terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ora, pombas. Matança de novo!

Parece fácil mas não é. A vida de uma pomba em Caxias é uma aventura. De um lado tem uma fanática por pombos que distribuiu quilos de farelo duas vezes ao dia. De outro tem praticamente um grupo de extermínio desses animais alados.

Na manhã de hoje, novamente, dezenas de animais apareceram mortos na praça Dante Alighieri. Segundo os servidores da prefeitura que cuidam dos jardins da praça foram recolhidas mais de 70 animais. Provavelmente envenenados. Novamente envenenados.

Em dezembro de 2012 foram centenas. Em abril de 2013 mais umas 60. Agora um mesmo número. Obviamente não há como saber quantas morreram ao certo pois várias podem ter caído nos tetos dos edifícios nas redondezas da praça.

Se existe o receio que elas sejam vetores de doenças, envenenar os bichos também é um problema de saúde pública, pois animais domésticos, ou não, circulam pela praça, sem falar no risco do veneno ser carregado pelo vento ou pela chuva.

A explicação do secretário do meio ambiente, Adivandro Rech (PP), parece quase chacota. Ele disse que no mês que vem iria colocar em prática o plano de capturar e levar os bandos para fora da cidade. A ideia é usar redes para prender os pombos e transportá-los até uma área pública reservada. Lá, os bichos passarão por processo de adaptação.

Ele teve dois anos para colocar esse plano em prática. A apatia do secretário já beira a irresponsabilidade. Durante quase um ano ele tentou por em prática uma lei que proibia alimentar os animais. Só uma pessoa faz isso diariamente e não conseguiram impedir uma idosa de cometer, duas vezes por dia, uma infração legal.

Ninguém sabe, ninguém viu. As câmera de vigilância não irão ajudar hoje, como não ajudaram em 2013 e em 2012, pois não funcionam. Quando funcionam as imagens não mostram ninguém. Pombas e mágicos tem relação muito estreita, só que em Caxias que faz a mágica de desaparecer é o envenenador. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Boa notícia: Metade dos vereadores não faltaram nenhuma vez. Má notícia: Um vereador faltou mais do que 19 deles juntos

Um levantamento realizado pelo jornal Pioneiro, junto ao Portal Transparência, da Câmara de Vereadores, mostra duas notícias. Uma boa, outra ruim.

Vamos primeiro a boa notícia. Metade dos vereadores, ou seja 12, não tiveram nenhuma falta registrada. Tiveram sim, licenças ou de saúde ou de representação da Câmara. Isso mostra que, pelo menos, os trabalhos do legislativo sempre tinham número suficiente de vereadores para que as decisões acontecessem.

A má notícia. Houveram, somadas, 41 faltas, não justificadas. Destas apenas um vereador teve 36% das faltas. Washington Stecanela (PDT) faltou 15 das 41 faltas que todos os vereadores tiveram somadas. E mais ele faltou a 11% das sessões. Como cada vereador tem salário de R$ 9.046,45 as faltas do vereador Washington custaram ao bolso dele cerca de R$ 4.500,00, ou metade do seu salário de um mês.

O valor é alto para um trabalhador comum, corresponde a 6 salários mínimos, mas é pouco para quem tem um patrimônio que ultrapassa os R$ 13 milhões.

O vereador pedetista já se envolveu em diversas polêmicas e, pelo que se comenta, também não era muito assíduo ao trabalho quando era secretário de esportes do município.

Veja como foi o comparecimento dos vereadores em cada uma das 132 sessões do ano:

Washington Stecanela (PDT) - 15 faltas e 2 representações da Câmara
Guila Sebben (PP) - 5 faltas e 1 representação da Câmara (1 delas em sessões da Comissão Representativa, que funciona durante o recesso, em janeiro)
Daniel Guerra (PRB) - 4 faltas (todas as 4 em sessões da Comissão Representativa)
Jaison Barbosa (PDT) - 4 faltas (2 delas em sessões da Comissão Representativa)
Pedro Incerti (PDT) - 4 faltas
Arlindo Bandeira (PP) - 2 faltas (ambas as 2 em sessões da Comissão Representativa) e 2 representações da Câmara
Edson da Rosa (PMDB) - 2 faltas e 2 representações da Câmara
Flávio Cassina (PTB) - 2 faltas (1 delas em sessão da Comissão Representativa) e 3 representações da Câmara
Henrique Silva (PCdoB) - 2 faltas e 1 licença-saúde
Felipe Gremelmaier (PMDB) - 1 falta (em sessão da Comissão Representativa) e 1 representação da Câmara
João Carlos Virgili Costa (PDT) - 1 falta com justificativa
Denise Pessôa (PT) - nenhuma falta, 6 representações da Câmara
Rodrigo Beltrão (PT) - nenhuma falta
Kiko Girardi (PT) - nenhuma falta, 2 representações da Câmara e 3 licenças-saúde
Renato Nunes (PRB) - nenhuma falta, 3 licenças-saúde e 6 licenças-luto
Mauro Pereira (PMDB) - nenhuma falta
Zoraido Silva (PTB) - nenhuma falta, 3 representações da Câmara
Flávio Dias (PTB) - nenhuma falta, 5 licenças-saúde e 1 afastamento legal
Edi Carlos (PSB) - nenhuma falta, 2 representações da Câmara
Gustavo Toigo (PDT) - nenhuma falta, 4 representações da Câmara e três licenças para assumir Executivo
Rafael Bueno (PCdoB) - nenhuma falta, 1 licença-saúde e 1 representação da Câmara
Raimundo Bampi (PSB) - nenhuma falta, 3 licenças-luto e 2 representações da Câmara
Neri, o Carteiro (SD) - nenhuma falta

Ranking da Veja dá nota Zero para Aécio Neves

A ironia é irônica se não não seria ironia, fazendo uma reflexão aos moldes do futuro governador Sartori. E a ironia, mais irônica de 2014, foi o "Ranking do Progresso" da revista Veja. Ele constata algo que muita gente já sabia. Aécio Neves (PSDB) é o pior senador do Brasil. Mais do que isso é o pior integrante do Congresso Nacional.

Segundo o ranking, divulgado pelo quarto ano consecutivo, o senador mineiro recebeu nota 0, isso mesmo ZERO. A listagem elaborada pela revista e pelo Núcleo de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Necon), leva em consideração 9 pontos considerados essenciais pela revista que seriam capazes de contribuir para um país mais moderno e competitivo. Os eixos são: carga tributária menor, mas simples e sem imposto em cascata; infraestrutura (estradas, portos, aeroportos); combate à corrupção; melhor gestão de gastos públicos; sistema educacional universal e eficiente; marco regulatório claro e respeitado (agências reguladoras técnicas e independentes; simplificação de regras e podas da selvagem burocracia; governabilidade (relação entre poderes) e relações trabalhistas.

Conforme o voto, apresentação de projetos, emendas ou discussão do parlamentar ele recebe uma nota. Não se avalia a quantidade de projetos, nem a assiduidade. Com esses critérios se estabeleceu a lista. Entre os senadores os 10 primeiros são: Eduardo Amori (PSC/SE), Lindberg Farias (PT/RJ), Armando Monteiro (PTB/PE), Anibal Diniz (PT/AC), Eunício Oliveria (PMDB/CE), Antonio Carlos Valadares (PSB/SE), Zeze Perella (PDT/MG), Waldemir Moka (PMDB/MS), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e Cleisi Hoffmann (PT/PR). Nenhum tucano! O melhor colocado do PSDB aparece em 26º com Cicero Lucena (PB).

A listagem caiu como uma bomba na rede, que não poupou a contradição do semanário que há anos tenta vender, explicitamente, Aécio Neves como a salvação para o país e no seu próprio ranking coloca ele em último lugar e com nota ZERO. Isso significa que ele não apresentou nenhum projeto, nenhuma emenda, não fez nenhum pronunciamento que defendesse qualquer um dos 9 eixos que a Veja considera fundamental para o pais. Imagina o desastre que seria se ele tivesse sido eleito!

Em uma tentativa desesperadora a revista fez uma emenda, que saiu pior que o soneto. Para tentar justificar a nota ZERO de Aécio Neves a Veja tentou dizer que isso era um "ponto fora da curva". "Candidato à Presidência desde junho deste ano, Aécio saiu em campanha pelo país, o que evidentemente o afastou de Brasília e da movimentação cotidiana do Senado. Era natural, dada a ausência, imperativa aos candidatos a qualquer cargo, mas sobretudo aos postulantes a presidente, que Aécio fosse penalizado por dedicar menos tempo à atividade legislativa", afirmou a revista numa edição, a posteriori, da reportagem.

Pura balela. Dezenas de outros nomes, melhor classificados, participaram de campanhas eleitorais, mesmo assim ficaram melhor, bem melhor, e bota melhor colocados nisso. Exemplos são Lindberg Farias, que concorreu ao governo do Rio de Janeiro e Ana Amélia Lemos (PP) que concorreu ao governo gaúcho.

A questão é que quando confrontados com critérios objetivos não há o que discutir. As invenções conservadoras são sempre um desastre. Os deputados e senadores "queridinhos da mídia" tem atuação medíocre no Congresso. Seu prestígio vem unicamente do largo espaço que recebem nos veículos de comunicação. Quando sua produção é avaliada percebe-se que eles são uma farsa.

E os gaúchos?


Para contentar o nosso bairrísmo, o Polenta News, separou os parlamentares gaúchos da lista geral. No Senado, Ana Amélia Lemos (PP) é a melhor colocada na 25ª posição. Depois tem Paulo Paim (PT) em 34º e Pedro Simon (PMDB), "queridinho da mídia gaúcha", em 53º.

Na Câmara dos Deputados, entre os 10 primeiros 5 são do PT e um é do PCdoB. O deputado Marcon, que tem vínculos muito fortes com o MST, aparece em 12º na lista geral. Mais um preconceito midiático que se desmonta. O primeiro deputado federal gaúcho, realmente de oposição ao governo Dilma, só aparece em 81º com Onix Lorenzoni (DEM).

E no fim da tabela? Aí que a ironia fica irônica mesmo. Danrlei de Deus (PSD), Luiz Carlos Heinze (PP) - que disse que sem terra, negro e quilombola não prestam, Vieria da Cunha (PDT) - futuro secretário estadual de educação, Jerônimo Goergen (PP) e Beto Albuquerque (PSB), candidato a vice presidente na chapa de Marina Silva. Todos fieis cabos eleitorais da candidatura Sartori.

Veja abaixo o ranking dos parlamentares gaúchos. O número a esquerda é a posição no ranking geral e o da direita é a nota de 0 a 10.

