sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Não é só por um Donadon

Donadon faz sua defesa antes de votação, secreta, sobre sua
cassação. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Até ontem boa parte dos brasileiros, e muitos rondoneses também, não faziam a mínima ideia de quem era o deputado Natan Donadon (sem partido/RO). Donadon está há dois meses preso, na Papuda, cumprindo pena de 13 anos e 4 meses por peculato e formação de quadrilha. Ele teria desviado R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia.

O barulho todo foi por conta da não perda de seu mandato de deputado, que apesar de haver 233 votos favoráveis a cassação e 131 contrário, faltaram 24 votos para que ela fosse aprovada (para cassação é necessária a concordância de metade mais um dos deputados, ou seja, 257). O barulho criado pela imprensa, e que se espalhou pelo país, foi para cima dos deputados que não estavam presentes na sessão (103 deputados). A votação ocorreu nessa quarta feira (28).

É óbvio que vale a cobrança aos deputados que faltaram a sessão mas, seletivamente, esquece-se de quem votou a favor do deputado-presidiário. Como o voto é secreto, publicamente, é muito provável que a soma de quem diz que votou pela cassação seja muito maior do que o número de votos que realmente foram favoráveis.

Situação semelhante aconteceu, em 2011, no episódio da cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN/DF). Naquela época 265 deputados votaram a favor de Jaqueline e 161 pela cassação. Jaqueline Roriz, por coincidência, ou não, era uma das ausentes na quarta feira.

A Câmara dos Deputados não é exceção. No Senado Ivo Cassol (PP/RO) foi condenado pelo STF, no dia 8 de agosto, a quatro anos e oito meses em regime semiaberto por fraudar licitações quando era prefeito de Rolim de Moura (RO) entre 1998 e 2002, direcionando os processos a empresas de parentes e amigos. Cassol, que poderia trabalhar no Senado de dia, mas teria que dormir no presídio, mantém seu mandato e ainda é lider nas pesquisas para governador em Rondônia.

Esses e muitos outros casos mostram a real necessidade de uma reforma política profunda. A começar pelo fim do voto secreto, pelo fim das contribuições de empresas as campanhas eleitorais e por limites a contribuições de pessoas físicas. Voto em lista ou voto proporcional em dois turnos (como propõem a OAB, CNBB e outras entidades) podem ser uma medida interessante.

Sem reforma política profunda temas como esse viram foguetórios midiáticos que só fazem o jogo da má política. Dizer que a política não tem jeito só interessa a quem defende o totalitarismo.

Quem é Natan Donadon?


Donadon tem 45 anos e é natural de Porecatu, no Paraná. Está em seu terceiro mandato como deputado federal. No primeiro, assumiu como suplente em 2005 e ficou na legislatura até 2007. Foi reeleito em seguida, e renunciou em 2010, quando seu suplente, Agnaldo Muniz, foi empossado. Em 2011, foi reeleito. Era deputado pelo PMDB até ser expulso do partido depois de sua prisão.

Sua condenação aconteceu em 2010, mas todos os recursos só foram julgados em 2013. Para mostrar um pouco de trabalho depois das manifestações de junho o STF expediu ordem de prisão ao deputado. Ele se entregou à justiça no dia 28 de junho. Ele está preso no complexo penitenciário da Papuda.

Nas eleições de 2010 Donadon se elegeu com 43.627 votos. Sua campanha custou R$ 804.995,65 (dados declarados ao TSE). Desse valor R$ 335.500,00 foram recursos do próprio deputado. Valor esse incompatível com o seu patrimônio que foi declarado em R$ 649.203,00, ou seja, ele teria gasto mais da metade do seu próprio patrimônio para se reeleger.

Uma análise mais profunda, porém, mostra que o patrimônio do deputado triplicou entre 2006 e 2010. Donadon não foi o que mais gastou na campanha eleitoral de 2010 em Rondônia. Ele é o quinto da lista. Antes dele estão:

Rubens Moreira Mendes Filho PPS R$ 1.136.062,95 Eleito
Carlos Magno Ramos PP R$ 878.603,72 Eleito
Marinha Celia Rocha Raupp de Matos PMDB R$ 874.125,04 Eleito
Valdeci Cavalcante Machado PP R$ 852.510,55 Suplente

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Irresponsabilidade sindical

O Sindiserv (Sindicato dos Servidores Municipais) esteve "em peso" na Câmara de Vereadores essa semana para ver aprovado o projeto de lei de liberação de dirigentes sindicais para a entidade.

Seria revolucionário, se não fosse cômico o que o sindicato negociou com a Prefeitura. Na negociação realizada, o sindicato apenas reivindicou que suas vagas fossem ampliadas. Hoje o Sindiserv possui autorização legal para liberar 3 servidores municipais para atuarem junto ao sindicato.

O Sindiserv é filiado à CUT e por 4 anos consecutivos o sindicato encabeçou a direção regional da CUT, sem possibilidade de liberar esses dirigentes. Ingressou até mesmo com ações judicias para ver esses dirigentes liberados. Um deles é o atual presidente do Sindiserv, João Dorlan, que foi coordenador da CUT Serra por dois anos.

Os sindicalistas sabem da importância da Central na organização e na resistência ao avanço contra os direitos dos trabalhadores. Porém, de forma irresponsável, a direção do Sindiserv não negociou liberações para dirigentes de centrais sindicais. Por quê? Porque hoje não possui nenhum de seus diretores que esteja na direção da Central Sindical. Assim, essa negociação não era interessante.

A bancada petista apresentou proposta de emenda para corrigir a situação, porém a bancada situacionista, incluindo vereadores sindicalistas, como Pedro Incerti (PDT, dirigente do Sindicato dos Bancários) e Henrique Silva (PCdoB e dirigente sindical da Central Sindical CTB) não permitiu a aprovação da emenda. A direção do Sindiserv, por sua vez, estava presente no plenário e pressionou para que o projeto original fosse aprovado.

A pressa para que o projeto fosse aprovado era grande, rendendo inclusive ofensas via redes sociais. Mas por que a pressa do Sindiserv?

Por que hoje o Sindicato conta com 3 dirigentes sindicais liberados, porém o presidente e o tesoureiro estão ilegais porque já passaram dos limites liberação consecutivas, que são 2. Com o novo mandato, ambos estão no terceiro mandato e ficarão liberados por 10 anos.

Além disso, dois dirigentes sindicais trabalham no sindicato sem qualquer liberação. Possuem as "costas quentes". Eles estão sem registrar o ponto em seu local de trabalho e, em vez de trabalhar na prefeitura regularmente, trabalham no sindicato. Mais uma prova que a direção do Sindiserv está cada vez mais próxima do Governo Alceu.

Foi uma irresponsabilidade tremenda, que não respeitou uma reivindicação histórica do próprio sindicato e do movimento sindical.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Seremos escravos da saúde e dos doentes"


A frase foi dita pelo médico cubano Juan Delgado, de 49 anos, que foi vaiado e hostilizado por médicos do Ceará, numa imagem que envergonhou o Brasil e, postada no 247, foi compartilhada por 185 mil pessoas; ao desembarcar no Brasil, foi chamado de "escravo" e se disse "impressionado" com a manifestação. "Isso não é certo, não somos escravos. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres para prestar assistência"; que sirva de lição aos médicos que agiram com selvageria em Fortaleza e também a seus detratores na mídia brasileira; Conselho Federal de Medicina ainda não condenou agressão, que descamba para xenofobia e racismo

Fonte: Brasil 247

O médico cubano Juan Delgado, de 49 anos, retratado numa imagem do fotógrafo Jarbas Oliveira, em que era vaiado por médicas brasileiras, se disse "impressionado" com a manifestação ocorrida em Fortaleza e deu uma lição em seus agressores. "Me impressionou a manifestação. Diziam que somos escravos, que fôssemos embora do Brasil. Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho", afirmou ele.

De fato, Delgado e os demais estrangeiros que chegaram ao Brasil irão trabalhar em 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, a despeito das bolsas de R$ 10 mil oferecidas pelo governo federal.

Negro, e formado por uma universidade pública de Cuba, Delgado questionou várias vezes o fato de ter sido chamado de "escravo" pelos brasileiros. Ele se disse um homem livre, que veio por vontade própria ao Brasil e disse ainda ter atuado em outras missões humanitárias, em países como o Haiti.

Sobre a escravidão, ele disse algo que poderia ser lembrado pelas próximas gerações de médicos no Brasil. "Isso não é certo, não somos escravos. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário", afirmou, em depoimento ao jornalista Aguirre Talento, da Folha. "Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência".

Ele afirmou ainda que a atuação dos estrangeiros não será simples. "O trabalho vai ser difícil porque vamos a lugares onde nunca esteve um médico e a população vai precisar muito de nossa ajuda", disse. Sobre o desconhecimento da língua portuguesa, disse que não será um empecilho e afirmou que a população brasileira "aceitará muito bem os cubanos".

Responsável pelo corredor polonês armado contra os cubanos, o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, disse que as vaias não eram dirigidas contra os profissionais estrangeiros, mas sim aos gestores do programa Mais Médicos. Um vídeo (assista aqui), no entanto, deixa claro que médicos cubanos, como Juan Delgado, foram cercados e chamados de "escravos" por uma turba selvagem e enfurecida de médicos cearenses. Até agora, o Conselho Federal de Medicina ainda não soltou nenhuma nota condenando o que ocorreu em Fortaleza.

