sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Passagem de ônibus não aumenta mas o impacto para a Visate é menor do que o anunciado

O Conselho Municipal de Trânsito e Transportes chancelou a proposta do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) em não reajustar as passagens de ônibus urbano para 2014. Segundo os cálculos da Prefeitura o valor, da passagem, deveria ser reajustado para R$ 3,00, um valor muito próximo daquele que o Polenta News havia apurado (leia aqui).

Para manter o valor congelado serão todas duas ações. A primeira é um pacote de desonerações de impostos. Será suspensa a cobrança dos 2% do Imposto Sobre Serviços (ISSQN) e o 1% da Taxa de Gerenciamento (usada da construção de paradas de ônibus, sinalização, etc). Essa desoneração tem que ser aprovada pela Câmara de Vereadores. No ano passado o vereador petista, Rodrigo Beltrão, fez uma proposta igual ao prefeito Alceu. Se ele tivesse acatado na época a passagem de ônibus teria baixado ainda mais em 2013.

A segunda ação seria a Visate absorver os R$ 9,6 milhões para manter o valor atual. Segundo o Gerente Operacional da Visate, Sérgio Benetton a empresa avaliará os processos internos para absorver o custo. Benetton também afirma que não terá reajuste, em 2014, para os trabalhadores da Visate: "ficou acordada a nova data base para janeiro de 2015".

Uma parte da conta será absorvida pelos trabalhadores da Visate. Até que eles não sejam inspirados na greve que os rodoviários estão fazendo em Porto Alegre, tudo bem. O resto dos custos vai sair do sistema mesmo. Deve aumentar o número de minibus, aqueles sem cobrador, e diminuir a renovação da frota. Dificilmente esse valor sairá dos lucros da empresa.

A situação pode ficar um pouco mais equilibrada, para a Visate, se a troncalização começar a operar logo. O novo modelo faz com que os ônibus rodem distâncias menores e, por consequência, consumam menos combustível, pneu, óleo, etc.

O novo marco do transporte será 2015 quando houver a pressão do reajuste do salário dos trabalhadores da Visate somado com um ano sem reajuste. Ali veremos se realmente a prioridade é o transporte público.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

VERGONHA: Marrecas pode ser parcialmente esvaziado para consertar infiltrações

Há um ano os técnicos do consórcio Fidens-Saneco estão tentando tapar os vazamentos e infiltrações da barragem do Marrecas. A situação começou a ficar tão crítica que o Samae está começando a pensar em esvaziar parte do lago para que os reparos sejam feitos.

Atualmente o lago tem 32 bilhões de litros de água. O Samae não chegou a informar quanto dessa água seria jogada fora. Pelas imagens disponibilizadas percebe-se que os vazamentos ocorrem onde o concreto encontra a rocha e em alturas variadas. Então boa parte da represa deveria ser esvaziada.

A situação está sendo acompanhada, também, pelo engenheiro civil do Ministério Público Federal (MPF), Luiz Alberto Braun, que está fazendo uma perícia a pedido do órgão. Braun garante que não há risco de rompimento da represa, mas também não garante que os vazamentos irão cessar. Braun diz que a perícia é complexa e será demorado finalizar o laudo.

O consórcio Fidens-Saneco não cogita a ideia de esvaziar parte da barragem pois isso geraria custos elevados para o consórcio. O discurso reinante é dizer que a situação é normal e que vazamentos são esperados. O que o consórcio não explica é por qual motivo, depois de um ano, essa situação não se regularizou.

Do lado da prefeitura a palavra de ordem parece ser cautela. Tanto o prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), quanto o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), falam em não assinar o recebimento da obra. Segundo Frizzo "está discussão está no nível administrativo".

Recentemente os testes de bombeamento de água bruta tiveram que ser suspensos devido ao estrago de uma peça. A empresa responsável não tem previsão de quando irá substituir o equipamento. Muito provavelmente enquanto os vazamentos e infiltrações não sejam contidos e o relatório do perito do MPF não fique pronto a operação da barragem não deve iniciar.

Com todos esses percalços existe uma possibilidade muito grande das operações do Marrecas não começarem em 2014. Além disso para que ela esteja com 100% da capacidade ainda é necessário um investimento de R$ 25 milhões, via PAC2, para construir a rede de adutoras que levará a água do Marrecas até as residências.

Enquanto isso o prefeito anterior, José Ivo Sartori (PMDB) e o antigo diretor presidente do Samae, Marcus Caberlon, não proferem nenhuma explicação sobre o assunto. Não seria importante que houvesse uma investigação independente dessa obra que consumiu quase R$ 300 milhões em recursos públicos?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As dívidas partidárias de Alceu

Foto: Andreia Copini
Ontem (29/01), o vereador Pedro Incerti (PDT) anunciou todo feliz que será o novo líder do governo na Câmara de Vereadores. Sob os olhos dos mais desatentos, tal escolha do Prefeito parece apenas uma reconciliação com o vereador sindicalista que no ano passado teceu duras críticas ao governo municipal e ao próprio Alceu Barbosa Velho. Incerti achincalhou o prefeito por ter recebido diárias em um momento de anúncio de corte de gastos.

Ainda em 2013, Incerti ganhou a batalha partidária sendo eleito presidente municipal do PDT com o apoio dos vereadores Virgili Costa e Jaison Barbosa. Alceu comeu poeira e não elegeu seu candidato, o Secretário de Governo Agenor Basso.

No final do ano, quem se deu mal foi Incerti, que não levou a Presidência da Câmara de Vereadores. O vereador lançou sua candidatura com o apoio da maioria da bancada do PDT - Virgili Costa e Jaison Barbosa. Porém, às vésperas da eleição, o Prefeito Alceu ligou pessoalmente para os vereadores situacionistas e articulou a candidatura de Gustavo Toigo (PDT). No dia da eleição, Incerti teve de retirar sua candidatura. Vociferou que foi injustiçado e que as forças externas estavam novamente atuando. Toigo foi eleito Presidente da Câmara.

Agora, para dar uma acalmada nos ânimos, Alceu resolveu começar a pagar a conta ao partido por ter colocado Toigo na Presidência da Câmara de forma, digamos, não muito democrática.

Com tantos partidos no governo e tantas desavenças políticas para resolver, restam ainda muitas contas a pagar.

Feldmann faz papel de palhaço no Facebook

Caxias do Sul é uma cidade perfeita, pelo menos na mente do vice prefeito Antonio Feldmann (PMDB). Tanto que ele tem tempo suficiente para escrever e comentar no facebook sobre a viagem da presidenta Dilma à Cuba.

O vice prefeito escreveu:


Primeiro demonstra o forte desconhecimento ou preconceito, ou ignorância mesmo sobre a inauguração do Porto de Mariel. O discurso reacionário fala de uso de dinheiro brasileiro, mas o BNDES financiou, ou seja o dinheiro será devolvido, US$ 682 milhões e em contrapartida o governo cubano deveria gastar US$ 802 milhões em produtos brasileiros para construir o porto (veja aqui). O negócio é tão bom para o Brasil que quem deveria reclamar era o Raul Castro.

A sequência da frase só pode ser mensurada se olharmos pela ótica da politicagem. Feldmann é candidato a deputado federal e não conta com prestígio e visibilidade suficiente para a empreitada. Então necessita de subterfúgios desesperados para conseguir "ibope".

O projeto do trem regional se arrasta desde o governo FHC. Na verdade foi o governo tucano, que Feldmann apoiava, que privatizou todo o sistema férreo que agora precisa ser recuperado. O trem regional carece de definição regional, de acordo entre as lideranças locais. Fato que não existe na Serra, vide o problema para a escolha de uma cidade para ser sede da UFRGS.

