terça-feira, 30 de abril de 2013

Polícia Federal desmonta esquema fraudulento de licenciamento ambiental no RS


Da esquerda para a direita: Luiz Fernando Zachia (PMDB), Carlos Fernando Nierersberg (PCdoB) e Berfran Rosado (PPS)

Os "ecochatos", como as vezes são chamados os ecologistas pelo senso comum estavam cobertos de razão. Havia um esquema muito grande para favorecer grandes empreendimentos com licenças ambientais fraudulentas. Esse esquema envolvia empresários, servidores públicos, consultores ambientais, um ex-deputado, um secretário municipal de meio ambiente e um secretário estadual da mesma pasta.

O que chama a atenção é o enraizamento do esquema na máquina pública. Dois dos presos Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Berfran Rosado (PPS) compuseram o governo Yeda (PSDB), onde provavelmente o esquema se originou.

Zachia foi chefe da Casa Cívil da governadora tucana. Foi deputado estadual e até presidente da Assembleia Legislativa. Atualmente era o Secretário de Meio Ambiente da prefeitura de Porto Alegre. Contra Zachia já pesa uma outra investigação. Ele é reu da Operação Rodin que apura o desvio de R$ 44 milhões (quase um "mensalão") do Detran durante o Governo Yeda.

Berfran foi Secretário do Meio Ambiente do governo do PSDB. Foi deputado estadual por três mandatos e concorreu como candidato a vice governador na chapa de Yeda a reeleição. Em 2008 aproximou-se do PCdoB quando foi candidato a vice prefeito na chapa de Manuela D'Ávila (PCdoB). A partir de 2011 virou "consultor ambiental" com trânsito livre na Fepam e na Secretaria do Meio Ambiente comanda pelos comunistas. Tinha uma forte ligação com Carlos Fernando Neidersberg (PCdoB) que assumiu a pasta do Meio Ambiente há menos de 30 dias.

Carlos era presidente da Fepam até assumir o cargo de secretário. Presidente municipal do PCdoB, de Porto Alegre, tinha fortes ligações com Berfran desde a campanha para prefeito de 2008.

Além dos 3 "peixes" grandes outras 15 pessoas foram presas pela operação (veja no final da postagem). O governador Tarso Genro tomou uma resposta imediata. Em missão em Israel e na Palestina, o governador anunciou o afastamento do secretário Neidersberg. No final da tarde, Mari Perusso (PPL) já era a secretária interina da pasta. O prefeito José Fortunatti (PDT) vacilou um pouco mas não teve como sustentar o seu secretário. Ele foi afastado ontem mesmo.

Licenças ambientais são investigadas

A operação irá investigar 40 processos envolvendo licenças ambientais suspeitas, segundo a Polícia Federal, mas isso pode, e deve ir mais longe. Sabe-se muito bem que durante, principalmente o governo Yeda, o licenciamento ambiental era uma medida figurativa. Licenças para grandes empreendimentos sem a devida compensação ambiental eram comuns.

Agora se sabe que isso era feito por meio de propina. Os valores chegavam a R$ 70 mil, mas podia ser um presentinho se o problema fosse menor. Um dos presos é caxiense. O empresário Nei Renato Isoppo, diretor-proprietário da empresa Água Mineral Boca da Serra. Mas esse pode não ser o único questionamento sobre licenças ambientais em Caxias.

É bom lembrar que durante a ação que buscava impedir o corte de árvores para a formação do lago do Marrecas as ONGs ambientais questionavam a licença ambiental emitida pela Fepam, durante o governo Yeda. Os técnicos da Fundação haviam indicado que a represa poderia ser construída em outro local com menor dano ambiental. O técnico que fez esse relatório foi substituído e a licença saiu para a área que a prefeitura tinha planejado (veja aqui).

Quem foi preso:

Alberto Antônio Muller, servidor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)

Berfran Rosado, consultor ambiental e ex-secretário estadual do Meio Ambiente

Bruno José Muller, engenheiro de minas e irmão de Alberto Antônio Muller, sócio das empresas Erthal e Muller Consultoria Ambiental e Mineral Ltda e da Geodinâmica, Engenharia, Geologia e Meio Ambiente Ltda

Carlos Fernando Niedersberg, secretário estadual do Meio Ambiente

Celso Rehbein, sócio da indústria de bebidas Celina Ltda

Disraeli Donato Costa Beber, empresário

Élvio Alberto dos Santos, assessor na Câmara de Porto Alegre

Giancarlo Tusi Pinto, trabalha no Instituto Biosenso de Sustentabilidade Ambiental, que tem como sócio Berfran Rosado

Gilberto Pollnow, proprietário da empresa Pollnow & Cia Ltda

Joel Machado Moreira, engenheiro ambiental da empresa Construcap

Lúcio Gonçalves da Silva Junior, consultor ambiental
Luiz Fernando Záchia, secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre

Marcos Aurélio Chedid, sócio de Vanderlei Antônio Padova na Padova & Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia

Mattos'Alem Roxo, servidor da Fepam

Nei Renato Isoppo, empresário

Paulo Régis Mônego, sócio da Mineração Mônego Ltda

Ricardo Sarres Pessoa, servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)

Vanderlei Antônio Padova, dono da Padova e Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Transporte escolar: o trimestre está acabando....

Enquanto muitos alunos da rede estadual estão sem aula por falta de professores, em caxias, terra da bonança financeira, muitas crianças estão sem ir à escola por falta de transporte escolar.

Alunos do interior estão sem ir à aula por diversos motivos: falta de transporte, mudanças nas regras e distância do ponto até a moradia.

No distrito de Fazenda Souza, faltam micro-ônibus escolares para levar a criançada para a escola. Já em São Braz e São José, até o ano passado havia transporte para todos os alunos, inclusive os de ensino particular. Neste ano não foi mais permitido que crianças da rede particular embarcassem no transporte municipal. Além disso, na mesma localidade, muito estão sem ir à aula porque o ônibus para muito longe da casa, cerca de dois quilômetros.

A desculpa da Prefeitura para que o ônibus passe tão longe é que é assim que a lei estadual prevê. E, como há verba estadual no transporte escolar, eles não podem desrespeitar a lei. Porém, a lei estadual prevê o máximo e não o mínimo.

Além disso, os motoristas não querem mais andar com seus ônibus em locais perigosos e passar pelos mata-burros do interior, o que faz a situação se agravar bastante.

Nessa enrolação toda, já se vai um trimestre e nossas crianças é que pagam o pato pela burocracia e pelo esquecimento do interior... Tem coisas que não têm desculpa e não têm volta.

domingo, 28 de abril de 2013

HUMOR: Foto mostra equipe contratada para consertar vazamentos no Marrecas

Hans Brinker era um menino holandes, que segundo um lenda local ao perceber que um dique estava vazando e que o buraco aumentaria de tamanho, colocou o dedo e tapou o vazamento. Mesmo com frio passou a noite toda até que na manhã seguinte, os adultos da vila, vieram para acudí-lo.

A barragem do Marrecas está vazando. São 23 pontos mais duas cascatas, bem vultuosas. Será que teremos que chamar o pequeno Hans?

Foto: Estátua em Madurodam, Holanda, em homenagem ao "menino sem nome que fechou o dique com o dedo".

sábado, 27 de abril de 2013

Relatório de tucano desmente capa da Veja




Publicado originalmente em Ronaldo - Livreiro

Mais uma capa idiota da revista Veja desmentida em poucas horas.

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 33/2011, que só visa conter o ímpeto do STF de usurpar o poder de legislar, é de autoria do Deputado Nazareno Fontelles do PT, mas o relator que deu parecer para aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi o tucano João Campos (PSDB-GO).

Além disso, a PEC reuniu assinatura de 219 deputados, de todos os partidos, e foi apresentada em 2011, muito antes do julgamento midiático do "mensalão".

Eis os argumentos do deputado tucano João Campos para controlar o apetite do STF querer legislar sem ser poder legislativo:

Com efeito, no que se refere ao art. 1º da proposição em comento, no qual se pretende alterar o quórum para a declaração de inconstitucionalidade pelos tribunais de maioria absoluta para quatro quintos, nada a objetar, porquanto não se verifica na espécie violação ao princípio da separação dos Poderes.

De modo idêntico, com relação ao art. 2º da proposta epigrafada, em que se propõe condicionar o efeito da súmula vinculante à sua aprovação pelo Congresso Nacional, nada a objetar, pois esse instituto não tem natureza jurisdicional, vale dizer, não é ato judicial típico, o que afasta a ofensa ao princípio da separação dos Poderes.

Finalmente, no que tange ao art. 3º da proposição em epígrafe, no qual se pretende submeter ao Congresso Nacional a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade de proposta de emenda à Constituição, há, na espécie, manifesta inovação. Ao valorizar a soberania popular, reforçando o comando constitucional previsto no parágrafo único do art.1º da CF, contribui sobremaneira para o diálogo e a harmonia entre os Poderes Judiciário e Legislativo, bem como preserva a separação dos Poderes. E deixa claro que no caso de conflito entre estes Poderes, a decisão cabe soberanamente ao Povo, através de consulta popular.

No mais, importa salientar que a quadra atual é, sem dúvida, de exacerbado ativismo judicial da Constituição. Nesse contexto, a autocontenção pelos tribunais (“judicial self-restraint”) não tem sido capaz de deter o protagonismo do Poder Judiciário. Essa circunstância apenas reforça a necessidade de alterações constitucionais, com vistas a valorizar o papel do Poder Legislativo de titular soberano da função de legislar.

