quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Burgueseiro" segue a receita do terrorismo econômico

Seguindo a sua tradição de contorcer os fatos, principalmente no jornalismo econômico, o Burgueseiro, vulgo Pioneiro, pratica terrorismo econômico.

Sem apresentar uma única fonte, Marcio Serafim, diz que o aumento da arrecadação do governo federal não vem do crescimento econômico e sim do aumento de impostos.

Só que não!

As desonerações de impostos, em 2013, somaram R$ 14,6 bilhões. Estão aí incluídas as folhas de pagamento das empresas de ônibus (e mais 20 outros setores da economia). Para 2014 as desonerações serão de R$ 30 bilhões.

Se a preguiça, ou a vontade de fazer um discurso fácil, não fosse tão grande, o colunista teria pesquisado junto a Receita Federal para buscar informações mais corretas e bem informar.

A propósito:

Sem a correção inflacionária, a receita com impostos e contribuições teve alta de 8,8% em março, se comparado ao mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou 79,61 bilhões de reais.

No ano, a arrecadação até o momento somou 293,42 bilhões de reais, valor que representa um aumento real de 2,08% sobre igual período do ano passado.

As receitas administradas pela Receita mostraram crescimento real de 2,52%, para 84,65 bilhões de reais, na comparação com março do ano passado. A alta nominal ficou em 8,83%.

No ano, essas receitas atingem 282,86 bilhões de reais. Esse valor representa uma alta real de 2,06% em relação a igual período de 2013.

Já a receita própria de outros órgãos federais foi de 1,96 bilhão de reais no mês passado, alta em termos reais de 1,62% na comparação com o mesmo mês de 2013.

No acumulado do ano, a arrecadação é de 10,56 bilhões de reais, alta real de 2,65% no comparativo anual.

Em termos nominais, as receitas próprias de outros órgãos subiram 7,87% em março, em relação ao mesmo mês de 2013.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Moradores do Campos da Serra protestam por saúde e transporte público

Um grupo de cerca de 300 moradores realizou um protesto na manhã de sábado no loteamento Campos da Serra. A manifestação cobrava o funcionamento da Unidade Básica de Saúde que está pronta há quatro meses. Além disso os moradores reclamavam do transporte público que é precário no bairro. 

Os dois problemas, saúde e transporte, tem sido uma constante em Caxias do Sul. Além da falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde, e quando eles existem o número de consultas é limitado, há a falta de profissionais, também, no Pronto Atendimento (Postão 24 horas). A falta de médicos vem se agravando ano após ano e pouco tem sido feito pelo poder público municipal.

Em 2013 a secretária, Dilma Tessari (PDT), chegou a negar 5 profissionais estrangeiros, do programa Mais Médicos, alegando que não havia falta de profissionais. Eles só ficaram na cidade por que o Ministério da Saúde insistiu (veja aqui). Além desses profissionais a cidade recebeu, recentemente, mais quatro médicos do programa, e a falta de profissionais ainda continua.

No caso da UBS do Campos da Serra o problema é também o atraso na licitação do mobiliário. A secretária de saúde argumento que não há prazo para que a licitação seja concluída. Enquanto isso a UBS vai abrir de maneira improvisada.

Transporte Público

Outra demanda que tem tirado o sono dos caxienses que precisam de ônibus. É visível que a qualidade do serviço da Visate vem piorando. Seja pela elevação da idade média da frota (o que resulta em ônibus mais velhos e que quebram mais), seja pela rotatividade de profissionais, atrasos e lotação.

Odacir, leitor do Polenta News, relatou em nossa página o que ele sente no dia a dia:
"Nos últimos dias estou presenciando diariamente discussões entre funcionários da Visate e usuários, a meu ver isso está se agravando por vários problemas de ônibus atrasado, queimas de voltas (nesse caso gera dois problemas a medida que adiantam a volta seguinte). Associando tudo isso ao despreparo dos funcionários (não estou generalizando), a falta de entendimento que os usuários têm de que deviam reclamar diretamente a empresa, e o mais grave a posição da empresa e também da prefeitura que chegou ao desplante de o secretário Zulmir Baroni Filho dizer que não há atrasos e nem superlotação."
Queixa semelhante foi feita por uma liderança comunitária do bairro Vergueiros. Ela relatou que em um único dia quebraram 3 ônibus. "Estragar um por semana até era normal mas três no mesmo dia nunca havia acontecido", inconforma-se.

Essa situação contrapõem-se aos planos do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) de incentivar o transporte coletivo. Um de R$ 59 milhões, via PAC Mobilidade Urbana, do Governo Federal, será utilizado para reestruturação dos corredores de ônibus, na área central, e para a finalização das estações de transbordo, que possibilitarão a integração tarifária.Caxias é uma das cinco cidades do Rio Grande do Sul que receberá esses recursos. Dinheiro não faltará, mas se as partes não se ajudarem vai ficar como mero discurso.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Caxias do Sul tem, proporcinalmente, seis vezes mais CCs que o governo federal

É um verdadeiro trenzinho da alegria. Na semana passada a Câmara de Vereadores aprovou a criação de 37 Funções Gratificadas (FGs). As FGs são ocupadas exclusivamente por servidores públicos em cargos de chefia. Acontece que há setores que tem mais chefes do que comandados. Junto com esses FGs, para não ficar tão feio, o governo Alceu Barbosa Velho (PDT) enviou a criação de 5 cargos para técnico contábil, 6 para engenheiro e 10 para odontólogos (que serão preenchidos por concurso).

Por trás dessa criação de funções gratificadas está a distribuição de benesses aos servidores mais "alinhados" com o projeto do atual governo. É uma maneira de aumentar o salário de alguém que é "companheiro do projeto", como costumam dizer no primeiro piso do Centro Administrativo.

Além dessa balaiada de  FGs, o governo municipal conta com um exército de Cargos de Confiança, os CCs. Famosos durante as eleições municipais, onde o atual chefe de gabinete, Edson Nespolo, e o prefeito, prometeram um CC8 para cada partido que apoiasse a coligação.

Atualmente há 300 CCs preenchidos no governo municipal. Isso corresponde a 1 Cargo de Confiança para cada 1.451 caxienses. Em comparação há, no Governo Federal, 1 CC para cada 8.600 brasileiros. Ou seja, o número de CCs no governo municipal é 6 vezes maior, proporcionalmente, do que no governo federal.

Esse movimento é recente. Em 2005, no início do governo Sartori (PMDB), o número de CCs era de 124. Ao entregar o cargo para o seu sucessor já eram 264! Um aumento de 112%! É ou não é um trenzinho da alegria?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vereadores aderem ao lobby de menos segurança para os caxienses

Legislação estadual que dificultaria que situações como essa se repetisse
é questionada por vereadores caxienses
A Câmara de Vereadores se curvou ao lobby das construtoras e aprovou uma moção de repúdio a nova lei de proteção contra incêndio. Tanto a legislação estadual, aprovada esse ano, quanto a nacional que está tramitando no Câmara dos Deputados e no Senado, foram elaboradas depois da catástrofe que aconteceu na Boate Kiss, em Santa Maria.

As duas legislações endurecem as regras para licenciamento de empreendimentos comerciais. Antes da nova legislação uma licença provisória era obtida e o empreendimento funcionava, a exemplo da Kiss, sem nunca ter uma licença definitiva. Na maioria das vezes nada acontece, mas quando acontece...

As novas legislações foram amplamente debatidas com a população. No caso do Rio Grande do Sul houveram inúmeras audiências públicas e a lei foi aprovada por unanimidade. O que querem as construtoras e os empresários? Diminuir as normas de segurança. Como não puderam fazer isso na época, pois "pegaria mal" já que a situação de Santa Maria era recente, o movimento de contestação está sendo feito agora.

E 15 vereadores subscreveram a moção de repúdio e 16 votaram a favor. As justificativas para o documento são todas vagas como, por exemplo, um prejuízo a economia caxiense. Mais preocupados com contentar o empresariado, do que com a segurança de trabalhadores e da população, o grupo de vereadores caxienses entra no time daqueles que se renderam ao lobby. E, com certeza estarão de olho nas polpudas contribuições das construtoras para suas campanhas eleitorais.

E a população? Bom que todos torçamos que não aconteça mais nenhuma tragédia.

