sexta-feira, 31 de maio de 2013

Promessa cumprida: Pedágio de Farroupilha é fechado



Após 15 anos o pedágio da ERS122 entre Caxias e Farroupilha foi finalmente fechado na manhã de hoje. Com a presença do governador Tarso Genro (PT) foi realizado um ato simbólico do fim da cobrança de pedágio. Simbólico, pois a Convias retirou as cancelas de madrugada! Na sexta feira a empresa reclamou que o fim da cobrança, no meio de um “feriadão enforcado” causaria insegurança. Como, ao que parece, o pedido de reconsideração da decisão judicial não deu resultado, a empresa resolveu abandonar a praça de pedágio.

O fim do pedágio de Farroupilha foi promessa de campanha, em 2010, de Tarso Genro. A proposta inicial era fechar a praça em abril, mas uma ação judicial da Convias impediu essa ação.

O polo de Caxias do Sul é composto por quatro praças de pedágio que cercavam a cidade.

BR 116 - entre Caxias do Sul e Campestre da Serra, praça em São Marcos - Devolvida à União
BR 116 - entre Caxias e Nova Petrópolis, praça em Vila Cristina - Devolvida à União
RS 122 - entre Caxias e Antonio Prado, praça em Flores da Cunha - assume EGR
RS 122 - entre Caxias e São Vendelino, praça em Farroupilha - Extinta

Duas delas serão devolvidas à União e, por enquanto, não tem mais cobrança de pedágio. É o caso de São Marcos e Vila Cristina. A única cobrança que continuará será a de Flores da Cunha com os valores reduzidos.

As vozes do conservadorismo


Mesmo que tímidas, vozes conservadoras se levantam contra o fim da cobrança de pedágio. A principal justificativa é que não haverá conservação para as estradas sem o pedágio. Isso se baseia, tão somente, na ideia de que o modelo de privatização do Estado é o modelo correto.

Esse ideólogos de direita não dizem que o Estado foi sucateado pelos governos Britto e Rigotto, ambos do PMDB, e Yeda do PSDB. Se as secretarias de Obras, Daer, Detran, entre outras, não tivessem perdido investimentos ou serem desviados milhões dela (com a turma da Yeda fez com o Detran) a situação geral do estado seria bem melhor.

Há quem tente passar a responsabilidade para outros. É o caso do folclórico vereador Mauro Pereria, que inconformado com o fato do mundo inteiro considerar que o ex governador Antonio Britto, que era de seu partido, ser responsável pela tragédia que foram os pedágios no Rio Grande do Sul, tenta passar a responsabilidade para o ex governador Olívio Dutra. Essa poderia ser mais um exemplo das pérolas do Mauro Pereira.

É bom lembrar:

  • foi o então governador Antonio Britto, DO PMDB, quem assinou estes contratos abusivos de pedágio que roubaram o povo gaúcho durante duas décadas;

  • o governo Yeda, DO PSDB, cujo conselheiro era Antonio Britto, tentou renovar os contratos do mesmo jeito abusivo com o chamado, Duplica RS, e só não conseguiu porque a oposição, minoritária na Assembleia resistiu, entrou na Justiça e ganhou;

  • Britto do PMDB e Yeda do PSDB tinham o apoio total DO PP de Ana Amélia que, aliás, apoiou a tentativa de reeleição de Yeda.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

“Dilma Bolada” é censurada no Facebook, gera polêmica, faz rede voltar atrás e mostra que a campanha de 2014 será uma guerra digital


O perfil fictício Dilma Bolada, uma sátira à presidente Dilma Rousseff criada pelo e
studante Jeferson Monteiro, de 23 anos, teve uma piada retirada do ar pelo Facebook, no último sábado. O post ironizava o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à Presidência em 2014, fazendo referência a um processo de improbidade administrativa que o tucano apareceria como réu. O texto com o comentário "Inventar mentira contra mim é mole, querido" foi apagado três horas depois da publicação.

Em uma postagem Jeferson, ou melhor, Dilma Bolada, reclamou da censura da rede social e de que sestava sofrendo perseguição. "Membros do PSDB e da Juventude do partido estão numa intensa e incessante perseguição, todos os dias ofendendo, usando duras palavras, fazendo acusações infundadas e ameaçado de processos quando se pensa em responder à altura. É muito complicado que tenhamos pessoas com pensamentos tão limitados e conspiratórios que só pensem que as pessoas fazem as coisas por dinheiro".

A polêmica rendeu mais de 1.800 comentários, mais de 7 mil curtidas e mais de 3 mil compartilhamentos. São numeros surpreendentes mas bastante comuns para esse personagem. Com mais de 347 mil curtidores, Dilma Bolada é a personalidade brasileira com maior número de seguidores. Ela fica na frente do Lula e da Marina Silva, outros campeões de audiencia. Seu criador já recebeu premios internaticionais por sua atuação nas mídias sociais.

Dilma Bolada acompanha a agenda da presidenta Dilma (PT). É como se fosse seu perfil real, porém bem humorado. As viagens, reuniões e programas governamentais são retratados na página. Também é um espaço bem humorado onde a personagem “pega no pé” de ministros, presidentes de países vizinhos e outras personalidades. Seus chavões são: “Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!!”

Facebook cedeu


O perfil tem tanto impacto que o Facebook acabou cedendo e colocando a postagem novamento no ar. Em nota a rede argumentou: "O conteúdo em questão foi reportado e nossos sistemas automáticos, elaborados para garantir a segurança dos usuários, removeram-no indevidamente. Depois de termos sido alertados, o conteúdo foi recuperado e está no ar novamente. Lamentamos o inconveniente".

Isso demonstra que uma guerra está aberta no mundo digital e que suas grandes batalhas se darão no ano que vem durante a campanha eleitoral. Um movimento, claramente orquestrados, por opositores da presidenta, e aliados de Aécio Neves, conseguiram, a partir de notificações ao sistema administrativo da rede, retirar uma postagem do ar. Esse processo é automatizado e se não passar por uma reestruturação será um “tira e volta” de postagens.

Os tucanos tentaram se isentar do caso alegando que Jeferson estava querendo gerar publicidade com o fato. Nada mais irreal. O perfil Dilma Bolada é um sucesso sem investir um único real em publicidade no Facebook. Aécio Neves, ao contrário, beira o desastre. Com um vultuoso investimento em publicidade (aparece todo o dia no perfil do Polenata News) o perfil de Aécio Neves tem 87 mil seguidores. A quantidade de dinheiro investido para esse alcance de público é um segredo já que não há prestação de contas partidária nesse caso.

Não servindo de trampolim político, eleição do Conselho Tutelar não recebe mais tanta atenção

A eleição para conselheiro tutelar já foi tão disputada quanto eleição para vereador, em Caxias do Sul. Os candidatos que tentavam utilizar o conselho como trampolim político alugavam ônibus para levar eleitores, pagavam galetada, entre outras benesses.

Passaram-se os anos e o que se viu é que há muito mais trabalho que glamour e o número de candidatos veio caindo. A eleição, que aconteceu no último domingo, é prova disso.

Onze candidatos concorreram para 10 vagas. O número de inscritos, na verdade era maior. Passava de 20. Acontece que a maioria foi eliminada nos processos de seleção anteriores. A eleição também teve baixa participação: 2507 pessoas votaram, menos de 1% dos eleitores, e quase não se ouviu falar da eleição nos meios de comunicação. Os dez novos conselheiros tutelares tomam posse no dia 16 de outubro.

Veja abaixo quem são:

:: Evandra Pellin: 317 votos

:: Cleusa Oliveira: 275 votos

:: Rosane Formolo: 275 votos

:: Fabiana de Macedo: 258 votos

:: Loci Prux: 216 votos

:: Cleonice Andrade: 213 votos

:: Janaína Gil: 199 votos

:: Paulo Indra: 198 votos

:: Giane Kuhn: 197 votos

:: Marjorie Faver: 176 votos

:: Anderson Cambraia (suplente): 169 votos

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estado derruba liminar que impediam fechamento da praça de pedágio de Farroupilha


Na próxima sexta feira, dia 31 de maio às 9 horas, o governador Tarso Genro (PT) cumprirá sua promessa de campanha de acabar com a praça de pedágio de Farroupilha.

A cobrança só não havia encerrado ainda porque a Convias havia obtido uma liminar na justiça para ficar cobrando pedágio até o final do ano. A Procuradoria Geral do Estado obteve, na tarde de hoje, a derrubada dessa liminar.

Em entrevista coletiva que encerrou a pouco o governador Tarso Genro afirmou que os polos de pedágios não foram só um contrato jurídicos, “eles eram um movimento político de uma ideia de privatização do Estado”. Esse movimento, segundo o governador, fez parte do discurso de inúmeros partidos e de boa parte da mídia gaúcha.

Tarso afirmou que não teme processos judiciais, da concessionárias, que iriam cobrar o “equilíbrio econômico financeiro” das praças. “Nós temos um estudo técnico mostrando que as empresas não cumpriam nem o que estava nos contratos”, afirmou e ainda acrescentou: “Vamos entrar com ações na justiça para que as empresas devolvam o valor cobrado ilegalmente [após o término dos contratos e sob liminar] do cidadão”.