Acresce que não pode o Congresso Nacional abdicar do zelo de preservar sua competência legislativa em face da atribuição normativa de outros Poderes, consoante o que dispõe o art. 49, XI, da Constituição da República.

As duas caras do PSDB

Na reunião da CCJ o PSDB aprovou a Constitucionalidade da PEC, inclusive com esse parecer aí em cima do relator tucano.

Depois que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) criticou, o PSDB entrou com Mandato de Segurança no STF pedindo para impedir sua tramitação. Êta oposiçãozinha sem-vergonha.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mais um pedaço da história de Caxias vai parar no chão

Foto: Ieda Beltrão
Realmente uma pena o desabamento da estrutura antiga do edifício "Garage", na esquina da Rua Marechal Floriano com a Av. Julio de Castilhos. A Prefeitura e o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) aprovaram o projeto de revitalização e reestrututação da obra, em que se preservaria a fachada do prédio, construído na década de 30.

Na verdade, o que ocorreu, só pra variar, foi uma tremenda incompetência da equipe técnica responsável pela demolição da estrutura do prédio.

Uma das arquitetas afirmou que havia feito o alerta de que a obra poderia desabar, mesmo assim, as medidas preventivas não foram tomadas adequadamente, o que ocasinou no desabamento de parte da história de Caxias.

Restam poucos prédios antigos e bonitos na cidade. Aos poucos a história de Caxias vai sendo demolida. Sem querer querendo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pena de Demóstenes será aposentadoria de R$ 22 mil




O outrora queridinho da grande mídia, em especial a Veja - Globo e Zero Hora, Demóstenes (ex-DEM) ganhou um prêmio de seus colegas de profissão e viverá muito bem às custas do contribuinte. Isso você não viu no Jornal Nacional.
Com voto favorável de Roberto Gurgel, Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) considera ex-senador membro vitalício do MP; agora, pena máxima que poderá ser aplicada ao amigo do bicheiro Cachoeira é a aposentadoria compulsória, com benefício de R$ 22 mil; possível demissão do procurador do MP-GO só poderá ocorrer pela via judicial, após o trânsito em julgado e esgotados todos os recursos; contra o voto da relatoria, conselheiros entenderam que a vitaliciedade é garantia da sociedade brasileira, e não prerrogativa do membro individual do MP; CNMP também prorrogou afastamento por mais 60 dias

O procurador de Justiça Demóstenes Torres obteve uma vitória no início da tarde desta quarta-feira, 24, com o decisão do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de que ele é membro vitalício do Ministério Público. Segundo juristas consultados pelo Goiás247, com o entendimento, a pena máxima que o órgão pode aplicar a ele, acusado de envolvimento nos esquemas criminosos do bicheiro Carlinhos Cachoeira, é a aposentadoria compulsória, se condenado. Uma possível demissão aconteceria apenas em caso de condenação judicial transitada em julgado e esgotados todos os recursos.

Nos corredores do CNMP é dada como certa a condenação de Demóstenes pelo órgão regulador da atividade do parquet. Como membro vitalício, porém, a pena máxima que pode ser aplicada ao ex-senador é a aposentadoria compulsória, com a manutenção dos vencimentos proporcionais. Atualmente, o procurador tem salário de mais de R$ 22 mil.

Durante o julgamento, que referendou o afastamento de Demóstenes por mais 60 dias (contados a partir de 1º de abril), o Plenário analisou questão de ordem proposta pela relatora Claudia Chagas para discutir a vitaliciedade de Demóstenes, já que ele entrou no MP-GO antes de 1988 e optou pelo regime anterior. Claudia considerou que o procurador de Justiça não teria a garantia da vitaliciedade, considerando sua opção pelo regime jurídico anterior ao da Constituição.

Por sete votos a cinco, entretanto, o Plenário decidiu que Demóstenes Torres é vitalício. O Plenário considerou que a vitaliciedade é garantia da sociedade brasileira, e não prerrogativa do membro individual do Ministério Público. Segundo o entendimento, a vitaliciedade possibilita o exercício da atividade do membro do Ministério Público.

Votaram contra a relatora os conselheiros Jarbas Soares, Alessandro Tramujas, Lázaro Guimarães, Jeferson Coelho, Maria Ester, Mario Bonsalgia e Roberto Gurgel. Seguiram o voto da relatora os conselheiros Luiz Moreira, Taís Ferraz, Almino Afonso e Adilson Gurgel. Os conselheiros Tito Amaral e Fabiano Silveira se declararam impedidos e não votaram.

E o Marrecas tá fazendo água, mas não nas nossas torneiras

Foto: Ministério do Planejamento/Divulação
Cada dia que passa se percebe como a barragem do Marrecas foi mal feita. Com certeza é uma das obras que mais deixou perguntas no ar e, com uma investigação profunda, com toda a certeza seriam encontrados mais "ratos" do que na Praça Dante.

A mais recente são as 22 vazamentos e "duas pequenas cachoeiras"! Os técnicos do Samae dizem que isso não tem problema. Não sei se foram os técnicos ou os políticos do Samae que disseram que teriamos água do Marrecas em nossas torneiras esse ano, mas a autarquia está virada num cabide de empregos. De qualquer modo a empresa que construiu a barragem já deslocou uma equipe para remendar a represa. Essa equipe ficará monitorando até que o lago esteja completamente cheio.

Além desses novos problemas a principal dificuldade do Samae agora, em relação ao Marrecas, é levar a água para a casa das pessoas. A previsão do Samae é de em julho começem os TESTES, isso mesmo testes. A água só chegará as torneiras dos moradores da região Nordeste de Caxias do Sul (São Ciro, Jardim das Hortênsias, De Lazzer e São Cristóvão) em agosto.

E para os demais bairros que seria a garantia de não haver problema de racionamento no verão? Só se um novo financiamento, via PAC2, de R$ 23 milhões do governo Dilma. Mesmo que o financiamento viesse esse ano só sentiriamos o efeito dela no verão de 2015! Como já haviamos divulgado aqui no Polenta News (leia aqui).

Falta de água na torneira não é o único problema eleitoreira feita no governo Sartori/Alceu. O orçamento inicial de R$ 120 milhões foi superado quase 3 vezes. O custo total da obra, com a nova adutora, chegará a R$ 330 milhões! Somasse a isso valores pagos pelas desapropriações das áreas inundadas que não passaram por aprovação da Câmara de Vereadores. O uso de servidores públicos e recursos para garantir a inauguração ainda no governo Sartori mesmo o serviço já sendo pago a uma outra empresa (leia aqui) e, mas recentemente, o furto e o descaso com a madeira extraída da área do lago (leia aqui).

Enquanto isso o Samae tem uma das mais altas perdas de água tratada do país. Aqui se desperdiça 52%, mas pode chegar a 60%, de toda a água tratada. A média brasileira é de 40%, a Organização Mundial de Saúde recomenda 25%. A mitigação desse problema só sairá, com um financiamento do Governo Dilma, para a troca da rede de distribuição de água, principalmente na área central, que é extremamente velha.

Para finalizar o Samae ainda tera que devolver quase R$ 17 milhões cobrados indevidamente pelo Fundo Municipal de Recursos Hídricos, Taxa Sartori. O Samae está endividado, com reajustes na conta de água cada ano mais exorbitantes. Tudo isso fruto da má gestão dos governos Sartori/Alceu.

E quem paga a conta somos nós.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Falta de respeito é pouco!

A tarde desta terça-feira foi marcada por um bonito protesto de diferentes bairros. Os manifestantes, cerca de 200 alunos do Projeto Conviver, foram até a frente da Prefeitura protestar contra a demissão de duas professoras do projeto que foram substituídas por estagiárias.

Uma delas, a professora Adriana, que atua principalmente na Zona Norte, trabalhava há 10 (dez) anos no município e foi demitida por telefone.

Um total desrespeito à profissional que se dedicou tanto tempo ao serviço público (ela era contratada) e à educação, assim como um descaso com os alunos do Projeto, que criaram laços com as profissionais.

O Projeto Conviver atende principalmente a idosos nos aspectos sócios-afetivos, físicos, biológicos e espiritual, como forma de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

Casos de descasos acontecem como se fosse por acaso na Prefeitura, mas sempre há um motivo por trás de certas atitudes.

Quanto custa um estagiário mesmo?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Polentinhas: Atropelou, fugiu e a ocorrência sumiu

Beira ao absurdo a situação do atropelamento de duas crianças no bairro Mariani nesse final de semana. Um Vectra azul, segundo testemunhas, atropelou dois meninos, um de 8 e outro de 12 anos que estavam parados junto a Rua Virginia Botini Reuzi, que não tem calçada!

O Vectra atropelou os meninos, fugiu do local, e pasmem, ninguém acha a ocorrência policial feita pela Brigada Militar. O jogo de empurra, mostrado pela reportágem do Pioneiro é escandaloso. A Delegacia de Trânsito diz que não recebeu nada e que pode a ocorrência poderia estar na Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA). Ela por sua vez diz que a atribuição é da Delegacia de Trânsito. O delegado regional afirma que a responsabilidade é do Trânsito.

Tanta incompetência assim só é explicável se o dono do Vectra for alguém muito importante e que está sendo acobertado. Caso for incompetência mesmo o delegado Paulo Roberto Rosa da Silva tem que chamar, urgentemente, seus comandados para uma loooooonga conversa.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cobranças indevidas de água

O Polenta News tem recebido diversas denúncias de cidadãos que tem suas contas de água cobradas de forma errada.

