

A saúde mental dos caxienses não vai bem. E a cidade não tem uma política preventiva confiável.
O combate ao crack é amador diante da grandiosidade do problema. O mesmo ocorre com o álcool, vendido em botecos sem alvará.
Resultado disso: cidadãos alucinados e desamparados matam e se matam.


Apesar da análise correta do colunista do Burgueseiro sobre o caos em que se encontra a política de saúde mental em Caxias, caracterizou de forma errônea as mortes que aconteceram neste fim de semana.

Há muito tempo que o machismo possui outros nomes dados pela "sábia" imprensa brasileira: chamam-no de alcoolismo, drogadição, ciúmes, loucura, brabeza... O fato é, que o assassinato e a violência contra as mulheres têm se intensificado nos últimos anos.
Esse machismo que, em vez de diminuir dá mostras de que não vai parar, ganha contornos de feminicídio:

Feminicídio*:  assassinato de mulheres por motivo de gênero em meio a formas de dominação, exercício de poder e controle sobre as mesmas. O feminicídio resulta de ações caracterizadas pela violação contínua e sistemática dos direitos das mulheres e dos direitos humanos.

Os homens não matam apenas porque estão alcoolizados ou têm ciúmes. O seu sentimento é de posse sobre a mulher. É de desprezo pelo gênero oposto. É por esse motivo que o assassinato de duas mulheres no último fim de semana em Caxias do Sul não se deu por acaso. Uma jovem adolescente grávida foi estrangulada pelo pai de seu filho e uma mulher foi assassinada pelo seu ex-companheiro. O outro caso que chocou a cidade trata-se de um homem que ateou fogo na companheira.

Os casos se repetem: companheiros, pais e ex-namorados continuam a agredir e matar as mulheres.

Esse machismo tem que parar! Eduque seus filhos sempre para a igualdade de gêneros. Os homens não são donos das mulheres, não são melhores que as mulheres nem podem mais que as mulheres.

Denuncie: disque 180 para crimes contra as mulheres

Polentinhas: explica melhor para a gente Nielsen

Não conseguimos entender o que o editor chefe do Pioneiro, Roberto Nielsen, quis dizer com essa frase publicada no Mirante de hoje:

Por meio de uma carta ao colunista, o prefeito José Ivo Sartori manifestou desconforto com a interpretação de que ele, maior líder do PMDB de Caxias, recomendou ao partido coligar com o PDT nas eleições, além de indicar para vice de Alceu Barbosa Velho o secretário da Cultura, Antonio Feldmann (foto).
Sartori também não gostou de ler que essa aliança retribui o apoio recebido de Barbosa Velho na reeleição, em 2008, e que é previsível que o pedetista o incentive em uma provável candidatura ao Piratini, em 2014.
É absolutamente natural que o prefeito Sartori, pela representativa aprovação junto ao eleitorado, conduza a sucessão. É tão natural quanto retribuir os oito anos de parceria e saudável cumplicidade com o advogado Barbosa Velho. 
Também não é novidade para ninguém que a política é feita de alianças e reciprocidade de apoios. Que bom quando isso acontece para o bem da comunidade!
Para não sermos acusado que ela foi retirada do contexto publicamos todo o texto e apenas grifamos a dúvida. Fica a pergunta: O que o colunista acha que é para o bem da comunidade?

(  ) qualquer aliança política com reciprocidade de apoios.

(  ) A aliança PDT/PMDB que teria reciprocidade de apoios.

Se for a segunda alternativa isso nos deixa bastante preocupados pois denota uma tendência de que a posição do jornal, representada pelo seu editor chefe, seja de torcida pró candidato governista. Isso não seria novidade já que o jornal teve, claramente (embora negasse) preferencia ao Sartori.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Será que você também foi vítima de ilegalidade da Secretaria de Trânsito?

Recentemente, o Diretor da Secretaria de Trânsito e Transportes, Carlos Roberto Noll, recebeu uma intimação do Ministério Público após denúncia sobre ilegalidades que estariam sendo cometidas nas blitzes realizadas na cidade.

Os fiscais de trânsito, por orientações de Catusso, quando flagravam alguém que se negava a fazer o bafômetro ou que era flagrado embriagado, realizavam a apreensão do carro, o que não está previsto em qualquer lugar da legislação de trânsito. A apreensão pode ser feita apenas quando a pessoa não apresenta nenhum condutor sóbreo para conduzir seu carro.