Postada ontem com indignação pelo 247, a imagem da vaia dirigida a Juan Delgado havia sido compartilhada por 185 mil pessoas no Facebook – uma marca histórica e um fenômeno raro na história da internet (saiba mais aqui). O que demonstra o estrago que a classe médica tem feito à própria imagem com os atos de xenofobia e até racismo contra médicos estrangeiros, sobretudo cubanos, que vêm sendo incitados por parte da chamada grande imprensa brasileira (saiba mais em "Eles são responsáveis pelo corredor polonês?")

Agora não há pressa para concluir o Marrecas

Se tudo correr bem hoje o lago da Represa do Marrecas deverá chegar a sua capacidade máxima. Essa informação foi repassada, ao Pioneiro, pelo diretor presidente do Samae, Edio Eloi Frizzo (PSB). Porém a população caxiense não recebe, e terá que esperar mais tempo para receber a água represada pela barragem.

Segundo Frizzo, "não há pressa". Esse é um discurso bem diferente do que era dito no ano passado. Em 2012 o então diretor presidente do Samae, Marcus Vinícius Caberlon chegou a dizer que o racionamento de água, em Caxias, era inevitável e chegou a lançar campanhas para economia do produto. Apesar de ser importante não desperdiçar água e o Samae é o que mais desperdiça perdendo mais de 50% da água tratada a fala de Caberlon, hoje, se demonstra como terrorrísmo midiático.

Em janeiro Frizzo afirmou que a conclusão da estação de bombeamento estaria concluída em abril ou maio. Estamos no final de agosto e a obra não está pronta. O novo prazo é outubro, "Podemos testar, fazer tudo certinho, sem pressa", falou um letárgico diretor presidente.

Isso deixa cada vez mais evidente que a inauguração da barragem, no final do ano, tinha somente objetivos eleitoreiros. Com esse atraso é bastante provável que a totalidade das obras do Marrecas esteja concluída somente para as próximas eleições onde poderá, novamente, servir aos interesses eleitoreiros de ocasião.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Feministas de 48 países debatem em São Paulo estratégias para os próximos anos


Acompanhe a transmissão ao vivo do evento clicando aqui

Com informações de Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil

Começou ontem (26) na capital paulista os debates do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Descriminalização do aborto, desemprego e cenário de crise internacional são alguns temas que serão discutidos nesta semana, quando cerca de 1,6 mil participantes, reunidas no Memorial da América Latina, fazem um balanço das ações nos últimos dois anos e traçam novas frentes de lutas para o próximo período. Representantes de 48 países, de todos os continentes, participam do encontro.

"A Marcha consegue ser um movimento feminista internacional que trata de diferentes assuntos, porque a gente acredita que uma análise e uma prática feministas podem oferecer subsídios para todos os temas que afligem a humanidade hoje", explicou a brasileira Miriam Nobre, coordenadora do Secretariado Internacional da MMM.

Nesse sentido, uma das linhas de atuação da MMM nos últimos anos foi “paz e desmilitarização”. No caso das Américas, o movimento visitou Palanquero, na Colômbia, uma das áreas afetadas pelo conflito armado no país.

"É uma base militar que o governo colombiano cedeu para os Estados Unidos. Foi uma forma de reagir também a essa forma de militarismo imperialista", justificou. Miriam Nobre relatou o que a população local chamou de estratégia de enamoramento. "Alguns militares seduziam as mulheres, algumas bem jovens, para que elas prestassem serviços domésticos e atuassem como informantes", explicou.

Na Europa, a MMM atuou na Turquia. "Fizemos um trabalho sobre os conflitos entre Grécia, Turquia e Chipre. Nós vimos que, mesmo com o cenário atual de crise [econômica], com muitos cortes orçamentários, os gastos militares nunca são cortados", disse a coordenadora. As militantes támbém visitaram a República Democrática do Congo. "Estivemos em Muenga, uma região de conflito aberto, onde 14 mulheres foram enterradas vivas em 1998. Elas eram acusadas de feitiçaria", relatou.

Miriam lembra que, ao discutir o tema da desmilitarização, percebeu similaridades entre a situação das mulheres colombianas e brasileiras. "É um tema que, inicialmente, não teria relação com o Brasil, mas quando a gente reflete sobre a situação das favelas do Rio de Janeiro, por exemplo, vemos que as estratégias se repetem", disse.

Para a coordenadora, esse tema demonstra a importância de uma ação integrada das mulheres. "Estamos sempre buscando articular o local, o nacional e o internacional. Não só a ideia de como o nacional repercute no local, mas como as mulheres conseguem construir resistências que inspiram uma ação em outras partes do mundo", apontou.

É a primeira vez que a paraense Josenilda Silva, 32 anos, participa de um encontro internacional da MMM. "O feminismo começou a fazer parte da minha vida bem cedo, quando vi minha mãe sofrer violência do meu pai", relatou. Hoje, ela atua em uma organização não governamental que discute direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. "No Pará, estamos enfrentando muito fortemente a questão da exploração sexual, principalmente pela vinda de grandes obras, como [a da Hidrelétrica de] Belo Monte", apontou.

Os problemas relacionados à crise financeira internacional são os que mais têm afetado a vida das mulheres portuguesas. Pelo menos é assim que pensa a estudante Cassilda Pascoal, 31 anos. "É uma situação diferente dos últimos anos. As mulheres têm sido muito afetadas por essa crise, pelo aumento do desemprego e das diferenças salariais", apontou. Além disso, ela destaca que problemas relacionados à violência contra mulheres persistem no país. "Assédio sexual, violência doméstica, desculpabilização dos agressores, o medo que ainda existe em denunciar são questões que precisamos enfrentar", declarou.

A professora chilena Marisol Verdugo, 24 anos, acredita que a descriminalização do aborto é o principal tema a ser enfrentado pelas mulheres no seu país. "O Chile é um dos cinco países que não têm nenhuma legislação a respeito", apontou. Segundo a professora, estima-se que 200 mil chilenas morrem por ano em decorrência de abortos. "São números informais, porque as mulheres são presas, são denunciadas. A maneira mais segura [de fazer o aborto] é muito cara e as mulheres mais pobres não têm condições de fazê-la", declarou.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Brasil tem mais de 110 milhões de acessos em banda larga fixa, aponta Telebrasil


Fonte: Pedro Peduzzi - Agência Brasil

O Brasil ultrapassou, em julho, a marca de 110 milhões de acessos em banda larga. Na comparação com julho de 2012, o crescimento foi 39%. Dos 31 milhões de novos acessos feitos nos últimos 12 meses, 24 milhões de conexões foram registrados nos sete primeiros meses de 2013, o que equivale a 1,3 nova conexão por segundo, segundo levantamento divulgado hoje (26) pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

Dos 21,4 milhões de acessos por meio de banda larga fixa contabilizados em julho, 2,4 milhões foram ativados nos últimos 12 meses, o que equivale a um crescimento de 12,4% ao longo do período. O número levou a Telebrasil a concluir que 39% dos domicílios urbanos no país têm internet de alta velocidade.

Em nota, a entidade informa que o Brasil foi o país que mais cresceu em acessos à banda larga fixa na América Latina em 2012 e que, atualmente, o país encontra-se entre os dez países com maior base de banda larga fixa no mundo.

A banda larga móvel registrou 88,7 milhões acessos em julho: crescimento de 47,6% na comparação com julho do ano passado. São 73,8 milhões de conexões feitas por meio de celulares como smartphones; e 14,9 milhões por terminais de dados, como modems de acesso echips de conexão máquina-máquina.

Nos últimos 12 meses, 374 municípios passaram a contar com a cobertura das redes de banda larga móvel. Com isso há redes de terceira geração em 3.414 municípios, onde, segundo o levantamento, vivem 89% dos brasileiros. Inaugurada em abril, a quarta geração de telefonia móvel (4G) tem mais de 250 mil acessos em 32 cidades

Coisas que só o preconceito explica


Somente um alto grau de preconceito ou uma forte tendência a politicagem explicam as declarações do prefeito de Santa Tereza, Diogo Siqueira (PSDB). Ele é prefeito do único município da Serra que receberá médicos estrangeiros, no caso um médico cubano, do programa Mais Médicos. Ao invés de ficar feliz ele resolve fazer o discurso da politicagem:

“Mas que tipo de emprego vai ser? Uma escravidão? Ele vai ter de trabalhar ao lado de alguém que ganha mais do que ele?”

Mas então porque o prefeito credenciou seu município para receber os médicos do programa? Parece que há uma grande diferença entre discurso e prática. O prefeito tucano não perdeu a oportunidade de fazer politicagem em relação ao governo federal, mas não vai perder a oportunidade, também, de disponibilizar um profissional onde, ao que parece, os médicos do município não querem ir. O município paga R$ 15 mil para médicos terceirizados, segundo o próprio prefeito. Um valor extremamente alto que é 5 vezes maior do que ganha um profissional em Caxias do Sul, por exemplo.