Quanto aos investimentos em Caxias, Feldmann parece esquecer da UPA que está sendo construída na Zona Norte. Da reforma quase total, com recursos federais, do Postão 24 horas, construído no governo Sartori e que tem centenas de problemas estruturais. Podemos falar das passarelas que não foram construídas, no governo Sartori, por que a prefeitura perdeu os prazos e teve que devolver os recursos. Mas tem também o financiamento para a construção do Marrecas (quase R$ 200 milhões) e agora para levar água até as pessoas mais R$ 25 milhões para as adutoras. Tem também as Estações de Tratamento de Esgoto. Não podemos esquecer o Instituto Federal do Rio Grande de Sul, com cursos de nível médio e superior, há dois anos em funcionamento. Na educação infantil tem as únicas quatro escolas de educação infantil construídas em Caxias foram com recurso federal. Na área que Feldmann era secretário, a cultura, a prefeitura quase teve que devolver a área da estação férrea por não apresentar nenhum plano de conservação do local.

Por isso e mais várias outras coisas é que o vice-prefeito, ao invés de governar a cidade, prefere ficar fazendo palhaçada no facebook.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cuba: quem tem medo do lobo mau?

A imprensa brasileira se apressou em noticiar os investimentos brasileiros no Porto de Mariel em Cuba. O BNDES financiou US$ 682 milhões das obras do Porto, cujo valor total da obra será de US$ 957 milhões. Em contrapartida, US$ 802 milhões desse total devem ser gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros para a construção do porto. Como consequência disso, serão gerados 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Após a presença da Presidenta Dilma à inauguração do Porto de Mariel, a mídia conservadora imediatamente tenta amedrontar a população sobre a aproximação do governo brasileiro com Cuba. A Presidenta, em compensação, assumiu seu posicionamento, declarando o desejo do Brasil em transformar-se em um parceiro de “primeira ordem” para o país do Caribe.

O esforço brasileiro em fortalecer laços comerciais com Cuba e com os países caribenhos vem em boa hora. Este ano a economia mundial deve passar por um momento delicado, reflexo ainda da crise de 2008. As moedas dos países em desenvolvimento estão sofrendo uma desvalorização crescente e por isso devem perder capacidade de importação.

Assim, valorizar o mercado de exportação e as relações com os demais países latino-americanos e caribenhos é uma estratégia importantíssima para o Brasil reduzir os impactos da crise econômica em 2014. Sem medo de Cuba ou qualquer fantasma. Ou os sabichões reacionários de plantão preferiam que fortalecêssemos ainda mais os laços com nosso mui amigo Estados Unidos?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Contribuição é cobrada mesmo sem disponibilização do serviço

As ruas de Caxias do Sul, principalmente nos bairros mais afastados, carecem de iluminação publica. Não são incomuns as ruas que possuem vários postes com as lâmpadas queimadas. A falta de iluminação deixa a população insegura. Principalmente aqueles que precisam circular à noite em locais escuros e desertos.


O valor da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública-COSIP é lançado nas contas de luz dos consumidores é cobrada desde janeiro de 2007. O fato gerador da COSIP, segundo a Lei complementar que a instituiu, é a ligação de energia elétrica regular ao sistema de fornecimento de energia no município de Caxias do Sul. Ou seja, basta ter energia elétrica em casa para que haja regularidade na cobrança.

Porém, não parecer justo. Os serviço de iluminação pública é prestado com precariedade. Quando as lâmpadas de um poste queimam, na maioria das vezes demora meses até que a Secretaria de Obras providencie a substituição. Em muitos casos os postes de luz têm defeitos e as lâmpadas queimam com regularidade. Além disso, equipamentos mais antigos não fornecem a iluminação necessária para um caminhar tranquilo em luas mais largas e extensas.

Pior que isso só as residências que não possuem energia elétrica na rua. Principalmente no interior, a cobrança da contribuição é feita mesmo que a população não tenha iluminação publica à sua disposição. Uma verdadeira afronta ao bolso e aos direitos do contribuinte.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Os 30 anos do comício que a Globo transformou em festa


Há exatos 30 anos, cerca de 300 mil pessoas foram à Praça da Sé, em São Paulo, para reivindicar eleições diretas para presidente. No palanque, políticos, artistas, sindicalistas e estudantes. Era o maior ato político ocorrido nos primeiros 20 anos da ditadura brasileira, com todo o seu saldo de mortes, torturas, desaparecimentos forçados, censuras e supressões dos direitos individuais. Mas o foco da reportagem que o telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, da TV Globo, levou ao ar naquela noite, era a comemoração pelos 430 anos de São Paulo.

O histórico comício da Praça da Sé ocorreu em um momento em que o Brasil reunificava suas forças para tentar por fim ao regime de exceção, em um movimento crescente. Treze dias antes, um outro ato político realizado em Curitiba (PR), com a mesma finalidade, havia sido completamente ignorado pela emissora. Mesmo a chamada para o ato que os organizadores tentaram veicular na TV como publicidade paga não foi aceita pela direção. O Jornal Nacional nada falou sobre o comício que levou 50 mil pessoas às ruas da capital paranaense. Antes dele, outros, menores, já ocorriam em várias cidades brasileiras desde 1983. Nenhum mereceu cobertura.

Em 1982, a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 22 permitiu eleições diretas para governadores. Entretanto, previa que, em 1985, fosse realizada eleição indireta para o novo presidente, a ser escolhido por um colégio de líderes formado por senadores, deputados federais e delegados das assembleias legislativas estaduais. Os brasileiros, porém, queriam enterrar de vez os anos de arbítrio. Oposição e movimentos sociais se uniram para pedir Diretas Já.

Aliada inconteste da ditadura civil militar, a TV Globo demorou a acertar na análise da conjuntura. Acompanhando a leitura rasa dos militares que ocupavam o Palácio do Planalto, acreditou que os atos por eleições diretas não passariam de “arroubos patrióticos”, como depois definiria seu então diretor de Jornalismo, Armando Nogueira. Mas a estratégia de ignorar as diversas manifestações que pipocavam em várias cidades do país já estava arranhando sua credibilidade. Decidiu mudar.

Quando a multidão ocupou a Praça da Sé, a Globo optou por maquiar o ato e alterar suas finalidades. No telejornal mais visto do país, o apresentador Sérgio Chapelin fez a seguinte chamada: “A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé”. A matéria que entrava a seguir, do repórter Ernesto Paglia, evidenciava os 30 anos da Catedral da Sé e os shows artísticos pelo aniversário da cidade. Só no finalzinho, o repórter dizia que as pessoas pediam a volta das eleições diretas para presidente, como se aquilo tivesse sido um rompante espontâneo no evento convocado para outros fins.

Apesar da postura da maior rede de TV nacional, a campanha Diretas Já ganhava o país. No dia 24 de fevereiro, um novo grande comício foi realizado em Belo Horizonte (MG), e reuniu um contingente ainda maior de pessoas do que o de São Paulo. No mesmo Jornal Nacional, apenas rápidas imagens da multidão que saiu às ruas e dos muitos oradores que pediam o fim da ditadura, acompanhados de um texto que desvirtuam o sentido do ato.

A hostilidade com que os manifestantes tratavam a emissora só fazia aumentar. Foi nesta época que os protestos de rua passaram a bradar o slogan ouvido até hoje: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Foi nesta época também que os repórteres da Globo passaram a ser achincalhado nas ruas. Alguns sofreram agressões físicas.

