domingo, 30 de setembro de 2012

João Carlos Berti confirma que estava em jantar onde foi oferecido cargos por apoio

Berti estava na reuniu que Alceu ofereceu cargos
em troca de apoio
O candidato a vice prefeito na chapa de Assis Melo (PCdoB), João Carlos Berti (PPS), admitiu na manhã de hoje, durante o debate com os candidatos a vice na Rádio São Franscico que estava no jantar onde foram gravadas a proposta de cargos por apoio político.

Segundo Berti a atividade aconteceu no salão de festas do apartamento de Alceu Barbosa Velho (PDT) e reuniu representantes de 22 partidos. Segundo ele Alceu teria feito a oferta de no mínimo um CC8 (com valor de R$ 8 mil hoje) para cada partido que participasse da coligação.

Berti disse que ficou indignado com a situação e, por conta disso, abandonou a coligação que fazia parte até o momento. Isso está corroborando a história de Renato Nunes (PRB) e Koiti Tamura (PTC) que falaram no programa de Daneluz na noite de ontem.

Dos 22 partidos, 17 fecharam apoio, e o que parece irão receber um CC8 no caso de vitória de Alceu Barbosa Velho. Três se retiraram e outros 2 iriam se coligar com Alceu mas as direções nacionais intervieram.

Como resposta as denuncias Alceu disse: "Fizemos uma negociação política normal. Eu disse para os representantes dos partidos: ajuda a ganhar, ajuda a governar. E garanti a cada um deles essa participação no governo".

A fala de Alceu é a confissão de que, caso ganhe as eleições, seu governo seria construído apenas distribuíndo cargos. Critérios técnicos ou de competência não teriam vez já que estava garantido espaço, privilegiado, a cada partido.

O que aterroriza nessa história toda é que Alceu não nega o fato e que ainda 17 partidos aceitaram a barganha. Logicamente alguns o fizeram por critério ideológicos até. Mas agora se entende as grandes brigas que fizeram PTB e PP, por exemplo, para garantir apoio a Alceu ao invés de candidatura própria. Parece que as acusações de que isso aconteceu por conta dos cargos era verdade.

sábado, 29 de setembro de 2012

Polenta News adverte: Governo Sartori/Alceu fizeram mal para o Funcionalismo Público

Por que o Governo Sartori/Alceu fizeram mal ao funcionalismo municipal?


  • Porque nunca se viu tanto assédio moral no funcionalismo;
  • Porque o Governo enviou um pacote de leis que alteram a vida funcional dos servidores sem qualquer diálogo com a categoria;
  • Porque mudou a forma de calcular as horas-extras e prejudicou principalmente os servidores de menores salários (que possuem carga horária de 40 horas semanais);
  • Porque não dialogo com os servidores e impõe goela abaixo suas decisões;
  • Porque dobrou o número de CC's na Prefeitura;
  • Porque sobrecarregou os servidores da saúde ao não resolver o problema da greve dos médicos;.
  • Porque criou uma série de cargos que ferem a isonomia no serviço público;
  • Porque a terceirização do serviço público para a iniciativa privada correu solta;


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais uma denúncia contra Alceu


A Frente Popular protocolou na tarde de hoje uma denúncia por abuso de poder econômico por parte dos candidatos Alceu Barbosa Velho (PDT) e Antonio Feldmann (PMDB) e contra o prefeito José Ivo Sartori (PMDB). Segundo nota divulgada pela coligação foi anexado ao processo uma gravação em áudio de uma reunião, na qual Alceu oferece Cargos em Comissão aos representantes dos 17 partidos da coligação Caxias para Todos, em troca de apoio político para a formação de uma ampla base eleitoral que evitasse o segundo turno, em um flagrante processo de negociação e loteamento prévio de cargos políticos e instâncias administrativas do governo municipal.

Na gravação Alceu aparece dizendo: "O negócio só é bom quando beneficia os dois". Na reunião que contava com integrantes dos partidos que compoem a base de apoio a Alceu e outros que não compuseram foi oferecido um CC8 (cargo de maior remuneração na prefeitura abaixo do prefeito e vice) para cada um dos partidos aliados.

Um CC8 é o cargo mais alto (abaixo do prefeito e vice). A remuneração dele é atualmente de R$ 8,186,72. Seriam portanto, hoje, 17 CCs de mais de 8 mil reais cada um. O que espanta é a franqueza com que isso é dito. Segundo a Frente Popular a íntegra da gravação foi entregue ao Ministério Público Eleitoral para as devidas análises. No final Alceu diz: "Obrigado e agora vamos servir uma janta aí". Parece piada com a cara do caxienses. Só seria mais ironico se fosse servido massa, aí Possamai estaria coberto de razão, foi uma "Macarronada Política Indescente".

Veja algumas coisas que são ditas na gravação:

"Eu quero reconher e elogiar o prefeito Sartori por ele ter conseguido tá terminando o governo dele com 18, 19 partidos no governo dele, isso praticamente é um milagre"

"Sem constrangimento. O PDT, possivelmente com 6, 7, 8 secretarias ficaria contemplado"

"Eu agradeço a todos que, eu convidei pessoalmente e atenderam ao convite"

"Na última eleição quando estava acontecendo a Festa da Uva nós estávamos com tudo fechado".

"Em todas as eleições, o PMDB concorreu, mas sempre perdeu. Ele ganhou quando veio com nós e quando veio com todos"

"Nós não podemos pensar em segundo turno. Isso é nos desgastarmos"

"O partido que estiver com essa candidatura tem uma direção tem um CC8. Ponto."

"Esse critério que eu achei maravilhosos, que daí todos são contemplados em pé de igualdade. Daí para frente vamos ver o que acontece".

"Além desse critério, do CC8, qual é o outro critério para que fique bom para todos? Porque eu sou daqueles que defende que o negócio só é bom quando é bom pros dois".

Veja o vídeo da denúncia da Frente Popular veiculado no horário eleitoral de hoje.

A mídia e Gilmar Mendes pedirão desculpas a Lula?

O Ministério Público Federal pediu à Justiça do Distrito Federal, nesta quarta-feira, o arquivamento de investigação aberta para apurar se houve conduta criminosa do ex-presidente Lula durante uma conversa ocorrida com o ministro do STF Gilmar Mendes. Partes do diálogo foram relatadas pela revista Veja, com a versão, confirmada depois pelo ministro de que Lula teria feito pressão, em maio, para tentar adiar o julgamento do "mensalão".

O pedido de investigação foi feito por parlamentares do PSDB, DEM, PPS e PSOL (que turma, eihn), que acusavam Lula de cometer "crimes de coação no curso do processo, tráfico de influência e corrupção ativa".

O Ministério Público, porém, não detectou um pedido específico de Lula a Mendes para atrasar o julgamento do caso. Durante o processo investigatório, o Ministério Público enviou dois pedidos de informação a Gilmar Mendes com questionamentos sobre o episódio. O ministro, porém, não respondeu.

Um professor de jornalismo da UFRGS me disse uma vez que o conteúdo da Veja era irrelevante o importante para toda a mídia é a sua capa. A mídia reproduz uma capa da Veja a exaustão e fez isso com essa conversa que foi deturpada, e quem diz isso foi o próprio Ministério Público Federal.

A revista criou uma história que não existiu, Gilmar Mendes confirmou a invenção, mas quando ele poderia ser responsabilizado (mentindo numa investigação), ele preferiu o silêncio. O estrago da irresponsabilidade desse folhetim já foi feito. E agora Veja? E agora Gilmar Mendes? Haverá um pedido de desculpas aos brasileiros pelas mentiras publicadas?

Vai sobrar alguém?

Ações de promotor podem resultar em
novas eleições
Imagino a pressão que o promotor Rafael Festa está sofrendo nesses dias depois do pedido de cassação das candidaturas de Alceu Barbosa Velho (PDT) e Antonio Feldmann (PMDB). Isso parece se confirmar quando, mesmo dizendo quem agosto desse ano que iria analisar o caso depois das eleições, ele ingressou com um pedido semelhante contra Assis Melo (PCdoB). Essa suspeita, de interferência externa, foi inclusive citada em nossa matéria onde escrevemos:

"É bastante provável que o pedido de impugnação de Alceu Barbosa Velho (PDT) tenha feito com o que o promotor acelerasse a análise desse pedido para não parecer parcial."(leia aqui)

 Agora um novo elemento entra na já tumultuada eleição de Caxias do Sul. O promotor também entrou com um pedido de cassação das candidaturas de Daneluz e Justina, ambos do PT. O motivo seria a existência da "meia nota", ou seja, a prestação de serviço pagos com um valor pela conta da campanha e outro valor "por fora". O Ministério Público Eleitoral não descobriu isso ontem. O promotor já havia evidenciado a existência dessa questão porém, também, havia deixado para "depois". Na entrevista do promotor aos veículos de comunicação da cidade ele diz que há mais 9 candidatos a vereador que teriam praticado o mesmo ato, entretanto, ele não deu nomes.

Diferente dos casos que envolveram Alceu e Assis, a denuncia contra Daneluz não é pública, os dois anteriores teriam cometido irregularidades a olhos vistos. Aí, na inexistência de apresentação de provas pode-se chegar a conclusão de que a denúncia foi feita para que tudo fique como está.


Quem cometeu irregularidades que pague por elas. Já temos casos, inclusive, que são gritantes. Agora o que não achamos correto é que uma avalanche de denuncias acabe por ressultar que ninguém é culpado de nada e que tudo fica como está.

A situação está se encaminhando para dois cenários. (1) Fica como tá. (2) Teremos novas eleições pois os julgamentos finais acontecerão só quando alguém já estiver eleito.

Ministros criticam exageros de Joaquim Barbosa


Publicado originalmente em Consultor Jurídico.