O prefeito alega que sua cidade faz bem o papel da atenção básica a saúde. Não é o que os números dizem. O IDHM de Santa Tereza é 0,746, que é considerado alto, mas é menor do que vários município vizinhos. Em Garibaldi é 0,786; Caxias, 0,782; Bento Gonçalves, 0,778; Nova Prata, 0,766.

Receber um profissional que ele mesmo pediu e ainda reclamar disso não encaixa no perfil de administrador público que deveria zelar pelos interesses da população. Está mais para preconceito do que para interesse público.

sábado, 24 de agosto de 2013

Radicais da oposição articulam o 7 de setembro

Protestos convocados para o feriado da Independência, que já geram a expectativa de quebra-quebra, estão sendo articulados por grupos políticos que alimentam o radicalismo; entre eles, uma ONG ligada à família do deputado Jair Bolsonaro; outro organizador já foi funcionário fantasma do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB-PR); em nota, grupo Anonymous ressalta caráter apartidário do protesto que está convocando 4,6 milhões de brasileiros em 147 cidades no País; será?
Fonte: Brasil 247

Qual é a mão que balança o berço do 7 de setembro? Cercado de expectativa, o próximo feriado da Independência deve marcar a reabertura da temporada de protestos no País. Manifestações convocadas pelas redes sociais projetam que 4,6 milhões de brasileiros poderão ir às ruas, em 147 cidades brasileiras. Grupos mais radicais já falam até, de forma explícita, em promover quebra-quebra.

Mas será que são manifestações autônomas da "cidadania" ou há uma articulação política por trás dessas convocações? Uma reportagem da revista Carta Capital publicada deste fim de semana ("O desfile golpista", de André Barrocal) lança algumas luzes sobre essa movimentação. Segundo o texto, entre os agitadores do 7 de setembro estão a ONG "Brazil No Corrupt", ligada à família do deputado homofóbico Jair Bolsonaro (PP-RJ), que defende abertamente o regime militar de 64, e um militante virtual na internet. Ele se chama Ari Nogueira e já trabalhou no gabinete do deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB-PR), que comanda há anos a Assembleia Legislativa do Paraná – Ari, que usa no Twitter o pseudônimo Ary Kara, estaria sendo investigado por ser um dos funcionários fantasma do Legislativo paranaense, lotado no gabinete de Rossoni.

De acordo com o texto de Barrocal, os núcleos que organizam os protestos estão no Rio e no Paraná, agindo com nítidas intenções golpistas. Desta vez, a presidente Dilma seria um dos alvos principais de um movimento que vem sendo chamado de "Operação Sete de Setembro". Não se sabe se o plano vai funcionar, mas uma coisa é certa: ao contrário dos acontecimentos de junho, o movimento nada tem de apartidário", diz a reportagem.

O texto já gerou, é claro, reações nas redes sociais. Homofóbica, a ONG Brazil No Corrupt criticou a revista e seus "cu mpanheiros". Mas o grupo Anonymous também se viu forçado a divulgar nota para negar qualquer caráter partidário na "Operação Sete de Setembro":

Nota Explicativa sobre a #OperacaoSeteDeSetembroMaior Protesto da História do Brasil


A ideia da #OperacaoSeteDeSetembro é APARTIDÁRIA, ou seja, está acima dos interesses políticos de partidos específicos. Se houver alguma bandeira, que seja a das reivindicações populares. Isto permite a união contra qualquer partido que pretenda usar os protestos para promover as intenções de determinadas legendas ou políticos específicos. Os velhos instrumentos de avaliação partidários, incluindo a mídia, não conseguem compreender o cunho dos recentes protestos e, assim, direcionam suas críticas com as mesmas e velhas palavras: "Fascismo", "Direita", "Esquerda", "Direita golpista", "Esquerda Comunista", "Esquerda Socialista", entre outras taxações.

Qualquer ato fascista ou conclamando um golpe militar, que disfarçadamente é chamado de intervenção militar, não faz parte da OperacaoSeteDeSetembro. A Operação não é de esquerda, direita ou centro, não tem partidos, não tem bandeiras, não tem siglas e possui uma pauta bem definida (http://op7desetembro.wix.com/home#!saiba-mais/c90r), que deve ser seguida por todos os eventos participantes.

Dessa forma, é extremamente leviano e tendencioso que veículos da mídia tradicional tentem identificar "fomentadores" e "incentivadores" do Maior Protesto da História do Brasil como sendo os responsáveis pela organização do protesto quando há mais de 333 mil pessoas participantes do evento e 4,6 milhões de pessoas convidadas para eventos que, até o presente momento, ocorrerão em 147 cidades, sendo que em nenhum momento os mesmos veículos tentaram entrar em contato com os reais responsáveis pela OperacaoSeteDeSetembro para obter nosso posicionamento, o qual esta nota explicativa deixa claro mais uma vez.

O desejo da OperacaoSeteDeSetembro é o mesmo de qualquer movimento que lute pelos interesses do povo e de qualquer pessoa que deseje um país mais justo e menos desigual: um país melhor.

Nós somos Anonymous;
Nós somos muitos;
Não esquecemos;
Não perdoamos;
Nos aguardem.

O deputado Valdir Rossoni, por sua vez, afirmou que Ari Nogueira não trabalha mais em seu gabinete e disse não ser responsável por suas atitudes e por sua ideologia política. Mas os órgãos de inteligência do governo e o próprio Ministério Público estão atentos à mobilização da Operação Sete de Setembro nas redes sociais. A ordem, desta vez, é mapear a gênese de protestos que, inevitavelmente, podem descambar em violência.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Prefeito volta da Colômbia com mais uma "ideia" na bagagem

Como já havia acontecido em sua recente viagem à Coreia, o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) voltou cheio de "ideias" da Colômbia. No país vizinho ele foi conferir o sistema público de transporte público. Nosso prefeito ficou encantado ao descobrir que há muitos ônibus da Marcopolo lá, isso deve ter tocando fundo em seu bairrismo.

Mas outra informação que ele trouxe na bagagem é que lá não há nenhum tipo de isenção no transporte público. Ele ficou tão feliz com isso que chegou a fazer um tweet. Veja abaixo.



Onde já se viu idoso não pagar passagem? Estudante pagar meia? e PPDs, então? Além disso o prefeito meio que esquece que U$ 1,00 é mais ou menos R$ 2,45 somente R$ 0,30 mais barato que a passagem de Caxias do Sul.

Junto com o prefeito foram para Colômbia o Secretário de Transportes, Zulmir Baroni Filho e representantes da Marcopolo e da Visate!

Do outro lado, o nosso jornal local, Pioneiro, tentou minimizar as críticas as viagens do prefeito, feitas pelo presidente do seu partido o vereador Pedro Incerti, como se fossem fruto de pessoas que pensam pequeno.

Na viagem que ele fez a Coreia foi "pesquisar" sobre uma tecnologia que já existe por aqui e que não se adapta a realidade caxiense. Será que o prefeito virá com a ideia de cancelar todas as gratuidades do transporte público?

Em Portugal, médicos cubanos são um problema. Ninguém quer que eles se vão

Fonte: Tijolaço

Se o caro amigo internauta fizer uma pesquisa rápida no Google verá que o que pode acontecer aqui no Brasil , no futuro, com os médicos cubanos que o Governo Federal está trazendo para atuar em municípios onde não há profissionais brasileiros dispostos a atuar.

Os problemas não são de incapacidade profissional ou de dificuldade de comunicação.

São que os contratos firmados pelo governo português estão acabando e alguns deles terão de ir embora, para desespero das populações e dos prefeitos do Alentejo, do Algarve e do Ribatejo, regiões pobres que estão ameaçadas de ficarem, outra vez, sem médicos.

O portal SulInformação noticia:

Os cinco médicos cubanos que prestavam serviço de consultas no concelho de Odemira terminaram os seus contratos e regressaram ao seu país, deixando mais de 14 mil utentes sem médico de família.

Esta situação, segundo denuncia, em comunicado, a Câmara Municipal de Odemira, «está a provocar a rotura dos serviços médicos em Odemira, S. Teotónio, Sabóia e Vila Nova de Milfontes e o descontentamento da população e da autarquia, que têm vindo a expressar o seu descontentamento junto dos responsáveis locais, regionais e governamentais sem qualquer sucesso».

A autarquia sublinha, no comunicado a que oSul Informação teve acesso, que no litoral Alentejano prestavam serviço 16 médicos cubanos, cinco dos quais no concelho de Odemira e não foram substituídos, isto apesar de há alguns meses os autarcas terem sido alertados pela direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Litoral Alentejano para a necessidade de garantir a substituição dos médicos cubanos que terminavam contrato no final do ano de 2011.

As prefeituras são as maiores defensoras do trabalho dos profissionais cubanos, pelos trabalhos pró-ativos de saúde pública que realizam.

Até o presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, apesar da cantilena de que os médicos estrangeiros são “superiores” em qualidade profissional, reconhece:

“Naturalmente os cidadãos que receberam os médicos estrangeiros ficaram satisfeitos. Porque até aí não tinham médico e passaram a ter. Não com as competências adequadas e desejáveis, mas passaram a ter um médico”

Pois é, né, doutor…

Agora, para quem quiser se aprofundar mais no “choque cultural” representado pelos médicos estrangeiros em Portugal, recomendo a leitura de um trabalho de duas sociólogas e uma psicóloga na Revista Iberoamericana de Salud y Ciudadanía, coordenada pela Universidade do Porto.