Câmara dos Deputados: 
12 - Marcon (PT) - 8,42
26 - Henrique Fontana (PT) - 7,87
40 - Marco Maia (PT) - 7,43
47 - Paulo Pimenta (PT) - 7,24
51 - Manuele D'Ávila (PCdoB) - 7,05
60 - Jose Stédile (PSB) - 6,87
74 - Ronaldo Zulke (PT) - 6,5
81 - Onix Lorenzoni (DEM) - 6,26
93 - Darcísio Perondi (PMDB) - 5,98
107 - Afonso Hamm (PP) - 5,63
108 - Assis Melo (PCdoB) - 5,62
112 - José Otavio Germano (PP) 5,52
119 - Nelson Marchezan Junior (PSDB) - 5,38
120 - Enio Bacci (PDT) - 5,37
122 - Eliseu Padilha (PMDB) - 5,28
126 - Pepe Vargas (PT) - 5,18
127 - Sergio Moraes (PTB) - 5,17
133 - Maria do Rosário (PT) - 5,1
138 - Alceu Moreira (PMDB) - 4,93
142 - Gionavi Cherini (PDT) - 4,85
145 - Luiz Carlos Busato (PTB) - 4,74
161 - Bohn Gass (PT) - 4,42
173 - Alexandre Roso (PSB) - 4,18
173 - Vilson Covatti (PP) - 4,18
179 - Renato Molling (PP) - 4,06
182 - Osmar Terra (PMDB) - 3,99
184 - Danrlei de Deus (PSD) - 3,88
185 - Luiz Carlos Heinze (PP) - 3,87
212 - Vieria da Cunha (PDT) - 3,02
230 - Jerônimo Goergen (PP) - 2,15
237 - Beto Albuquerque (PSB) - 1,24

Senado:
25 - Ana Amélia (PP) - 5,62
34 - Paulo Paim (PT) - 4,63
53 - Pedro Simon (PMDB) - 3,64

sábado, 27 de dezembro de 2014

Mensalão Tucano chega a dez anos de impunidade

Fonte: Brasil 247

Passada quase uma década, petistas já finalizando o cumprimento de suas penas por conta de acusações semelhantes, e os denunciados pelo chamado mensalão tucano de Minas Gerais sequer foram julgados. O escândalo de compra de apoios à reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB) aconteceu em 1998, mas foi descoberto apenas em julho de 2005. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, o mensalão tucano envolveu desvios de R$ 3,5 milhões de empresas públicas de Minas (R$ 10 milhões em valores corrigidos), usados na campanha eleitoral.

Enquanto isso, a Ação Penal 470, o mensalão do PT, foi julgado com rigor extremo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), comandado implacavelmente pelo então ministro Joaquim Barbosa e num ambiente de espetacularização da mídia familiar.

Praticamente todos os acusados receberam penas duríssimas, sumárias e inéditas na história da Corte Suprema. Figuras importante do petismo e da República, a exemplo do ex-tesoureiro Delúbio Soares, o ex-presidente da sigla José Genoíno e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu cumprem suas estão em pleno cumprimento de suas condenações já no regime semi aberto.

Em relação ao escândalo envolvendo o tucanato, o STF não teve o mesmo rigor. A corte que não admitiu o desmembramento do processo para envio às instâncias inferiores, teve entendimento diferente nos caso de Azeredo. O processo do então governador mineiro, que desde março de 2014 está pronto para ir a julgamento, deverá ser analisado pela primeira instância da Justiça mineira. A data sequer foi marcada ainda.

Azeredo, numa clara manobra, renunciou ao mandato de deputado federal e perdeu o foro privilegiado. Apesar de a renúncia ter ocorrido em março, somente no dia 4 de dezembro a ação penal chegou à 9ª Vara Criminal, em BH, onde já tramita outro processo, esse com oito réus.

Essa outra ação tinha dez réus, mas a morosidade da Justiça permitiu que o crime prescrevesse para dois deles, que completaram 70 anos. Os favorecidos foram o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e o tesoureiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão.

Esse processo ainda se arrasta, e nenhum réu foi nem sequer ouvido. A última audiência do ano não aconteceu porque os advogados dos réus não foram notificados do depoimento com a última testemunha de defesa, justamente do réu José Afonso Bicalho. A audiência foi remarcada para 21 de janeiro.

Há ainda um terceiro processo, que envolve o ex-senador Clésio Andrade (PMDB). Ele também renunciou ao mandato, o que levou o processo para a primeira instância.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A mudança de discurso de Sartori

Apesar de apresentar quase nenhuma proposta durante a campanha, o futuro governador José Ivo Sartori (PMDB) era direto em uma coisa: o não aumento de impostos e, quiça, a redução da carga tributária.

Depois de afirmar, em uma entrevista lacônica a Zero Hora, que não sabia a situação financeira do estado, que foi o tema mais debatido durante as eleições, o futuro governador já deixa transparecer que pode haver aumento de impostos ou o não cancelamento de alguns.

O caso mais emblemático está no chamado "Imposto de Fronteira" que é uma alíquota cobrada de produtos que são comprados de outros estados, normalmente são importados chineses. Esses produtos chegam bem mais baratos no Rio Grande do Sul e prejudicam a indústria local que perde em competitividade.

Durante a discussão do projeto o futuro secretário da fazenda, Giovane Feltz (PMDB), o futuro vice governador Cairoli (PSD) e o deputado Frederico Antunes (PP) foram os principais lutadores contra o imposto.

O que seria de se esperar é que o governo Sartori suspendesse o imposto. Pois é, parece que não vai. Ele rende R$ 300 milhões aos cofres públicos e em pouco tempo poderá chegar a R$ 1 bilhão!

O atual governo sempre defendeu que o fim desse imposto seria, praticamente, um subsídio aos produtos chineses. Sartori afirma que "quer negociar uma solução que seja boa para os dois lados". Só que essa proposta está fora do tempo.

Como lembrou a colunista Rosane Oliveira na Zero Hora de hoje, "a fase da negociação passou. Reabrir o debate significa admitir que o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, tinha razão e que a lei é incompatível com a situação das finanças públicas".

O discurso do futuro governador fica cada dia mais frágil. Faltando seis dias para a posse não dá mais para dizer que "vamos ver o que fazer depois". O depois já chegou. Em 2 de janeiro o governador deverá que executar ações e não pode ser só uma galetada no galpão do Palácio Piratini.

Desnível na rua dos outros é refresco

O vereador Mauro Pereira (PMDB) em mais um momento para atrair os holofotes, foi para a Rota do Sol com uma régua na mão para medir os desníveis entre a pista e o acostamento nas obras de recuperação da rodovia. Sem se preocupar se a obra está acabada, ou não, ele disparou que os desníveis podem fazer carretas tombarem!

Não sabemos se carretas podem tombar com o desnível da pista com o acostamento, nem sabemos se a obra está pronta ou não. O Jornal Pioneiro que publicou a nota na coluna do Márcio Serafini, tão pouco tentou verificar o argumento.

Longe de querermos defender uma obra, se ela estiver equivocada, caminhando pelas ruas da cidade não é difícil encontrar situações semelhantes. Na foto temos um exemplo. Na rua Mateo Gianella o asfalto cedeu deixando verdadeiras crateras que se repetem próximas às paradas de ônibus. Essa situação não é igualmente perigosa?

E esse é só um exemplo. A grande reclamação da população é por conta da falta de manutenção nos bairros da cidade. O Samae abre buraco e não fecha. Quando a secretaria de obras fecha um buraco faz errado e tranca as galerias de esgoto, e por aí vai.

Problemas de manutenção nos bairros não viram notícia porque estão em regiões periféricas, mas a degradação da estrutura viária, por falta de conservação é tão grande que logo, logo o problema chegará no centro.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Humor: Então é Natal...

Em entrevista de duas página para a Zero Hora de quarta-feira (24) o futuro governador José Ivo Sartori (PMDB) respondeu a maioria das perguntas de forma monossilábica. Até agora ninguém sabe o que o governador fará depois de empossado.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Caxias passa a ter a passagem de ônibus mais cara do Rio Grande do Sul

O prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho (PDT) definiu, na tarde dessa terça-feira (23) o novo valor da passagem de ônibus urbano de Caxias do Sul. O valor, fixado em R$ 3,00, representa um reajuste de 9,09%. Isso faz com que a tarifa de Caxias do Sul seja a mais cara do Rio Grande do Sul. 

O Conselho Municipal de Trânsito e Transportes havia aprovado na segunda-feira (22) o valor de R$ 3,11 (veja aqui). Segundo o prefeito o valor teria sido negociado entre a prefeitura e a Visate e a empresa teria aceitado reduzir a margem de lucro. 

Em matéria no site da prefeitura Alceu afirma que "com muito diálogo e entendimento, conseguimos manter a passagem sem aumento durante dois anos”. Isso não é verdade. A passagem de ônibus está em 2,75 há 1 ano e seis meses. Ela foi reajustada no final de 2012. Mesmo com as desonerações de impostos feitas pelo governo Dilma, no começo de 2013, o prefeito se negava a reduzir o valor da passagem. Ela só baixou na véspera de um protesto marcado para Caxias em junho de 2013. 

A passagem de ônibus custa R$ 2,95 em Porto Alegre; R$ 2,75 em Pelotas e R$ 2,60 em Santa Maria.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Humor: Primeiras Sartorices


Incrível. Passagem de ônibus pode chegar a R$ 3,11 em Caxias do Sul

O Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, em uma reunião relâmpago, aprovou o valor calculado pelos técnicos de prefeitura e propôs que o prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), aprove o valor de R$ 3,11 para a passagem de ônibus urbana.

O reajuste será de 13% é bem superior a inflação do período. Em 2013 o valor não foi reajustado mas em contrapartida a prefeitura isentou a Visate de dois impostos.

O Conselho nem ao menos retirou o 1 centavo para arredondamento. A "patrola" foi garantida pelo presidente do Conselho que também é o secretário de trânsito, Manoel Marrachinho. A indicação ainda chega ao prefeito com um "tom de ameaça": Caso o valor seja reduzido a prefeitura deve dizer como compensará a Visate pelo valor a menor. Como assim?

Os cálculos do valor da tarifa são apresentados e votados em menos de uma hora. Não há nenhuma possibilidade de análise, nem superficial, quem dirá profunda sobre os números. Se a tarifa ficar mesmo em R$ 3,11, ou em R$ 3,10 o governo municipal irá dar uma mensagem absolutamente ao contrário do que se propôs com a implementação do Sistema Integrado de Mobilidade. Esse valor, mais caro que Porto Alegre não irá fazer as pessoas pegarem mais ônibus, fará elas usarem menos e, por consequência, lotará ainda mais as ruas da cidade.

