terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Água será reajustada em 6,45%, em contrapartida será criada a Tarifa Social

O Samae reajustou a taxa de água em 6,45%. O valor por metro cúbico passa para R$ 4,30 e com isso a taxa mínima que é de 5m³ é de R$ 21,50. O reajuste ficou acima da inflação, como já haviamos noticiado (veja aqui). Reajustes acima da inflação, para o Samae, já são rotina. Esse o reajuste foi de 19,6%; em 2012 - 9,68%; em 2011 - 14,9%; em 2010 - 21,42 e em 2009 foi de 11,88%.

De 2009 até agora o Samae reajustou as tarifas em 98,41% enquanto a inflação, no mesmo período foi de 40,26%.

Nesse ano, entretanto, o Samae anunciou a criação da uma Tarifa Social. Com descontos que vão de 50% a 30% e uma grande burocracia para conseguir o benefício. Para o cidadão ter direito ao desconto deve se encaixar nesses critérios:

a) residir em moradia de caráter unifamiliar com, no máximo, três economias;
b) conta de água em que seu nome apareça como proprietário/usuário;
c) renda familiar de até três salários mínimos e meio salário mínimo per capita ao mês;
d) renda de um salário mínimo ao mês para idosos aposentados, pensionistas ou pessoas com deficiência que residam sozinhos.

Em caso positivo deve se dirigir até o Samae, em horário comercial, com a seguinte documentação:

a) Comprovante de inscrição no Cadastro Único, fornecido pela FAS;
b) Carteira de Identidade;
c) Cadastro de Pessoa Física (CPF);
d) Conta de Água mais recente.

Os descontos serão 50% para consumo até 5m³; 40% para consumo entre 6m³ e 10m³; e 30% para consumo entre 11m³ e 15 m³. Para a tarifa de esgotamento sanitário, o desconto será de 50% para até 15m³.

O histórico da Tarifa Social


O governo Pepe Vargas (PT) foi o primeiro a criar uma "Tarifa Social" da água. Ele o fez acabando com a taxa mínima, que na época era de 10m³. Ao estabelecer uma tabela que começava em 1m³ (hoje R$ 4,30), cada família pagava exatamente o que consumia.

O governo Sartori (PMDB) acabou com isso. No final de seu primeiro mandato, nos últimos dias do ano, seu vice, na época, Alceu Barbosa Velho (PDT), assinou um decreto reajustando o valor da tarifa em 116%. A repercursão foi tão negativa que Sartori foi obrigado a voltar atrás, reajustou em 11,88%, mas criou a taxa mínima de 5m³. Na época ele prometeu, para dois meses depois do reajuste, ou seja, março, a implantação da tarifa social. Sartori não cumpriu a promessa!

Somente agora cinco anos depois haverá um pouco mais de justiça tributária, pelo menos para os beneficiários dos programas de transferência de renda, como o bolsa família.

Taxa de recursos hídricos


Por outro lado o governo silencia em relação a devolução da Taxa de Recursos Hídricos (Taxa Sartori). Ela foi considerada ilegal pela justiça, não cabe mais recursos, porém a prefeitura nega a devolver o dinheiro. Atualmente são mais de R$ 17 milhões (valores corrigidos) que deveriam ser devolvidos à população.
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Acabam os polos de pedágio do RS

Agora não tem mais reclamação. Os polos de pedágio do Rio Grande do Sul estão oficialmente extintos. Depois de muitas idas e vindas e reclamações das empresas de pedágio as últimas praças serão oficialmente fechadas no dia de hoje.

Os pedágios de Taquara, Gramado, São Francisco de Paula, Santo Antonio da Patrulha e Viamão passam a ser administrados pela EGR, com redução de tarifa. Os polos de Vacaria, Carazinho e os pedágios de Guaíba, Eldorado e Pantano Grande, que são em rodovias federais serão fechados até definição da União.

O modelo de pedágio aplicados no estado foram um retumbante fracasso. O Rio Grande do Sul foi o estado que aplicou com mais rapidez e voracidade o Programa Nacional de Concessões Rodoviárias criado pelo presidente FHC em 1995. O governador Antonio Britto, na época no PMDB, aprovou o regime de concessões no RS (veja aqui como foi a votação na Assembleia Legislativa). Em 1998 já estavam operando 28 praças de pedágio.

As concessionárias sempre tiveram muita benevolência da justiça. Foram idas e vindas de liminares e todas as tentativas de redução de valores foram derrubas judicialmente pelas concessionárias. No início do governo Olívio Dutra (PT) houve uma tentativa de redução dos valores entre 20% e 28%, que só durou poucos meses até os valores seres restaurados pela justiça. No ano seguinte não houve reajuste e as empresas ameaçaram o governo estadual de processos por quebra de contrato. Como os contratos eram "leoninos", ou seja, extremamente benéficos às empresas e elas ainda tinha empréstimos milionários com o Banrisul que ameçavam não quitar, o governo estadual apresentou o termo aditivo I, articulado pelo então secretário dos transportes, Beto Albuquerque (PSB). O termo previa a biderecionalidade (reivindicação dos transportadores de carga), a inclusão dos trechos urbanos e obras de acesso.

Nada disso foi cumprindo, com exceção da cobrança da biderecionalidade. Durante o governo Rigotto (PMDB) o termo aditivo foi prorrogado mais duas vezes. Porém as obras que deveriam ser feitas até 2004 pelas concessionárias não aconteceram. O governo não exigiu as obras e também não revisou valores, por conta disso as empresas se deram o direito de não fazer as obras.

No governo Yeda (PSDB) surgiu a proposta de prorrogação dos pedágios por mais 15 anos com o compromisso de fazerem as obras que deveriam ter sido feita no início dos contratos. Com forte oposição a proposta não vingou. Os reajustes que deveriam ser feitos em 2009 e 2010 não aconteceram e em contrapartida as empresas não fizeram mais manutenção das estradas a partir dessa data. A falta de manutenção acabou acarretando os problemas de buracos nas estradas verificados esse ano.

O governador atual, Tarso Genro (PT), anunciou que não prorrogaria os contratos. As empresas ainda ganharam na justiça um reajuste de tarifas, em 2011, com apoio da Agergs (agência reguladora que sempre esteve mais ao lado das empresas do que dos cidadãos). Nesse ano depois de várias disputas de liminares, em maio, o pedágio de Farroupilha, que foi incluído por baixo dos panos nos contratos foi definitivamente fechado (leia aqui).

A diferença dos modelos de concessão


Com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) o modelo de pedágio comunitário é o que predominará no Rio Grande do Sul. A EGR tem um conselho comunitário que fiscaliza a arrecadação e a aplicação dos recursos.

Na esfera federal a presidenta Dilma (PT) optou pelo modelo de leilão de concessões onde um conjunto de obras e obrigações são estabelecidos e um valor máximo de pedágio é fixado. Ganha a concessão quem oferecer o maio desconto. Esse modelo fez, por exemplo, que o valor do pedágio da BR163, em Mato Grosso, fosse 8 vezes menor do que aquele da praça de Farroupilha, por exemplo.

Abaixo veja uma tabela do valor de pedágio por quilômetro das rodovias federais leiloadas esse ano e, para comparação o valor que era aplicado nos pedágios de Farroupilha e Vila Cristina.


Trecho Valor por Km
BR163-MT 0,0263
BR060-DF 0,0285
BR153-GO 0,0285
BR262-MG 0,0285
BR040 - MG/DF 0,0378
BR163 - MS 0,0438
BR050 - MG/GO 0,0453
Vila Cristina 0,1993
Farroupilha 0,2142

domingo, 29 de dezembro de 2013

No pior IDH do país, a lição dos médicos cubanos


Por Vera Paoloni*

Melgaço, no Marajó, Pará, tem o pior IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do país, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado no final de julho. São 24 mil habitantes, dos quais 12 mil não sabem ler e nem escrever, apenas 681 pessoas frequentam o ensino médio, saneamento é zero, saúde é rarefeita e internet só de vez em quando e apenas por celular. O melhor de Melgaço é o povo, as pessoas, atestam Maribel, Oyainis e Maribel as três médicas e o médico cubano Orlando que estão morando e trabalhando no município marajoara desde 21 de setembro, há pouco mais de 3 meses. Eles integram o programa audacioso e certeiro "Mais Médicos", que leva assistência e médicos a municípios carentes e vulneráveis. Ponto para o Ministério da Saúde e para a presidenta Dilma Rousseff.

Se o povo é o melhor de Melgaço, o pior é a água. Ribeirinho, Melgaço não tem água tratada e nem saneamento básico. Isso gera micoses e contaminações genitais. Há gravidez muito precoce e um índice alarmante de hipertensão que atinge muitos jovens, resume o quarteto médico cubano que atende 24 pessoas, no mínimo, todo dia em Melgaço, de segunda a sexta. Com a consulta média de 30 minutos, salvo situações mais complicadas e que exigem mais tempo. Em todas as consultas, a medicina preventiva em ação: tratar a água com hipoclorito de sódio, ferver a água, só pra citar um exemplo.

Pobreza e generosidade - Quase a metade, 48% da população de Melgaço é pobre, aponta o Mapa da Pobreza do IBGE publicado em 2003 Grande parte da população do campo tem remuneração de R$ 71,50, fazendo com que as famílias na zona rural sobrevivam, em média, com R$ 662 por mês - menos que um salário mínimo. As distâncias são grandes e se leva até 15 dias pra cruzar o espaço de mais de 6 mil quilômetros. Com toda toda essa adversidade, o povo de Melgaço é acolhedor e generoso, garantem as médicas e o médico cubanos.

Rendimentos compartilhados - Afinal, o que vocês ganham de salário fica com vocês ou vai pra família, indago? "Parte fica conosco, parte vai para nossas famílias e outra parte vai para o nosso governo, para ajudar o nosso povo cubano", me diz Maribel Hernandez. "Mas o que ficamos é suficiente para nos manter, para lazer. A prefeitura de Melgaço paga nosso alojamento e esse é muito bom: tem um quarto para cada um de nós, com banheiro, cama, ar condicionando. Temos mais que suficiente", fala Maribel Saborit.

