domingo, 29 de julho de 2012

Prefeitura terá de fornecer transporte escolar para menor

Cidade terá que fornecer transporte à menina de
8 anos que percorria 1,3 km para chegar à escola.  
publicado originalmente em:  Jornal da Ordem

O Município de Caxias do Sul deverá fornecer transporte escolar gratuito de ida e volta para escola a uma menina de 8 anos. A pena foi definida pela 7º Câmara Cível do TJRS.

A mãe entrou com ação na Justiça, e recorreu ao Tribunal contra decisão em 1ª instância que negou o pedido de antecipação de tutela para que fosse disponibilizado o transporte para a filha. Em sua defesa, a autora sustentou que a frequência de sua filha fica muito prejudicada devido à escola estar a 1,3 km da sua residência. E que é dever do Estado assegurar a acessibilidade à instituição de ensino.

Ao julgar o agravo, a desembargadora Liselena Schifino Robles Ribeiro resgatou artigo da Constituição Federal que indica que a educação é direito de todos, e que os governos devem zelar para que essa determinação seja cumprida. Também lembrou que o ensino deve ser ministrado com base no princípio da igualdade de condições para o acesso e matrícula na escola.

Assim sendo, a magistrada arguiu que é dever do Poder Público garantir oacesso às escolas ou creches, e que não é razoável que uma criança de 8 anos tenha que andar uma distância de 1,3 Km até a escola, pois isso prejudica a frequência e o seu aproveitamento escolar.

Com esses argumentos, a julgadora modificou sentença em 1ª instância e definiu que a administração de Caxias do Sul disponibilize transporte para a criança.

Agravo de Instrumento nº: 70049963630

Fonte: TJRS

sábado, 28 de julho de 2012

A fobia de internet da direita brasileira

Serra reunido com o CEO do Twitter Shailesh Rao
Publicado orinalmente no Blog Aldeia Gaulesa


Cada vez mais se escancará a verdadeira fobia que a internet provoca na direita brasileira. A direita sempre gozou de um amplo apoio e amparo da grande mídia empresarial para lhe dar sustentação e garantir que suas opiniões fossem "vendidas" como "verdades hegemônicas", sem espaço para o contraditório e o livre debate democrático.

A crescente expansão e disseminação de conteúdos através das ferramentas na internet (blogs, redes sociais, etc) tem gradualmente rompido com este exclusivismo da velha mídia sobre a informação. Isto tem sido motivo de verdadeiro pânico para a direita brasileira, prova disto é a representação feita pelo PSDB nacional na Procuradoria Geral Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) pela qual pede investigação sobre o patrocínio de empresas públicas (como a Caixa Econômica Federal, Petrobrás, etc) a sites e blogs progressistas e independentes.

A ação do PSDB é meramente intimidatória, tentando de alguma forma silenciar algumas vozes dissonantes, na vã tentativa de silenciar a rede. Não se trata de questionar o uso de recursos públicos federais em publicidade e propaganda. Se ela realmente buscasse isso seriamente, haveria de tratar do conjunto: quais são os gastos de governos federal, estaduais e municipais com propaganda? Quanto recebem a Globo, a Veja, a Folha e o Estadão proporcionalmente? Qual o motivo desta representação se destinar a apenas alguns blogs, esquecendo de outros que também recebem patrocínio publicitário? Os governos não poderiam reduzir estes custos investindo mais na internet, por exemplo, dada a crescente capacidade de disseminação de informações através das redes sociais?

A "webfobia" da direita, comandada pelo PSDB, não se restringe apenas a blogosfera, José Serra se reuniu com o vice-presidente do Twitter Shailesh Rao. O conteúdo da reunião não foi divulgado, mas coincide com dois fatos recentes (a foto de Serra caindo de Skate esuas possíveis ligações com o esquema de Cachoeira) que podem revelar uma tentativa, desesperada, de Serra de tentar censurar a internet.

Nas eleições de 2010, Serra viu sua farsa da bolinha de papel ser desmontada pela internet, impedindo sua tentativa de ganhar as eleições através de um golpe midiático. Naquela oportunidade, assim como em tantas outras, o que imperou não foi um "comando central" que determinou que miliares de internautas se manifestassem contrários a manipulação da "bolinha de papel", mas sim a própria dinâmica da internet. Como bem apontou Luiz Carlos Azenha, a dinâmica da rede é horizontal, "Não é estruturado hierarquicamente. Não obedece a comandos. O valor das opiniões não está na autoridade, nem no currículo, nem no status do autor: deriva da qualidade, da lógica, da originalidade da argumentação. Deriva da capacidade de apontar algo que outros não notaram. De desvendar conexões encobertas. De colocar fatos em perspectiva histórica. De ajudar a concatenar e, portanto, fixar ideias que circulavam desconexas no 'inconsciente coletivo digital'. Simplificando, quando a piada é boa ganha o mundo."

Exemplificando, não foi nenhum "blogueiro petista" que inventou o tombo de Serra. Podemos até acreditar que a foto foi feita em um momento autêntico de descontração, mas ela ganhou a repercussão que teve por cristalizar a imagem de um candidato tentando parecer o que não é: jovem.
A rede não pode ser silenciada ou manipulada. Sua dinâmica própria e horizontal, com todas as suas limitações, não é passível de ser intimidada por Serra, PSDB e o conjunto da direita brasileira. O que fica evidente neste conjunto de fatos é que a direita não entende a internet, não compreende como se constitui a "esfera pública" da rede. As suas velhas maneiras de manipular a informação hoje encontram-se fragilizadas e com menor menor força. Enquanto a direita permanece presa a esta lógica superada, a rede, mais uma vez, deverá se impor. Para o pânico da direita brasileira.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Suspensão de 60 dias para Incerti: será que vai acabar em pizza?

A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, composta pelos vereadores Guiovane Maria (PT), Daniel Guerra (PSDB) e Renato  Nunes (PRB) apresentou ontem (26) o relatório final do processo envolvendo os vereadores Rodrigo Beltrão (PT) e Pedro Incerti (PDT).

O julgamento sugere uma suspensão de 60 dias para Pedro Incerti por quebra de decoro parlamentar. A Comissão entendeu que houve agressão física por parte do vereador pedetista contra Beltrão - apesar do Burgueseiro continuar a qualificar os fatos como "suposta agressão", mesmo após a perícia ter apontado que os vídeos da agressão são verdadeiros.

A Comissão também inocentou Beltrão, julgando improcedente a denúncia feita pelo PDT, que alegava que o vereador não tinha mantido segredo sobre as atividades parlamentares.

Portanto:


Porém, mesmo após tudo estar provado veementemente, o caso ainda pode acabar em pizza, porque para ser aplicada a penalidade, precisa haver aprovação por pelo menos 9 vereadores em plenário. Em ano eleitoral em que o PDT concorre a cabeça de chapa, infelizmente a coerência e justeza vai ser difícil de acontecer na "Casa do Povo".


Para refrescar a memória: Incerti agrediu Beltrão porque o vereador petista o destituiu da função de relator no caso Harty Paese. Beltrão fez a destituição porque Incerti mudou a relatoria do caso, inocentando Harty, seu colega de partido, sendo que a comissão processante havia decidido pela punição do ex-vereador: Depois de ser pego no flagra Pedro Incerti parte para agressão

A intolerância venceu a razão

Mais uma demonstração de intolerância para ficar registrada na história da nossa cidade. A livraria Do Arco da Velha cancelou a sessão de autógrafos dos livros Ao Pé do Muro e Ser Bambu, que teria a participação do ativista italiano e autor das obras, Cesare Battisti.

O autor, que recebeu asilo político no Brasil, nunca é uma presença livre de polêmicas, e ele próprio admite isso. O que aconteceu, dessa vez segundo nota oficial da livraria, foram as ameças de violência contra o local e contra o público.

Isso é a demonstração da intolerância que esse movimento, de direita, propaga. Se não são favoráveis a vinda de Battisti há duas opções num país democrático. A primeira é não ir ao local e a segunda é realizar um protesto, pacífico, para demonstrar a sua contrariedade.

O debate chegou a Câmara de Vereadores provacado pelo diretor da 5ª Vara Federal do Trabalho, Ricardo Fabris de Abreu que protocolou um pedido de moção de repúdio. A Câmara, corretamente, não se envolveu na polêmica. Será que o senhor Ricardo de Abreu concorda com essa ato de intolerância e de ameças a integridade física e patrimonial já que ele foi o fomentador desse movimento?

O que nos resta, como caxienses lúcidos e cidadão de bem, é mostrar a indignação e esconder a vergonha de viver numa cidade com tanta gente intolerante.

Abaixo publicamos a nota oficial da livraria Do Arco da Velha:

Carta de Esclarecimento
O lançamento do livro de Cesare Battisti foi o foco das discussões em nossa cidade na última semana, e gerou polêmica devido às opiniões contraditórias da sociedade. Entendemos o debate como parte importante do processo democrático.

Na condição de espaço cultural, servindo como ponte entre os escritores e o os leitores através da disponibilização dos livros, fazemos um esforço para que a cidade de Caxias do Sul tenha oportunidade de participar do cenário cultural do país. Reservamo-nos o direito de promover o debate sobre os mais diversos assuntos, seja através de palestras ou lançamentos de livros. Consideramos não apenas ter esse direito, como ser nosso papel a promoção da cultura.