Veja abaixo que votou favorável a moção de repúdio e, obviamente, contra a segurança da população:


ARLINDO BANDEIRA PP Sim

CLAIR DE LIMA GIRARDI PT Sim

DANIEL ANTONIO GUERRA PRB Sim

DENISE DA SILVA PESSÔA PT Ausente

EDI CARLOS PEREIRA DE SOUZA PSB Sim

EDSON DA ROSA PMDB Sim

FELIPE GREMELMAIER PMDB Sim

FLÁVIO GUIDO CASSINA PTB Sim

FLÁVIO SOARES DIAS PTB Sim

GUILHERME GUILA SEBBEN PP Sim

GUSTAVO LUIS TOIGO PDT Presidente

HENRIQUE SILVA PCdoB Não

JAISON BARBOSA PDT Sim

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA PDT Não Votou

MAURO PEREIRA PMDB Sim

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR SDD Sim

PEDRO JUSTINO INCERTI PDT Sim

RAFAEL BUENO PCdoB Não Votou

RAIMUNDO BAMPI PSB Sim

RENATO DE OLIVEIRA NUNES PRB Sim

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO PT Não

WASHINGTON STECANELA CERQUEIRA PDT Não Votou

ZORAIDO DA SILVA PTB Sim

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Vazamentos na barragem do Marrecas continuam

Para quem gosta de  tocar flauta na obras de recuperação de estradas deve estar em êxtase com a situação da barragem do Marrecas. Só que não!

Aparte das críticas seletivas. Ao que tudo indica há problemas, sim, na construção da barragem. Embora os laudos apresentados pelas empresas Holanda Engenharia e STE Serviços Técnicos de Engenharia, responsáveis pela construção e fiscalização da obra, respectivamente, mostrem que a situação de vazamentos é normal e não está aumentando (25 litros por segundo nas obreiras e de 10 a 15 litros por segundo nas paredes laterais), uma solução definitiva começará a ser discutida somente na próxima semana.

Uma reportagem da Rádio Gaúcha, publicada ontem, traz a afirmação do diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), de que os laudos foram entregues no começo do mês, porém uma reunião entre as partes só acontecerá na próxima semana. Passará quase um mês entre a entrega dos laudos e uma reunião para quem sabe, talvez, o problema comece a ser resolvido. Enquanto isso a água corre só que no sentido contrário ao da casa das pessoas.

Parece que a reunião da "semana que vem" só foi marcada porque a jornalista da Rádio Gaúcha perguntou como estava a situação.

Frizzo porém não considera a situação dentro da normalidade. "Os argumentos com relação às ombreiras vão desde a questão de que a rocha era fraturada e que a previsão inicial de injeção de nata de cimento foi subdimensionada. A questão dos vazamentos nas paredes, eles colocam como normal, mas que pode ser corrigido. Da nossa parte, a gente não considera normal e quer que seja corrigido", disse o diretor presidente.

Entre o discurso e a prática está faltando ação. Os vazamentos continuam e não podem ficar assim indefinidamente. Já passaram 488 dias da inauguração da barragem e até agora a água não chegou para nenhuma residência. Os testes das bombas começaram e pararam por problemas técnicos. Ninguém mais ousa colocar um prazo para o funcionamento da barragem.

A chantagem feita pelo racionamento, que vitimou milhares de araucárias que acabaram apodrecendo e a madeira nem foi aproveitada, acabou virando exatamente isso, CHANTAGEM.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Para RBS o Brasil seria melhor com desemprego e arrocho salarial

Além de seu sensacionalismo habitual demonstrado no título da edição de hoje da Zero Hora, o veículo chefe da rede RBS aproveitou para mostrar a sua receita para sair de uma crise, criada pela sua manchete.

Para justificar a manchete que tenta criar uma sensação de que há um descontrole inflacionário, o que nenhum economista sério afirmaria, a Zero Hora escolheu um vilão (como faz com frequência). Dessa vez o escolhido foi os "serviços". Carpinteiro, pedreiro, cabeleireiro, costureira e muitos outros profissionais estariam aumentando seus preços e forçando a alta inflacionária.

Logo em seguida o veículo apresenta sua solução, obviamente, colocando a fala na boca de um "renomado professor" que ninguém conhece. "Para controlar a inflação (...) ou convive com a taxa de desemprego maior ou muda a fórmula de reajuste do salário mínimo e para de dar ganhos reais aos trabalhadores", disse o economista Celso Pudwell, que além de seus alunos ninguém mais deve conhecê-lo.

Esse é o receituário que a RBS e seus aliados nacionais (Globo, Folha, Estadão, Veja). Para o que se convencionou chamar de PIG, Partido da Imprensa Golpista, que faz o papel da oposição (que não tem discurso), o problema do Brasil é que trabalhador está recebendo bons salários.

Seus candidatos, e eles existirão, deverão, para ganhar apoio da grande mídia, defender que é bom haver desempregados, pois assim ninguém pode barganhar bons salários e quem ganha salário mínimo deve continuar vivendo na miséria.

Isso é o que se chama de receita neoliberal. É a mudança que eles querem implementar no Brasil. Você vai embarcar nessa?

Agora é lei! Dilma sanciona Marco Civil da Internet

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (23) o Marco Civil da Internet durante a abertura do Encontro Global Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet - NET Mundial, em São Paulo, que reúne representantes de governos, sociedade civil, técnicos e usuários da rede de vários países. A nova lei será publicada em edição extra do Diário Oficial ainda hoje.

O marco civil, aprovado pelo plenário do Senado na noite de ontem (22), define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos.

Após assinar a sanção, Dilma iniciou seu discurso defendendo o respeito aos direitos humanos, à privacidade e à liberdade de expressão na internet. “Os direitos que as pessoas têm offline também devem ser protegidos online”, comparou.

Ontem (22), pelo Twitter, Dilma avaliou o marco civil como “um passo fundamental para garantia da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos do usuário da internet”, além de destacar o papel da lei na garantia da neutralidade do caráter livre e aberto da rede mundial.

A presidenta também destacou os mecanismos de defesa dos direitos dos usuários estabelecidos com a nova legislação. “O novo marco civil estabelece que as empresas de telecomunicações devem tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados. Além disso, o marco civil veda bloquear, monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos pacotes de dados. O nosso modelo de marco civil poderá influenciar o debate mundial na busca do caminho para garantia de direitos reais no mundo virtual”, escreveu Dilma em sua conta pessoal no Twitter.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Alceu completa hoje sua reforma de secretariado

De vagar, sem traumas, e com muitas saídas "por motivos particulares", o governo Alceu Barbosa Velho (PDT) conduziu uma mini reforma do secretariado.

A mudança mais importante, e que se efetivará hoje, é a da Chefia de Gabinete. Sai Manoel Marrachinho (PTB), entra Edson Néspolo (PDT). Marrachinho mostrava-se incomodado com o cargo que segundo ele tem muitas atribuições políticas. Marrachinho, que teve cargos de confiança nos governos Mansueto (1983-1988), Vanin (1989-1992), Sartori (2005-2012) e Alceu (2013-), levou 15 meses para notar que sua função não era técnico-administrativa e sim que deveria contrabalançar os interesses de 19 partidos, muitos deles com pouca expressão política mas com muito apetite.

A volta de Néspolo serve para acalmar essa turma, principalmente os nanicos, que ameçavam pular fora para voos solos, ou com outros parceiros, nas próximas eleições. Claro que por enquanto era blefe puro, já que 10 partidos, pelos menos, tem pouco mais do que um punhado de filiados. Néspolo reforçará o caráter político do Gabinete que precisará, inclusive, fazer a bancada do seu partido (PDT) marchar ao lado do governo.

A volta de Néspolo, que havia sido preterido por Alceu, e tinha um cargo de importância menor até agora (presidente da Festa da Uva), é uma dura autocrítica que o prefeito teve que fazer. Nas entrelinhas ele admitiu que um campo tão grande de interesses difusos só é mantido coeso com muita habilidade política. Característica que ele e todo o seu gabinete não tinham.

No lugar de Néspolo, na Festa da Uva, assume o empresário Gentil Raymundo Carraro, que terá um papel secundário, apesar do belo salário, de manter a estrutura dos Pavilhões da Festa da Uva, sua principal função em funcionamento.

Marrachinho não ficará desassistido. Ele continuará no governo. Para isso sai "por motivos pessoais", Zulmir Baroni Filho da Secretária de Trânsito e Transportes para que que Marrachinho ocupe seu lugar.

Essa mudança equilibra, também, o número de secretárias de cada partido. Com a troca de Tonus, da Secretaria de Cultura, por Rubia Frizzo (PDT), o partido do prefeito havia aumento o número de secretárias que administrava.

Essas são as mudanças no primeiro escalão. Muitas outras foram operadas nos postos menores. Como já dissemos o governo vazou mais do que o Marrecas. Será que os vazamentos serão contidos?

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Petrobras rebate disparidade de valores sobre Pasadena

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, esclareceu em audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, realizada no dia 15 de abril de 2014, detalhes sobre a aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Sobre os valores envolvidos no negócio, foram desembolsados US$ 554 milhões com a compra de 100% das ações da PRSI-Refinaria e US$ 341 milhões por 100% das quotas da companhia de trading (comercializadora de petróleo e derivados), totalizando US$ 895 milhões.

Adicionalmente, houve o gasto de US$ 354 milhões com juros, empréstimos e garantias, despesas legais e complemento do acordo com a Astra. Desta forma, o total desembolsado com o negócio Pasadena foi de US$ 1.249 milhões.