As duas praças de pedágio que voltam para o controle público são as de Caxias e a de Lajeado. Aí haverá 3 destinos para os pedágios. As rodovias que são federais terão as cancelas levantadas e caberá ao governo federal decidir o que fará. As rodovias estaduais passarão para a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) que irá operar a praça com redução do valor do pedágio.

A praça de Farroupilha, segundo o governador, é emblemática pois é o exemplo de um modelo de pedágio “criado por influência política de um modelo de entrega do patrimônio público ao interesse privado”, essa praça será fechada.

Nos trechos estaduais o pedágio que custava R$ 7,00 passará para R$ 5,20. Segundo o Secretário da Casa Cívil Carlos Pestana esse valor é suficiente para a manutenção das estradas. “Os pedágios eram um dos principais compromissos assumidos com a população de constituir um novo modelo. Agora as pessoas passarão a pagar menos, e em alguns casos não pagarão nada, e ainda terão um serviço melhor com controle público”, afirmou Pestana.

Ainda há um movimento muito forte, do poder econômico, para impedir que as praças de pedágio voltem para o controle público. As concessionárias podem se valer de recursos judiciais para impedir, mas não para evitar, o fim de seus contratos.

Por não instalar fábrica no RS, Ford é condenada a ressarcir o Estado em mais de R$ 160 milhões

Passados 14 anos da saída da Ford do Estado a justiça confirmou que a empresa agiu de má fé e condenou a devolução dos R$ 162 milhões antecipados na época. Em valores corrigidos são R$ 1.445.682.166,88!

Isso mesmo mais de R$ 1,4 bilhões.

Segundo a Juíza de Direito Lílian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre o desfazimento do negócio pela ré, ficou demonstrada a inadequação do procedimento da mesma ao retirar-se do empreendimento na pendência da prestação de contas.

A Juíza também destacou o fato alegado pela ré, para abandonar o negócio, de que já teria havido a prorrogação da liberação da segunda parcela do financiamento, de 30/09/1998 para 31/03/1999. No entanto, a magistrada explica que o suposto atraso (suposto porque, na verdade, não se implementou, mas sim teve retardado seu implemento porque condicionado á regularidade da prestação de contas relativa à primeira parcela do financiamento), de 29 dias não justificaria a postura adotada pela ré, retirando-se do empreendimento.

A cláusula 12ª do contrato previu: Caso a Ford, injustificadamente, venha a desistir da implantação do Complexo, ficará obrigada a devolver, a valor presente, ao Estado e/ou Município, as importâncias recebidas..., obrigando-se, ainda, por ressarcir o Estado pelos gastos por realizados em obras de infra-estrutura dentro da área do Complexo Ford.

A magistrada determinou que o contrato está formalmente rescindido. Também condenou a Ford à devolução da primeira parcela do financiamento no valor de R$ 36 milhões (R$ 42 milhões iniciais, dos quais devem ser deduzidos R$ 6 milhões,relativo à terraplenagem do terreno onde seria instalado o complexo e se somou ao patrimônio do autor da ação), cerca de R$ 93 milhões referentes à aquisição de máquinas e equipamentos e cerca de R$ 33 milhões referentes aos estudos técnicos e análises para disponibilização de infra-estrutura. Isso tudo atualizado somam os mais de R$ 1,4 bilhões.

Uma decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre condenou a empresa Ford ao ressarcimento do Estado do RS com investimentos realizados para a implantação de uma filial da empresa em 1998. Na época, a Ford já havia recebido recursos para o início das obras de instalação da fábrica, quando se retirou do negócio alegando falta de pagamento por parte do novo Governo que assumia em 1999.

Caso


Em 1998, a Ford assinou contrato para a instalação de uma fábrica de automóveis na cidade de Guaíba. Também foi assinado um financiamento com o Banrisul de forma a disponibilizar para a empresa a quantia de R$ 210 milhões. Pelo acordado, o dinheiro seria liberado aos poucos, mediante prestação de contas das etapas. No entanto, após o pagamento da primeira parcela, a Ford se retirou do negócio alegando que o Estado estava em atraso no pagamento da segunda parcela. Também alegou motivos de ordem política com o novo governo que assumia. 

O Caso Ford foi usado e abusado nos processos eleitorais posteriores. Havia reportagens sobre o assunto todos os dias nos veículos da RBS e Lasier Martins foi o grande porta voz dos "indignados" com a perda da Ford. 

Passado esses anos todos percebe-se que a razão estava com o Governo Olívio Dutra (PT). A Ford, na verdade trocou o Rio Grande do Sul pela Bahia pois houve uma inclusão, posterior, da empresa numa Medida Provisória, editada por FHC, que previa vantagens maiores para as empresas que se instalasse no Nordeste. 

Agora a Ford terá que devolver ao cofres gaúchos o valor investido. Mas quem pagará todo o dano moral causado pela difamação midiática e política?

Com informações do Tribunal de Justiça do RS
Proc. nº 10503209370 (COmarca de Porto Alegre)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Segundo Polícia Federal boato sobre fim do bolsa família partiu de empresa de telemarketing


A Polícia Federal conseguiu identificar pelo menos duas pessoas que afirmam ter recebido telefonemas no último fim de semana com mensagens gravadas sobre o fim do Bolsa Família. De acordo com as investigações iniciais da PF, a hipótese mais provável é que o boato tenha partido de uma central de telemarketing com sede no Rio, via telefones celulares.

O boato causou correria às agências da Caixa Econômica Federal. Em alguns casos houve até depredações. O boato atingiu 13 estados. O banco registrou 920 mil saques de beneficiários, em um total de 152 milhões de reais em saques.

A notícia falsa iniciou por uma mensagem gravada via telefone. Depois disso ela foi propagada por rádios locais e por ultimo pelas redes sociais. Fica cada vez mais evidente que houve um complô. Foi gasto recursos para fazer com que a falsa notícia fosse repassada para os usuários do programa. A Polícia Federal vai falar com as primeiras 200 pessoas que realizaram o saque para descobrir como elas receberam a informação.

Segundo dados preliminares quatro histórias compuseram o complô contra o programa. Elas falavam que o Bolsa Família iria acabar, que haveria um abono por conta do Dia das Mães, que haveria a suspensão dos pagamentos durante a visita do Papa Francisco (essa versão percorreu os municípios cariocas) ou que os funcionários da Caixa entrariam em greve.

Essa última versão, inclusive, foi uma das primeiras que circularam pelo twitter. O Polenta News localizou o tweet abaixo.


Ele foi o primeiro a comentar sobre o fim do programa. O dono desse perfil, inclusive, se declara “anti-PT” na sua descrição. A cópia desse tweet foi feito no dia 21 de maio, por esse motivo aparece “3 dias atrás no rodapé”. 

A ferramenta Topsy, usada pelo Polenta News mapeia os tweets dos usuários com maior influência na rede. Ela também disponibiliza esses dados graficamente. Abaixo podemos ver que há um salto na citações do “Bolsa Família”, no twitter, no sábado dia 18.




Fica cada vez mais evidente que alguém, ou algum grupo, dispendeu tempo e dinheiro para espalhar esse boato. Os ensinamentos que tiramos desse caso são dois. O primeiro é que é muito fácil espalhar um boato e, se ele realmente teve conotação eleitoral, cabe uma profunda reflexão sobre a legislação eleitoral.

O segundo é que o Bolsa Família é um caminho sem volta. Qualquer governo que tentar terminar com o programa, sem que haja a erradicação da miséria, enfrentará um convulsão social.

Agora é fato. Passagem de ônibus em Caxias vai baixar, só falta saber quanto

Reunião de ontem para discutir o que já deveria estar em
vigor [Foto: Icaro de Campos]
Em nota publicada ontem, 27, no site da prefeitura, o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) reuniu-se com o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), Zulmir Baroni Filho, para discutir o impacto das novas desonerações de impostos, sobre a folha de pagamento das empresas de ônibus, que será editada, via MP, pela presidenta Dilma em 1º de junho.

Na nota o secretário afirma: “Iremos refazer os cálculos a pedido do Prefeito, pois poderemos ter uma redução no valor da tarifa hoje praticada”.

Na verdade a prefeitura já deveria ter reduzido o valor das passagens de ônibus. O Polenta News já levantou essa questão em 30 de janeiro desse ano quando noticiamos a ação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra a planilha de cálculo da passagem de Porto Alegre. (veja aqui).

Em 13 de maio, 4 dias antes da notícia do colunista do Pioneiro, apresentamos o cálculo que deveria estar valendo desde 1º de janeiro. Com base nas planilhas da própria secretaria o valor da passagem de ônibus deveria ser de R$ 2,81, ou seja, alguém está ficando com os R$ 0,04 a mais pagos na passagem (veja aqui).

Com essa informação construímos o VISATÔMETRO. Que, no momento que esse texto está sendo escrito, aponta um valor de R$ 690.000,00 pagos a mais pelos usuários de trasnporte coletivo de Caxias do Sul.

Com a nova redução de impostos, PIS e CONFIS, o valor deve cair mais 3,65%, ou seja, R$ 0,10. Com isso o novo valor da passagem não poderia se maior que R$ 2,71 (R$ 2,70 para arredondar). Qualquer valor maior que isso sobrará nos cofres da Visate.