Nem açaí e nem farinha - Como a jornada de trabalho em Melgaço é de 40 horas semanais, igual a Cuba, pergunto o que fazem no final de semana pra driblar a saudade de casa, já que as famílias ficaram em Cuba. "Lavamos e passamos nossas roupas, limpamos nossos quartos, lemos, entramos na internet pra passar correio eletrônico, descansamos". E Orlando informa que em julho vão de férias a Cuba.

Nove anos de estudo - Nem a imensidão de água da baía do Marajó, o calor ou as travessias de barco até as comunidades assustam o quarteto médico cubano. Os quatro trabalharam em missões humanitárias na Venezuela e na Bolívia. Estudaram os nove anos da formação de medicina cubana: 6 da medicina geral e mais 3 da medicina integral, algo semelhante à residência médica brasileira, em que a especialização é feita juntamente com trabalho prático. E os quatro trabalhavam em Cuba. Maribel Saboritnoite, em Belém. Na capital, fizeram um treinamento na área de saúde e retornam segunda-feira 23, bem no período de recesso natalino. De Melgaço a Breves, uma hora de barco e de Breves a Belém, mais 14 horas. Ao todo 15 horas pra chegar em Belém, atravessando a baía do Marajó. Maribel Saborit, Oyainis Santos, Orlando Penha e Maribel Hernandez, médicas e médico cubanos se conheceram não em Cuba, país em que nasceram, estudaram, se formaram, casaram, tiveram filhos e trabalharam. Foi em solo brasileiro, em Brasília, que os quatro se encontraram pela primeira vez, em agosto. Agora trabalham em Melgaço e lá ficarão por 3 anos.

Maribel Saborit tem 21 anos de profissão. Maribel Hernanez, 19 anos. Oyanis, 8 anos e Orlando, 22 anos. Cuba orientou como critério de participação no programa Mais Médicos, o mínimo de uma missão humanitária.Orando esteve no Paquistão e Venezuela. Oyainis, na Venezuela. Maribel Saborit e Maribel Hernandez, na Venezuela e Bolívia. Além dos 9 anos de estudo, atuação em uma missão humanitária por 3 anos.

Um médico em casa? - Embora o quarteto fale num bem compreensível portunhol, indago se não falarem bem o português fez com que algum paciente deixasse de entendê-los. "De jeito nenhum diz Oyainis. A gente olha pra eles, conversa e se entende. Fazemos um amplo interrogatório, anotamos, fazemos exames físicos completos". E Maribel Saborit completa: "o povo é muito acolhedor, generoso e agradecido. Fomos a uma comunidade ribeirinha, fizemos travessia de barco e na casa de um senhor diabético de 86 anos ouvimos, depois do exame: 4 médicos aqui, quatro médicos me visitando em casa, meu Deus posso morrer feliz. Nunca tinha visto um médico"!

Sem essa de dr, dra - Fico surpresa quando me dizem que se apresentam aos pacientes como Maribel, Oyainis, Orlando. Assim, sem dr., dra, termos que aqui no Brasil são acrescidos à profissão de médicos. Maribel Saborit ri e me diz: "por que dr., dra? Somos iguais, só tivemos mais chance de estudar, ter uma graduação. Mas nossa identidade é a mesma de quando nascemos".

Os quatro me contam que Belém e Melgaço são "mais quente que Cuba", mas isso não atrapalha. Gostam da comida à base de peixe, frango, carne, arroz, feijão. Só açaí e farinha não faz parte do cardápio deles. "Muito forte o açaí" diz Maribel Saborit sorridente. Eu afianço a elas e ele que não sabem o que estão perdendo. E rimos todos.

Internet, problemão - O contato com a família é via e-mail, pois falar pelo celular é muito caro. Cada um tem um tablet 3G, que faz parte dos equipamentos do Mais Médicos. E eles compraram um pacote basicão da Vivo, "mas os créditos somem muito rápido", se queixam. Como falar por telefone é caro demais, sobra conversar por e-mail na internet do celular.

Eu digo a elas e ele que quem mora e luta na Amazônia quando vara uma notícia pro mundo, rompe o cordão sanitário do isolamento em que nos encontramos. O acesso à internet poderia ser uma forma de ajudar a romper esse cordão, mas temos o pior acesso de todas as cinco regiões do país e no Marajó, o pior acesso do Pará. Estamos ilhados, portanto.

Oyanis completa: "a saúde em Cuba precisa da ajuda de todos nós, porque o país sofre um embargo econômico que é muito doloroso para nossa gente. Então, a ajuda precisa vir de nós, cubanos e de nossos aliados".

Faz parte da nossa formação retribuir - A conversa vai chegando ao fim, pois há várias pessoas chamando o quarteto médico cubano e querendo tirar fotos, indagar, conversar, rir junto. E eu faço a última inquirição: o que fez vocês saírem de Cuba e vir pra Melgaço? E Maribel Saborit diz": olha, faz parte da nossa formação ajudar países e pessoas mais necessitadas com nosso conhecimento que foi dado de forma coletiva e gratuita. Só estamos retribuindo".


* Vera Paoloni é bancária, jornalista e secretária de comunicação da CUT/Pará

sábado, 28 de dezembro de 2013

Reajuste salarial para nível médio da Brigada Militar é aprovado na Assembleia Legislativa

O Projeto de Lei encaminhado pelo Governo do Estado para reajustes nos salários dos servidores de nível médio da Brigada Militar, no período entre 2015 e 2018, foi aprovado nessa quinta-feira (26) pela Assembleia Legislativa. As reposições salariais até 2014 já estavam garantidas.

O salário básico mais o risco de vida do soldado era R$ 1.172,82 no ano de 2010, e saltará para R$ 4.050,80 em 2018, representando um aumento de 245% em oito anos. Já para o tenente, no mesmo período, o reajuste somará 151% e quem ocupa o posto passará a ganhar R$ 6.751,34 em 2018, enquanto em 2010 recebia R$ 2.680,84.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, afirma que os percentuais são históricos na corporação. "Nunca, no período de oito anos, os servidores haviam recebido um reajuste como esse. Em 2018, os soldados estarão ganhando o equivalente a 25% do salário dos coroneis", destacou.

Duas características são importantes nesse projeto. A primeira é a recuperação salarial de parte de baixo da hierarquia da Brigada Militar, que historicamente, ficava relegada a segundo plano e isso fez com que o Rio Grande do Sul pagasse o pior salário para a polícia de todo o Brasil. Praticamente sem reajustes salariais durante os governos Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB) os soldos foram corroidos pela inflação. 

O segundo ponto positivo é que os reajustes não dependerão mais de vontade política do próximo governante. Como está fixado em lei deverá ser cumprindo, independendo de quem seja eleito governador em 2014. 

Tabela de reajustes (básico + risco de vida)

De 2015 a 2018 os reajustes acontecerão nos meses de maio e novembro, como no período 2011/2014.

Posto12/201011/2014 11/2015 11/201611/2017  11/2018Total Reajuste 2011/2018 
Soldado  1.172,82 2.398,27 2.723,10  3.109,67 3.549,75 4.050,80 245,38%
3º Sarg.  1.517,07 2.781,99  3.150,25 3.588,08 4.085,57 4.650,92 206,57%
2° Sarg. 1.724,21   3.069,79 3.470,613.946,89  4.487,43 5.101,01 195,84%
1° Sarg.   1.932,48 3.261,65 3.684,19 4.186,09 4.755,33 5.401,07 179,48%
1° Ten.  2.680,84 4.125,02 4.645,29  5.262,52 5.960,91 6.751,34 151,83%

Com informações da Secretaria de Comunicação RS

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Com isenção de impostos municipais valor da passagem de ônibus em Caxias não terá aumento

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) anunciou nessa manhã que o valor da passagem de ônibus não sofrerá reajuste para 2014. O valor ficará congelado em R$ 2,75, em vigor desde a metade desse ano por conta de desonerações de impostos federais (veja aqui).

Para manter o valor atual da passagem o prefeito irá conceder duas desonerações de impostos. Uma será a isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) que é de 2% e mais a taxa adminstrativa de 1% cobrada da Visate pela prefeitura.

As duas medidas precisam passar por aprovação da Câmara de Vereadores, o que não haverá dificuldade, e serão válidas até o final de 2016.

O prefeito porém esqueceu de comentar que a proposta de desoneração do ISSQN foi feita pelo vereador oposicionista, Rodrigo Beltrão (PT) ainda em junho desse ano (veja aqui). Ao que parece o prefeito não quis dar "ganho político" a um adversário ou achou que seria melhor fazer um proselitismo no final do ano.

De uma maneira ou de outra não haverá reajuste da passagem de ônibus. Porém não se discute também os custos da empresa, no caso a Visate. As planilhas de cálculo são antigas, da década de 1980, e não correspondem mais a realidade de uma cidade como Caxias do Sul onde boa parte da frota trafega em ruas asfaltadas.

Outra questão que trará mais prejuízos do que benefícios será a extinção do 1% de taxa adminstrativa que a Visate paga para a prefeitura. Esse valor constituía um fundo que era utilizado para a reforma das paradas de ônibus que muitas vezes não tem nenhuma cobertura para proteger o cidadão das chuvas.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os novos “vândalos” do Brasil

Com armas em punho seguranças tentam filtram os
"consumidores indesejados"
Por Eliane Brum - EL PAÍS

O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram, não destruíram, não portavam drogas, mas, mesmo assim, 23 deles foram levados até a delegacia, sem que nada justificasse a detenção. Neste domingo, 22, no Shopping Interlagos, garotos foram revistados na chegada por um forte esquema policial: segundo a imprensa, uma base móvel e quatro camburões para a revista, outras quatro unidades da Polícia Militar, uma do GOE (Grupo de Operações Especiais) e cinco carros de segurança particular para montar guarda. Vários jovens foram “convidados” a se retirar do prédio, por exibirem uma aparência de funkeiros, como dois irmãos que empurravam o pai, amputado, numa cadeira de rodas. De novo, nenhum furto foi registrado. No sábado, 21, a polícia, chamada pela administração do Shopping Campo Limpo, não constatou nenhum “tumulto”, mas viaturas da Força Tática e motos da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) permaneceram no estacionamento para inibir o rolezinho e policiais entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás.