Por exemplo, conta de água de determinada casa tem o valor médio de R$ 30,00 e de repente vem uma cobrança de R$ 200,00.

São muitos casos de cobranças excessivas. Uma das pessoas que nos contatou, mora sozinha e recebeu uma conta de água de R$ 230,00.

Quando essas pessoas procuram o Samae para esclarecer, o Samae diz que deve haver vazamento e que a própria pessoa deve proceder à leitura. Há um grande desencontro de informações e parece que o Samae está sem pernas para atender a tantas reclamações.

Há um descaso da autarquia com essas pessoas, pois a água é um serviço essencial e há famílias que não dispõem de valores tão altos para quitar a conta e acabam correndo o risco de ter o fornecimento cortado.

Fica a dica: olhe bem para a sua conta de água que, além dos aumentos abusivos feitos nos últimos anos, ainda podem haver cobranças indevidas.

sábado, 20 de abril de 2013

Qual a diversidade que a Festa da Uva quer celebrar?

Comissão Comunitária: Quase nenhuma diversidade
"Na alegria da diversidade". Esse é o tema da Festa da Uva 2014 que foi escolhido pela comissão comunitária da festa. A partir desse tema toda a festa será pensada. Como afirmam os organizadores, com muita sabedoria, "ele [o tema] dá um norte para todas as nossas ações a partir de agora”, afirma Júlio Duso diretor da marketing da festa.

Como não olhamos só a superfície, nem ganhamos um anúncio de quatro páginas que escondeu a nossa capa, ficamos com uma pulga atrás da orelha. Qual a diversidade que será celebrada?

Rapidamente alguém irá dizer: "Ora, todas!".

Pois eu vós digo: "Calma lá, acho que não é bem assim".

Olhando a foto da Comissão Comunitária, a primeira vista notamos que há pouca diversidade nela. Não há negros! Só para ficar nesse detalhe. Na comissão comunitária as mulheres são acompanhantes dos maridos. Somente duas delas tem papel protagonista sendo que a única solteira, além da Rainha, é a Secretária de Turismo, Drica.

O mote da campanha para Rainha da Festa da Uva diz: "Toda menina sonha em ser rainha... da Festa da Uva". Todo o evento está sendo construído para que a participação da mulher na festa seja apenas como figura decorativa.

Caxias do Sul foi construída com muita diversidade. Não tem só italiano, de olho claro, cabelo loiro, como são a maior parte dos integrantes de comissão "comunitária". Caxias do Sul foi construída por imigrantes vindos de muitas partes do mundo e do Brasil e por povos originário, os indígenas, que cederam suas terras aos "colonizadores. A pujança dessa cidade foi feita pelo suor de muitos trabalhadores e não apenas pelos empresários, muito bem representados na comissão "comunitária".

Poderíamos continuar argumentando mas acho que deu para entender, não é?

Fica a dúvida, se a diversidade da festa estará só no marketing ou ela será real.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ensino Politécnico gera protesto em Caxias

Um grupo de mais de mil estudantes realizou um protesto na manhã de ontem em Caxias do Sul. A pauta era o novo Ensino Politécnico que começou a ser implantado, ano passado, nas escolas de ensino médio do Rio Grande do Sul. A discussão sobre o ensino politécnico, em si, é bastante longa e já está sendo preparada pela nossa equipe.

Falemos então do ato.

O ato começou de manhã cedo na Praça Dante Alighieri. Em caminhada os estudantes se dirigiram até a 4ª Coordenadoria Regional de Educação, 4ª CRE. Os manifestantes queriam que a Coordenadora, Eva Márcia Borges Fernandes, descesse para falar com todo mundo. Dois assessores da coordenadora desceram para fazer uma comissão de alunos para sererm recebidos por ela. No meio do impasse um limão (que não serviu para transformar tudo numa limonada) atingiu um dos vidros da coordenadoria e o diálogo acabou.

Pelas redes sociais a grande maioria das pessoas, que participaram do ato, condenaram a atitude do arremessador maluco. Pela mesma rede os estudantes denunciaram agressões e abusos por parte da Brigada Militar.

Uma estudante relatou que um policial passou com a roda da moto no seu pé e de várias outras pessoas que estavam do seu lado. Outro manifestante contou o seguinte diálogo quando um policial empurrou alguns manifestantes:

Estudante: "Vai com calma ai meu"

Policial: "Aqui não tem calma"

Estudante: "Tu vai chegar batendo?"

Policial: "Quer ver?"

Outros estudantes afirmam que os policiais bateram neles com os cassetetes. Esse tipo de atitude é inaceitável por parte das forças de segurança. Mesmo que um vidro tenha sido quebrado, a reação não foi proporcional ao fato. Todos os relatos demonstram que não houve maiores atos de violência por parte dos manifestantes.

Outro fator que chamou a atenção no ato foi sua forma de organização. Essa manifestação tem facetas diferenciadas.

Uma delas é a organização via rede. Estudantes de diversas escolas se organizaram, via Facebook. A página do evento contou com mais de 1500 confirmações. Número que ficou próximo de ser atingido, o que é incomum nesse tipo de organização. Manifestantes organizados dessa forma não tem uma direção única, no sentido de liderança, então não adianta querer fazer comissões com os líderes, eles nã existem na prática. A liderança é diluída entre a massa. Isso para o bem ou para o mal. A inexistência de pessoas com mais experiência em protestos ou em organização de movimentos pode gerar a perda de controle do ato e descambar para a violência. Essa experiência foi aprendida a duras penas pelo movimento contra o aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre.

Outra faceta é a inexistência do protagonismo dos Grêmios Estudantis. Mesmo que alguns estivessem presentes não foram eles que lideraram a manifestação ou, pelo menos, quem falava e está falando sobre o ato, não cita os Grêmios Estudantis. Isso é uma dura realidade atual nas escolas. A maior parte delas não tem Grêmios Estudantis e onde eles existem poucos deles tem autonomia. É bastante comum diretorias serem fortemente tuteladas pelas direções de escolas e a autonomia da entidade ser controlada pelos diretores de escola.

Outro lado desse triângulo é a forte influência de professores junto a organização dos protestos. Nenhum problema dos professores realizarem protestos, ou até serem solidários às lutas dos estudantes. A questão determinante é quando eles estão quase em posição de comando. Acompanhando a página do protesto pelo Facebook vemos professores "querendo dar a linha" (para usar o politiquês), tendo como objetivo a oposição ao Governo do Estado. Vemos também professores interessados eu auxiliar no debate e fomentar massa crítica ampliando o debate e a construção de consciência. É de salientar também a "liberação" dadas pelas direções de escola para que os estudantes participassem do protesto. Com as escolas tão cheias de regras, grades e regramentos restritores é de se surpreender que tenha sido tão fácil sair das escolas. Que bom que fosse sempre assim.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Suspensos os efeitos das Assembleias realizadas por usurpador da UCES

Justiça determina: Gilson Fernandes não é mais o
presidente da UCES
Foi publicada nesta quarta-feira decisão liminar de "suspensão dos efeitos dos atos decorrentes das assembleias realizadas em 04/08/2012 e em 08/09/2012, especialmente a eleição da nova diretoria da UCES e a criação de novo estatuto", até que definitivamente julgada a demanda. A ação judicial foi movida por dois estudantes secundaristas.

Na setenção a Juiza Luciana Rizzon considerou que as "Às irregularidade ocorridas na eleição da nova diretoria da UCES, está suficientemente comprovada pelos documentos". 

Por falta de mobilização dos estudantes, a UCES - União Caxiense de Estudantes Secundaristas, estava sem direção há alguns anos. Percebendo o "nicho das carteirinhas", o estudantes de administração, Gilson Fernandes, elegeu nova Direção da entidade, da qual hoje é presidente provisório e alterou o estatuto da entidade, incluindo os estudantes universitários na representação da UCES.

Gilson já é formado e era o "líder" de adolescentes que estavam no ensino médio. Em 2012 Gilson já havia fundado a entidade União dos Estudantes da Serra, confeccionando carteirinhas e vendendo aos estudantes por R$ 15.

No último período, além de expedir carteirinhas estudantis e usurpar uma entidade que conta com mais de 30 anos de fundação, Gilson também estava "fiscalizações" em casas noturnas para averiguar se as mesmas estavam cobrando meia-entrada dos estudantes. Desta vez, usurpando a função pública da fiscalização municipal. Veja mais aqui.

Há boatos de que Gilson iria renunciar ao cargo de Presidente, pois sentiu que a situação estava ficando feia após o ajuizamento da ação pelos alunos secundaristas e após a denúncia feita ao Ministério Público pelos vereadores Guila Sebben (PP) e Rafael Bueno (PCdoB).

Justiça seja feita e que as entidades de representação estudantil permaneçam nas mãos de quem realmente é legítimo para liderá-las: os estudantes!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Decisão judicial retarda fechamento do pedágio de Farroupilha

Justiça impede que vontade popular prevaleça
Por força de uma decisão judicial a intenção de Tarso Genro (PT) em fechar a praça de pedágio ontem, 16, não foi concretizada. Promessa de campanha em 2010, o governador resistiu a proposta que estava sendo semeada na Secretaria de Infraestrutura, comandada na época, por Beto Albuquerque (PSB) de prorrogar os contratos. O governo notificou as concessionária do fim dos contratos e criou a Empresa Gaúcha de Rodovias, EGR, para administras os polos, em rodovias estaduais que virarão pedágios comunitários. No caso de Farroupilha, a praça seria fechada.