A atitude do prefeito, portanto, é tentar confundir. Ele já deveria ter baixado o valor como fez seus Canoas, Gravataí e Guaíba.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Prefeitura inaugura escola de educação infantil com sobra de vagas

A deficiência de vagas em escolas de educação infantil já é um assunto bastante conhecido da população que peregrina muito até encontrar um lugar onde deixar seus pequenos. Se não há vagas na rede pública, socorrem-se nas conhecidas mães crecheiras que cuidam de 3, 4, 5 crianças, que nem sempre oferecem as devidas condições de segurança e higiene.

Está prevista para inaugurar hoje (27) a Escola de Educação Infantil de Forqueta. Uma mega creche, com capacidade para 120 crianças, construída com verbas do governo federal. A obra custou cerca de R$ 1,7 milhão. Verba suficiente para construir cerca de 3 escolas. O detalhe é que a Escola de Forqueta deve abrir as portas com preenchimento de apenas 90 vagas.

Pois é... sobrarão 30 vagas na Escola Infantil porque o governo decidiu construí-la em um local onde não há demanda, enquanto em bairros como o Mariani, as mãe protestam por creches. O Polenta News já havia alertado que isso iria acontecer (veja aqui).

A falta de planejamento salta aos olhos e questiona-se que interesses surgem para que erros tão grotescos ocorram.

Enquanto sobram vagas em Forqueta, a cidade carece de uma demanda estimada em 5 mil vagas oficiais de crianças que realmente precisariam de escola infantil pública.

Por determinação judicial, mensalmente o município está depositando R$ 230 mil para “comprar” vagas requeridas judicialmente. É o preço que se paga pela falta de planejamento e de vontade!

domingo, 26 de maio de 2013

Governo recua e irá dar explicações sobre o Marrecas, mas...

Foto: Andréia Copini
Depois de garantir a rejeição da convocação do diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), para dar explicações sobre as obras do Sistema Marrecas, o governo faz um recuo estratégico e disponibiliza a ida do diretor para falar de uma comissão onde o governo controla totalmente.

Reunidos no gabinete do prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT) os membros da comissão de Desenvolvimento Urbano e com o presidente da Câmara Edson da Rosa. A comissão é presidida pelo vereador Mauro Pereira (PMDB) que foi o único vereador situacionista que votou a favor da convocação.

O discurso agora é o da transparência mas a verdade dos fatos é outra. Primeiro tem a escolha da comissão. Presidida por Mauro Pereira o mais governista dos governistas, garantirá um palco relativamente tranquilo para Frizzo. Junte a isso a composição da comissão: Edi Carlos - PSB, Felipe Gremelmaier - PMDB, Gustavo Toigo - PDT (líder do governo na Câmara) e Neri Pereira - DEM. O espaço da oposição será quase inexistente e o da população será menor ainda.

Por fim o Samae garantirá um grande número de "aliados" na plateia. Hoje o Samae é um grande provedor de empregos para presidentes de bairros, todos aliados de Frizzo, que garantirão, obviamente, outros aliados. Esses "líderes" comunitários não tem nenhuma função prática no Samae além de receber salário e impedir que as críticas ao governo se criem.

Por isso que os vereadores Denise Pessoa e Rodrigo Beltrão, ambos do PT, queriam que Frizzo falasse para o plenário. Lá, apesar da grande maioria situacionista a oposição teria voz também.

O governo não está sendo bonzinho, ele está acoado. Essa semana até o Pioneiro questionou os inúmeros problemas do Marrecas (veja aqui). Na edição do final de semana o colunista de política Marcio Serafini chegou a questionar: "Depois de toda a mobilização feita no ano passado pela liberação dos embargos que ameaçavam a conclusão do Marrecas, incluindo um alerta de falta de água um tanto forçado, não há agora qualquer pressa da prefeitura para colocar o complexo em funcionamento".

Aliado a isso há a investigação pelo Ministério Público sobre uma possível existência de superfaturamento e sobre os problemas estruturais da barragem. Com tudo isso o governo não está interessado em transparência e sim em um palco para minimizar as criticas.

sábado, 25 de maio de 2013

Neri pode estar fazendo as malas para sair do DEM

Há rumores que Neri o Carteiro, estaria deixando o DEM para ingressar no MD (Movimento Democrático). Essas conversas começaram a aparecer nos bastidores da Câmara de Vereadores e na Prefeitura.

Se é verdade não sabemos, mas é certo que para ele não perder o mandato de vereador por desfiliação partidária ele terá que ingressar num partido em criação no caso o MD que é a fusão do PPS+PMN.

E em Caxias do Sul esse partido recém criado seria, a princípio, independente e neutro, não compondo a base do governo, tudo o que o vereador Neri, precisa, e quer.

Cogita-se que receberia apoio de Paulo Odone e Mario Bernd ambos do PPS. Neri estaria descontente com as brigas internas do DEM e não concordou com a nova composição da executiva do partido que ele mesmo faria parte. O motivo? Ele não estaria sendo consultado.

Outro vereador que sempre anda as turras com o seu partido é Daniel Guerra (PSDB). Será que a criação do MD em Caxias seria uma opção para o tucano também?

Aguardaremos próximos capítulos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

EXCLUSIVO: Negligência médica faz criança perder a perna no postão 24 horas

Esta semana aconteceu um caso muito triste em Caxias. Um menino de apenas oito anos teve de amputar a perna devido à negligência no atendimento do Pronto Atendimento 24 horas - Postão.

A criança sofreu uma fratura quase exposta na perna e foi atendida pela manhã no Pronto Atendimento 24 horas. Ficou lá o dia inteirinho aguardando leito. À noite, quando finalmente foi atendida por um especialista no Hospital Pompéia, não houve mais condições de tratar o ferimento e a perna do menino teve de ser amputada. Isso mesmo. Um jovenzinho com a vida inteira pela frente, que gostava de esportes e apenas sofreu um acidente andando de bicicleta teve de ficar sem uma perna por causa da negligência do atendimento de saúde municipal.

O menino está na UTI e ontem, quinta-feira, quase veio a óbito por complicações decorrentes da grande cirurgia feita, agravada pela demora no atendimento.

A negligência ocorrida neste desastroso caso é corriqueira no Postão. Desde que foi implantado o Centro de Leitos, onde um médico plantonista faz as ligações para os hospitais em busca de leitos, situações como essa se repetem diariamente.

A Central de Leitos foi implantada ainda no Governo Sartori e já deu diversas demonstrações de que não funciona. Antes, o próprio médico que fazia o atendimento do paciente, ligava para os hospitais e agendava o leito, sem maiores dificuldades e com maior eficiência.

Com a Central, os atendimentos no Postão ficaram uma bagunça e a espera por leitos é muito mais demorada. Dia desses, por exemplo, ocorreu um parto no PA 24 horas (que foi realizado pela própria Secretária de Saúde, Dilma Tessari) e o bebê foi levado para a UTI pediátrica do Pompéia. Cerca de 3 horas depois, as enfermeiras do Hospital ligaram para o Postão perguntando onde estava a mãe da criança. Isso mesmo. Mandaram o bebê pro hospital e esqueceram da mãe no Postão.

Depois de mais um relato estarrecedor como esse, reforça-se a constatação de que a saúde municipal continua um caos!

Dois pesos e duas medidas na fiscalização - parte 2

Numa postagem anterior (leia aqui) já havíamos falado sobre o tratamento diferenciado que as casas noturnas estavam tendo pela fiscalização do município. Com a repercussão da postagem chegou às nossas caixas postais mais informações que reforçam a tese. Veja abaixo:

Ligações conflitantes


Bortoluz é o que está com a prancheta [foto:facebook PP]
A Secretária Municipal de Urbanismo, dirigida por Fábio Vanin (PP), comanda as forças tarefas de fiscalização das casas noturnas, principalmente depois da tragédia de Santa Maria, antes pouco fazia. Porém assessores do secretário mantém relações muito próximas com casa noturnas de Caxias do Sul, que deviam fiscalizar.

Um exemplo disso é o assessor de gabinete do secretário, Alexandre Bortoluz (PP). Ele aparece nessa foto ao lado "liderando" uma das blitz. Acontece que Bortoluz também será um dos "Top Ten" da festa da festa "Leo Z and the Top Ten" da Pepsi Club que acontece nesse sábado (veja o nome dele no flyer).

clique na imagem para ampliar
Fica a pergunta. Alguém que fiscaliza um empreendimento e é parte dele tem isenção suficiente para isso? Se o Pepsi Club tivesse alguma irregularidade, Bortoluz que está se apresentando na casa, iria fechar o estabelecimento?

Essas relações de "compadrio" entre CCs e empresários é a força contaminante do serviço público. A fiscalização deveria ser feita por servidores públicos, aprovados em concurso, e que tem dedicação integral ao serviço público e não por quem está passando por uma secretaria por diversão.

Isso leva a outra questão:

A disputa pela fiscalização


Na prefeitura de Caxias do Sul há uma disputa interna sobre quem deve fiscalizar as casas noturnas e os empreendimentos em geral. A Secretaria de Urbanismo acredita que a atribuição é sua já que ela tem essa obrigação há muitos anos. Porém, criada mas recentemente, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é que deveria ficar com a atribuição pois ela se relaciona diretamente com o setor empresarial. Caberia, portanto ao SMU a liberação da parte física.