Graça Foster explicou ainda que a Comissão de Apuração Interna instaurada em março pela Companhia para apurar os processos de compra da refinaria identificou, até o momento, que a Astra não desembolsou apenas US$ 42,5 milhões pela refinaria, mas sim um valor estimado em US$ 360 milhões, sendo US$ 248 milhões pela refinaria e estoques e mais US$ 112 milhões de investimentos realizados antes da venda à Petrobras.

A presidente apresentou a cronologia das negociações entre a Petrobras e a Astra. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou em 2006 a compra de 50% de participação em Pasadena, pelo valor de US$ 359 milhões, e a análise dos dados na época demonstrava que se tratava de um bom negócio, alinhado ao planejamento estratégico vigente. Acrescentou, ainda, que as margens de refino naquele momento eram altas e que processar petróleo pesado do campo de Marlim e transformá-lo em derivados (produtos de maior valor agregado) permitiria à companhia capturar melhores margens, estratégia esta respaldada por duas consultorias de renome. “Pasadena é uma refinaria de 100 mil barris por dia, em localização privilegiada, num dos principais hubs de petróleo e derivados nos Estados Unidos, um dos maiores mercados mundiais de derivados, está num local onde várias refinarias têm um conjunto de operações, favorecendo essa movimentação de carga e a parceria entre refinadores”, ressaltou.

Graça confirmou que o resumo executivo originado pelo Diretor da Área Internacional e apresentado ao Conselho de Administração naquela ocasião não citava as cláusulas de “Marlim” e “Put Option”, nem suas condições e preço de exercício. “Não havia menção às duas cláusulas, consideradas importantes neste negócio. Não houve citação, nem intenção manifestada, da compra dos 50% remanescentes da refinaria de Pasadena”, esclareceu.

A partir de 2007, houve desentendimentos entre os sócios em relação à gestão e ao projeto de expansão da refinaria. Em dezembro daquele ano, a Astra enviou à Diretoria Internacional uma carta de intenções para a venda dos outros 50%. Em março de 2008, a Diretoria da Petrobras apreciou e submeteu a proposta de compra ao Conselho de Administração, que não a autorizou. A Astra exerceu sua opção de venda (put option) e a Petrobras assumiu o controle da integralidade da refinaria ainda em 2008. Em 2012, tomando por base laudo arbitral confirmado judicialmente, houve uma negociação final entre as partes, considerada completa e definitiva.

Desde 2006, ressalvou a presidente, houve diversas alterações no cenário econômico e do mercado de petróleo, tanto brasileiro quanto mundial, como a crise econômica de 2008, que reduziu as margens de refino e o consumo de derivados, e a descoberta do pré-sal, levando a Companhia a rever suas prioridades. Assim, o negócio originalmente concebido transformou-se em um empreendimento de baixo retorno sobre o capital investido.

A presidente informou que a companhia é fiscalizada e colabora com os órgãos de controle como o TCU, a CGU e o Ministério Público. Desde novembro de 2012, foram 16 solicitações do TCU e 5 da CGU sobre Pasadena, todas respondidas. Sobre a Comissão Interna de Apuração criada em 24 de março, Graça Foster informou que deverá concluir seus trabalhos nos próximos 30 dias.

Fonte: Petrobras

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Feldmann perde mais um recurso e se complica

A vida não tá fácil para o vice prefeito Antonio Feldmann (PMDB). Depois da justiça ter determinado que ele assumisse o posto de prefeito, algo que ele estava se recusando a fazer, e ter sido multado em R$ 100 mil, agora, em segunda instância, uma desembargadora rejeitou novo recurso de Feldmann.

A desembargadora Laura Louzada Jaccottet, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS, manifestou-se por indeferir no mérito o pedido de reconsideração pleiteado pelo vice-prefeito.

No despacho ela escreveu:
"Diante da pessoal pretensão de concorrer a cargo de Deputado Federal nas vindouras eleições (motivo eminentemente pessoal), não poderia o Vice-Prefeito simplesmente negar-se a substituir o Prefeito. Ao primeiro, cabia optar em permanecer no cargo em que eleito, cumprindo todos os seus deveres, ou renunciar, estando, assim, livre para eventual futura candidatura".
 A posição da desembargadora reforça a tese levantada pela bancada do PT que gerou o processo movido pelo Ministério Público. 

Mais adiante a desembargadora reforça a tese de que Feldmann não tinha a opção de escolher assumir, ou não, a posição de prefeito. 
"Reforço, o Vice-Prefeito nunca esteve impedido de assumir o cargo de Prefeito, o que é atributo seu, tratando de sua obrigação como se faculdade fosse, o que não se revela cabível".
Feldmann argumenta que estava bem assessorado no assunto. O ex procurador geral do município, Lauri Romário Silva, faz a defesa do vice prefeito. Foi dele, também, o parecer que Feldmann utilizou para se recusar a assumir o cargo.

Acontece que a justiça está tendo interpretações bem ao contrário disso. As decisões proferidas nesse caso podem, inclusive, basear ações similares por todo o Brasil.

O certo é que a situação de Feldmann se complica. Está cada vez mais evidente que ele não poderia ter se recusado a assumir. Em fazendo isso incorreu em improbidade administrativa e pode carregar junto o prefeito e mais uma leva de pessoas.

Será que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) ainda acha que seu vice é nota 10?

Vox Populi: Dilma venceria no primeiro turno com 40%


Fonte: Brasil 247

Levantamento realizado pelo Instituto Vox Populi e divulgado pela revista CartaCapital na tarde desta quarta-feira 16 aponta, mais uma vez, a vitória da presidente Dilma Rousseff já em primeiro turno, com 40% das intenções de voto.

Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em fevereiro, Dilma caiu 1 ponto percentual, o que demonstra estabilidade. Os dois adversários praticamente não avançaram sobre os índices da presidente. Aécio Neves, do PSDB, registrou 16%, e Eduardo Campos, do PSB, 8%.

Juntos, os opositores têm 14 pontos a menos do que a presidente, a menos de três meses do início da campanha. O senador Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo, comparado com a mostra de dois meses atrás.

Já Eduardo Campos, que nesta semana lançou oficialmente sua pré-candidatura com a vice Marina Silva na chapa, ganhou dois pontos. O candidato do PSC, Pastor Everaldo Pereira, foi lembrado por 2% dos eleitores.

Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não registraram nenhum ponto. Votos brancos ou nulos representam 15% dos entrevistados e percentual que não sabe em quem votar ou não respondeu é de 18%.

O instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios para realizar a pesquisa, entre os dias 6 e 8 de abril.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vereador Mauro Pereira confirma desmantelamento da Secretaria de Obras

O vereador Mauro Pereira (PMDB), um dos maiores governistas da bancada do governo, usou a tribuna da Câmara de Vereadores para fazer um balanço de sua gestão na Secretaria de Obras, que acabou há 6 anos atrás. 

Ao elencar todas as suas realizações, Mauro Pereira acabou repercutindo as declarações do atual secretário, Adiló Didomenico (PTB), que afirmou que o maquinário da secretaria tinha ficado defasado com o passar do ano e que a política era de passar os serviços para as empreiteiras.

O vereador Mauro Pereira discursou sobre seus feitos à frente da secretaria e por fim afirmou: "Depois que eu saí da secretaria, os britadores foram parando. É uma perda muito grande a falta desses equipamentos. Só quem perde com isso é a nossa sociedade", lamentou.

O certo é que nos últimos 11 anos vários órgãos e estruturas da prefeitura tem sido desmanteladas e programas e ações governamentais tem sido dirigidos para a iniciativa privada ou privatizados.
E quem perde é toda a população.

Com informações da Câmara de Vereadores

terça-feira, 15 de abril de 2014

[Não deu na Mídia] Decisão do Supremo que anula 100 mil contratações de Aécio pesa sobre PSDB

Fonte: Jornal Valor Econômico

Em novembro de 2007, Aécio Neves (PSDB), então governador de Minas Gerais, sancionou uma lei que mudaria a vida de milhares funcionários do Estado.

A chamada Lei 100 efetivou cerca de 100 mil professores e outros servidores da área de educação que não tinham feito concurso público. Eram pessoas que tinham contratos temporários e condições de trabalho e salário inferiores aos concursados e cujo tempo de serviço simplesmente não era computado para efeito de aposentadoria. Muitas estavam havia anos nessa situação, um caso de desleixo administrativo que vinha sendo empurrado com a barriga por governos de Minas. Aécio pareceu à época ter, finalmente, solucionado a questão.

Mas, então, veio a bomba. Há duas semanas, por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram inconstitucional a efetivação de servidores sem concurso, jogando por terra a solução do ex-governador tucano.

O STF deu prazo de 12 meses para que o governo de Minas realize concursos públicos e coloque os aprovados nas vagas ocupadas hoje pelos efetivados pela Lei 100. Estes, para continuarem trabalhando no Estado, terão de passar nos concursos que Minas prepara ou tentar uma vaga como substituto - numa condição de trabalho inferior a quem têm atualmente.