A história dos polos de pedágio no RS remonta ao ano de 1995. Dois deputados caxienses estavam na votação que aprovou o projeto do governado Antonio Britto, na época no PMDB, que privatizava as estradas gaúchas. Pepe Vargas (PT) votou contra a proposta do governo Britto. José Ivo Sartori (PMDB) votou a favor (veja votação no final da matéria). Dezoito anos depois é difícil encontrar quem defende, publicamente, o modelo.

Mas ele ainda tem defensores. O governo Yeda (PSDB) tentou prorrogar os atuais contratos por mais 20 anos. Dentro do governo Tarso, como já dissemos, Beto Albuquerque fez a mesma proposta. Durante a história de idas e vindas desses contratos muita coisa aconteceu.

Depois de criados durante o governo Britto, o governador seguinte, Olívio Dutra (PT) tentou rever os contratos assinados pelo antecessor. Essa atitude esbarrou na forte resistência da grande mídia gaúcha que alegava que os contratos deviam ser respeitados e nas diversas amarras, que incluiam o não pagamento de empréstimos bilionários do Banrisul. Como contrapartida, a pedido dos transportadores de cargas foi implantada a biderecionalidade, que fazia com que os custos do pedágio no frete fosse diluído. O governo Olívio também conseguiu barrar o Polão, proposta do então presidente FHC (PSDB) de implantar 3 praças de pedágio no mesmo modelo criado por Britto.

Durante o apático governo de Germano Rigotto (PMDB) as tarifas são cada vez mais caras e os investimentos cada vez menores. A falta de controle e interesse faz com que a concessionárias não cumpram os contratos de manutenção das rodovias.

No governo Yeda (PSDB) é criado um projeto chamado Duplica RS que garantiria mais 20 anos de cobrança de pedágio nos mesmos patamares de preços atuais. É durante o governo tucano que a Assembleia Legislativa instala da CPI dos Pedágios. Comandada pela bancada governista a CPI não consegue encaminhar a responsabilização por esses contratos leoninos, mas as denuncias que surgem aí conseguem impedir a nova prorrogação.

O governo Tarso começa e a promessa do fim dos contratos é questionada, novamente, pela grande mídia. Nem mesmo a declaração oficial do fim dos pedágios faz com que a RBS mude o discurso, muito antes pelo contrário, cada vez mais a tentativa é de questionar o controle público das praças de pedágio e das rodovias.

Veja abaixo como foi a votação dos deputados no projeto que criava a praças de pedágio. Ao lado consta o que cada deputado fez, ou está fazendo, desde então. Em alguns casos não foi possível localizar a trajetória de um deputado.

VOTO SIM
Adolfo Brito (PPB¹) - Está no quarto mandato de Deputado Estadual

Alcides Vicini (PPB¹) - É o atual prefeito de Santa Rosa

Alexandre Postal (PMDB) - Está no quinta mandato de Deputado Estadual

Antonio Barbado (PMDB)

Antonio Lorenzi (PMDB) - Foi diretor da Carris (Porto Alegre) e estava denunciado pelo MP por irregularidades em uma licitação

Arno Frentz (PPB¹) - Na eleição seguinte ficou na suplência de deputado estadual. Tentou ser prefeito de Santa Cruz e não se elegeu

Divo do Carmo (PTB)

Edmar Vargas (PTB)

Eliseu Santos (PTB) - Foi vice prefeito de Porto Alegre (gestão Fogaça) e secretário de saúde. Foi assassinado em 2010 num suposto assalto que mais pareceu uma execução

Francisco Appio (PPB¹) - Foi deputado federal e voltou a ser deputado estadual. Concorreu a prefeito de Vacaria, mas não ganhou as eleições

Giovani Feltes (PMDB) - É Deputado Estadual

Glênio Lemos (PTdoB) - Foi prefeito de Santana do Livramento. Morreu em 2009

Gleno Scherer (PMDB) - Foi eleito para mais dois mandatos de Deputado Estadual e renunciou para ocupar uma cadeira no TCE

Iradir Pietroski (PTB) - Continuou Deputado Estadual, foi acusado de compra de votos por manter alberques na capital. Hoje é do TCE

Jair Foscarini (PMDB) - Foi prefeito de Novo Hamburgo e nas eleições passadas tentou concorrer a vereador

João Fischer (PPB¹) - O "fixinha" é Deputado Estadual

João Osório (PMDB) - Em 2005 assumiu um vaga no TCE. No ano passado concorreu a prefeito de Xangrilá, não se elegendo

José Alvarez (PPB¹)

José Ivo Sartori (PMDB) - Foi deputado federal e duas vezes prefeito de Caxias do Sul

Ledevino Pecinini (PTB) - Morreu em 2010

Manoel Maria (PTB)

Marco Peixoto (PPB¹) - Atualmente é conselheiro do TCE

Maria do Carmo (PPB¹) - Foi apresentadora do Jornal do Almoço e só teve um mandato

Onyx Lorenzoni (PL²) - Atualmente é Deputado Federal pelo DEM

Paulo Odone (PMDB) - Atual Deputado Estadual pelo PPS no quarto mandato

Paulo Vidal (PSDB)

Quintiliano Vieira (PMDB)

Rubens Pilar (PPB¹) - Foi prefeito de Alegrete, morreu em 2008

Sergio Moraes (PTB) - Atualmente é Deputado Federal

Valdir Andres (PPB¹) - É o atual prefeito de Santo Ângelo

Vilson Covatti (PPB¹) - Atualmente é Deputado Federal

Wilson Manica (PPB¹) - Foi deputado por três mandatos, morreu em 2003

TOTAL SIM - 32

VOTO NÃO
Bernando de Souza (PSB) - Elegeu-se mais uma vez deputado pelo PPS e prefeito de Pelotas. Morreu em 2010

Beto Albuquerque (PSB) - Foi Secretário de Trasnportes nos governos Olívio e Tarso. Atualmente é Deputado Federal

Flavio Koutzii (PT) - Foi Deputado Estadual por mais 4 mandatos. Participou do governo Tarso

José Gomes (PT) - Foi eleito Deputado Estadual por mais um mandato

Luciana Genro (PT) - Atualmente no PSOL

Luis Carlos Casagrande (PT) - Foi prefeito de Garibaldi

Marcos Rolim (PT) - Foi Deputado Federal, saiu do PT e atualmente auxilia na organização da Rede Sustentabilidade

Maria A.Feldmann (PSB) - Foi conselheira da AGERGS

Pepe Vargas (PT) - Foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos, Deputado Federal e é o atual Ministro do Desenvolvimento Agrário

TOTAL NÃO - 09

AUSENTES

Caio Riela  (PTB) - Foi Deputado Federal e prefeito de Uruguaiana

Ciro Simoni (PTB) - Foi para o PDT, manteve-se deputado estadual e é o atual Secretário de Saúde do Estado

Erni Petri (PPB¹)

Giovani Cherini (PDT) - Foi eleito por mais três mandatos como Deputado Estadual. Hoje é Deputado Federal

Heron de Oliveira (PDT) - Foi superintendente do Ministério do Trabalho no RS

João Luis Vargas (PDT) - Foi denunciado por fraudes na Operação Rodin que investigou fraudes no Detran/RS. Foi conselheiro do TCE. Hoje aposentado

Jussara Cony (PCdoB) - Foi Deputada Estadual até 2006, dirigente do GHC, Secretária Estadual de Meio Ambiente do governo Tarso. Atualmente é vereadora em Porto Alegre

Paulo Azeredo (PDT) - Deputado Estadual, na última legislatura, que teve sua assessora flagrada levando um cachorro para passear em horário de expediente. Atual prefeito de Montenegro

Pompeo de Matos (PDT) - Foi Deputado Federal. Atualmente é Secretário Municipal de Emprego de Porto Alegre

Sergio Zambiassi (PTB) - Foi Senador

Valdir Fraga (PTB) - Foi candidato a prefeito de Porto Alegre em 1996

Valdir Heck (PDT) - Foi prefeito de Ijuí

Vieira da Cunha (PDT) - Deputado Federal e atual presidente estadual do PDT

TOTAL AUSENTES - 13

¹ O PPB é o atual PP
² O PL é o atual DEM 

A angústia de Gerdau com as finanças do RS e o seu Fundopem: quase meio bi e dez empregos

Publicado originalmente em RS Urgente

Crítico contumaz e eloquente do que chama de ineficiência dos governos e do setor público em geral, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter não hesita em recorrer a estes mesmos governos para obter isenções fiscais para seus negócios. Não é o único a fazer isso, mas essa aparente contradição ganha mais visibilidade pelos discursos inflamados que Gerdau costuma fazer aos seus pares contra a incompetência e a ineficiência do setor público, sempre devidamente amplificados por seus colegas donos de empresas de comunicação. Não foi diferente desta vez, na intervenção de Gerdau no 26º Fórum da Liberdade.

O empresário gaúcho criticou a falta de eficiência, produtividade e visão estratégica sobre “onde eu quero chegar” por parte do setor público. Gerdau também criticou “o domínio da politicagem sobre a gestão” e se disse angustiado com a situação financeira do Estado do Rio Grande do Sul, criticando o saque de R$ 4,2 bilhões em depósitos judiciais para o caixa único do Estado.