A tática da fiscalização era a seguinte: os motoristas, ao se negarem a realizar o bafômetro, eram comunicados de que teriam seu veículo recolhido ao depósito. Assim, muitos acabavam cedendo ao bafômetro e... caíam na rede...

Um destes condutores que teve seu veículo apreendido, entendedor da lei, fez a denúncia e acabou criando uma situação constrangedora na Secretaria... Desde então a fiscalização de trânsito permite que o motorista possa apresentar um novo condutor para o seu carro ao se negar a fazer o bafômetro ou ao ser pêgo embriagado.

E você? Teve o carro apreendido também?

domingo, 15 de abril de 2012

Veja parte para o ataque e esconde relações com contraventor


Acuada, silente e apreensiva, a Veja das últimas semanas não era aquela Veja combativa que os brasileiros aprenderam a amar ou odiar nos últimos anos, dependendo da tendência política. Nesta semana, a principal revista semanal do País retomou a velha verve, ao denunciar, na sua capa, a suposta armação do PT para apagar o escândalo do mensalão. A capa fala na “cortina de fumaça do PT para encobrir o maior escândalo de corrupção da história do País”.

Na carta ao leitor, o diretor de Redação, Eurípedes Alcântara, atribui ao ex-presidente Lula a suposta armação para apagar os rastros do mensalão. Intitulado “a farsa de que foi farsa”, o texto de Eurípedes fala que apenas o câncer na laringe foi capaz de adiar a ofensiva de Lula. E que, agora, curado, ele se lançou à tarefa hercúlea de tentar apagar o escândalo da memória coletiva. Ainda segundo o diretor de Veja, o mensalão é mais documentado esquema de corrupção da história do País.

De Eurípedes, no entanto, não se leu uma única palavra em defesa do redator-chefe Policarpo Júnior, que foi gravado em diversas conversas com Carlos Cachoeira. Produções cinematográficas ilícitas do bicheiro, como os casos de Maurício Marinho e dos corredores do Hotel Naoum, foram o ponto de partida para diversas denúncias de Veja nos últimos anos. Há uma corrente na Abril que defende a saída de Policarpo para estancar os danos e evitar a humilhação que poderia representar a convocação de Roberto Civita, dono da editora, à CPI. O jornalista, no entanto, é querido entre os colegas e tem uma galeria de serviços prestados à revista. O caso divide a redação.

Nesta semana, Veja foi à guerra. Pois desta vez, além de simplesmente denunciar escândalos, a revista será também personagem relevante de uma CPI, no papel de protagonista.

A decadência

Nascida em plena ditadura militar e apesar de ter sido censurada algumas vezes, a Veja sempre foi abertamente conservadora, porém ela mantinha uma coisa que é fundamental no bom jornalismo: objetividade. Com a eminente vitória do governo Lula mudou drasticamente o papel dessa publicação. Seu corpo editorial decidiu que deveria derrubar o governo.

Folhar as páginas da Veja é entrar em um outro Brasil. Na seção de carta não há uma só carta que defenda o governo federal, algo que como mostram as pesquisas deveria acontecer em 77% dos casos já que é essa a popularidade de Dilma. Porém o sectarismo é tanto que só são publicadas cartas mal escritas e raivosas.

As matérias então babam ódio. O nível editorial é tão baixo que a revista usa-se de expressões como "Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas", " formigas guiadas por feromônios", "Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos." e outras insanidades.

Tudo isso não saiu barato para a Veja. Esse ódio mortal de Lula e Dilma fez com que a circulação da revista caísse, o número de assinaturas diminuísse e até o número de anunciantes é menor. Isso pode ser visto, para quem conhece a publicação há mais tempo, que ela está beeeeem menor em número de páginas.

Na edição dessa semana a Veja dá uma aula, de como não fazer jornalismo. Para tentar criar a cortina de fumaça sobre as acusações que recaem a ela própria ela tenta justificar as ligações estreitas com um contraventor dizendo assim:

"Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido."