Em princípio, quem não conseguir ser aprovado e não se encaixar como substituto estará na rua. O risco real disso ocorrer virou um drama para milhares de trabalhadores e suas famílias em Minas Gerais. O governo ainda não definiu quantas vagas serão necessárias abrir nos concursos.

"Eles fizeram essa lei para resolver a situação. Me deu segurança para aposentadoria, tinha trabalho garantido e de repente tudo isso acaba", diz Mirian Messias da Silva, 58 anos, assistente técnica de educação básica de uma escola estadual de Ribeirão das Neves. Sua colega, Viviane Tomaz Rangel, diz que o governo havia assegurado que as vagas delas estavam garantidas. "Meu sonho de consumo, que era comprar um carro, vai ter de esperar. Vou ter de pensar duas vezes."

Ao todo, a Lei 100 efetivou 97.104 cargos, o que equivale a 88.104 pessoas (já que algumas ocupam mais de um cargo). São professores, mas há também auxiliares de serviço, pessoal do setor administrativo, supervisores, especialistas, entre outros. A maioria, 80.257, desses servidores está ligada à Secretaria da Educação do Estado, que tem ainda 68.447 concursados e outros 75.973 substitutos.

A secretária Ana Lúcia Gazzola diz que ainda não tem um número exato sobre quantos serão de fato afetados pela decisão do STF. Mas na secretaria a estimativa é que sejam cerca de 70 mil - já descontados os aposentados e os que estão em vias de se aposentar e, portanto, protegidos pela decisão do STF.

Num ano de eleições, uma sombra de insegurança sobre tantos servidores é péssima notícia para o governo de Minas e deve virar munição de campanha dos adversários de Aécio.

Principal candidato da oposição à Presidência, o tucano já começou a ser alvo de críticas. A linha de argumento será esta: "O STF deu um atestado de que o choque de gestão em Minas foi uma falácia. Os tucanos contaram uma historinha para os servidores do Estado ao dizerem que a lei que o efetivou era possível. Como alguém que se gaba pela eficiência de gestão comete um erro dessa magnitude". As palavras são do deputado federal Odair Cunha, presidente do PT em Minas e aliado muito próximo do ex-ministro do Desenvolvimento e candidato petista ao governo do Estado, Fernando Pimentel.

No Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas, e entre tucanos mineiros, o que se ouve é que a decisão do STF foi endereçada contra Aécio, que houve um caráter eleitoral dos ministros para minar o adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro.

O atual governador de Minas é Alberto Pinto Coelho (PP). Ele assumiu o posto no dia 4, quando o então governador Antonio Anastasia (PSDB) renunciou para atuar na campanha de Aécio e provavelmente candidatar-se ao Senado. Coelho é um aliado de Aécio.

O STF também julgou inconstitucionais leis semelhantes à Lei 100 e que estavam em vigor no Acre e no Rio Grande do Sul.

Para Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do sindicato dos professores, Sindiute, ligado à CUT, "o governo foi irresponsável ao propor a lei sabendo dessa fragilidade constitucional".

O presidente do PSDB em Minas, o deputado federal Marcus Pestana, que foi secretário por sete anos no governo Aécio, admite que o ex-governador reconhecia a insegurança jurídica da lei, mas que tudo foi feito com embasamento técnico, diante de uma situação histórica de excesso de servidores temporários no Estado.

"O governo apenas tentou assegurar professores nas salas de aula", respondeu. Ele ainda acrescentou que os resultados educacionais da gestão do ex-governador serão uma "bandeira forte" de Aécio na corrida presidencial.

O próprio Aécio comentou e defendeu a lei, dizendo: "Este foi o caminho que encontramos para corrigir uma distorção que já havia no quadro da educação com grave consequência na vida de milhares famílias carentes."

O discurso oficial é que a Lei 100 foi um acerto e que não havia outra maneira de regularizar a situação de tantos servidores não concursados que dependiam de velhos contratos precários com o governo de Minas. O pior para eles é que o Estado e prefeituras não recolhiam contribuição previdenciária para sua aposentadoria. Aécio quando eleito para o primeiro mandato em 2002 recebeu esse quadro. Foi em 2007, no primeiro ano do seu segundo mandato, que ele apresentou o projeto da Lei 100 à Assembleia e a aprovou.

Ana Lúcia Gazzola diz que a fórmula foi discutida com a equipe do então presidente Lula. "Houve discussões com o Ministério da Previdência, com o INSS e com a Casa Civil do governo federal. Foi um acordo formal e a lei foi aprovada pela Assembleia de Minas", afirma.

A secretária lembra que a decisão do STF garantiu aposentadoria integral para no mínimo os que já tinham se aposentado e para aqueles que até 1º de abril - quando da decisão foi publicada - já tinham condições necessárias para requerer este benefício. São, segundo um primeiro levantamento da secretaria, 18 mil servidores.

Desde a sentença dos ministros, essa virou uma questão de primeira ordem para o governo mineiro. "É a questão mais urgente", resumiu Ana Lúcia. "No meu caso, 85% da minha agenda estão sendo devotados a isso. Há grande complexidade operacional nesse processo."

Ela diz que provavelmente o Estado fará mais de um concurso e que ainda não tem o número de quantas vagas serão oferecidas.

Declaração preconceituosa do prefeito de Carlos Barbosa demonstra que ele é duplamente ignorante

"Não teve maldade. Provavelmente minha ignorância, o meu despreparo intelectual me levou a isso".

Essa foi a desculpa esfarrapada que o prefeito de Carlos Barbosa, Fernando Xavier da Silva (PDT), deu para justificar suas declarações preconceituosas que repercutiram nacionalmente.

Durante um evento com a diretoria da Festiqueijo o prefeito disse que os promotores do evento deveriam ter cuidado na divulgação para não atrair "pobreza ao município". Logo em seguida emendou a infeliz frase: "se vier uma infestação de goianos e baianos, vai começar a ter fome".

O prefeito, natural de Pelotas, ele mesmo um migrante (como todos os outros habitantes dessas terras) deixa transparecer um lado que cada vez mais envergonha a nossa região. Seu preconceito exacerbado.

O prefeito, que tem curso superior, ele é biólogo, e está no quarto mandato, tentou colocar a responsabilidade no seus "despreparo intelectual". Seria muito ingênuo acreditar que alguém que já governou Carlos Barbosa por tantos anos seja um "despreparado". Ele demonstrou sim, sua profunda ignorância.

Será que a Festiqueijo vai recursar os visitantes ou o dinheiro de goianos, baianos ou pessoas de outros estados? Sejá que o prefeito não sabe que a maior parte da arrecadação da prefeitura vem da Tramontina que vende para gaúchos, goianos, baianos e, se pudesse, até para marcianos?

Pessoas do tipo do Fernando Xavier da Silva, entre outros, com seus atos de preconceito, racismo, xenofobia, estão manchando a imagem da nossa região.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Secretária da Saúde faz diagnóstico da saúde no município e descobre o óbvio

Após um ano e quatro meses à frente da pasta da Saúde, a Secretária Dilma Tessari fez um diagnóstico da situação dos atendimentos de saúde na cidade e descobriu algo inacreditável: a demanda aumentou, porém não houve aumento na prestação dos serviços. Faltam leitos, faltam médicos...

Aquilo que os usuários do SUS percebem há muito tempo: as filas e o tempo de espera para atendimento aumentam dia a dia. O Postão virou hospital, onde as pessoas aguardam dias a fio à espera de um leito em um hospital de verdade. No Postão não há médicos suficientes para atendimentos emergenciais e simples consultas.

Aliás, recentemente a Secretária quase foi linchada quando tentou acalmar as dezenas de pessoas que aguardavam no saguão do P.A. Ela orientou as pessoas a irem embora e buscarem os postinhos de saúde de seus bairros. O detalhe é que as UBS's (Unidades Básicas de Saúde) continuam amargando sem médicos, o que obriga os usuários a se dirigirem ao Postão.

A Secretária sempre soube da situação da saúde em Caxias. Desde que foi nomeado no cargo. Em mais de um ano com a caneta na mão, já poderia ter tomado atitudes mais sérias e eficientes para atenuar o sofrimento da população que depende do SUS.

E a casinha continua lá

Alvo de polêmica no final do ano passado a "casinha" cenográfica chamada de Front Porch, que faz parte das estruturas do Mississipi Delta Blues Festival, continua de pé mesmo passados mais de quatro meses da realização do evento.

Ela foi construída pela primeira vez em 2010 e em todos os termos de cessão do espaço constava que o lugar deveria ser devolvido como foi recebido, ou seja, sem nenhuma estrutura extra. Ano passado o secretário de Cultura João Tonus afirmou que a estrutura deveria ser removida (veja aqui) e emendou: "Daqui a pouco é uma invasão, daí vão nos questionar sobre como a gente deixou criar uma invasão em um terreno público".