“O relator parte de uma premissa de que nesse colegiado, embora de nível muito elevado, todos têm de aderir, talvez cegamente, ao que colocado por Sua Excelência. Isso é muito ruim”. As palavras são do ministro Marco Aurélio, criticando o destempero do relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, em relação às divergências colocadas pelo revisor, Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio criticou a postura do colega na noite desta quarta-feira (26/9) por conta de discussões travadas em plenário.
Relator e revisor voltaram a discutir na retomada da sessão de julgamento do item 6 da denúncia. O ministro Joaquim Barbosa criticou de forma ostensiva as divergências abertas pelo revisor Ricardo Lewandowski, a ponto de os demais ministros terem de intervir.
“Policie a sua linguagem, ministro!”, disse o colega Marco Aurélio, ao criticar os ataques do relator ao revisor. Em voto longo, iniciado ainda na sexta-feira (21/9), Ricardo Lewandowski absolveu alguns dos réus e afastou a maioria das imputações por lavagem de dinheiro, por concluir que o Ministério Público não discriminou condutas isoladas que justificassem a condenação por lavagem. Depois de discussões no início da tarde, o ministro Joaquim Barbosa, irritado, fechou o dia questionando o fato de Lewandowski discordar de algumas imputações.
“Vamos respeitar os colegas. Vossa Excelência não está respeitando a instituição”, disse Marco Aurélio ao censurar a postura do ministro relator. “Fazer uma observação ao revisor, que tem o papel de revisar o meu trabalho, não me parece que seja desrespeito”, replicou Barbosa, ao que Marco Aurélio respondeu: “Com agressividade, ministro. Com agressividade”.
Na segunda parte da sessão de julgamento desta quarta-feira (26/9), o ministro Ricardo Lewandowski encerrou seu voto referente a subitens do sexto capítulo da peça de acusação, que trata de imputações contra parlamentares que teriam recebido propina para apoiar o governo do PT a partir de 2003. O revisor votou pela absolvição do primeiro-secretário do PTB, Ermeson Palmieri e condenou o ex-deputado do PTB federal Romeu Queiroz apenas por corrupção passiva, o absolvendo de crime de lavagem de dinheiro.
Joaquim Barbosa não gostou das conclusões do revisor, que considerou frágeis as provas contra Emerson Palmieri. O relator disse que Lewandowski “negava” a realidade ao absolver Palmieiri. O presidente da corte, ministro Ayres Britto tentou intervir, mas Barbosa insistiu que o revisor “contornava a realidade”. “Não, não está contornando, Excelência. Cuidado. Cuidado com as palavras”, interrompeu o ministro Marco Aurélio. E a discussão se acirrou.
Joaquim Barbosa: Eu respondo pelas minhas palavras, ministro!
Marco Aurélio: Mas Vossa Excelência está num colegiado de alto nível.
Barbosa: Leia-me!
Marco: Eu li. Eu tenho o voto aqui sublinhado, de Vossa Excelência. Está aqui, olha! Em caneta vermelha!
Barbosa: Eu não gosto de hipocrisia, sabe...
O ministro Ayres Britto, mais uma vez, tentou acabar com a discussão, afirmando que o conjunto de fatos em apreciação “comportam leituras distintas”. Foi seguido pelo decano da corte, ministro Celso de Mello, que afirmou que “uma eventual contraposição dialética em torno da interpretação de fatos ou de normas é parte do julgamento por um órgão colegiado”.
Barbosa, então, insistiu que não se tratava de simples divergências, mas Celso de Mello argumentou que discordâncias em Plenário eram normais. “O princípio da colegialidade acolhe esses dissensos, que são naturais”, disse.
Barbosa não se deu por vencido. “Se o revisor faz colocações que vão inteiramente de encontro com o que o relator disse, não tem o relator o direito de, pontualmente, chamar a sua atenção?”, questionou. “O que eu fiz? Eu chamei a atenção para três depoimentos, três documentos capitais do processo”, afirmou.
Lewandowski disse que, a exemplo de jornalistas, que observam os mesmos atos e “escrevem reportagens diametralmente opostas”, ele extraía suas conclusões do exame que fazia das provas.
“Estou trazendo minhas dúvidas, mas não minhas convicções. Estou, inclusive, trazendo provas que militam contra meu raciocínio”, inisistiu Lewandowski, que se referiu ainda ao conteúdo dos autos como “prova caledoscópica”. “A cada pagamento, fui procurar uma prova que subsidiasse a acusação”, disse o revisor.
“Para ajudá-los, eu distribuo meu voto, ministro. Para ajudar os jornalistas, para prestar contas à sociedade, eu distribuo meu voto. Seria bom que vossa excelência fizesse o mesmo”, disparou, mais uma vez, Joaquim Barbosa. O ministro criticou ainda as conclusões do revisor em relação à viagem realizada pelos réus a Portugal em 2003. Lewandowski havia afirmado que o mote da viagem do grupo liderado por Marcos Valério era os bastidores da privatização da Brasil Telecom. Barbosa respondeu dizendo nenhum dos réus estava autorizado a falar oficialmente em nome do governo brasileiro.
“Ministro Joaquim, os fatos comportam leituras. E o ministro Lewandowski está fazendo uma leitura dos fatos. É um direito dele”, disse o presidente do STF, em outro momento.
Barbosa, contudo, passou a criticar o tamanho dos votos do ministro relator. "Estou dizendo que é absolutamente heterodoxo um ministro ficar medindo o tamanho do voto do relator para replicar", disse Barbosa.
CondenaçõesO ministro Lewandowski votou, ao todo, pela a condenação de nove réus e absolvição de outros quatro no bloco do sexto capítulo da denúncia, que trata das acusações contra políticos dos partidos PP, PL, PTB e PMDB, além de sócios de corretoras de valores acusados de favorecerem a lavagem do dinheiro repassados a parlamentares corrompidos.
O revisor condenou o presidente do PTB, Roberto Jefferson e o ex-deputado do partido Romeu Queiroz por corrupção passiva, os absolvendo da acusação de lavagem de dinhero, assim como o ex-líder do PMDB na Câmara, José Borba. O ministro absolveu de todas as imputações o primeiro-secretário do PTB, Emerson Palmieri. 
Assim, revisor e relator do processo concordaram nas imputações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra Waldemar Costa Neto e Jacinto Lamas e na absolvição do ex-assessor parlamentar Antonio Lamas, todos do extinto Partido Liberal (PL). Quanto a Bispo Rodrigues, ex-deputado da legenda, acusado apenas de corrupção passiva e lavagem, o ministro revisor divergiu do relator, o condendando apenas pela imputação de corrupção passiva.
Lewandowski condenou os réus do PP, Pedro Corrêa e João Claúdio Genú, por corrupção passiva e formação de quadrilha, os absolvendo da acusação de lavagem, ao contrário de Barbosa que os condenou pelas três imputações. Também discordando de Barbosa, o revisor pediu pela absolvição integral do deputado federal Pedro Henry (PP-MT). Dentro desse mesmo bloco, Lewandowski condenou também o sócio da operadora Bônus Banval, Enivaldo Quadrado, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, acolhendo voto do relator, mas absolvendo de todas as imputações Breno Fischberg.
Nesta quinta-feira (27/9), os demais ministros devem votar sobre os crimes de corrupção passiva descritos no item 6 da denúncia. Relator e revisor do processo ocuparam duas sessões e meia, cada um, para votar apenas nesse bloco. Se todos os ministros votarem nesta quinta, terão sido duas semanas apenas para que o Supremo Tribunal Federal julgasse uma parte do item 6. Depois que os ministros se manifestarem, o ministro relator segue com a votação sobre a outra parte do mesmo item, relativa a acusações de corrupção ativa contra dirigentes do PT e o grupo do publicitário Marcos Valério.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Polenta News adverte: Governo Sartori/Alceu fizeram mal para a Cultura

Estrearemos uma nova série de postagens que tem como objetivo relembrar os desmandos cometidos pela administração Sartori/Alceu ao longo de oito anos. Nosso objetivo é romper a blindagem que foi feita pela mídia, graças aos R$ 2 milhões em publicadade, e pela cidade de fantasia mostrada na propaganda eleitoral. Aqui só traremos os fatos. O tema de hoje é CULTURA.




Capital da Cultura ou Cultura do Capital - O título de "Capital da Cultura" recebido por Caxias trouxe muita pouca cultura para nossa cidade. Além da propaganda feita pela prefeitura pouca produção cultural foi realmente estimulada em nossa cidade. A cultural popular não foi valorizada, com excessão daquele que havia correligionários do prefeito. Nas artes, na música, na dança, no teatro, nada mudou. A agenda cultural é, cotidianamente, construída atraves de grupos, que sobrevivempor conta própria e apenas ocupam os espaços públicos para suas apresentações. Isso é tão verdade que o bordão foi criado. Caxias do Sul tem a Cultura do Capital. 


Patrocínio Polêmico - Enquanto os produtores culturais locais precisam preencher páginas e páginas de papeis para conseguir um pequeno recurso de algum fundo de incentivo, uma produtora de Porto Alegre recebeu R$ 100 mil como patrocínio para um documentário sobre Caxias do Sul. A promessa era de que o filme seria exibido em cinema, ônibus do Caxiense, avião, praça pública, escolas, etc. A promessa de ficar pronto para a Festa da Uva não se cumpriu. Para o centenário de Caxias, também não aconteceu. No final das contas poucas pessoas viram o filme. 

Filtro Cultural I - A primeira realização do governo Sartori/Alceu foi a tentativa de impor um Filtro Cultural para as apresentações da Casa da Cultura. Maria Inez Périco, CC da Secretaria de Cultura teve a brilhante ideia de querer proibir shows de "rock" e assemelhados, pois segundo a moça os roqueiros estragam as cadeiras. A reação contrária foi tão grande que ela teve que voltar atrás.