Somente dois conselheiros votaram contra o aumento. Os representantes da União das Associações de Bairros e do Diretório Central de Estudantes da UCS.

O prefeito Alceu tem a ultima palavra. Durante as festas de fim de ano, com todas as entidades em recesso, sem possibilidade de fazer pressão, qual será o resultado?

Secretariado menor de Sartori custará mais caro aos cofres públicos do que o atual

A matemática é simples e não falha. Mesmo com 8 secretários a menos, os CCs do governo Sartori (PMDB) custarão mais caro que os do governo Tarso (PT). Como isso?

Primeiro porque eles tiveram seus salários reajustados, e muito. Eles tiveram um reajuste de 64,22%, aprovado pela Assembleia Legislativa no último dia 15. Os salários dos secretários não eram reajustados desde o governo Yeda.

Com isso faz-se as contas:

13 salários ao ano: 12 meses + 13º.

27 secretários governo Tarso x R$ 11,5 mil = R$ 4 milhões ao ano.

19 secretários do governo Sartori x R$ 20,2 mil = R$ 4,98 milhões ao ano.

Ou seja, só o primeiro escalão do governo Sartori custará quase R$ 1 milhão a mais do que o secretaria de Tarso. 

E tem mais. Na extinção ou fusão de secretarias não ocorreu o corte de CCs que estavam vinculados a elas, garantindo espaço para ser preenchido pelos correligionários do governador ou pelos partidos da base.

Em resumo: a proposta de reforma administrativa que corta secretarias não terá impacto nenhum na redução de despesas, pelo contrário irá custar muito mais.

Sartori continua falando em cortar despesas. Ele não irá cortar nos CCs então onde será?

sábado, 20 de dezembro de 2014

Carta Aberta pela continuidade de Secretaria de Políticas para Mulheres do RS

Dezenas de organizações feministas, sindicais, estudantis e populares entregaram uma carta aberta ao governador José Ivo Sartori (PMDB) manifestando o descontentamento pela extinção da Secretaria de Políticas para as Mulheres do RS. Veja abaixo o documento:


Ao futuro governador José Ivo Sartori
À Assembleia legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
À Secretaria de Políticas para as Mulheres

As mulheres do Estado do Rio Grande do Sul, tanto organizadas autonomamente, quanto representadas por grupos, coletivos, organizações e movimentos feministas, vêm a público manifestar o descontentamento com a intenção do futuro governador José Ivo Sartori (PMDB-RS) de extinguir a Secretaria de Políticas para as Mulheres do RS.

A SPM-RS é hoje um órgão de grande relevância para as causas das Mulheres, representando uma conquista na luta por valorização e equidade. Defendemos a permanência das estruturas existentes – Secretaria / Conselho / Transversalidade com outros órgãos – por acreditarmos que o caráter das políticas que vêm sendo por elas desenvolvidas não são meramente assistencialistas. Tais políticas podem ser garantias de direitos e exercício da cidadania, além de instrumentos de protagonismo para as mulheres, e requerem estruturas de Estado específicas com orçamento, autonomia e estrutura adequada para a manutenção de programas e projetos que materializem nossos interesses.

A conduta adotada pelo novo governo ameaça a continuidade e o necessário aprofundamento de tais políticas públicas voltadas às mulheres, revelando claramente o desrespeito e a falta de comprometimento com as nossas lutas e os nossos direitos. Ao externar publicamente o plano de redução das Secretarias, o governo Sartori não traduz os interesses das mulheres gaúchas! Encerrar uma Secretaria que tem como foco a inclusão das mulheres nos processos de desenvolvimento social, econômico, político e cultural transferindo suas prerrogativas à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos é um ataque às mulheres do Rio Grande do Sul. Essa forma de governar trará um nítido retrocesso político e social para o estado do RS.

Tanto a justificativa pela necessidade de corte de gastos públicos quanto pela redução de Secretarias para desburocratizar a administração do estado são incoerentes, já que o próximo governo está ressuscitando, por exemplo, a extinta Secretaria de Minas e Energia. Tal incoerência torna-se ainda mais evidente quando lembramos que o momento de fechamento da SPM-RS coincide com a recente aprovação do projeto que concedeu aposentadoria especial para os deputados estaduais do RS. Enquanto tal aposentadoria resultará em aproximadamente R$ 3,5 milhões de gastos anuais aos cofres públicos gaúchos – gastos que jamais serão revertidos em benefícios à população – nossas lutas são transformadas em uma mínima parte de outra Secretaria, descaracterizando o foco da SPMRS e diluindo o avanço político que sua existência representa nos marcos das lutas históricas das mulheres.

As conquistas obtidas através da SPM-RS não podem ser contabilizadas como meros “gastos”. A Secretaria fortalece nossos direitos atuando fortemente no enfrentamento à violência contra as mulheres, proporciona projetos de combate à opressão imposta pela cultura do patriarcado, além de investir em programas de qualificação da mão de obra feminina e promover várias ações de luta por equidade. Iniciativas como a Rede Lilás tiveram excelentes resultados – como a redução em 32% do índice de feminicídio. Nesses números estão representadas, em sua grande maioria, mulheres pobres e negras que quando atingidas pela violência doméstica encontram a primeira oportunidade de um recomeço através dos programas e projetos articulados pela Rede Lilás.

Nosso posicionamento é claro ao afirmar que não aceitaremos retrocessos. Ao contrário, estamos cientes de que há muito para evoluir e aprimorar. Exigimos a SPM-RS atuando integralmente, apta não apenas para dar continuidade ao trabalho que vem sendo construído, mas para fazê-lo avançar. Pelas muitas conquistas e pelos imensos desafios é que reivindicamos a manutenção da Secretaria de Políticas para as Mulheres como órgão central de articulação e execução de políticas públicas de Estado para e com todas as mulheres do Rio Grande do Sul.

Não aceitaremos que nossas lutas sejam diminuídas. Nos uniremos, todas as irmãs deste estado, para lutar pela continuidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres!

Assinam essa carta:
  • Coletivo Yoni – Guaíba
  • Coletivo Juntas!
  • Grupo Sororidade RS
  • Coletivo Ana Montenegro / RS
  • Coletivo de Mulheres da UFRGS
  • Federação da Alimentação do RS
  • Federação das Mulheres Gaúchas
  • Coletivo Feminista Atena – Bagé/RS
  • Coletivo Feminista LIVRAelas – Livramento/RS
  • Coletivo Identidades - ESPM-Sul
  • União das Associações de Moradores de Porto Alegre
  • União de Negros(as) pela Igualdade
  • Marcha das Vadias – Porto Alegre/RS
  • Movimento de Mulheres Olga Benário
  • Grupo Putinhas Aborteiras
  • Coletivo Margaridas – Jaguarão/RS
  • Levante Popular da Juventude
  • Marcha das Vadias - Passo Fundo/RS
  • Marcha Mundial das Mulheres – RS
  • Coletivo Maria, vem com as outras! – Passo Fundo/RS
  • União da Juventude Socialista - UJS RS
  • União Brasileira de Mulheres - UBM / Porto Alegre
  • União Brasileira de Mulheres - UBM / RS
  • Ação da Mulher Trabalhista - AMT POA e RS
  • Associação de Mulheres Multiplicar
  • FECOSUL - RS
  • FETRAFI – RS
  • Secretaria de Mulheres do PCdoB
  • Secretaria de Mulheres do PT
  • Setor de Mulheres do MTD
  • Sindicato dos (as) Bancários (as) de Porto Alegre
  • SINDIFARS - Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul
  • CUT RS
  • Associação de Promotoras Legais Populares
  • Movimentos de Mulheres Socialistas do PSB
  • Comissão de Mulheres da FETAG RS
  • ENESSO Feminista
  • Coletivo Elo Delas - Caxias do Sul/RS
  • Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres
  • Secretaria de Direitos Humanos - PT/RS
  • Liga Brasileira de Lésbicas
  • Coletivo Caleidoscópio
  • Núcleo Jana Barroso - Marcha Mundial das Mulheres – CE
  • Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo/RS
  • Fórum de Mulheres de Santa Maria (FMSM)
  • Núcleo de Estudos sobre Mulheres, Gênero e Políticas Públicas (NEMGEP/UFSM)
  • Católicas pelo Direito de Decidir
  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS - SINDJORS
  • Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Santa Cruz do Sul/RS
  • Coletivo Maria Subversiva - Santa Cruz do Sul/RS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Secretaria dos Transportes vai apresentar R$ 3,11 como novo valor da passagem de ônibus

A secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade fechou o cálculo técnico do reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano de Caxias do Sul para 2015. O índice apontado é de R$ 3,1184. O valor apresentado significa quase 13% de aumento.

O índice foi apresentado pelo secretário da pasta, Manoel Marrachinho, e será apresentado, para apreciação, ao Conselho Municipal de Trânsito. A decisão do conselho é apenas orientativa. A decisão final cabe ao prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

A passagem de ônibus de Caxias do Sul está em R$ 2,75 desde junho de 2013. Em 28 de dezembro de 2012 o prefeito José Ivo Sartori (PMDB) fixou o valor em R$ 2,85. Em dezembro do mesmo ano a presidenta Dilma (PT) editou uma medida provisória reduzindo os impostos das empresas de ônibus. Durante o primeiro semestre o atual prefeito, Alceu, não quis conversa sobre reduzir o valor das passagens de ônibus. Só o fez na véspera de um protesto marcado para Caxias do Sul na esteira das manifestações de junho de 2013.

Em 2014 o prefeito decidiu não reajustar a tarifa de ônibus. Em contrapartida isentou a Visate de dois impostos. Agora um novo aumento deve ser aprovado.

Dificilmente o valor ficará em R$ 3,11. Muito difícil ser acima de R$ 3,00 - o símbolo é muito grande de passar de R$ 3,00. A aposta é que o valor que será definido por Alceu Barbosa Velho será de R$ 2,95 - o mesmo valor de Porto Alegre.

Mas o conselho, com toda certeza aprovará um valor maior. Dos 18 membros do Conselho de Trânsito, metade deles são do governo. Quatro representam sindicatos de trabalhadores, destes 3 são ligados ao governo municipal. Os empresários tem 2 membros e a sociedade cívil tem 3.

A representante da UAB, União das Associações de Bairros, no conselho, Tânia Menezes, já abriu seu voto contrário ao reajuste. A grande maioria dos outros conselheiros deverá votar a favor.