Roberto Marinho, o fundador da emissora, era comprometido com a ditadura até o pescoço. Afinal, foram os militares que encobriram as irregularidades que marcaram a inauguração da TV Globo, investigada por uma CPI Parlamentar por conta de ter recebido injeção ilícita de capital estrangeiro, no escândalo conhecido como Caso Time-Life. E também foram os militares que ajudaram a emissora a se tornar a maior do país, em troca de apoio sistemático ao regime de exceção.

Mas Marinho não era burro. Viu que era impossível conter a nova força política que se tornava hegemônica no país e, de uma hora para outra, virou seu jogo. No dia 10 de abril, duas semanas do Congresso votar a proposta de eleições diretas já, ele autorizou que sua emissora cobrisse à campanha. O comício realizado aquela noite, no Rio de Janeiro, que reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Candelária, enfim ganhou espaço devido no Jornal Nacional.

A emenda que previa as Diretas Já, apresentada pelo até então quase desconhecido Dante de Oliveira, não foi aprovada. Mas Marinho já estava aliado comas forças que venceriam a eleição indireta: Tancredo Neves, o presidente eleito que morreu antes de tomar posse, e José Sarney, que por uma contingência do destino, iria assumir o posto. Naquela época, a família Sarney já controlava a mídia no seu estado de origem, o Maranhão. Reza a crônica política que, de olho em uma parceria de sucesso com a Globo, o novo presidente da república submeteu até mesmo o nome de seu ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, à aprovação de Roberto Marinho.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Movimento #naovaitercopa reúne gatos pingados

São Paulo foi onde houve o maior protesto que está longe do tamanho alcançado nas primeiras manifestações de junho

Como o Polenta News já havia antecipado (leia aqui) a nova tentativa de recriar as "Jornadas de Junho" iniciou como um grande fracasso.

Se através do Facebook, milhares de pessoas se comprometeram a participar de manifestações, neste sábado (25), contra a realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, nos atos em si a adesão está muito aquém do previsto. Em São Paulo, onde mais de 21 mil pessoas confirmaram presença, o protesto, iniciado às 17h, conta com menos de 1 mil pessoas presentes. Manifestações foram articuladas para ocorrer em 32 cidades. Em Goiás, o ato ocorreu pela manhã e reuniu apenas 100 pessoas. No Rio participaram cerca de 150 pessoas, no Recife foram cerca de 100 e em Brasília a quantidade de participantes é pequena. Em Porto Alegre está previsto alguma mobilização para a inauguração do Beira Rio, no dia 31. Havia uma certa dúvida se as primeiras manifestações do ano contra o Mundial, o #NãoVaiTerCopa, teriam o mesmo gás dos protestos que ocorreram em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações e contra o reajuste da tarifa do transporte público, que se espalharam por todas as capitais e grandes cidades. No entanto, pela baixa adesão verificada neste sábado, pode-se dizer que o #NãoVaiTerCopa foi um fiasco.

Até mesmo pelas redes sociais, a repercussão das manifestações na tarde de hoje está bem tímida. No Twitter, o tema não aparece entre os assuntos do momento. No Facebook, a comunidade principal do ato não registrou também elevação no número de postagens e comentários.

De certa forma estimulados pela mídia conservadora, os protestos perderam o que lhe dava um caráter inédito: a espontaneidade. Além disso, as manifestações contra a Copa dividem a opinião da população brasileira, que é muito ligada ao futebol. O esforço do governo em tornar públicas as informações sobre os gastos com o Mundial também deve ser contabilizado como ponto para esvaziar os atos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Morador questiona instalação de casa noturna próximo de escola


Uma faixa na rua Ludovico Cavinato, no bairro Santa Lúcia, questiona a fiscalização de casas noturnas em Caxias do Sul. O morador aponta a existência de uma casa noturna a menos de 200 metros de uma escola o que estaria em contradição a legislação atual. 

A faixa também aponta que a casa foi interditada por duas semanas e depois foi novamente liberada o funcionamento. 

A indignação do morador também é um exemplo da fiscalização seletiva que a prefeitura realiza nas casas noturnas. Isso já foi abordado no Polenta News no ano passado (veja aqui). Esse não é o único caso de casa noturna que funciona a menos de 200 metros de uma escola. Todos os bares que ficam na Estação Férrea estão colocados em uma Universidade. Mas esse critério foi usado, várias vezes, para fechar casas noturnas.

A divergência na aplicação da legislação causa indignação e injustiças.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

UAB terá que mudar sua diretoria para não perder repasse de verbas

Uma nova interpretação da legislação pode impedir o repasse de recursos para a União das Associações de Bairros (UAB). A prefeitura exige que a entidade retire integrantes da diretoria da entidade que são servidores municipais. No caso da atual diretoria seriam dois diretores. O que causou estranheza em uma parcela da diretoria é que os diretores, que teriam que ser trocados, fazem parte de partidos da base do governo Alceu. Um é do PMDB e outro do PSB.

O prefeito Alceu estaria irredutível nessa questão. Em uma reunião com integrantes da UAB o prefeito apresentou a situação de que a proibição é embasada em lei federal e, por isso, a presença dos servidores impede o repasse da verba à entidade.

Para a entidade a perda de recursos é gigantesca. São R$ 145 mil de verba direta, mais R$ 45 mil do Fundel para as atividades esportivas. Isso representa mais de 90% de toda a receita da entidade.

O "fogo amigo" disparado contra a prefeitura em uma entidade que praticamente não questiona o governo parece um disparate. Em 2013 a entidade sofreu com a falta de pontualidade dos recursos. O valor é dividido em 12 parcelas e deveria ser repassado todo o mês mediante prestação de contas do mês anterior. "A prefeitura chegou a atrasar três meses o repasse", informou um diretor que preferiu não se identificar.

A entidade vai discutir a situação nesse final de semana. Integrantes do PMDB, que estão na diretoria da UAB estão indignados com a atitude de Alceu. Resta esperar os próximos desdobramentos.

Um dos pivos do Mensalão Mineiro já tem prescrição da acusação

A morosidade e os acobertamentos da justiça brasileira estão fazendo com que os acusados do Mensalão Mineiro fiquem isentos de qualquer condenação.

A justiça mineira declarou prescritas as acusação de peculato e lavagem de dinheiro que pesavam contra o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (PTB). Ele foi acusado de participação no esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas de Minas para financiar a reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

À época, Mares Guia era vice-governador. De acordo com a juíza Neide Martins, da 9ª Vara Criminal, os crimes pelos quais ele é acusado prescreveram após ele completar 70 anos, em 24 de novembro de 2012.

O prazo de prescrição para esses crimes é de 16 anos, a contar a partir da data em que os fatos ocorreram. Contudo, quando o réu completa 70 anos, o prazo é reduzido pela metade. Como a justiça levou 11 anos só para que a denúncia fosse aceita (os crimes aconteceram em 1998 e a denúncia só em 2009), Maraes Guia completou os 70 anos e com isso as acusações contra ele prescreveram.

Outros réus podem ter a pena prescrita antes do processo ser julgado. No STF está prevista o julgamento, para esse ano, dos réus com foro privilegiado. Os demais serão julgados pela justiça de primeira instância, bem diferente do que foi feito com a AP470, o "mensalão". Com isso a chance de mais réus ficarem impunes cresce.

A principal prova do mensalão tucano são doações de empresas, sem registro na Justiça Eleitoral, de R$ 8 milhões (R$ 21,5 milhões em valores corrigidos).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A terceirização que achata os direitos dos trabalhadores

Campanha da CUT contra a terceirização
Nesta terça-feira (21/01) , cerca de 25 funcionárias de escolas estiveram presentes à sessão da Câmara de Vereadores para protestar contra a empresa Job, vencedora da última licitação para contratação de serviço terceirizado de limpeza nas escolas da rede municipal.