Ao largo de toda essa polêmica está uma legislação que coibe uma série de empreendimentos. Pela lei atual não pode haver um bar a menos de 200 metros de igrejas, escolas ou faculdades! Uma incoerência. A legislação deveria tratar da adequação arquitetônica da casa noturna e não da sua localização. Outra arbitrariedade legal é aquela que responsabiliza o dono do estabelecimento pelo que acontece na rua. Somente a Brigada Militar tem poder de polícia para coibir "algazarra" no meio da rua. O que a lei municipal acabaria criando é um poder paralelo, muito perigoso por sinal.

Basta ser amigo de um CC e tá tudo liberado


Há uma outra maneira de você ser um produtor de festas e ninguém te pedir nada e ainda dar uma ajudinha com dinheiro público. Basta ser amigo de algum CC. Foi o caso da festa Harlen Shake organizada em Fazenda Souza por Cleber Vidor, parceiro do subprefeito, Ivan Machado. Para melhorar o acesso a sua festa, que teve som ensurdecedor até amanhecer e importunou diversos vizinhos, o subprefeito colocou canos, cascalho e servidores da subprefeitura para fazer melhorias no acesso da propriedade. (Veja aqui).

Cleber e Ivan tentaram se escapar da polêmica dizendo que era um evento beneficiente. Não colou! Há uma sindicância, aberta pela prefeitura, para investigar o caso. Alguém duvida que vão colocar panos quentes para proteger esse CC?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Até o Pioneiro pedindo a investigação do Marrecas?

O editorial de ontem do Jornal Pioneiro disse muito em seus 3 parágrafos (veja acima). Ele fala das suspeitas de superfaturamento da obra e falhas estruturais relevantes. Hermes Lorenzon, que assina o editoral teve uma postura bem diferente de seu antecessor Roberto Nielsen. Em dezembro de 2011 ele escreveu no Pioneiro uma nota que conclamava a população a "pressionar" o judiciário para derrubar a liminar que impedia o corte de árvores da área onde seria formado o lago. Ele esclarecia que a parceria [entre jornal e prefeitura] era para  "garantir a conclusão e o início das operações da represa em 2012" (veja aqui).

Passados 17 meses parece que o tom mudou. Mas o que mudou? Dizem por aí que a falta de uma agência de publicidade que garanta anúncios nos jornais tem tensionado a relação entre a prefeitura e a mídia. Será?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Corporativismo Médico: revoltante!

A Presidenta Dilma anunciou o plano de "importar" 6 mil médicos de países europeus e de Cuba. Os países da Europa sofrem hoje uma crise econômica bastante acentuada, que gera um crescente desemprego como há muitos anos não se verificava por lá. Já Cuba é notoriamente conhecida por ter um arsenal técnico-médico avançado e um índice de saúde muito melhor que o brasileiro.

São revoltantes as manifestações contrárias do Conselho Federal de Medicina (CFM) ao plano. Os representantes do Conselho dizem que não há falta de médicos no Brasil e que o governo quer apenas favorecer Cuba. Engraçado que as declarações de ojeriza se referem apenas aos médicos cubanos.

Hoje o Brasil possui apenas 1,8 médico para cada mil habitantes, sendo que o recomendável pela OMS é de pelo menos 2,7 médicos a cada mil habitantes. Países europeus possuem em média 4 médicas para cada mil habitantes e por lá não há problemas em aceitar profissionais estrangeiros.

O corporativismo que gera mazelas

O corporativismo médico brasileiro, que só faz encher os bolsos desses profissionais, é um dos maiores responsáveis pela crise na saúde que existe hoje.

É esse corporativismo que não permite que novas faculdades de medicina sejam criadas e novos profissionais entrem no mercado – a chamada reserva de mercado. Assim, os profissionais podem cobrar o quanto querem pelas suas consultas, a ponto de certas especialidades serem encontradas apenas em atendimento particular.

Esse corporativismo não permite que o poder público contrate médicos em todo o território nacional, pois como eles têm o poder de escolha, pequenas e longínquas cidades, mesmo oferecendo remunerações de cerca de R$ 17.000,00 mensais, não conseguem profissionais.

As nossas unidades básicas de saúde, responsáveis pelo atendimento médico inicial, baseado no trabalho em equipe multiprofissional, são importantíssimas para o atendimento básico e preventivo. É justamente aí que faltam profissionais e para onde irão os médicos “importados”.

É esse corporativismo que gera as filas quilométricas em nossos postos de saúde e hospitais e os representantes médicos ainda acham que são pouco valorizados e que a entrada de profissionais estrangeiros vai prejudicar o atendimento no Brasil.

Convenhamos, quando os olhos de um profissional transforma-se em um cifrão quando ele deveria se preocupar primordialmente com os seres humanos, nada mais importa a não ser a manutenção desse status quo. Custe o que custar.

Que venham os médicos cubanos, europeus, latino-americanos. Nossa população precisa de vocês!

Só é ruim para os outros


A ferocidade das declarações do Sindicato Médico e do Conselho Federal de Medicina contra a qualidade da formação dos médicos parece não servir para os próprios médicos. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, teve seus filhos formados, em medicina, em Cuba!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ex vereador Vitor Hugo Gomes deixa o PT e deve ir para o PSB

O ex vereador pelo PT, Vitor Hugo Gomes, saiu do partido. Sua decisão foi encaminhada através de um manifesto que não está restrito aos círculos do PT. Concorrendo a vereador desde 1996, Vitor se elegeu somente em 2000. Como suplente assumiu uma cadeira na Câmara de Vereadores por duas vezes. Ele ainda foi candidato a deputado estadual em 2002. Também foi secretário de Desenvolvimento Urbano no primeiro governo de Pepe Vargas.

Segundo Vitor sua saída do PT dá-se por estar "divergente com o PT no âmbito municipal, porque nas últimas eleições em 2012 a Direção partidária e suas principais lideranças negligenciaram com o processo. Abandonaram a eleição para Prefeito, Vice e Vereadores e priorizaram outros interesses pessoais e de grupos em detrimento do Partido local e do povo de Caxias do Sul", escreveu Vitor em seu manifesto.

Ao que tudo indica, porém, os motivos não são nobres. Apesar de afirmar que pretende ficar "30 dias  DESFILIADO de qualquer agremiação partidária, me DES-SECTARIZANDO", é quase certo que ele já tenha um destino, o PSB.

Ao que tudo indica seu desejo de ser candidato a deputado estadual não aconteceria, em curto prazo, dentro do PT. O partido, na cidade, tem dois deputados estaduais, Marisa Formolo e Marcos Daneluz, que irão a reeleição. Um terceiro nome, se existisse, não seria o de Vitor e sim de um dos atuais vereadores do partido.

O PSB, partido da base governista, não é estranho a Vitor. Em 1992, já filiado ao PT ele fez campanha para José Carlos Monteiro a vereador que, na época, concorreu pelo PSB.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Triste destino das araucárias cortadas no Marrecas


 O impacto ambiental da derrubada de mais de 6,5 mil aruacárias, e milhares de outras espécies, já é enorme. Pior ainda é o destino que elas estão tendo. Uma parte já foi furtada outra está apodrecendo, como já haviamos noticiado (leia aqui). As empresas que participaram do último leilão para a compra dessa madeira alegam que entre 60 a 70% dela está podre e não teria mais uso comercial.

A justificativa, para mais esse escândalo, dada pelo diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), chega a ser vergonhosa. Para ele a madeira apodrecida estaria nos lotes que permaneceram embargados pela Justiça por conta de ação que contestou as licenças de desmatamento. Nada mais enganoso do que isso.

O embargo do corte realmente existiu. Existiu porque a licença era frágil e foi obtida por meio de um canetação durante o governo Yeda. Mas a maior parte do corte não aconteceu durante o embargo e sim depois. Tanto que a prefeitura acabou mandando uma força tarefa de servidores para “ajudar no serviço” (leia aqui) para que a obra fosse completada a tempo para o ex-prefeito José Ivo Sartori (PMDB) inaurgurar.

Essa madeira toda já está há quase um ano depositada ao redor da represas, então não vale a desculpa de que foi culpa da ação judicial. Foi falta de cuidado e incompetência do Samae.

Agora aos técnicos do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) vão analisar o lote e orientar o que o Samae poderá fazer. Uma das possibilidades é vender abaixo, bem abaixo, do preço de mercado. Outra seria beneficiar o que resta e repassar, por convênio, para o município, como o Procurador Geral do Município, Lauri Romário Silva, disse que faria em 2012.

Enquanto isso a Câmara de Vereadores rejeitou uma convocação do diretor presidente do Samae para dar explicações sobre o Marrecas. A bancada do PT entrou com o requerimento, na semana passada, questionando uma série de itens mal explicados na obra. Os questionamentos iam desde o aumento em mais de 200% do custo da obra, as indenizações sem autorização da Câmara, o furto e deteriorização da madeira extraída da área do lago, os vazamentos que estão aparecendo na represa e a inconclusão dela apesar da inauguração.