Passaram-se os meses e tudo ficou como antes. Como está virando regra durante os governos Sartori/Alceu as promessas não se sustentam com o tempo.

O registro foi feito no último sábado. A casinha continua lá, com toda a decoração.

Uma estrutura privada, em local público, permanece sem que as autoridades tomem alguma atitude. Se fosse uma família que não tem casa e ocupasse uma área pública correria o risco de remoção. Como são pessoas com vultuosas contas bancárias não dá nada. 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Alceu retorna, às pressas, das férias e diz que não há crise na prefeitura

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) reassumiu o cargo de prefeito ontem de manhã. No começo da tarde ele deu uma entrevista coletiva onde tentou minimizar a polêmica que se arrastou por quase uma semana.

Para o prefeito não houve crise. Houve "crise de interpretação da lei existe". Sério?!

Como Feldmann já havia feito no dia anterior (veja aqui), Alceu debochou da cara dos caxienses. Mentiu, inclusive, ao dizer que a quando concorreu a deputado estadual passou por uma situação semelhante, quando o prefeito Sartori saiu de férias. Acontece que Sartori não saiu de férias durante o periodo de desincompatibilização.

Para o prefeito também é normal receber sem trabalhar. Ele relembrou os casos que continuou sendo vice prefeito enquanto era candidato a deputado estadual e que também continuo sendo deputado enquanto concorria a prefeito. Em ambos os casos continuava recebendo enquanto estava em campanha.

Alceu mostrou novamente seu lado "rústico" ao se irritar com os questionamentos dos jornalistas (talvez por não fazerem isso muitas vezes ele não esteja acostumado). Ao seu questionado se cancelaria as férias se soubesse que essa polêmica existiria ele disparou: "Vocês estão me fazendo perguntas que têm que perguntar para a Mãe Dinah". Talvez a prefeitura estaria em melhores mãos com a mãe Dinah!

Perguntado se manteve contato com o vice prefeito Alceu confessou: "Tentei contato com o Toninho uma vez, ele não atendeu". A intenção de desaparecer era tão grande que nem o prefeito conseguia falar com o vice. É um absurdo.

Depois de tanto dizer que não havia crise no gabinete, o prefeito anuncia a troca de seu chefe de Gabinete. Saiu Marrachinho, que levou 15 meses para entender que seu cargo era de relações políticas (veja aqui) e entre Edson Nespolo, que foi logrado por uma empresa de produção de shows. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Feldmann dá sua versão sobre polêmica do vice. Entrevista soa como deboche à população

Folha de Caxias (10/04)
Pareceu deboche. Essa foi a sensação que ficamos ao ler a entrevista, de uma página inteira, na edição de hoje do Pioneiro, com o vice-prefeito - que não quer assumir suas funções - Antônio Feldmann (PMDB).

A entrevista começa questionando sobre as escolhas dos candidatos a deputado do PMDB. Na resposta Feldmann lança o primeiro deboche:

"Não sou candidato, não estou em campanha".

Ora é exatamente por ser candidato que essa situação toda aconteceu. Por ser candidato Feldmann não pode assumir a prefeitura seis meses antes das eleições. Se o fizesse estaria inelegível. Ele também não quer renunciar. Por quê? Porque assim perde o salário de vice-prefeito (uns R$ 18 mil por mês).

Em outro trecho Feldmann conta como foi a discussão sobre a sucessão da prefeitura durante as férias do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

"Ele me chamou lá dentro (no gabinete) e disse que ia sair. Eu falei que faria um ofício, como já aconteceu em Caxias, de que não assumiria. Isso demonstra minha boa fé, justificando que ficaria inelegível. Ele disse 'então tá'."


"Então tá". Simples assim. Só que não. Pelo relato de Feldmann a situação foi tratada como corriqueira, normal, como se não houvesse, ou tivessem, que dar explicação para ninguém. Simplesmente eles se acharam donos da prefeitura e decidiram que a lei poderia ser posta de lado.

Mais adiante Feldmann responde sobre a viagem para a Argentina:

"Era de caráter particular, tirei passagem por minha conta, não tirei diária, mas acabou sendo uma viagem com caráter oficial porque vi muita coisa boa"

Com certeza há muitas coisas interessantes na Argentina. Essa deve ser a única parte verdadeira dessa frase. Na verdade Feldmann literalmente fugiu para que não fosse obrigado a assumir a cadeira de prefeito. Mas não conseguirá se livrar da responsabilidade.

Hoje Feldmann já acumula R$ 100 mil em multas. Seus advogados não conseguiram derrubar a liminar que determinava que ele assumisse sua função. Há ainda uma nova ação de improbidade administrativa que pode fazer como que Feldmann seja "Ficha Suja" e não possa concorrer nas eleições de outubro.

Para finaliza o deboche com o público, Feldmann afirma:

"Não faço as coisas buscando benefício próprio."

Tudo isso só aconteceu porque ele só pensou em sí mesmo.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Se quisesse ser candidato, Antonio Feldmann, deveria ter se licenciado

A legislação eleitoral proíbe que quem quer concorrer nas eleições de outubro assuma cargos no executivo seis meses antes do pleito. O espírito da lei é muito claro. Evitar que os candidatos se utilizem do prestígio ou até mesmo da máquina pública para suas candidaturas.

E quando o vice prefeito é candidato como no caso de Caxias do Sul? O prefeito Alceu saiu de férias, se o vice, Antonio Feldmann (PMDB) assumisse não poderia concorrer a deputado federal. Ele não quis assumir, e quando surgiu a polêmica ele sumiu!

Agora a justiça, numa ação impetrada pelo Ministério Público depois de uma denúncia da bancada do PT, mandou o vice assumir (veja aqui). Feldmann terá que pagar R$ 50 mil de multa por dia que não cumprir a ordem judicial. A atitude do vice prefeito em não cumprir suas obrigações criou uma crise administrativa na prefeitura que poderá, inclusive, levar a cassação de seu mandato.

Feldmann, porém não é o único membro do executivo que resolve concorrer. Em 2000 o então prefeito Pepe Vargas (PT) concorreu a reeleição. Pela legislação ele poderia permanecer no cargo, exatamente o que Feldmann quer fazer. Entretanto Pepe Vargas optou por se licenciar do cargo, abrindo mão do salário. Na época a vice prefeita, Marisa Formolo (PT), assumiu o cargo de prefeita. Veja reprodução do Jornal Pioneiro ao lado.

Sartori, e também Alceu, não tiveram a mesma atitude na reeleição de ambos, em 2008.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Victório Giordano da Costa é prefeito de Caxias sem ter feito um único voto

Atualização: Victório Giordano da Costa não chegou a ficar um dia no cargo. Uma nova ação na justiça, que novamente obrigava o vice assumir estabelecia, que na recusa dele, quem assumiria seria o presidente da Câmara. Victório será incluído na ação de improbidade administrativa que está sendo movida pelo Ministério Público.

É uma situação escandalosa. Victório Giordano da Costa, procurador geral do município, assumiu o cargo de prefeito de Caxias do Sul nessa manhã. Victório não fez nenhum voto nas últimas eleições e assumiu porque o vice prefeito, Antonio Feldmann (PMDB) se recusou a suceder o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

Ontem a justiça determinou que Feldmann assumisse o cargo de prefeito. O Ministério Público entrou com uma representação, acionado pela bancada do PT, exigindo a posse do vice (veja aqui). A recusa de Feldmann em assumir o cargo de prefeito durante as férias de Alceu, deveu-se ao seu desejo de concorrer a deputado federal em outubro. Se assumisse o cargo estaria impedido de concorrer.

Porém a justiça entendeu que Feldmann não pode se recusar a assumir o mandato e determinou que ele teria que cumprir a sua obrigação de vice prefeito. Diante de nova recusa, o governo municipal resolveu empossar, interinamente, o procurador geral do município.

A atitude do governo municipal desagradou o promotor de Justiça Alexandre Porto França irá instaurar inquérito civil para apurar improbidade administrativa no Executivo municipal, conforme apurou a Rádio Gaúcha Serra. O promotor de Justiça entende que a recusa de Feldmann e a posse do procurador geral do município, Victório Giordano da Costa, como prefeito em exercício, na manhã desta terça-feira, podem representar violação dos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade.

A sucessão de trapalhadas cometidas pelo executivo caxiense só transparecem o pouco caso que fazem com a população. Já estava nos planos de Feldmann concorrer a deputado. O cargo de vice prefeito era um mero trampolim eleitoral.

Em tempo: Giordano da Costa é o mesmo que em fevereiro desse ano chamou a oposição de "barata" e "idiota" num debate sobre o Marrecas e Feldmann disse que se sentia um palhaço em relação ao governo Dilma. Como será que o eleitor se sente?

Estudante é retirado de palestra de Aécio depois de perguntar sobre helicóptero da cocaína

Organizadores do Fórum da Liberdade resolveram partir para a repressão no momento de uma pergunta indesejada. 