A preocupação e a angústia de Gerdau com a situação financeira do Estado não impede, porém, que ele siga recorrendo ao instrumento da isenção fiscal para tocar seus negócios. Em seus discursos autoelogiosos sobre práticas eficientes de gestão, o empresário gaúcho não costuma citar a ajuda que recebe dos governos ineficientes, politiqueiros e incompetentes, para empregar algumas das palavras que ele costuma usar.

Gerdau não costuma dizer que é um usuário frequente de políticas públicas, como o Fundopem, por exemplo. O Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul é um instrumento de parceria entre os setores público e privado, que visa promover o desenvolvimento por meio de incentivos fiscais. Em duas reuniões do Conselho em 2013, já foram aprovados 37 projetos, envolvendo um valor de 1,3 bilhões em incentivos fiscais, com a criação de 2.145 postos de trabalho. Um sistema de georeferenciamento registra os projetos e as cidades já contempladas em 2013, com os investimentos envolvidos e a respectiva previsão de geração de empregos.

Nem sempre os maiores incentivos fiscais representam maior geração de postos de trabalho. Um dos maiores projetos de incentivos fiscais já aprovados para este ano beneficiou a Gerdau Aços Longos S/A, um investimento de quase meio bilhão de reais (R$ 475.519.127,33), com geração prevista de dez empregos.

O uso desse tipo de instrumento não ameniza as críticas do empresário ao setor público. Segundo ele falta governança e eficiência, falta saber “onde eu quero chegar”. Gerdau elencou a escala de valores que embasa sua visão estratégica de gestão: “o empresário tem que cuidar em primeiro lugar da família, em segundo lugar, da empresa e, em terceiro lugar, dos políticos”.

Alguém poderia dizer ao nobre e angustiado empresário que o Estado e os governos não existem para privilegiar a primeira pessoa ou a própria família. Até já foi assim, até que surgiu algo chamado Revolução Francesa. Parece que, para algumas cabeças, não chegou por aqui ainda.

Foto: Agência Brasil

terça-feira, 16 de abril de 2013

Árvores retiradas do Marrecas que estão apodrecendo e sendo roubadas seriam destinadas à habitação popular

As 6,5 mil araucárias que foram cortadas na área que seria alagada para a formação da Barragem do Marrecas estão tendo um triste fim. Depois de cederem a sua existência para uma obra que poderia ser feita em outro local com menor custo ambiental, as milhares de toras estão apodrecendo ou sendo roubadas.

A denúncia, publicada no Pioneiro de hoje, se junta a outras suspeitas que já existem há tempos: a de que muitas toras foram enterradas para que a obra fosse completada a tempo de ser inaugurada pelo prefeito Sartori. Infelizmente nunca se saberá se isso de fato aconteceu ou não, mas levando em conta o descaso demonstrado pelo poder público com o que foi removido e está abandonado não se duvida de nada.

Segundo o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), o edital para a venda da madeira teve uma oferta considerada muito baixa pela autarquia. Ainda não há nenhuma resposta sobre o que será feito com essa madeira toda. A decisão do Samae é puramente decorativa, abrir uma valeta para impedir que os caminhões roubem mais madeira.

Há quase um ano, a prefeitura anunciou que a mateira retirada do Marrecas seria repassada para a Secretaria de Habitação, mediante convênio. O Procurador Geral do Município, na época, Lauri Romário Silva, disse que "será aberta uma licitação para o beneficiamento da madeira para o posterior aproveitamento na Habitação". Doze meses depois a prefeitura dá a desculpa de que não existe previsão legal para esse tipo de transferência.

Como assim?

Quer dizer que o Prefeito Sartori mentiu para a população quando seu procurador disse que isso iria acontecer?

Mais uma vez percebemos o desperdício e o descaso com o dinheiro público patrocinado pelos governos Sartori e Alceu.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Feliciano desiste de vir à Serra. Protestos acontecem mesmo assim

Dois atos de protesto, contra a eleição do deputado Marcos Feliciano (PSC/SP) a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, aconteceram em Caxias na última sexta feira.

Os protestos foram convocados pois o deputado estaria na cidade participando de um culto na Igreja Unção, Fogo e Glória (veja aqui). Porém Feliciano cancelou sua vinda para a cidade. Mesmo assim um grupo se reuniu na Praça Dante e outro no Parque Cinquentenário, mesmo com o mau tempo.

O grupo maior, concentrado na Praça Dante, era formado por diversas entidades: LBL/Caxias (Liga Brasileira de Lésbicas), a Marcha Mundial das Mulheres, ENESSO (Executiva Nacional de Serviço Social), UAB (União das Associações de Bairro), ONG Construindo a Igualdade, DCE/ UCS, AMOB Vila Leon, UJS, Parada Livre Caxias do Sul, entre outras, fez uma atividade de conscientização com a distribuição de panfletos e batucada para chamar a atenção.

O deputado Feliciano está tentando, e conseguindo, inviabilizar os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos. Todo o dia ele emite uma opinião que se divide entre o preconceito puro e a soberba ignorância. O objetivo do deputado é transformar o Brasil num país teocrático onde todas as liberdades individuais serão extintas.

Para cumprir esse objetivo seus seguidores não medem limites. Uma das ações, denunciada pelo Polenta News, foi a criação de um perfil falso da RBS TV Caxias que foi usado como instrumento de propaganda pró deputado preconceituoso (veja aqui).

sábado, 13 de abril de 2013

Conexões Globais terá segunda edição em maio, na Casa de Cultura Mário Quintana

A segunda edição do Conexões Globais, um dos maiores eventos da cultura digital no Rio Grande do Sul, acontece de 23 a 25 de maio, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. Coordenado pela Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), o evento vai promover diálogos, webconferências e oficinas em que serão abordados temas como a Cultura Digital, as mídias sociais, a participação social e os direitos civis na internet.

“O mundo inteiro discute as novas possibilidades de mobilização social trazidas pela internet. Os avanços tecnológicos que vivenciamos deram origem a novas formas de comunicação, que estão revolucionando os conceitos de democracia e participação social. Um Estado transparente, em diálogo permanente com a sociedade, precisa aprofundar o debate e interagir com seus protagonistas. Esse é o conceito fundante do Conexões Globais e da nossa Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital”, afirma a titular da Secom, Vera Spolidoro.

Ativistas da cultura digital de diversos países devem participar do evento, presencial e virtualmente e todas as conferências serão transmitidas ao vivo via web. A interação com o público acontece também por meio do Twitter e de plataformas de redes sociais como o Facebook. Oficinas voltadas para a troca de saberes e a capacitação para o uso de novas mídias, produção e edição multimídia, utilização das ferramentas digitais e estratégias para mídias sociais serão realizadas simultaneamente. Além disso, uma intensa programação cultural de shows musicais, mostras de filmes e artes visuais vai mesclar cultura popular com as novas tecnologias.

O site do Conexões Globais e a programação completa serão conhecidos no final de abril, quando acontece o lançamento oficial do evento.

Conexões Globais

A primeira edição do Conexões Globais ocorreu entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2012. O evento foi realizado durante o Fórum Social Temático e o Festival Internacional de Cultura Livre (FicLivre) e tornou a Casa de Cultura Mário Quintana no epicentro de diálogos sobre ativismo social na era da internet. Mais de dez mil pessoas participaram das atividades – webconferências, oficinas, shows de música, artes visuais, mostra de filmes, Vjs, Djs, lançamentos de livros e painéis.

As 32 horas de cobertura ao vivo possibilitaram ao público que não pode comparecer pessoalmente a oportunidade de interagir e assistir ao evento pela web. Foram mais de cem mil acessos no período do evento, e os vídeos ainda estão disponíveis no canal do Conexões no YouTube.

As informações são da assessoria do Conexões Globais

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Perfil falso da RBS TV Caxias, no Facebook, faz campanha pró Feliciano





A Internet não é palco de batalha aberto. É guerrilha! E na guerrilha a dissimulação é a arma mais valiosa. Entre as táticas mais usadas, na guerra de informação na internet, é a de se passar por figuras conhecidas. Esse foi o caso de um perfil, falso, da RBSTV Caxias do Sul (veja aqui).

O perfil adotou uma postura totalmente pró Marcos Feliciano (PSC/SP) mudando o banner do topo e postando uma notícia que confirma a vinda do Pastor preconceituoso e racista à Serra hoje.

O perfil tem algumas matérias reais dos veículos do grupo RBS, principalmente do Pioneiro, mas lá pelas tantas aparece uma postagem de venda de video game!

Duas coisas entregam a mentira. A primeira é que os veículos da RBS tem fanpage e não perfis, ou seja, você curte e não fica amigo. A segunda é a data de criação da "empresa". No perfil ela é identificada como 10 de novembro de 1990. A data de fundação da RBS TV Caxias do Sul é 22 de fevereiro de 1969 (um erro que seria imperdoável).

Mesmo assim o falso perfil conseguiu quase 5 mil amigos. Prova mais do que suficiente de que é preciso analisar, com muito cuidado, o que se lê.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dois protestos contra Feliciano em Caxias

Apesar do estilo metrosexual Feliciano é famoso por suas declarações, sem noção, que destilam preconceito contra o todo mundo civilizado

Os atos são divididos mas o motivo é o mesmo: Mostrar o descontentamento com a eleição de Marco Feliciano (PSC/SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados.