As trabalhadoras reclamam que a empresa não fornece materiais para o trabalho, não aceita atestados médicos, e paga auxílio alimentação e vale-transporte com valores inferiores ao do mercado. A Prefeitura, mesmo ciente de tais problemas, permitiu que a empresa participasse do processo licitatório.

Essas reclamações não são privilégio somente desta empresa. A afronta aos direitos dos trabalhadores, principalmente no que diz respeito à valorização econômica do trabalho dos profissionais de limpeza é recorrente em praticamente todas as empresas terceirizadas.

Há muito tempo a Prefeitura não contrata via concurso público pessoas para trabalhar nos setores de limpeza e de serviços gerais. Isso fez com que a terceirização aumentasse bastante no município.

Recentemente a Prefeitura abriu processo seletivo para contratação de médicos, agentes de endemias e de saúde. Cargos que poderiam muito bem ser preenchidos por servidores concursados. Manutenção de vias, da rede de água e esgoto também têm trabalhadores terceirizados.

E o que a terceirização tem de mal? Terceirização é sinônimo de precarização do trabalho, de ataque aos direitos dos trabalhadores, de burla ao concurso público e de achatamento de setores historicamente subvalorizados. Além de ser uma bela mamata para diversas empresas que possuem dezenas de contratos com o Poder Público.

O que o Governo municipal de Caxias está craque em fazer é poupar dinheiro dos cofres públicos às custas dos trabalhadores terceirizados e às custas de ataques aos direitos dos servidores públicos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Luiza aos corvos: "Mídia só vê o copo do lado vazio"


Dona da terceira maior rede de varejo do Brasil, a Magazine Luiza, Luiza Trajano rebate, em entrevista ao programa Manhattan Connection, da Globo News, os pessimistas que "só veem o copo do lado vazio, nunca do lado cheio"; a Caio Blinder, que fala em "varejo em crise", ela diz: "o crédito, o aumento da renda, o emprego e a entrada dessa classe média gerou para o setor a década do varejo"; Diogo Mainardi falou em inadimplência, inflação, aumento de juros e perguntou: "quando você irá vender suas lojas para a Amazon?"; apresentador recebeu como resposta: "inadimplência nunca esteve tão boa e ninguém será vendido"

Contra os pessimistas que "só veem o copo do lado vazio", a empresária Luiza Trajano, dona da terceira maior rede de varejo do Brasil, a Magazine Luiza, destacou em entrevista índices bastante positivos para o setor. A empresária declarou que esta foi a "década do varejo", que 2013 registrou o menor índice de inadimplência já visto, um crescimento anual de 5,9% e destaque para a geração de empregos. Além disso, rechaçou qualquer chance de crise, como previram seus entrevistadores.

As declarações foram feitas ao programa Manhattan Connection, da Globo News. Ao jornalista Caio Blinder, que garantiu que o setor vive uma crise atualmente, ela respondeu: "Com todo respeito, mas o varejo brasileiro não está em crise. O crédito, o aumento da renda e o emprego, e a entrada dessa nova classe média, gerou para o varejo a década do varejo. Então, eu tenho que discordar de você, viu Caio".

Na opinião da empresária, é um "hábito do brasileiro" ver "o copo do lado vazio, e nunca o lado do copo cheio". A imprensa, segundo ela, faz o mesmo. Utilizando-se da mesma expressão da entrevistada, Diogo Mainardi disse ser o próprio copo vazio. "Eu sou a personificação do copo vazio". Em seguida, rebateu os números de Luiza afirmando que "todos os fatores que determinaram o crescimento do varejo estão murchando, ou murcharam".

"Os juros estão subindo, o crédito diminui, a inadimplência aumentou pelo segundo ano consecutivo, a inflação aumenta, a indústria nacional foi sucateada, isso vai levar uma piora do emprego também. A pergunta é a seguinte: quando é que você vai vender suas lojas para a Amazon? Há como resistir à onda do varejo eletrônico?", questionou. Ele previu ainda: "Eu não vejo caminho para o varejista brasileiro numa situação em que vai haver crise. Se ela não existe ainda, haverá".

Levemente irritada, a dona da rede de 400 lojas garantiu que os dados de Mainardi estavam incorretos. "A inadimplência está totalmente sob controle, pelo contrário. Nunca tivemos um índice tão bom como nós terminamos agora em 2013", afirmou. Questionada se o fator ocorria em suas lojas, disse: "Não é na minha loja não, é no Brasil. É no varejo brasileiro, eu não estou falando da minha loja, estou falando geral, e te dou índice, e te mostro. A inadimplência diminuiu, eu provo, é estatístico isso, ela não aumentou".

Sobre o comércio eletrônico, a empresária que comanda cerca de 14 mil funcionários destacou que a Magazine Luiza é "muito forte no virtual" e que a empresa acredita que 56% das pessoas que compram pelo site visitam uma loja física. "Daqui a dez, quinze anos o movimento vai sendo transformado", diz. Mas garante que "nenhum brasileiro pretende vender seu varejo para a Amazon, com todo respeito que a gente tem pela Amazon". Ela destacou ainda que "o varejo é o maior gerador de empregos depois do governo" no País.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Para 46% de nossos leitores o primeiro ano do Governo Alceu é péssimo

Uma enquete realizada pelo Polenta News perguntou a satisfação em relação ao governo Alceu Barbosa Velho (PDT). Para 46,53% o atual prefeito é péssimo! Esse é um resultado que é até surpreendente levando-se em conta que Alceu foi eleito no primeiro turno. Tamanha rejeição é fruto de um governo que teve que acomodar 20 partidos (a maior parte deles é absolutamente inexpressiva em Caxias), dividindo cargos de confiança com pessoas sem competência para tal.

Nas postagem do Facebook houve 53 comentários desses só dois acham que o governo Alceu é bom. Para todos os demais as afirmações são (mantemos a grafia original):

"muita conversa e rodeio e pouca açao"

" Pessimo fez uma media incrivel qdo era vice e ta se queimando dia a dia..."

"Pessima"

"Pior impossível."

"Prefeito? Tem prefeito em Caxias"

"Horrível...sem comentários..."

E por aí vai. Alguns pediram a volta de Sartori ou de Pepe Vargas.

O link para participar da enquete foi distribuído para 26.640 caxienses. Destes 245 responderam a enquete. A enquete tem margem de erro de 6.1 pontos percentuais (para mais ou para menos), Veja abaixo os dados:

Péssimo: 46,53%
Ruim: 13,47%
Regular: 10,2%
Bom: 6,12%
Ótimo: 7,35%

Ainda houveram 16,33% das pessoas que deram outras respostas, havia esse opção. A principal afirmação alternativa que ganhou 13,88% dos votos foi "ferrou os profes, demitiu CLT para manter os CCs"





sábado, 18 de janeiro de 2014

Barbosa tem férias na Europa custeadas pelo STF


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, antecipou suas férias, deixando em aberto mandados de prisão de dois condenados na AP 470, o deputado João Paulo Cunha (PT) e o delator do esquema do chamado “mensalão”, Roberto Jefferson (PTB).

Barbosa viaja a título pessoal pela Europa. Mesmo assim, terá parte das férias financiadas pela Corte. Segundo o Estado de S. Paulo, ele receberá 11 diárias, no valor total de R$ 14.142,60, por duas palestras - em Paris (França) e Londres (Inglaterra), no período de 20 a 30 de janeiro.

De acordo com o cronograma do Supremo, a primeira palestra, de 30 minutos, segundo o site da Agence Nationale de la Recherche, está marcada para o dia 24 em Paris. A segunda ocorre cinco dias depois, em Londres.