Se não há crime, por que a juventude pobre e negra das periferias da Grande São Paulo está sendo criminalizada?

Primeiro, por causa do passo para dentro. Os shoppings foram construídos para mantê-los do lado de fora e, de repente, eles ousaram superar a margem e entrar. E reivindicando algo transgressor para jovens negros e pobres, no imaginário nacional: divertir-se fora dos limites do gueto. E desejar objetos de consumo. Não geladeiras e TVs de tela plana, símbolos da chamada classe C ou “nova classe média”, parcela da população que ascendeu com a ampliação de renda no governo Lula, mas marcas de luxo, as grandes grifes internacionais, aqueles que se pretendem exclusivas para uma elite, em geral branca.

Antes, em 7 de dezembro, cerca de 6 mil jovens haviam ocupado o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, e também foram reprimidos. Vários rolezinhos foram marcados pelas redes sociais em diferentes shoppings da região metropolitana de São Paulo até o final de janeiro, mas, com medo da repressão, muitos têm sido cancelados. Seus organizadores, jovens que trabalham em serviços como o de office-boy e ajudante geral, temem perder o emprego ao serem detidos pela polícia por estarem onde supostamente não deveriam estar – numa lei não escrita, mas sempre cumprida no Brasil. Seguranças dos shoppings foram orientados a monitorar qualquer jovem “suspeito” que esteja diante de uma vitrine, mesmo que sozinho, desejando óculos da Oakley ou tênis Mizuno, dois dos ícones dos funkeiros da ostentação. Às vésperas do Natal, o Brasil mostra a face deformada do seu racismo. E precisa encará-la, porque racismo, sim, é crime.

“Eita porra, que cheiro de maconha” foi o refrão cantado pelos jovens ao entrarem no Shopping Internacional de Guarulhos. O funk é de MC Daleste, que afirma no nome artístico a região onde nasceu e se criou, a zona leste, a mais pobre de São Paulo, aquela que todo o verão naufraga com as chuvas, por obras que os sucessivos governos sempre adiam, esmagando sonhos, soterrando casas, matando adultos e crianças. Daleste morreu assassinado em julho com um tiro no peito durante um show em Campinas – e assassinato é a primeira causa de morte dos jovens negros e pobres no Brasil, como os que ocuparam o Shopping Internacional de Guarulhos.

A polícia reprimiu, os lojistas fecharam as lojas, a clientela correu. Uma das frequentadores do shopping disse a frase-símbolo à repórter Laura Capriglione, na Folha de S. Paulo: “Tem de proibir este tipo de maloqueiro de entrar num lugar como este”. Nos dias que se seguiram, em diferentes sites de imprensa, leitores assim definiram os “rolezeiros” (veja entrevista abaixo): “maloqueiros”, “bandidos”, “prostitutas” e “negros”. Negros emerge aqui como palavra de ofensa.

As novelas já vendiam uma vida de luxo há muito tempo, só que nelas os ricos eram os que pertenciam ao mundo de riqueza. Nos videoclipes de funk ostentação, são os pobres que aparecem neste mundo.”
O funk da ostentação, surgido na Baixada Santista e Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos, evoca o consumo, o luxo, o dinheiro e o prazer que tudo isso dá. Em seus clipes, os MCs aparecem com correntes e anéis de ouro, vestidos com roupas de grife, em carros caros, cercado por mulheres com muita bunda e pouca roupa. Diferentemente do núcleo duro do hip hop paulista dos ano 80 e 90, que negava o sistema, e também do movimento de literatura periférica e marginal que, no início dos anos 2000, defendia que, se é para consumir, que se compre as marcas produzidas pela periferia, para a periferia, o funk da ostentação coloca os jovens, ainda que para a maioria só pelo imaginário, em cenários até então reservados para a juventude branca das classes média e alta. Esta, talvez, seja a sua transgressão. Em seus clipes, os MCs têm vida de rico, com todos os signos dos ricos. Graças ao sucesso de seu funk nas comunidades, muitos MCs enriqueceram de fato e tiveram acesso ao mundo que celebravam.

Esta exaltação do luxo e do consumo, interpretada como adesão ao sistema, tornou o funk da ostentação desconfortável para uma parcela dos intelectuais brasileiros e mesmo para parte das lideranças culturais das periferias de São Paulo. Agora, os rolezinhos – e a repressão que se seguiu a eles – deram a esta vertente do funk uma marca de insurgência, celebrada nos últimos dias por vozes da esquerda. Ao ocupar os shoppings, a juventude pobre e negra das periferias não estava apenas se apropriando dos valores simbólicos, como já fazia pelas letras do funk da ostentação, mas também dos espaços físicos, o que marca uma diferença. E, para alguns setores da sociedade, adiciona um conteúdo perigoso àquele que já foi chamado de “funk do bem”.

A resposta violenta da administração dos shoppings, das autoridades públicas, da clientela e de parte da mídia demonstra que esses atores decodificaram a entrada da juventude das periferias nos shoppings como uma violência. Mas a violência era justamente o fato de não estarem lá para roubar, o único lugar em que se acostumaram a enxergar jovens negros e pobres. Então, como encaixá-los, em que lugar colocá-los? Preferiram concluir que havia a intenção de furtar e destruir, o que era mais fácil de aceitar do que admitir que apenas queriam se divertir nos mesmos lugares da classe média, desejando os mesmo objetos de consumo que ela. Levaram uma parte dos rolezeiros para a delegacia. Ainda que tivessem de soltá-los logo depois, porque nada de fato havia para mantê-los ali, o ato já estigmatizou-os e assinalará suas vidas, como historicamente se fez com os negros e pobres no Brasil.

Jefferson Luís, 20 anos, organizador do rolezinho do Shopping Internacional de Guarulhos, foi detido, é alvo de inquérito policial, sua mãe chorou e ele acabou cancelando outro rolezinho já marcado por medo de ser ainda mais massacrado. Ajudante geral de uma empresa, economizou um mês de salário para comprar a corrente dourada que ostenta no pescoço. Jefferson disse ao jornal O Globo: “Não seria um protesto, seria uma resposta à opressão. Não dá para ficar em casa trancado”.

Por esta subversão, ele não será perdoado. Os jovens negros e pobres das periferias de São Paulo, em vez de se contentarem em trabalhar na construção civil e em serviços subalternos das empresas de segunda a sexta, e ficar trancados em casas sem saneamento no fim de semana, querem também se divertir. Zoar, como dizem. A classe média até aceita que queiram pão, que queiram geladeira, sente-se mais incomodada quando lotam os aeroportos, mas se divertir – e nos shoppings? Mais uma frase de Jefferson Luiz: “Se eu tivesse um quarto só pra mim hoje já seria uma ostentação”. Ele divide um cômodo na periferia de Guarulhos com oito pessoas.

Neste Natal, os funkeiros da ostentação parecem ter virado os novos “vândalos”, como são chamados todos os manifestantes que, nos protestos, não se comportam dentro da etiqueta estabelecida pelas autoridades instituídas e por parte da mídia. Nas primeiras notícias da imprensa, o rolezinho do Shopping Internacional de Guarulhos foi tachado de “arrastão”. Mas não havia arrastão nenhum. O antropólogo Alexandre Barbosa Pereira faz uma provocação precisa: “Se fosse um grupo numeroso de jovens brancos de classe média, como aconteceu várias vezes, seria interpretado como um flash mob?”.

A ideia da imaginação como uma força criativa apresenta-se fortemente no funk ostentação.”
Por que os administradores dos shoppings, polícia, parte da mídia e clientela só conseguem enquadrar um grupo de jovens negros e pobres dentro de um shopping como “arrastão”? Há várias respostas possíveis. Pereira propõe uma bastante aguda: “Será que a classe média entende que os jovens estão ‘roubando’ o direito exclusivo de eles consumirem?”. Seria este o “roubo” imperdoável, que colocou as forças de repressão na porta dos shoppings, para impedir a entrada de garotos desarmados que queriam zoar, dar uns beijos e cobiçar seus objetos de desejo nas vitrines?

Sem espaço para o pedestre

As obras que estão sendo executadas nas paradas de ônibus nas ruas Dr. Montauri e Bento Gonçalves causam bem mais do que transtornos aos motoristas que circulam na região. Quem está pagando o "pato" e o perigo pela realização das obras são os pedestres que tem que circular entre os trabalhadores montando a parada de ônibus ou em meio aos carros.

A foto ilustra um pouco essa situação do que acontece ao desembarcar de um ônibus na parada da Dr. Montauri. O pedestre pode:

1 - Atravessar a rua (opção mais segura, desde que vá até a esquina e não atravesse a rua na frente do ônibus, que é o mais comum);

2 - Andar no meio da rua ladeando o isolamento (cerca laranja) que separa a obra da via;

3 - Andar na calçada passando entre as lojas e a nova parada (opção mais usada).

Apesar de haver um isolamento na calçada não é incomum os trabalhadores estarem soldando os componentes metálicos e as pessoas estarem passando em baixo, o que é muito perigoso.

O ideal seria fazer um corredor para pedestres entre a obra e a rua. Isso daria uma maior segurança aos pedestres que circulam no local. Claro que isso tumultua o trânsito, mas as pessoas dentro de carros estão bem mais protegidas que os pedestres.

Para completar essa obra, em especial, vai atrasar pois quando foram montar a estrutura metálica perceberam que ela não cabia embaixo das marquises. Alguém mediu errado, como alguém não se preocupou com a assessibilidade no local.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Vereador flagrado vendendo atestado médico

O vereador Joaquim Boeira de Vargas (PMDB) de Vacaria que é médico, dono de farmácia e não é cubano, foi flagrado pela reportagem da rede gaúcha vendendo atestado médico, para justificar falta no trabalho, e revalidado receitas vencidas. 