O motivo do protesto é a presença do deputado na cidade que participará de um culto na Igreja Unção, Fogo e Glória, no bairro Marechal Floriano. Quando a presença do deputado foi divulgada iniciou a organização de movimentos de repúdio as declarações racistas, homofóbicas e sem noção do "nobre deputado".

Dessa mobilização acabaram saindo dois atos. Um deles organizado apenas pelas redes sociais tem como foco realizar um protesto na frente da Igreja Unção, Fogo e Glória. (veja aqui evento do facebook). Segundo os organizadores a itenção não é confrontar com os evangélicos que estarão no local, mas sim contestar as atitudes do deputado preconceituoso.

Outro movimento organizado pelas entidades LBL/Caxias (Liga Brasileira de Lésbicas), a Marcha Mundial das Mulheres, ENESSO (Executiva Nacional de Serviço Social), UAB (União das Associações de Bairro), ONG Construindo a Igualdade, DCE/ UCS, AMOB Vila Leon e UJS, partiu para uma outra abordagem. Eles se concentrarão na Praça Danta Alighieri. Motivo? Evitar confronto com as pessoas que estarão no templO (veja o evento no Facebook).

É inegavel que as religiões pentecostais reunem uma massa impressionante de pessoas. Levadas a encontrar na Terra o mudo ideal que as demais religiões garantem existir somente no paraíso, uma grande massa de manobra está nas mãos de pastores inescrupulosos que a exemplo de Feliciano viram deputado.

Feliciano não chegou sozinho ao Congresso Nacional. Ele representa uma das parcelas mais preconceituosas da sociedade brasileira. Esse submundo de conservadorismo não é diferente daquele que Serra mobilizou na campanha presidencial para tentar impedir a vitória de Dilma.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nos 100 dias do Governo Alceu a Caxias da propaganda eleitoral dá espaço à Caxias da realidade

Alceu: Cidade de ilusão vendida na campanha eleitoral
não existe na realidade; [Foto: Andréia Copini]
A grande constatação que fazemos nos primeiros 100 dias de governo Alceu Barbosa Velho (PDT) é que a cidade de fantasia vendida na campanha eleitoral está dando lugar a cidade de verdade com todas as mazelas que foram escondidas.

O governo Alceu é um governo de continuidade, "pero nõ mucho". Desde o início do seu governo diversos problemas do governo Sartori (PMDB) começaram a aparecer.

Atuação de Alceu

Nesses poucos dias Alceu mostrou que como prefeito ele gosta mesmo é de um bom rodeio. Tanto que faz a agenda de governo em torno da agenda dos rodeios. Do alto de seu cavalo, como foi retratado pelo Pioneiro, o prefeito não se somou a comoção nacional, e até internacional, com a tragédia em Santa Maria e manteve as atividades do rodeio que estava acontecendo naquele domingo. Eventos como o Planeta Altantida e até a rodada do Campeonato Gaúcho foram canceladas. Alguns eleitores criticaram a postura do prefeito e o nosso mandatário municipal resolveu ironizar as críticas.

Essa atitude foi repetida recentemente quando Alceu bancou o desinformado quanto ao protesto de estudantes que acontecia em Caxias. Pessoas criticaram sua infeliz postagem no Facebook e sua atitude? Bloqueou os usuários e apagou os comentários.

O lado, divulgado pela mídia, de um prefeito que é bom de diálogo não se sustenta na prática. Alceu pode ser bom de receber as pessoas em seu gabinete, na sua área de conforto. Porém para debates públicos só se eles não tiverem risco de confrontarem o prefeito. Isso é tão verdade que ele não foi na Assembleia Geral da UAB (que congrega todos os presidentes de bairro). Apesar do governo contar com a ausência de crítica da entidade de moradoras, mesmo assim Feldmann foi representá-lo.

A propaganda eleitoral mostrou mas na vida real era bem diferente

Mentira tem perna curta, já diziam nossas mães. Duas grandes lorotas foram contadas como verdades absolutas na área do Saneamento. A primeira foi a inauguração do Marrecas. Feita com grande pompa pelo ex-prefeito Sartori, o Marrecas ainda está longe de ficar pronto. Motivo: a água não chega a lugar nenhum! Falta construir as adutoras que levarão a água até nossas casas. Segundo o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), a previsão é para julho. A situação é tão pitoresca que Eloi usa um trocadilho para ilustrar: "O Marrecas é como a Arena do Grêmio, foi inaugurada mas não tá pronta". A segunda diz respeito a cobertura de esgoto tratado em Caxias do Sul. Durante a propaganda eleitoral o então candidato Alceu falava em 86%. A realidade é que pouco mais de 50% da população é atendida por esgoto tratado. Os 86% só serão alcançados com a conclusão das novas estações de tratamento que ainda dependem de recursos federais.

Outra cidade que apareceu pós eleição é aquela dos reajustes dos preços dos serviços públicos. A tarifa de ônibus subiu 8%, a tarifa de água 19%, a de coleta de lixo em até 112%. Além disso há o Fundo Municipal de Recursos Hídricos que já somam R$ 16 milhões em recursos cobrados indevidamente e que o Samae está jogando a devolução para o futuro.

Outra revelação foi a da farra das horas extras. Na Secretaria de Obras a situação era tão escandalosa que praticamente todos os servidores cometiam essa irregularidade. Quem fazia isso tinha conivência das chefias e dos Secretários. Alceu alega que a situação foi revertida. Isso não é verdade. As horas extras continuam quase como eram e os Secretários que autorizaram tamanha barbaridade não deram explicações para a população.

Um governo loteado

A primeira promessa que Alceu cumpriu foi a de dar um CC8 para cada partido que integrasse a sua coligação. Fez até mais. Garantiu CC8 para o PCdoB e para o DEM que ingressaram no governo depois das eleições. São 19 partidos que dividiram entre sí 301 CCs. O custo anual do Mensalinho do Alceu é de R$ 6 milhões usado para manter a "base do governo coesa".

Por pouco, muito pouco, Alceu não cometeu nepotismo ao nomear sua esposa, Alexandra Baldiserotto, como Coordenadora de Comunicação da Prefeitura, com um CC8. Ele percebeu que a situação ia pegar muito mal e inventou um subterfúgio: Alexandra, que é servidora pública, assume a coordenação e mantem o seu salário anterior. Resta saber até quando essa "bondade" vai durar.

Atuação dos Secretários


A maioria dos Secretários teve uma atuação discreta. Adiló Didomênico (PTdoB) começou a ano denunciando a farra das horas extras, que acontecia a muito tempo, em sua secretária. Adivandro Rech (PP) mudou a política de podas que era adotada pela sua secretaria, a do Meio Ambiente, e afirmou que os "assassinatos de árvores" não acontecerão mais. Paulo Dahmer (PSB) deu o braço a torcer e aceitou discutir, com os interessados, sobre a mudança do local do camelôdromo. A proposta defendida pelo Governo Sartori foi amplamente rejeitada pelos futuros lojistas e um novo local foi escolhido.

A bola fora do secretariado ficou por conta de Washignton, dos Esportes, que parece ter saudades do tempo em que era pop não produziu nenhuma proposta relevante e ainda faltou o trabalho para ir até o Rio de Janeiro assistir, como convidado da Rede Globo, o jogo entre Fluminense e Grêmio.

Coube a um colega de partido, Edson Nespolo (PDT), que por sua fidelidade ao Sartori acabou num cargo de pouca expressão, iniciar o debate para a sucessão da prefeitura em 2020! Nespolo, extremamente carrerista, se antecipou e muito, a um movimento que pode rompera a aliança com o PMDB.

Politicas públicas contra os interesses da população

O governo de faz de conta continua nesse mandato. Alceu comemora a inclusão de 150 crianças na pré escola (tem mais de 2 mil na fila) e em contrapartida fecha 3 Centros Educativos. Na Saúde continua a falta de médicos, filas monstruosas para Pré Natal e o governo negocia, secretamente, com o Sindicato Médico, um reajuste salarial que não será repassado para as outras categorias de curso superior do serviço público.

Além disso encaminhou dois vetos de projetos aprovados na legislatura passada. Um deles, a pedido das empresas de construção, derrubou o projeto que previa a obrigatoriedade de sistemas de reuso de água (que seria muito bom para o meio ambiente) e o segundo que melhorava a lei de meia entrada para estudantes e que garantia que ela realmente fosse cumprida. Os dois vetos foram mantidos pela base do governo na Câmara de Vereadores.

Relação com o governo Dilma

Alceu diz que votou em Dilma, seu partido, PDT, é base do governo federal. Ele diz que votou, embora estivesse meio constrangido. O PMDB de Sartori também, mas Sartori foi de Serra. Caxias é inundada de recursos fedarais. Boa parte das obras do Governo Sartori (Marrecas, asfaltamento do interior, escolas infantis, postos de saúde, habitação e infraestrutura) saíram graças aos governos Lula e Dilma.

O governo federal anunciou R$ 110 milhões em recursos para a cidade. Provavelmente boa parte das obras que serão anunciadas como conquistas do governo Alceu serão feitas com dinheiro do governo federal.

Questões para os juízes

Por Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras. Publicado originalmente na Folha de São Paulo.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal vão deparar com grandes novidades em documentos e dados, quando apreciem os recursos à sentença formal, esperada para os próximos dias, da ação penal 470 ou caso mensalão. Muitos desses elementos novos provêm de fontes oficiais e oficiosas, como Banco do Brasil, Tribunal de Contas da União e auditorias. E incidem sobre pontos decisivos no teor da acusação e em grande número dos votos orais no STF.