Lamentamos o fato de que a polêmica nesse caso tenha oportunizado a manifestação exagerada de algumas pessoas que culminaram em ameaças explícitas à Livraria Do Arco da Velha. Essas ameaças e manifestações feriram diretamente a liberdade do estabelecimento em exercer sua função, direito que constitui o princípio mais básico da nossa democracia tão arduamente conquistada, e agora abalada em sua base. Essas manifestações de violência se tornaram eticamente insuportáveis.

Assumindo nossa parte na responsabilidade em garantir o bom andamento do evento e a segurança do autor e de nossos clientes, informamos o cancelamento do lançamento previsto para o dia 28/07/12.

Consideramos a intolerância um retrocesso no processo democrático, e lamentamos que o uso de agressões violentas chegue ao ponto de nos levar a essa decisão.

Manifestamos nosso apreço aos que apoiaram o exercício da liberdade, independentemente de suas convicções, e nossa estima pelas pessoas que se sentiram lesadas em nome da liberdade de expressão.

Ass: Direção Livraria do Arco da Velha Ltda.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Diretor Presidente da Codeca é Coordenador Financeiro de Alceu: Você acha isso normal?

Zechin substituiu Adiló na Codeca e
também acumula a função de arrecadação
de campanha de Alceu
Um detalhe na reportagem do Jornal Pioneiro de hoje (26) não passou desapercebida pelo candidato a prefeito pelo PSOL, Luis Fernando Possamai. A matéria apresenta uma fala de José Luiz Zechin, coordenador financeiro da campanha de Alceu Barbosa Velho (PDT). Acontece que Zechin é, também, Diretor Presidente da Codeca!

Segundo disse o candidato socialista em nota encaminhada aos veículos de comunicação a situação, "é imoral, é indecente que um diretor da mais importante autarquia de município seja também o responsável pela arrecadação e fundos da campanha do candidato do continuísmo”.

A situação pode não ser ilegal, já que as coordenações internas das campanhas são organizações dos próprios candidatos mas não deixa de ser estranho e no mínimo nos leva a alguns questionamentos:

O Sr. Zechin cumpre as funções de coordenador financeiro e Diretor Presidente ao mesmo tempo?

Se sim não estaria havendo um conflito de interesses já que possíveis doadores são fornecedores da Codeca?

Se não desempenha as funções juntas, Zechin, está cumprindo a carga horária que seu contrato exige?

Mesmo cumprindo a carga horária na Codeca não há conflito de interesse já que os possíveis doadores são fornecedores da Codeca?

Será que a campanha de Alceu está arrecadando pouco porque seu coordenador de finanças trabalha muito na Codeca? ou será que a Codeca por ir mal porque seu Diretor Presidente é coordenador de finanças de Alceu?

Essas perguntas estão no ar....

Vítima de Veja e Folha, Erenice é inocentada

A matéria abaixo é mais uma prova de como a grande mídia, em especial a Veja, Folha de São Paulo e o Globo fazem um deserviço ao país. Depois que foi provado que era tudo uma farsa da imprensa não haverá uma matéria de mesmo tamanho com a retratação. Esse é o PIG, Partido da Imprensa Golpista. Publicado originalmente no Blog Brasil 247.


Em plena campanha eleitoral, ela foi derrubada por reportagem de Veja que dizia que funcionários do Planalto recebiam propina dentro da Casa Civil e por outra da Folha que apontava lobby bilionário no BNDES em favor de um estranho personagem chamado Rubnei Quícoli; era tudo mentira

Tida como braço direito e “irmã” da presidente Dilma Rousseff, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi alvo de um tiroteio pesado durante a campanha presidencial de 2010. Contra ela, havia canhões apontados pela revista Veja e pela Folha de S. Paulo.

Da Abril, partiu uma das mais estranhas reportagens da história recente. Chamava-se “Caraca, que dinheiro é esse?” e relatava entregas de pacotes de até R$ 200 mil, dentro da Casa Civil, que era comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de relatos em off. Eurípedes Alcântara, publicou até um editorial chamado “O dever de publicar”, em que afirmava que o papel da imprensa era ter coragem de noticiar – mesmo que pudesse vir a ser acusada de tentar influir em resultados eleitorais. Mais recentemente, soube-se que Veja engavetou uma entrevista com José Roberto Arruda, também no período eleitoral, porque o ex-governador do Distrito Federal acusava o ex-senador Demóstenes Torres de tentar obter vantagens no GDF.

Da Folha, as acusações também foram inacreditáveis. Um sujeito que se apresentava como consultor, chamado Rubnei Quícoli, mas tinha extensa ficha criminal, afirmava que o filho de Erenice lhe cobrava uma propina de 5% para liberar um empréstimo bilionário no BNDES para uma empresa de fundo de quintal.

Para evitar danos maiores à campanha presidencial, Erenice Guerra foi demitida, ainda que as acusações fossem totalmente inconsistentes.

Nesta quarta-feira, no entanto, a mesma Folha que ajudou a derrubá-la noticia que o inquérito foi arquivado pela Justiça Federal. O motivo: falta de provas.

Este caso chegou até a ser abordado pelo ex-presidente Lula, numa crítica recente ao comportamento eleitoral de parte da imprensa. “Erenice foi execrada, acusada de tudo quanto é coisa”, disse ele. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”.

Na reportagem desta quarta-feira, a Folha reconhece que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pesquisa Methodus mostra crescimento de Alceu e Daneluz

Um pouco do problema das análises de pesquisa é a falta de memória. A pesquisa Methodus/Correio do Povo, divulgada ontem, mostrou que esse esquecimento faz parte dos "analistas políticos" que trabalham na imprensa de Caxias.

Apesar de ser a primeira pesquisa, com os candidatos consolidados, essa não é a primeira pesquisa com esses candidatos. Com excessão de Possamai (PSOL), os outros quatro fizeram parte de uma amostragem realizada em abril desse ano pelo mesmo institulo (leia aqui).

Se comparmos os números veremos que dois candidatos tem forte crescimento. Alceu Barbosa Velho (PDT) subiu de 26,7% para 38,7%, absorvendo totalmente os votos de Mauro Pereira (PMDB), que tinha 11,2%. Outro candidato que teve expressivo crescimento foi Marcos Daneluz (PT) que tinha 8,2% das intenções de voto e agora tem 16,5%. Assis Melo (PCdoB) perde 1 ponto e Milton Corlatti (DEM) subiu 0,7 pontos percentuais, ou seja, ficam estáveis. A diferença foi a inclusão de Possamai (PSOL) que ficou com 1,5% das intenções de voto.

Pesquisa 26/04/12
Pesquisa 24/07/12
O movimento mais evidente é a consolidação de Alceu como candidato da situação com a absorção de todo o pontencial de voto, inicial, de Mauro Pereira. Outra observação possível entre as duas pesquisas é que uma parte dos eleitores de Marisa acabaram ficando com Assis. Na pesquisa de abril a petista aparecia, em empate técnico com Alceu, com 23,8% e o comunista com 18%.

No final das contas a candidatura que sai na frente na disputa municipal é a de Alceu por conta, principalmente, das mudanças de candidaturas petistas, mas demonstra, também que tem pouco espaço para crescimento. Talvez vejamos uma disputa grande entre Daneluz e Assis para ver quem vai para o segundo turno, e não, com grandes chances dos 3 estarem muito próximos.

A decepção dessa primeira pesquisa fica com Corlatti, que se coloca como representante do novo. Ele aparece em empate técnico com o pequeno PSOL. Talvez a quantidade de denuncias de corrupção que o seu partido, DEM, vem sofrendo diariamente, respingou em sua campanha.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tarso cumpre promessa e acaba com as atuais concessões de pedágio

Governador Tarso Genro assina os 
termos de notificação do final dos contratos 
dos pedágios firmados com o RS 
[Foto: Caco Argemiri]
Criado durante o governo Britto (PMDB) o atual modelo de concessão de rodovias à iniciativa privada mostrou ser um fracaso, de público e de crítica. Nenhuma pessoa séria defende o modelo atual, porém, apenas o atual governador, Tarso Genro (PT), aceitou assinar um compromisso com o movimento que pedia o fim dos pedágios privados.

Na manhã de hoje essa promessa foi cumprida.  Em ato que contou com a participação do secretário de Infraestrutura e Logística do RS (Seinfra), Beto Albuquerque, e a procuradora-geral adjunta do Estado (PGE), Helena Beatriz Coelho, foi reafirmado o compromisso, assumido pelo Governo do Estado, de não renovar o atual modelo de pedágio cujos contratos vencem em 2013.

Tarso destacou que o processo está sendo conduzido dentro da legalidade. "Este é uma ato de respeito à cidadania, feito dentro da legalidade jurídica e respeitando o interesse público. Somos um Governo de princípios e de palavra e estamos cumprindo rigorosamente o proposto", disse, ao lembrar o apoio da Assembleia Legislativa, que aprovou no dia 13 de junho, a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para administrar os pedágios comunitários.

 Cabe ressaltar que ainda esse ano houve grandes movimentos, por parte da mídia gaúcha, que tentavam criar um clima favorável a que houvesse renovação dos contratos. Também houve forte resistência a criação da EGR, pedra fundamental para o rompimento dos contratos.

Conforme Beto Alguquerque, o Estado irá inventariar todo o patrimônio público para averiguar o cumprimento dos contratos até seu último dia, conforme determina o Plano Estadual de Concessão Rodoviária. "Nenhuma concessionária deixará de cobrar pedágio até o último dia de contrato e, em contrapartida, deverá entregar as rodovias em absoluta condição de trafegabilidade".