Filtro Cultural II - Maria Inez Périco guardou a ideia na mente e resolveu aplicar, sua "política cultural", quando assumiu a administração do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho. Sua primeira grande ideia foi proibir shows, que não fossem acústico, no espaço do Zarabatana Café. Seu objetivo era fazer com que as pessoas usassem a "Casa de Teatro" que tinha sido recém reformado e que não agradou os produtores culturais. Novamente com reação indignada de artistas e frequentadores do local, Périco voltou atrás, porém ela não desistiu.

Filtro Cultural III - Na terceira tentativa Périco finalmente consegue seu intuito de acabar com um dos poucos lugares de apresentação de música autoral de Caxias do Sul. Na revisão do contrato com o Zarabatana ela impõem um toque de recolher, às 23 horas. Nesse horário o Centro de Cultura deve estar fechado e, com isso, grande parte da movimentação cultural do local acaba sendo barrada pelo horário.

O vai e volta do Carnaval de Rua - O carnaval de rua de Caxias sofreu maus bocados nos ultimos anos. Depois de ter sido valorizado e qualificado durante o governo Pepe Vargas, ele sofreu com desoreganização e falta de interesse do poder público. A primeira ação da prefeitura foi positiva, cobrou as prestações de contas das Escolas de Samba e da Liga Carnavalesca. Entretanto ao fazer isso não apresentou soluções para resolver o problema gerado as agremiações. Ainda havia a subserviência e a complacência que a Secretaria de Cultura tinha com a Liga Carnavalesca comandada por Cassiano Fontana (Amarelinho). A situação só melhorou quando a diretoria toda da Liga foi substituida. Esse ano o Carnaval de Rua sofreu novamente com a falta de prestígio e somente metade da agremiações que eram esperadas.

Mudança do nome do Fundo Procultura - Foi na prática isso. Um projeto simplesmente mudou o nome do programa para Financiarte. Além disso só foi acrescentado pagamento para quem analisa os projetos. Não havia nenhum objetivo de aperfeiçoar o programa ou destinar mais valores. A motivação era somente fazer uma nova roupagem para parecer um novo programa e esconder a origem de quem realmente criou o fundo. Além de não haver aumento de valores há a diminuição, pois uma parte dele é destinado ao pagamento de jetons.

Patrimônio Histórico - Além de praticamente não conservar nenhum prédio histórico. O governo municipal não tem nenhuma política de preservação. Isso tanto é verdade que recentemente um antigo moinho, em Ana Rech, foi parcialmente demolido. Só não foi totalmente ao chão por causa da mobilização da comunidade local. Para piorar o vereador Francisco Spiandorello (PSDB), da base do governo municipal na Câmara, entrou com um projeto de lei aumentando de 50 para 75 anos a idade mínima para um prédio ser considerado como patrimônio histórico.

Caxias é uma cidade com quase 500 mil habitantes. Apesar disso ela é provinciana. A mentalidade conservadora impede que nossa cidade cumpra seu papel de liderança regional. Da mesma forma que cumprimos esse papel em relação a economia, sendo polo metalmecânico, na cultura estamos muito atrás de cidades como Canela, Gramado, Bento, Nova Prata. Precisamos urgentemente mudar esse cenário. Do jeito que está não dá.


Uma asnice parada no ar

Publicado originalmente em Diário Gauche

Esse chargista do jornal Zero Hora é um siderado mental. Ele sequer entendeu o que a presidenta Dilma disse ontem na ONU. Não consegue fazer uma crítica, por mais injusta ou equivocada que fosse. Ele só consegue esse sorvete-na-testa aí acima.

É impossível deduzir o que o energúmeno quer dizer com o desenho. A charge do cara não é. A garatuja não é. Não é nada. Há uma intenção de criticar, de agredir, de diminuir a presidenta Dilma, mas fica no meio do caminho. Há uma asnice parada no ar. Há uma vontade abortada, um propósito impotente, que não se realiza, inconcluso por absoluta incapacidade de haver pensamento no gesto suspenso do desenhista siderado.

O cara aspira a ser burro, mas não consegue. Ele se projeta para a burrice, mas esta o rejeita. Falta-lhe habilitação para asno. Ele chegou no prefácio do curso da asnice, e foi rejeitado. Compreendemos e nos apiedamos dele.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Agora é Assis Melo que pode ter a candidatura cassada

O site do Jornal Folha de Caxias divulgou a poucos instantes que o promotor eleitoral, Rafael Festa, entrou com um pedido de impugnação da candidatura de Assis Melo (PCdoB) e de seu vice João Carlos Berti (PPS). Ele pede a cassação dos registros e, caso eleitos, a cassação dos diplomas.

A argumentação é de uso indevido da estrutura do sindicato, abuso de poder político e de autoridade e ausência de desincompatibilização de fato da entidade. Presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis participou de assembleias da entidade nos dias 10 e 12 de julho, nas empresas Progás e Marcopolo e 21 de julho na frente da sede do sindicato, quando o índice de reajuste salarial da categoria foi aprovado.

O promotor já havia iniciado a investigação sobre esse tema ainda em julho. Porém, na época, ele disse que iria avaliar conforme o andamento da campanha. É bastante provável que o pedido de impugnação de Alceu Barbosa Velho (PDT) tenha feito com o que o promotor acelerasse a análise desse pedido para não parecer parcial. 

No final das contas as duas histórias são as mesmas. É o eterno jogo de tentar buscar vantagem no processo eleitoral. Assis tentou catapultar seu prestígio participando, já licenciado, de atividades feitas sob medida pelo sindicato dos metalurgicos. Alceu, do mesmo modo, usou e abusou de permissões para acesso em áreas e setores da prefeitura onde nenhum cidadão pode ir normalmente (como uma obra em construção).

Nos questionaram no Facebook se acreditamos que isso vá "dar em alguma coisa". Nossa resposta foi: "Não sabemos, mas se não for dado um basta, daqui a quatro anos não haverá mais limites".

Pesquisa do Correio do Povo mostra Alceu em primeiro e inversão no segundo lugar

A pesquisa do Correio do Povo e do Instituto Methodus publicada ontem mostra uma inversão no segundo lugar. No começo da campanha eleitoral Assis Melo (PCdoB) aparecia num confortável segundo lugar, com chances de se aproximar do líder das pesquisas, Alceu Barbosa Velho (PDT). A nova pesquisa, que confirma os dados apresentados pela Folha de Caxias, mostra uma forte queda de Assis e um crescimento acentuado de Marcos Daneluz PT.


  Correio do Povo (24/7) Correio do Povo (25/9)
Alceu Barbosa Velho (PDT) 38,70 46,80
Assis Melo (PCdoB) 23,20 15,50
Marcos Daneluz (PT) 16,50 19,00
Milton Corlatti (DEM) 2,70 2,20
Luis Possamai (PSOL) 1,50 0,30

Em comparação aos dois levantamentos, feitos pelo mesmo instituto, percebe-se um crescimento substancial de Alceu e uma queda muito grande de Assis Melo. O curioso é que Alceu cresce 8 pontos e Assis cai 8 pontos. Esse fato é suficente para que Daneluz ultrapasse o comunista e fique em segundo lugar na preferência dos eleitores caxienses.

Esse quadro, porém, não garante que a eleição vá para o segundo turno. Para isso seria necessário que Milton Corlatti tivesse um crescimento significativo já que seu perfil de eleitorado (classe alta conservadora) não "comprou" suas propostas. Preferiu votar em alguém que sabe que representa melhor seus interesses, ou seja, no Alceu. Isso fica evidente ao olharmos as prestações de contas dos candidatos onde Alceu já captou mais que os outros 4 candidatos juntos (leia aqui).

Se a tendência de vitória em primeiro turno se confirmar isso será muito ruim para Caxias (leia aqui). Uma eleição em dois turnos significa um aprofundamento no debate das propostas, até porque o candidato situacionista tem comparecido na maioria dos debates organizados por entidades de nossa cidade.

Outra tendência que se consolida é que não adianta ter popularidade nas eleições para deputado. A escolha de prefeito segue outros caminhos. Isso é o que o PCdoB aprenderá a duras penas. Suas duas maiores personalidades no RS, Assis e Manuela, estão em queda livre nas pesquisas. Isso prova que é necessário mais do que popularidade para ser prefeito.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mobilização, via internet, impede retrocesso na lei de agrotóxicos

Com informações do RS Urgente

É atribuída a Otto von Bismarck, primeiro chanceler do império alemão, a frase: “Os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis”. Essa máxima ganhou atualidade ontem com a entrevista do deputado estadual Ronaldo Santini (PTB) à rádio Gaúcha sobre o projeto que propõe a flexibilização do uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul. Diante da forte reação contra seu projeto, Santini admitiu que “não conhece tecnicamente a matéria”, que não entende nada de agrotóxicos e que vai retirar o projeto de lei. Santini disse ainda que apresentou o projeto a pedido de dois deputados federais: Renato Molling (PP) e Paulo Pimenta (PT).

É bom lembrar que a mobilização contra o projeto começou quando ele teve parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Nesse dia o Polenta News, no dia 13 de setembro, juntamente com outros blogs começou a alertar a população sobre a atrocidade que seria cometida, com o meio ambiente, se o projeto fosse aprovado. A Zero Hora de hoje fez entender que o projeto foi retirado pois houve uma reação, nas redes sociais, depois da entrevista na Rádio Gaúcha, mas foi justamente o contrário. A RBS entreou por último.

Se não fosse a mobilização das entidades ambientalistas, de promotores do Ministério Público e dos deputados da bancada do PT na Assembleia, um parlamentar que “não entende nada de agrotóxicos” poderia ter aprovado um projeto com graves repercussões no âmbito da saúde pública. Não custa perguntar: há outras leis sendo encaminhadas e votadas nessas mesmas condições?

Mesmo com o anúncio da retirada, as entidades ambientalistas permanecem vigilantes, pois há um outro projeto de Lei, o PL 20/2012, de autoria do deputado Gilmar Sossella (PDT) e de mais 32 deputados, que “dispõe sobre a comercialização e o armazenamento de agroquímicos, seus componentes e afins”.