Ali, são ouvidos médicos cubanos, espanhóis e colombianos que foram trabalhar em Portugal e que falaram sobre essa experiência. Trascrevo apenas um pequeno depoimento, de uma médica uruguaia que está por lá:

Tú tienes que tener un segundo para mí, dos minutos aunque sea de
camino, de acercarte al primer familiar que está y decirle „señora, está
así, hicimos esto, la cosa está así, lo voy a llevar a tal hospital,
quédese tranquila, yo lo voy a acompañar‟. Es lo mínimo. Los
médicos portugueses, entran, salen, meten el tipo y se van. Yo al
principio decía „pero esto es inhumano!‟ […] Yo hablo con los
familiares. Eso les llamó mucho la atención a los enfermeros y a los
TAE [Técnicos de Ambulância de Emergência], yo siempre busco un
minuto […]. Hay cosas que son de sensibilidad humana porque el
paciente no es una cosa o un objeto. (E2, médica uruguaia)

Talvez tenhamos alguma coisa a aprender por aqui, não é?

Por: Fernando Brito

Manutenção nos bairros? Só para os aliados

Essa foi a reclamação da vereadora Denise Pessôa (PT) fez na sessão da Câmara de Vereadores de ontem, 22/08. Segundo a petista a Secretária de Obras não tem tido interesse em atender as demandas protocoladas pela vereadora. Denise informou que protocolou 34 demandas só do bairro Garbim, um número enorme para um bairro que não é muito grande. As demandas contemplavam limpeza de boca de lobo, buracos nas ruas, entre outras Dessas apenas 10 foram resolvidas!

Denise também cobrou o descaso do atual secretário, Adiló Didomenico (PTB) para com a comunidade. Numa vistoria que foi feita no bairro o secretário não compareceu, "mandou um servidor para representá-lo", indignou-se a vereadora. Em seguida ela completou: "O Adiló sequer me recebeu. Não é só na Rota do Sol que tem buraco, em várias ruas de nossa cidade também".

Saíram em defesa do secretário os vereadores Flávio Cassina e Flávio Dias, ambos do PTB e Rafael Bueno (PCdoB). Bueno, inclusive, elogiou as obras feitas em seu bairro, o Boa Vista, o qual é presidente da associação de moradores. Denise retrucou com sarcasmo: "Talvez eu tenha de encaminhar (as demandas) por meio de você".

Parece que sim já que a prefeitura trabalha só para os aliados...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

(Re)Fundadora da Arena é vice presidente do outro partido

"Dupla dinâmica" tenta estar em dois lugares ao mesmo tempo
Entre todos os casos de proselitismo político em nosso país, quiça no mundo, Caxias do Sul marcou seu gol de placa. Uma pessoa que está tentando (re)fundar um partido mas é vice presidente de outro, e não vê problema nenhum nisso!

Esse fato inusitado foi revelado pela jornalista Juliana Bevilaqua da Rádio Gaúcha Serra. Cibele Bumbel Baginski que é presidente da Arena ocupa, desde julho, a vice presidência do Partido Trabalhista Nacional (PTN) em Caxias do Sul. Seu fiel escudeiro de empreitada arenista, João Manganeli Neto, que é membro do Conselho Ideológico da Arena (uma espécie de Santa Inquisição partidária), também é o secretário do PTN na cidade.

Cibele não vê nenhum problema em estar em dois partidos, com dois cargos de direção, ao mesmo tempo. À repórter ela confidenciou "Eles (direção estadual do PTN) me chamaram para dar uma organizada na comissão provisória, no sentido de colocar tudo em dia, até porque a gente está na política faz tempo e tem conhecimento da região".

Cibele estaria fazendo isso por boa vontade ainda mais para um partido que está muito mais no espectro de centro esquerda do que de direita? Óbvio que não. Deve estar rolando alguma coisa mais nessa história. Organizar um partido nacionalmente dá muitos gastos que para alguém que é prounista, não tem como bancar. Além disso pode ter outra justificativa. A Arena não vai virar partido. Não conseguirão o número de assinaturas e, vendo o fracasso eminente e talvez querendo ser candidata a melhor alternativa é pular do barco agora.

Cibele e João tem um longo histórico de trocas partidárias e confusão ideológica. Eles já foram filiados ao DEM, depois ao PCdoB, e no meio ainda flertaram com o PP. Além disso Cibele posa para fotos com perseguido e torturados pela ditadura para meses depois defender o governo militar. Para finalizar diz ser contra as cotas mas é aluna do ProUni, que além de ter cota para negros é uma reserva de vagas para estudantes de baixa renda e que vieram do ensino público, ou seja, Cibele é uma cotista. Haja contradição nessa cabeça.

O PTN foi um dos partidos coligados do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), porém fez uma votação medíocre, 53 votos na legenda para vereador (não apresentou candidato). Mesmo assim o partido foi presenteado com 1 CC8 (veja aqui) que coube a Aldo Antônio Cruz que é diretor-geral na Secretaria de Planejamento.

Haitianos e Senegaleses: Caxias da diversidade?

Foto: Assessoria Denise Pessôa
É visível que centenas de  imigrantes haitianos e senegaleses se instalaram na cidade nos últimos anos. São pessoas sofridas, que se refugiam de situações de extrema miséria humana.

O Haiti, foi o primeiro país no mundo a abolir a escravidão, em 1794 e o segundo país das Américas a se tornar independente. Como forma de retaliação, os países europeus mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos. Mesmo com uma história revolucionária, o Haiti  sempre foi um país paupérrimo, cuja situação de miserabilidade se aprofundou após o terremoto catastrófico que destruir o país em 2010. Desde então, milhares de haitianos se refugiaram no Brasil em busca de uma nova vida.

Já o Senegal se tornou independente apenas em 1960 e, apesar de ser um dos países mais estáveis da África, ainda está longe de erradicar a  miséria e de ter um crescimento econômico satisfatório.

Mas enfim... o que interessa é que essas pessoas negras, sofridas, esperançosas por uma nova vida estão aqui. E o que nós, caxienses temos a ver com isso? Tudo! Afinal, eles, assim como nós, são livres e legítimos para buscar uma vida mais justa e feliz.

Porém, em Caxias, o Governo e a FAS (Fundação de Assistência Social) parecem não enxergar um sério problema social que se avizinha. Esses imigrantes que se encontram na cidade já estão enfrentando dificuldades para s adaptarem, para encontrar empregos e moradia. Eles dependem, hoje, estritamente do atendimento voluntário de associações. O município não tem nenhum plano, nenhum programa dirigido a essas pessoas. Se nada for feito, essas pessoas estarão fadadas a virarem moradores de rua e aí sim enfrentar as mesmas, ou piores dificuldades que passaram em seus países.

Não adianta fugir, não adianta fechar os olhos para uma questão social que está embaixo dos nossos narizes. Ninguém simplesmente é ou pertence a determinado lugar.

Uma sugestão à FAS que alega não ter onde dar abrigo para esses imigrantes: que tal a casa que foi alugada no Bairro 1º de Maio, que seria destinada ao Abrigo Sol Nascente e, por falta de espaço está desocupada?

Isso mesmo! A FAS está pagando aluguel por uma casa que não está utilizando. Simplesmente porque foi incompetente na hora de calcular se o seu tamanho seja suficiente para abrigar as crianças do Abrigo que hoje se localiza no Cinquentenário.

Quanta incompetência!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cortando gastos na pele alheia

Alceu viajou para Bogotá, na Colômbia.

Alceu viajou para a Coreia do Sul.

Alceu tem, em seu governo, 288 Cargos de Confiança - CC's

Porém, parece que esse ano o dinheiro encurtou na cidade... e o Prefeito Alceu decidiu cortar... na pele dos outros. Decidiu cortar na qualidade de atendimento à população, na qualidade de trabalho dos servidores municipais.
As regras estão claras: não tem nomeação de novos servidores, não tem substituição de estagiários.

Quem não sabe que são os estagiários que seguram o atendimento nas mais diversas áreas do município? E a falta de servidores públicos em alguns setores está sobrecarregando os trabalhadores, além de atrasar as demandas administrativas.

E as críticas ao Prefeito, pela omissão no corte de CCs e nas viagens luxuosas feitas pelo Chefe do Executivo, partiram também da base situacionista. Pedro Incerti (PDT) criticou duramente Alceu por não popuar em suas viagens. Criticou também a viagem do prefeito à Coreia do Sul, afirmando que o trabalho de pesquisa de campo sobre uma usina de lixo não se justifica, já que o equipamento, segundo ele, funciona somente com a produção mínima de 650 toneladas/dia de recolhimento de lixo. "A Codeca já fez mais de 10 viagens nesse sentido. Se tínhamos a informação de que a produção mínima é de 650 toneladas, qual o motivo de fazer uma viagem para a Coreia, se  aqui em Caxias do Sul produzimos apenas  300 toneladas/dia",

Outra despesa que deveria ser reduzida drasticamente são os gastos com aluguel, muitos desnecessários e de custo elevadíssimo...