A complexidade e a dimensão das investigações e, depois, da ação penal deram-lhes muitos pontos cruciais, para a definição dos rumos desses trabalhos. Dificuldades a que se acrescentaram problemas como a exiguidade de prazo certa vez mencionada pelo encarregado do inquérito na Polícia Federal, delegado Luiz Flávio Zampronha. Inquérito do qual se originou, por exemplo, um ponto fundamental na acusação apresentada ao STF pela Procuradoria Geral da República e abrigada pelo tribunal.

Trata-se, aí, do apontado repasse de quase R$ 74 milhões à DNA Propaganda, dinheiro do Banco do Brasil via fundo Visanet, sem a correspondente prestação de quaisquer serviços, segundo a perícia criminal da PF. Estariam assim caracterizados peculato do dirigente do BB responsável pelo repasse e, fator decisivo em muitas condenações proferidas, desvio de dinheiro público.

Por sua vez, perícia de especialistas do Banco do Brasil concluiu pela existência das comprovações necessárias de que os serviços foram prestados pela DNA. E de que foi adequado o pagamento dos R$ 73,850 milhões, feito com recursos da sociedade Visanet e não do BB, como constou. Perícia e documentos que os ministros vão encontrar em breve.

No mesmo ponto da ação, outra incidência decisiva está revista: nem Henrique Pizzolato era o representante do Banco do Brasil junto à Visanet nem assinou sozinho contrato, pagamento ou aporte financeiro. Documento do BB vai mostrar esses atos sempre assinados pelo conjunto de dirigentes setoriais (vários nomeados ainda por Fernando Henrique e então mantidos por Lula). A propósito: os ministros talvez não, mas os meios de comunicação sabem muito bem o que é e como funciona a "bonificação por volume", em transações de publicidade e marketing, que figurou com distorção acusatória no quesito BB/Visanet/DNA do julgamento.

A indagação que os novos documentos e dados trazem não é, porém, apenas sobre elementos de acusação encaminhados pela Procuradoria-Geral --aparentemente nem sempre testada a afirmação policial-- e utilizados em julgamento do Supremo. Um aspecto importante diz respeito ao próprio Supremo. Quantos dos seus ministros serão capazes de debruçar-se com neutralidade devida pelos juízes, sem predisposição alguma, sobre os recursos que as defesas apresentem? E, se for o caso, reconsiderar conceitos ou decisões --o que, afinal de contas, é uma eventualidade a que o juiz se tornou sujeito ao se tornar juiz, ou julga sem ser magistrado.

Pode haver pressentimento, sugerido por ocasiões passadas, mas não há resposta segura para as interrogações. Talvez nem de alguns dos próprios juízes para si mesmos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tarso propõem Fundo Público para financiar cooperativas de comunicação. A BBC inglesa funciona assim

 Foto: Daiani Cerezer/ CUT-RS
Democratizar a comunicação é palavra proibida no Brasil. Pudera. Seis famílias detem mais de 80% de todas as empresas de comunicação do Brasil. No nosso rincão, a RBS, controla jornais nas principais regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e impede o crescimento de jornais em muitas cidades do interior.

Durante a abertura do Fórum da Igualdade o Governador Tarso Genro falou da necessidade de democratizar a mídia para garantir o que está na constituição (leia aqui). Durante a sua fala ele defendeu a criação de um Fundo para financiar cooperativas de comunicação que queiram produzir conteúdo de qualidade.

Muito rapidamente os colunistas da RBS começaram a criticar a proposta. Com medo de perder seus privilégios midiáticos e de manipulação, taxaram a proposta de controle de imprensa. BOBAGEM.

Ou que o governo não tem dinheiro para isso. BOBAGEM. Seria simples, é só destinar parte dos recursos usados em publicidade, onde a RBS é a que mais recebe recursos. Ficou claro agora porque os comentaristas da emisora são contra a proposta?

O modelo da BBC

A British Broadcasting Corporation, BBC, uma das mais importantes emisoras de rádio e televisão do mundo é pública, porém não é estatal. Cada domícilio com uma televisão paga uma taxa, anual, que é em torno de 145 libras. A BBC arrecada anualmente mais de 3 bilhões de libras (mais de R$ 9 bilhões). Apesar de pública, a BBC não sofre ingerência do governo e produz um conteúdo independente, de excelente qualidade, promove a informação e educação e os seus programas são retransmitidos pelo mundo todo.

A BBC foi fundada em 1922 como rádio e em 1932 como televisão. Obviamente o modelo inglês tem uma particularidade que talvez não funcionasse no Brasil. Seria difícil convencer as pessoas a pagarem por assistir a teve aberta que é considerada gratuita (mas é financiada pelos patrocinadores, onde os governos são os maiores).

O leitor tem opção?

Outra fábula contada pela grande mídia é que o leitor tem opção de trocar o canal de TV ou ler outro jornal. Isso não é verdade! Ao transformar as emisoras estaduais e regionais em suas redistribuidoras a TV Globo praticamente monopolizou o sinal de TV no Brasil. Além disso ela ainda detêm inúmeros canais de TV a Cabo e, se não bastasse, é distribuidora de sinal de TV a Cabo. Soma-se isso a produtora de shows, emisoras de rádio, produtora de conteúdo e sinal de internet, editora de livros e de CDs.

Aqui em Caxias a situação é mais dramática. Não faz um ano que temos outros jornal diário (Folha de Caxias). Antes disso só existia o Pioneiro, da RBS. Então não havia opção! Outros veículos, de periodicidade semanal, sofrem com a falta de recursos. Recentemente O Caxiense fechou por esse motivo (leia aqui). A Folha de Caxias, inclusive, que tem um alcance bem menor que o Pioneiro sofre com uma concorrência desleal do jornal da RBS que tenta tirar seus anunciantes a todo o custo. Motivo? Controlar o mercado e, obviamente a notícia.

Portanto quando alguém lhe disser que tem opção de trocar de emissora ou de jornal, pergunte a ele como?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O discurso que não alcança a prática

"A cidadania de um município é medida pelo tamanho de suas calçadas"
Por pouco a Av. Rio Branco não perdeu espaço para os carros
A declaração do deputado estadual Vinicius Ribeiro (PDT) é uma grande verdade. Temos concordância com ela. Porém ela deveria vir com uma autocrítica junto. Quando teve oportunidade da fazer, o agora deputado, não implementou o seu, sábio, ensinamento.

O Governo Sartori priorizou os carros. Reforma na Sinimbu, viadutos, rotulas e outras inúmeras alterações viárias contemplaram sempre o carro como elemento principal do transporte em nossa cidade.

Exemplo disso é o "Paradão da Bento" que está há 3 anos provisório molhando os usuários do transporte coletivo quando chove (leia aqui). Outro exemplo foi a ideia de diminuir o tamanho das calçadas na Av. Rio Branco, em São Pelegrino, para "auxiliar" o trânsito próximo ao Shopping.

O governo Sartori (PMDB) era tão despreocupado com o pedestre que chegou a perder recursos para a construção de uma passarela e outras duas iniciadas estão a passo de tartaruga.

Tudo isso aconteceu enquanto a atual deputado era vereador ou, pasmem, Secretário dos Transportes de Caxias do Sul!

Semana passada ele apresentou um projeto que institui a Política Estadual de Mobilidade Urbana. No grande expediente, na Assembleia Legislativa, quando ele tratou sobre o assunto, Vinicius falou: “A prioridade está nas pessoas e, com isso, no estudo dos espaço públicos para o pedestre. Em seguida está o veículo não motorizado, como as bicicletas e, por último, o transporte coletivo”. [...] “A restrição do carro na via não é uma discussão de propriedade do bem, pois não questiono a propriedade do automóvel. Acredito, sim, em uma discussão sobre o uso dessa propriedade no espaço público”.

Muito diferente do que é feito em Caxias. Ainda dá tempo de mudar essa realidade.

domingo, 7 de abril de 2013

Jornalista cubana é impedida de entrar nos EUA

Liberdade seletiva: Elaine Díaz Rodríguez, 
jornalista e blogueira cubana, é impedida de ir
 aos EUA (Foto: Flickr)
Ao contrário de Yoani Sánchez, a blogueira cubana que é livre para viajar o mundo e visitar uma diversidade de países, Elaine Díaz Rodríguez, blogueira, jornalista e professora foi impedida de entrar nos EUA para um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo

A tarde desta quarta-feira (03/04) foi momento de mais um ataque à liberdade nas relações entre Estados Unidos e Cuba. Elaine Díaz Rodríguez, blogueira, jornalista e professora da Universidade de Havana, foi impedida de ir aos EUA para um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo, o XXXI Congresso Internacional de Estudos Latino-Americanos.

Elaine teve seu trabalho aprovado pela Associação de Estudos Latino-Americanos, organizadora do evento, que também deu a ela uma bolsa para a viagem. Mesmo assim, o governo dos EUA não concedeu o visto a Elaine.

Agora, a jornalista e professora se pergunta quem cerceia a liberdade, Cuba ou os EUA? Por que Yoani Sánchez pode ir aos EUA, mas Elaine não? “Não tive nenhum problema com Cuba para sair, nunca”, disse ela ao Jornalismo B. E completou: “É humilhante que neguem vistos a acadêmicos enquanto recebem de braços abertos a Yoani (Sánchez)”.