Uma confusão marcou o discurso do presidente do PSDB, Aécio Neves, na noite de abertura da 27ª edição do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, nesta segunda-feira.

Um estudante foi retirado do Salão de Atos da PUCRS pelos seguranças do evento após fazer um questionamento em voz alta ao pré-candidato tucano à Presidência.

Aécio foi convidado a falar sobre “competitividade” no Fórum da Liberdade. Após fazer críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, Aécio estava prestes a encerrar sua participação no evento quando, do fundo do salão, um estudante gritou alguma pergunta, que pouco deu para entender. Mencionava “cocaína no helicóptero”.

O tucano deixou o palco sem responder, enquanto o público vaiava o jovem. Em seguida o estudante, que estava sozinho, foi retirado do Salão de Atos por dois seguranças. A organização do evento confiscou a credencial de identificação dele. Disse que opiniões divergentes são aceitas no fórum, mas que é preciso “educação”.

Na rua, o jovem identificou-se como Marcelo Ximenes, 25 anos, estudante de ciências sociais da PUCRS. Disse que queria questionar o senador sobre o episódio ocorrido em novembro passado, quando quase 500 quilos de cocaína foram apreendidos em um helicóptero em nome da empresa de propriedade do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), aliado de Aécio.

“Quase me agrediram, foi isso o que aconteceu”, disse o estudante, reclamando dos seguranças. “Eu gritei alto (a pergunta), já que não tinha microfone. Se eu colocasse uma pergunta como essa no papel, ninguém ia ler. Esse não é um espaço democrático, como todo espaço da direita. Que democracia é essa em que não se pode fazer uma pergunta? ”, questionou Marcelo.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Justiça determina que Feldmann tem que assumir a prefeitura

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) não imaginou que durante suas férias nas paradisíacas praias do Caribe haveria tanta polêmica na cidade. Tudo porque seu vice, Antônio Feldmann (PMDB) não quis assumir a função de prefeito, pois se o fizesse, ficaria impossibilitado de concorrer a deputado nas próximas eleições.

A recusa de Feldmann gerou questionamentos por parte da bancada do PT (veja aqui). O partido foi até o Ministério Público onde alegou que uma das funções do vice prefeito é, justamente, substituir o prefeito. O entendimento do MP foi esse também e encaminhou o caso para a justiça onde, na manhã de hoje (07) a juíza da 2ª Vara Cível de Fazenda Pública, Maria Aline Vieira Fonseca, deferiu liminar determinando que o presidente da Câmara, Gustavo Toigo (PDT) que ocupava o cargo de prefeito deixe-o para que Feldmann assuma.

Quando percebeu que a situação poderia ficar complicada, Feldmann arranjou uma viagem particular para a Argentina e retornaria nessa terça-feira (08). Existe uma boa possibilidade de Feldmann estender a sua viagem até que o prefeito volte de férias.

Enquanto isso Feldmann continua recebendo salário, mesmo sem trabalhar. Gustavo Toigo receberá o salário de prefeito pelos dias que ficar no cargo. Se ficar todo os quinze dias receberá mais do que um mês como vereador. Além disso o suplente do PDT foi chamado para assumir a vaga de Toigo. Velocino Uez receberá pelos dias que atuou como vereador.

Além do evidente desperdício de dinheiro público a situação traz a reflexão sobre o uso de um cargo como trampolim para outro. Afinal a população caxiense elegeu Feldmann para ser vice de Alceu por quatro anos ou somente o tempo que ele quiser?

Numa tentativa desesperada de amenizar a situação, o Pioneiro buscou no fundo do baú uma  polêmica que envolveu a vice prefeita Marisa Formolo há 17 anos. Nesse caso a vice e o prefeito, Pepe Vargas, se ausentaram da cidade para uma agenda no exterior por mais de 5 dias. Geni Peteffi (PMDB) e Adir Rech (na época do PL, hoje PR) denunciaram Marisa por descumprimento da Lei Orgânica que dizia que era necessário autorização legislativa. O caso é totalmente diferente do atual onde o vice não quis assumir e foi dar uma banda para não ficar feio. Engraçado é o choro do jornal.

UAB volta a questionar o Orçamento Comunitário

Passados oito meses do lançamento de um manifesto com críticas ao funcionamento do Orçamento Comunitário (veja aqui), a União das Associações de Bairros (UAB), voltou a questionar o processo em Assembleia Geral realizada nesse sábado (05).

As críticas foram praticamente as mesmas de outubro do ano passado. Listas de assinaturas chegam com dias de antecedência, o pequeno valor orçamentário (menor que 1%) que é posto em discussão no OC, o atraso na realização das obras, a falta do Conselho do OC, entre outras foram apresentadas ao diretor do Orçamento Comunitário, José Dambroz, e ao Secretário de Obras, Adiló Didomenico (PTB), que participavam da reunião como convidados.

Dambroz afirmou que se existia a prática das listas de presença chegarem com dias de antecedência, o que fazia com que os presidente de bairro coletassem assinaturas de quem não participava, isso não existe mais. Ele também afirmou que além das demandas decididas pela assembleia do OC outras são encaminhadas diretamente pelo presidente de bairro.

Essas indicações, por outras vias, é que enfraquece o processo de participação popular afirmam algumas lideranças comunitárias.

Adiló foi mais enfático. Admitiu que existem obras represadas e criticou, embora sem citar nomes, seus antecessores. Segundo o secretário a estrutura de maquinário da Secretária foi desmontada pois, segundo ele, existia a tese de que era melhor licitar e locar máquinas porque o servidor não trabalha. Isso fez com que o "filé" ficasse com as empreiteiras e o "osso" com a secretaria.

O presidente da UAB irá marcar uma audiência com o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) para apresentar as reivindicações da entidade sobre o OC.

Com informações da Folha de Caxias 

domingo, 6 de abril de 2014

Aécio Neves é o candidato tucano com pior desempenho desde 2002

Por Fernando Rodrigues do UOL Política

A pesquisa Datafolha realizada nos dias 2 a 3 de abril traz dois fatos políticos mais relevantes. Primeiro, que a intenção de votos de Dilma Rousseff cai em relação a fevereiro. Segundo, que nenhum dos candidatos de oposição se beneficiam disso neste momento.

Em resumo, Dilma está mais frágil. Mas há também fragilidade dos nomes da oposição, sobretudo o que está em segundo lugar.

Agora, no cenário com todos os possíveis candidatos, Dilma Rousseff (PT) tem 38%. O segundo colocado, Aécio Neves (PSDB), está com 16%. E Eduardo Campos (PSB) registra 10%. É importante dizer que a petista ainda venceria nesse cenário no primeiro turno. O percentual de votos nulos, em branco, indecisos e dos que dizem não saber quem escolher foi de 29%.

Na pesquisa dos dias 19 e 20 de fevereiro, Dilma tinha (também no cenário com todos os candidatos que se apresentaram até agora) 44% das intenções de voto. Aécio, 16%. Eduardo Campos,9%. Os votos nulos, brancos, indecisos “não sabe” eram de 26%.

Como se observa, apesar de a petista enfrentar um desgaste no momento, os 6% dos eleitores que se desgarraram de Dilma parecem apenas estar fazendo um “pit stop” na categoria do “não voto” –ou distribuindo-se de maneira pulverizada até entre nanicos. A oposição se beneficia pouco da atual conjuntura.

O fato mais alarmante para os adversários do PT é protagonizado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG): ele tem o pior desempenho de um segundo colocado desde 2002. O tucano continua com uma pontuação nesta época da campanha inferior à que tiveram outros colegas de seu partido em pleitos anteriores num mês de abril do ano eleitoral.

Em 2002, José Serra tinha 22% no Datafolha de abril daquele ano (Lula, do PT, liderava com 32%). Em 2006, Geraldo Alckmin neste mês estava com 23%. E em 2010, Serra estava ainda liderando as pesquisas, com 40%.

Eduardo Campos (PSB) está em terceiro lugar, com uma pontuação modesta de 10%. Mas esse desempenho é compatível com outros que estiveram como terceiros colocados em disputas passadas. E o político pernambucano é o menos conhecido entre os que estão na corrida pelo Planalto: 42% dizem ainda não conhecê-lo.

Aécio Neves e outros políticos de oposição costumam falar que no momento é muito difícil crescer nas pesquisas porque 1) os eleitores não estão pensando nesse assunto e 2) a presidente Dilma Rousseff está diariamente exposta (de forma direta) no noticiário televisivo ou (indiretamente) com obras do governo sendo mostradas em propagandas.

Tudo isso é verdade. Mas esse tipo de cenário também existia em eleições anteriores. Mesmo assim, os segundos colocados nas eleições passadas sempre estiveram mais bem posicionados do que Aécio Neves está hoje.