Congresso mantém vetos de Dilma

Marcada por intensas manifestações nas galerias, a sessão do Congresso Nacional destinada a análise de quatro vetos da presidente Dilma Rousseff foi encerrada pouco antes das 22h desta terça-feira (20). O resultado, divulgado na madrugada, confirmou a vitória do governo, na primeira votação sob as novas regras para apreciação de vetos presidenciais: foram mantidos todos os quatro vetos em análise.

A maior pressão esteve sobre os vetos à Lei 12.842/2013, conhecida como Lei do Ato Médico, que também concentrou os discursos dos parlamentares.

A lei que disciplina a profissão da medicina teve dez itens vetados pelo Poder Executivo. Um dos mais polêmicos é o artigo que permite somente aos médicos fazer diagnósticos e prescrições terapêuticas. Além disso, outros assuntos estavam em jogo, como a competência profissional para exercer cargo de direção e chefia de serviços médicos e hospitalares.

Os outros três vetos em exame eram relacionados ao Projeto de Lei de Conversão (PLV)13/2013, que estende o Programa Universidade para Todos (Prouni) às instituições municipais de ensino superior; ao PLV 15/2013, que desonerou produtos da cesta básica; e ao artigo do PLS 240/2013 – Complementar que retira do cálculo dos repasses dos fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM) as desonerações feitas pela União.

Desde cedo, manifestantes, a favor e contra os vetos ao Ato Médico, aglomeraram-se na entrada do Congresso Nacional, conhecida como Chapelaria. Por volta de 21h, enquanto os vetos eram discutidos no Plenário da Câmara, eles chegaram a forçar passagem por portas de vidro que dão acesso ao interior do prédio.

Durante a discussão e votação da matéria, médicos e profissionais de outras categorias da saúde lotaram as galerias da Câmara. Eles não pouparam vaias e aplausos aos parlamentares, que se revezavam na tribuna, defendendo a derrubada ou a manutenção dos vetos.

Entenda os vetos


Os parlamentares deliberaram sobre quase 50 vetos parciais a quatro proposições na noite desta terça-feira:

- Veto 22, referente à MP 606/13 (promove alterações no Pronatec e no Prouni):Foram vetados dois itens. O governo vetou a possibilidade de que faculdades particulares municipais sejam integradas ao Prouni (Programa Universidade para Todos), argumentando que elas não se submetem aos processos de regulação e supervisão da União, “fundamentais ao desenvolvimento do programa”.

Também vetou o item que garantia, para os profissionais de educação e magistério que atuam no âmbito do Pronatec, formação e capacitação sobre condições de acessibilidade e “garantias para plena participação de pessoas com deficiência no ambiente educacional”. De acordo com o governo, esse item poderia prejudicar o funcionamento do Pronatec, já que não prevê os parâmetros para sua implementação.

- Veto 23, referente à MP 609 (desonera a cesta básica): A MP teve vários pontos vetados. O governo retirou da lista uma série de produtos que tinham sido acrescentados pelos parlamentares, como carne de frango, pão de forma, biscoitos e sucos, além de escovas de dente, fraldas e absorventes.

Segundo o Executivo, o veto foi aplicado porque o texto aprovado pelo Congresso não informava de onde viriam os recursos para cobrir essas isenções, o que desrespeitaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

- Veto 24, referente ao PLS 268/02 (Ato médico): A lei que disciplina a profissão da medicina teve dez itens vetados – que vêm gerando muita controvérsia. Recentemente, entidades que representam a categoria estiveram no Congresso para defender a derrubada dos vetos (há muitos parlamentares, muitos deles médicos, que apoiam a derrubada). Por outro lado, na última sexta-feira (16), entidades que representam outras profissões ligadas à saúde se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para defender a manutenção dos vetos. Elas acusam os médicos de corporativismo, em detrimento das outras categorias.

Um dos itens vetados mais polêmicos é o artigo que permitia somente aos médicos fazer diagnósticos e prescrições terapêuticas.

- Veto 25, referente ao PLS 24/13 (novas regras para divisão do FPE): Ao sancionar as novas regras para a divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), a presidente Dilma Rousseff vetou o artigo 5º da nova lei. Esse artigo determinava que as desonerações tributárias concedidas pelo governo federal incidiriam apenas sobre os recursos destinados à União, sem afetar os repasses para os estados.
Fonte: Agência Senado

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Justiça condena a seis anos de prisão professor que vazou questões do Enem


Um por um os responsáveis pelos "problemas" nas primeiras edições no Enem começam a acertar suas contas na justiça. Primeiro foi a gráfica da Folha de São Paulo, que vazou uma prova, que terá que pagar uma indenização de R$ 73 milhões. Agora o professor que vazou 14 questões, em 2011 também foi condenado.

A Justiça Federal no Ceará condenou a seis anos de prisão o professor Jahilton José Motta, do Colégio Christus, pelo vazamento de 14 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, as questões foram divulgadas aos alunos do colégio durante um pré-teste do Enem, uma semana antes do exame.

A decisão foi proferida pelo juiz federal, titular da 11ª Vara Federal, Danilo Fontenelle Sampaio. A sentença atribuiu quatro anos de reclusão, mais pagamento de multa pelo comprometimento de conteúdo sigiloso de concursos públicos ou processos seletivos para ingresso no ensino superior. Os outros dois anos são por crime de estelionato - por obter para si vantagem ilícita em prejuízo a outrem -, mais multa. Ao todo, o professor foi condenado a pagar 400 salários mínimos, sendo 200 para cada crime.

Na decisão, o juiz entendeu: "São veementes os indícios de que o professor Jahilton inimamente sabia da origem de tais elementos, até porque questões elaboradas tecnicamente não caem do céu ou eclodem do inferno, e muito menos vão parar inexplicavelmente justamente na mesa de uma pessoa que ocupa o cargo de coordenador pedagógico de um colégio caracterizado pela necessidade de aferição positiva dos seus alunos em certames".

O juiz vai além, "ademais, nenhum professor de respeito distribui questões aos alunos sem verificar a exatidão de suas formulações e a correção dos gabaritos. Pode-se verificar, assim, indícios que Jahilton teve tempo de analisar as ditas questões".

Segundo Sampaio, a conduta foi grave, porque ocasionou transtornos a diversos alunos em todo o Brasil e à própria administração pública federal. Após a intimação, Motta poderá recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região em liberdade. O Colégio Christus foi procurado, mas não se posicionou até o fechamento da matéria.

O inquérito policial para apurar a autoria do vazamento de questões da prova do Enem foi instaurado em outubro de 2011. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) no Ceará, foi constatado que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a questões que faziam parte do exame. As questões vazaram da fase de pré-testes, da qual a escola participou em outubro de 2010. Motta está entre as cinco pessoas que foram denunciadas pelo MPF.

Mariana Tokarnia Repórter da Agência Brasil

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Árvores viram carvão na ETA do Marrecas

A imagem, que estampou a capa do Pioneiro desse final de semana, é emblemática. Pelo menos mil mudas de árvores nativas plantadas no acesso ao prédio da Estação de Tratamento de Água (ETA) foram totalmente queimadas. Ao que tudo indica o que causou o incêndio foi uma queimada no campo (sapeca) feita pelo vizinho da área que fugiu ao controle.

Toda a tragédia tem um tom de ironia. Essa não é diferente. Em fevereiro de 2012 os deputados estaduais promulgaram uma lei, que depois foi considerada ilegal pela justiça gaúcha, que tornava a "sapeca" legal! Essa lei teve o apoio dos deputados caxienses Maria Helena Sartori (PMDB) e Alceu Barbosa Velho (PDT), hoje prefeito. Na foto ao lado os dois estão sorridentes com a promulgação da lei, que foi feita pela assembleia após a recusa do governador Tarso Genro (PT) em sancionar a matéria (veja aqui).

Maria Helena Sartori (PMDB) e Alceu Barbosa Velho (PDT)
aplaudindo a promulgação da "Lei da Sapeca"
A comemoração durou pouco e a lei foi considerada inconstitucional. Coube a ironia da vida mostrar o desastre que é essa proposta. Não há "queimada controlada". O fogo geralmente foge ao controle. Seja porque não há capacidade técnica de quem promove a queimada, seja por que não há interesse nenhum em controlar. Quem opta pela queimada já tem no imaginário que "quanto mais queimar melhor".

Nesse caso dane-se o meio ambiente. O fato acontecido na área do Marrecas demonstra o quanto a política de "queimadas controladas" é desastrosa. Dessa vez, talvez, o proprietário receba uma multa, talvez essa multa nem seja paga. Esse fato soma-se aos outros inúmeros descasos com o meio ambiente em Caxias do Sul, principalmente no Marrecas onde já houve de tudo, até roubo de madeira.

Mas pior do que ver milhares de árvores virarem carvão é o silêncio de Maria Helena Sartori e Alceu Barbosa Velho que tanto apoiaram esse tipo de prática que ao sair de controle consumiu o patrimônio público.

sábado, 17 de agosto de 2013

Arquivado projeto que tentava retirar todos os símbolos religiosos de locais públicos

A tentativa de retirar todos os símbolos religiosos de locais públicos foi rejeitada na sessão ordinária desta quinta-feira, dia 15. Por maioria (15X5), o plenário acolheu o parecer de inconstitucionalidade, emitido pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação (CCJL) da Casa, vereador Flávio Cassina (PTB). Com isso, a proposta do vereador Renato Nunes (PRB) será arquivada no Legislativo caxiense.