Agora é aguardar o final dos contratos. No caso de Caxias do Sul será em 16 de abril de 2013. Porém as empresas que detem o direito de exploração dos pedágios prometem não ficar quietas enquanto perdem a "mamata" (como Tarso chamou os polos de pedágio). Elas ameaçam ir para a justiça cobrar o histórico "desequilíbrio econômico". Elas querem receber pelo que achavam que ganhariam, ou seja, além dos elevados lucros que já receberam ainda querem receber mais.

Não se fazem mais comunistas como antigamente

Dia após dia, com a crescente entrada dos comunistas (PC do B) nos espaços de poder, podemos ver diversas aberrações. Antes de falar do ponto central em Caxias do Sul, vale lembrar a bizarrice do acordo extra-oficial entre Manuela Dávila (PC do B) e Ana Amélia Lemos (PP), em que Ana Amélia apóia a comunista para a Prefeitura de Porto Alegre nestas eleições e aguarda o retorno do apoio nas eleições para o governo do Estado em 2014.

Em Caxias, o candidato do PC do B à Prefeitura, Assis Melo, além de ser manchete cotidiana pelo uso descarado da máquina do Sindicato dos Metalúrgicos (está sempre em cima do palanque), também se destacou pela negociação lisa que teve com os sindicatos patronais neste ano.

O Sindicato dos Metalúrgicos negociou com os sindicatos patronais da categoria um reajuste de 7,5%, e neste ano, não houve embates fortes como outrora e se aceitou sem muita esperneação o segundo percentual proposto pelos patrões. O embate forte com certeza traria consequências para a campanha de Assis, que provavelmente terá aporte financeiro das empresas com as quais negociava no sindicato.

É sabido que as empresas doam vultosas quantias para as campanhas eleitorais, tanto para as majoritárias quanto para as proporcionais. Desta forma têm na mão todos os candidatos que venham a se eleger, que ficam devendo uma conta eterna com seus patrocinadores.

Daí a importância de que, na reforma política brasileira, seja instituído financiamento público de campanha.

Para finalizar, registre-se que Assis está correndo risco de ter sua candidatura impugnada devido a participação dirigente que teve nas Assembleias da categoria: discursou no palanque. Tudo como metalúrgico, jamais como Presidente do Sindicato ou candidato...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pedro Abramovay: “Usuário pobre está sendo tratado como traficante”

Texto de Felipe Prestes. Publicado originalmente no Sul 21


O advogado Pedro Abramovay foi secretário nacional de Justiça durante o Governo Lula, mas sua atuação chamou atenção do grande público no início do Governo Dilma. Convidado pela presidenta para ocupar a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, ele foi demitido algumas semanas depois, após o jornal O Globo ter publicado uma entrevista na qual ele teria defendido penas alternativas para pequenos traficantes. “Na entrevista eu não usei o termo “pequenos traficantes”, porque não é disto que estamos falando. Estamos falando muito mais de usuários que de traficantes. Não é uma fronteira muito clara, mas estamos falando, sobretudo, de usuários”, explica.

Advogado foi demitido de Secretaria
Nacional de Políticas sobre Drogas ao defender
 penas alternativas para  pequenos traficantes
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Agora, Abramovay continua defendendo mudanças na legislação antidrogas do país à frente do projeto Banco de Injustiças, que tem como objetivo mostrar que muitos usuários têm sido classificados como traficantes e presos equivocadamente. “O usuário pobre está sendo classificado como traficante e isto é uma injustiça brutal”.

O Sul21 conversou com o advogado durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado em Porto Alegre na semana passada. Abramovay falou sobre vários temas relacionados às drogas, como a proposta de José Mujica, de que o governo uruguaio plante maconha e forneça determinadas quantidades aos usuários.


“Estamos em uma política de produção e reprodução da dor e do sofrimento. É uma política que não soluciona nenhum dos problemas que a droga causa”


Sul21 – Há organizações, o Banco de Injustiças entre elas, apontando que a nova legislação sobre drogas tem causado uma série de situações injustas. Que situações são estas?


Pedro Abramovay – A lei de 2006 disse que não cabe prisão para o consumidor e determinou penas altas para o traficante. Mas como ela não define quem é o consumidor e quem é o traficante, tem uma área cinza entre o consumidor e o traficante – que vai desde o consumidor até a pessoa que, eventualmente, vendeu droga para sustentar seu uso – que passou a ir para a cadeia. Se a gente olhar quem está sendo preso no Brasil hoje, 60% eram réus primários, com pequeníssimas quantidades, estavam sozinhos quando presos e desarmados. Este não é o perfil do traficante, é um perfil muito mais próximo do usuário. Só que são pessoas pobres – 80% destas pessoas só tinha até 1º grau completo. O usuário pobre está sendo classificado como traficante e isto é uma injustiça brutal.


Sul21 – O senhor falou na palestra sobre uma série de arbitrariedades que estariam sendo cometidas em nome da Guerra às Drogas. Como está ocorrendo isto?


Pedro Abramovay – A lei de drogas fala que a pessoa tem que esperar o julgamento presa. Então, se você mata alguém, pode esperar em liberdade, mas se você é acusado de tráfico de drogas você tem que ficar preso até ser julgado. O Supremo já disse que isto é inconstitucional, mas muitos juízes continuam descumprindo esta decisão. No Banco de Injustiças, há o caso de uma senhora de 70 anos que foi presa, porque a polícia chegou na casa dela e encontrou crack que era do filho dela. Ela ficou três meses na prisão, porque tinha que aguardar julgamento, até perceberem que não tinha nada a ver com aquilo. Quem devolve este tempo de vida para ela? Ela ficou deprimida, foi internada. Este tipo de injustiça não é pontual. Está acontecendo o tempo inteiro, com pessoas pobres, sobretudo. Estamos em uma política de produção e reprodução da dor e do sofrimento. É uma política que não soluciona nenhum dos problemas que a droga causa, que são muitos, e agrava este problema. A gente precisa sair disto, precisa construir uma política que solucione problemas.

Sul21 – Então, quando o senhor deu aquela declaração que gerou polêmica, de que pequenos traficantes deveriam ter penas alternativas, não se referia a pequenos traficantes, mas a pessoas que, muitas vezes, estão sendo acusadas de forma equivocada.


Pedro Abramovay – Na entrevista a O Globo eu não usei o termo “pequenos traficantes”, porque não é disto que estamos falando. Estamos falando muito mais de usuários que de traficantes. Não é uma fronteira muito clara, mas estamos falando, sobretudo, de usuários. A gente está, sim, prendendo usuários no Brasil. A gente precisa desarmar o que montamos para nós mesmos.


Sul21 – Que efeito traz para estes usuários pobres estarem indo para a cadeia?


Pedro Abramovay – Tem uma pesquisa feita em São Paulo que mostra que, destas pessoas que estão indo presas, 62% tinham emprego e 9% tinham estudado. Estamos falando de pessoas produtivas, de alguma maneira, que a gente retira da sociedade, coloca na prisão e devolve para a sociedade com ligação com o crime organizado, com estigma de criminoso, que ninguém vai empregar. Então, a gente pega pessoas que não são criminosas e devolve para a sociedade criminosas. Não me parece um modelo adequado.

Sul21 – Quais poderiam ser as penas alternativas?


Pedro Abramovay – Podem ser diversas. Tem que dosar a partir de qual seja a conduta. No caso do usuário, o que a gente propõe não é nem que tenha pena alternativa, mas que sejam medidas administrativas, que podem ser desde advertência, frequentar um curso. Podem ser várias medidas, mas que não passem pelo sistema penal, porque o sistema penal impede o tratamento. Quando você diz que alguma coisa é crime, a primeira pessoa que vai olhar o usuário é o policial, não é um médico, não é uma assistente social. Enquanto for o policial, a saúde não entra.

Sul21 – As pessoas refutam o tratamento por medo?


Pedro Abramovay – Claro, o próprio médico também fica com uma aflição. Ele não é preparado para lidar com criminosos, mas com doentes.

“Os indicadores da guerra às drogas são apreensões, prisões, mortes de traficantes. Se não significam que o consumo e a violência estão caindo, não são indicadores de sucesso, mas de fracasso”


Sul21 – A comissão de juristas que discutiu o novo Código Penal previu a descriminalização do consumo de drogas.


Pedro Abramovay – Acho um grande passo. Mas acho que Portugal ensina para a gente que, além de não criminalizar, tem que ficar muito claro que aquela pessoa não vai para o sistema penal. Não é o juiz que tem que cuidar do usuário. Ninguém é a favor de legalizar passar (um carro) no sinal vermelho, mas ninguém acha que isto tem que ser crime, que o Ministério Público tem que fazer uma denúncia e que um juiz tem que condenar esse infrator. Não é esta a estrutura, é uma estrutura administrativa. O que a gente quer é que a pessoa que seja pega com drogas vá para uma comissão de especialistas que pense qual a melhor alternativa para ela, se uma advertência, uma multa, um tratamento, e construir uma saída, que não seja a saída criminal. Isto para pessoas que sejam pegas com uma quantidade abaixo de um determinado valor fixo, para que não se tenha a possibilidade de se cometer as arbitrariedades que são cometidas hoje – um modelo semelhante ao que é feito em Portugal.



Sul21 – O senhor critica que os resultados da política de drogas sejam mais prisões e apreensões. Por quê?