Um atestado médico custava R$ 20,00. Uma revalidação de receita vencida, sem olhar o paciente, custava R$ 10,00. Essas receitas poderiam ser usadas para alimentar o mercado paralelo de medicamentos.

O Promotor de Justiça Luis Augusto Gonçalves espera a conclusão do inquérito pela Polícia Civil para adotar as medidas cabíveis neste caso. Adianta que é uma denúncia grave contra um profissional da área da medicina.  

E a Câmara de Vereadores de Vacaria? Vai encarar isso como quebra de decoro parlamentar? Joaquim Boeira de Vargas foi o terceiro vereador mais votado em 2012 com 1.174 votos.


E as entidades médicas que tanto criticam o programa Mais Médicos, por exemplo tomarão alguma atitude a respeito? Ou vai rolar um corporativismo?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DIREITO A PERGUNTA: De onde a GDO retirou US$ 50 mil para pagar a multa recisória?

Nenhum jornalista pensou em perguntar como a GDO, produtora que teve os bens bloqueados pela justiça de Santa Catarina, conseguiu, com tanta tranquilidade, fazer o pagamento de uma multa rescisória de US$ 50 mil (+R$ 100 mil)?

Ou será que fez isso por que já havia recebido US$ 125 mil da Festa da Uva como primeira parcela do contrato?

Pergunta obvia que ninguém fez...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Marrecas comemora um ano de vida sem levar água para os caxienses

No última domingo, 22, completou um ano da inauguração da barragem do Marrecas. Por enquanto o Marrecas é somente um grande lago. Nesse um ano nenhum caxiense bebeu um único copo de água saído de lá. Motivo?

A obra não está terminada. Vendida como a única alternativa para que não houvesse racionamento em 2014, o Marrecas até agora é,um elefante branco que custou R$ 250 milhões além de todo o dano ambiental que não será compensado.

A finalização da casa de bombas, adiada 3 vezes, deve acontecer só no verão. Os primeiros bairros que receberão água são os da região nordeste, São Ciro, Jardim das Hortênsias, De Lazzer e São Cristóvão. A estação de tratamento funcionará, também, com apenas 25% da capacidade. Para o sistema entrar em pleno funcionamento serão necessários, ainda, R$ 25 milhões que dependem de liberação do Ministério das Cidades. Para o Marrecas operar em capacidade total somente, com muita sorte, nas próximas eleições municipais (veja aqui).

O Samae adiou o início do bombeamento de água três vezes. Na primeira vez disse que iniciaria em abril ou maio, depois mudou a data para outubro. Nova mudança para dezembro e, agora, o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo, garante (vai saber) para fevereiro ou março o início das atividades. A displicência com que o Samae toca a obra chega a ser vergonhosa. É bom lembrar que a companhia está recheada de Cargos de Confiança, são 16 ao todo, alguns sem nenhuma função, outros como Alaor de Oliveira (PMDB) cumpria só meio expediente.

Para nossa sorte o racionamento era lorota do governo Sartori para conseguir terminar a obra antes das eleições. Se dependesse do ritmo de trabalho pós eleitoral implementado pelo Samae e o racionamento fosse uma realidade teriamos que carregar latas de água na cabeça.

Mais uma vez a água deve ser reajustada acima da inflação

A inflação deve fechar o ano em 5,8% (IPCA) e o Governo Alceu deve reajustar a água entre 6 e 7%. Ano
passado o reajuste foi de 19,6% para recuperar as perdas do fim da cobrança da Taxa de Recursos Hídricos.

O valor da água deixou de ser barato há muito tempo. Hoje, além do valor da água, praticamente todos pagam pelo tratamento de esgoto ou pela malfadada “taxa de transição”, essa última é cobrada dos moradores de bairro que ainda não têm esgoto tratado, mas que possuem no bairro uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).

Uma família de quatro, cinco pessoas pode pagar mais de R$ 150,00 de água. Para as famílias numerosas de baixa renda, a água torna-se um peso no orçamento apertado.

A energia elétrica possui a chamada “tarifa social”, que tem valores mais baixos para pessoas de baixa renda inscritas em programas sociais. E a água?

Tá na hora de o Governo municipal tomar atitude e implantar tarifa social de água na cidade. Água é um bem vital, de necessidade básica e não é aceitável que tantas famílias tenham o fornecimento cortado por não terem condições de pagar taxas abusivas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Quer garantir elogios? Mande seus CCs escreverem cartas para o jornal

Com 301 Cargos de Confiança e vários deles desconhecidos  não é difícil que um nome passe desapercebido nas seções de cartas dos jornais elogiando o governo. Essa tática é mais conhecida nos programas de rádio, mas aí as pessoas usam nomes falsos. 

A seção de cartas de hoje do Pioneiro causou estranheza em alguns leitores quando uma professora elogiou o trabalho executado pelo governo municipal. O texto foi o seguinte:
Parabenizo o prefeito Alceu Barbosa Velho e toda a equipe de governo pelo excelente trabalho feito em 2013. Estamos no caminho certo. Críticas são sempre bem-vindas, quando são construtivas. Sucesso a todos em 2014.

Solange Fatima Golunski - Professora – Caxias do Sul

Uma professora elogiando o governo Alceu depois da polêmica toda em relação ao aumento da carga horária do magistério? Tem alguma coisa errada, pensou um internauta.

E tinha.

Solange Fátima Golunski é CC8 da prefeitura municipal, com um salário de R$ 8.873,25 e além disso é filiada no PTdoB, um dos partidos nanicos que emprestaram a sigla para garantir segundos de propaganda eleitoral e ganharam cargos em troca. Desse jeito fica fácil, né?

Pensando bem, ganhando essa grana toda a moça tinha que ser uma defensora mais atuante do governo, não acham?

Quando a economia vale mais que a cidadania

Foto: Verusca Prestes
A apreensão dos produtos vendidos pelo índios no Centro da cidade, ontem, causa bastante revolta. A Prefeitura tomou a decisão de “acabar” com os vendedores ambulantes em plena época de Natal. Quando essas pessoas poderiam estar ganhando um dinheirinho extra.

A notícia do Pioneiro ontem anunciava: “Sindilojas comemora ação contra ambulantes no Centro de Caxias”. Assim, após notícias da imprensa sobre a ilegalidade do comércio ambulante, em pouco tempo a Prefeitura tomou uma atitude.

Uma atitude que acabou, certamente, com o Natal de muitas pessoas, que deixou muitas famílias sem o sustento do mês, que humilhou indígenas em meio à multidão de fim de ano que passa pela Júlio de Castilhos.

Diversos relatos de testemunhas dão conta de que a Polícia agiu de forma truculenta, inclusive dando choque em um índio. A fiscalização passou destruindo os produtos expostos, em um show de horror e humilhação.

Afinal, além da ilegalidade, que ameaça esses índios representam à população ou ao comércio caxiense? Seus produtos não competem com o comércio de rua.

A ação de fiscalização promovida pela Prefeitura pegou mal. Não se trata de defender a ilegalidade, mas pesar o que vale mais: o cumprimento inócuo de uma lei ou a cidadania de dezenas de índios?

O argumento do Pioneiro de que o Estado deve oferecer cursos profissionalizantes para essas pessoas, demonstra o desconhecimento da cultura indígena e da dificuldade que eles têm de se adequar ao capitalismo selvagem nos padrões que os outros acham que é o certo

Em Audiência Pública da Defensoria escolas privadas disponibilizam 1554 vagas em creches

Fonte: Defensoria Pública do Estado do RS

Foto: Caroline Tatsch/Ascom DPERS
“Faz sete meses que espero por uma vaga para meu filho na creche municipal. Fico feliz em saber que há a Defensoria Pública para defender o direito de nossas crianças estudarem. Alguém luta por nós”, desabafa a mãe Rosângela de Paula, 43 anos. Ela e outros pais compareceram na Audiência Pública, promovida pela Defensoria de Caxias do Sul, para pôr em prática a decisão judicial proferida no dia 11 de novembro deste ano, que viabiliza a requisição de verbas públicas para o custeio de vagas em escolas privadas de educação infantil, devido à falta de vagas nas escolas públicas. A Audiência conquistou 1554 vagas, disponibilizadas pelas cerca de 60 escolas privadas que compareceram na audiência, na Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda-feira (16).

Aberta para toda a comunidade, mas principalmente destinada para as escolas privadas, a ideia da Audiência foi conseguir o maior número de vagas possíveis, que serão custeadas pela Prefeitura de Caxias do Sul, para tirar da fila crianças que há anos enfrentam uma longa espera, sem vagas nas escolas municipais. Os Defensores Públicos da Defensoria Regional de Caxias do Sul Sérgio Nodari, Arion Escorsin de Godoy, Aline Dal Ri, Domingos Barroso da Costa e Letícia Ana Basso conversaram com a comunidade do município e com os representantes das escolas, que tiraram dúvidas e assinaram termos de compromisso de número de vagas disponíveis, que atenderá um total de 1554 crianças. Também estavam presentes o Subdefensor Público-Geral para Assuntos Jurídicos, Felipe Kirchner, o Defensor Público-Assessor Rodolfo Lorea Malhão.

“A Defensoria Pública de Caxias está de parabéns”, afirmou o Subdefensor Público-Geral, Felipe Kirchner. “A Instituição está cumprindo o seu papel de propiciar uma solução coletiva e colaborativa, atendendo aos direitos das crianças.” O Defensor Público Sérgio Nodari disse que a Audiência serviu para criar uma rede de colaboração entre a comunidade e as escolas privadas, para o que é o primeiro passo da busca de uma solução para o problema dos pais que precisam trabalhar, mas não conseguem colocar seus filhos na rede de ensino infantil municipal. “Estamos aguardando que mais escolas privadas se manifestem e, entre o dia 1° e 15 de fevereiro, chamaremos os pais para encaminhar seus filhos nas vagas disponibilizadas.”

Carina Bonatto, representante de uma escola privada, sensibilizou-se com a situação das famílias e foi uma das que disponibilizou vagas, durante a Audiência. “Tendo em vista a necessidade de crianças carentes e menos providas financeiramente às vagas, e considerando a obrigação humanitária de todos contribuírem para a saúde, bem-estar e educação destes pequenos, disponibilizo vagas a um valor diferenciado para crianças participantes deste programa”, argumentou. “A educação é um direito de todos.”