Revoltante é que o índice de reajuste é anunciado numa sexta-feira para ser votado na segunda. Sempre no final de ano, e sempre com a impossibilidade de analisar as planilhas que são praticamente guardadas em cofre.

Marcha Mundial das Mulheres protesta contra declarações de apoio de vereadores de Caxias que defenderam Bolsonaro

O dia 09 de dezembro de 2014 foi marcado pelo discurso machista e misógino do Deputado Federal Jair Bolsonaro, que em mais um ataque a sua colega de parlamento, Maria do Rosário, defendeu a cultura do estupro. O parlamentar que já é conhecido por suas declarações preconceituosas e homofóbicas e pelo seu discurso sempre autoritário e de ódio, hoje, mais uma vez, em uma atitude sexista assediou moralmente não só a Maria do Rosário ao afirmar que só não a estupraria por que ela não merecia, mas também a toda e qualquer mulher. Bolsonaro quebrou o decoro parlamentar e deve ser responsabilizado por suas infeliz declaração.

No dia 11 de dezembro, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul aprovou uma moção de repúdio, de autoria de Jaison Barbosa (PDT), à esta manifestação violenta de Bolsonaro (PP). Doze vereadores presentes no plenário votaram a favor (quatro estavam ausentes). Os vereadores Guila Sebben (PP), Flávio Dias, Mauro Pereira (PMDB), Neri Andrade (SDD), Renato Nunes (PRB) e Daniel Guerra, (PRB) se posicionaram contrários à moção de repúdio. Para Guilla, Bolsonaro apenas reagiu à atitude da deputada Maria do Rosário, que o interrompeu durante uma entrevista ao vivo o chamando de estuprador: "Ela o imputou um crime. Foi uma péssima declaração (de Bolsonaro), mas ele foi provocado” justificou Guila.

Nós, da Marcha Mundial de Mulheres de Caxias do Sul, repudiamos a declaração do deputado e as atitudes dos vereadores da cidade que defenderam o deputado. Reafirmamos que nenhuma mulher merece ser estuprada, violentada ou ameaçada.

O ataque do Bolsonaro nos mostra que ainda temos um grande percurso a percorrer até consolidar, de fato, um estado democrático.

Entendemos que o meio político por ser um espaço domidado por homens é em potencial um disseminador de misoginia, machismo e sexismo e por esse motivo nos posicionamos a favor da reforma política para que mais mulheres possam ocupar espaços através da paridade de gênero e que assim a luta das mulheres seja reconhecida e nossos direitos garantidos.

Também declaramos toda a nossa solidariedade a Deputada Federal Maria do Rosário, defensora dos Direitos Humanos e de toda a diversidade da população brasileira. Contra o machismo, a misoginia e o sexismo, somos todas Maria do Rosário! Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres de todas as formas de opressão!

Comissão que discutirá futuro da Maesa não tem representação da população

Foi criada, através de Decreto, pelo Prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), a comissão especial para análise do uso do prédio da MAESA, doada recentemente pelo Estado ao Município.

A comissão terá a missão de fazer o projeto de ocupação, uso e gestão do prédio da Maesa e apresentá-lo ao Governo Estadual no prazo de um ano.

Nas audiências públicas ocorridas na Câmara de Vereadores, antes da doação se concretizar, diversos movimentos sociais e organizações expressaram seu desejo de ocupar o imóvel em prol da comunidade caxiense.

São mais de 53 mil metros quadrado que podem ser utilizados de forma maravilhosa pela população caxiense.

Porém, o governo municipal já sinalizou que deseja ocupar o histórico imóvel com secretarias municipais. Claro que a Prefeitura pode destinar uma parte do prédio à Administração Municipal, mas tem que haver dosagem.

Infelizmente, a composição da Comissão definida pelo Decreto deixará a desejar na representação da comunidade caxiense. Não existem movimentos sociais nem sindicatos de trabalhadores. Em contrapartida a CIC está representada.. Apenas a UAB representará a população como um todo.

Veja como ficou composta a comissão:

  • Dois representantes da Câmara Municipal de Caxias do Sul
  • Um representante da Secretaria Municipal da Cultura
  • Um representante da Secretaria Municipal do Planejamento
  • Um representante da Procuradoria-Geral do Município
  • Um representante do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE)
  • Um representante da Universidade de Caxias do Sul (UCS)
  • Um representante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC)
  • Um representante da Associação de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Químicos e Geólogos de Caxias do Sul (SEAAQ)
  • Um representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU)
  • Um representante da União das Associações de Bairros (UAB)
  • Um representante da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG)

Com essa composição elitista e governamental, é provável que não sobre espaços democráticos. A não ser que a comissão escute o que os caxienses têm a dizer.Aliás, por que o Samae faz parte da comissão?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EUA retomam laços com Cuba após 50 anos


No Brasil devem ter milhares de coxinhas esbravejando. Em Miami os anticastristas estão desesperados, até a pseudo blogueira Yoani Sanchez está atônita. Mas é verdade o governo dos Estados Unidos tomou medidas decisivas para acabar com o bloqueio, criminoso, que impõem à Cuba há 50 anos.

Os Estados Unidos e Cuba estão tomando medidas para normalizar as relações diplomáticas entre os dois países mais de 50 anos depois da ruptura, em uma mudança dramática na política dos EUA que o presidente norte-americano Barack Obama anunciará nesta quarta-feira.

Autoridades de primeiro escalão dos EUA, falando antes do anúncio de Obama, disseram que os Estados Unidos e Cuba vão tomar medidas para abrir embaixadas nas respectivas capitais. Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, discutiram as mudanças em conversa telefônica na terça-feira que durou quase uma hora.

A mudança implicará em um relaxamento no fluxo de comércio e transportes dos Estados Unidos para Cuba, disseram as autoridades.

Como parte de uma troca de prisioneiros sob a nova política, Cuba libertou o norte-americano Alan Gross em troca de três cubanos detidos nos EUA, disseram as autoridades. Cuba também está libertando um agente de inteligência norte-americano detido por quase 20 anos.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, vai revisar a designação dada a Cuba por Washington como um Estado que patrocina o terrorismo.

"Essas medidas serão as mudanças mais significativas em nossa política em relação a Cuba em mais de 50 anos", disse uma autoridade sênior do governo dos EUA a jornalistas. "O que estamos fazendo é iniciar a normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba."

A autoridade disse que EUA e Cuba vão iniciar contatos de alto nível e visitas.

"Vamos iniciar imediatamente as discussões com Cuba para reestabelecer as relações diplomáticas que estão rompidas desde 1961", disse a autoridade.

Uma autoridade disse que a política está sendo alterada por conta de uma crença existente dentro do governo Obama de que o embargo norte-americano em relação a Cuba não está funcionando.

"Se existe alguma política externa americana que já passou da data de validade é a política em relação a Cuba", disse.

Mulheres em Caxias também protestam contra Bolsonaro

As ruas da cidade amanheceram nesta quarta-feira repletas de cartazes de repúdio às declarações do machista Deputado Jair Bolsonaro (PP).

As mulheres caxienses também protestaram contra os vereadores que votaram contrário à moção de repúdio a Bolsonaro proposta na Câmara de Vereadores.

A ação também teve como alvo o futuro Governador Sartori que já anunciou que vai fechar a Secretaria de Mulheres. Veja abaixo um artigo da Marcha Mundial de Mulheres.


Por todo Brasil, mulheres denunciam o deputado Jair Bolsonaro



Nós da Marcha Mundial das Mulheres de todo o Brasil, realizamos na noite de ontem, 15, intervenções urbanas e ações em todo o país como forma de repúdio ao deputado Jair Bolsonaro (PP – RJ). Através da colagem de cartazes, decoramos as cidades de São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) com nossa indignação para exigir a imediata cassação do mandado do parlamentar.


Manifestamos ainda nossa solidariedade à deputada Maria do Rosário (PT – RS), que na semana passada foi ameaçada de estupro pelo deputado Bolsonaro durante discurso do parlamentar, na tribuna da Câmara Federal. Repudiamos os atos de misoginia, machismo e violência contra as mulheres nos espaços públicos para que as violências que também acontecem no espaço privado venham a público e sejam combatidas como crimes que são.


Mérito significa que determinada pessoa seja digna de algo. Estupro não é questão de merecimento. Estupro não é questão de ironia. É questão de poder e opressão. É questão de violência! E é crime!


Cinquenta mil mulheres são estupradas por ano no Brasil. Ao falar que não estupraria uma deputada porque ela não merece, porque não faz seu tipo ou é ‘feia’ o deputado Jair Bolsonaro faz apologia direta ao estupro e à violência contra a mulher no Congresso Nacional e extrapola os limites da liberdade de expressão para cair na esfera criminal. Estupro é crime hediondo!


Esse posicionamento declarado do deputado nos mostra o quão impune e sem nenhuma preocupação é a expressão da possibilidade de cometer um crime hediondo como o estupro. E isso não pode continuar assim! O Congresso Nacional não deve ter em seus membros pessoas com esse tipo de visão e comportamento. O papel do Legislativo deve ser justamente de propor políticas que combatam a violência e por isso é inadmissível ser conivente e cúmplice dessa violência cruel.


Nós da Marcha Mundial das Mulheres vamos continuar denunciando e repudiando as barbaridades deste deputado até que ele esteja fora da Câmara e da vida das mulheres.


#ForaBolsonaro
#EstuproÉCrime
#MachistaForadaPolítica

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vereador Washington é pego na mentira, mais uma vez

Mais uma vez o vereador Washington Cerqueira (PDT) se envolve em uma polêmica mal explicada. Desta vez o vereador justificou a sua ausência em duas sessões da Câmara de Vereadores na semana passada sem apresentar justificativa oficial. A situação até não seria tão problemática se não houvessem dois fatores. O primeiro foi a pauta de votações que foi extensa. Na quarta-feira, estava na pauta do legislativo caxiense a discussão e votação de projetos importantes na área habitacional, entre eles, o polêmico projeto do Samuara. Na quinta-feira, os assuntos giraram em torno da formação das comissões de trabalho do legislativo e a eleição da presidência da casa, que elegeu Flávio Cassina (PTB) como presidente.

A segunda era, fora do ambiente legislativo, a participação de um evento beneficiente em prol da APAE Caxias. O jogo amigos do Washigton/Tite contra amigos do Gilmar Dal Pozzo/Cassio (goleiro do Corinthians) reuniu diversos jogadores e ex-atletas com o intuito de ajudar a APAE Caxias. Essa atividade que aconteceu no sábado Washigton também não participou.