Pedro Abramovay – Uma política consistente de drogas tem que ter como objetivos a redução da violência e acesso à saúde, que as pessoas tenham uma vida mais saudável. Como a repressão e a Guerra às Drogas nunca conseguiram reduzir o consumo nem a violência, os indicadores que se criam são indicadores que não dizem nada. São apreensões, prisões, mortes de traficantes. Se estes indicadores não significam que o consumo e a violência estão caindo, não são indicadores de sucesso, mas de fracasso. Significa que está se trabalhando muito, gastando muito dinheiro e muita energia para não alcançar os objetivos mais importantes.

Sul21 – O indicador deveria ser, por exemplo, quantas pessoas foram ressocializadas?


Pedro Abramovay – Mortes por overdose, quanto é? Em Portugal, ao descriminalizar, despencou o número de mortes por overdose. Este é um indicador de sucesso. As pessoas muitas vezes imaginam que a descriminalização aumenta o consumo, mas foi feita uma pesquisa por um instituto inglês em 21 países que tiveram medidas de flexibilização da legislação. Em nenhum deles aumentou o consumo. Em alguns até caiu. Não se diminuiu o consumo de nenhuma droga ilícita por meio da repressão. A única droga que se conseguiu diminuir o consumo por meio de atitude do Estado foi uma droga lícita: o tabaco. O caso do tabaco mostra que é possível reduzir consumo, mas se faz isto com regulação, não com cadeia. Com a criminalização, todo mundo tem acesso à droga, mas você não consegue tratar ninguém e prende pessoas que não cometeram violência contra ninguém.

Sul21 – Num segundo momento, o senhor defende a legalização do comércio, ou o plantio (de cannabis) em casa?


Pedro Abramovay – O tema do plantio em casa sem dúvida deve ser discutido. Há experiências bastante bem-sucedidas na Espanha. Acho que temos que debater isto no Brasil. A legalização é algo que nenhum país fez. Eu me sinto mais confortável em falar sobre a descriminalização, que é um modelo que deu certo onde tentaram, do que no modelo de legalização, que nunca ninguém testou.

Sul21 – Na Holanda não foi testado?


Pedro Abramovay – Na Holanda não é legalizado, porque a venda é permitida em pequenas quantidades, mas a produção não é. Então, os coffee shopscompram ilicitamente a droga. Então, é um modelo que tem uma hipocrisia. A impressão que eu tenho é que pior que a atual política (do Brasil) não tem, uma política que não consegue frear o consumo e que causa tantos danos. Tem coisas que claramente já deram certo, como a descriminalização e o cultivo pessoal. Os outros passos têm que ser debatidos com muito cuidado e com atenção às experiências que outros países têm feito. Na Califórnia, por exemplo, se diz que foi regularizada a maconha medicinal, mas existe um milhão de pacientes cadastrados. A pessoa vai na farmácia, compra, e a sociedade californiana não teve nenhum prejuízo com esta medida. A gente tem que ter um debate baseado em dados concretos, na ciência, e não baseado na ideologia, no medo, na raiva – em geral, o tema de drogas é debatido assim. A gente quer debater como quem quer resolver o problema, e não como quem quer fazer barulho, dar a impressão de que está dando uma resposta sem, até agora, ter chegado perto de solucionar o problema.


“Até pouco tempo atrás, o tema das drogas no Brasil estava sob a guarda dos militares. Hoje, a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas está no Ministério da Justiça. É um avanço extraordinário”


Sul21 – Como o senhor vê a proposta do presidente José Mujica, do Uruguai, de que o Estado plante maconha e de que isto separaria o usuário de maconha das drogas mais pesadas?


Pedro Abramovay – Nesta lógica de tanto esgarçamento da atual política é o momento de testar novas coisas, porque insistir no erro a gente sabe que não funciona. O caso do Uruguai tem algumas questões. Primeiro: a gente precisa descriminalizar não só a maconha, mas todas as drogas. Quanto maior efeito da droga sobre a pessoa, mais próxima de um doente esta pessoa vai estar e mais atenção de saúde, e não de prisão, esta pessoa deve ter. Então, não é que a droga mais grave deve ser criminalizada e a mais leve não. A gente não pode tratar nenhum usuário como criminoso. Do ponto de vista da legalização, muitas pessoas dizem que a maconha é a porta de entrada para outras drogas. Tem um estudo neozelandês que afirma isto, mas o próprio autor diz que a maconha é a porta de entrada porque a gente força os jovens a comprarem maconha da mesma pessoa que vende cocaína, que vende crack. Quando você vai no supermercado comprar arroz, você acaba comprando outras coisas. Então, o que torna a maconha uma porta de entrada é o fato de ela ser considerada ilícita. Acho que, de alguma maneira, separar a maconha — que é a droga responsável, de longe, pela maior parte do consumo de drogas ilícitas — é afastar os jovens do crime. Então, acho que tem algum sentido nisto. São experiências, inovações que a gente tem que olhar com calma, avaliar, ter a serenidade de ver quais são os resultados concretos disto, sem nenhum clima de oba-oba e nem de cegueira, como é o clima com que se convive com a política atual.

Sul21 – Qual é a visão do senhor sobre a internação compulsória dos dependentes químicos?


Pedro Abramovay – Eu não sou médico, mas li muitos artigos científicos sobre isto e vários mostram que a eficiência da internação compulsória é baixíssima, de menos de 10%. É claro que existem situações absolutamente excepcionais – menos de 5% dos casos – em que a pessoa pode ser avaliada como psicopata e não tem juízo sobre a situação e pode se matar, ou matar outra pessoa. Mas estes casos são exceção até no caso do crack. Na grande maioria dos casos, as pessoas têm, sim, total consciência nos momentos de abstinência e podem decidir por tratamento. Quando elas tomam esta decisão, a eficiência do tratamento é muito maior. E o tratamento ambulatorial e a rua têm eficiência muito maior que a internação, porque a relação da droga com a dependência não está na própria substância. O que faz a pessoa se tornar dependente é a relação da pessoa com a droga dentro de uma circunstância social específica. Então, se a pessoa está desempregada, vê naquilo uma muleta para seus problemas ou algo assim, a chance dela se tornar dependente é muito maior. Quando você interna a pessoa, desintoxica ela, mas devolve para o meio que gerou a dependência, ela vai voltar a ser dependente. Por isto é que a maioria dos casos de internação não funciona. Quando você consegue tratar a pessoa no meio em que ela vive e fazer ela lidar com os problemas que levaram à dependência, aí a pessoa consegue sair da tragédia das drogas.

Sul21 – Como o senhor avalia a atual política do Governo Federal na questão de drogas?


"Hoje é possível debater o tema das
drogas no Brasil.
Antes, qualquer pessoa que levantasse
 essas questões era tachada de maluca"
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Pedro Abramovay – Acho que o Governo Federal avançou em várias áreas no tema das drogas. Até pouco tempo atrás, o porta-voz do tema das drogas no Brasil era um general, o tema estava sob a guarda dos militares. Hoje, a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas está no Ministério da Justiça e o grande porta-voz do plano tem sido o ministro da Saúde. É um avanço extraordinário que a gente possa ter este olhar sobre o tema e não o olhar de guerra. O Plano de Enfrentamento ao Crack pela primeira vez dá dinheiro para o tratamento ambulatorial, mas também dá dinheiro para a internação, e aí é uma contradição. Claro, há momentos em que você precisa de internação, mas são casos mais raros. Mas como não é o Governo Federal que executa, lá na ponta, nos municípios, você pode transformar o consultório de rua em uma carrocinha de pegar usuários pobres e levar para esconder na internação. Então, a gente tem quer vigiar muito de perto o plano para apoiar o que ele tem de muito positivo, que é incentivar o tratamento de rua, incentivar o olhar de saúde, e não deixar que setores mais conservadores se apropriem deste plano pelo lado da internação compulsória, não respaldada na ciência.

Sul21 – Em que pé está o debate sobre drogas neste momento no país? Avançamos?


Pedro Abramovay – Acho que pela primeira vez a gente tem o debate aparecendo de maneira séria. Agora, é possível debater o tema. Antigamente, qualquer pessoa que levantasse essas questões era taxada de maluca. Agora, é um tema sério, há grandes personalidades que discutem este tema, apresentam suas propostas. Acho que é um cenário positivo. Ainda está longe de ser um tema discutido sem preconceito, mas acho que a gente pode finalmente discutir o tema com base em dados, em pesquisas, e não só em ideologia e impressões.

domingo, 22 de julho de 2012

Área de Lazer no Planalto Rio Branco sofre com abandono

Uma área verde que serviria de lazer para os moradores do Planalto Rio Branco encontra-se totalmente depradada e abandonada. O registro fotográfico feito por Marcos Vinícius Cacequi, no seu perfil do Facebook mostra o estado lamentável que está o lugar.

O local que abrigava um parque infantil, campo de futebol, centro comunitário e até uma capela mortuária está completamente destruído. Segundo Marcus a situação já dura anos. Na porta de onde seria a capela mortuária uma placa da Prefeitura Municipal anuncia a obra de reforma que ficaria pronta em 90 dias.

Este é o lugar onde famílias, crianças e adolescentes têm para se divertir, em meio a focos de dengue, goleiras seguradas por pedras e parede do antigo centro comunitário pronta para cair em cima de alguém.