O judiciário é um dos poderes com maiores mordomias e, o mais imune as críticas. Se cobramos que Renan Calheiros, Sarney, ou quem quer que seja utilize do erário público para assuntos pessoais, não podemos tolerar que o presidente do STF tenha tantas regalias. Se ele realmente fosse ético, como seus seguidores defendem, Joaquim Barbosa deveria devolver o dinheiro das diárias. Ele fará isso?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Defeito em peça vai atrasar, ainda mais, a distribuição de água do Marrecas

Novamente o cronograma de distribuição de água do Marrecas sofre atrasos. Dessa vez o culpado é o rompimento de uma peça de conexão, responsável por interligar o sistema de bombeamento e a adutora de água bruta do Sistema Marrecas. Com isso os testes de bombeamento, tratamento e verificação dos sistema de adutoras foi suspenso.

A peça, que é nova, pode ter rompido devido a um defeito de fabricação. Os testes estão suspensos por prazo indeterminado até que a empresa responsável pelo obra seja notificada para a substituição.

Esse é o quinto adiamento (veja aqui um histórico dos anteriores). Provavelmente o início da distribuição de água do Marrecas para a população não aconteça nesse verão. Paradoxalmente esse era o motivo para que a barragem fosse inaugurada em 2012. Segundo o Samae teríamos racionamento em 2014 se a obra não fosse concluída. Chegou 2014, a obra não está pronta e não há racionamento. Estelionato eleitoral?

O governo Alceu Barbosa Velho (PDT) tem um compromisso com a comunidade caxiense e deveria dar mais transparência ao que está acontecendo nessa obra que custou quase R$ 300 milhões.

Conexões Globais 2014 debate as mobilizações sociais na era digital

Nos dias 24 e 25 de janeiro, Porto Alegre será palco de um amplo diálogo entre os mais diferentes setores da sociedade em rede. A edição 2014 do Conexões Globais, que ocorre paralelamente ao Fórum Social Temático, reunirá ativistas, gestores públicos, comunicadores e ativistas dos mais diferentes movimentos sociais mundiais para discutir temas como democracia 2.0, Marco Civil da Internet, soberania na rede, cultura digital e mobilização social na era da internet. As atividades acontecem na Casa de Cultura Mario Quintana, com entrada franca.

Como nas edições anteriores, as atividades do Conexões Globais serão transmitidas ao vivo pela internet, com cobertura colaborativa via redes sociais e espaço para ampla participação de internautas. Além dos debatedores presenciais, cada um dos Diálogos Globaistraz também um webconferencista, que participará da discussão via web.

Entre os debatedores já confirmados estão o cientista político finlandês Teivo Teivainen, membro fundador do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e com vários livros publicados; Ahmet M. Ogut, engajado em lutas contra discriminação migratória e a gentrificação urbana de Istambul desde 1990; Bernardo Gutiérrez, jornalista e escritor, fundador da rede fundador da rede FuturaMedia.net e participante dos movimentos 15M; Bruno Torturra, jornalista e um dos principais porta-vozes da Mídia Ninja (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação) e um dos articuladores do movimento Existe Amor em SP, integrante da Rede Pense Livre; Pablo Capilé, um dos principais articuladores da rede sociocultural Fora do Eixo e do NINJA – Narrativas Independentes de Jornalismo e Ação; o professor Sérgio Amadeu, ativista da liberdade na rede e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil; o pesquisador Fábio Malini, que atua na análise de redes sociais; o produtor do grupo Teatro Mágico, Gustavo Anitelli, um dos porta-vozes do MPB – Música para baixar, que trata do direito de baixar arquivos digitais pela internet; e a pesquisadora Ivana Bentes, da UFRJ, integrante da Rede Fórum de Mídia Livre e com várias pesquisas sobre comunicação, cultura e sociedade em rede. Todos eles trarão seu conhecimento para estimular amplas discussões sobre cultura colaborativa, soberania digital e os protestos auto organizados e interconectados no Brasil e no mundo.

Serão seis debates (três a cada dia), que acontecerão no Teatro Bruno Kiefer, sempre a partir das 14h. Entre os temas que serão discutidos no Conexões 2014, há amplo espaço para os protestos que movimentam vários lugares do mundo – e que agitaram o Brasil em junho do ano passado. Uma das mesas, “Três anos de Revoltas Interconectadas – de Túnis ao Brasil“, tratará justamente das interconexões entre as várias revoltas ao redor do mundo, enquanto o painel “As Jornadas de Junho e o Futuro da Democracia no Brasil” busca entender o que veio (e o que ainda virá) como resultado das multidões que foram à rua no país. Em apoio a essas discussões, “Tecnopolítica dos #ProtestosBR e um Enfoque Global” busca trazer à discussão o uso de ferramentas tecnológicas contemporâneas (como monitoramento, análise de dados e análise cartográfica dos protestos) no estudo dessas novas formas de organização social.

O Conexões Globais também terá espaço para uma das discussões mais importantes da atualidade: “Soberania Digital e vigilância na era da Internet“ trará, a partir das denúncias do analista de informação dos EUA Edward Snowden, um intenso debate sobre a vigilância promovida por governos e corporações sobre o cidadão em rede. A lógica desenvolvimentista e o modelo de privatização de espaços públicos também estão na mesa “Espaço público e sociedade em rede“. O diálogo sobre “Cultura de rede, colaborativa e digital” abordará os novos circuitos culturais colaborativos no Brasil, que utilizam a rede para difundir e ampliar a distribuição da megadiversidade cultural brasileira.

Além dos debates, oficinas voltadas para a troca de saberes e a capacitação para o uso de novas mídias, produção e edição multimídia, utilização das ferramentas digitais e estratégias para mídias sociais serão realizadas simultaneamente.

Uma intensa programação de atividades culturais e artísticas, como shows musicais e exposição de artes visuais também estão na programação. O coletivo Defesa Pública da Alegria vai coordenar uma série de atividades culturais que ocupará a Travessa dos Cataventos, chamada de Travessa Viva.

No Conexões Culturais, músicos nacionais e internacionais ocuparão o palco do Teatro Carlos Carvalho e do Teatro Bruno Kiefer. Dentre eles, o multiartista uruguaio Dani Umpi, o som “afroprogressivo” do músico mineiro Babilak Bah, a cantora gaúcha radicada em São Paulo (e que há anos não toca em Porto Alegre) Laura Finocchiaro e os portoalegrenses Wander Wildner e a bandaApanhador Só.

Estudantes, jornalistas, ativistas da informação e comunicadores poderão ocupar a Agência de Comunicação Colaborativa – um espaço de trocas e construção coletiva de conteúdos como textos, fotos e vídeos. A ideia é estimular e valorizar a diversidade de opiniões e olhares sobre o evento. A Cobertura Colaborativa também terá um concurso, que vai premiar – com equipamentos tecnológicos que contribuam para a produção de conteúdo multimídia – os melhores vídeos, fotos e textos sobre o evento. O júri será composto por integrantes do governo e da sociedade civil.

Este ano, o Conexões Globais abre as portas para receber programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação. O objetivo do Encontrão Hacker é desenvolver aplicativos inovadores que ampliem o acesso às informações e dados governamentais. A programação inclui CryptoParty, com dicas para proteger o seu computador e comunicações, e uma Maratona Hacker, destinada a quem busca criar ferramentas para uma sociedade cada vez mais democrática e uma circulação cada vez mais livre de informações.

A programação completa do evento será divulgada a partir do dia 20 de janeiro.

O Conexões Globais 2014 é realizado pela Associação Software Livre com apoio do Governo do Rio Grande do Sul e da Secretaria Geral da Presidência da República.