Antes da votação, Nunes provocou debate. Segundo ele, a sua proposição dialoga com o princípio laico (secular) da Constituição. Por isso, ressaltou não entender o porquê da inconstitucionalidade, sustentada por Cassina. "Retirando-se os símbolos, a ideia laica ficaria garantida pela não interferência religiosa, nos espaços públicos", explicou.

Cassina, porém, esclareceu que, tecnicamente, a matéria apresentou problemas no teor do artigo 1º. Detalhou que a proibição de símbolos, como o crucifixo, abrangia prédios públicos de abrangências federal e estadual. Acusou vício de iniciativa e disse que um vereador não pode legislar sobre prerrogativas que extrapolem a esfera municipal.

Depois da discussão entre vereadores, envolvendo teor religioso, Nunes garantiu que fará indicação ao Executivo Municipal, para que a Constituição seja cumprida, quanto ao teor laico, sem símbolos religiosos, em locais públicos. Ameaçou, inclusive, recorrer ao Ministério Público.

Durante a sessão um grupo de manifestantes espalhou vários cartazes com símbolos de todas as religiões (foto). Demonstrando apoio a proposta de Nunes a ação demonstrava que se há espaço para um símbolo religioso tem que haver para todos os outros. É muito comum a Câmara de Vereadores abrir espaço para atividades religiosas, principalmente católicas, inclusive durante as sessões.

Veja abaixo como votou cada um dos vereadores. Nesse caso votar SIM significa concordar com o relatório da CCJL emitido pelo vereador Flávio Cassina que apontava que o projeto era inconstitucional. Votar NÃO era ser contrário ao parecer:


ARLINDO BANDEIRA PP Sim

CLAIR DE LIMA GIRARDI PT Não

DANIEL ANTONIO GUERRA PSDB Sim

DENISE DA SILVA PESSÔA PT Não

EDI CARLOS PSB Sim

EDSON DA ROSA PMDB Presidente

FELIPE GREMELMAIER PMDB Sim

FLÁVIO GUIDO CASSINA PTB Sim

FLÁVIO SOARES DIAS PTB Sim

GUILHERME GUILA SEBBEN PP Sim

GUSTAVO LUIS TOIGO PDT Sim

HENRIQUE SILVA PCdoB Não Votou

JAISON BARBOSA PDT Sim

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA PDT Não

JÓ ARSE PDT Sim

MAURO PEREIRA PMDB Sim

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR DEM Sim

PEDRO JUSTINO INCERTI PDT Sim

RAFAEL BUENO PCdoB Não Votou

RAIMUNDO BAMPI PSB Sim

RENATO DE OLIVEIRA NUNES PRB Não

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO PT Não

ZORAIDO DA SILVA PTB Sim

Os reclames da burguesia

O importante é "ir pras praias"?
É irritante como a mídia burguesa caxisense faz parecer que o maior problema da cidade e do estado são as estradas esburacadas. Realmente, para quem viaja bastante, a situação degradante de algumas estradas torna-se um problema cotidiano. E ninguém nega que estradas em boas condições evitam uma série de acidentes.

Porém, impossível não analisarmos esse problema do ponto de vista da maioria da população. Quem viaja tão frequentemente a ponto de os buracos das estradas serem realmente um problema diário? 1 ou 2% da população?

O que realmente aperta o calo do povo é o posto de saúde sem médicos, a escola sem professores, a rua sem calçamento. Isso é o que deixa as pessoas infelizes. Aquilo que atinge o ser humano cotidianamente.

Quando a imprensa apresenta apresenta as más condições das estradas como um sério problema, como um descaso do estado, está maximizando um problema que não é do dia a dia da maior parte da população e que não faz diferença alguma pra maioria, que não tem condições de viajar. Está se colocando, na verdade, como porta voz dos empresários e da elite.

Panela no asfalto? O problema é a panela na mesa!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Erro CRASSO motivou acesso de fúria de Barbosa


Afinal, por que Joaquim Barbosa teve mais uma explosão diante das câmeras no plenário do STF? Fruto do já conhecido temperamento autoritário e desrespeitoso? Na verdade, seu temor é ser forçado a corrigir um erro que ele próprio cometeu, na definição das penas, ao omitir a data de morte de José Carlos Martinez (abaixo à dir.), com quem o PT fechou um acordo eleitoral e que faleceu em outubro de 2003; a data tem papel essencial na definição de penas de réus como Bispo Rodrigues, pivô da discussão de ontem, e até de José Dirceu; brigada da mídia já se movimenta para evitar que o erro seja revisto, como nas colunas de Merval Pereira, Reinaldo Azevedo e Josias de Souza

Fonte: Brasil 247

No julgamento da Ação Penal 470, o Supremo Tribunal Federal cometeu um erro importante. Por omissão aparentemente consciente do ministro Joaquim Barbosa, a data da morte do político José Carlos Martinez, com quem o PT fechou um acordo de R$ 20 milhões, foi considerada o "fim de 2003" e não outubro de 2003, como precisamente ocorreu.

Essa data é relevante porque, em dezembro de 2003, a lei penal foi alterada, tornando mais rígidas as penas por corrupção. Exatamente por isso, um dos réus, Bispo Rodrigues, apresentou um embargo de declaração pedindo que sua pena fosse revista. Foi nesse momento que Joaquim Barbosa teve mais um acesso de fúria, quando agrediu seu colega Ricardo Lewandowski e o acusou de fazer "chicana".

A agressão – mais uma – não foi fruto apenas do temperamento autoritário e desrespeitoso de Joaquim Barbosa diante de colegas, repórteres e até de presidentes de associações de magistrados. O presidente do STF explodiu porque pressentiu que Lewandowski levaria a discussão para a revisão de um erro – aparentemente consciente, repita-se – do ministro Barbosa.

O vídeo abaixo deixa claro como ocorreu a falha no julgamento, quando Barbosa altera a data da morte de Martinez de outubro para dezembro de 2003:



O erro de Barbosa teve impacto na pena do Bispo Rodrigues e de outros réus, incluindo José Dirceu e Delúbio Soares. Num julgamento normal, sem a pressão de setores da mídia que têm a sua própria agenda política, o correto seria revê-los.

No entanto, Barbosa tem a seu favor a ação de uma brigada organizada de jornalistas, que constrói um discurso para que o erro seja mantido. Uma organização que se torna evidente até pela semelhança dos adjetivos e argumentos. Merval Pereira, por exemplo, chama José Dirceu de "cardeal", quando insinua que ele é o réu que Lewandowski tentaria proteger – e não o Bispo Rodrigues. Reinaldo Azevedo faz a mesma blague e define o ex-ministro da Casa Civil, como "papa". Nesse jogo sincronizado, também merece destaque o artigo de Josias de Souza, que segue a mesma linha de argumentação.

Vereadores mantem sessões da Câmara no meio da tarde


Nem a pressão popular no plenário, nem as inúmeras manifestações de contrariedade a mudança do horário das sessões da Câmara de Vereadores conseguiram sensibilizar os vereadores. Ontem por ampla maioria, 13 a 9, os vereadores rejeitaram o projeto de lei de Mauro Pereira (PMDB) e mais 7 vereadores, que propunham a mudança do horário das sessões para às 18 horas, ao invés das 15h45min, em vigor desde o dia 2 de julho.

A proposta de colocar o horário das sessões no meio da tarde foi do vereador Zoraido Silva (PTB), que na sessão de ontem, 15, foi um dos maiores defensores contra a mudança do horário para às 18h. Segundo o petebista afirmou que a casa estaria economizando de R$ 50 a R$ 60 mil com o novo horário, embora não tenha apresentado nada que comprovasse a sua tese. Zoraido ainda emendou: "Em todos os horários de início, praticados nos últimos anos, sempre houve déficit público. Agora, mais gente frequenta o plenário". Não sabemos de onde o vereador fez, também, essa segunda constatação já que o plenário permanece vazio até perto das 18 horas quando um grupo de pessoas tem acompanhado, de forma ruidosa, a maioria das sessões.

O aumento para 23 vereadores aumentou em muito a duração das sessões. Muitos deles promovem debates irrelevantes apenas para dizer que falaram alguma coisa. Há ainda temas que nem deveriam passar pelo plenário e poderiam ser definido diretamente nas comissões.

Veja abaixo como votou cada um dos vereadores. Nesse caso o voto SIM significa a mudança do horário de início das sessões para as 18 horas. O voto NÃO é a manutenção do horário atual, 15h45min.