"Fiz está denuncia porque nos últimos 8 anos foram assim. Nesta comunidade temos indivíduos em situação de extrema pobreza, morando a beira dos trilhos do trem, onde há famílias que sequer saneamento básico têm, comunidade com diversas pontos de tráfico e nossos jovens cada vez mais marginalizados. Quem sabe se o centro comunitário funcionasse? Se houvessem atividades culturais e esportivas com esses jovens neste espaço comunitário? Se tivessem um local pra passar os dias!? Talvez assim poderíamos através do lazer, do esporte e da cultura diminuir pelo menos um pouco esta porcentagem da marginalidade que não para de aumentar em Caxias", completa Marcus.

Como pode-se ver pelas fotos a situação é deprimente. Esse não é o único espaço, em bairros mais afastados que enfrenta com o abandono. O site da prefeitura divulgou em 04/07/11 que seria feito o projeto da rede elétrica do local. Porém parece que nada foi feito. Para uma administração que diz "cuidar das pessoas" o descaso com os moradores dos bairros mais carentes é condenável.

 

sábado, 21 de julho de 2012

TCU derruba a prova central do mensalão

Publicado originalmente no Blog Brasil 247

A menos de quinze dias para o início do “julgamento do século”, uma decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União pode ser determinante para o futuro dos réus da Ação Penal 470. O TCU considerou regulares os contratos de publicidade de R$ 153 milhões do Banco do Brasil com as agências de publicidade DNA e SMPB, que pertenciam ao empresário Marcos Valério de Souza. Isso reforça o que foi dito, dias atrás, pelo criminalista Marcelo Leonardo, que fará a defesa oral de Valério no Supremo Tribunal Federal. “Não houve recursos públicos, apenas empréstimos privados”. O PT admite que tomou empréstimos bancários, junto ao Rural e ao BMG, para honrar dívidas de campanha próprias e de alguns partidos da base aliada.

Ao validar os contratos de publicidade de Marcos Valério,
 o tribunal, liderado por Ana Arraes, reforça a ideia de
 que o esquema não utilizou recursos públicos;
isso pode influenciar julgamento e já livra
 o ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato
A decisão do TCU foi tomada a partir de relatório preparado pela ministra Ana Arraes, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. O primeiro a ser beneficiado é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi denunciado por ter validado os principais contratos de publicidade de Valério na administração pública federal. De acordo com o TCU, os contratos seguiram o padrão de normalidade do Banco do Brasil e não diferem dos que foram fechados com outras agências de publicidade. Curiosamente, as agências de publicidade de Valério entraram para o governo federal no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foram apadrinhadas pelo ex-ministro Pimenta da Veiga, das Comunicações, que é amigo pessoal de Valério. Continuaram no governo Lula, até o escândalo do mensalão, ocorrido em 2005.

Embora já ajude a livrar a cara da Pizzolato, a decisão do TCU pode ter também repercussões maiores sobre outros réus. A começar, pelo próprio Valério. O empresário sustenta que, entre o fim da campanha presidencial de 2002 e o início do governo Lula, foi apresentado ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, do PT, pelo ex-deputado Virgílio Guimarães. Ajudou a resolver o problema das dívidas de campanha com o partido por meio dos empréstimos bancários. E, no caso do Rural, ele argumenta que tentou fazer lobby para que o banco assumisse a massa falida do Banco Mercantil de Pernambuco – o que não ocorreu. Por isso, Valério chegou a dizer que foi um lobista fracassado.

Essa decisão do TCU também corrobora a tese de caixa dois eleitoral – e não de compra regular de parlamentares. Isso porque os empréstimos foram tomados logo no início do governo Lula. Os contratos de publicidade eram renovados periodicamente.

Reação na oposição

Na oposição, a decisão do TCU foi recebida com indignação. Segundo o blogueiro Reinaldo Azevedo, o petismo trabalha para “transformar o Brasil num curral”. Eis um trecho de artigo publicado por ele nesta manhã:

“Marcos Valério pegava a dinheirama das estatais e depois fazia “empréstimos” para o PT. Uma das estatais era justamente o Banco do Brasil. Agora Ana Arraes, com endosso de outros ministros, diz que tudo foi regular, entenderam? Quer-se, assim, reforçar a tese de que o dinheiro do mensalão não era público. É evidente que os advogados dos mensaleiros tentarão usar isso a favor dos seus clientes. Eles não tinham uma notícia tão boa desde que o processo começou. Ana Arraes demonstra que não foi nomeada por acaso e que Lula sabia bem o que estava fazendo quando entrou com tudo na sua campanha. Só para registro: Aécio Neves também foi um entusiasmado cabo eleitoral da ministra. Campos é apontado por muitos como uma espécie de novidade e de renovação da política. É mesmo? Eis um episódio a demonstrar que ele é jovem, mas não novo!

Nada mais antigo do que o que se viu no TCU. Manobras dessa qualidade fariam corar a República Velha. A 15 dias do início do julgamento do mensalão, uma das operações mais descaradas de desvio de recursos públicos para os mensaleiros recebeu a chance de “nada consta” do TCU. É a nossa elite política “progressista”! Caberá ao STF dizer se existe pecado do lado de baixo do Equador! Se decidir que não há, não vai adiantar Deus ter piedade dos brasileiros.”

O que o TCU demonstrou, no entanto, é que as agências de Valério prestaram contratos regulares de publicidade ao Banco do Brasil. E o lobby a favor do Rural se dava em outras esferas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Divulgação de salários do funcionalismo: desvirtuamento da Lei de Acesso à Informação

A Lei Federal 12.527/2011 veio regulamentar e assegurar o direito de acesso às informações do Poder Público (leia-se Legislativo, Executivo e Judiciário). Acesso às mais diversas informações darão maior transparência à gestão pública e ampliarão o controle financeiro e político das atividades estatais.

Com as ondas de corrupção e máxima despolitizada de que "todo político é corrupto", o sendo comum constrói conceitos totalmente deturpados da importância da atuação do Estado na sociedade. Assim, logo chega-se à banalização de que os servidores públicos não trabalham e ganham fortunas.

O debate do momento é a divulgação ou não dos salários dos servidores públicos de todas as esferas: legislativo, executivo e judiciário. A pergunta que fica é: por que e para quê a divulgação? Se os servidores públicos são concursados, se beneficiam de leis (nem sempre justas ou morais) que não são feitas por eles e trabalham como os demais trabalhadores, por que têm de ser penalizados? Para averiguar e controlar a correção dos salários dos servidores públicos existem os serviços de controle interno, corregedorias e Tribunais de Contas.

O foco da fiscalização salarial deve ser dos Cargos em Comissão, que muitas vezes ganham mais que os servidores e não tem exigência de cumprimento de carga horária. Todos sabem que muitos CC's são criados apenas para apadrinhamentos políticos e para acomodar o amplo leque de alianças feitas para a manutenção do poder.

Talvez para muitos servidores a divulgação dos seus salários não teria maiores problemas, mas para alguns poderia realmente colocar em risco sua vida íntima e pessoal, ainda mais em cidades realmente pequenas onde todos se conhecem. Com certeza poderá haver riscos à segurança desses servidores e uma provável invasão de invasão de privacidade e intimidade. Há de se ressaltar que em nenhum momento a Lei prevê a divulgação dos salários de seus servidores e, inclusive protege as informações ditas pessoais de uma possível propagação.

Além disso, o que mais deve instigar a vontade da população em saber quanto ganham os servidores é bisbilhotar a vida alheia. Natural. Não é à toa que as revistas de fofoca vendem como água. Já imaginou a oportunidade de saber quanto aquele seu vizinho que é servidor federal ganha?

E assim caminha a humanidade brasileira, focando em coisas sem tanta importância e desvirtuando as leis que poderiam ser bem mais úteis.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Polentinhas - Nenhuma palavra sobre o debate no Burgueseiro

O Burgueseiro de hoje não apresentou uma palavra sobre o debate ocorrido ontem (18) entre os prefeituráveis na Rádio Caxias. O maior fato político das eleições municipais até agora na cidade e o jornal de maior circulação regional se omitiu e não repercutiu a notícia.

Apenas reservou-se o direito de declarar:

"Se eu não jogo, não divulgo. Minhas ideias, minhas notícias, meu mundo."


quarta-feira, 18 de julho de 2012

'Essa coligação ampla está para se escorar e não para atender a população"

A frase do título é do candidato a prefeito Assis Melo (PCdoB) e demonstra bem as alfinetadas que o candidato situacionista, Alceu Barbosa Velho (PDT), levou durante todo o debate realizado na manhã de hoje na Rádio Caxias.

Debates são espaços pouco recomendados para quem quer ver alguma diferença entre os candidatos, mas são importantes para saber o tom da campanha e o foco de cada um. Como as propopostas já são empacotadas é muito difícil achar a diferença entre um e outro. Mas nesse primeiro debate algumas características afloraram.

Milton Corlatti (DEM) mostra-se, obviamente, como o candidato que quer trazer a experiêcia da iniciativa privada ao serviço público. Ele chegou até a afirmar que "nós temos que acabar com o político profissional e fazer o político ser profissional".

Marcos Daneluz (PT) aposta no fato de ter sido governo (ele e a vice Justina) há 8 anos atrás. Também reafirmo sua origem, no interior de Caxias, e que por isso conhece bem os problemas dessas localidades. Foi de Daneluz a afirmação mais contundente no sentido de voltar "a participação popular" aos moldes do que era o Orçamento Participativo e apresenta um item novo que é a implantação do Gabinete Digital, aos moldes do governo Tarso.