Serviço

Conexões Globais 2014

Webconferências, oficinas, shows musicais, atividades artísticas, encontrão hacker, agência de cobertura colaborativa

Dias 24 e 25 de janeiro de 2014, na Casa de Cultura Mario Quintana

Rua dos Andradas, 736 – Centro - Porto Alegre/RS

Horário: sempre a partir das 13h

Entrada Franca



Site: www.conexoesglobais.com.br

Facebook: http://bit.ly/FaceConexoesGlobais

Twitter: @conexoesglobais

Youtube: https://www.youtube.com/user/conexoesglobais

Instagram: instagram.com/conexoesglobais

Google +: https://plus.google.com/103429336625298786563/posts

Flickr: http://www.flickr.com/photos/conexoesglobais2013/



Inscrições para as oficinas: são gratuitas através de preenchimento de formulário no site. São 15 vagas por oficina.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Samae seria responsável pelos alagamentos no Fátima Baixo afirma vereador

O vereador Mauro Pereira (PMDB) foi direto e contundente no programa Dito e Feito, da Rádio São Francisco, na manhã de hoje (16). Perguntado por uma ouvinte sobre o motivo dos alagamentos no Fátima Baixo ele disparou.

"Uma galeria, de esgoto fluvial, que tem 2 metros de altura por 2 de largura foi obstruída por um cano do esgoto cloacal, de 1 metro de diâmetro, colocado pelo Samae". O vereador alega que avisou os técnicos do Samae que o procedimento estava equivocado. "Eles [os técnicos] me disseram que esse era o jeito certo", finaliza Mauro.

O vereador não titubeou ao atacar o governo, mais precisamente o Samae e responsabilizar o órgão, publicamente, pelos alagamentos que estão ocorrendo. Esse fogo amigo dá razão inclusive a quem está inclinado em processar o município pelos constantes estragos.

Um deles era o gerente da Associação Criança Feliz, Délcio Agliardi, que ameçou processar a prefeitura. Para evitar esse desgaste a prefeitura se comprometeu a construir um novo espaço para o atendimento infantil. O prédio já tem local definido e será no mesmo bairro, Fátima Baixo. Até que seja concluído, as 107 crianças, entre dois e seis anos de idade, vão ocupar um imóvel alugado localizado no bairro São José a partir de fevereiro. A estrutura atual da Associação continuará a funcionar, mas sem o primeiro piso. Este será demolido para evitar insegurança em dias chuvosos.

Outra ação do poder público será construir um "piscinão" no bairro. Essa obra demorará um bom tempo e novas chuvas podem alagar novamente o bairro. Se o vereador Mauro estiver certo a solução pode ser bem mais barata, seria apenas retirar o cano que está obstruindo a galeria, mas isso seria um admissão de culpa, logo uma nova obra gera menos desgaste político.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nem parece que é ano de Festa da Uva

Faltando 36 dias para o início da 30ª Festa da Uva, um turista incauto que passasse pela cidade nem notaria que estamos tão perto da abertura da maior festa da cidade. Não há, praticamente, vestígios de que a Festa da Uva acontecerá esse ano.

As ações da prefeitura até agora foram limpar o Monumento ao Imigrante e ajeitar os canteiros da Av. Júlio, coisas que devem ser feitas todo o ano. Em relação a Festa propriamente dita, excetuando algumas ações das soberanas, e algumas panfletagens não está acontecendo nada.

Nem mesmo a tosca decoração que fomos brindados na edição de 2012 (veja aqui).

A Festa da Uva se tornou um evento burocrático. A mesma fórmula é repetida ano após ano. Ônibus e mais ônibus de excursão chegam de dia (e os caxienses vão a noite antes de algum show) e todos seguem o imenso labirinto de empresas e vendedores de "artesanato" como se fossem ratinhos de laboratório. Ao final ganham uma caixinha de uva. Um ou outro show espalhado pelo trajeto deixam o ambiente com cara de mercado persa.

Mas a Festa da Uva movimenta muito dinheiro. Agências de publicidade ganham, empreiteiros ganham, produtores musicais ganham, prestadores de serviço ganham. Realmente é uma bela cadeia produtiva. Mas o que a cidade ganha mesmo? A vida em Caxias praticamente não muda durante a Festa da Uva (retirando o fato que a prefeitura esquece da manutenção dos bairros para montar a estrutura nos pavilhões, mas isso ela esquece sempre). Os restaurantes continuam fechando às 13 horas e às 22 horas. Os quiosques de informação continuam sem ninguém para dar informações. O comércio continua com a sua vida normal. Não oferecemos nenhum atrativo para que o turista fique mais um dia em nossa cidade. Resultado? Eles vão gastar seu dinheiro em Bento, Gramado, Canela...

Caxias perdeu uma oportunidade única. 2014 é o ano da Copa do Mundo e o Brasil está no centro das atenções mundiais. Não fizemos nenhum esforço real para garantir alguma seleção em nossa cidade na fase preparatória. Mas 8 países jogarão em Porto Alegre. Não poderíamos pensar em atividades para atrair quem vem assistir os jogos para a Serra? Em Porto Alegre uma versão reduzida do Acampamento Farroupilha vai acontecer durante a Copa. Não poderíamos oferecer alguma festividade como a Festa da Uva nesse mesmo período?

Mas para isso são necessários gestores públicos de visão, coisa que é bem rara entre os secretários que foram acomodados em seus cargos em troca de apoio político.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Vai ter Copa? Vai sim!

Palavra de ordem que começa a pipocar nas redes sociais"#nãovaitercopa" tenta surgir como um novo #giganteacordou. Mas será que essa chamada publicitária teria o peso suficiente para levar uma massa de manifestantes às ruas como aconteceu em junho?

A nossa resposta, preliminar, é que isso é muito difícil.

O primeiro grande motivo é que a Copa do Mundo já é um sucesso de público. Mais de 1 milhão de ingressos já foram vendidos. O número só não é maior porque não cabe mais gente nos estádios. Durante a solicitação de venda foram pedidos 4,5 milhões de ingressos sendo que 3,4 milhões eram para brasileiros. Esses números devem garantir estádios cheios durante as 63 partidas nas 12 cidades sede. Quem pagou pelos ingressos vai querer assistir os jogos, como aconteceu na Copa das Confederações. Apesar de haver um ou dois cartazes, dentro dos estádios com palavras de ordem, procurados efusivamente pelas câmeras de TV, a grande maioria estava alheia aos acontecimentos do lado de fora.

O segundo grande motivo é que não há, pelo menos por enquanto, os elementos que agregaram as manifestações de junho. Os reajustes das passagens de ônibus foram o estopim dos protestos. Apesar de serem organizados horizontalmente um núcleo principal, como o Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, mantinha uma atividade constante fora da rede. A longa duração dos protestos e a violência sem sentido patrocinada por mascarados apelidados de "black block" retirou boa parte do apoio popular das manifestações.

Exemplo disso foi a fracassada greve geral de 1º de julho. Retirando o "terror midiático" que acabou paralisando os serviços nas grandes cidades, não se viu nenhuma manifestação de peso nesse dia. E dali para frente o número de pessoas que se juntam ao movimento caiu vertiginosamente, ou melhor, voltou ao patamar pré-junho. Chamado para 25 de janeiro, um manifesto nacional do Não Vai Ter Copa, conseguiu até agora 14 mil confirmados, entre os quase 400 mil convidados. Esse número é baixo, muito baixo e esse protesto só tem chance de ter alguma repercursão em Porto Alegre pois acontece junto com o Fórum Social Mundial Temático.