A falta de vagas na rede municipal


A falta de vagas em creches em Caxias do Sul atinge cerca de quatro mil famílias, o que mobilizou a atuação da Defensoria desde 2009, quando uma ação civil pública foi movida pelo Ministério Público em 2006. Um acordo firmado pelo município nos autos da ação coletiva, em agosto de 2013, teve resultado pouco significativo, o que motivou a Defensoria Pública habilitar-se como assistente na ação judicial.

A decisão do Poder Judiciário foi proferida no dia 11 de novembro e dispôs o pagamento pelo Município, da mensalidade especificamente vinculada à criança já habilitada, após a efetiva indicação da existência da vaga e de todos os dados da pessoa jurídica prestadora do serviço, tendo como requisitos a proximidade da residência do destinatário. Nos últimos meses, a Defensoria Pública habilitou quase mil crianças no processo coletivo.

EM TEMPO: Esse é um ótimo negócio para as escolas particulares que sofrem com a debandada de matrículas devido aos altos preços de mensalidades. Também sairá muito mais caro ao município que não fez sua parte na construção de escolas de educação infantil (as únicas construídas nos últimos anos foram feitas com recursos do governo federal).

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Desrespeito com os deficientes. De novo.

Após a Prefeitura retirar o transporte escolar de crianças com deficiência moradoras da área urbana, mais um ataque as direitos dessas pessoas se avizinha. Por pura falta de planejamento, o Centro-Dia (que presta atendimento de Assistência Social a pessoas portadoras de deficiências - PPDs) teve seu convênio com a Associação Helen Keller (administradora) encerrado. Um lei de 2009 determina que a entidade administradora deve custear os encargos trabalhistas a partir do ano que vem. Assim, como a associação alega não ter verbas disponíveis, já demitiu os funcionários.

A FAS alega que fará uma licitação e que o serviço está garantido até o finl de janeiro. Pais e funcionários estão angustiados, pois certamente a licitação não estará pronta. Onde ficarão os alunos? Por que a FAS não se organizou antes?

Ontem pais, alunos e funcionários do Centro-dia fizeram um manifesto na Câmara de Vereadores. É urgente que a FAS e o Prefeito tomem algum providência antes que também essas pessoas fiquem desamparadas.

Moradores da Zona Norte fazem protesto contra alagamentos

Alagamentos constantes na região do Fátima Baixo causam transtornos não só aos moradores. Duas instituições que atendem crianças são atingidas toda a vez que chove um pouco mais forte na cidade. Em um ano a Associação Criança Feliz já foi invadida pelas águas três vezes. No último dia 5 de dezembro a escola João de Zorzi foi alagada e teve que suspender as atividades também.

A repetição desses casos e a inexistência de atitude do poder público municipal para solucionar os problemas fez com que moradores do Jardim Embaixador, Parque Oasis, Fátima Baixo e Vitório Trez realizarem um protesto no final da tarde de ontem.

Cerca de 100 manifestantes interromperam o fluxo de veículos na avenida Mario Lopes exigindo solução para os alagamentos que acontecem há anos no local. Os bairros da região contam com um sistema de saneamento precário onde a água da chuva e o esgoto correm para um arroio no Fátima Baixo. No ano passado a prefeitura anunciou a construção de um tanque de contenção nos fundos da Associação Criança Feliz. "O poder público prometeu a obra de um tanque de contenção, porém desistiu do empreendimento e não informou os moradores", indignou-se o presidente da associação de moradores do Jardim Embaixador, Fernando Oliveira.

Com a chegada do verão, com regimes de chuvas cada vez mais intensos e com o aumento do números de temporais a situação do Fátima Baixo só tende a piorar. É necessário um pouco menos de discurso e um pouco mais de ação.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Passagem de ônibus vai reduzir de valor. Mas é na Região Metropolitana

As novas estações do Trensurb em Novo Hamburgo e a inauguração da BR 448 (Rodovia do Parque) são algumas das justificativas para que o  Conselho Estadual de Transporte Metropolitano aprovasse, por unanimidade, a proposta encaminhada pela Metroplan para reduzir as tarifas de ônibus do chamado Eixo Norte da Região Metropolitana.

Com isso, a diminuição dos preços das passagens de ônibus pode chegar a até 46%. Segundo a Metroplan, a proposta deve beneficiar 250 mil usuários diários do transporte metropolitano, no movimento entre as cidades de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O projeto prevê que a tarifa de Novo Hamburgo para a Capital caia de R$ 5,80 para R$ 3,15. Das outras cidades para Porto Alegre, o valor ficaria em R$ 2,65.

Além disso, a Metroplan quer encaminhar a renovação da frota de ônibus nos próximos 12 meses e a integração do transporte com o bilhete único.

As medidas encaminhadas pela Metroplan junta-se a outras que estimulam o uso do transporte coletivo. Na região metropolitana já está funcionado o Passe Livre para estudantes, lei que o governador Tarso Genro sancionou esse ano.

Esse movimento, pró redução de valores vai na contramão do que a maioria das prefeituras argumenta, inclusive a de Caxias do Sul, de que não há como reduzir o valor das passagens. Vamos ver o que Caxias decidirá. 

COMO PODE FUNCIONAR

  • A viagem de Novo Hamburgo a Porto Alegre, que custa hoje R$ 5,80, passaria a custar R$ 3,15.
  • De Sapucaia do Sul a Porto Alegre, outro exemplo, a economia seria de R$ 0,35
  • Para viagens entre Novo Hamburgo e Canoas, a tarifa seria fixada em R$ 2,65
  • A Metroplan quer também novas ligações entre os municípios, fora da BR-116, como alternativa ao Trensurb
  • Com a conclusão da BR-448 (Rodovia do Parque), 40% dos coletivos deixarão de circular pela BR-116

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Passagem de ônibus pode aumentar nessa semana

Essa deve ser a semana do reajuste da passagem de ônibus urbano de Caxias do Sul. Muito provavelmente a definição saia até sexta-feira mesma data da definição de 2012.

A Visate já protocolou a proposta de reajuste e a Secretária de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana, está elaborando a tal planilha de reajuste (veja aqui).

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) terá duas opções bem distintas esse ano.

A primeira ele segue a lógica e aceita o reajuste que faria o valor da passagem ficar em um valor entre R$ 2,90 e R$ 2,95 ou,

quebra o paradigma e incorpora o discurso de prioridade ao transporte público e mantém o valor atual.

A segunda opção iria criar um passivo muito grande em relação à Visate e a prefeitura teria que dar algo em troca, ao longo do ano, que poderia ser o fim de gratuidades. Mas não contradiria o discurso de Alceu que comprou uma briga com os gringos que adoram seus carros.

A opção passa muito mais pelo decisão do prefeito do que pelo Conselho de Transportes onde o governo e empresários são maioria. Como o movimento social organizado está apático, não se pode contar com o peso de alguma mobilização, então...

Tem certas fotos que as assessorias não deveriam divulgar...


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Alheio a democracia, Conselho Diretor da UCS elege Evaldo Kuiava para Reitor

Por 5 votos a 3 (com um voto em branco) Evaldo Kuiava foi eleito o novo Reitor da UCS. Se tornando, a autoridade pública caxiense eleita com o menor número de votos. Isso demonstra o quanto a Universidade de Caxias do Sul, que é comunitária no estatuto, está completamente afastada da comunidade, na prática.

A escolha foi realizada pelo Conselho Diretor que tem 9 membros: Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul e Ministério da Educação, com dois membros cada; Prefeitura de Caxias do Sul, Governo do Estado, Mitra Diocesana, Hospital Fátima com um membro cada e ainda o Reitor da UCS.

Diferente de 2005 e 2009, nesse ano não houve consulta à comunidade universitária. O conselho diretor, presidido por Roque Grazziotin, resolveu ignorar a participação da comunidade, por meio do voto, e criar um sistema de indicações que partiam dos Centros dos cursos onde, na prática, ninguém discutiu nada.

A Consulta, realizada nas duas escolhas anteriores, foi sempre uma dor de cabeça para o Conselho Diretor que via seu poder totalitário diminuído. Na primeira edição o Conselho se curvou e acabou acatando a posição da comunidade acadêmica. Da segunda vez comprou uma briga enorme com toda a universidade ao escolher um nome que não tinha ganho as eleições. Dessa vez optou pelo mais fácil. O poder ditatorial.

Zorzi sai da reitoria tendo perdido duas das três eleições que participou. Na sua reeleição ele foi preterido pela comunidade acadêmica e foi eleito reitor pelo tapetão do Conselho Diretor. Outro nome forte, José Carlos Köche, que teria apoio da CIC acabou preterido. A escolha de Kuiva recai sobre um nome mais ao centro de com menos luz própria o que pode resultar num reitor mais controlável pelo Conselho Diretor.

Em outubro desse ano a comunidade universitária tentou reivindicar a abertura do processo. O DCE realizou um ato (veja aqui) e, junto com professores e funcionários, apresentaram uma proposta que possibilitava a comunidade participar da escolha. A posição do Conselho Diretor foi tão fechada que nem mesmo debates públicos entre os candidatos ocorreram.

A UCS que poderia da exemplo de participação cidadã e democracia para o século XXI, resolve se fechar ao mundo como se estivesse no século XIX. 

Escorregão do Pioneiro troca Feira do Artesanato por Camelódromo

Depois de tantas "porradas" no governo Alceu, talvez a tentativa de fazer um agrado tenha gerado um escorregão por parte do Jornal Pioneiro. Na coluna Mirante, desse final de semana (14 e 15) foi publicada a nota ao lado.

O texto fala de uma visita do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) para conhecer o novo Camelódromo (inaugurado na semana passada). Acontece que a foto não é Camelódromo!

O leitor João Carlos Vigano nos alertou desse fato. A foto, na verdade, é da Feira de Natal da Praça Dante Alighieri que conta com 130 artesãos em 23 bancas.