ARLINDO BANDEIRA PP Não

CLAIR DE LIMA GIRARDI PT Sim

DANIEL ANTONIO GUERRA PSDB Sim

DENISE DA SILVA PESSÔA PT Sim

EDI CARLOS PSB Não

EDSON DA ROSA PMDB Presidente

FELIPE GREMELMAIER PMDB Não

FLÁVIO GUIDO CASSINA PTB Não

FLÁVIO SOARES DIAS PTB Não

GUILHERME GUILA SEBBEN PP Não

GUSTAVO LUIS TOIGO PDT Não

HENRIQUE SILVA PCdoB Não

JAISON BARBOSA PDT Sim

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA PDT Sim

JÓ ARSE PDT Não

MAURO PEREIRA PMDB Sim

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR DEM Sim

PEDRO JUSTINO INCERTI PDT Não

RAFAEL BUENO PCdoB Não

RAIMUNDO BAMPI PSB Não

RENATO DE OLIVEIRA NUNES PRB Sim

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO PT Sim

ZORAIDO DA SILVA PTB Não

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pérolas do Incerti, ou, o vereador que não sabe nada de educação


Cada uma que me aparece nas sessões da Câmara de Vereadores. Daria para escrever um livro, ou um blog. Ainda bem que temos um. 

Ontem o vereador Pedro Incerti (PDT) demonstrou o quanto desconhece sobre o ensino superior em nossa cidade. Palavras dele segundo o site da Câmara de Vereadores:
" o município possui, hoje, mais de dez instituições de ensino particular e nenhuma de ensino público."
Pois é vereador isso não é verdade! Realmente Caxias do Sul tem mais de 10 instituições privadas de ensino superior mas tem 2, isso mesmo DUAS, de ensino público.

Uma delas é a UERGS, que vai mal das pernas por conta do sucateamento feito pelos governos Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB). O governo Tarso (PT), agora, aumentou os investimentos e fixou um valor orçamentário, permanente para a Universidade.

A outra é o IFRS, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, que tem 3 cursos de nível superior, além de cursos de ensino médio, extensão. O IFRS poderia estar melhor se o governo Sartori não tivesse feito a segunda pior contrapartida para a instalação do instituto na cidade.

Em tempo: E a proposta do Campus 8 como sede da UFRGS? Outro balão do vereador Rafael Bueno (PCdoB). No afã de conseguir holofotes não combinou com a UCS, com a UFRGS, com os Russos... 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Humor como ferramenta de desinformação

A charge acima, do Marco Aurélio, publicada na edição de hoje do jornal Zero Hora mostra como o humor é uma potente arma para a propagação de desinformação e preconceitos. Em apenas uma imagem o cartunista, que não é levado a sério nem pelos seus pares, demonstra o preconceito aos médicos estrangeiros que serão contratados pelo Sistema Único de Saúde, SUS, e a lei que prevê a distribuição de maconha aos usuários da droga no Uruguai.

Desmontando a farsa "humorística".


Primeiro ponto da farsa é o fato do "médico" uruguaio falando espanhol. A contratação dos médicos estrangeiros prevê que eles façam uma prova de proficiência em língua portuguesa. Prova semelhante todos os brasileiros fazem para estudar no exterior. O profissional terá sim, e é inevitável, sotaque, mas quem não tem? Isso não quer dizer que ele vá falar uma língua estranha aos pacientes.

A segunda inverdade é o fato de que uma pessoa poderia ir para Montevidéu e comprar "40 gramas de marihuana" (maconha). As 40 gramas são o teto máximo que será disponibilizado a usuários registrados e que são cidadãos uruguaios. Ou seja, um brasileiro, não poderá ir para o Uruguai e comprar maconha. Se fizer isso será enquadrado nas leis de tráfico que não foram abolidas. A medida do governo vizinho, que as pessoas podem  até discordar, visa afastar o usuário do traficante fornecendo diretamente o produto pelo governo.

Marco Aurélio não é o único chargista a usar esses subterfúgios de desinformação. O discurso fácil, a exposição midiática e o uso escancarado do senso comum são bastante utilizados pelo seu colega de profissão o caxiense Iotti que tem mania de reciclar charges destilando ódio aos movimentos sociais (veja aqui).

Tarso protocola projeto de passe livre estudantil intermunicipal

 
O governador Tarso Genro e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, protocolaram nesta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que garante a gratuidade da passagem de ônibus intermunicipais a estudantes gaúchos com renda mensal de até 1,5 salário mínimo per capita. As autoridades foram recebidas pelo presidente do Legislativo, Pedro Westphalen.
Tarso Genro destacou que a proposição teve origem em uma vontade política manifestada nas ruas. “Esta nova versão foi construída com a colaboração entre os poderes e os movimentos sociais. Devido a sua importância, gostaríamos que ele fosse votado rapidamente”, ressaltou.
Durante a entrega, o representante da União Nacional dos Estudantes (UNE-RS) Álvaro Lottermann, disse que o ato representa um momento histórico. “As resposta às demandas apresentadas pela juventude vieram na hora certa e construídas de forma democrática”, disse, afirmando que o movimento seguirá mobilizado para a aprovação do projeto.
A proposição tramitará em regime de urgência e a expectativa do Executivo é que a matéria seja apreciada e votada ainda em setembro. Assim, já em outubro, o Governo poderá começar a fazer os repasses de recursos que garantirão o transporte gratuito.
Alterações no projeto original
Em julho deste ano, o Governo protocolou na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que garantia passe livre metropolitano a estudantes de 63 municípios das seguintes regiões atendidas pela Metroplan: Metropolitana de Porto Alegre, Aglomeração Urbana do Litoral Norte, Aglomeração Urbana Sul e Aglomeração Urbana Nordeste.
Diante dos apelos dos movimentos sociais e das bancadas da base aliada na Assembleia, o Executivo construiu a possibilidade de extensão do benefício aos demais estudantes, que fazem uso de transporte fretado para chegar ao estabelecimento de ensino.
De acordo com dados levantados pelo Governo, dos 428 mil estudantes universitários do Estado, cerca de 120 mil estudam em instituições fora dos aglomerados urbanos. Destes, 89% estão concentrados em instituições com sede em sete cidades pólo: Bagé, Erechim, Ijuí, Lajeado, Passo Fundo, Santa Cruz e Santa Maria.
O cruzamento de dados disponíveis permite deduzir que cerca de 40% dos estudantes universitários de fora dos aglomerados urbanos residem em municípios distintos da sede de suas universidades. Informações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) indicam que os estudantes universitários se deslocam, majoritariamente, através de ônibus fretados. No primeiro semestre de 2013, por exemplo, foram transportados 31 mil através em conduções fretadas, o que abrange 110 prefeituras municipais e 565 associações estudantis.
Assim, a proposta encaminhada hoje ao Legislativo em substituição ao projeto original determina que, para os estudantes que não estão na Região Metropolitana e Aglomerados Urbanos (ou seja, utilizam transporte fretado), os recursos serão repassados aos municípios. O valor de R$ 8 milhões, que será repassado através de convênio, será o mesmo destinado ao sistema público. Para as regiões metropolitana de Porto Alegre, Aglomeração Urbana do Litoral Norte, Sul e Nordeste será oferecido o passe livre, conforme proposta anterior.

Com informações de Assessoria de Comunicação Governo do Estado RS

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Atualização: Assessora de Vinícius Ribeiro trabalha para a Assembleia e agência de publicidade

Atualização importante às 14h13min de 14/08/2013 leia no final


O Polenta News recebeu uma informação curiosa. Uma assessora do deputado estadual Vinícius Ribeiro (PDT) mantém duplo emprego. Além do cargo de assessora parlamentar ela ainda trabalha em uma agência de publicidade.

Fomos conferir as informações e constatamos a veracidade do fato. A confirmação final foi dada pela publicação, na Zero Hora de hoje, da lista dos assessores que não dão expediente na Assembleia Legislativa.

Na imagem abaixo vemos que Bruna Nora é Assessora Superior I, lotada no Gabinete do Deputado Vinícius Ribeiro com um salário, bruto, de R$ 3.831,56.


Acontece que Bruna tem mais um emprego. Ela é "Trainee em Design". Trainee é quase um estágio com a diferença que nessa modalidade, geralmente, o profissional é contratado. Abaixo há uma cópia da página da Fattore Comunicação Avançada que é a empresa que Bruna trabalha. Coincidência, ou não, a empresa é de sua mãe e a Fattore trabalho nas campanhas de Vinícius a vereador e deputados estadual.


 A página acima mostra como data de publicação o dia 8 de fevereiro de 2013. Na publicação ela se descreve como "Com experiência na área de atendimento ao cliente, adquirida em feiras e eventos", portanto não é um emprego ocasional ou passageiro.

Fica a pergunta. Como Bruna desempenha a função de assessora parlamentar, trainee da Fattore e ainda cursa Faculdade de Design? São funções incompatíveis com o espaço e o tempo, mesmo que ela não recebe nenhum real na Fattore, o que não seria justo.

Obviamente haverão explicações oficiais sobre o caso.

Nos apostamos na explicação: "A página está desatualizada".

Se pesquisarem a página, no Facebook, da Fattore (link) vocês verão a Bruna bastante integrada a equipe. A propósito parabéns pela vitória da sua equipe, a Let's Go, na 2ª Convenção Fattore Desafios.

Atualização

Fomos avisados, agora a pouco, que o site da Fattore foi totalmente modificado. Coincidência, ou não, a Bruna Nora não consta mais na lista. Na imagem abaixo está a data que realizamos a pesquisa, ontem, pouco antes da postagem ser publicada. Para que não sejamos acusados de "barricada" fazemos esse registro e apresentamos a comprovação. Isso está cada vez mais estranho.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Escândalo de corrupção no metrô de São Paulo escancara proteção da mídia aos governos tucanos

Qual das duas revistas está tentando enganar você?