Pesquisa Ibope mostra polarização na corrida para o governo do estado e liderança isolada para o senado

A pesquisa Ibope/RBS publicada nesse final de semana, mostra um cenário polarizado (para variar) na disputa para o governo do estado. Ana Amélia Lemos (PP) e Tarso Genro (PT) possuem a preferência da maior parte dos eleitores.

Quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Tarso Genro tem 11% e Ana Amélia 8%. Depois vem José Ivo Sartori (PMDB) com 2% e Vieira da Cunha (PDT) 1%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais eles ficam abaixo da margem de erro. Nesse quesito 71% das pessoas dizem que não sabem em quem vão votar, um número muito expressivo!

Quando a pesquisa é estimulada (os nomes dos candidatos são apresentados), Ana Amélia tem 38%, Tarso Genro, 31%. Depois vem os nanicos. Sartori com 5%, Vieira da Cunha com 3%, Robaina (PSOL) 1%. Dois candidatos, José Cairoli (PSD) e Vicente Bogo (PSDB) aparecem com 0% na intenção de votos.

O primeiro levantamento do Ibope, em setembro do ano passado, mostrava um quadro praticamente igual (veja aqui). Naquela época Tarso tinha 27% e Ana Amélia 26%. Os dois candidatos subiram na intenção de votos, Ana Amélia mais que Tarso, e os demais ficaram no mesmo patamar.

Nem a exposição de Sartori na mídia por conta da prévia interna do PMDB ajudou o candidato que tinha 4% em setembro passado e tem 5% agora.

O PMDB aposta todas as fichas numa arrancada, como Rigotto fez em 2002, para isso irá contar com o tempo de televisão, que é muito grande. Para o PDT a esperança é formar qualquer aliança, por mais esdrúxula que pareça para garantir um tempo de TV e não fazer muito feio. Outra esperança pedetista é que seu candidato ao Senado, Lasier Martins, puxe a campanha do candidato a governador.

Para o Senado Lasier Martins é favorito

Parece brincadeira mas a RBS tem chance de eleger mais um Senador. A pesquisa Ibope mostrou que Lasier Martins (PDT) é o favorito nas pesquisas até agora. Dependendo o cenário Lasier vai de 38% a 45% da intenção de votos.

Na simulação que seria a mais provável hoje, Lasier tem 38%, Simon (PMDB) 18%, Emília Fernandes (PCdoB), 10%, Germano Bonow (DEM), 6% e Júlio Flores (PSTU) 3%.

A pesquisa mostra o fim da "unanimidade" de Pedro Simon no Senado. Há 8 anos ele só não perdeu a vaga porque as ultimas pesquisas mostravam ele mais de 20 pontos percentuais na frente de Miguel Rossetto (PT). Quando os votos foram apurados a diferença foi mínima.

Isso mostra, também, que pesquisa para o Senado é algo bem complexo. Apesar de ser uma campanha majoritária a população encara como campanha proporcional (para deputado) e os cenários mudam muito.

Mas os baixos índices do senador Simon podem fazer com que ele abandone o barco para outro candidato peemedebista para não acabar a carreira com uma derrota. O melhor posicionado, hoje, seria Rigotto que tem 13% das intenções.

A surpresa ficou por conta de Emília Fernandes que apareceu com índices de 10% a 13% um número muito significativo para quem não está no cenário político atual.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Aplicativo para celular e tablet permite acompanhar mandato de políticos


Aplicativo desenvolvido no Amazonas possibilita avaliar políticos e cobrar promessas de campanha. Há informações sobre políticos de todo o Brasil

Um grupo de amazonenses desenvolveu um aplicativo com a finalidade de acompanhar o mandato de políticos, incluindo dados partidários e outras informações que permitem que o internauta eleitor possa ver mais de perto o que seu parlamentar tem feito ao longo da vida pública. O aplicativo, chamado “Políticos”, mostra, ainda, a foto, nome completo, partido, telefone do gabinete, email e perfis do Facebook e do Twitter.

O aplicativo tem dados não apenas de senadores e deputados federais do Estado, mas de todo o país. Em breve, o grupo deve estender as informações para abranger outros cargos legislativos, como deputados estaduais e vereadores das capitais, além dos cargos executivos, como governadores e prefeitos. O usuário pode avaliar os parlamentares como se estivesse no Facebook, por meio da funcionalidade “like” e “dislike”.

“Nosso objetivo é diminuir a distância entre a sociedade e seus representantes eleitos, deixar o cenário político acessível, na palma da mão. As pessoas já mostraram, de forma expressiva, que querem estar cientes do que acontece. Essa é uma das formas de ajudá-las a cobrar melhores resultados”, explica Glauber Gomes, o idealizador do aplicativo. O aplicativo está disponível gratuitamente para Android, mas o grupo deve lançar, até o final deste mês, a versão para iOS.

Fonte: Pragmatismo Político

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Prefeitura de Farroupilha oferece área para construção de extensão da UFRGS

Farroupilha larga na frente a apresenta área para UFRGS
 Foto: Elias Ferreira Lima
O prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves(PDT), resolveu fazer o dever de casa e ofertou uma área de 29,5 hectares, na localidade de São José da Linha Palmeira, para a instalação do Campus da UFRGS na Serra.

O anúncio foi feito ontem durante audiência com o Ministro da Educação, em Brasília. Estavam presentes, além do prefeito de Farroupilha, o vereador caxiense Rafael Bueno (PCdoB), os Deputados Federais Assis Melo (PCdoB), Manuela D'ávila (PCdoB), Alceu Moreira (PMDB) e Pepe Vargas (PT)  e a Coordenadora de Extensão do Ministério da Educação (MEC), Dra. Adriana Riggon.

O vereador comunista caxiense celebrou o anúncio. Tanto Claiton Fogaça, quanto Rafael Bueno,  reforçaram a necessidade da construção de um centro tecnológico, metalmecânico e agrícola no local. Lembraram também das futuras instalações do trem regional, que compreendem essa região, além do acesso fácil por outros meios, como de ônibus e carro.

A postura do prefeito de Farroupilha é elogiável pois sai do lugar comum das inúmeras audiências, infrutíferas, patrocinadas pela Comissão Especial da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul nos últimos 6 anos. Também começa a dar forma para uma proposta.

Até agora a única proposta de local para a instalação da UFRGS tinha sido uma barrigada dado pelo próprio Bueno ao indicar a utilização do Campus 8 sem antes falar com a UCS (veja aqui) . O mesmo Bueno disse que o prefeito Alceu (PDT) havia lhe dito que a prefeitura poderia ceder uma área de "10, 15, 20 hectares", embora até agora não tenha nem comentado sobre o assunto.

O ponto negativo é que o movimento alavancado por Caxias do Sul, pode render uma universidade federal para Farroupilha, isso poderia minar um pouco as pretensões eleitorais do vereador Bueno. Mostra também o pouco caso que a administração municipal dá a esses assuntos. Durante o governo Sartori (PMDB) Caxias quase perdeu o Instituto Federal de Educação (que tem ensino médio e superior).

Quem sabe agora vamos olhar para as instituições de ensino superior gratuitas que temos em Caxias. A UERGS e o IFET precisam do apoio da comunidade e do poder público para se consolidarem.


Crise no Governo Alceu!?

Um dia após o Prefeito sair de férias o caos se instalou na Prefeitura:
O vice que só tem como função substituir o Prefeito, se fez de morto e não quis assumir suas responsabilidades. Feldmann (PMDB), pra dar uma disfarçada, vai viajar para a Argentina durante o final de semana para estudar a tributação país vizinho. Ahã. A situação ficou chata e extremamente passível de colocar verdadeiramente o vice em maus lençóis (será que não era isso que Alceu queria? Afinal ele é advogado e podia ter orientado melhor o seu sucessor).

O chefe de gabinete, Manoel Marrachinho, descobriu, após 15 meses na função, que ali não é o seu lugar. Acha que não tem perfil para as atribuições políticas que o cargo exige. Anunciou a decisão de deixar o cargo no dia em que o Prefeito saiu de férias. Estranho, não?
Talvez o Prefeito Alceu resolva chamar seu fiel escudeiro: Agenor Basso, seu ex-assessor e que hoje lidera a Secretaria de Governo.
As trocas no Secretariado: Esporte e Lazer, Cultura e Finanças, também desequilibram o governo. Aliás, a saída de Búrigo da Secretaria de Finanças deixa o município quase órfão, já que ele comandou a pasta por quase 10 anos.

Nos próximos 15 dias o Presidente da Câmara terá que segurar o rojão. Apesar de estar surfando na situação, posando em fotos e com várias ideias para comandar o município, não terá tarefa fácil.
É... o Governo Alceu está vazando mais que a barragem do Marrecas.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vice-prefeito deixa de cumprir suas funções para poder concorrer a deputado federal


O Prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) saiu de férias por 15 dias. Assim, naturalmente, quem deveria assumir a Prefeitura? O vice-prefeito. Pois não foi isso que aconteceu.