A foto consta do release da prefeitura e o prefeito realmente visitou o Camelódromo, porém, no rodapé da matéria consta que também visitou a feira. Faltou conferir com mais cuidado a informação, ou teria outras intenções?

O leitor nos alertou e também estranhamos a falta de matéria sobre uma feira de artesanato desse tamanho que aconteceu no centro da cidade.




sábado, 14 de dezembro de 2013

Cachoeira, a luxuosa vida de um condenado

A Justiça só é cega para alguns; enquanto petistas históricos amargam o cárcere, a 200 quilômetros do presídio da Papuda, em Goiânia, contraventor mais famoso da atualidade está livre para rearticular seus negócios, frequentar os melhores restaurantes da cidade e figurar nas colunas sociais; desde que se livrou das grades (mesmo condenado a mais de 39 anos), Cachoeira se casou, passeou por resorts da moda e já pensa mesmo em recompor sua bancada parlamentar, tendo à frente a mulher, Andressa Mendonça, ensaiando candidatura à Câmara dos Deputados


Fonte: Brasil 247

José Dirceu precisa pedir autorização à Justiça para atualizar seu blog, Delúbio Soares tenta um emprego na CUT e para isso precisa da gentileza dos magistrados. E José Genoino; esse precisou provar, de forma involuntária até, que sofre mesmo de um grave problema cardíaco. Tudo isso tem como cenário o presídio da Papuda, nos arredores de Brasília.

A pouco mais de 200 km dali, em Goiânia, um condenado a 39 anos de cadeia não precisa de autorização judicial para frequentar os melhores bares e restaurantes, reativar sua vida de empresário e até mesmo costurar articulações políticas. Esse é Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Se a Justiça Brasileira produz disparates como esse, Cachoeira não tem culpa e aproveita para refazer a vida ao lado da mulher, Andressa Mendonça, com quem se casou com pompa e circunstância logo após a breve estadia na Papuda. Enquanto isso, os fundadores históricos do PT mofam nas celas do presídio brasiliense e clamam por uma benevolência da Justiça para talvez cumprirem uma pena domiciliar ou mesmo uma tarefa simples, como escrever texto num blog.

Carlinhos Cachoeira conhece bem a Papuda. Ele ficou nove meses presos na penitenciária em 2012 e agora o máximo que chega perto do complexo presidiário é quando vai a Anápolis visitar familiares, frequentar igrejas e saber como andam seus negócios.

Nem tudo, porém, foi alegria na vida do contraventor. Desde a eclosão da Operação Monte Carlo Cachoeira perdeu a mãe. Não pode sequer velar seu corpo, pois estava trancafiado na papuda. Meses depois foi a vez do pai, o folclórico Tião Cachoeira, um dos pioneiros do jogo do bicho em Anápolis, ir-se embora, ceifado por um enfarte.

Diversificação


Reportagem do jornal O Popular, de Goiânia, publicada em 23 de novembro, mostrou como está a vida do ex-contraventor. Cachoeira agora atua no ramo imobiliário e, com seus olhos de lince, mira investimentos em Goiânia, Anápolis e outras cidades do interior. Em Goiás Cachoeira tem fama de Midas, onde tudo que toca, qualquer negócio a que se dedique, prospera, vira ouro. A atuação profissional voltou a ser prioridade após ele transformar seu cotidiano pessoal numa espécie de reality show.

Ao sair da cadeia, ele cumpriu a promessa que fez a Andressa ainda na Papuda. Os dois se casaram na residência do casal, num condomínio de luxo na Capital, e a foto que rodou o Brasil foi Cachoeira beijando os pés da esposa na frente de um batalhão de fotógrafos. Cachoeira é frequentemente avistado na movimentada noite goianiense, sempre presente nos melhores restaurantes da cidade. Até suas idas ao cabeleireiro são razões para notícias de jornais.

O ex-amigo de Demóstenes Torres também se fez flagrar num resort luxuoso na Bahia, no começo deste ano. Bermuda florida de grife, óculos escuros e Andressa, de biquíni, ao lado, exibindo os dotes que fizeram a musa do CPI que levou o nome do marido. Trajes bem diferentes e liberdade de darem inveja aos petistas condenados.

Com a vida conjugal ajeitada e a atuação empresarial retomada, Cachoeira estendeu seus tentáculos no ambiente que lhe fulminou, na Operação Monte Carlo, a política. A esposa se filiou ao PSL e os boatos – estrategicamente negados pelo próprio Cachoeira – de uma possível candidatura de Andressa a deputada federal se espalharam.

O mandato que Genoino renunciou na Câmara Federal é agora cobiçado por Cachoeira e esposa. Nem mesmo Joaquim Barbosa sonharia com tamanha ironia. O jornal Tribuna do Planalto, de Goiânia, divulgou no mês passado que Cachoeira comandaria um grupo de três partidos (PMN, PSL e PT do B) e seu objetivo é fazer uma bancada forte no Congresso em 2014. É articulação política de fazer inveja ao agora preso ex-ministro José Dirceu.

A sucessão estadual no Rio Grande do Sul e o fator PRBS

A tese da decadência da
economia gaúcha começa a
enfrentar um poderoso adversário:
 a realidade. O atual momento
econômico da economia do Rio
Grande do Sul é de recuperação
 e crescimento.
Por Marco Weissheimer - Sul 21

A RBS tem uma tese geral sobre o Rio Grande do Sul que afirma a decadência do Estado. Não é só a RBS que defende essa tese, mas ela é a usina central de formulação e desenvolvimento da mesma em várias áreas. Os dirigentes da empresa realmente acreditam nisso e essa crença é repetida, de diferentes maneiras e com inclinações diversas, em praticamente todos os seus veículos.

Há duas premissas embutidas nessa tese, que nem sempre são devidamente explicitadas. A primeira delas afirma que o Rio Grande do Sul viveu uma era de ouro no cenário nacional e hoje é um Estado que não se destaca na Federação, apresentando uma piora de indicadores em várias áreas. A segunda é que essa era de ouro ocorreu em um passado distante e que a RBS, enquanto principal grupo midiático do Estado (e da região Sul do Brasil), não tem nada a ver com as escolhas que conduziram a essa suposta decadência.

O uso da palavra “suposta” aqui não parece ser um exagero. Como é que se expressa mesmo essa “decadência” do Estado? O que perdemos pelo caminho e como perdemos? O hino do Rio Grande do Sul, como se sabe, canta essa mítica era de ouro, cujas façanhas serviriam de modelo a toda terra. A humildade não é o forte dessa mitologia fundadora do “Rio Grande”. O nosso Estado disputa com Pernambuco, a “nova Roma Imperial”, segundo o hino de lá, o troféu das ambições regionais enlouquecidas. As nossas façanhas não servem mais de modelo a toda terra? Não parece ser exatamente assim.

Nas últimas décadas, o Rio Grande do Sul teve ótimos momentos e realizações que tornaram o nome do Estado conhecido positivamente em muitas partes do mundo. Os dois principais times de futebol do Estado ganharam títulos nacionais, continentais e mundiais. O Orçamento Participativo e o Fórum Social Mundial trouxeram para cá visitantes de dezenas de países, interessados em conhecer ideias e práticas de democracia e de políticas públicas aqui desenvolvidas. Houve piora de indicadores em áreas importantes, é verdade, como a educação, mas nada que possa ser definido como uma tragédia, considerando o quadro nacional e o contexto da crise financeira estrutural do Estado. Apesar dessa crise, algumas políticas desenvolvidas aqui serviram – e seguem servindo – de modelo a toda terra. Outras, nem tanto.

De modo geral, duas concepções políticas vêm se defrontando no Estado na última década. Uma que aposta na iniciativa privada, no mercado e nos seus modelos de gestão como receita para superar a “decadência” do Estado. Esse modelo, abraçado editorialmente pela RBS, teve nos governos de Antônio Britto e Yeda Crusius seus principais expoentes, com os resultados conhecidos. A outra concepção, expressa principalmente pelos dois governos do PT no Rio Grande do Sul, defende o fortalecimento do Estado como agente indutor do desenvolvimento e articulador de novos espaços e formas de democracia. O governo de Germano Rigotto, do PMDB, representou uma posição intermediária eleita com um discurso de pacificação da suposta guerra vivida então no Estado.

Em 2014, as primeiras pesquisas indicam que essas duas concepções vão se defrontar novamente de um modo muito explícito. Pesos-pesados da RBS estarão envolvidos nesta disputa: Lasier Martins, Ana Amélia Lemos e, talvez, Sérgio Zambiasi (como possível vice na chapa de Tarso Genro). Um eixo importante das intervenções de Lasier e Ana Amélia está fundado na tese geral da “decadência do Estado”. Apesar de alfinetar a ex-colega de empresa na convenção do PDT, lembrando que ela é “do partido da ditadura que prendeu, torturou e matou trabalhistas”, o jornalista compartilha a visão do Rio Grande do Sul decadente:

“(…) Vou me esforçar para ajudar a tirar do buraco este estado que já foi grande e se apequenou muito, hoje é o estado mais endividado do Brasil, perde espaço para Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, para Pernambuco, que já foi no inicio da década de 70 primeiro lugar em educação, hoje está em oitavo lugar (…)”.

Mas essa tese da decadência começa a enfrentar um poderoso adversário: a realidade. O atual momento econômico da economia do Rio Grande do Sul é de recuperação e a tendência para 2014 é a mesma. Conforme anunciou a Fundação de Economia e Estatística (FEE) esta semana, o PIB do Rio Grande do Sul deve crescer o dobro da média nacional este ano. O Estado cresceu 3,6% no terceiro trimestre de 2013, na comparação com o mesmo trimestre anterior e, de janeiro a setembro, o PIB obteve crescimento de 6,6%, comparado com igual período de 2012. Segundo Martinho Lazzari, economista da FEE, “há um crescimento de todos os setores, não só daqueles envolvidos com a recuperação da agricultura”. Na mesma linha, Adalmir Marquett, presidente da Fundação, observou: “O Estado deve atingir um crescimento que corresponde o dobro do Brasil. As boas notícias do crescimento não vêm só do setor agrícola, mas de todos os setores da economia gaúcha”.