Obviamente as manifestações ganharão repercussão na mídia mesmo que sejam um número reduzido de pessoas. Em Caxias do Sul, no 7 de setembro, um grupo de 20 pessoas ganhou matéria em jornal, mesmo que ele não tivesse capacidade de convencer ninguém na cidade.

Mesmo assim o mês da Copa do Mundo não será tranquilo. Há o risco muito grande de confronto. Além dos jogos haverá a instalação de grandes telões para que o público acompanhe as partidas além de shows de artistas locais e nacionais. Se houver algum protesto nesses locais é bem possível que a população que está participando do evento tente acabar com o protesto com as próprias mãos. Aí veremos mascarados tentando buscar refúgio junto aos policiais. Porto Alegre quase vivenciou essa situação. Os moradores do bairro Cidade Baixa, um dos roteiros constantes dos protestos, começaram a formar uma milícia para evitar o quebra quebra que acontecia todas as noites. A milícia só não se concretizou pois a Brigada Militar aumentou enormemente o policiamento no bairro e os manifestantes mudaram de trajeto.

Isso tudo não quer dizer que o governo federal, e os estaduais, passarão imunes por todo esse processo. Reações violentas como as que aconteceram em junho em São Paulo, podem colocar gasolina numa situação que pode ser explosiva. A oposição também sabe que esse é o único fator que pode desestabilizar o governo Dilma. O PSDB torce para que as manifestações sejam maiores que esse ano, mas o partido sabe que é o que menos ganha com esse clima de instabilidade. Dialogando com um setor mais conservador, que tem ojeriza à manifestações, os tucanos vão olhar, como fizeram esse ano, de longe. Colocando suas pautas conservadoras quando possível, e infiltrando militantes de direita nas organizações "horizontais".

Quem ganha mais é a "terceira via", tanto que Marina Silva (Rede/PSB) já declarou que espera que os protestos em junho sejam maiores. Na verdade é a única esperança de Eduardo Campos e Marina Silva. Se houver um grande movimento de massas, de contestação, onde os movimentos sociais não sejam protagonistas, isso gerará um apoio as suas candidaturas e eles não serão meramente coadjuvantes.

No final disso tudo, depois de 1 mês a Copa acabará e se discutirá o legado dela. A maioria dos estádios que foram construídos não usaram recursos públicos. As obras de mobilidade, atrasadas é bem verdade, ficarão prontas dependendo da competência dos prefeitos e beneficiarão a população. As cidades que se aproveitaram dos Regime Diferenciado de Contratação para a Copa terão infraestrutura melhor. As outras que resolveram fazer jogo político, não terão estruturas melhores e continuarão fazendo jogo político. No final, após a Copa o jogo continua.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Para espalhar terrorismo inflacionário Globo distorce até gráfico

A mídia corporativa brasileira realmente assumiu que não interessa mais os fatos, apenas as versões e para isso não importa se tiver que manipular, escandalosamente, as informações. O gráfico ao lado é um claro exemplo disso. Ele "ilustra uma reportagem, ou seria reporcagem, da Globo News sobre a evolução da inflação nos último anos. A linha horizontal é a meta inflacionária, 4,5%. O objetivo da matéria era mostrar que a inflação está descontrolada, apesar dos números dizerem o contrário. Como a Globo não encontrou amparo na realidade, mude a realidade. Foi o que ela fez.

A manipulação fez com o que a inflação de 2013, de 5,91% ficasse maior que a de 2011, de 6,50% e de 2010, de 5,92%. Para a Globo News 5,91 é muito maior que 6,50 e 5,91. Ainda tem mais. Para a emissora 4,31% é quase 4 vezes menor que 5,91%. Também, pelo gráfico, a inflação de 2013 é 3 vezes maior que a meta!!!! Se isso fosse verdade não seria 5,91% e sim mais de 12%! A informação não tem nenhum compromisso com a verdade ela só tem objetivo de criar terrorismo inflacionário.

A Globo fez isso em 2013 inteiro. Primeiro era o tomate, com direito a vergonha alheia quando a Ana Maria Braga usou um colar de tomates. Depois foi o feijão e por aí foi. Nenhum dos vilões inflacionários se sustentou na vida real.

A guerra da manipulação deverá continuar em 2014. A Globo representa o interesse das elites e as elites estão em oposição ao governo Dilma. Abaixo veja como seria o gráfico se ele fosse feito corretamente. A linha preta representa a meta inflacionária. Bem diferente do que a Globo mostrou não?


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Prefeitura de Caxias vai entrar na crítica politiqueira contra as UPAs?

UPA ficará pronto até o final do mês
O secretário de Gestão e Finanças da prefeitura de Caxias do Sul, Carlos Búrigo (PMDB), fez uma declaração surpreendente para uma cidade que aponta a saúde como um dos principais problemas. 

"Eu aconselho o prefeito a não colocar a UPA em funcionamento"

A afirmação dada à Rádio Gaúcha Serra, referia-se a UPA, Unidade de Pronto Atendimento, que será concluída esse mês na Zona Norte. 

A justificativa de Burigo é que o governo federal não faria o repasse de recursos suficientes para bancar os custos da unidade. Segundo a prefeitura o custo anual da UPA será de R$ 19 milhões.  O governo federal repassaria R$ 5,7 milhões por ano para a unidade, porém o governo federal avalia o custo total da unidade é menor do que a prefeitura de Caxias do Sul aponta. 

Pelas regras do programa o governo federal é responsável por 50% dos custos e a prefeitura e os estados dividem os outros 50% igualmente. 

O que causa estranheza é que existe um movimento, orquestrado, de gerar críticas a esse e outros programas de saúde do governo federal. Ontem o presidente do CREMERS, Fernando Webers Matos, escreveu num artigo para a Zero Hora, com os mesmos argumentos usados por Burigo. Matos também foi contra o programa Mais Médicos, que possibilitou que cidades onde nunca tinha médico hoje fosse atendida. O mesmo discurso dos dois é dado pelo presidente da Confederação dos Municípios, Paulo Ziulkoski (PMDB). 

Por trás dessa confluência de discursos está, claramente identificada, uma tentativa politiqueira de desconstruir um programa federal que melhora as estruturas de atendimento de saúde para o cidadão. O objetivo parece ser claramente eleitoreiro já que os protagonistas são claramente adversários da presidenta Dilma. 

Burigo está no terceiro governo seguido na mesma função. Ele já sabia dos custos e dos repasses que seriam feitos para a UPA, porém não comentou nada sobre o assunto até agora. O último grande investimento em saúde feito pela prefeitura de Caxias do Sul foi o Pronto Atendimento. Um prédio que tem pouco mais de 5 anos de vida e tem inúmeras falhas estruturais fruto de uma obra mal feita. Tantas que necessitará de uma reforma completa. Reforma essa que começaria, justamente, quando a UPA Zona Norte começasse a funcionar (veja aqui).

Será que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) vai cair nessa armadilha politiqueira e impedir que a UPA começe a funcionar e com isso prejudique a população?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Top 10 Polenta News em 2013

 
Das 450 postagens que fizemos em 2013 encontram-se, abaixo, as 10 mais lidas. Algumas delas você só leu aqui no Polenta News pois foram sumariamente esquecidas pela mídia comercial caxiense. Outras repercutiram na mídia, mas aqui você leu um "algo a mais".

O destempero e arrogância de políticos caxienses, principalmente o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) e o vereador Rafael Bueno (PCdoB) representam quase metade da nossa lista.

Relembre aqui o foi mais lido pelos nossos mais de 100 mil visitantes em 2013.