A votação na Comissão de Constituição e Justiça, em 11 de setembro, a votação favorável ao projeto dos agratóxicos foi maciça:

Votos Favoráveis ao projeto:
Edson Brum (PMDB)
Heitor Schuch (PSB)
João Fischer (PP)
Lucas Redecker (PSDB)
Marco Alba (PMDB)
Paulo Azeredo (PDT)
Pedro Westphalen (PP)
Raul Carrion (PCdoB)
Ronaldo Santini (PTB)

Votos Contrários:
Edgar Pretto (PT)
Raul Pont (PT)

PS.: O deputado Santini, que não entende nada de agrotóxicos e mesmo assim queria “flexibilizar” seu uso no Estado, é autor do projeto que institui o Dia Estadual de Educação Ambiental (já aprovado) e do Projeto de Lei 156/2011 (ainda em tramitação), que dispõe sobre a inclusão da temática “Educação Ambiental” no conteúdo programático das escolas estaduais de ensino fundamental e médio do Estado. Na justificativa dos projetos, o parlamentar manifesta preocupação com o “legado que vamos deixar para nossos filhos”.

Polentinha: Direito a pergunta.

Mais uma vez o candidato, representante da situação, Alceu Barbosa Velho (PDT) não compareceu a um debate. Mandou o vice. Dessa vez foi o encontro promovido pelo Instituto Ibs Bruno Segalla.

Alceu tinha agenda na Assembleia Legislativa? Acho que não.

Será que essas constantes ausências são um sinal de que ele pode não completar seu mandato, se eleito? Será que estaria nos planos de Alceu um candidatura a deputado federal? Ou a vice governador?

O quadro de vitórias do PDT em Porto Alegre e Caxias transformariam os pedetistas em fortes concorrentes ao executivo estadual.

Será que as eleições de 2012 são só escada para 2014?

O poderio econômico que faz diferença

É inegável. A coligação Caxias para Todos, do candidato Alceu Barbosa Velho (PDT), está com a grana toda. Na última prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, já se pôde vislumbrar que o candidato sozinho arrecadou mais que todos os seus adversários juntos: Candidato da situação arrecada mais do que todos os outros juntos

A magnitude econômica não aparece apenas na prestação de contas, mas também nas ruas e na TV. A qualidade dos programas de TV de Alceu impressionam. Contam com sons, imagens e criatividade quase que irretocáveis.

Nas ruas, para cada militante dos outros candidatos se enxerga pelo menos 10 militantes de Alceu. Impressionou o tamanho do investimento no dia do Desfile Farroupilha, em que a campanha se concentrou na área central da cidade. Eram centenas de militantes panfletando e carregando bandeiras da campanha situacionista. Infelizmente era nítido que aquelas pessoas estavam lá por dinheiro, recebendo para difundir uma ideia e um governo que não se sabe ao certo se acreditam ou não, mas que está colocando comida em suas mesas nesses meses de eleição.

O que se vê nas ruas é isso... Muito dinheiro em uma só campanha. Desproporcionalidade que chega a chocar.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A verdade sobre o reajuste de 116% na tarifa da água em 2009

Uma polêmica envolveu as coligações que represetam Alceu Barbosa Velho (PDT) e Marcos Daneluz (PT). O pedetista ganhou o direito de resposta, no programa do petista, sobre o reajuste das tarifas de água no ano de 2009. O programa da Frente Popular dizia que um decreto assinado por Alceu, Sartori estava de licença, teria reajusto as tarifas de água em 116%. O juiz eleitoral entendeu que o programa fazia parecer que o aumento foi linear para todos os usuário, o que não era fato e deu ganho de causa a candidatura da colicação Caxias Para Todos. A imprensa caxiense noticiou o direito de resposta mas não o fato. Mas afinal o que aconteceu de verdade?

O juiz tem razão. A água não iria ser reajustada em 116% para todos os usuário. Apenas para os que consumiam menos. É exatamente isso que você leu. Na verdade não era um reajuste. A proposta do executivo acabava com as faixas de consumo de 5 m³ até 9 m³, transformando a faixa de 10 m³ a mínima para todos os usários. Com isso o reajuste chegava até a 116% para quem pagava o que era a tarifa básica.

Durante muitos anos vigorou a taxa básica de 10m³ na cidade. Durante o governo Pepe Vargas (PT) foi instituídas as faixas menores e a tarifa social. A ideia do Samae era acabar com isso. Porém a repercursão foi tão negativa, havendo inclusive inquirições por parte do Ministério Público, que o prefeito Sartori voltou atrás e estabeleceu um reajuste de 11,88%, para a tarifa básica de 5m³ e 18,95% para as outras faixas. No ano de 2010 o reajuste foi de 21,42%. Em 2011 foi de R$ 1,00 para até 5m³ e 14,9% para as outras faixas e nesse ano foi de R$ 1,50 para quem consome até 5m³ e de 9,68% para o restante.

Durante todo o segundo governo Sartori (2009-2012) a tarifa básica do Samae passou de R$ 10,60 para R$ 16,90 representando um reajuste de 59,43%. A inflação, entre 2008 e 2011 (ano anterior ao reajuste), foi de 25,20%.

Havia uma promessa em 2009, até agora não concretizada, de estabelecimento de uma tarifa social da água para as famílias que estão cadastradas em algum programa de transferência de renda (bolsa família, por exemplo).

Será que no próximo governo haverá uma tarifa menor para as famílias mais carentes?

domingo, 23 de setembro de 2012

Veja sugere que Jeferson deva ser perdoado

Publicado originalmente no blog Brasil 247

“Ele merece perdão?” Esse é o título de uma reportagem da revista neste fim de semana, na qual o presidente do PTB é tratado como um pobre coitado. Além de ter colaborado com a Justiça, ele se recupera de um câncer. “Meu estômago grita, tenho cólicas”, diz ele. Há até um ministro do STF defendendo a clemência; será que ele escapa do juízo final?

Neste fim de semana, a revista Veja, que não apresentou fitas sobre a suposta entrevista de Marcos Valério, deflagrou um novo movimento. Trata-se do pedido de perdão a Roberto Jefferson, presidente do PTB que, em 2005, denunciou o chamado mensalão, em duas entrevistas concedidas à Folha de S. Paulo.

Para embasar seu pedido de clemência, Veja se ampara em dois argumentos. Um de natureza jurídica, outro humanitário. O primeiro diz respeito ao fato de Jefferson ter sido o delator do esquema. “A lei permite [o perdão] e é um caso que pode, inclusive, ter efeito pedagógico”, diz um ministro do Supremo Tribunal Federal, supostamente ouvido em off pela revista. O segundo argumento diz respeito ao câncer do qual o político ainda se recupera. “Tirei quatro quintos do estômago, 1.5 metro de intestino delgado, um quarto do fígado e metade do pâncreas. Tomei 500 pontos. Preciso comer, mas, se como um pouco mais, meu estômago grita. Tenho cólicas”, disse Jefferson a Veja.

O perdão judicial poderia eliminar totalmente a eventual pena de Roberto Jefferson (já condenado pelo relator Joaquim Barbosa por corrupção e lavagem de dinheiro) ou reduzi-la em dois terços. Como presidente do PTB, ele recebeu R$ 4 milhões num acordo relacionado às eleições municipais de 2004, mas queria R$ 20 milhões. Segundo Jefferson, no caso do PTB eram recursos para dívidas de campanha ou para campanhas futuras – mas, ao contrário do seu partido, segundo ele afirma, todas as demais siglas embarcaram no chamado “mensalão” (o que ele depois disse ter sido apenas uma construção retórica).

Será que Jefferson escapa?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Caxias: MP representa contra Prefeito, candidatos e coligação

Fonte: Ministério Público RS

Com base em procedimento administrativo instaurado, o Ministério Público de Caxias do Sul ingressou na Justiça Eleitoral com representação “por condutas vedadas” contra o atual Prefeito do Município, José Ivo Sartori; contra os candidatos a Prefeito, Alceu Barbosa Velho, e a Vice-Prefeito, Antônio Roque Feldmann; e contra a Coligação “Caxias para Todos”. Além de aplicação de multas, o Promotor de Justiça Rafael Festa pede a cassação dos registros dos postulantes ao Executivo. Em sendo eleitos, também solicita que sejam negados ou cassados os diplomas.

Conforme foi apurado nos autos do procedimento, os candidatos e a coligação foram beneficiados pela cedência e uso de bens públicos pertencentes ao Município e, ainda, pela cedência ou uso de serviços de servidores públicos ou equiparados, mediante participação direta do Prefeito. Tudo em prol da campanha eleitoral dos candidatos e da coligação, inclusive com utilização em propaganda eleitoral veiculada no espaço obrigatório gratuito, configurando violação da proibição de condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Como provas, o MP apresentou ao Judiciário CDs contendo os programas veiculados nos dias 22 e 24 de agosto e 14 de setembro, em que há imagens internas da Barragem das Marrecas (ainda em construção), de uma Estação de Tratamento de Esgoto, e de uma Unidade Básica de Saúde - incluindo a presença de um médico atendendo uma mulher com seu filho. Também foram exibidas imagens internas de uma creche, em que aparecem crianças, além de uma fotografia de inauguração de obra pública, entre outros.

De acordo com a representação, as condutas não se limitam a imagens externas de prédios ou bens públicos, nem mesmo a imagens internas de local com acesso geral a qualquer cidadão ou a qualquer candidato. "Ou seja, as condutas relatadas foram desenvolvidas em locais de acesso restrito e com utilização de servidores públicos como figurantes ativos e participativos da propaganda", disse o Promotor.

O MP está requerendo, preliminarmente, que seja solicitado, com urgência, aos órgãos de controle, tais como Câmara de Vereadores e Tribunais de Contas do Estado e da União, que informem sobre eventual envolvimento de recursos (financeiros ou de outra ordem) públicos, além dos municipais, nos projetos, consecução e funcionamento dos locais, obras ou serviços mencionados na representação e utilizados na elaboração da propaganda eleitoral.