Possamai (PSOL) apresentou sua trajetória oriunda dos movimentos, em especial o movimento estudantil. O prinicipal foco dele é demonstrar-se como alternativa, de esquerda, principalmente. Foi de Possamai a expressão que gerou um direito de resposta, injusto diga-se de passagem, onde ele chamou a coligação da situação de "Macarronada Política Indecente".

Assis Melo (PCdoB) protagonizou algumas das alfinetadas mais contundentes em Alceu. Ele chamou o adversário de "candidato do continuísmo", questionou a devolução de recursos ao governo federal por não realização das obras. Foi, portanto, o candidato que mais questionou o governo Sartori/Alceu.

Alceu Barbosa Velho (PDT) apresentou-se como candidato de situação. Mostrou os números da atual administração, das obras realizadas e disse que pode fazer mais. Não escapou ileso as críticas. Quando confrontado por Possamai e Assis perdeu a calma. Alceu ira calcar sua campanha nas obras e reallizações de Sartori.

Foto: Bárbara Demétrio
De propostas concretas o debate ficou um pouco pobre. Há muita generalidade pois o tempo é muito curto para cada fala. Daneluz e Assis foram os que sairam um pouco do generalismo a apresentaram propostas um pouco mais concretas. Daneluz apresentou uma proposta de construção de 8 novas creches com recursos do ProInfância. Assis apresentou a implantação, em Caxias, do BRT (ônibus de trânsito rápido) com corredor exclusivo para ônibus.

A ampla aliança de Alceu foi alvo de crítica de todos os candidatos. Com excessão de Corlatti que disse que por ter uma candidatura sem alianças ele não precisa distribuir cargos se eleito, os outros candidatos atacaram muito mais a forma com que a aliança foi construído do que ela em si.

Posssamai lembrou por diversas vezes que a coligação de situação foi construída na troca de cargos no governo municipal (algo que já expomos aqui e aqui). Em sua defesa Alceu foi genérico e disse que a aliança foi construída por afinidade.

Outro ponto que chamou atenção foi a pergunta formulada por Daneluz, para Alceu, sobre meio ambiente. Alceu disse que muito se fez na preservação ambiental e citou o Mato Sartori (OK) e a impressão do calendário ambiental (ãh?!?!!?). Daneluz foi enfático ao afirmar que "No nosso governo nós vamos evitar desmatamentos desnecessários. O governo tem que dar exemplo na questão ambiental".

Outra frase que chamou atenção foi quando Assis, ao se referir a Alceu disse: "Quem ficou 8 anos no governo não deve dizer o que vai fazer, mas tem que explicar porque não fez".

O clima esquentou, mas por enquanto em alto nível, por enquanto.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Querem brustolar o Fortaia News

A chapa do coirmão do Polenta News, o Fortaia News (http://fortaianews.blogspot.com.br/) está quente!

O blog, a exemplo do Polenta News, se dedica a informar de uma forma diferente em contraponto à mídia imperialista que temos à disposição diariamente nas rádios, jornais e televisão.

O blog "Fortaia News" mexeu no vespeiro de partidos conservadores que estão à frente do poder na cidade de Antonio Prado, e por isso está sendo alvo de ataque judicial. A coligação  PMDB, PDT, PTB e PPS requer na justiça que o Google retire o blog da rede. A alegação é que a mídia alternativa está fazendo propaganda irregular com cunho negativo à coligação.


Não é o PIG (Partido da Imprensa Golpista) que brada aos quatro cantos por liberdade de imprensa? Pois parece que pimenta nos olhos dos outros é colírio quando a mídia golpista detém a hegemonia dos meios de comunicação.


Graças às redes sociais e à Internet, a realidade catastrófica de aprisionamento a uma só corrente ideológica de informação vem se modificando.


Viva a democracia! Viva a liberdade de imprensa! E viva, um dia, a oportunidade de acesso a todos os tipos de informação!



domingo, 15 de julho de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Explicações de Tonus não convencem

Tônus não consegue explicar contradições
nos contratos de prestador de serviços
[Foto: Letícia Rossetti]
O secretário de Turismo, João Tonus, compareceu à Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos sobre o contrato de recepcionistas que trabalharam durante a Festa da Uva desse ano. Segundo denúncias da vereadora Denise Pessoa (PT) (leia aqui) a empresa contratada para terceirizar o serviço, a JOB Recursos Humanos, recebeu R$ 350 mil para contratar 219 recepcionistas e 37 folguistas (que cumpririam as folgas dos efetivos), porém a empresa apresentou para o Ministério do Trabalho o registro de apenas 121 recepcionistas.

O caso é mais grave pois quem fiscalizava o contrato eram 3 cargos de confiança da própria secretaria: o Secretário, Jaison Barbosa (PDT), Saulo Velasco (PDT) - que já recai sobre ele denúncias de empregar parentes em contratos temporários e Marcelo Zamboni Pauli (PMDB).

Apesar de serem bastante graves as denuncias, nem Tonus, nem o Secretário de Gestão e Finanças, Carlos Burigo, que também compareceu a sessão, trouxeram qualquer planilha que comprove que as pessoas realmente trabalharam. As explicações dos dois representantes do governo Sartori foram vagas e não explicaram, entre outras coisas, a formalização de um aditivo apenas 2 dias antes do término do evento.

Outro fato que causa estranheza é que na primeira licitação, em dezembro de 2011, 5 empresas se apresentaram porém todas foram desclassificadas por problemas de documentação. Quinze dias depois, em nova chamada, a JOB foi vencedora porém, novamente, ela apresentou problemas de documentação. Isso não impediu que, às vésperas da Festa da Uva, ela fosse contratada, por dispensa de licitação para prestar o serviço. Inclusive, durante a festa, a empresa JOB teve 12 atuações do próprio Ministério do Trabalho por irregularidades.

Em fevereiro desse ano uma reportagem do O Caxiense apontava o atraso para a contratação desses recepcionistas (veja aqui). Na época, uma semana antes da abertura da festa, comentava-se da contratação de 150 recepcionistas. Esse número ficou abaixo do que foi efetivamente contratado, porém a empresa ao que tudo indica recebeu como se quase o dobro tivesse trabalhado. Na matéria Edson Mano (PR) já falava sobre os problemas da licitação. Ao que tudo indica tudo foi feito de maneira muito desorganizada.

Durante a sessão os vereadores de oposição foram com toda a carga para cima de Tonus. Ana Corso (PT) afirmou não entender o motivo dos folguistas virem, todo o dia de Porto Alegre e questionou o porquê esses contratados não usavam crachá de identificação.

Denise, autora da denuncia, não se convenceu com o termo aditivo, no final do contrato, e com a indicação de 3 CCs para fiscalizar o cumprimento do contrato.

Esse é mais um fato que se juntam a tantos outros  que desmoralizaram a Festa da Uva desse ano. Nessa edição houve de tudo. Suspeita de favorecimento na escolha da Rainha e Pricesas, amadorismo na decoração da cidade, atrasos da divulgação da Festa, barraco durante o desfile, contratos suspeitos com tercerizadas de limpeza e de pessoal, ou seja, a administração Sartori privatizou, para um pequeno grupo, as beneses da Festa. Deve ter tido muita gente fazendo caixinha de campanha com o evento.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Imagens de agressão a vereador não são montagens, diz perícia

Incerti, pego no flagra, partiu
para a briga
As imagens que foram gravadas da agressão cometida pelo vereador Pedro Incerti (PDT) no vereador Rodrigo Beltrão (PT) não são montagens, diz a perícia contratada pela Câmara de Vereadores. As imagens foram gravadas por um ex-assessor do parlamentar petista. Segundo relato de funcionários, assessores e cidadãos presentes o vereador pedetista já havia entrado em estado alterado no gabinete de Beltrão alguns minutos antes.

O motivo de toda a ira foi a destituição de Incenti da função de relator da comissão processante que julgava a quebra de decoro parlamentar de Moises Paese por apresentação de atestados falsos. Incerti protocolou um relatório pedindo o arquivamento do caso, quando a comissão aprovou o contrário (leia aqui).

A comissão que está analisando o caso afirma que contra Incerti, foram verificadas infrações aos artigos 15 (incisos nove e dez) e 16 (incisos dois e cinco) do Código de Ética, além do artigo 7º (incisos um, dois e três) do decreto-lei 201/67.

No artigo 15, Incerti teria quebrado as regras de exercer a atividade parlamentar com zelo e probidade e de defender, com independência, os direitos e prerrogativas parlamentares e a reputação dos vereadores. No caso do artigo 16, estão em questão tratar, com respeito e independência, as autoridades e funcionários, não prescindindo de igual tratamento, e ter boa conduta nas dependências da Casa.

O vereador petetista terá até o dia 24 de julho para apresentar a sua defesa. Em uma atitude desesperada para tentar amenizar o ato praticado pelo seu vereador, a bancada do PDT entrou com uma representação contra Beltrão. Sobre ele recai uma acusação de não ter mantido sigilo.