Sobre as sessões ele até teria os dias ausentes descontados. Acontece que ele, ao ser contatado pela reportagem da Rádio São Francisco que a sua ausência nas sessões foi por causa de problemas médicos, ou seja, dores da coluna, e que aguardava alguns exames para apresentar, junto com um atestado, à mesa diretora da Câmara. Segundo Washigton, as dores da coluna já haviam lhe incomodado na sessão de terça-feira, e foram o motivo da sua ausência na quarta e na quinta-feira segundo o seu relato.

Acontece que isso não era verdade. O vereador estava, na Bahia, participando de outro evento, provavelmente recebendo cache. O Sports Weekend (veja a página do evento) reuniu ex- jogadores, como Juninho Paulista, Fábio Baiano, Beletti e atletas de outras modalidades esportivas, como Giba do vôlei, além de artistas e outros convidados. A inscrição mais barata no evento era de R$ 1.200,00. A recepção do hotel Club Med Trancoso, sede do evento, confirmou para a repórter Noele Scur, da Rádio São Francisco, que o vereador estava no local com a família desde a última quinta-feira, participando de atividades do Sports Weekend junto com outros convidados.

Como se vê pela foto na abertura dessa matéria o vereador, aparentemente, não sofria nenhum problema de saúde, nem estava aguardando por exames como foi a sua justificativa "oficial".

Essa é apenas mais uma da lista das situações mal explicadas que o vereador se envolveu em 2 anos de mandato. Em fevereiro de 2013, exercendo o cargo de Secretário Municipal de Esportes, ele faltou ao trabalho para participar do camarote da Globo, durante o jogo Grêmio e Fluminense válido pela Copa Libertadores da América, no Rio de Janeiro (veja aqui).

Em junho do mesmo ano ele participou de um jantar com o vice-prefeito Antonio Feldmann (PMDB) e empresários do ramo de bares e restaurantes que pediam uma redução das blitze de trânsito para fiscalizar motoristas que dirigem depois de beber (veja aqui).

Em fevereiro desse ano ele foi parado por um blitz da polícia, primeiro ele tentou um carteiraço, como não deu certo se negou a fazer o bafômetro e foi multado. Primeiramente ele negou que tivesse saído de casa. Quando várias testemunhas contrariaram a sua versão ele foi obrigado a admitir que mentiu (veja aqui).

Até quando a Câmara vai silenciar frente a um vereador que está mais preocupado em cuidar de seus assuntos particulares do que das tarefas para qual foi eleito?

Polentinhas

 

Educação Infantil

Que a situação de falta de vagas na Educação Infantil em Caxias é grave, todo mundo sabe. Esse ano o déficit é ainda maior: quase 4 mil vagas.

Das cerca de 7 mil vagas oferecidas pela Prefeitura, 928 são compradas pelo Município na rede privada (provavelmente oriundas de ações judiciais) e 831 vagas vêm do convênio com o Projeto Mão Amiga. Ou seja, essas últimas, logicamente, não deveriam estar na conta das vagas oferecidas pelo município, como faz a Secretaria de Educação.

Já é costume dos últimos governos se apropriarem de projetos assistenciais e colocar os resultados na sua conta.

Sartori e Você, tudo a ver!

Nos Transportes – um médico

Na Educação – um advogado (pela primeira vez a pasta não será comandada por um professor)

Nas Minas e Energia – um político profissional

Trabalho e Desenvolvimento Social – um político filosófico

Direitos Humanos – um promotor de justiça (que medo)

Ao todo são 13 secretarias cujos nomes já estão indicados: 12 homens e UMA mulher.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Desenho do secretariado de Sartori: ou é deputado ou foi do governo Yeda

Dos 13 nomes praticamente confirmados para o secretariado do governador José Ivo Sartori (PMDB), mais da metade, 7, são deputados estaduais ou federais eleitos. Ainda há forte presença de ex-integrantes do governo Yeda (PSDB) representada por Ana Pellini que foi presidente da Fepam e Secretária Geral de Governo durante o governo tucano.

Como Sartori disse pouca coisa sobre como governaria o Rio Grande do Sul, se eleito, durante a campanha, não há referências sobre se ele propôs um governo mais técnico ou mais político. Ele na verdade fez uma mistura disso tudo. Colocou um monte de políticos em áreas que eles não conhecem.

O Polenta News já havia falado disso quando surgiram os primeiros nomes (veja aqui). O caso mais emblemático é o da Secretaria de Educação que pela primeira vez na história será administrada por alguém que não é professor, no caso, Vieira da Cunha (PDT).

Na divisão do bolo, de 19 partidos, o PMDB estaria ficando com até 7 secretarias (Casa Cívil, Fazenda, Secretaria Geral, Gabinete do Governador são certas. Emater, Saúde e Cultura são possibilidades). O PDT emplaca Vieira da Cunha na Educação e Eduardo Loureiro em Obras, Saneamento e Habitação. O PP fica com três (Agricultura, Transporte e Segurança). O PSB, aliado de primeiro momento, fica com 2 ou 3 (Trabalho, Desenvolvimento Rural e está brigando pela Emater com o PMDB). O PSDB também fica com duas secretarias (Minas e Energias e Meio Ambiente). O PSD, partido do vice, coloca Bibo Nunes no Turismo e Esporte (mais uma indicação lamentável). Os outros partidos serão premiados com cargos de segundo e terceiro escalão.

Com exceção do PSB todos os outros partidos estão muito contentes nessa divisão. O partido espera ganhar mais espaço dentro do governo. Na análise dos dirigentes do partido o PSB esteve com Sartori quando ele tinha só 3% dos votos e não tinha dinheiro para fazer campanha. Isso não deixa de ser verdade. Da coligação inicial de Sartori só o PSB e o PSD, além do PMDB é claro, estão com cargos no primeiro escalão. A maioria das secretarias está indo para partidos que se coligaram somente no segundo turno.

Mas isso faz parte da estratégia de Sartori em garantir ampla maioria na Assembleia. Com essa composição o governador terá 37 deputados na base e 18 na oposição.

Extinção de Secretarias

Essa sim fala recorrente durante a campanha, que tem muito apelo popular mas nenhuma função prática, a extinção de secretarias se limitará a órgãos que tinham pouco orçamento e não trará nenhum impacto nas finanças do estado, pelo contrário, em alguns casos poderá até gastar mais. Estão na lista de extinção:

  • Secretaria de Comunicação
  •  Gabinete dos Prefeitos
  • Secretaria executiva do Conselhão
  • Economia Solidária
  • Assessoria Superior do Gabinete do Governador
  • Políticas para as mulheres (as atividades ficarão sob responsabilidade do Gabinete da Primeira-Dama. Maria Helena Sartori não terá atividade remunerada).
 A justificativa para o fim da secretaria de comunicação é de que o governador não precisa de porta voz. Na verdade todo o trabalho hoje desenvolvido pela secretaria deverá ser repassado para agências externas, não estranhem se forem as mesmas que trabalharam na campanha.

A Economia Solidária será absorvida pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e, com certeza, perderá completamente a importância o que poderá causar prejuízos ao setores de agroindustria familiar, reciclagem e pequenos empreendimentos que tem foco comunitário em todo o estado.

Pior mesmo é o fim da pasta de Políticas para as mulheres que será absorvida pela Primeira-Dama, Maria Helena Sartori, deputada estadual não reeleita, demonstrando, claramente o vies sexista de um governo que só terá uma mulher como secretária de estado.

Veja abaixo quem são os confirmados e os possíveis secretários do próximo governador.


ANUNCIADOS

  • Casa Civil – Márcio Biolchi (PMDB)
  • Fazenda – Giovani Feltes (PMDB)
  • Secretaria-Geral – Carlos Búrigo (PMDB)

CONVIDADOS OU INDICADOS

  • Educação – Vieira da Cunha (PDT) foi convidado e aceitou.
  • Obras, Saneamento e Habitação – Eduardo Loureiro (PDT), ex-prefeito de Santo Ângelo. Se não aceitar, o segundo da fila é o deputado Gerson Burmann (PDT).
  • Agricultura – O deputado Ernani Polo (PP) está confirmado.
  • Transportes – Pedro Westphalen (PP), ex-presidente da Assembleia, resistiu ao convite, mas acabou aceitando.
  • Trabalho – Miki Breier, deputado estadual, foi indicado pelo PSB e deve ser confirmado.
  • Minas e Energia – Lucas Redecker, deputado mais votado do PSDB, foi convidado, mas aguarda o aval do partido, que tem nova conversa com Sartori no início da semana.
  • Segurança – o delegado da Polícia Federal Ademar Stocker é o preferido do governador eleito e de seus homens de confiança na transição. Além disso, tem a aprovação do PP.
  • Turismo e Esporte – Bibo Nunes é o nome do PSD, partido do vice-governador José Paulo Cairoli.
  • Meio Ambiente – Ana Pellini, ex-presidente da Fepam, ex-secretária-geral no governo de Yeda Crusius e atual secretária de Licenciamento e Regularização Fundiária na prefeitura de Porto Alegre.
  • Chefia de Gabinete do Governador _ O escolhido é o ex-prefeito de Farroupilha Ademir Baretta.


Humor: Adiantando as coisas


sábado, 13 de dezembro de 2014

Petrobras: ex-gerente delata porque foi culpada


A Petrobras divulgou uma nova nota de esclarecimento sobre o caso da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca, que disse ter alertado a presidente da estatal, Graça Foster, sobre irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, em 2009, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico (leia mais).

A estatal do petróleo diz que a funcionária pôde revelar, em comissão interna criada pela empresa para apurar procedimentos de contratação nas obras da refinaria os fatos que acaba de trazer à tona, mas não o fez.

"A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão", aponta o comunicado da Petrobras. A empresa se refere ao fato de Venina ter sido acusada de ter cometido falhas que elevaram o valor das obras em R$ 3,9 bilhões.

A Petrobras afirma ainda que Venina "foi destituída" do cargo de diretora presidente da Petrobras Singapore, em Cingapura, onde atuava, por ter ameaçado seus superiores de "divulgar supostas irregularidades caso não fosse mantida na função gerencial".

A companhia cita também outras medidas que foram tomadas contra irregularidades, como a instauração de comissões internas, a demissão do gerente da área de Comunicação do Abastecimento em 2009 e o aprimoramento de procedimentos internos. Resultados de relatórios foram enviados para a CGU e para o MP-RJ.