ONG encaminha representação ao Ministério Público por podas excessivas

Foto: Vera Damian
O Instituto Orbis, ONG ambiental de Caxias do Sul, encaminhou um pedido ao Ministério Público para que haja uma investigação sobre as podas que são consideradas excessivas. A entidade tomou a ação depois de dezenas de casos relatos, nas redes sociais, atraves de um perfil, no Facebook, chamado Conselho das Árvores.

O objetivo dos ambientalistas é que o Ministério Público investigue se as podas, que estão sendo feitas pela Prefeitura de Caxias do Sul, no último mês, e que estão deixando as árvores quase no tronco, estão sendo feitas de maneira correta.

Apesar de extremamente importante, esse fato ganhou poucas linhas na imprensa hoje. Entretanto o jornal Pioneiro traz uma notícia escandalosa. Mais de 3600 árvores são cortadas todos os anos em Caxias do Sul. Excluem-se desse números as do interior do município e aquelas da barragem do Marrecas (mais de 6 mil araucárias).

Porém esse número pode ser maior pois a Secretaria do Meio Ambiente não faz ideia do total pois muitos alvaras ainda são manuais e não foram inseridos no sistema. Também não há nenhum levantamento sobre a cobertura vegetal urbana. Em resumo a Secretaria do Meio Ambiente não faz a mínima ideia sobre o meio ambiente de Caxias do Sul.

Cabe agora ao Ministério Público avaliar o requerimento. A primeira medida deve ser buscar esclarecimentos junto à prefeitura. Porém como os promotores andam pelas ruas da cidade e viram as "podas" talvez eles tenham uma ação mais rápida para evitar prejuizos maiores. Seria uma boa notícia no dia da árvore.

São Leopoldo: Ajuizada ação criminal contra o tucano Anibal Moacir

O candidato a Prefeitura de São Leopoldo, Aníbal Moacir (PSDB), é um dos dois médicos indiciados pela Polícia Civil na Operação Cosa Nostra. O inquérito foi remetido nesta semana ao judiciário. Aníbal é ginecologista e obstetra do Hospital Centenário. Junto com ele também foi indiciada a médica Ingrid Spellmeier.

A investigação da Delegacia Fazendária do DEIC envolve irregularidades no Hospital Centenário que surgiram no âmbito da Operação Cosa Nostra. Aníbal é suspeito de cobrar R$ 3 mil de uma paciente que deveria ter sido atendida pelo SUS. O bebê teve seu parto, de acordo pela Polícia Civil, lançado pelo SUS. O procedimento foi realizado há um ano e oito meses. Aníbal prestou depoimento na semana passada.

O caso está em tramitação na 1ª Vara Criminal de de São Leopoldo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Base governista de Sartori nega pedido de informações sobre ilegalidade no Marrecas

Nessa quarta-feira, 19, o pedido de informações sobre servidores e máquinas da Prefeitura que foram flagrados trabalhando na barragem do Marrecas foi negado na Câmara de Vereadores. Por oito votos a nove (com desempate da Presidente Geni Peteffi) o requerimento apresentado pelo vereador Rodrigo Beltrão (PT) será arquivado - e provavelmente enviado ao Ministério Público. Foram mais de uma hora e meia de debates e votaram contra o pedido: Alaor de Oliveira (PMDB), Mauro Pereira(PMDB), Edson da Rosa (PMDB), Felipe Gremelmaier (PMDB), Francisco Spiandorello (PSDB), Pedro Incerti (PDT), Gustavo Toigo (PDT) e Vinícius Ribeiro (PDT).

A base governista do Prefeito Sartori ficou com medo que mais um problema relacionado à faraônica obra viesse à tona e não quis pagar para ver. Não se trata de parar a obra novamente, como alguns quiseram alegar, mas de pôr às claras uma irregularidade cometida pelo gestor que já está pagando pelo serviço a uma empresa contratada.

A pressa do Governo e da mídia burguesa é tanta para a inauguração da obra que hoje, no Burguseiro, nenhuma linha foi escrita para resgatar o absurdo que ocorreu ontem na Câmara de Vereadores. Em vez disso o jornal apresentou uma matéria afirmando que a Represa Marrecas está prestes a ser enchida.

Confira a matéria: Mais uma ilegalidade no Marrecas

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Segundo turno em Caxias é fundamental para a democracia

A pesquisa Ibope divulgada hoje demonstra o crescimento de duas candidaturas, por coincidência ou não, na mesma escala. Enquanto o candidato Alceu Barbosa Velho (PDT) subiu de 41% a 47%, Marcos Daneluz (PT) cresceu de 11% para 15%. 

A situação, juntamente com a grande mídia, já comemoram a possibilidade de vitória no primeiro turno. Porém na situação em que são postas a disputa eleitoral. Vencer no primeiro turno faz mal a democracia.

Dizemos isso pois não existem 5 projetos de cidade em discussão. Existem na verdade 2. Um deles, da situação, diz que nada deve ser mudado. Que tudo ficará como está e que considera Sartori eminência parda no próximo governo. O outro projeto é o da oposição, que acha que Caxias não vive num mar de rosa, que nem tudo é perfeito e que existe diversos problemas a serem resolvidos. A oposição apresenta 4 modelos de cidade, bem diferentes entre sí até.

Do lado da situação há a constituição de um conjunto de alianças, forjado muito na troca de favores, e que garantiu metade do tempo de tv e rádio. Os altos índices de aprovação turbinados pela imensidão de propaganda positiva. Inclusive uma análise parecida tem o colunista do Pioneiro, Marcio Serafim, em sua coluna de hoje. Ele diz:

"A situação está sendo muito eficiente em divulgar as realizações da prefeitura – nesse sentido, a campanha eleitoral complementa o que já fazia a publicidade oficial."

Grande verba publicitária (leia aqui) somada a um grande tempo de teve e rádio estão gerando uma falsa ideia de que Caxias do Sul é perfeita. A existência de um segundo turno. Com tempos iguais de propaganda eleitoral, tempos iguais nos debates (para que Alceu também não fique dizendo que é quatro contra 1 sempre), é fundamental para o debate democrático. Na verdade era exatamente isso que os legisladores queriam quando aprovaram a existência de dois turnos nas eleições.

O primeiro turno deveria ser o momento os partidos, e os candidatos, tem a possibilidade de expor seus programas "máximos", ou seja, a "sua cidade dos sonhos". No segundo turno é o espaço para a construção de unidades possíveis dentro das propostas. O que estamos vendo é justamente o contrário.

A tentativa de formar um bloco de pensamento único fez, inclusive, que uma candidatura de um campo que seria até aliado de Alceu fosse implodida. Falamos de Milton Corlatti (DEM) que amarga 2% das intenções de votos e tem reclamado, inúmeras vezes, que sofre boicote de setores empresarias que estariam sendo pressionados a ficarem do lado de Alceu.

As eleições podem até acabar no primeiro turno mas isso será muito ruim para Caxias. Evitar um segundo turno por preguiça de votar novamente é uma péssima demonstração de amor pela nossa cidade.

Mais uma ilegalidade no Marrecas

Servidores e máquinas da Prefeitura
nas obras do Marrecas

A pressa é inimiga da perfeição. Um  pedido de informações feito nessa terça feira pelo vereador Rodrigo Beltrão (PT) promete tirar o sono do Prefeito Sartori e do Diretor geral do Samae Vinícius Caberlon.

Servidores públicos municipais foram flagrados usando máquinas da Prefeitura nas obras da barragem do Marrecas. Eles estavam auxiliando a empresa Madeireira Sartori (é esse mesmo o nome, por coincidências da vida) a retirar a mata da área que será alagada.

O problema é que, para a realização desse serviço, já está sendo muito bem pago o Consórcio Fidens Sanenco, que foi contratado para realizar as obras da barragem. 

Conforme o contrato celebrado entre o Samae e a Fidens Sanenco, uma das obrigações da contratada é realizar a limpeza da área, retirar a vegetação e levar a madeira para o local de destino (item 1.1 do contrato). Pelo serviço o Consórcio está recebendo mais de R$ 200 mil, além de uma ajudinha extra da Prefeitura. confira aqui o contrato

Para realização do serviço de remoção da vegetação o consórcio subcontratou a Madeireira Sartori, conforme autorização contratual. Assim, é ilegal que servidores e máquinas da Prefeitura estejam realizando um serviço licitado pelo Samae.

Sabe como é... Foram mais de R$ 200 milhões investidos deixar para o próximo prefeito alagar, ou melhor, inaugurar uma obra dessa magnitude, talvez não seja promissor. 

A pressa é inimiga da perfeição. Explica essa Sartori (o Prefeito, não a empresa)!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Justiça proibe uso de imagens em prédios públicos

A coligação "Caxias para Todos" do candidato Alceu Barbosa Velho (PDT) foi proibida pela Justiça Eleitoral de usar imagens captadas em prédios públicos e de declarações gravadas, de servidores públicos, em horário de expediente.

A decisão foi em resposta a representação movida pela coligação Frente Popular do candidato Marcos Daneluz (PT). Na ação, a Frente Popular questionou a utilização de símbolos, frases e imagens assemelhadas às empregadas em órgãos públicos e a captação de imagens dentro de prédios públicos, em desacordo com a legislação, por conduta vedada.

Estão na mira, também, a tentantiva de veiculação de obra pública com a candidatura de Alceu, o que já estava sendo apurada pela própria Justiça Eleitoral. A coligação situacionista reuniu "lideranças comunitárias" nas obras da Barragem da Marrecas, numa clara tentativa de uso da máquina pública em favor do candidato do prefeito Sartori. Como Alceu não pode, pela lei eleitoral, participar de inaugurações de obras, seu programa de televisão tentava veicular as obras como se fossem conquistas do candidato e isso é proibido pela lei eleitoral. Apesar do coordenador da campanha de Alceu, Edson Nespolo, dizer que qualquer um poderia gravar no local, é sabido que o acesso a área é restrito, e tem que ser, por se tratar de uma obra de grande porte, o que demonstra, claramente, o uso de máquina publica a favor do candidato do prefeito.