Em seu Facebook, Elaine agradeceu aos governos do Brasil e do Quênia por a terem recebido para congressos em 2012, e disse torcer “para que o Congresso mais importante de Ciências Sociais do mundo saia novamente do território estadunidense, só assim se garantirá a presença de todos os cubanos e cubanas aceitos pela Lasa (sigla da organizadora)”.

sábado, 6 de abril de 2013

Polentinhas: Guaíba é mais um município que reduz o valor da passagem de ônibus


Já são 4 os municípios gaúchos que reduziram o valor da passagem de ônibus urbano. Três por decisão dos prefeitos: Canoas, Gravataí e Guaíba; um por decisão judicial: Porto Alegre.

O prefeito de Guaíba, Henrique Tavares (PTB) anunciou nessa sexta feira a revogação do aumento da passagem de ônibus de R$ 2,80 para R$ 3,00. Com isso passará a valer o valor antigo. A decisão, segundo o prefeito, foi em caráter preventivo: "Houve essa ação judicial (determinando a redução do preço em Porto Alegre) e certamente ia ocorrer (o mesmo) no município”, afirma Tavares.

Segundo o prefeito, Guaíba utiliza a mesma forma de cálculo da capital gaúcha e por conta disso não vê como o valor da passagem poderia ficar mais caro na cidade do que em Porto Alegre.

Além disso, em Alvorada, há também um questionamento na justiça sobre o valor da passagem.

Enquanto isso, em Caxias do Sul, que usa a mesma forma de cálculo de Porto Alegre impera o silêncio das autoridades. Silêncio esse que foi quebrado, apenas, com um pedido de informações do vereador Rodrigo Beltrão (PT) (leia aqui) que pede esclarecimentos sobre a planilha de cálculos. Essa planilha, é bom dizer, deveria, por força de contrato ser pública. Mas é mais secreta que a fórmula da Coca Cola.

Mobilização estudantil consegue reduzir o valor das passagens de ônibus na Capital


Começou e terminou como um imenso Carnaval. As manifestações juvenis, especialmente estudantil, que movimentam Porto Alegre há meses, contra os reajustes das tarifas do transporte coletivo, tiveram um desfecho favorável aos manifestantes nessa quinta feira.

É provisório, foi uma liminar e o pedido não era nem pelo reajuste, mas a decisão do juiz Hilbert Obara, da 5ª Vara Fazendária da Capital, acabou reduzindo o valor das passagens de ônibus de R$ 3,05 para R$ 2,85. O governo Fortunatti (PDT), acoado com o tamanho das manifestações, resignou-se. Disse que não vai recorrer da liminar e discutir apenas no mérito da ação. A ação movida pela bancada do PSOL, ainda em 2011, questionava a inexistência de licitação para o trasnporte público da capital.

O movimento de contestação ao aumento das passagens começou, em 2013, ainda em fevereiro, data que geralmente a prefeitura define o valor do reajuste. Esse ano foi diferente. Em janeiro o Tribunal de Contas do Estado determinou que a Empresa Pública de Transportes e Circulação, EPTC, modificasse a fórmula de cálculo do valor da passagem (leia aqui). Segundo o TCE a Prefeitura estaria utilizando irregularmente a frota reserva para diminuir o número de passageiros por quilômetro rodado, aumento assim, artificialmente, o valor da passagem. Segundo cálculos do TCE a tarifa justa, antes do reajuste, seria de R$ 2,60! Vinte e cinco centavos menos do que era.

Com esse impasse a definição dos reajustes acabou ficando para para março, quando os estudantes já haviam voltado de férias. Era o que precisava para as manifestações atrairem um "mar de gente".

Quando o Governo Fortunatti percebeu o tamanho do desgaste que iria sofrer, utilizou-se de um incidente, na quarta feira passada para tentar criminalizar o movimento. Esse discurso foi comprado pela grande mídia gaúcha, com excessão do Polenta News, que deu o outro lado dos fatos (leia aqui).

Na tentativa desesperada de conter a manifestação dos estudantes, Fortunatti, fez uma reunião com um grupo de entidades estudantis, a maior parte delas fantasmas, mas todas ligadas ao PTB e ao PDT. A decisão foi um desastre. No mesmo dia 10 mil pessoas se reuniram na frente da Prefeitura, desligitimaram as falsas lideranças e fizeram um dos maiores atos dos últimos 10 anos na capital.

Com a pressão popular aumentando e mídia sendo desmentida pelos canais alternativos, não houve jeito. A Zero Hora admitiu a derrota e voltou atrás, até mudou de lado publicando um texto de uma jornalista com o título "não sou baderneira".

Para o Fortunatti, sozinho e isolado, só sobrou chorar pelos cantos. Em entrevista na sexta-feira saiu-se com a pérola:

"É mais cômodo não aumentar nada"
Para o prefeito pedetista aumentar o valor da passagem de ônibus deveria ser algo elogiável!

Fortunatti saí como um grande derrotado desse processo, bem como a mídia, em especial a Zero Hora, que tentou criminalizar os movimentos sociais. Sua versão foi derrubada pelos fatos. Mentir sozinhos eles não conseguem mais.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bola fora de Alceu!

Personalidades públicas, principalmente políticos, manterem perfis em redes sociais é um desafio a lógica. A maioria dos políticos é movida por vaidades e, quando há espaço para as pessoas falarem, uma hora ou outra, você ouvirá uma crítica e aí tem dois caminhos, assimila e debate ou sai para a baixaria. 

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), do alto de sua vaidade, optou pela segunda opção.

Tudo começou quando ele assumiu ser a pessoa mais desinformada de Caxias do Sul e não fazer a mínima ideia do motivo da manifestação da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira (leia aqui). Alceu postou no seu Facebook.

Mesmo mostrando-se desinformado algunas dezenas de pessoas que dependem dele para garantir seus empregos curtiram o infeliz comentário. Porém outras pessoas começaram a postar sobre os motivos do ato e questionarem a desconhecimento do Prefeito.

A estudante Luana Amarante escreveu: "Realmente um comentário infeliz. Nosso representante não sabe o que se passa na cidade em que ele é prefeito". Outras pessoas postaram fotos, vídeos e matérias da imprensa sobre o ato tentando matar a curiosidade do desinformado prefeito. 

Mas o pior estava para acontecer. Não aguentando ser contrariado o Prefeito (ou o assessor que levará a culpa) começou a deletar as postagens e bloquear os usuários. Fomos alertados sobre isso por um leitor e encontramos o caso da estudante universitária Daiane Fernandes que teve seu comentário apagado e seu usuário bloqueado na conta do Prefeito!

Ela comenta no seu perfil: 
"Parabéns prefeito Alceu Barbosa Velho. Após comentar ridiculamente em sua página sobre o protesto realizado em Caxias do Sul essa semana por estudantes, não dando a mínima atenção ao que 2 mil pessoas foram reivindicar na principal praça da cidade, completou sua indiferença não sabendo ler críticas e opiniões do seu próprio povo, deletando comentários (entre eles o meu que inclusive tinha em torno de 20 curtidas, ou seja, eu não estava falando sozinha), ignorando mais uma vez o que as pessoas têm a dizer. Isso pode ser chamado de REPRESENTANTE?"
Obviamente não encontramos a postagem original no perfil de Alceu, mas encontramos o comentário de Breno Dallas que cita a estudante.

 Esse é o prefeito que temos: intolerante, que não aceita críticas e extremamente vaidoso. Estamos perdidos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Movimentos de juventude de Caxias do Sul realizam manifestação

Foto: ManifestaSol Coletivo
Os movimentos de juventude de Caxias do Sul, principalmente o estudantil, se engajaram nas mobilizações nacionais de Jornada de Lutas da Juventude Brasileira. Ontem de manhã, centenas de jovens realizaram uma manifestação pelas ruas centrais da cidade.

O movimento não se limitou a uma única pauta. Pela diversidade das entidades e grupos que organizaram a atividade ficaria, realmente muito difícil, restringir os temas. Entre as reinvindicações estavam mais recursos para a educação, extensão da UFRGS em Caxias do Sul, combate a violência nas escolas, democratização da mídia, discussão do ensino politécnico, entre outros temas.

Fazia muito tempo que as ruas de Caxias do Sul não viam um protesto tão grande. Isso prova que há interesse sim de mobilização desde que a pauta seja a correta e não aquela imposta pelos meios de comunicação.

Infelizmente um pequeno grupo dividiu o movimento e ao invés de continuar com o ato, na frente da RBS, para cobrar o fim dos monopólios dos meios de comunicação, resolveu ir até a Coordenadoria Regional de Educação exigir o fim da reforma do ensino médio, que inclusive significa mais horas de estudo. O estranho nisso é que fizeram uma escolha da pauta: a democratização da comunicação ficou em segundo plano, mais importante era protestar contra o governo Tarso. Estranho isso.

Ato desse tipo são extremamente importantes e devem ser cada vez mais frequentes. Educação não é feita só nas escolas, a propósito, a muito tempo ela não é feita nas escolas. Os espaços de debate e convivência comunitária devem ser cada vez mais incentivados. Se um que outro, ou alguma centena, resolver "gazear" aula, fazer o que? Formação de consciência não é um trabalho fácil.

A manifestação foi organizada pelo DCE/UCS, Levante Popular da Juventude, Grêmios Estudantis, juventudes partidárias, entre outros movimentos.