O vice-prefeito, Antonio Feldmann (PMDB), desejando concorrer a deputado federal nas eleições deste ano, se esquivou de suas funções e “passou a bola” para o Presidente da Câmara, Gustavo Toigo (PDT). Se Feldmann assumir a Prefeitura, não poderá concorrer, segundo as leis eleitorais.

O vice-prefeito não possui muitas atribuições, segundo a lei orgânica municipal:

Art. 89. Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento, e sucedê-lo-á no de vaga, o Vice-Prefeito.

§ 1º Caberá ao Vice-Prefeito, além das atribuições que lhe são conferidas por lei complementar, auxiliar o Prefeito sempre que convocado.

Art. 92. Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento, e sucedê-lo-á, no caso de vaga, o Vice-Prefeito.

§ 1º No caso de impedimento conjunto do Prefeito e do Vice-Prefeito, assumirá o cargo o Presidente da Câmara Municipal.

§ 2º No caso de impedimento do Presidente da Câmara Municipal, assumirá o Procurador-Geral do Município.

Feldmann não está de férias, não está em licença ou em missão oficial, ou seja, não está impedido de substituir o Prefeito e assumir a Prefeitura.

Ontem, na sessão da Câmara, o vereador Rodrigo Beltrão chegou a pedir a cassação do vice-prefeito, pois ele entende que há uma renúncia tácita ao cargo.

É vergonhoso o vice-prefeito não cumprir com suas obrigações (que já são poucas, segundo o que diz a própria lei orgânica) movido por interesses pessoais e eleitoreiros.

Se Feldmann não quer correr o risco de ficar inelegível, que renuncie. Se Caxias não tem vice-prefeito quando precisa, o cargo deve ficar vago. Serão R$ 15.078,00 mensais a mais nos cofres municipais.

Mais um reacionário que envergonha Caxias

Gustavo já esta em idade de responder plenamente por seus
crimes
Esta começando a ficar comum Caxias do Sul apresentar para o mundo reacionários de toda a ordem. Temos pessoas que quiseram recriar o partido da ditadura, outros que são xenófobos, apesar de terem sido imigrantes e agora a pérola da vez é um machista, misógino, que mal tem idade para ir para cadeia pelos seus crimes.

Estamos falando de Gustavo Guerra se é que esse é o nome dele. Fã do deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) - o que não é de se estranhar - estreou nas redes sociais há um mês. No seu canal do Youtube ele se apresenta como: "Esse é um canal 100% niilista para meter a real em todas as coisas do dia-a-dia, desde religião, política até raças, sexos, gêneros e o cotidiano." Egocêntrico o rapaz, não acham?

O canal tem 39 vídeos. O mais antigo tem 1 mês! Em seu vídeo mais polêmico, que já foi excluído pelo Youtube por violar a política do site ao fazer apologia ao ódio, Gustavo  afirma, com palavrões, que a culpa pelo estupro é da mulher, que usa roupas provocantes, e elogia os estupradores. O jovem ainda ressalta que as pessoas contrárias às afirmações dele podem processá-lo se quiserem, e afirma que está ciente que está praticando apologia ao crime.

Seu perfil no Facebook também é recente. Foi criado em 11 de março. O paradoxal é que ele admite ser casado! Mas parece que a moça não compartilhou o mesmo sentimento no seu perfil. Talvez por ela ser servidora do poder judiciário, relacionar-se com um ególatra criminoso pode não pegar bem.

Em uma postagem recente ela demonstra ter um pensamento totalmente o oposto de Gustavo.

 Nesse momento alguém poderia achar que a irá incontida de Gustavo contra tudo e todos pode ser um amor mal correspendido, certo? Errado.

Ele representa uma ascensão do pensamento de direita principalmente patrocinado por  personalidades, professores e pseudo intelectuais que necessitam parecer diferente e, por consequência, encontram no pensamento xenófobo, racista, machista seu nicho.

Em comum todos dizem que não são machistas, racista, nem xenófobos.

O pior disso tudo é que essas pessoas reúnem seguidores. Como todo o profeta do apocalipse, que tem soluções fáceis para as frustações do dia a dia, Gustavo está reunindo sua seita particular. Mas isso pode ter um revés.

Segundo informações da Rádio Caxias, A Polícia Federal está investigando o caso. A denúncia partiu inicialmente de organização Rosa Marina Meyer, entidade que fiscaliza atitudes preconceituosas na internet. O crime de ódio está previsto no artigo 20 da Lei do Crime Racial, que pune com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa a divulgação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade por qualquer meio de comunicação. Já o artigo 286 do Código Penal prevê a detenção de três a seis meses de pena para a prática de incitação ao crime.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Infeliz aniversário!


A Mídia e o Golpe Militar de 1964

Imaginem estar em suas casas naqueles primeiros dias de Abril de 1964 e ler a manchete do jornal, o que vocês esperavam encontrar? Acesse mais manchetes em F5daHistória

As manchetes do Golpe

Depois da revelação de que o governo americano patrocinou, com armas e dólares, a implantação da ditadura de 64, um pesquisador se deu ao trabalho de coletar e divulgar na internet uma lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1º de abril de 1964. Confira:

De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

Os bravos militares

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

Carnaval nas ruas

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

Escorraçado

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.
Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada
A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

“Ressurge a Democracia !
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”
“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada …”
(O Globo – Rio de Janeiro – 4 de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …
O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”
“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão – Santa Maria – RS – 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.
Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 31 de Março de 1973)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. (Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.) 

O silêncio da censura

Juremir Machado, colunista do Correio do Povo, conseguiu de forma muito eloquente demonstrar o que foram os 21 anos de ditadura e censura que o Brasil viveu de 1964 a 1985. Reproduzimos abaixo seu artigo como foi postado no seu blog.






O silêncio da censura


O golpe de 1964 abriu caminho para um tempo de tortura, para um tempo deassassinatos, cassações arbitrárias de mandato e cerceamento da democracia. A ditadura foi impondo osilêncio até que, com o AI-5, de 13 de dezembro de 1968, calou jornalistas e tentou ficarsozinha como dona da voz. O regime militar marcou a liberdade com uma tarja preta. Aqueles que tentaram gritar foram presos, espancados, internados em hospícios, mortos e enterradosem valas comuns. O Brasil viveu de luto durante mais de duas décadas. Por toda parte, como diza música, choravam Marias e Clarices. Ficou um rastro de sangue e cadáveres.
Ainda esperamos que as forças armadas peçam desculpas pelos crimes que cometeram. Também esperamos que a imprensa se desculpe pelo apoio que deu ao golpe e também, em grande parte, à ditadura. Grandes jornais se opuseram à censura, mas não deixaram de louvar os feitos do regime. Vivemos um tempo de palavra cassada, colocando termos nas entrelinhas dos textospara enganar os censores instalados nas redações, broncos que confundiam Groucho Marx comKarl Marx e desconfiavam do comunismo de livros como O Vermelho e o Negro, de um certo Stendhal. 
Triste é ver que alguns ainda apoiam a barbárie de 1964 cujos torturadores e ditadores nunca foram punidos. Os cínicos falam em punição aos dois lados. Não fosse um discurso estratégico, seria apenas burrice e má-fé. Um lado foi preso, torturado, morto, exilado, cassado, julgado pelo Superior Tribunal Militar, condenado e punido. O outro, o dos torturadores, nunca foiincomodado. A censura mandou apagar a corrupção dos jornais durante a ditadura, criando a falsa ideia de uma época de moralidade absoluta. Os incultos acreditam.
Foi preciso engolir palavras, falar baixinho, inventar metáforas, driblar os energúmenos,debochar dos censores e das suas "vacas fardadas", como se definiu o deflagrador do golpe, o general Mourão. Como silenciar?
- "Você não gosta de mim, mas a sua filha gosta". 
Como censurar este saldo mortal contabilizado por jornalistas como Luiz Cláudio Cunha: 500 mil investigados pelos �rgãos de segurança; 200 mil detidos por subversão; 50 mil presos nos primeiros meses da ditadura, 11 mil acusados, cinco mil condenados, dez mil torturados, dez mil exilados; 4.862 mandatos cassados, 1.148 funcionários aposentados ou demitidos, 707 processos políticos na Justiça Militar; 49 juízes mandados embora; três ministros do Supremo Tribunal Federal demitidos; o Congresso Nacional lacrado três vezes; sete assembleias estaduais postas em recesso, 400 mortos pela repressão; 144 deles desaparecidos até hoje". Horror de Estado.
O tempo do silêncio passou. A guerra é agora. Guerra contra a impunidade. Pelo fim da Lei da Anistia para que torturadores e censores possam ser punidos. O último vestígio da censura, que amordaçou jornalistas, resistentes e artistas, é a Lei da Anistia. Ela impede que sejamdiscutidos e julgados nos tribunais os crimes cometidos pelos militares. é preciso escancarar a caixa preta da repressão para acabar com a impunidade.