Também houveram gravações em postos de saúde, escolas e principalmente envolvendo servidores em horário de expediente. Ao todo são cinco processos que serão analizados pela justiça eleitoral.

Na primeira decisão proferida, o juiz da 169ª Zona Eleitoral, Sérgio Fusquine Gonçalves, entende que houve propaganda eleitoral em locais públicos, onde “aparentemente, o acesso é restrito ou privilegiado aos servidores e agentes públicos municipais”. Nestes espaços foram gravados depoimentos de pessoas identificadas como servidores públicos em horário de trabalho, o que configura, segundo o magistrado, “vantagem indevida” da candidatura apoiada pela atual administração. “Concedo a liminar para o efeito de proibir os representados de reproduzirem imagens internas de prédios ou obras públicas, cujo acesso seja restrito ou privilegiado aos que lá desempenham suas atividades e colherem relatos/declarações de servidores públicos municipais durante o desempenho de suas atividades, sob pena de prática do crime de desobediência”.

Ainda cabe recurso da decisão, veja abaixo a decisão da justiça.

Clique nas imagens para ampliar


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Burguseiro e a falta de respeito com a política

Causou repulsa o comentário feito pelo "Mirante" no Burgueseiro de hoje:

Após virar a propaganda eleitoral do avesso, ler e reler folhetos e, principalmente, pesquisar currículos, não se consegue encher uma mão com bons nomes. A maioria não tem escolaridade, não parece empreendedora, sequer inspira confiança ou foco na coletividade.

Em Caxias do Sul são mais de 300 candidatos e candidatas dos mais variados partidos. Se menos de cinco estão aptos suficientemente a serem bons vereadores, na opinião do colunista do Pioneiro, então teremos 18 vereadores eleitos que não são competentes? Uma verdadeira falta de respeito com os concorrentes!

Se escolaridade fosse o critério, Lula não teria sido considerado um dos melhores Presidentes que o Brasil já teve. Confiabilidade e espírito empreendedor são aspectos subjetivos demais para que o jornalista exclua desse critério a maioria dos candidatos.

São comentários como esses que a mídia burguesa faz e reforçam o descrédito na política e nos políticos. A descrença da sociedade na política e no Estado é de interesse da mídia. Assim, as pessoas se afastam cada vez mais, ficam indiferentes e negligentes, deixando para que outros,"mais sábios" (e sabidos), decidam por elas.

Mudanças no cenário eleitoral caxiense?

A pesquisa eleitoral trazida hoje pelo Jornal Folha de Caxias pegou muita gente de surpresa. O cenário apresentado para as eleição majoritária mostra uma inversão de papeis, com Marcos Daneluz (PT) tomando o segundo lugar de Assis Melo (PC do B).

A pesquisa foi classificada pelo próprio jornal como uma "sondagem", tendo em vista que não foi realizada dentro das exigências formais da justiça eleitoiral e por isso não foi registrada junto ao cartório eleitoral de Caxias. Porém, a metodologia utilizada na colheita das informações se apresentou consistente, principalmente por apresentar ao entrevistado o partido ao lado do nome do candidato. O partido a que cada candidato pertence acaba fazendo diferença no momento do voto. Além disso, os entrevistados recebem a foto e o número do candidato, como uma eleição de  verdade.

Causa estranheza tamanha reviravolta então pouco tempo, já que, há menos de duas semanas, a pesquisa elaborada pelo Ibope apresentou Alceu Barbosa Velho (PDT) com 41%, Assis com 22%, Daneluz com 11%, Milton Corlatti (DEM) com 2% e Luis Fernando Possamai (PSOL) não pontuou suficientemente.

Dessa vez o PT fez jus à polarização que existe na cultura política caxiense com o PMDB - representado pelo PDT. Fato é, que Alceu continua na frente consolidando a preferência do eleitorado. Resta saber se a variação se deu por uma mudança na tática eleitoral do PT, menos passivo, ou se por um maior conhecimento dos candidatos e propostas.

Porém, com tantas discrepâncias nos dados, a verdadeira pesquisa vai ser aquela trazida no dia das eleições!
Pesquisa do jornal Folha de Caxias apresentada em 17/09/2012

sábado, 15 de setembro de 2012

A "entrevista bombástica" que a Veja divulga nunca aconteceu

Fonte: Brasil 247

Desde ontem à noite, Veja anuncia por meio de dois de seus porta-vozes extraoficiais, os jornalistas Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, uma capa bombástica contra o ex-presidente Lula. A “mais importante desde a entrevista de Pedro Collor”, que gerou o impeachment de seu irmão Fernando Collor, há exatos vinte anos. A capa, no entanto, não entrega a mercadoria. Traz uma declaração de Marcos Valério de Souza (“Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”) que não foi dita diretamente à revista. Trata-se, na verdade, de algo dito a interlocutores próximos do empresário, já condenado na Ação Penal 470, mas não oficialmente à revista. Off the records, portanto.

A reportagem começa com uma narrativa sobre a rotina de Valério, como o fato dele levar todos os dias os filhos à escola, para dar ar de verossimilhança ao texto. Mas nenhuma das declarações – todas elas capazes de provocar uma crise política de proporções inimagináveis – foi dita a jornalistas da revista. Eis algumas delas:

“Lula era o chefe”.

“Dirceu era o braço direito do Lula, o braço que comandava”.

“O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com o Lula à noite”.

“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”.

“(Depois da descoberta do escândalo), meu contato com o PT era o Paulo Okamotto. O papel dele era tentar me acalmar”.

“O PT me fez de escudo, me usou como boy de luxo. Mas eles se ferraram porque agora vai todo mundo para o ralo”.

“Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”.

Não sabe, portanto, se Valério realmente disse o que Veja atribui a ele. Pode ter dito, como não dito. O fato é que não assume publicamente suas declarações – algo bem diferente do que aconteceu vinte anos atrás, com Pedro Collor. Em vários depoimentos, todos eles gravados, ele narrou ao jornalista Luís Costa Pinto, então repórter da revista em Recife, detalhes da vida privada do ex-presidente Collor. Era uma entrevista em “on” – contestada apenas por aqueles que diziam que Pedro Collor não estava no juízo normal quando deu suas declarações.

No caso atual, pode-se acreditar ou não na versão de Veja. Valério disse porque Veja disse que disse. Ou Valério não disse porque Veja mantém sua cruzada contra o ex-presidente Lula, iniciada em 1º de janeiro de 2003, dia de sua posse.

Como se sabe, Lula não foi alvo de um processo de impeachment em 2005, porque a oposição, regida pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, não teve coragem de enfrentá-lo. Sobrou para o “capitão do time” José Dirceu, muito embora o delator Roberto Jefferson agora acuse Lula de ser o “mandante” de todo o esquema – uma contradição que o procurador Roberto Gurgel desconsidera, uma vez que Jefferson serve para incriminar Dirceu, mas não Lula.

Agora, com a capa desta semana, Veja sugere que Marcos Valério poderá fazer uma delação premiada para incriminar também o ex-presidente Lula. Assim, não apenas alguns símbolos da era Lula seriam condenados, como, talvez, o próprio ex-presidente.

Anunciam-se tempos de radicalização política no País.

Advogado: Valério "não confirma" frases de Veja 


O advogado de Marcos Valério afirmou neste sábado que seu cliente "não confirma" as informações publicadas na revista Veja deste final de semana. Marcelo Leonardo, que defende o publicitário na Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que Valério não concedeu entrevista à revista, segundo notícia publicada pelo Jornal do Brasil Online. Reportagem da publicação dá frases do réu no caso do "mensalão" que teriam sido ditas a supostos interlocutores próximos, como amigos e familiares (leia mais).

O advogado considera desnecessário, no entanto, tomar alguma atitude contra a revista. "O próprio perfil da revista torna desnecessário tomar qualquer atitude. O STF, por seus ministros, tem dito que eles julgam de acordo com a prova existente nos autos e não decidem com base em matérias que saem na imprensa. Entendo que essa matéria, que não tem conteúdo relativo a entrevista porque ele não deu nenhuma entrevista, não vai repercutir em nada no julgamento", afirmou.

Ao Globo, Marcelo Leonardo disse que seu cliente "não dá entrevistas desde 2005" e "não confirma o conteúdo da matéria". Trecho da reportagem de Veja diz que o publicitário teria medo de ser assassinado por saber demais sobre o esquema. Sobre o fato, o advogado diz: "Não sei de onde tiraram isso. Tem que perguntar para o jornalista que escreveu a matéria. O Marcos Valério não confirma essas informações".

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Manuela e o PSC

Deu na coluna Mirante do Zero Hora de hoje:

"Militantes do PSC de outros Estados estão criticando o apoio do partido a Manuela D’Ávila (PC do B) em Porto Alegre. Eles argumentam que ela defende a bandeira dos direitos humanos e do combate à homofobia."

Para quem não sabe o PSC é o Partido Social Cristão. Ao que parece pela afirmação desses militantes, publicada na Zero Hora, há dentro desse partido pessoas que defendem a homofobia, ou seja, o ódio a homossexuais e pessoas que não defendem os direitos humanos.

Sobre a homofobia qualquer pessoa com pensamento médio, com excessão dos psicopatas sociais, sabe que pregar ódio é uma coisa muito, muito, muito ruim. Condenável por qualquer pessoa com senso de humanidade.

Os direitos humanos entretanto são tratados equivocadamente como "direito dos bandidos", o que é uma grande bobagem.  Os direitos humanos são as garantias individuais que vão desde o direito de não sermos torturados pela política (como acontece diversas vezes) até garantia de condições básicas de existência (como habitação, saúde, educação), ou seja, direitos humanos é um guarda-chuva bastante amplo que é a garantia que somos um povo civilizado.