Assessora de Vinícius Ribeiro trabalha para a Assembleia e agência de publicidade

(Re)Fundadora da Arena é vice presidente do outro partido

Governo Alceu ataca direitos do magistério municipal
Internautas questionam prefeito por não cancelamento do Rodeio em Caxias

“Dilma Bolada” é censurada no Facebook, gera polêmica, faz rede voltar atrás e mostra que a campanha de 2014 será uma guerra digital
Comprovado: Computadores da prefeitura foram utilizados na campanha eleitoral 

Vereador é criticado e perde a compostura
EXCLUSIVO: Negligência médica faz criança perder a perna no postão 24 horas
Bola fora de Alceu!
Dois pesos e duas medidas na fiscalização - parte 2

Em plena era digital prefeitura abre licitação para revelação de 19 mil fotografias

A prefeitura de Caxias do Sul fará, no próximo dia 29 de janeiro, um pregão para a escolha de uma empresa que prestará serviços de revelação de fotografias. O edital, que está disponível na Central de Licitações, prevê 10 tamanhos diferentes de fotografias em quantidades diversas. Ao todo somam 19 mil revelações.

O montante representa 52 fotografias por dia. Apesar do edital falar em "estimativa para o ano de 2014", a quantidade é de espantar. A maior quantidade de fotografias, 9 mil, é para o tamanho 15x21cm (meia folha de ofício), mas há uma previsão para 100 fotos do tamanho 60x90cm (pôster).

Pesquisando valores de mercado o lote todo deve sair por R$ 49.200,00. O valor não chega a ser expressivo para uma prefeitura do tamanho de Caxias do Sul, mas a questão não é essa. Com a fotografia digital a distribuição de imagens para a imprensa (na maioria dos casos os veículos acessam o site da prefeitura) ou o envio delas para publicações são feitas sempre por via digital. Então porque tamanha quantidade de fotografias impressas?

Uma grande parte delas servirá, provavelmente para ambientações de espaços da prefeitura, outras podem ser entregues para entidades que participam de alguma atividade da prefeitura. Não é incomum associações ganharem um pôster de uma foto de seus integrantes junto com a equipe do prefeito, um jeito bem singelo de propaganda permanente.

Veja abaixo a relação das fotografias e as quantidades que serão contratadas:

Foto 10x15cm - 2.000 unidades
Foto 13x18cm - 6.000 unidades
Foto 15x21cm - 9.000 unidades
Foto 20x30cm - 1.000 unidades
Foto 30x40cm - 100 unidades
Foto 30x45cm - 300 unidades
Foto 40x50cm - 100 unidades
Foto 40x60cm - 100 unidades
Foto 50x75cm - 300 unidades
Foto 60x90cm - 100 unidades

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Instituto Federal iniciará as aulas em prédio próprio

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) reiniciará às aulas, em fevereiro, em área própria. As obras, que se estenderam por 3 anos, serão entregues à comunidade em na metade de fevereiro. Existe a possibilidade da presidenta Dilma comparecer a inauguração aproveitando a vinda para a abertura da Festa da Uva.

O IFRS é a segunda instituição de ensino superior de Caxias do Sul. A primeira, a UERGS, criada no governo Olívio Dutra (PT), sofreu com o abandono e o descaso dos governos Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB). Recuperada, esse ano a UERGS voltará a oferecer vagas para curso superior (veja abaixo).

Hoje o IFRS tem 340 estudantes. Para esse ano haverão 290 novas vagas. O instituto está situado próximo as represas do Complexo Dal Bó, no bairro Fátima, e tem uma área de 30 mil m². Entre salas de aulas e laboratório a área construida é de 7 mil m². O investimento nas novas instalações custaram R$ 7 milhões.

A instalação do IFRS poderia ter atrasado ainda mais, ou nem saído, se dependesse da pouca vontade do poder público municipal. O prefeito José Ivo Sartori (PMDB) em 2007 destinou uma área considerada a segunda pior do estado. Com isso as instalações da unidade atrasariam ainda mais. Foi preciso muita boa vontade do governo federal para que a unidade saísse em Caxias do Sul. Ainda assim a prefeitura ofereceu outras duas áreas que não tinham condições para a construção do Instituto. Finalmente a prefeitura fez a doação da área onde as novas instalações foram concluídas.

Enquanto o poder publico, principalmente a Câmara de Vereadores, estavam mais interessados, ou em federalizar a UCS, ou em trazer uma extensão da UFRGS as obras do IFRS iam andando a passos lentos. Muito por culpa da empreiteira que venceu a licitação e não conseguia terminar a obra.

Agora é hora de celebrar o pleno funcionamento de duas faculdades públicas em Caxias do Sul.

Sisu oferecerá 171 mil vagas em universidades federais


O número de vagas em cursos superiores disponíveis no Sistema de Seleção Unificada (SISU), que terá as inscrições abertas de segunda-feira (6) até sexta-feira (10), será 33% maior em relação ao processo seletivo do início de 2013. A edição do primeiro semestre deste ano vai disponibilizar 171.756 vagas, um terço a mais em relação a janeiro do ano passado, quando foram abertas 129.279 vagas.

Também são maiores o número de instituições participantes (passou de 101 para 115) e o número de cursos oferecidos (de 3.751 para 4.731).

No Rio Grande do Sul são 12.062 vagas nas seguintes instituições: (destacado onde há vagas em Caxias do Sul)

UFCSPA - Fundação Universidade Federal De Ciências Da Saúde De Porto Alegre
UNIPAMPA - Fundação Universidade Federal Do Pampa - Unipampa
IFRS - Instituto Federal De Educação, Ciência E Tecnologia Do Rio Grande Do Sul IFFARROUPILHA - Instituto Federal De Educação, Ciência E Tecnologia Farroupilha
IFSUL - Instituto Federal De Educação, Ciência E Tecnologia Sul-Rio-Grandense
UERGS - Universidade Estadual Do Rio Grande Do Sul
UFPEL - Universidade Federal De Pelotas
UFSM - Universidade Federal De Santa Maria
FURG- Universidade Federal Do Rio Grande

Saiba como se inscrever acessando o site do Sisu.

Top 5 Polenta News. Dezembro 2013


O ano chega ao fim e apresentamos as 5 postagens mais lidas no mês de dezembro. Relembre.


O pior cidadão de Caxias do Sul  - Se houvesse um prêmio para o pior cidadão caxiense o presidente do Sindicato Médico de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos, seria favorito, na verdade não teria para ninguém ele ganharia com certeza.

Está nas cartas: Alceu não está nem aí para o controle do trabalho de seus CC's - Cargos de Confiança do governo Alceu Barbosa Velho (PDT) são flagrados exercendo outras atividades em horário de expediente. No final das contas apenas Maria Clélia (PSL), que é cartomante, perdeu o emprego (ela não previu isso?). Alaor de Oliveira (PMDB) deixou o programa de rádio, por enquanto, e o dentista Sergio Callegari (PP) continua como se nada tivesse acontecido.

Quer garantir elogios? Mande seus CCs escreverem cartas para o jornal - Uma carta toda elogiosa ao governo Alceu Barbosa Velho (PDT) publicada no jornal Pioneiro chamou atenção. Sua autora foi a professora Solange Fátima Golunski que é CC8 da prefeitura municipal, com um salário de R$ 8.873,25 e além disso é filiada no PTdoB. Custa caro um elogio ao governo municipal.

Vereador flagrado vendendo atestado médico  - O vereador Joaquim Boeira de Vargas (PMDB) de Vacaria que é médico, dono de farmácia e não é cubano, foi flagrado pela reportagem da rede gaúcha vendendo atestado médico, para justificar falta no trabalho, e revalidado receitas vencidas.

Quando a economia vale mais que a cidadania  - A apreensão dos produtos vendidos pelo índios no Centro da cidade, ontem, causa bastante revolta.