Ao que parece a situação de Incerti se complica. O suplente de vereador, tenta uma vaga na Câmara de Vereadores nessa eleição. Provavelmente não terá seu mandato cassado, do mesmo jeito que conseguiram salvar, pelo menos por enquanto, a vida política de Paese. Cabe a população deixar mais um ficha suja do lado de fora da Câmara.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Lei que muda as gratuidades continua "andando" na surdina

A proposta de mudança na Lei Orgânica municipal que pode flexibilizar, e até acabar, com a meia passagem estudantil, continua sendo discutida na Câmara de Vereadores, porém de maneira muito discreta. O último movimento foi no último dia 3 de julho, quando o vereador Vinícius Ribeiro (PDT) pediu um adiamento, o quarto, por 90 dias, o que fará o projeto ser discutido e aprovado ou não, somente depois das eleições municipais.

Esse fato foi alertado pelo vereador Daniel Guerra (PSDB) que argumentou que um tema dessa magnitude deveria ser discutido antes das eleições.

Em fevereiro, quando tentou-se utilizar das férias para aprovar o projeto, que não ocorreu por pressão do movimento social, ficou encaminhado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação, que é presidida por Vinícius, que o projeto iria para o Executivo para análise mais profunda (leia aqui)

De lá para cá a prefeitura teve ganho de causa quando questionou a constitucionalidade da lei que garantia para as pessoas entre 60 e 65 anos direito ao passe livre (relembre).

Ainda incide sobre o projeto emendas supressivas, que ajudaria a não mudar nada. Porém por se tratar de Lei Orgânica é necessário uma quantidade maior de votos para aprovar a modificação.

O receio é que, passada as eleições, e não tendo mais nada a perder, para alguns, ou como faltaria quatro anos para uma nova eleição para outros seja mais fácil passar o projeto e tirar o meio passe da Lei Orgânica.

Se isso acontecer o desconto pode ser decidido por decreto municipal e ficaria dependente da boa vontade do governante de plantão.

Para variar esse assunto não ganhou nenhuma cobertura na mídia, por que será?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Demóstenes foi aquilo que Veja quis que fosse

Publicado originalmente no site Brasil 247. Demostenes foi cassado com 56 votos favoráveis e 19 contrários.


Chegou o grande dia. O senador Demóstenes Torres (sem partido/GO) será finalmente cassado nesta quarta-feira. Com sua queda, cairá também a hipocrisia da sociedade brasileira que, nos últimos anos, foi alimentada por um discurso político e ideológico, de linhagem udenista, construído por falsos moralistas – no Congresso, e fora dele.

Neste jogo, papel de destaque deve ser atribuído à revista Veja. De certa maneira, foi a publicação da Editora Abril que moldou o comportamento do senador goiano. Demóstenes não se transformou em “mosqueteiro da ética” por vocação. Apenas exerceu esse papel porque, rapidamente, percebeu que era o que lhe rendia mais citações nas páginas da revista e alguns segundos no Jornal Nacional.

Ex-secretário de Segurança de Goiás, ele poderia ter sido um “xerifão”, por exemplo, na linha do “bandido bom é bandido morto”. Vestiu um papel mais civilizado, porque havia uma avenida aberta.

Em julho de 2007, quando Veja movia uma campanha contra o senador Renan Calheiros – não por razões éticas, mas porque o político alagoano liderava a ala do PMDB que se aliaria ao PT, e não ao PSDB nas eleições seguintes –, a revista elegeu os “mosqueteiros da ética”. E, claro, Demóstenes estava lá.

“O outro (mosqueteiro da ética) é o incansável senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás. No Conselho de, digamos assim, Ética do Senado, ele é uma das únicas vozes a exigir investigações sérias e denunciar as manobras para absolver sem apurar. Demostenes Torres entende o que muitos senadores fazem questão de não ver: o Senado está se desmoralizando numa velocidade avassaladora. A esperança que resta é que esse pequeno conselho de mosqueteiros da ética consiga derrotar as malandragens do grande Conselho de, digamos assim, Ética do Senado”, dizia o texto da revista.

Chega a ser risível, portanto, ver Demóstenes protestar diante de um plenário vazio contra os julgamentos sumários da mídia. Ora, justamente ele que era sempre o primeiro a se apresentar ao batalhão de fuzilamento?

Mais recentemente, Demóstenes concedeu entrevista de páginas amarelas à revista Veja. Posou vestindo a roupa que lhe foi costurada pela Abril e disse: “Só nos sobrou o Supremo”. Segundo ele, até mesmo o Senado havia passado a reagir bovinamente diante dos escândalos sucessivos de corrupção (denunciados, é claro, por Veja). “Antes do mensalão, ainda havia certo pudor dos parlamentares em abrir investigações, quebrar sigilos e dar uma satisfação ao eleitor”, disse o (ainda) senador goiano.

Pois, se é assim, nesta quarta-feira, o Senado se reconciliará com a opinião pública cassando o Senador Cachoeira.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Recurso federal garante 8 novas viaturas à Guarda Municipal

Um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Senasp, no valor de R$ 889 mil garantiu a compra de um micro-ôniubs, duas vans, e cinco veículos para a Guarda Municipal. O recurso repassado pelo governo Dilma junta-se a contrapartida de R$ 62 mil da prefeitura de Caxias do Sul.

Os equipamentos foram entregues, com muita pompa ontem, pelo prefeito José Ivo Sartori e todo o staff da Secretaria de Segurança, mais uma vez o financiador principal dos recursos ficou secundarizado, coisa que já é comum nesse governo.

Segundo informações do site da Prefeitura os veículos serão utilizados para auxiliar e orientar a comunidade em locais com maior vulnerabilidade social com a finalidade de interagir e auxiliar, com material impresso informativo voltado para a prevenção. Além disso,  auxiliarão no serviço rotineiro da corporação e em eventos e ações comunitárias.

Na ocasião o prefeito Sartori afirmou que “essas oito novas viaturas vão qualificar ainda mais os serviços que são prestados em nossa cidade”.

Esse é um importante investimento para a cidade e a Guarda Municipal precisa realmente ser reaparelhada, coisa que estava esquecida nesses últimos 7 anos. Porém é necessário trabalhar o lado do servidor e na sua capacitação.

Não é incomum os casos de abuso de autoridade por parte de servidores da Guarda e também a ausência dela em momentos essenciais como no incidente que aconteceu recentemente no Ordovás. Vamos esperar que além de mais equipamentos tenhamos profissionais mais bem preparados para a função.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A velha política se repete

A matéria abaixo foi originalmente publicada no Fortaia News, de Antonio Prado. Vale a pena conferir.

Um dos maiores líderes do PDT de Antônio Prado, atual vereador e presidente da Câmara de Vereadores, Catissa, foi desprezado pelo seu próprio partido e impedido de concorrer à reeleição. Na quinta-feira (05), o ex-catador de lixo (muito bem assessorado) registrou-se como candidato e vai brigar na Justiça por uma vaga.


Entenda o caso:
Porque o líder foi jogado no lixo?


Há quase 8 anos o PDT está coligado ao PMDB, servindo à situação e participando de uma Administração fraca, descomprometida com as classes mais necessitadas, e envolvida com ações nebulosas como aquelas objeto de denúncias ao Ministério Público de cobrança pelos auxílios dados pela Secretaria de Assistência Social e Habitação ou, ainda como exemplo, a do asfalto que nem foi inaugurado e já estava furado, precisando urgentemente de uma recapagem.
Sabiamente, o ex-catador de lixo tomou posição. Com postura coerente na cadeira de presidente, não se curvou às regras do "toma lá dá cá" do seu partido político, preferindo tomar partido do seu povo, de quem realmente o elegeu. Com coragem, nunca vista entre os políticos de Antônio Prado, Catissa enfrentou os poderosos com determinação, resistindo às mais baixas tentativas de fizeram para corrompê-lo. O líder negro pensa com a própria cabeça, tem luz própria, brilha e aparece mais que o próprio prefeito.


Resultado: foi escanteado, colocado na lixeira....
Caso semelhante aconteceu com outro partidário pedetista e também presidente da Câmara em 1999, Gilberto A. A. Ramos. Depois de usarem sua figura, descartaram-no como se fosse uma roupa velha.
Mas agora foi diferente. E ele mandou muito bem: “Não sou desodorante pra ficarem me apertando debaixo do braço e depois jogar fora” – (expressão usada pelo líder do Legislativo Municipal).
O espírito do líder negro Zumbi dos Palmares desceu e fez Catissa reagir frente ao velho jeito colonial de fazer política.
Em frente líder negro, .... pois eles não permanecerão no poder mais do que seis curtos meses.

Zumbidos Palmares

Nasceu em 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial.
Com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

Após uma intensa batalha, a sede do quilombo é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue às tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

domingo, 8 de julho de 2012

Os avanços necessários na lei de acesso a informação

O assunto da semana foram as publicações das lotações e salários dos CCs da Assembleia Legislativa e a polêmica se o governo do estado fará ou não a publicação dos salários dos servidores.

Na sexta feira a Zero Hora publicou, e o Pioneiro publicou uma parte, uma lista de todos os assessores dos deputados estaduais gaúchos. Porém a divulgação carece de confiabilidade por alguns motivos:

1 - Ela não é feita através do contracheque. A RBS solicitou a informação utilizando-se da Lei de Acesso a Informação e recebeu uma tabela com o nome e o padrão de cada assessor. De posse disse pegou a tabela de cargos e salários e montou a sua lista.

2 - Não constam nessa lista os avanços, incorporações, nem qualquer outra vantagem que o servidor tenha.

3 - Não foi feito nenhum trabalho jornalístico de avaliação dos números obtidos.

Por essas razões a informação exposta no jornal é absolutamente inútil a não ser que se comece a analisar todos os casos.