Mas parece que tem gente no PSC que é contra isso e está contrariado com o apoio do partido em Porto Algre.

Em Caxias o PSC apoia a candidatura de Alceu. O presidente do partido, no dia seguinte a confirmação do apoio subiu de CC6 para CC7.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Projeto quer liberar, no RS, uso de agrotóxicos proibidos em outros países

Somente os dois deputados do PT, na Comissão, votaram contra o projeto. Leia a matéria publicada no RS Urgente.

A Comissão de Constituição e Justiça, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deu parecer favorável, em sessão realizada dia 11 de setembro, ao Projeto de Lei nº 78/2012, de autoria do deputado Ronaldo Santini (PTB), que altera o texto da lei estadual (nº 7.747, de 22 de dezembro de 1982), que regulamenta o uso de agrotóxicos e outros biocidas em nível estadual. Pioneira no Brasil a legislação gaúcha proíbe, no caso de importação, o uso no Estado de agrotóxicos proibidos em seu país de origem. O projeto do deputado Santini quer alterar justamente essa parte da lei, propondo a seguinte redação:

“É vedado ao órgão estadual exigir, como condição ao cadastramento de produtos agrotóxicos, seus componentes e afins (e/ou biocidas), a comprovação de autorização de utilização do produto, seus componentes e afins no país de origem, assim considerado aquele que originou a síntese correspondente ao princípio ativo da substância; o país em que é gerada ou manufaturada a tecnologia e aquele de onde o produto é importado”.

Votaram a favor do projeto os deputados: Edson Brum (PMDB), Marco Alba (PMDB), João Fischer (PP), Pedro Westphalen (PP), Ronaldo Santini (PTB), Lucas Redecker (PSDB), Heitor Schuch (PSB) e Raul Carrion (PC do B). Votaram contra os deputados Raul Pont (PT) e Edegar Pretto (PT).

A medida significaria, na prática, liberar agrotóxicos que hoje são proibidos no Rio Grande do Sul. Em sua justificativa, o deputado Ronaldo Santini afirma que a atual redação da lei estaria trazendo “sérios problemas à agricultura no Estado”. “Ela permite”, prossegue o parlamentar do PTB, “ao Estado indeferir o cadastro que produtos que são formulados no Brasil, mas que têm suas matérias-primas importadas de países que não possuem seu uso autorizado localmente”. Essa situação, sustenta ainda Santini, “fere o princípio da isonomia, na medida em que os agricultores de outros Estados têm acesso aos produtos importados nos termos da legislação federal, enquanto os agricultores do Rio Grande do Sul não têm, ficando adstritos a uma gama menor de produtos, muitas vezes mais caros ou com tecnologia menos moderna”.

Em outras palavras, como diz o parecer da Comissão de Constituição e Justiça, “a norma estadual vigente submete os agricultores gaúchos a tratamento desigual em relação aos demais Estados da Federação, os quais não possuem as limitações impostas ao comércio de agrotóxicos importados existentes no Estado do Rio Grande do Sul”.

O Brasil é hoje o maior mercado doméstico de agrotóxicos do mundo, ficando inclusive na frente dos Estados Unidos. No dia 11 de abril deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um estudo sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil, apontando um crescimento de 190% do comércio desses produtos no país entre os anos de 2000 e 2010, mais que o dobro da medida mundial, que foi de 93% no mesmo período. Cada brasileiro consome em média 5,2 quilos de agrotóxicos por ano. Além disso, o Brasil é responsável por 5% da área plantada no mundo e usa cerca de 20% do veneno produzido.

Segundo o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, o principal fator responsável por esse crescimento foi a expansão agrícola do país. Trata-se de um mercado bilionário e altamente concentrado. Em 2010, ainda segundo a Anvisa, o mercado nacional de agrotóxicos movimentos US$ 7,3 bilhões, o que representa 14,25% do total mundial que chegou a US$ 51,2 bilhões no mesmo ano. As dez maiores empresas do setor respondem por 65% da produção nacional e 75% das vendas. Seis delas dominam 66% do mercado mundial (Basf, Bayer, Dow, Dupont, Monsanto e Syngenta). Um único produto, o glifosato, responde por 29% de todo o mercado brasileiro de agrotóxicos.

O projeto do deputado Santini, aparentemente, considera que os agricultores gaúchos ainda não estão devidamente inseridos neste modernidade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Forças ocultas impedem debate em Caxias. Isso ecziste sim!!!

Quais forças obrigaram as entidades a cancelarem do debate?
Foto: Rubem Pires

Forças ocultas agiram pesado em Caxias do Sul na manhã de hoje e cancelaram o debate que seria promovido pelos Conselhos de Psicologia e Serviço Social. A ausência do candidato situacionista, Alceu Barbosa Velho (PDT) resultou na não existência do debate.

Os candidatos foram convidados, e confirmaram presença, a cerca de quinze dias, segundo os organizadores. Na noite de ontem o Conselho Regional de Psicologia (CRP) de Caxias do Sul, um dos organizadores, enviou um e-mail a todos os candidatos dizendo que a presença de candidato a vice-prefeito estaria vetada.

Esse era um recado direto a coligação de situação pois Alceu seria representado, novamente, pelo seu vice, Antonio Feldmann. Na manhã de hoje, no horário marcado, estavam presentes Assis Melo (PCdoB), Luis Possamai (PSOL), Marcos Daneluz (PT) e Milton Corlatti. Também estava presente a equipe de teve do candidato Alceu.

Acontece que surgiu um problema. Segundo Maria de Fátima Fischer, conselheira do CRP, "a assessoria jurídica do órgão teria dito, na manhã de hoje, que a realização de debates por conselhos profissionais feria a lei eleitoral".

Essa informação é refutada pelo chefe da Zona Eleitoral 169, Edson Borowski. "Não há na lei eleitoral artigo que proíba a realização de painel ou evento similar por parte de conselho", afirmou em entrevista à Rádio Caxias. Segundo ele autorização para realização de encontro neste formato deve ser solicitada à Justiça Eleitoral apenas se a atividade for transmitida por rádio ou por TV.

Portanto o argumento de proibição legal é fantasioso. O que parece que aconteceu de fato é que houve um grande movimento, estadual até, que forçou com que as entidades cancelassem o debate. Pior do que isso. Além de cancelarem o debate os organizadores se retiraram do local sem darem muitas explicações.

População reprova substituição

Na enquete realizada no nosso blog 71% reprovam a substituição do candidato a prefeito, pelo vice, num debate com os prefeituráveis. Também nas redes sociais a indignação foi grande. O post aberto pelo Polenta News logo depois do acontecido tem 19 comentários, 22 compartilhamentos e 13 curtirs. Há comentários dos dois lados porém a maioria questiona a ausência de Alceu.

As justificativas

Os quatro candidatos de oposição emitiram um nota em conjunta falando sobre o cancelamento do debate. Segundo os candidatos o cancelamento do debate promovido pelos Conselhos Regionais de Psicologia e de Serviço Social foi considerado um desrespeito às coligações que não integram a base governista e que se propuseram a debater políticas para a área da saúde. O encontro, que era para ter iniciado às 9h, foi encerrado às 9h40min porque o candidato Alceu Barbosa Velho não compareceu. Mais uma vez, desprezou as entidades de classe. Em contrapartida, as duas entidades organizadoras se retiraram da promoção do evento, numa clara demonstração de conivência com o candidato Alceu. (leia na íntegra aqui).

A coligação de situação também emitiu nota onde diz que a presença do vice havia sido confirmada, e aceita, com antecedência e que causou estranheza o veto do dia anterior (veja aqui).

As entidades organizadores prometeram uma nota pública mas até agora não houve nenhuma manifestação. Ao que tudo parece não ficaremos sabendo que forças moveram montanhas para evitar esse debate.

Nem os plátanos foram poupados da destruição da prefeitura





Um dos cartões postais de Caxias do Sul. Um dos locais mais fotografados, tanto no outono, quanto na primavera não resistiu ao despreparo e a sanha destruidora imposta pelo governo Sartori ao meio ambiente.

A vitima da vez foi o corredor de plátanos que cerca do Parque dos Macaquinhos. As fotos acima começaram a circular pelo Facebook e pode-se ser ver na imagem galhos grossos foram cortados das árvores com o argumento de "poda". Os plátanos, na primavera e no verão, criam um corredor verde tanto na Dr. Montaury, quanto na Dom José Barea.

Há alguns dias atrás os ligustros que foram plantados na Alfredo Chaves tiveram o mesmo destino. A explicação, risível, do Secretário de Agricultura Nestor Pistorello era que eles competiam com os plátanos, justamente os que foram mutilados.

Pior do que tudo isso é que o candidato situacionista admite que continuará agindo da mesma forma. Em entrevista ao Pioneiro sobre o tema ele disse:

"Em relação à poda em áreas públicas, que não necessitam de licença, vamos seguir respeitando a posição de técnicos."
Pois são exatamenente esses "técnicos" que estão sendo questionados. Se você acha que isso é ruim, pode ficar muito pior.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Governo vai bem. Já a saúde...





Como bem pontuou o "Burgueseiro" deste final de semana, a saúde é uma das maiores preocupações dos caxienses. Em uma avaliação um tanto quanto contraditória, o Governo Sartori recebeu 75% de aprovação enquanto a saúde foi apresentada como a área que mais precisa melhorar para 70% dos entrevistados.

A saúde com certeza é a área social que mais significativa para as pessoas. Sem saúde não somos ninguém e só quem precisou dos atendimentos do SUS sabe da situação caótica em que se encontra o atendimento em Caxias. Talvez seja por isso que o problema na saúde não tenha repercutido tanto na avaliação do Governo,  talvez seja a minoria que tenha precisado da saúde pública nos últimos anos. Será?