"Não procede a afirmação de que não houve apuração por parte da Companhia em nenhum dos três casos citados por ela: RNEST, Compra e Venda de BUNKER e Irregularidades da Gerência de Comunicação do Abastecimento", ressalta a estatal, sobre as denúncias da ex-gerente ao Valor.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Esclarecimento

Com referência às matérias publicadas na imprensa a respeito de denúncias feitas pela empregada Venina Velosa, a Petrobras reitera que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados nas reportagens. Não procede a afirmação de que não houve apuração por parte da Companhia em nenhum dos três casos citados por ela: RNEST, Compra e Venda de BUNKER e Irregularidades da Gerência de Comunicação do Abastecimento.

A Petrobras instaurou comissões internas de apuração, entre as quais uma referente aos procedimentos de contratação nas obras da RNEST, em 2014. A empregada foi ouvida nesta comissão, momento em que teve a oportunidade mas não revelou os fatos que está trazendo agora ao conhecimento da imprensa. A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão.

A empregada foi citada no relatório desta Comissão com referência a responsabilidades por não conformidades consideradas relevantes. O resultado foi enviado às Autoridades Competentes (MPF, PF, CVM, CGU e CPMI) para as medidas pertinentes. A empregada foi destituída da função de diretora presidente da empresa Petrobras Singapore Private Limited em 19/11/2014, após o que ameaçou seus superiores de divulgar supostas irregularidades caso não fosse mantida na função gerencial.

A Petrobras instaurou comissões internas em 2008 e 2009 para averiguar indícios de irregularidades em contratos e pagamentos efetuados pela gerência de Comunicação do Abastecimento. O ex-gerente da área foi demitido por justa causa em 3 de abril de 2009, por desrespeito aos procedimentos de contratação da Companhia. A demissão não foi efetivada naquela ocasião porque seu contrato de trabalho estava suspenso, em virtude de afastamento por licença médica. A demissão foi efetivada em 2013. O resultado das análises foi encaminhado para a CGU e MP/RJ e há uma ação judicial em andamento visando ao ressarcimento dos prejuízos causados à companhia pelo ex-empregado.

Após resultado do Grupo de Trabalho constituído em 2012, a Petrobras aprimorou os procedimentos de compra e venda de bunker, com a implementação de controles e registros adicionais. Com base no relatório final, a Companhia adotou as providências administrativas e negociais cabíveis. A Petrobras possui uma área corporativa responsável pelo controle de movimentações e auditoria de perdas de óleo combustível, que não constatou nenhuma não conformidade no período de 2012 a 2014.

Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional

Faltou republicanismo para Sartori

Falta de senso republicano ou simplesmente revanchismo mesquinho. Não sabemos ainda qual dos dois, talvez o leitor possa auxiliar na resposta. A questão é que a posse do novo governador do estado, José Ivo Sartori (PMDB) irá começar às 15 horas do dia 1º de Janeiro de 2015.

O atual governador, Tarso Genro (PT), tinha intenção comparecer a posse da presidenta reeleita, Dilma Rousseff (PT), por isso havia solicitado que a posse fosse de manhã, como ocorreu quando da transmissão de cargo da Yeda para ele.

A justificativa de Sartori para que a posse fosse de tarde não apresenta nenhuma relevância. Sartori e seus convidados querem passar o Revellion com a família. Festa, que pelo jeito irá até muito tarde e não será em Porto Alegre.

Essa é uma atitude lamentável do futuro governador que mais uma vez demonstra que o discurso de campanha de que não atacava ninguém, nem mentia, nem brigava era apenas balela.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Flávio Dias: Mandato marcado por declarações deploráveis

O mandato do vereador Flávio Dias (PTB) é de baixa produtividade. Ele pouco usa o microfone, tem participação discreta nas sessões, a não ser quando resolve demonstrar seu lado preconceituoso e xenófobo.

Foi o caso dessa quinta feira (11), quando foi discutida uma moção de repúdio as declarações criminosas do deputado Bolsonaro (PP/RJ) - veja aqui.

O vereador petebista afirmou na discussão que "serviu à ditadura", que achava o deputado Bolsonaro  corajoso e que "ele fala a verdade, doa a quem doer". Três frases extremamente curtas mas extremamente lamentáveis.

Defender Bolsonaro é algo que necessita muita coragem, e precisa ter argumentos muito concretos, ou ser extremamente tolo, aí só precisa reproduzir o senso comum como fez o vereador Flávio Dias.

O que nos causou espanto foi a declaração de que ele serviu à ditadura. Serviu como? Quando veio para Caxias cumprir o ano de serviço militar obrigatório? Em sua biografia ele se qualifica como pintor. A única atividade não profissional exercida foi a de presidente de uma associação de proteção aos animais. Então o que exatamente ele quis dizer com "serviu à ditadura"? Ou é algo que ele está escondendo ou é típico de pessoas que não tem participação efetiva em nada e querem fazer propaganda de algo que não fizeram.

De qualquer forma suas declarações são lamentáveis e completamente desconexas da realidade do seu próprio partido. O PTB, o partido do vereador, foi perseguido e fechado pela ditadura militar. Militantes do partido foram exilados, outros perseguidos, presos e torturados. Parlamentares perderam seus mandatos. Jango, que era do PTB, perdeu o mandato de presidente. Brizola, que na época era do PTB se exilou no Uruguai. Depois de tudo isso ele ainda vai defender a ditadura?

Mas não foi o único caso que o vereador mostrou todo o seu lado preconceituoso.

Em março desse ano ele criticou a vinda de haitianos e senegaleses para Caxias do Sul. Na tribuna da Câmara ele declarou: “Não gostei nada desse pessoal vir pra cá. Não vieram trazer benefício para o Brasil coisa nenhuma, vieram trazer mais pobreza. Não sou favorável a esses caras aqui” (veja aqui).

Para um vereador que diz que defende a causa animal, ele teria que aprender muito mais com os animais para conseguir conviver com os seres humanos.

Câmara de Vereadores aprova moção de repúdio as declarações de Bolsonaro

Uma moção de repúdio a manifestações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) consideradas preconceituosas, racistas e de caráter homofóbico foi aprovada pelos vereadores caxienses, na sessão ordinária desta quinta-feira (11/12). Assinado pelos parlamentares Jaison Barbosa/PDT, Denise Pessôa/PT e Virgili Costa/PDT, o texto (moção 45/2014) repercutiu em plenário e recebeu o voto da maioria dos parlamentares (12 x 6).

No texto, os autores justificam o motivo de protocolarem a moção apresentando diversas considerações. Entre as quais, o fato de "as afirmações preconceituosas, racistas e de caráter homofóbico de parte do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) serem recorrentes".

A moção observa que as últimas manifestações ocorreram contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que tratava sobre a Comissão da Verdade e os crimes cometidos durante a ditadura e em razão da passagem do Dia Internacional dos Direitos Humanos. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) teria reagido, nesta semana, dizendo que ele só não estupra a parlamentar porque ela "não merece". Ele repetiu ofensa dirigida à mesma deputada em 2003, quando os dois discutiram em um corredor da Câmara. Em seu discurso, Maria do Rosário, que foi ministra da Secretaria de Direitos Humanos, chamou a ditadura militar no Brasil (1964-1985) de "vergonha absoluta".

Na moção, os autores também ressaltam o histórico de ofensas do referido deputado contra a comunidade LGTB, pontuando, ainda, que o discurso de Bolsonaro agrediria mulheres diariamente e que as expressões utilizadas pelo parlamentar promoveriam a violência, ofendendo a cidadania e demonstrando simpatia a ditaduras. Outra observação dos autores recorda que o estupro foi uma forma recorrente de tortura utilizada contra as prisioneiras durante a ditadura militar.

Além dos próprios autores, se mostraram favoráveis à moção os parlamentares Arlindo Bandeira/PP, Edson da Rosa/PMDB, Felipe Gremelmaier/PMDB, Henrique da Silva/PCdoB, Kiko Girardi/PT, Rafael Bueno/PCdoB, Raimundo Bampi/PSB e Rodrigo Beltrão/PT.

Bueno apresentou números de estupros no Brasil. Nos últimos tempos, o total de mulheres vítimas desse crime, conforme o parlamentar, girou em torno de 50 mil/ano. No entendimento do vereador comunista, o deputado Bolsonaro fala muitas bobagens e presta um desserviço à população. Henrique Silva/PCdoB sugeriu que quem considera Bolsonaro certo deveria mandar flores ao deputado. No entendimento de Beltrão, quem votar contra a moção estará concordando com os posicionamentos de Bolsonaro. Gremelmaier e Bampi defenderam a moção, no entanto, acreditam que tanto Bolsonaro quanto Maria do Rosário não agiram adequadamente.

Na opinião do vereador Edson da Rosa/PMDB, a moção poderá fazer Bolsonaro repensar seus posicionamentos e palavras. "Como políticos, somos sim formadores de opinião", atentou o peemedebista.

Um dos autores da moção, Jaison Barbosa/PDT também alertou para a necessidade de saber o que falar nos espaços públicos, tendo em vista o respeito à democracia, considerada preciosa pelo pedetista. Conforme Jaison, o propósito da moção é despertar a reflexão. Também autora do texto, a vereadora Denise Pessôa/PT mostrou-se indignada com o fato de a Câmara Federal não se manifestar em contrariedade às posturas de Bolsonaro. "O lamentável é que a Comissão de Ética não faz nada. A maioria compõe um Parlamento machista que passa mão em falas como as de Bolsonaro. Cada vez que se tolera, vêm falas piores. Conviver com isso não é humano. Não podemos tolerar uma fala dessas de que uma deputada merece ou não ser estuprada. Ele é um representante público, eleito pela população e esse tipo de fala não colabora para paz no Brasil e viola a Declaração Universal dos Direitos Humanos", acusou Denise.

Outro autor da moção, o parlamentar Virgili Costa/PDT classifica como assustador o debate de hoje no Legislativo caxiense a respeito das posições de Bolsonaro. O pedetista considera o deputado um louco. "Estão tentando argumentar na defesa de um louco. Como defender um louco? Eu temo quando assisto a isso. Eu temo por um país com um deputado assim. Ele teve coragem de dizer que a tortura eficaz é uma arte. Poupe-nos disso", pediu Virgili Costa.

A proposição teve manifestação contrária do vereador Flávio Dias (PTB) que chegou a dizer ""Ele fala a verdade, doa a quem doer". Outro vereador que se posicionou contrário foi Guila Sebben (PP). O progressista informou que as discussões entre Bolsonaro e Maria do Rosário vêm de anos, desde um debate sobre a redução da maioridade penal. O que dá para entender da fala do vereador é que parece que são duas crianças, do ensino fundamental, que ficam se "inticando". Lamentável.