Ou seja, do ponto de vista econômico, a economia do Estado não vive um momento de decadência, mas sim de recuperação. Este deve ser, portanto, o pano de fundo econômico no qual se travará o debate eleitoral. Esse pano de fundo, por sua vez, é emoldurado por uma perspectiva histórica. O Rio Grande do Sul é o que é hoje, para o bem e para o mal, em função das escolhas feitas nos últimos anos pela população do Estado e pelas suas elites dirigentes. Todos têm sua parcela de responsabilidade e deveriam assumi-la.

A tese geral da decadência, abraçada pela RBS, não é de hoje e foi alimentada por escolhas, políticas, candidatos e governantes defendidos pela empresa nas últimas décadas. Essas escolhas foram em favor do Estado mínimo, das privatizações, da sacralização do mercado e da criminalização do setor público. O grupo midiático não só apoiou esse ideário como participou ativamente de sua implementação como ocorreu, por exemplo, no caso da privatização da Companhia Riograndense de Telecomunicação (CRT). Essas escolhas também se expressaram no período seguinte quando foi deflagrada uma guerra sem quartel contra o governo Olívio Dutra, do primeiro ao último dia. Mais tarde, defendeu os “novos modelos de gestão” ancorados em ideias como o “déficit zero”

A RBS não é, portanto, uma entidade a-histórica. Isso é uma obviedade que precisa ser lembrada. Ela e seus comunicadores-candidatos (as) fazem parte das escolhas que conduziram o Rio Grande do Sul ao ponto onde está hoje. Se esse ponto é de decadência, a empresa tem uma importante parcela de responsabilidade por ela. Só que nunca assume isso. Ao fazê-lo, esconde do conjunto da população a perspectiva histórica que ajuda a entender a situação do Estado hoje e os caminhos que estarão mais uma vez em disputa em 2014. Não se trata, portanto, de demonizar a RBS e seus profissionais ou algo do tipo, mas simplesmente de cobrar desse agente político-midiático que explicite suas premissas e assuma a responsabilidade pelas escolhas que fez nas últimas décadas. Talvez a empresa não possa fazer isso porque, ao fazê-lo, estaria expondo o seu caráter híbrido (político-midiático) e ficaria mais visível para a população a face daquilo que o jornalista Juremir Machado da Silva chama de PRBS.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Presidência da Câmara: a volta dos que não foram

A mesa diretora é nova mas os hábitos continuam velhos
Em uma sessão longa, que passou de 8 horas de duração, foi eleito nesta quinta-feira o novo Presidente da Câmara: Gustavo Toigo (PDT).

Gustavo Toigo se candidatou à Presidência à revelia da indicação da bancada de seu partido, que indicou o nome de Pedro Incerti.

A confusão se instalou com dois candidatos do mesmo partido à presidência e a oposição acabou também lançando candidatura: Denise Pessoa (PT) e Rento Nunes (PRB). Ambos levaram dois votos. Aliás, chamou a atenção que o vereador Kiko (PT) votou em Toigo e não não colega de partido, Denise. Que feio!

Ao final, para abrandar a o caos instalado e sabendo que seria derrotado, Pedro Incerti retirou a candidatura em um discurso indignado com a quebra de acordo. Chamou a conduta de Toigo e dos demais vereadores que o apoiaram de antiética.

Toigo, que já havia articulado há muito tempo a ocupação do posto, correu por fora e venceu a queda de braço.

Nos bastidores ficou evidente a intervenção do Prefeito Alceu Barbosa (PDT) no processo eleitoral do legislativo. Tanto, que comenta-se que o prêmio de consolação de Incerti será uma Secretaria. E quem deve substituir Toigo na liderança de governo na Câmara é Zoraido Silva (PTB).

Alceu não permitiria que Pedro Incerti, tecedor de ácidas críticas contra o governo municipal, ocupasse a Presidência do Legislativo. Não adianta... a fama do Prefeito de autoritário e “mandão” só se confirma com episódios como esse.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Moradores protestam por conclusão de obra. Propaganda da prefeitura diz que obra está concluída.

Moradores do Jardim Embaixador bloquearam a rua Adelino Marcos Vencatto. Eles aguardam pela pavimentação que foi prometida pelo prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) e que pelo relatório do Orçamento Comunitário estaria concluída.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do bairro, Fernando Oliveira, as pessoas estão cansadas de promessas, por isso fecharam as ruas. Os moradores também reclamam de problemas com o esgoto no bairro. Em junto desse ano a Associação reuniu com o secretário de obras, Adiló Didoménico (PTB) para cobrar as obras se saneamento. Na época o secretário alegou que seriam necessários cerca de R$ 600 mil para realizar todas as obras e que o município não teria recursos para tal.

De lá para cá nada foi feito e os moradores resolveram tomar uma atitude. "Acontece que os moradores estão cansados de promessas,precisamos de ações.Entendemos o transtorno,mas pedimos que também entendam nossa situação conviver diariamente com terra dentro de nossas casas não é fácil.Anos se passaram e a conversa continua a mesma,nos sentimos lesados e enganados.Temos o direito de respostas exatas e não apenas enrolação.", desabafou Cristiane que é moradora do bairro.

Vereadora quer repor os fatos no episódio da derrubada do pórtico da cantina Antunes

A colocação de uma placa indicativa pela reconstrução do pórtico da cantina Antunes, destruído por um caminhão da empresa Guinchos Marini, foto ao lado, transformou a empresa de culpada por dano ao patrimônio público em benemérita (veja aqui).

Para corrigir essa distorção a vereadora Denise Pessôa (PT) fez uma indicação ao prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) com um novo texto, para placa, que reponha a verdade dos fatos. Na sua indicação a vereadora propõem que o novo texto seja:

"VINÍCOLA LUIZ ANTUNES, FUNDADA EM PORTO ALEGRE EM 1865.
          EM CAXIAS DO SUL, A PARTIR DE 1910, CONFIGUROU NOTÁVEL COMPLEXO EMPRESARIAL.
         MARCO DA MEMÓRIA, EM 2012 O PÓRTICO FOI DESTRUÍDO POR UM VEÍCULO DA EMPRESA GUINCHO MARINI E RECONSTRUÍDO NO ANO SEGUINTE"

Além de corrigir um erro de português na placa original, os dizeres resgatam a história, pois o pórtico foi reconstruído e não é mais o original. Cabe ao prefeito decidir se acata ou não a indicação. Mesmo que apresente um texto diferente é importante não deixar que os fatos sejam apagados da história como o pórtico quase foi.

O prefeito deve escolher se preserva a história ou se deixa a empresa fazer propaganda, demonstrando que só agiu por que a história pegou muito mal.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pais e alunos da escola municipal Luiz Covolan fazem protesto

Pais e Alunos da Escola Luiz Covolan, juntamente lideranças do bairro Tijuca realizaram na manhã desta terça-feira, 10, um protesto em frente à Secretaria Municipal de Educação.

Os 350 alunos da Escola Municipal Luiz Covolan, precisaram deixar o prédio em agosto, após interdição dos bombeiros. A expectativa é que eles não voltem ao colégio no bairro Marechal Floriano no começo do próximo ano letivo. A obra de reforma do prédio, que tem um muro inclinado, ainda não começou.

Entre as reivindicações está o pedido para que as aulas sejam retomadas no bairro Tijuca, e não mais na sede improvisada junto a Faculdade dos Imigrantes (FAI), que é alvo de muitas críticas.

Os pais reclamam que na FAI tem cheiro de esgoto, tem ratos, não tem cozinha, e por isso, não podem ter merenda, com isso os estudantes comem só bolachas e sanduíches.

Depois de 5 meses de interdição as obras ainda não começaram. A secretária de Educação, Marléa Ramos Alves, diz que o atraso se dá por conta de uma modificação no projeto. A empresa, quando estava fazendo investigações sobre o solo, danificou o refeitório da escola e, com isso, o refeitório terá que ser refeito.

A indignação dos pais é pela completa falta de transparência e de diálogo com a secretária. A faixa, que encabeçava o protesto exemplifica bem a situação: "Começaremos a RELINCHAR. Pode ser que assim o prefeito no ouça".

É de causar estranheza que um prefeito do PDT, que só fala em educação, tenha uma atuação tão medíocre nessa área.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PDT decide hoje quem presidirá a Câmara de Vereadores em 2014


Falta de acordo interno no ano que o PDT irá presidir a Câmara
Se não houver contratempos a bancada do PDT decidirá hoje, 10, quem será o novo presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Pelo acordo feito no início da legislatura a presidência da casa seria do PMDB em 2013, depois viriam o PDT, PTB e por último o PSB.

Mas não será uma escolha tranquila. O preferido do prefeito Alceu é Gustavo Toigo que teria apoio de Jo Arse (que é suplente de Washington). Porém outro ator entrou na jogada: Jaison Barbosa. Ele é do grupo de Pedro Incerti, que derrotou Alceu na disputa interna do PDT.

Jaison e Incerti são do mesmo grupo de Edson Néspolo. O outrora todo poderoso chefe de gabinete do governo Sartori (PMDB) foi relegado a um cargo de pouca visibilidade, a presidência da Festa da Uva, onde recentemente pagou um mico (veja aqui).

A disputa entre esses dois grupos internos do PDT caxiense entra em seu terceiro ato. O primeiro foi ganho pela turma de Alceu, que garantiu maioria na montagem do governo e desprestigiou pedetistas do outro campo.

O segundo foi a derrota de Alceu nas eleições internas para presidente do PDT. Seu candidato, Agenor Basso, foi derrotado por Pedro Incerti, que recentemente fez duras críticas ao prefeito. Agora estamos no terceiro ato e o desempate ficaria por conta de Virgili da Costa que recentemente teria aberto apoio a Jaison.

A decisão do PDT poderá não ser tranquila nem dentro, nem fora do partido. Embora não seja declarado, por motivos óbvios, há um certo desconforto, dentro da bancada governista, se o nome escolhido for de Jaison Barbosa. A preferência dos governistas é por Toigo.