Para a Veja é melhor falar com bandido do que falar com cidadãos de bem. Esse é o nível dessa públicação.

sábado, 14 de abril de 2012

O eterno jogo da barganha

Noticiado na imprensa e, mais que rapidamente negado, a barganha que o presidente do PPS caxienes, José Carlos Berti, teria feito ao prefeito Sartori para não sair da base aliada é uma clara demonstração de como está sendo construído "3º andar", como foi apelidado a sucessão, do projeto governista, a prefeitura de Caxias do Sul.

Segundo uma informação do Editor Chefe do Pioneiro, Roberto Nielsen, que não é uma pessoa mal informada, Berti teria pedido mais de 4 secretarias para permanecer na base aliada. Se não recebesse o caminho era o apoio a Assis Melo (PCdoB).

O apoio ao PCdoB não é a questão aqui. Apesar do PPS não ter nem um milímetro de semelhança ao PCB, que o originou, não seria uma grande contradição esterem aliados com o candidato comunista, podendo até mesmo apresentar candidato a vice.

A questão é como as negociações estão acontecendo via bastidores. Esqueça plano de governo, esqueça o que é melhor para a cidade, esqueça as afinidades partidárias. O que conta é o número de "amigos" que o partido vai conseguir colocar no governo.

Foi assim que foi construída a reeleição do Sartori. A união de 15 partidos não foi um ato de cidadania, foi uma ação orquestrada de distribuir cargos e favores aos mais diversos "compadres". Vários partidos dessa "base aliada" nem existem de fato em Caxias. PTdoB (do Sarápio que fez adesivo do seu partido com dinheiro público) e PRP do Amerelinho (dispensa maiores comentários) são só dois exemplos.

O que se viu foi que esse loteamento de cargos gerou inúmeros casos de favorecimento a familiares, correligionários e financiadores. Sobram escândalos de parentes contratados na FAS e no Turismo, de compra de materiais em lojas de familiares de CC, sem licitação, nas Obras e a contratação de filhos, filhas e netas (como em Santa Lucia do Piaí) como estagiários.

E a jusfiticativa do PPS?

José Carlos Berti, presidente do PPS, garante que não foi ao gabinete do prefeito Sartori negociar cargos para continuar na base aliada. Foi só uma visita de amigos...

A explicação não convenção o Nielsen, do Pioneiro, nem a nós.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

R$ 14 milhões: na Festuva quem gasta também fiscaliza

presidente Gelson Palavro: em abril de 2011assumiu o corte ilegal das
palmeiras imperiais de 75 anos que estão na frente da sua empresa
Está sob investigação do Ministério Público a locação dos banheiros químicos contratados durante a Festa da Uva. A comissão comunitária da festa pagou 80% a mais do que a prefeitura pela diária de cada banheiro químico alugado para o evento, sendo que a empresa fornecedora e os modelos dos banheiros são os mesmos. A contratação foi feita sem licitação com a empresa Tecnisan. Esta empresa também está sob investigação do Ministério Público na Operação Fabuloso. Em todo o Estado, estima-se que a fraude gire em torno de 15 milhões em uma grande esquema de locação de banheiros químicos. Seria cômico se não fosse trágico, ou fedorento...

Apesar de ainda não existir confirmação de que o contrato supervalorizado dos banheiros usados na Festa seja fruto de fraude, a m... deve se espalhar pro lado de Gelson Palavro, presidente da  Festa da Uva S/A, já que ele mesmo admite que não há fiscalização dos gastos feitos pela comissão comunitária:  Todos trabalham dentro do orçamento. Temos tudo à disposição para qualquer tipo de fiscalização que houver. Nós mesmos aprovamos o orçamento no início do ano e vamos em busca de recursos para esses investimentos.

Ok. Entendido. Na Comissão Comunitária da Festa da Uva, a mesma que contratou os banheiros químicos e movimentou cerca de R$ 14 milhões este ano, quem ordena a despesa fiscaliza também os gastos. Ah tá...




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Polentinhas: quem manda é o Prefeito!

Como noticiado pelo Polenta News: O Fisiologismo do PMDB caxiense, de fato o futuro do PMDB de Caxias está sendo decidido apenas por uma pessoa: o Prefeito Sartori:

Vários peemedebistas e alguns pedetistas dizem que é injusto creditar à presidente Geni Peteffi a falta de transparência do PMDB na condução do processo de tomada de decisão sobre os rumos do partido nas eleições.