Veja abaixo como foi a votação de cada vereador:

ARLINDO BANDEIRA (PP) Sim

CLAIR DE LIMA GIRARDI (PT) Sim

DANIEL ANTONIO GUERRA (PRB) Não

DENISE DA SILVA PESSÔA (PT) Sim

EDI CARLOS PEREIRA DE SOUZA (PSB) Sim

EDSON DA ROSA (PMDB) Sim

FELIPE GREMELMAIER (PMDB) Sim

FLÁVIO GUIDO CASSINA (PTB) Não Votou

FLÁVIO SOARES DIAS (PTB) Não

GUILHERME GUILA SEBBEN (PP) Não

GUSTAVO LUIS TOIGO (PDT) Presidente

HENRIQUE SILVA (PCdoB) Sim

JAISON BARBOSA (PDT) Sim

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA (PDT) Sim

MAURO PEREIRA (PMDB) Não

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR (SD) Não

PEDRO JUSTINO INCERTI (PDT) Não Votou

RAFAEL BUENO (PCdoB) Sim

RAIMUNDO BAMPI (PSB) Sim

RENATO DE OLIVEIRA NUNES (PRB) Não

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO (PT) Sim

WASHINGTON STECANELA CERQUEIRA (PDT) Ausente

ZORAIDO DA SILVA (PTB) Não Votou

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Tiro saiu pela culatra: Dilma tem contas de campanha aprovadas e Alckmin rejeitada


No mesmo dia dois opostos trocaram de lado. A esperança da oposição tucana que as contas da campanha da presidenta reeleita, Dilma Rousseff (PT) fossem rejeitadas naufragou (não em Cantareira porque não tem nível de água para tanto). No mesmo dia, mais cedo, os tucanos amargaram uma derrota enorme. As contas do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) foram rejeitadas.

No caso da presidenta, o ministro Gilmar Mendes, utilizou de cuidado excessivo. As contas foram examinadas por técnicos do Banco Central, Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e do próprio TSE. Tamanho cuidado não estão passando os documentos de Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). Depois de observadas ao microscópio só encontraram pequenas discrepâncias o que resultou numa aprovação, com ressalvas, das contas de campanha da presidenta com 7 votos favoráveis e nenhum contrário.

As principais críticas às contas da campanha de Dilma haviam sido formuladas pela assessoria técnica do próprio TSE, e também por auxiliares do PSDB. Mas não foram confirmadas pelo trabalho de especialistas do Banco Central, da Receita e do TCU que também foram convocados a examinar a documentação. O Conselho Federal de Contabilidade, que designou um de seus membros para fazer o mesmo trabalho, chegou a mesma conclusão. Idem para uma auditoria que o próprio PT mandou fazer na Alemanha.

A reprovação das contas da presidenta Dilma era a tábua de salvação para a instalação de um "golpe institucional" como aconteceu no Paraguai ou em Honduras. A pressão para achar inconsistências foi tanta que os técnicos do TSE acabaram errando, diversas vezes, até nas somas que apresentaram no relatório. O próprio sistema do TSE duplicou registros computados.

A aprovação das contas de Dilma, justamente por Gilmar Mendes. Ele assumiu o centro do julgamento. Como vice-presidente do TSE, sentou-se na cadeira de presidente. Como relator, definiu o debate. O placar mudou depois que ele declarou que aprovava as contas de Dilma — com ressalvas. Se havia outros ministros que poderiam acompanhar um voto contrário ao PT, mudaram de ideia. Quem tinha argumentos prontos para rebater Gilmar, caso ele se voltasse contra Dilma, foi obrigado a colocar a arma na bainha.

Ainda haverá o julgamento da prestação de contas de Aécio, que também terá muita coisa para explicar e, a mais esperada, a de Marina Silva. Não pela candidata em sí, mas para descobrirmos de onde surgiu e quem pagou o jatinho que caiu e acabou vitimando o candidato a presidente Eduardo Campos.

Os tucanos

Com a esperança de golpe institucional naufragada, o comando tucano tem que enfrentar problemas internos. Por cinco votos a um, as contas de campanha do governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB). Na avaliação do Tribunal, houve falhas nas prestações parciais de contas do tucano. Segundo o TRE, deixaram de ser computados cerca de R$ 900 mil na primeira prestação parcial. Na segunda, faltaram R$ 9 milhões.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bolsonaro não é polêmico, é criminoso


O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) protagonizou, nesta terça-feira (9), mais uma cena lamentável na Câmara dos Deputados. Ao responder fala anterior da colega Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos, disse que não a estupraria porque ela não merece.

“Não saia não, Maria do Rosário, fica aí. Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, ‘tu’ me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir!”, bradou Bolsonaro no plenário.

O deputado do PP - que aqui no Rio Grande do Sul conta com adeptos com o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP), que disse que negro, quilombola, gay é tudo que não presta e o neo-fascista candidato a deputado estadual também pelo PP, Marcel van Hatten - protagoniza cotidianamente cenas de falta de ética e decoro parlamentar na Câmara. 

Suas falas são tratadas como polêmicas, mas não são. São criminosas. Ao alegar que alguém não merece ser "estuprada" ele diz, claramente, que há mulheres que merecem. É uma clara incitação ao crime. Paradoxalmente o deputado é defensor de penas mais severas que se fossem realmente aplicadas cairiam sobre ele próprio. 

Bolsonaro vai além da bravata e do discurso tolo para atrair holofotes ele esconde um discurso machista e misógino que tenta impor por meio de assédio moral seu ponto de vista. 
 
Alguns parlamentares já manifestaram repúdio à fala de Bolsonaro. Jean Wyllys (Psol-RJ) fez, em sua página no Facebook, um apelo. “A Corregedoria e o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados não podem mais tolerar os abusos deste deputado viúvo da ditadura militar”, publicou. “O que houve houve foi uma ofensa machista, misógina contra uma deputada de um deputado do qual a gente vem tolerando uma série de abusos nesta Casa”, afirmou, durante sua fala no plenário.

A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) manifestou apoio a Maria do Rosário, através de nota compartilhada no Facebook. A parlamentar defendeu ainda a alteração do Código de Ética e Decoro da Câmara para tratar de insultos de cunho machista.

Bolsonaro tem se escapado de todas as representações, e foram muitas contra ele. Será que prevalecerá, novamente a impunidade?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Encontro na Câmara de vereadores debateu ação da Brigada e Guarda Municipal durante evento Hip Hop

Foto: Luiz Claudio Farias
Uma reunião organizada pela Frente Parlamentar em Defesa das Políticas Públicas de Juventude debateu, na noite de ontem (8), a ação da Brigada Militar e da Guarda Municipal durante a "Batalha da Estação" que aconteceu no último dia 30 de novembro.

Noticiado aqui pelo Polenta News, a atividade foi encerrada com o costumeiro "mão na parede" que infelizmente é o tratamento comum, pelas forças de segurança, nesse tipo evento (veja aqui).

Segundo o vereador Rafael Bueno (PCdoB) o encontro "serviu para dialogar com todas as partes envolvidas no caso e para que o fato não volte a ocorrer na próxima edição do evento".

Da parte da Brigada Militar o capitão Márcio Dorneles afirmou que "havia uma denúncia através do telefone 190 da Brigada Militar , de que grupos de jovens delinquentes estariam agindo na região de São Pelegrino durante a realização do evento". O capitão tentou justificar a truculência relatada pelos jovens dizendo que "o policial tem poucos segundos para agir com precisão, de outra forma,  pode pagar com a vida , caso não tome uma atitude mais enérgica em situações desta natureza".

Para nós ficou a pergunta: Que situação é essa tão perigosa que necessitou emparedar e revistar, sem encontrar nada e sem registro de ocorrência, dezenas de jovens? Havia realmente a ação de "bondes" no mesmo local ou, por puro preconceito, quem informou a Brigada Militar informou errado?

Da parte dos integrantes do movimento sobram questões e críticas. Willian Xavier, um dos organizadores,  disse que, já na primeira edição houve excessos por parte da Brigada Militar colocando mulheres e crianças contra a parede para fazer revista. "Queremos respeito e igualdade como qualquer outro evento cultural do município, fomos tratados como os marginais integrantes de "bonde". Será que estamos fazendo algo errado pela cultura da cidade", questionou o rapper.

Por parte dos parlamentares a vereadora Denise Pessoa(PT) lamentou que o Hip Hop nunca teve a visibilidade merecida. "O movimento Hip Hop é a voz da periferia e muitas vezes é calada, precisa ser escutada por nós do Poder Público". Novamente o "trofeu joinha" de opinião sem noção ficou com o vereador Mauro Pereira (PMDB) ele defendeu a ação da Brigada Militar afirmando que muitas vezes pessoas boas acabam pagando pelas ruins, ou seja, para Mauro Pereira os fins justificam os meios, não importa as consequência. É uma incrível inversão da lógica da vida em sociedade. Outra ideia "genial" do parlamentar foi retirar o termo "batalha" dos próximos eventos já que o termo causaria "antipatia" da comunidade, como se esse fosse o problema.


Infelizmente parece que houve mais desculpas do que perspectivas para que uma situação igual não aconteça na próxima edição do evento.


Sabe de nada inocente

As declarações do governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) soam cômicas aos ouvidos. Tanto quanto suas declarações sobre o piso do magistério.

Após ser eleito sem apresentar qualquer proposta concreta para o Rio Grande, Sartori agora diz: “Nós sabíamos que a situação financeira era difícil, mas não sabíamos a sua profundidade”.

Com esse tipo de declaração Sartori mais uma vez mostra não saber a que veio. A caótica situação financeira do Estado é sabida por todos há muito tempo.

Justamente por causa de tais dificuldades que Tarso Genro lutou tanto para que o indexador da dívida com a União fosse alterado (Dilma sancionou a lei que autoriza o governo federal a trocar o indexador que corrige as dívidas dos atuais 6% a 9% de juros mais IGP-DI, para 4% de juros mais Selic ou IPCA. As novas condições poderão ser aplicadas com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2013).

O governador petista não fez milagre em relação às contas da Administração, mas colocou em dia os salários dos funcionários públicos estaduais, nomeou servidores em diversas áreas, inclusive mais de doze mil professores e fez altos investimentos na saúde e educação.

Já a equipe de Sartori, após “tomar conhecimento” da situação financeira do Rio Grande do Sul, ameaça, antes mesmo de ser empossada, de que poderá haver atraso no pagamento de salários.

Chama a atenção a surpresa com que a equipe de Sartori e ele próprio recebem as contas do Estado. Se antes Caxias do Sul jorrava dinheiro, onde até mesmo uma obra faraônica do tamanho do Marrecas podia ser construída, a realidade do Estado é bem diferente.