O requerimento foi rejeitado por 16 votos a 5, sendo um dos votos favoráveis do vereador situacionista, Mauro Pereira (PMDB). Veja abaixo como funcionou a blindagem contra a transparência.

ARLINDO BANDEIRA PP Não

CLAIR DE LIMA GIRARDI PT Sim

DANIEL ANTONIO GUERRA PSDB Sim

DENISE DA SILVA PESSÔA PT Sim

EDI CARLOS PSB Não

EDSON DA ROSA PMDB Presidente

FELIPE GREMELMAIER PMDB Não

FLÁVIO GUIDO CASSINA PTB Não

FLÁVIO SOARES DIAS PTB Não

GUILHERME GUILA SEBBEN PP Não

GUSTAVO LUIS TOIGO PDT Não

HENRIQUE SILVA PCdoB Não

JAISON BARBOSA PDT Não

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA PDT Não

JÓ ARSE PDT Não

MAURO PEREIRA PMDB Sim

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR DEM Não

PEDRO JUSTINO INCERTI PDT Não

RAFAEL BUENO PCdoB Não

RAIMUNDO BAMPI PSB Não

RENATO DE OLIVEIRA NUNES PRB Ausente

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO PT Sim

ZORAIDO DA SILVA PTB Não


domingo, 19 de maio de 2013

A quem interessa o pânico entre os mais pobres?

 
Em 2012, um falso boato sobre o cancelamento das provas do Enem tumultuou as eleições municipais; agora, a mentira diz respeito ao fim do Bolsa Família, o que provocou uma corrida às agências da Caixa em 12 estados brasileiros e obrigou o governo a prestar informações em pleno domingo; será que já começou o terrorismo político de 2014? PF entra no caso

Espera-se, da Polícia Federal, uma apuração rigorosa sobre o falso boato de que o programa Bolsa Família, que beneficia 16 milhões de brasileiros, seria encerrado abruptamente. O rumor, que se alastrou pelas redes sociais, chegou a 12 estados, especialmente no Nordeste, e causou tumultos em dezenas de agências da Caixa Econômica Federal, que pagam o benefício.

Ainda não se sabe se foi apenas uma brincadeira de mau gosto ou uma antecipação da guerra política de 2014. Nas eleições municipais de 2012, houve também um falso boato sobre o cancelamento de uma prova do Enem – o que poderia atingir o candidato Fernando Haddad. Na oportunidade, Haddad atribuiu a origem das mentiras a José Serra. "Não entendo como é que alguém com tantos anos de vida pública se dispõe a um jogo tão rasteiro faltando dois dias para a eleição", disse ele.

Ministra pede que população siga o calendário de saques do Bolsa Família

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fez hoje (19) um apelo para que a população siga o calendário do governo para saque do benefício do Programa Bolsa Família e não procure as agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios antes da data.


Para a ministra, o boato de que o programa seria suspenso não prejudica o governo, mas a população. “Não consigo entender o que alguém ganharia [com o boato]. O governo não vai ser prejudicado, pois o Bolsa Família já está consolidado. Esperamos que seja um mal entendido”, disse.

A ministra declarou desconhecer relatos de usuários nas redes sociais que dizem ter conseguido sacar o benefício antes da data e que demonstraram temor de que isso sinalizasse uma interrupção futura do programa.

“Se a pessoa conseguiu sacar antes, é mais um motivo para não se preocupar, pois o dinheiro estava lá”. Segundo Tereza Campello, os recursos para o pagamento dos benefícios estão garantidos, mas é preciso obedecer ao cronograma. “Começamos a pagar sexta-feira [17], como previsto, e amanhã [20] segue normalmente”, disse.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Bolsa Família.

Segundo a ministra, a presidenta Dilma Rousseff está monitorando o assunto e sua principal preocupação é que as famílias sejam tranquilizadas quanto à continuidade do pagamento do benefício.

O Bolsa Família completará dez anos em outubro deste ano e, atualmente, atende a 13,8 milhões de famílias e a 50 milhões de pessoas. De acordo com Tereza Campello, no início da gestão de Dilma Rousseff o orçamento do programa era R$ 14 bilhões e saltou para os R$ 24 bilhões previstos para 2013. "É um programa que nunca foi contingenciado", declarou.

Um levantamento da Caixa Econômica Federal mostra que na região Nordeste houve tumulto para tentativa de saque em nove agências de Alagoas, 15 da Bahia, 14 de Pernambuco, 18 da Paraíba, 34 do Ceará, 8 do Piauí e 13 do Maranhão.

Segundo o banco, foi registrada confusão ainda no Rio Grande do Norte e em Sergipe. Até o momento, não foi divulgado o balanço em outras regiões. Mais cedo, a Presidência da República havia relatado também corrida de beneficiários a agências da Paraíba, do Amazonas e do Rio de Janeiro.

Fontes: Brasil 247 e Agência Brasil

sábado, 18 de maio de 2013

Dois pesos e duas medidas na fiscalização


Uma extensa nota pública foi divulgada, na manhã de hoje, pelos proprietários do Vagão Bar. A nota questiona os motivos da interdição da casa no dia de ontem.

Entre a série de argumentos os proprietários questionam que há tratamento diferenciado, por parte da prefeitura, na fiscalização das casas noturnas de Caxias do Sul. Pelos argumentos expostos eles tem um pouco de razão.

Segundo a nota o Vagão teria sido fechado por conta da "baderna na rua". Bom se esse for realmente o motivo os proprietários tem razão de reclamar do tratamento diferenciado. Só para citar um exemplo não há local onde exista mais "baderna" que no Largo da Estação Férrea, por essa lógica todos os estabelecimentos deveriam ser fechados?

Não. Essa solução é a solução dos incompetentes. Como o poder público não tem interesse que existam espaços de lazer para a população, principalmente a que não pode pagar os valores excessivos dos bares da cidade, a opção é se aglomerar ao redor dos bares.

No caso do Vagão há ainda um agravante, citado na nota: Há outros bares e lojas de conveniência que ficam abertos 24 horas. Segundo os proprietários não houve nenhuma outra ação em relação a esses empreendimentos.

Outro fato que chamou a atenção na nota foi a de um impedimento para o funcionamento de casas noturnas a menos de 200 metros de Igrejas, escolas e faculdades. Se isso for real aqui também temos uma nova discriminação já que há inúmeros bares que funcionam, geminados inclusive, desses equipamentos públicos.

Não é de duvidar que o governo Alceu, através de seu secretário Fabio Vanin (PP) estejam realmente sendo seletivos em relação a fiscalização na cidade.  Somado a isso há a grande ironia que Caxias "ostenta" o título [falso] de Capital Brasileira da Cultura. Essa alcunha já é motivo de piada todos os dias pois a cultura de Caxias do Sul é cada vez mais mediocre. Retirando o ufanismo desse título usado e abusado durante a campanha eleitoral situacionista, não há nada que realmente o confirme.

Segue abaixo a nota oficial do Vagão, tirem as suas conclusões.

Nota Oficial


Nesta sexta-feira, 17 de maio de 2013, recebemos a quarta visita do ano dos fiscais da Secretaria do Desenvolvimento Urbano. Desta feita, resolveram interditar o Bar mais fora dos trilhos de nossa cidade. Nas visitas anteriores, solicitaram diversas alterações, principalmente de ordem de segurança, no entanto, todos já estavam sendo feitas, antes mesmo do trágico ocorrido na cidade de Santa Maria. Hoje o Vagão conta com teto a prova de fogo, isolamento acústico, três saídas de emergência, sete extintores, equipe treinada para combate contra fogo, e alvará dos bombeiros em dia.


Agora, o motivo da interdição é outro: Somos culpados pelo baderna na rua. O Vagão hoje se encontra em um complexo que envolve quatro bares e um posto de conveniência, desses, três locais possuem livre acesso de entrada e saída de pessoas dando circulação durante a noite de cidadãos pela Av. Julio e entorno, já o Vagão cobra ingresso para adentrar em seu estabelecimento e oferece estacionamento conveniado para seus clientes.


A mesma Secretaria que interditou o Vagão nesta sexta-feira, hoje sob o comando do Secretário Municipal, Senhor Fábio Scopel Vanin, sob a alegação de que o bar não pode trabalhar com música ao vivo e, que está tumultuando a via pública, é a mesma secretaria que faz, e vem fazendo vista grossa, e privilegiando determinados setores da sociedade com os mesmos problemas estruturais que o Vagão possui.


De fato, o que impossibilita a liberação de apresentações com bandas junto ao Vagão é o fato de haver se situado uma igreja próxima ao bar, e nossa lei orgânica do município, não permitir que este tipo de atividade seja desenvolvida a menos de duzentos metros uma da outra, incluindo escolas e faculdades.


A lei remonta a década de setenta, mas tem sido usada como verdadeiro carrasco para algum empreendedores do seguimento noturno, como forma de punir nossos estabelecimentos pelo simples fato de eles existirem. Infelizmente, vivemos em uma cidade onde pesos e medidas são tomadas de acordo com interesses políticos e financeiros, e casos semelhantes são julgados de forma desiguais, demostrando o despreparo e desrespeito a princípios constitucionais.