Em primeira análise a maioria dos assessores ganha muito pouco. Dos 31 assessores que os 3 deputados caxienses tem (Alceu, Marisa e Maria Helena), 22 deles ganham de R$ 2 mil a R$ 3 mil. Um valor que é alcançado facilmente fora do serviço público. Então dizer que assessor parlamentar ganha muito não é verdade a luz dos números.

Outra observação é que os deputados podem contratar de 9 a 15 assessores desde que o valor não ultrapasse R$ 55 mil/mês. Alceu (PDT) gasta R$ 30 mil; Maria Helena (PMDB) R$ 38 mil; Marisa (PT) R$ 44 mil. É difícil acreditar que fique sobrando essa verba, que não pode ser utilizada para outro fim. Então alguma coisa está faltando nessa informação.

Por fim isso não possibilita que se verifique se há um desvio de função, ou se há um supersalário. Resumo da história toda o alarde feito pela RBS só tem o objetivo de causar discussão sem ter nenhum sentido prático.

Aqui fazemos uma observação: Dois assessores Jó Arse e Paulo Sausen, ambos assessores de Alceu, desempenham, sabidamente outra função. O primeiro é coordenador da 25ª Região Tradicionalista e o segundo é presidente da TV Caxias canal 14. Será que vão dizer que as funções extras são compatíveis com o trabalho de assessor?

Avançando no controle público

O que na verdade está faltando avançar é o controle mais rígido sobre as empresas, ou entidades, privadas que recebem recursos públicos ou são concessionárias de serviço público.

A Visate, por exemplo. Qual o salário dos diretores da empresa? A Visata recebe recursos somente do valor das passagens pagas pelos caxienses e é um serviço público. Você não acha que deveríamos ter o direito de saber se o valor da passagem vai subir mais para garantir os privilégios de seus diretores?

Outra coisa que precisa ser divulgada são as verbas publicitárias. O cidadão tem direito de saber qual veículo recebe verbas, quanto o governo paga, e o estado deveria exigir a comprovação da circulação (no caso de impresso) pois é comum um jornal dizer que imprime 2, 3, ou até 4 vezes mais o que realmente circula. A publicidade governamental é que garante boa parte da saúde financeira de todos os jornais, rádios e tevês brasileiras (incluindo as estatais e bancos públicos).

Por fim, e isso está na lei de acesso a informação, as ONGs e entidades que recebem recursos públicos também devem disponibilizar como esse dinheiro é gasto. A maioria das ONGs não existiria se não houvesse recursos públicos. A grande maioria, inclusive, só recebe recursos públicos. 

Enquanto isso, em Caxias, os portais da Prefeitura e da Câmara de Vereadores estão muito longe de cumprirem o que diz a lei.

sábado, 7 de julho de 2012

O Burgueseiro querendo convencer de que é neutro

Na edição deste final de semana, O Burgueseiro (Pioneiro) tenta convencer seus leitores de que neutralidade é fundamental para a imprensa noticiar com qualidade o processo eleitoral que se avizinha. Disso ninguém tem dúvidas.

Na coluna "Opinião", sob o título "Transparência e Equilíbrio", o jornal elenca 15 itens de como será a cobertura da RBS durante o pleito, sendo os dois primeiros:

1) Os veículos da RBS tratam partidos e candidatos de maneira equilibrada e independente.

Tão independente e equilibrado quanto a revista Veja que afirmou na edição desta semana que a destituição do Presidente Lugo no Paraguai foi rápida mas está longe de ser um golpe de estado e que os padrões democráticos do país condizem com os demais países do Mercosul.

2) Os candidatos de partidos com baixa representatividade têm cobertura de acordo com sua dimensão

Nesse ponto, o jornal já deixa nítido que dos cinco candidatos caxienses à Prefeitura ao menos dois estão fadados ao esquecimento. Afinal, Possamai (PSOL) e Corlatti (DEM) não possuem coligação. Por este critério, Alceu (PDT + 16 partidos), coincidentemente se dará muito bem.

Mais adiante, na mesma edição do Burgueseiro, são apresentados os jornalistas que farão parte desta equipe neutra que noticiará as eleições municipais, dando maior veracidade à afirmação da independência e imparcialidade do jornal.

Quase convenceu. Os próximos três meses mostrarão o quanto a mídia burguesa é "independente" e "imparcial"...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Irregularidades na Secretaria de Turismo

Jaison Barbosa, ex-secretário de Turismo
Apenas para depois de setembro deve acontecer a auditoria da Secretaria de Turismo, quando o Tribunal de Contas do Estado analisará as contas do município de Caxias do Sul. A partir de denúncias feitas pela Vereadora Denise Pessoa (PT), parece que onde há fumaça há fogo.

Denise denunciou que a empresa JOB Recursos Humanos foi contratada para oferecer 190 funcionários mais 29 folguistas durante a Festa da Uva, mas a própria empresa acabou declarando que contratou apenas 121 funcionários e 37 folguistas.


No total a empresa recebeu entre contrato e aditivo o valor de R$ 355.471,58. Porém, o aditivo feito ao contrato tinha como objeto a contratação de mais 35 funcionários e 5 folguistas por 20 dias pelo valor de R$ 62.471,58. Ocorre que o contrato foi ratificado apenas 2 dias antes do término da Festa da Uva, em 2 de março.

Há ainda denúncias trazidas ao Polenta News de que as irregularidades na Secretaria de Turismo não param por aí. Há diversos contratos feitos pela Secretaria no limite da dispensa de licitação (cerca de R$ 8 mil) e diversas contratações terceirizadas através de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) com pessoas ligadas a CC's da Secretaria.

Jaison Barbosa, Secretário de Turismo na época da Festa da Uva, já é investigado pelo Ministério Público, após contratações de familiares, segundo reportagem de O CAXIENSE, em dezembro de 2011

Aguardemos setembro. Se tudo estiver em ordem não há o que o candidato a vereador e sobrinho do prefeiturável Alceu Barbosa Velho, Jaison Barbosa (PDT) temer.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Adiló Didomênico Inelegível - a verdade

Parece que a Codeca tem um sapo enterrado mesmo. Além dos ex-presidentes da empresa, Alfredo Tatto, Fernando Rovatti e Leonir Taufe ainda estarem respondendo a processos junto ao Tribunal de Contas Estadual, quem também ficou na malha fina foi o ex-presidente governista Adiló Didomênico (PTB).

Adiló, recém licenciado da Presidência da Codeca, responde por diversas irregularidades e não apenas por multas de trânsito como ele afirmou recentemente na mídia. Entre as irregularidades estão:
  • infringência de normas de administração financeira e orçamentária, com condenação ao pagamento de multa no valor de R$1.500,00;
  • pagamento de horas extras e gratificação integrada ao salário sem base legal – R$ 43.232,79, 
  • prescrição de créditos a receber de clientes, caracterizando renúncia de receitas – R$ 23.268,09
  • custeio irregular de plano de saúde a servidores – R$ 612.952,04
  • multas de trânsito sem responsabilização dos infratores e outros de responsabilidade do proprietário do veículo – R$ 5.712,04
  • os últimos 4 itens totalizam um débito no valor de R$ 685.164,96, de responsabilidade de Adiló Didomênico
Parece que a mídia não tem interesse em esclarecer as informações divulgadas pelos próprios candidatos. Essas informações encontram-se no site do Tribunal de Contas do Estado: http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/consultas/contas_julgadas_irregulares

Está ali pra quem quiser ver. Aliás, esse julgamento é ainda de 2007. Parece que o PTB vai ter um candidato a menos à vereança...

Top 5 Polenta News: Junho 2012


Nesse mês alcançamos, novamente, o nosso maior número de acessos desde a criação do Polenta News. Isso já virou rotina. Cada mês conquistamos mais e mais leitores. Nesse mês os tópicos que tratam da eleição municipal foram os mais lidos. Confira abaixo o Top 5 do mês de junho.

Polentinhas: o rumo do PTB caxiense (1) - Pouco antes do PTB decidir qual o rumo que iria tomar nas eleições municipais, apresentamos algumas ponderações sobre cada um dos cenários. Apesar da nota ter validade curta, foi a nossa matéria que teve mais leitores em um único mês.

Ciclofaixa em Caxias do Sul: ineficiente, perigosa e marketing puro (1) - A ciclofaixa que foi inaugurada nesse domingo não agradou todos os ciclistas quando o projeto foi apresentado (e também não agradou quando ficou pronta). Coube ao Polenta News fazer a única avaliação criteriosa, e sem propaganda oficial, sobre a "obra".

Óleo de Peroba pro Harty Paese (8) - No final de novembro o, agora ex-vereador, Harty Paese, renuncia ao seu mandato. Acoado por denúncias, comprovadas, de falsificação de atestados médicos, Paese nem aguardou a comissão de sindicância, que acabaria abrindo processo de cassassão ao mandato dele.

O PT perdeu para ele mesmo (1) - A candidata petista a prefeita, Marisa Formolo, saiu da disputa, voltou para a disputa e saiu denovo. Aqui contamos um pouco dos bastidores desse entra e sai.

Você me dá um CC e eu te dou meu apoio (1) - O Partido Social Liberal que apoiava a candidatura petista resolver romper a aliança e ir para o lado de Alceu Barbosa Velho (PDT). Como prêmio a presidente do partido ganhou um CC no mesmo dia na Prefeitura.
 Os números entre parênteses indicam a quantidade de meses que a publicação figura em nossa lista.