Todos foram unânimes em garantir que a decisão de o partido não ter candidato próprio e apoiar o PDT é exclusiva do prefeito José Ivo Sartori.



O partido possui diretório, direção executiva e presidente. Possui pré-candidato oficial (vereador Mauro Pereira). Possui filiados ávidos por manter a importância e relevância da sigla na cidade. Mesmo assim, não há democracia interna o suficiente para que a roupa suja seja lavada. Até mesmo a vereadora Geni Peteffi não tem conseguido acompanhar as negociações que Sartori tem feito a revelia dos líderes peemedebistas. Inclusive o presidente Guerino Pisoni sumiu do cenário.

É a sede de poder!

Me dá uma medalinha ai!

R$ 100 mil! Esse é o valor que será gasto, em 2012, pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) em....

pasmem:

medalhas e troféus.

O valor seria suficiente para financiar mais 10 projetos via Fundel (Fundo de Desenvolvimento do Esporte e Lazer). Porém esse dinheiro todo será gasto para confecção de premiações para sabe lá qual modalidade e para que abrangência.

A denúncia partiu da vereadora Ana Corso (PT), que já havia explicitado anteriormente, que a Secretaria do Turismo fez uma licitação de R$ 55 mil para compra de troféus para premiações de provas campeiras em número suficiente para premiar até quem não se inscreveu.

A questão da premiação da SMEL é que, além de tudo, não se sabe para que serão usados, e o valor vem aumentando ano a ano. A vereadora apresentou os seguintes números obtidos das licitações oficiais da prefeitura:

  • R$ 24.000,00 (2005)
  • R$ 33.300.00 (2006)
  • R$ 41.450,00 (2007)
  • R$ 25.500,00 (2008)
  • R$ 33.990,00 (2009)
  • R$ 30.399,98 (2010)
  • R$ 78.454,70 (2011)
Os valores deram um pulo significativo em 2011 e agora em 2012. Talvez com a proximidade do ano eleitoral seja de bom agrado dar troféus para muitas, muitas e muitas pessoas. Todos eles pagos com o dinheiro do contribuinte.

Você quer uma medalhinha aí?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dilma: “isso não é uma pergunta”

Publicado originalmente no blog O Escrevinhador

Vendo a Dilma nos EUA, reunida com Obama, eu me lembro daqueles emails da época da última campanha eleitoral, que diziam: “a terrorista não poderá visitar os EUA, será barrada”. Quanta barbaridade. Não esqueçamos nunca do que a turma do Serra foi capaz de fazer. O aborto (a mulher do Serra em pessoa, segundo o “Estadão”, disse numa passeata que Dilma era a favor de matar criancinhas), a bolinha de papel que Ali Kamel quis transformar em atentado, a ficha falsa, os boatos…

E agora está a Dilma lá nos EUA, enquanto o Serra sua pra ganhar prévia na disputa pra Prefeitura. O Brasil se livrou de uma encrenca!

A turma que acusava Dilma de “abortismo” transferiu sua ira pro Supremo Tribunal Federal. Alguns pastores e bispos católicos (entre eles, aquele bispo dos panfletos, de Guarulhos) parece que gostariam de ver o Santo Ofício instalado na praça dos Três Poderes.

E a Dilma? Em algumas áreas, o governo andou pra trás em relação a Lula: na Cultura, na Comunicação, na Reforma Agrária. É um governo tímido. Mas muito bem avaliado. Nas relações internacionais, Dilma mantem a altivez de Lula. Dá até medo o que seria um governo tucano nessa área.

Nos Estados Unidos, Dilma criticou a política cambial dos EUA e foi direta: a América Latina não aceita mais “Cúpula das Américas” sem a presença de Cuba. A próxima, na Colômbia, será a última sem os cubanos, avisou a Obama. Os jornalistas pediram detalhes à presidenta. E aí vejam o que aconteceu, na descrição do “insuspeito” O Globo:

“perguntada se o Brasil fez um pedido formal para que Obama aceitasse Cuba no próximo encontro dos chefes de Estado, Dilma afirmou: — O que houve foi a constatação de que todos os países (da América Latina) têm relação com Cuba e, portanto, esta é a ultima cúpula em que ela não participaria. Esta é a posição unânime (na região).

Questionada sobre a resposta de Obama, Dilma retrucou:

— Ele não tem que responder. Isso não é uma pergunta.”