O Vagão, ou qualquer outro bar ou casa noturna, não possui o chamado "poder de polícia" para controlar o entorno de sua sede, pois não há prerrogativa legal que sustente uma segurança privada negando o direito de ir e vir de um cidadão. No entanto, ferindo a Constituição Federal, a lei orgânica do município atribui aos empreendedores tal prerrogativa, gerando uma verdadeira anomalia jurídica onde só quem tem a perder são os proprietários, a iniciativa privada, delegando ao poder público o status de mero espectador.


Na atualidade, muito embora não sabemos ao certo a situação real de outros estabelecimentos, questiona-se por que são sempre os mesmos a serem fechados enquanto outros, na mesma situação permanecem abertos? São sempre os mesmos a serem visitados com forças tarefas, de armas em punho, como se marginais fossemos, quando outros passam despercebidos e a merce dos olhos de quem está fiscalizando?


A Secretaria que interditou o Vagão neste final de semana é a mesma Secretaria que permite que bares próximos ao Vagão, com menos distância de igrejas, permaneçam abertos e sem serem visitados, como se não existissem, muito embora estejam tão fora da lei quando nós.


A Secretaria que interditou o Vagão neste final de semana é a mesma secretaria que proibiu o estacionamento parcial de carros junto ao largo da estação férrea, quando, por força de lei federal, é expressamente proibida a passagem de qualquer veículo automotor naquele local, faz vista grossa para este fato.


A Secretaria que interditou o Vagão neste final de semana é a mesma Secretaria que delega prazo para adequação as mesmas irregularidades apontadas em nosso bar fora dos trilhos, quando da visita após o ocorrido em Santa Maria, para alguns bares e casas, sem a necessidade de interdição mas que, para nós, mesmo com toda documentação em dia, fecha nossas portas.


A Secretaria que interditou o Vagão neste final de semana é a mesma Secretaria que permite casas funcionando em Caxias do Sul, lhes dá o alvará de localização, sem que estas tenham o competente PPCI, mas que ao vencer o PPCI do Bar, mesmo tendo sido solicitada a visita dos bombeiros, e aguardando a mesma, toma o Vagão de assalto e lhe fecha as portas como no ano retrasado.


A Secretara que nos Interditou, faz parte do mesmo sistema público que não disponibiliza viaturas suficientes para dar segurança ao cidadão que pretende andar a noite, que não propícia transporte público descente durante a noite para que o boêmio possa sair com segurança, sem precisar pegar seu carro e com isso ser atacado pela fiscalização e encher os cofres púbicos com mais arrecadação, faz parte do mesmo sistema que instala câmeras nas ruas de nossa cidade, mas dificilmente consegue captar um homicídio, um furto, um roubo, e apurar os culpados, faz parte do mesmo sistema que olha diferente, conforme seus interesses para pessoas iguais. Parafraseando engenheiros do havaii: "Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros!"


Infelizmente está claro que a Prefeitura de Caxias do Sul, através de seus fiscais e Secretários, trabalha de forma diferenciada, dando vantagens a determinadas empresas em detrimento de outras. Em pleno ano de 2013, Caxias do Sul demostra o despreparo de seus governantes em aceitar as diferenças, os vários pensamentos, as formas de ver o mundo, dando valor, em nossa cidade, apenas a quem pertence a um determinado esteriótipo, ou grupo social, tido como correto. Incitamos nosso Secretario a rebater o que nos salta aos olhos, e demonstrar que é capaz de tratar empresários do mesmo ramo de forma igual. Buscamos somente o direito de funcionar, como estamos funcionando, trazendo um pouco de alegria e conforto a quem procura algo fora do padrão adotado como aceitável fazendo um contraponto necessário a uma sociedade que precisa crescer e se tornar cosmopolita.


O Vagão vem, nos últimos seis anos, desenvolvendo um papel fundamental para o crescimento cultural de nossa caxias. Prezando pela qualidade de suas atrações, fomentando a cultura, a discussão social, o embate filosófico, propiciando o encontro entre artistas e público, trazendo lazer a uma fatia considerável de nossa população, que vai além do óbvio e procura por algo diferenciado. Uma outra visão de mundo que não se encerra apenas em festas, mas vai além, busca trazer linhas de comunicação cada vez mais integradas com um mundo globalizado, sendo casa de festivais que são realizados no mundo inteiro, dando trabalho a artistas de nossa cidade, e trazendo para nossa cidade artistas que haviam tirado Caxias do Sul do mapa de suas pretensões. Queremos apenas o direito de trabalhar como os demais Bares considerados de elite, e com tratamento diferenciado, pelos olhos do poder público. O Vagão vem fazendo história e deixando Caxias do Sul no mapa do mundo, no mapa do Brasil, o fato de nossos governantes não entenderem, não quer dizer que não aconteça, o fato de não terem o discernimento para respeitar o trabalho que é feito entre as paredes do Bar mais fora dos trilhos não quer dizer que ele não valha!


Agora, resta marcar uma reunião com o Secretário e reverter a situação criada pela política de pesos e medidas diferentes para situações iguais. Resta acreditar que o bom senso irá imperar, e que semana que vem estaremos novamente na ativa.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alceu já cogita revisão do valor da passagem de ônibus

A edição de hoje do Jornal Pioneiro traz a informação de que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) já cogita a revisão do valor da tarifa de ônibus de Caxias do Sul.

O Polenta News já havia antecipado que com a aplicação da desoneração de impostos implementada pelo governo Dilma (leia aqui), o valor da passagem de ônibus deveria ser de R$ 2,81 (provavelmente arredondado para R$ 2,80). Esse valor é 10 centavos menor que o valor aprovado no Conselho Municipal de Trânsito e Transportes e 5 centavos menor do que foi decretado pelo prefeito José Ivo Sartori (PMDB).

Esse estudo, contudo, está muito atrasado. A lei já havia sido aprovada quando o valor foi discutido e ela já deveria ter sido considerada no cálculo da passagem, que aconteceu poucos dias antes do Natal. A Secretaria de Trânsito agiu, nesse caso, com negligência, ao desconsiderar a legislação. Ficou evidente que eles tentaram enganar o cidadão e, com isso, beneficiar a Visate.

Outras iniciativas de desoneração


Há mais duas iniciativas que buscam reduzir o valor das passagem de ônibus com corte de impostos. Uma delas, do deputado Vinícius Ribeiro (PDT) prevê a isenção do ICMS no oléo diesel usado pelo transporte público. Medida semelhante está sendo discutida na Assembleia Legislativa do Paraná.

O ICMS do diesel é de 12% no Rio Grande do Sul. Se a isenção fosse aprovada, pelos cálculos do Polenta News, realizado na tabela usada pela Secretária de Trânsito, a passagem de ônibus seria de R$ 2,75 (6 centavos abaixo do valor correto e 10 centavos do valor atual).

Outra iniciativa é do vereador Rodrigo Beltrão (PT) que está solicitando a isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), um imposto municipal, que é cobrado da Visate. Com essa isenção o valor também ficaria em R$ 2,75.

Com a soma de todas as isenções o valor da passagem ficaria em R$ 2,69.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Polenta News inaugura o Visatômetro


O banner no topo da página mostra o valor que está sobrando nos cofres da Visate devido a desoneração de impostos do governo Dilma.

Desde 1º de janeiro desse ano mudou a tributação das empresas de transporte público. Essa mudança reduziu o valor de impostos que serão pagas pelas mesmas. Essa redução não foi incluída no cálculo do reajuste das passagens de ônibus.

Utilizando as planilhas de cálculo da Secretaria Municipal de Trânsito, o Polenta News, apurou que o valor correto seria de R$ 2,81 (veja aqui).

O VISATÔMETRO calcula quanto dinheiro está sendo pago a mais pelos usuários do transporte público de Caxias tendo como referência 1º de janeiro de 2013 (em R$).


Considerando que são transportados

3.508.962 por mês

a cada SEGUNDO o total usuários de transporte público deixam R$ 0,0541 a mais nos cofres da Visate. Em um ano serão mais de R$ 7 milhões que sobraram e não serão usados para reduzir o valor da passagem a não ser que o valor seja revisto.

Prefeitura está negociando "venda" da folha de pagamento com a Caixa

Essa informação apareceu, muito de leve, no meio de uma matéria sobre os patrocínios para a dupla CAJU. Ontem na coluna da Carolina Bahia, na Zero Hora, a informação foi mais explícita.

"A administração municipal [de Caxias do Sul] repassará à Caixa a folha de pagamento dos funcionários".

Para a maioria dos cidadãos caxienses isso muda muito pouco na sua vida. A não ser a contrapartida que o banco dará ao poder público municipal. Nesse caso, aparentemente, está em jogo patrocínios para a Festa da Uva, Feira do Livro e (depois da desastrosa visita a concentração do Internacional na final do campeonato) à dupla CAJU. Se for só isso é muito pouco para uma transação milionária dessas.

Sartori e o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, assinam
acordo em novembro de 2007
Em 2007 uma negociação semelhante foi feita, daquela vez com o Banrisul. O que diferia, na ocasião, era que o banco gaúcho já tinha uma forte relação com a prefeitura. Nas palavras do então prefeito José Ivo Sartori (PMDB),  "Há muitos anos o Banco já tinha agência dentro da sede da prefeitura, o que demonstra o nível de convivência, harmonia e integração que foi desenvolvido ao longo do tempo", afirmou o prefeito no dia da assinatura do convênio (foto ao lado).