A falta de preparo e o excesso de cautela do novo governante podem piorar ainda mais as coisas. Afinal, não são atitudes como as de Yeda, que aplicou o deficit zero que vão resolver a situação. Deixar a população à mercê da falta de serviços públicos é aprofundar o caos em que já nos encontramos. E, infelizmente, é provavelmente com as conhecidas “medidas amargas” que Sartori vai governar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Governador sanciona repasse do prédio da Maesa à prefeitura de Caxias

Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini
Agora é definitivo. O prédio da Metalúrgica Abramo Eberle SA, a Maesa, foi definitivamente repassado à prefeitura de Caxias do Sul. Nesta segunda-feira (8) o governador Tarso Genro (PT), sancionou o projeto de Lei que transfere mais de 53 mil m² de área para a prefeitura do município.


O evento ocorreu no Palácio Piratini e contou com as presenças, além do governador Tarso Genro, do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT),  o deputado estadual Vinicius Ribeiro (PDT), o presidente da Câmara de Vereadores, Gustavo Toigo (PDT), o presidente da Comissão Temporária Especial Pró-tombamento da área, vereador Jaison Barbosa (PDT), bem como os vereadores Denise Pessôa (PT), Flávio Dias (PTB), Henrique Silva (PCdoB) e Kiko Girardi (PT).

Com a transferência do imóvel fica garantida no documento assinado a preservação, recuperação e destinação pública do local. O valor estimado do imóvel é de cerca de R$ 30 milhões.

“Esse é um momento gratificante para um governador. Finalmente encontramos uma solução definitiva para uma reivindicação que mobilizou a região da Serra. Esse espaço pertence à população, é um símbolo forte da identidade e da cultura produtiva da comunidade caxiense,” afirmou o governador.


Na ocasião, o governador Tarso Genro foi homenageado pela prefeitura de Caxias do Sul com a Medalha do Imigrante, distinção máxima da cidade para personalidades que contribuíram com o desenvolvimento do município.


“Receba Governador essa lembrança como reconhecimento do povo de Caxias, por tudo o que seu governo fez de concreto para melhorar a vida da nossa comunidade,” enfatizou o prefeito Alceu Barbosa Velho, ao lembrar iniciativas do governo estadual como: o fim dos pedágios na Serra, a modernização do Hospital Materno Infantil de Caxias, como também a implantação do Aeroporto Regional. “O senhor nos deixa um legado maior comparando com outros governos, ações dignas do seu caráter republicano,” completou o prefeito.

A prefeitura deverá apresentar ao governo do Estado projeto detalhado de ocupação, uso e gestão do imóvel, com discriminação de ações e de prazos de execução. Após, o município deve iniciar a execução do projeto no prazo de até um ano, a contar da assinatura de um termo de compromisso com o Estado.


Esse passo é muito importante pois será definido como será utilizado o prédio. Há dezenas de propostas que vão desde a ocupação por secretarias de governo (que hoje pagam aluguel) até sedes de entidades. O importante é que o espaço permaneça público e com acesso universal e não se constitua em pequenos espaços privados. 

O Globo Repórter e o bom sujeito

Por Diogo Costa

O bom sujeito assiste o Globo Repórter sobre a Suécia e deita falação sobre o Brasil.

Sabe o sujeito que a Suécia é um dos países menos desiguais do mundo? Sabe que a diferença salarial entre um médico, um professor, um gari ou um engenheiro é mínima?

Sabe que lá os impostos sobre a renda, a herança e sobre o patrimônio são altíssimos? Sabe que lá a carga tributária é de 50 por cento do PIB enquanto aqui é de 35 por cento do PIB?

O sujeito (ou os sujeitos) ama a Suécia, a Noruega, a Finlândia e a Dinamarca, idolatra o modo de vida da Escandinávia mas, quando o papo é sobre o Brasil, aí tudo muda de figura.

Experimentem sugerir aos amantes da Suécia que se implante no Brasil um sistema tributário direto e progressivo sobre a renda, a herança e o patrimônio...

Experimentem sugerir aos amantes dos descendentes dos vikings que se aumente a carga tributária no Brasil para garantir a gratuidade da educação pública, da pré-escola até a graduação, como é na Suécia...

Experimentem dizer que a brutal desigualdade social ainda existente no Brasil deveria ser eliminada e em seu lugar deveríamos perseguir a quase igualdade social da Noruega...

Experimentem dizer para eles que os salários do gari e do doutor deveriam ter diferenças pequenas entre si...

Experimentem, experimentem!

A verdade é que estas pessoas, quando falam sobre o Brasil, são as primeiras a reclamar da 'alta carga tributária', da infernal legislação trabalhista, da pouca vergonha que foi incluir as domésticas na legislação trabalhista porque isto aumenta o 'custo Brasil', etc.

O que dizer do encantamento do sujeito quando viu que lá na Suécia a licença maternidade e paternidade é de 01 ano e 04 meses? O sujeito ficou maravilhado!

Agora, se alguém defender isto aqui na terra das palmeiras, o mesmo sujeito enlouquece dizendo que isto vai quebrar o país!

Defendem eles, na verdade, que o Brasil permaneça eternamente atrasado e desigual. Defendem a civilização desde que essa civilização aconteça lá fora, de preferência na Europa.

Se alguém propõe políticas públicas de aumento do salário mínimo, de combate às desigualdades sociais e regionais ou de aumento na tributação dos ricos, lá vai o nosso bom sujeito vociferar nas avenidas e nas redes sociais contra um tal de ''comuno-bolivarianismo'' que se quer instalar em Pindorama.

É que tudo isso na Suécia é muito chique e elegante, mas no Brasil, ao contrário, é 'comunismo'!

Arrematando, se dependêssemos dos bons sujeitos do Brasil, jamais chegaríamos a ser uma Suécia.

sábado, 6 de dezembro de 2014

MULTIDÃO VAI ÀS COMPRAS E 2000 + SERRA VÃO ÀS RUAS

O sábado foi de ruas lotadas em São Paulo. Ao longo do dia, milhares de pessoas ocuparam o entorno da 25 de março, tradicional centro de compras na capital paulistana, em busca das melhores oportunidades para os presentes de Natal. Diante do fluxo intenso de pessoas, a Companhia de Engenharia de Tráfego registrou 12 quilômetros de congestionamento na região central de São Paulo.

Pouco depois, no início da tarde, manifestantes começaram a se reunir no vão livre do Masp. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas desceram a Avenida da Consolação, em um protesto contra a presidente Dilma Rousseff. As palavras de ordem eram "Vai pra Cuba", "Dilma, cadê você, eu vim pra te prender" e até gritos em inglês, como "Dilma and Lula, go to jail" (Dilma e Lula vão à prisão). Não havia negros ou mulatos na passeata, apenas um público tipicamente de classe média.

O único político de peso que compareceu à manifestação foi o senador eleito José Serra (PSDB-SP). Ele discursou e defendeu os protestos "de ontem, de hoje e de amanhã". Questionado por 247 sobre seu apoio ao movimento 'Fora, Dilma', ele se calou. Ele também não quis se posicionar sobre eventuais problemas nas contas de campanha de Dilma poderiam levar ao impeachment. "Não sei se é por aí". Ele apenas enfatizou que faz "oposição democrática, dentro das regras constitucionais".

Ele, no entanto, parecia ser exceção. Dezenas de faixas pregavam intervenção militar ou, ao menos, impugnação do processo eleitoral, enquanto manifestantes protestavam contra as urnas eletrônicas. A tal ponto que até Serra se irritou. "Esse negócio de militar não tem nada a ver", disse ao 247. Mas logo depois de discursar, ele se juntou a manifestantes que cantavam a canção "Pra frente, Brasil", da década de 70, que foi símbolo do regime militar.

Um dos organizadores do protesto, o cantor Lobão protestou contra a ausência de políticos que defenderam os protestos e o excesso de militantes pró-ditadura. "Cadê os parlamentares? Só tem 'inimigo' aqui. Cadê o Aécio, o Caiado? Se eu passo aqui e vejo esse pessoal, acho que é tudo a mesma coisa. Estou pagando de otário."

Lobão só se acalmou quando soube que Serra estaria presente. Ele foi informado de que Aécio, que ontem convocou a passeata num vídeo postado no Facebook, não viria a São Paulo porque estava trabalhando

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Feltes: Mais um secretário de Sartori que não conhece a área que irá dirigir

O futuro governador José Ivo Sartori (PMDB) está demonstrando, até agora, uma forma bastante heterodoxa de indicar o futuro secretariado. A escolha, ao que parece, é por nomes que não tem nenhuma experiência com a área que irão trabalhar.

O primeiro nome foi o de Vieira da Cunha(PDT) (ainda não confirmado pelo partido) para a Educação (veja aqui). Vieira é advogado e foi político a vida toda, não tem nenhum conhecimento mais profundo sobre a área.

Ontem Sartori indicou Giovani Feltes (PMDB), deputado federal eleito, para a pasta da Fazenda. Feltes estranhou tanto o convite que precisou de 2 dias para pensar no assunto. Apesar de ter sido prefeito por três vezes (o que lhe daria pelo menos uma experiência de executivo), Feltes foi político a vida toda. Parece que foi essa característica que fez com que Sartori o escolhesse.

Segundo a colunista da Zero Hora, Rosane de Oliveira, "caberá a ele mostrar à sociedade, de forma didática, as dificuldades do Estado e a necessidade de adotar medidas amargas que estão em gestação", escreveu em sua coluna na Zero Hora de hoje.

Bom as "medidas amargas" são o congelamento dos reajustes salariais, a redução ou extinção dos programas sociais, a redução ou extinção das obras públicas (menos aquelas com o governo federal o que justifica a indicação de Márcio Biolchi, que fez campanha para Dilma).

Esse é o governo que Sartori não quis mostrar na campanha. O governo que fará o Rio Grande do Sul parar de investir. A lógica de que o estado não pode investir por que está endividado é falsa. A governadora Yeda aplicou o deficit zero e o RS teve crescimento zero. O atual governo investiu em infraestrutura e o RS é o estado mais cresce no Brasil.

Em sua defesa Feltes afirma que irá trabalhar com os bons quadros da secretaria da fazenda. Bom isso todos os secretários fariam. Já que Sartori dá tanto discurso de cortar CCs e como parece que irá indicar pessoas que não conhecem do assunto para as secretarias, Sartori poderia cortar os intermediários e economizar CC parando de indicar secretários só para contentar grupos políticos.

#prontofalei