Nunca foi tão fácil enxergar o cinismo, a desfaçatez e a hipocrisia da imprensa brasileira. Bastou que um escândalo atingisse seus aliados políticos tradicionais, para que essa postura viesse à tona. Do escândalo Siemens, emerge uma mídia que opera com dois sistemas métricos distintos: um para os amigos, outro para os adversários.

Revelado pela Isto É e logo depois acompanhado pelo Estadão, o "propinoduto" tucano pode ter alcançado R$ 1 bilhão e iniciou no governo Covas há 20 anos! Acoados pelas evidências outros veículos foram obrigados a noticiar o fato. Um dos últimos foi a Globo que foi obrigada a dar uma reportagem, de vários minutos, sob pena de perder, de vez, a credibilidade.

A opção da Veja, uma das piores revistas do Brasil, foi, além de não noticiar o esquema, usar seus "colunistas" para tentar desqualificar as denúncias. Merval Pereira lamentou a corrupção tucana e se apressou em inocentar o ex-governador José Serra. Reinaldo Azevedo deu um chilique e afirmou que a teoria do domínio do fato, usada pela Polícia Federal para indiciar Andrea Matarazzo, vereador pelo PSDB paulista, e pelo Supremo Tribunal Federal para condenar José Dirceu, não poderia ser aplicada ao político tucano.

Ora, se a mesma cautela fosse aplicada aos adversários dessa mesma imprensa, o julgamento mais emblemático dos últimos anos teria transcorrido de forma bem menos turbulenta. No entanto, se para os amigos as provas podem ser transformadas em indícios, para os adversários os indícios também podem ser convertidos em provas. Além disso, essa mesma imprensa que faz da ética seu cavalo de batalha se julga no direito de colocar a faca no pescoço de juízes – como Veja faz nesta semana em relação a Ricardo Lewandowski  – para defender seus interesses políticos, que, na prática, são interesses comerciais.

Para finalizar, enquanto a mídia toda, mesmo que a contragosto, se obrigue a dar manchetes sobre o caso nos seus veículos a Veja destina a capa dessa semana a: "musculação". Isso é uma vergonha.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pivô do caso Siemens pode explicar reeleição de FHC

Publicado originalmente em Brasil 247


Surgimento de José Luiz Portella no caso Siemens afasta de vez a possibilidade de que a corrupção nos trilhos do metrô de São Paulo tenha sido fruto apenas da ação isolada de funcionários públicos corruptos; Portelinha teve papel essencial na reeleição de FHC, manchada pela suspeita de compra de votos, como no caso do ex-deputado Ronivon Santiago; Portelinha é também homem de confiança de José Serra; com ele no escândalo, fortalece-se a tese levantada pela revista Istoé, sobre a existência de um "propinoduto" e esvaem-se as esperanças de Merval Pereira, que temia justamente a corrupção sistêmica

Dezesseis de maio de 1997. O escândalo que chacoalha o Brasil diz respeito à compra de votos para a reeleição do ex-presidente FHC. O pivô é o ex-deputado Ronivon Santiago, que, numa conversa gravada, revela que parlamentares estariam recebendo R$ 200 mil para votar pela reeleição. Naquele dia, a Folha de S. Paulo, que havia revelado o caso, publica uma nova matéria, assinada por Fernando Rodrigues, Lúcio Vaz e Lucas Figueiredo, todos repórteres premiados. Assim ela começa:

O deputado Ronivon Santiago, expulso anteontem do PFL, diz em conversas gravadas que seus acertos com o governo na emenda da reeleição e em outras votações está baseado na liberação de dinheiro federal para empreiteiras realizarem obras rodoviárias.

Segundo o deputado, essas liberações são acertadas de forma satisfatória por causa da intervenção do governador Orleir Cameli (AC) e pela intimidade que ele, Ronivon, teria com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, José Luiz Portella – pessoa de confiança do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Mais adiante, os repórteres revelam bastidores da ação de Portella, conhecido no ninho tucano como Portelinha:

Em uma parte da conversa, o interlocutor de Ronivon -aqui identificado apenas como "Senhor X"- menciona o fato de Orleir Cameli ter sido recebido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 27 de janeiro passado, véspera da votação da reeleição.
Eis o que responde Ronivon: "Foi. Esteve. Tem ordem lá para liberar a verba agora em abril".
A verba não foi liberada. Mas Ronivon continuou confiante no governo. "Eu estive com o Portella, do Ministério dos Transportes, que é o cara que coordena as liberações, ele me falou que tem ordem superior já, recebeu ligação superior já pra dar a liberação do Acre", diz o deputado.

Corte para oito de agosto de 2013. O escândalo da vez diz respeito às propinas do metrô de São Paulo. Assim começa a reportagem da Folha de S. Paulo, assinada por Flavio Ferreira, Catia Seabra e Julianna Sofia:

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) sugeriu à multinacional alemã Siemens um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM, de acordo com um e-mail enviado por um executivo da Siemens a seus superiores na época.

A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Ou seja: quinze anos depois da suspeita de compra de votos da reeleição, operada por José Luiz Portella, o Portelinha, o Brasil descobre que o mesmo personagem está no centro do escândalo Siemens. Da articulação de emendas para parlamentares, ele passou a operar a compra de trens e vagões, em encontros em Amsterdã.

A existência desse elo de ligação (leia mais aqui) torna remota a possibilidade de que a corrupção nos trilhos do metrô paulista seja fruto da ação isolada de funcionários corruptos – como parece ser a torcida de colunistas alinhados ao tucanato, como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo. Ao contrário, os indícios apontam para um jogo da cúpula partidária, operado por uma pessoa da mais estrita confiança de homens como FHC e José Serra.

Assim, ganha força a tese levantada pela revista Istoé sobre a existência de um "propinoduto tucano", ou seja, de uma máquina de arrecadação destinada à conquista e à perpetuação do poder. Exatamente aquilo que Merval Pereira parecia temer, como escreveu em sua coluna desta quinta:

A ação individual de um político desonesto é menos danosa para a democracia do que a de um grupo político organizado, que se utiliza dos esquemas de poder a que chegou pelo voto para se eternizar nele. Foi o que aconteceu justamente no mensalão do PT. Se as investigações do caso Siemens em São Paulo levarem à conclusão de que o PSDB montou um projeto de poder em São Paulo desde o governo Covas, passando por Geraldo Alckmin e José Serra, financiado pelo desvio de verbas públicas, estaremos diante de uma manipulação política com o mesmo significado, embora com alcance regional, enquanto o mensalão tentou manipular nada menos que o Congresso Nacional.

Parafraseando Merval, com José Luiz Portella, "fica clara a ação de um grupo político organizado, que se utiliza dos esquemas de poder a que chegou pelo voto para se eternizar nele".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

“Homem”, uma animação de Stevie Cutts

Ilustrador  londrino Steve Cutts (site) é o idealizador desse genial curta de animação sobre como a humanidade age em relação aos outros habitantes deste planeta e em relação ao próprio meio ambiente. É tão óbvio e sem sentido que, por alguns instantes, você terá vergonha de pertencer à mesma espécie do personagem principal do filme. Intitulada simplesmente de “Man” (Homem), o curta exibe uma mensagem consistente sobre o consumo de carne, testes em animais, poluição dos rios, derrubada de florestas e todas as atividades suicidas que o ser humano mantém. No Youtube o vídeo já foi assistido por mais de 4,2 milhões de pessoas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Papo de Corredor - Pressão popular na Câmara está incomodando alguns vereadores

Recebemos uma denúncia de que um eleitor foi ameaçado por um assessor do vereador Zoraido Silva (PTB) na sessão de ontem, 6, da Câmara de Vereadores. Segundo o relato postado na nossa página no Facebook, um jovem estava assistindo a sessão. Segundo ele depois de horas de discussão sobre o requerimento, do vereador Daniel Guerra (PSDB), que pedia explicações sobre os serviços de alta complexidade em saúde na cidade (leia aqui), ao ele ser rejeitado o jovem teria gritado:
 "Mais vale o Dia do Vizinho que a saúde pública"
Nesse momento ele ouviu um "CALA BOCA" de alguém da platéia. "Me virei para esse assessor [do Zoraido] e pedi quem era que me mandou calar. levei um chute que quase acerta meu braço". Junto a esse assessor havia um segundo que teria convidado esse cidadão a ir "conversar lá fora".

Não é a primeira vez que os vereadores se sentem incomodados com a presença do público na sessões da Câmara. Foi justamente por isso que as reuniões foram antecipadas para o meio da tarde, para evitar a participação da população.

Sempre que há um grande número de cidadãos presentes fica mais difícil seguir as orientações do governo na rejeição ou aprovação de projetos, pois não tem como "enrolar" quem viu a discussão. Obviamente haverá vereadores que vão dizer que o plenário da Câmara tem que ser o espaço de livre opinião e as vezes sua opinião não vai contentar quem está na plateia. Isso é verdade. Mas só teria efeito se o vereador, durante a campanha, deixasse bem claro a sua posição e não desse apenas discursos genéricos e vazios.