A negociação com o Banrisul rendeu aos cofres públicos R$ 23,3 milhões (R$ 32,1 milhões em valores atuais), que segundo o prefeito seriam "investidos na área social, principalmente na educação e saúde, onde temos um volume grande de necessidades, no atendimento à comunidade e na promoção da cidadania". Com essa operação o Banrisul ficou com a exclusividade da folha de pagamento e do empréstimo consignado.

Se não muda muito para o cidadão, para os mais de 8 mil servidores municipais a história é outra. Muitos transtornos acontecerão. O primeiro é mudar a conta bancária de milhares de servidores do Banrisul para a Caixa Econômica Federal. Aí há a incidência de novas tarifas, novas características, contas vinculadas, empréstimos e uma série de outras questões. Por conta disso fica a pergunta, ainda mais que os servidores estão discutindo o dissídio. Essa negociação foi informada ao SindiServ ou aos servidores?

Ao que parece não. Tudo indica que isso foi feito no mais profundo sigilo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por que os médicos cubanos assustam



A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.

Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

Em Caxias meses de greve e sofrimento para a população

O movimento grevista dos médicos de Caxias do Sul já dura 1136 dias. Por mais de 9 meses, em 2011, eles ficaram completamente paralisados. Isso até não mudou muito a rotina da maioria da população já que eles não cumprem horário mesmo.

A reivindicação era de um reajuste de quase 300%. Mais recentemente, numa nova negociação com o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) a proposta foi reduzida para 60%.

Durante todo o movimento grevista milhares de consultas, exames e procedimentos foram adiados. A prefeitura tentou fazer um contrato emergencial mas o Sindicato Médico boicotou e ameaçou quem se inscrevesse. Resultado: Não houveram contratações.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país (veja mapa no topo da matéria). E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.

Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.

A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.

A falta de atendimento de saúde nos grotões é um dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.

No fundo, no fundo, tirando o viés ideológico reacionário do Conselho Federal de Medicina o que a categoria está querendo mesmo é garantir reserva de mercado e proteger seus vultosos lucros.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Melhor proposta da próxima vez

A Administração municipal ofereceu aos servidores apenas 1% de ganho real, contra 9,45% reivindicado pela categoria. Em assembleia ocorrida na noite desta terça-feira, 14, os servidores municipais rejeitaram a proposta do governo.

A assembleia foi surpreendida com o apoio fervoroso da direção do Sindiserv à proposta da Administração. No entanto, os servidores presentes à Assembleia definiram por ampla maioria que querem continuar as negociações salariais e não aceitaram a proposta.

Uma das promessas do governo é de que finalmente o plano de carreira sairá do papel e que haverá isonomia salarial entre os cargos antigos da Prefeitura e os novos no final da administração Sartori. Porém, os servidores municipais mostraram que estão cansados das promessas que não saem do papel e não avançam para além das comissões.

Se futuramente o governo Alceu efetivar a criação do plano de carreira para o funcionalismo municipal, estará dando um passo nunca dado anteriormente e conseguirá conquistar a categoria, pois os servidores já demonstraram que não se contentam com migalhas e querem que mudanças significativas em sua vida funcional.

A próxima rodada de negociações ainda não está marcada. Os servidores pagaram pra ver e foram firmes na decisão de que aceitar agora 1% é cedo demais para uma campanha salarial que acabou de começar.

Com plano de carreira ou sem plano de carreira, o que o funcionalismo quer é ser valorizado financeiramente.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

EXCLUSIVO: Passagem de ônibus em Caxias do Sul deveria ser menor

Aplicando a lei que desonera a folha de pagamento da empresa o valor da passagem em Caxias deveria ser de, no máximo, R$ 2,81

Como já haviamos antecipado pelas redes sociais o Polenta News conseguiu acessar a planilha de cálculos da passagem de ônibus de Caxias do Sul. A planilha foi publicada na página da Secretaria de Trânsito e Transportes, depois que os vereadores da oposição, principalmente o vereador Rodrigo Beltrão, cobrou a publicação da mesma. Quem quiser acessar é só clicar nesse link.

De posse da planilha nossa equipe se debruçou nos dados para medir o impacto da Lei Federal Nº 12.715, sancionada pela presidenta Dilma em 2012. Ela estabelece uma mudança no pagamento de impostos para a empresas de transporte de passageiros urbano. Ao invés de pagar o imposto de 20% sobre a folha ele passa a ser de 2% sobre o faturamento.

Nossa equipe apurou que a passagem de ônibus, calculada pela planilha da SMTT, deveria ser de R$ 2,81. Na reunião do Conselho Municipal de Trânsito, às vésperas do Natal de 2012, a secretaria apresentou o valor de R$ 2,92 e o Conselho aprovou R$ 2,90. O prefeito José Ivo Sartori, depois do Natal, assinou um decreto estabelecendo o valor de R$ 2,85.


Cidades como Canoas, Gravataí e Guaiba já reduziram o valor das suas passagens de ônibus. Em Porto Alegre a justiça mandou baixar depois de forte pressão popular. Em Caxias do Sul havia um silência sepucral.

No final de março o vereador Rodrigo Beltrão (PT) fez um pedido de informações sobre os efeitos da lei federal no cálculo das passagens. A Secretaria apresentou somente os dados de 2012. Se a lei estivesse valendo o ano passado a Visate deixaria de pagar cerca de R$ 8 milhões em impostos. Segundo dados apurados pelo Polenta News com base na planilha para 2013 o valor que a empresa deixará de pagar em impostos será de R$ 7,3 milhões se a valor de R$ 2,85 for mantido.

Na época o chefe de gabinete do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), Manoel Marrachinho, disse ao Jornal Pioneiro que a tarifa do transporte coletivo urbano de Caxias praticada atualmente, de R$ 2,85, ficou R$ 0,07 abaixo dos cálculos feitos pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) e R$ 0,05 menor do que a tarifa aprovada em dezembro pelo Conselho Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (CMTT). "Portanto, cabe à administração respeitar tanto o decreto existente, bem como os estudos da Secretaria e a manifestação do Conselho Municipal, mantendo a tarifa atual", afirmou.

Por algum estranho motivo, não tão estranho assim, a prefeitura prefere defender a Visate do que beneficiar a população.

Pode parecer que R$ 0,05 não é um valor muito alto mas se considerarmos que se esse valor não for revertido para a população ficará nos cofres da empresa. De nada adianta o governo federal abrir mão de tributos se eles não são repassados para a população. 

Um olhar sobre a planilha


De posse da planilha de cálculo da passagem foi possível observar algumas informações bem interessantes:

♦  A Visate tem 334 veículos em operação. Destes 314 são a Frota Operante (que estão nas ruas) os outros são reserva.

♦  A idade média da frota é de 4,78 anos.

♦  Esses 314 veículos percorrem 1.932.581  Km por mês e levam 3.508.962 passageiros em média por mês.

♦  De todos os passageiros transportados 71,14% pagam tarifa integral. Somente 10,38% pagam meia passagem (estudantil).

♦  A passagem gratuita é usufruida por 18,28% dos usuários, mas tem um detalhe aqui. A integração tarifária, aquela segunda passagem que você não paga, está incluída nesse índice. A integração tarifária, vira e mexe, vira discurso de campanha salientando o quanto ela é boa. No dia a dia ela está incluída no discurso de que as gratuidades são demais.

A equipe do Polenta News está agora trabalhando no translado da planilha para um meio digital (planilha eletrônica) para que seja possível simular valores diferenciados e verificar o impacto no valor da passagem. Em breve disponibilizaremos a planilha para todos os leitores.

domingo, 12 de maio de 2013

Programação do Conexões Globais é anunciada oficialmente em Porto Alegre



O Conexões Globais 2013 foi lançado oficialmente na noite desta quinta-feira (9), em evento na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre/RS. A segunda edição do Conexões está marcada para os dias 23, 24 e 25 de maio e vai promover uma série de conferências, oficinas e atividades culturais sobre cultura digital, democracia no século 21, novas tecnologias, educação, direito à comunicação, liberdade na internet e novas formas de mobilização, entre outras discussões.
Realizado pelas secretarias de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) e da Cultura (Sedac) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o evento vai reunir grandes pensadores e ativistas da cultura digital de diversos países vão participar do evento, presencial e virtualmente. Todas as conferências serão transmitidas ao vivo via web, num formato inovador: a interação com o público se dará também por meio do Twitter e de plataformas de redes sociais como o Facebook. Entre os nomes já confirmados estão: Ronaldo Lemos (criador do site Overmundo e coordenador do Creative Commons no Brasil),Natália Viana (fundadora da Agência Pública de Jornalismo), Peter Sunde (fundador do The Pirate Bay), Javier Toret (ciberativista, articulador do movimento 15M na Espanha), Gustavo Anitelli (produtor da banda O Teatro Mágico e integrante do movimento MPB - Música Para Baixar), Franklin Martins(jornalista político), Isadora Faber (estudante criadora do blog Diário de Classe), Antônio Martins (fundador do Le Monde Diplomatique Brasil), entre outros.A programação cultural do evento também está confirmada e tem atrações como Jorge Mautner, Bella Stone, Frank Jorge, Tonho Crocco, entre outros.