Mas como estamos falando do PDT tudo é possível e no final da tarde de hoje um terceiro nome pode surgir. De qualquer modo será um 2014 muito agitado no legislativo caxiense já que será o partido do prefeito que irá comandar o legislativo.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Está nas cartas: Alceu não está nem aí para o controle do trabalho de seus CC's

A cada constatação de serviços públicos mal prestados, a cada ataque aos direitos dos servidores municipais, o Prefeito Alceu Barbosa Velho é cobrado pelo excessivo número de cargos de confiança na cidade. São cerca de 300 cargos preenchidos. Afinal, são 19 partidos que formam a base do governo para serem acomodados. Veja a lista de CC's da Prefeitura aqui.

A matéria de capa do Pioneiro de hoje traz, tardiamente, denúncias de CC's que trabalham em outras atividades durante o horário de expediente. São os “Fantasmas do Governo Alceu Barbosa”.

O caso mais “cômico”, para não chamar de trágico, é o de Maria Clélia Borges de Abreu. Maria Clélia é ex-presidente do PSL, recentemente destituída da direção partidária pela diretório estadual, mãe da polêmica soberana da Festa da Uva, Valdinéia (que se filiou ao PR para concorrer a deputada estadual) e, durante o horário de expediente costuma trabalhar como cartomante.

Já o ex-vereador Alaor de Oliveira (PMDB) é um CC fantasma que salta aos olhos, já que é notório que o radialista possui um programa diário em uma Rádio durante toda a manhã.

O que causa revolta são as declarações do Prefeito Alceu, que fez pouco caso da publicação do Jornal. Alceu ponderou as denúncias, justificando, por exemplo, que Alaor trabalho aos sábados, domingos e à noite e por isso teria o direito de não trabalhar na parte da manhã.

O Estatuto dos Servidores Municipais é claro ao estabelecer que o expediente dos cargos em comissão é de dedicação exclusiva, o que obviamente faz interpretar que eles devem trabalhar em turno integral e estar à disposição do poder público a qualquer hora.

Essa é apenas a ponta do iceberg. São dezenas e dezenas de CC's que não trabalham, que mal aparecem em seu setor de trabalho e que não se comprometem com o serviço para o qual foram designados. O Prefeito Alceu sequer fez qualquer menção a um maior controle do trabalho de seus cargos em comissão.

Se houvesse mais controle sobre as atividades desenvolvidas pelos cargos políticos, os CC's não seriam sempre o bode expiatório.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O pior cidadão de Caxias do Sul

Se houvesse um prêmio para o pior cidadão caxiense o presidente do Sindicato Médico de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos, seria favorito, na verdade não teria para ninguém ele ganharia com certeza.

Depois de dizer que os médicos municipais não deveriam cumprir sua carga horária, fazer greve por 11 meses e diversas outras iniciativas para deixar a população de Caxias desatendida, Marlonei enviou uma carta aos sete profissionais estrangeiros que estão na cidade. O documento deixa claro que os médicos não são bem-vindos pela classe na cidade e que são despreparados por terem se formado em Cuba.

Em entrevista à rádio São Francisco na quinta-feira (05), o presidente do Sindicato, Marlonei dos Santos, afirmou que os médicos estão atentos e anotando tudo que os estrangeiros fizerem para, caso, tomarem decisões erradas, possam ser denunciados. Marlonei disse, ainda, que não adianta atender bem e não saber receitar.

Marlonei não fala, entretanto, porque faltam profissionais nas unidades básicas de saúde, nem explica a morte de um pedreiro por falta de atendimento no Postão 24 horas.

A maior parte da população apoia o programa Mais Médicos pois leva atendimento médico para quem nunca recebeu atendimento antes. A posição de Marlonei pode ser considerada como deselegante, despropositada e imbecil e demonstra o baixo grau cultural de Marlonei.

Publicado originalmente em nossa fanpage no Facebook

sábado, 7 de dezembro de 2013

Convenção do PDT define rumos do partido para 2014

Nesse sábado o PDT realiza uma convenção estadual que irá decidir os rumos do partido para as eleições estaduais de 2014. Na pauta está a definição por candidatura própria para governador, nesse caso os pré candidatos são Vieira da Cunha e Aldo Pinto, ou no outro caso compor chapa com o PT que terá como candidato a reeleição Tarso Genro.

Vieira da Cunha é o principal articulador da candidatura própria. Corre pelos bastidores que essa seria um saída "honrosa" já que acredita-se que ele tem poucas chances de se reelger deputado federal. A tese da candidatura própria ganhou vulto pelos diretórios municipais do partido até que houve uma reviravolta.

Essa reviravolta foi costurada por um grupo de deputados estaduais: Juliana Brizola, Marlon Santos e Dr. Basegio e os secretários Ciro Simoni, Kalil Sehbe e Afonso Motta (veja aqui). O grupo tratado como "pequena dissidência" por  Vieira foi ganhando força e hoje pode colocar em cheque a tese da candidatura própria. 

Para os defensores da aliança com o PT o primeiro obstáculo foi superado. A votação será em voto fechado. Segundo os defensores da aliança o medo de retaliação aos diretórios municipais que fossem contra a vontade de Vieira da Cunha poderia fazer com que o jogo ficasse desequelibrado.

Um fator que poderá contribuir e ao mesmo tempo atrapalhar a tese da candidatura própria é a indicação de Lasier Martins para o Senado. O jornalista, ao se filiar no PDT, exigiu que o partido não fizesse aliança com o PT. Se a tese da candidatura própria não passar Lasier pode desistir de concorrer ao Senado. Por um lado muitos pedetistas veem em Lasier a chance de eleger um Senador no RS, outros veem a atitude dele como petulante a antipartidária.

De um jeito ou de outro o PDT sai dividido nesse processo. Porém algo se encaminha para o segundo turno. Será muito difícil o partido, se tiver tido um candidato próprio apoiar outro candidato, que não Tarso Genro, no segundo turno. Muito porque uma parte do partido já fará campanha para o petista mesmo que informalmente.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Lasier, PDT e RBS são multados por campanha eleitoral antecipada

O outrora todo poderoso Lasier Martins (PDT), que dizia o que bem entendia e não poupava adjetivos como "ladrão", "esquema", "corrupto", "privilégio", "jeitinho", ou se referir a políticos em geral, principalmente quando condenados, ou apenas acusados, ou só mencionados em algum escândalo, verdadeiro ou não, viveu seu lado de réu ontem. E sentiu o peso da justiça em suas costas.

O Tribunal Regional Eleitoral condenou Lasier Martins, o PDT e a RBS TV por propaganda antecipada. No dia 7 de outubro, no programa Jornal do Almoço, Lasier teria feito propaganda eleitoral antecipada ao se despedir do grupo RBS. A ação foi movida pelo Levante Popular da Juventude (veja aqui).

A relatora do processo, desembargadora federal Maria de Fátima Labarrère, considerou que “sob o argumento de noticiar a sua retirada da carreira de comunicador social”, o jornalista fez “alusão expressa ao pleito vindouro, mencionando o cargo que pretende disputar, identificando a legenda partidária pela qual pretende concorrer e se beneficiando conscientemente do espaço que dispunha no programa televisivo”, desobedecendo a legislação eleitoral.

Lasier foi condenado a pagar uma multa de R$ 10 mil, a RBS e o PDT a R$ 5 mil cada. Essa é a primeira multa aplicada, no Rio Grande do Sul, referente a campanha eleitoral de 2014.

Vocês não acham isso um absurdo?

Na véspera do Natal passagem de ônibus de Caxias pode ir para R$ 2,95

Se for de 8%, o mesmo índice do ano passado, o valor da passagem de ônibus iria para R$ 2,97, ou R$ 2,95 (com o arredondamento). Se a preferência é pelo transporte público o valor da passagem deveria diminuir e não aumentar

Se a preferência é pelo transporte público o valor da passagem
deveria diminuir e não aumentar
Como é tradição em Caxias do Sul o aumento do valor da passagem de ônibus se dará nos dias próximos ao Natal. A Visate protocolou nessa semana uma solicitação de reajuste.

Como transparência não é o forte da relação entre governo municipal e Visate o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Zulmir Baroni, desconversa e não fala em índices de reajuste. Isso é bastante contraditório já que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) recentemente anunciou que deve ser priorizado o transporte coletivo (ônibus), o pedestre e o ciclista.

Como não se sabe o índice é possível apenas especular. No ano passado o reajuste foi de 8%. Com o recente reajuste dos combustíveis e com os reajustes salariais dos motoristas e cobradores não há por que não apostar num índice próximo disso.

Se for de 8% o valor da passagem de ônibus iria para R$ 2,97, ou R$ 2,95 (com o arredondamento). Talvez para evitar um grande desgaste o prefeito Alceu opte por aprovar um valor de R$ 2,90.

O valor do reajuste deve ser avaliado pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, CMTT, mas isso é mera formalidade já que o governo e os empresários tem a maioria dos votos no conselho.

Muito se discutiu sobre valor das passagens de ônibus em 2013


Em 2013 o reajuste das passagens de ônibus esteve no centro das manifestações pelo país inteiro. As prefeituras e empresas ignoraram os incentivos fiscais dados pela presidenta Dilma, com a desoneração das folhas de pagamento das empresas de transporte, e reajustaram o valor das passagens. Depois de muita pressão os reajustes foram caindo cidade à cidade.

Em Caxias o governo também ficou ao lado do lucro da Visate. O chefe de gabinete do prefeito Alceu, Manoel Marrachinho chegou a dizer que  "Portanto, cabe à administração respeitar tanto o decreto existente, bem como os estudos da Secretaria e a manifestação do Conselho Municipal, mantendo a tarifa atual" (veja aqui). Alguns meses depois, para tentar evitar ser alvo dos protesto, o prefeito reduz o valor da passagem que tinha sido reajustado em 8% (veja aqui).

O Polenta News chegou a fazer um levantamento sobre o lucro excedente, que a Visate obteve, não repassando os valores das desonerações ao usuário. Até o redução do valor a empresa lucrou, a mais, R$ 858.636,19 (veja aqui).