Faltam médicos, faltam servidores, filas gigantescas para atendimento, meses de espera para atendimento especializado, Hospital de Campanha que não funciona, descaso com a população que padece por saúde... e isso não repercutiu na avaliação do governo.

Tem coisas que não tem explicação!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Candidato da situação arrecada mais do que todos os outros juntos.

A segunda prestação de contas parcial da campanha para prefeito mostra que o candidato situacionista, Alceu Barbosa Velho (PDT), captou mais recursos que os outros candidatos a prefeito juntos. Alceu captou, ao todo, R$ 500.500,00. Em segundo lugar vem Milton Corlatti (DEM) com R$ 156.530,00, depois, Marcos Daneluz que arrecadou R$ 145.250,00. Em seguida vem o candidato do PCdoB, Assis Melo com R$ 135.800,00. Luis Possamai (PSOL) é o único que não prestou contas parciais,

Percebe-se na prestação de contas dos candidatos a prefeito que o foco de arrecadação são os grandes valores. A menor contribuição individual é de R$ 250,00 (você encontrará uma de R$ 100,00 mas ela faz parte de um conjunto de contribuiões) e a maior é de R$ 100.000,00. É da Randon, para o candidato Alceu, a maior contribuição para um candidato.

Um detalhe que causa estranheza são alguns valores elevados depositados em espécie (dinheiro vivo). Na listagem de Alceu Barbosa Velho a Açoplano (R$ 15.000,00) e Fisa Incorporador (R$ 20.000,00) aparecem como doadores em dinheiro vivo. O procedimento não é ilegal mas é estranho você ter tanto dinheiro, em espécie, "no bolso".

Outros candidatos também receberam recursos "em espécie" porém em valores bem menores. Assis e Daneluz receberam contribuições de R$ 1mil a R$ 3 mil nessa categoria. Alceu ainda tem mais duas de R$ 5 mil e uma de R$ 3 mil. Corlatti é o que tem contribuições de "valor estimado", ou seja, são doações em bens de consumo ou uso de bens pessoais (carro, casa para comitê, etc).

Abaixo publicamos a listagem completa, e bem visível, dos doadores. O Polenta News foi o primeiro a divulgar a relação dos contribuintes, assim que foram liberadas pelo TSE, e, felizmente, outros veículos estão seguindo nossa iniciativa.




Alceu Barbosa Velho

AÇOPLANO COMÉRCIO DE AÇOS LTDA  R$ 15.000,00 Depósito em espécie
ADEMIR SCHWAISER R$ 5.000,00 Cheque
AGRALE SA R$ 10.000,00 Cheque
ALCIDEMAR XAVIER MACEDO R$ 5.000,00 Cheque
CARLOS ALBERTO CASIRAGHI R$ 10.000,00 Cheque
CARLOS ALBERTO RODRIGUES MACHADO R$ 500,00 Cheque
CARLOS ANTONIO BURIGO R$ 1.500,00 Cheque
CELSO EMPINOTTI R$ 5.000,00 Cheque
CELSO MATTOS ARAUJO R$ 5.000,00 Cheque
CERTY SISTEMAS ELETRONICOS LTDA  R$ 10.000,00 Cheque
COMERCIAL CESA SA  R$ 20.000,00 Cheque
CSA COMERCIAL SERRANA DE ASFALTO LTDA R$ 50.000,00 Cheque
FISA INCORPORADORA LTDA  R$ 20.000,00 Depósito em espécie
GELSON LUIS PALAVRO  R$ 500,00 Cheque
GILBERTO MELETTI R$ 5.000,00 Cheque
ÍRMÃOS ANDREAZZA LTDA R$ 5.000,00 Depósito em espécie
JAQUELINE MARQUES BERNARDI R$ 1.500,00 Cheque
JOAO WIANEY TONUS R$ 500,00 Cheque
JOAO WIANEY TONUS R$ 500,00 Cheque
JORGE CLENOR SPINELLI DUTRA  R$ 500,00 Cheque
JOSE LUIS PLEIW FILHO R$ 500,00 Cheque
JOSE LUIZ ZECHIN R$ 1.500,00 Cheque
LAURI ROMARIO SILVA R$ 500,00 Cheque
LAURI ROMARIO SILVA R$ 500,00 Cheque
LAURI ROMARIO SILVA R$ 500,00 Cheque
LUIS ANTONIO GRISON R$ 1.500,00 Cheque
LUIZ FERNANDO PEZ R$ 5.000,00 Cheque
MANOEL DE SOUZA MARRACHINHO  R$ 1.500,00 Cheque
MARCOPOLO SA R$ 50.000,00 Transferência eletrônica
MARCUS VINICIUS CABERLON  R$ 500,00 Cheque
MAURICIO GRAZZIOTIN R$ 5.000,00 Cheque
MAURO CAVAGNOLLO R$ 5.000,00 Depósito em espécie
MILTON LUIZ BALBINOT R$ 5.000,00 Cheque
NELSON CARLOS SARTORI R$ 500,00 Cheque
NESTOR PISTORELLO R$ 1.500,00 Cheque
NORBERTO LUIZ SOLETTI R$ 500,00 Cheque
NORBERTO LUIZ SOLETTI R$ 500,00 Cheque
OZORIO ALCIDES ROCHA R$ 1.000,00 Cheque
PAULO ROBERTO DAHMER R$ 500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 3.000,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
POLITRANS LOGISTICA DE TRANSPORTES LTDA  R$ 4.500,00 Cheque
PROGAS INDUSTRIA METALURGICA LTDA  R$ 25.000,00 Transferência eletrônica
RANDON SA IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇÕES  R$ 100.000,00 Transferência eletrônica
RANDON SA IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇÕES  R$ 50.000,00 Transferência eletrônica
REINALDO ANTONIO WEBBER R$ 3.000,00 Depósito em espécie
RIZZI E CIA LTDA  R$ 5.000,00 Cheque
ROBERTO SOARES LOUZADA  R$ 500,00 Cheque
RPP EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA  R$ 1.000,00 Cheque
RR ROCHA COMERCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ME  R$ 500,00 Cheque
SUL CORTE IMPORTADORA LTDA  R$ 10.000,00 Cheque
TONDO SA R$ 5.000,00 Cheque
TUBOCENTER INCORPORADORA LTDA  R$ 15.000,00 Cheque
VALMIR ANTONIO SUSIN R$ 500,00 Cheque
VICTORIO GIORDANO DA COSTA R$ 3.000,00 Cheque
Total R$ 500.500,00



ASSIS MELO

AGRALE S.A. R$ 15.000,00 Cheque
BRINOX METALURGICA S/A R$ 3.000,00 Depósito em espécie
ELIAS FERREIRA LIMA R$ 3.000,00 Depósito em espécie
FORJAS TAURUS S/A  R$ 25.000,00 Transferência eletrônica
GELSON LUIZ DA SILVA R$ 1.000,00 Depósito em espécie
GENAIR MARIA FRASSON R$ 3.000,00 Depósito em espécie
LUCIANA BORTOLOTO R$ 800,00 Depósito em espécie
MARCOPOLO S/A R$ 25.000,00 Transferência eletrônica
MARI DOS SANTOS NERY R$ 2.000,00 Depósito em espécie
MARILEIDE FRASSON R$ 1.700,00 Depósito em espécie
MICROINOX - FUNDIÇÃO DE PRESCISÃO USINAGEM LTDA R$ 10.000,00 Transferência eletrônica
SALVIO ALVES FONTES R$ 3.000,00 Depósito em espécie
SAN MARINO ONIBUS E IMPLEMENTOS LTDA R$ 20.000,00 Cheque
SPHEROS CLIMAT. DO BRASIL S/A R$ 5.000,00 Cheque
VAGNER REIS ELIAS R$ 1.800,00 Depósito em espécie
VOGES METALURGIA LTDA R$ 15.000,00 Transferência eletrônica
ZENILDO ROGERIO MOREIRA DA SILVA R$ 1.500,00 Depósito em espécie
Total R$ 135.800,00



Marcos Daneluz

AGRALE SA R$ 10.000,00 Cheque
AROSUCO AROMAS E SUCOS LTDA R$ 50.000,00 Transferência eletrônica
CRISTIANE BELTRAME PADILHA R$ 250,00 Cheque
INTRAL SA R$ 10.000,00 Cheque
LEONIR TAUFE R$ 3.000,00 Depósito em espécie
MARCOPOLO SA R$ 25.000,00 Transferência eletrônica
NEIVA CRISTINA ANDREAZZA R$ 1.000,00 Depósito em espécie
RANDON SA R$ 20.000,00 Transferência eletrônica
SAN MARINO ONIBUS E IMPLEMENTOS LTDA R$ 20.000,00 Transferência eletrônica
UTC ENGENHARIA SA R$ 6.000,00 Transferência eletrônica
Total R$ 145.250,00



Milton Corlatti

AGRALE S/A R$ 10.000,00 Transferência eletrônica
COMERCIAL MAGNABOSCO S/A R$ 5.000,00 Transferência eletrônica
Direção Municipal R$ 2.000,00 Estimado
Direção Municipal R$ 350,00 Estimado
Direção Nacional R$ 50.000,00 Transferência eletrônica
MARCOPOLO SA R$ 25.000,00 Transferência eletrônica
MT VIAGENS E TURISMO LTDA R$ 4.690,00 Estimado
MT VIAGENS E TURISMO LTDA R$ 1.000,00 Estimado
ODIR MIGUEL FERRONATTO R$ 100,00 Estimado
ODIR MIGUEL FERRONATTO R$ 3.390,00 Estimado
RANDON S/A IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇOES R$ 20.000,00 Transferência eletrônica
RANDON S/A IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇOES R$ 20.000,00 Transferência eletrônica
SAN MARINO ONIBUS E IMPLEMENTOS LTDA R$ 15.000,00 Transferência eletrônica
Total R$ 156.530,00