O lançamento oficial do Conexões Globais começou com show do grupo Alabê Ôni, dos artistas Mimmo Ferreira, Kako Xavier e Walter Pingo, grandes divulgadores do maçambique e da cultura negra do Rio Grande do Sul. Enquanto eles tocavam, os artistas gráficos Trampo, Xadalu e Tridente produziam um painel com grafite e stickers.
O secretário-adjunto da cultura, Jéferson Assumção, ressaltou a importância de transformar a Casa de Cultura Mario Quintana em um espaço de reflexão e debates conectados com o mundo. "A cultura digital conecta as culturas populares, urbanas, suburbanas, a arte já consagrada, fazendo essas conexões se realizarem em um ambiente produtivo, criativo e de ampliação da ideia de cidadania cultural", afirmou.

A secretária de Comunicação e Inclusão Digital Vera Spolidoro também destacou que ainda há muito que se discutir sobre as recentes transformações da mídia, da cultura e da política, proporcionadas pelas novas tecnologias. "Hoje existem muitas formas de trocar informação e formar opinião pública. É uma grande revolução. E para onde isso nos leva é o que queremos discutir no Conexões Globais", finalizou a secretária.

Programação já confirmada

A programação das oficinas, os temas das mesas e os perfis dos debatedores podem ser encontrados no link http://www.conexoesglobais.com.br/programacao/

sábado, 11 de maio de 2013

Dinheiro público usado para festa particular



Levou apenas 129 dias para o governo Alceu Barbosa Velho (PDT) ter um caso de desvio de recursos públicos. Embora nesses 5 meses de gestão inúmeras denúncias e irregularidades, ou de descoberta de obras mal feitas, tenham acontecido a maioria delas foi herdada do seu padrinho, José Ivo Sartori (PMDB). Mas esse não é caso da denúncia publicada no Pioneiro de hoje.

O subprefeito de Fazenda Souza, Ivan Machado, patrocinou com dinheiro publico, melhorias numa área particular que vai receber uma festa “onde tudo pode acontecer”, como diz a postagem de convocação para o evento no perfil de seu organizador Cleber Vidor.

A obra, que incluiu a canalização de um arroio (com a utilização de cinco canos). Foram usados ainda quatro metros cúbicos de cascalho para tapar uma vala e melhorar o acesso à chácara, além de um caminhão caçamba para o transporte do material. Tudo isso pago com o dinheiro de nossos impostos.

Pegos com a “boca na botija” Cleber e Ivan os dois contam que a festa é para arrecadar leite para entidades que cuidam de crianças e idosos, mas não explicam o destino dos valor do ingresso que será de R$ 13,00 (masculino) e R$ 7,00 (feminino) e não será cobrado estacionamento. Com esse dinheiro, com certeza, seria possível fazer as melhorias necessárias na área que receberá a festa.

Outra coisa que nenhum deles contou é que a festa reunirá apreciados do som automotivo, ou seja, haverá muito barulho e isso está prometido no convite: “24 horas de som liberado”! Inclusive uma das atrações de evento é a chamada “Carretinha Fura Olho” uma estrutura com grande potência de som, que pelo seu tamanho, é levada em um reboque.


Mais um detalhe. A festa não tem alvará para realização. Como muitas casas noturnas e eventos tem sido fechados pela fiscalização da prefeitura recentemente é no mínimo estranho que a própria prefeitura coloque recursos num evento que não siga a legislação que ela mesma exige.

É obvio que a festa teria esse vies já que Cleber é dono de uma empresa, Moeda Auto Center, especializada em som automotivo. O que não é obvio é a facilidade com que um gestor público utiliza pessoal e suprimentos da prefeitura para fazer uma obra particular. Mais irresponsável ainda é Ivan dizer que vai retirar os canos e o cascalho na segunda-feira, ou seja, vai gastar novamente recursos públicos.

O mínimo esperado do prefeito Alceu é que o subprefeito devolva aos cofres públicos o dinheiro que ele gastou para a realização das melhorias em terreno particular. Mas se ele realmente fosse um prefeito ético pediria que Ivan entregasse uma carta de demissão.

Abaixo veja a publicação do evento que acontece hoje. Na publicação original Cleber errou a data.


DIA 10/05 [11/05] FESTA HARLEM SHAKE: ONDE TUDO PODE ACONTECER

* ELES R$ 13,00 ELAS R$ 07,00 CARRO ISENTO.

* INICIO AS 14:00 HORAS

* AS MELHOR EQUIPES DA REGIÃO PRESENTES

* PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

* SEGURANÇA ESPECIALIZADA

*AREA COM LINK FM

* CARRETINHA FURA OLHO

" TRAGA SUA GALERA E PARTICIPE DESSA FESTA ONDE A LOUCURA É CONTAGIANTE"

LEMBRE-SE SE BEBER NÃO DIRIJA
CINTO DE SEGURANÇA SALVA-VIDAS

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O problema não são os “bondes”. São os bondes que chegaram no Centro


A falta de opções para a juventude da periferia de Caxias do Sul, qu enão pode comprar lazer, faz com que ela se reuna
em "gangues", "grupos", "bondes", ou qualquer outro nome para extravasar a angústia da falta de visão de futuro. Isso
leva, inevitavelmente a violência. Mas eles não são tão clandestinos assim. A galera acima tem até blog.

Essa é a verdade inconveniente. Ninguém vai admitir mas a polêmica em torno dos “bondes” de jovens, que provocam atos de violência, é que eles chegaram até o Centro da cidade, e outros bairros “nobres”, como Lourdes e São Pelegrino, e isso começou a incomodar a “elite” caxiense.

Desde o começo desse ano o assunto começou a ganhar as páginas de jornais, os microfones das rádios e, uma vez que outra, discursos na Câmara de Vereadores. A gota d'água, para a elite, foram as ações no último feriado, 1º de Maio. Apressadamente muitos culparam o passe livre nos ônibus pela violência dos jovens.

Uma analogia válida para essa situação é a do Crack. A droga surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos. Chegou, nos anos 90, no Brasil. No final do século já haviam usuários em Caxias do Sul. Mas por que somente depois de 20 anos começaram a existir campanhas do tipo “Crack nem pensar”? Porque foi nessa época que a droga atingiu a classe média e alta. Quando só filhos dos mais abastados economicamente se perderam para a droga o Estado foi chamado para resolver o problema. Enquanto o Crack só matava preto, pobre e trabalhador, não causava comoção em ninguém.

Com os bondes acontece a mesma coisa. Eles já existem há muitos anos. Tinham outros nomes: gangues, turmas, etc. Enquanto a violência ficava restrita as periferias não haviam colunistas de jornal, vereadores, nem “forças vivas” se interessando sobre o assunto.

A solução para o problema não virá com a eugenia social, defendida por alguns, que é manter os jovens na periferia para esconder o problema. A falta de espaços de lazer para a juventude, principalmente a da periferia, que não tem dinheiro para “comprar lazer”, geram movimentos de indignação, que erroneamente descontados, acabam virando ações violentas.

Caxias conta com inúmeros espaços potenciais para lazer nos bairros de nossa cidade. Contudo a maior parte deles está inacessível. Temos dezenas de Centros Comunitários, construídos com o dinheiro público e quando a chave foi entregue ao presidente de bairro o Centro Comunitário passa a ser sua propriedade privada. Temos também todas as escolas que, invariavelmente, permanecem fechadas e quando abrem as ações são tão deslocadas as realidades dos jovens que não atraem ninguém.

Precisamos de espaços onde os próprios jovens sejam fomentadores e organizadores de suas atividades. Essa convivência social é fundamental para a construção da sua identidade.

Infelizmente essa não será a ação. Mais repressão e mais exclusão são as palavras mais usadas pelos eugenistas sociais. A solução mais simples é esconder o problema nas periferias.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Faltou habilidade, Alceu


A eleição para a direção da Executiva do PDT deixou alguns mortos e feridos. É comum que o grupo de quem está à frente do governo vença as eleições. Afinal, o governante fica rodeado de “interesseiros”. Desta vez foi diferente e as relações dentro do partido ficaram estremecidas.

Até o início da reunião que elegeria a nova Executiva do PDT havia um “consenso” em torno do nome de Agenor Basso como presidente. Agenor é o fiel escudeiro do prefeito Alceu Barbosa Velho e Secretário de Governo.

Porém, por divergências internas, nos 48 minutos do segundo tempo, o “baixo clero” apresentou nova chapa e saiu vencedora por 34 votos a 27. Foi eleito Presidente do PDT o vereador Pedro Incertii, apoiado pelo também vereador Virgili Costa e, dizem as más línguas, pelo vereador e sobrinho do Prefeito, Jaison Barbosa.

Alceu demonstrou que não teve habilidade política para construir o consenso dentro do partido e saiu como único derrotado de todo esse processo. Afinal, ele terá que lidar, durante os próximos anos de governo, com a “oposição” partidária e, se não quiser piorar as coisas para a sua reeleição como Prefeito, terá que respeitar as decisões do partido.

Às vezes o poder sobe à cabeça e não é suficiente para impedir que os descontentes se rebelem, doa a quem doer, com CC ou sem.