Acho que deu pra entender, né?

Demostenes forjou crise no Governo Lula

Um dos episódios mais emblemáticos da política brasileira, que recebeu o nome de Mensalão e abalou o primeiro mandato do presidente Lula, foi forjado pelo Senador Demostenes Torres (ex-DEM/GO) em coluio com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Essa revelação foi feita pelo ex prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, que também era do DEM. Essa revelação foi feita no programa Domingo Espetacular da Rede Record.

A crise toda começou quando um vídeo onde Mauricio Marinho, chefe de um departamento dos Correios, aparece recebendo R$ 3 mil de propina. Marinho era indicação do deputado Roberto Jeferson (PTB/RJ) que achou que Lula não defendeu seu correligionário com afinco. Por causa disso Jeferson deu uma entrevista na Folha de São Paulo dizendo que existia um sistema de mesadas para parlamentares aprovarem matérias de interesse do governo, o que ficou conhecido como Mensalão.

Ernani afirma que o próprio Cachoeira contou para ele que o vídeo onde aparece Marinho recebendo propina foi feito pela sua equipe. O autor do vídeo, Jairo Martins é conhecido em Brasília por fazer serviços de espionagens e trabalha para Cachoeira. Martins aparece em conversas gravadas, com autorização judicial, falando com Cachoeira.

Segundo o ex-prefeito o vídeo foi feito em represália ao então Ministro Chefe da Casa Cívil, José Dirceu (PT/SP). Demostenes tinha a intenção de deixar o DEM e entrar no PMDB para ocupar uma vaga no Ministério da Justiça e, a partir daí, beneficiar seu colaborador, o contraventor Carlos Cachoeira."Eles [seus colegas de sigla] estavam muito felizes e contentes com a desenvoltura do Demonstenes que iria pegar um cargo importante", afirma Ernani. Como as intenções de Demostenes foram barradas por José Dirceu o, então deputado, partiu para o ataque.

O vídeo do "Mensalão" apareceu pela primeira vez nas páginas da Veja e teve a matéria assinada por Policarpo Júnior. Policarpo aparece em mais de 200 conversas gravadas falando com Cachoeira. Outro alvo de gravações foi Waldomiro Diniz que aparece recebendo propina quando ele era da Loterj, porém o vídeo só veio a público 2 anos depois quando Waldomiro era assessor de Dirceu.

Veja abaixo a íntegra da entrevista.


É fundamental resgatar a verdade

Parece cada vez mais evidente que o Mensalão foi uma grande armação. E que, no mínimo, ele era muito menor, ou com muito menos impacto do que tem se falado até agora. Na sexta feira a CPI do Cachoeira vai ser instalada e, com certeza mais coisa será revelada. A Revista Veja e a Folha de São Paulo estão intimamente ligadas com essa farsa. Fernando Ferro, deputado federal pelo PT de Pernambuco, revelou que apresentará requerimento à CPI para que seja ouvido Roberto Civita, dono da Editora Abril, responsável pela publicação da revista VEJA. Cachoeira era informante da revista. Em uma conversa grampeada pela Polícia Federal, ele diz que ofereceu grandes furos à revista.

Mais preocupante é agora o Ministro do STF, Gilmar Mendes, que é citado em conversas de Cachoeira pedir rapidez nos julgamentos dos acusados do "Mensalão", parece haver um movimento, no STF, para que as pessoas sejam julgadas, e condenadas, antes que novas provas apareçam.

A justiça só será feita se a verdade dos fatos aparecer e, até agora, ela só apareceu para um lado. Toda essa história de Mensalão está cada vez mais parecendo uma grande armação dos meios de comunicação que, aproveitando-se de um sentimento de vingança por um cargo que Demostenes não conseguiu, tentaram desestabilizar o governo brasileiro.

Enquanto tudo isso acontece a Veja, principal responsável pelas denuncias do Mensalão e principal que tinha entre seus principais editores uma pessoa, Policarpo Júnior, que recebia informações de um bandido, não publica uma única linha sobre o caso Demostenes, como pode-se ver o mosaico das últimas seis capas. Onde anda a ética da Veja?
Desafio: ache alguma referência a Demostenes Torres (ex-DEM/GO) nas últimas 6 capas da Veja