segunda-feira, 30 de junho de 2014

Deputado do PP decreta derrota do Brasil antes do tempo

No segundo tempo da prorrogação de uma partida que estava sendo um teste para cardíacos, o deputado federal Jeronimo Goergen (PP/RS) resolveu comemorar a eliminação, prematura, da seleção brasileira da Copa. Só que não fomos eliminados da Copa, como todo mundo sabe.

Em seu twitter o deputado escreveu:

"Lula disse que o Japão so (sic) investe em educação e foi embora mais cedo da Copa. Pior e o Brasil que só investe em estádios e vai tbem."

O mau agouro do deputado não funcionou e o Brasil se classificou, numa dramática disputa de pênaltis com o Chile.

Goergen recebeu tantas críticas em seu perfil que apagou a mensagem.

Mas não foi só o mau agouro que o deputado, do mesmo partido da candidata ao Piratini Ana Amélia Lemos, transmitiu no seu tweet. Ele resolveu passar um boato também.

O ex-presidente Lula nunca disse a que o Japão foi embora da Copa, mas cedo, porque só investe em educação. Esse boato surgiu no Blog do Joselito Müller que disfarça piadas com cara de matéria jornalística. Muita, mas muita gente não entende a piada ou, pior, considera ela verdade e sai espalhando por aí. Foi o caso do deputado do PP.

Em 140 caracteres já se descobre como será o nível da campanha. Não importa se é verdade ou boato, se atinge o adversário se divulga. Mas a rede existe para desmontar os factóides. Dessa vez o apressado se deu mal.

Humor: As apostas da Copa


sexta-feira, 27 de junho de 2014

PAC 2 executou 95,5% das ações previstas para 2011-2014


Fonte: Brasil 247

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) executou, até 30 de abril, 95,5% das ações previstas para o período entre 2011 e 2014 e 84,6% do orçamento destinado. Os números foram apresentados hoje (27) e fazem parte do 10º Balanço do PAC 2.

Os empreendimentos totalizaram R$ 675,8 bilhões em obras concluídas, e o valor executado é 15,9% superior ao do último balanço, quando haviam sido gastos R$ 583 bilhões em obras concluídas. O Ministério do Planejamento informou que a execução global do programa atingiu R$ 871,4 bilhões.

No eixo transportes, foram concluídos R$ 58,9 bilhões em empreendimentos no país. Em 2014, ficaram prontos 3,003 mil quilômetros de obras de rodovias, dos quais 1,413 mil quilômetros foram concessões. No caso das ferrovias, foram concluídos 1,053 mil quilômetros.

No eixo energia, foram aplicados R$ 233,1 bilhões em obras de geração, com entrada de 12.860 megawatts no parque gerador brasileiro.

Da execução global, R$ 285,3 bilhões correspondem ao financiamento habitacional, R$ 231,4 bilhões foram executados por empresas estatais e R$ 168,5 bilhões pelo setor privado. De acordo com os dados divulgados, a execução do PAC 2, somente nos quatro primeiros meses de 2014, alcançou R$ 98 bilhões. O valor é 15% maior que o do mesmo período de 2013.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Luciano Huck banca o cafetão e provoca revolta nas redes sociais

O "bom moço" da revista Veja, Luciano Huck, tentou mais uma vez, com profundo mal gosto, surfar na onda dos eventos que acontecem no Brasil. Dessa vez o apresentador tentou bancar a cafetão. Em seu twitter, e no facebook, Huck escreveu:

"@LucianoHuck Ta no Rio? Solteira? Quer 1 principe encantado entre os "gringos" q estão na cidade. Mande fotos e o pq; namoradaparagringo@globomail.com"

 A postagem rendeu milhares de comentários contrários. A maioria considerava que o intuito era, de maneira disfarçada, reforçar a imagem do Brasil como destino de turismo sexual. Mesmo que não fosse só isso, achar que toda a brasileira está atrás de um "príncipe encantado" e que ele é um estrangeiro, beira ao infantilismo.

A repercussão foi tão negativa que Huck apagou a postagem no Facebook. Ele também não quis se pronunciar sobre o assunto. A estratégia é deixar a polêmica esvaziar.

A atitude de Huck é lamentável. Enquanto os órgãos governamentais fazem campanhas para coibir a exploração sexual durante a Copa do Mundo, um apresentador de TV, com um espaço privilegiado faz exatamente o caminho contrário enxergando somente o lucro. 

Recentemente Huck se envolveu em outra polêmica quando no dia seguinte de um caso de racismo contra o jogador brasileiro, Daniel Alves, ele já tinha uma campanha "somos todos macacos" direito a camisetas de sua grife.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quanta bobagem pode ser escrita em um coluna do Gilberto Blume?

A alegria do povo brasileiro com a Copa que só o colunista
do Pioneiro não vê (Foto: Alexandre Macieira)
Quando toda a imprensa mundial considera que essa é uma das melhores copas da história. Quando até mesmo grandes setores da mídia nacional, que antes eram contra o evento, acabam se rendendo pois ao contrário eles não teriam mais audiência. Quando 90% da população se enfeita de verde e amarelo, para torcer pela Seleção Brasileira. Quando os turistas são são elogios para a recepção que tem em nosso país. Há um grupo de pessoas, amplamente minoritário, mas que escrevem em jornais e revistas que insistem em dizer que o Brasil é um pais "vira lata".

O colunista do Pioneiro, Gilberto Blume, em sua coluna de hoje escancara esse papel de má vontade contra o país.

No começo de sua coluna ele coloca duas situações: Ou o Brasil segue na Copa ou é eliminado na primeira fase. No afã de criticar o Brasil, Blume não se deu o trabalho de olhar a tabela da copa. Podia ser a que o Pioneiro imprime. Se o fizesse constataria que independente do resultado dos jogos da chave brasileira, nossa seleção continuaria na Copa. Mas como opinar com qualidade não é uma característica dele...

Depois dessa barrigada futebolística, Blume tenta colocar a culpa da falta de clima da copa do mundo no ex-presidente Lula e na presidenta Dilma. Exime-se, obviamente, de dizer que seu jornal, que é da RBS, fez farta campanha de que "não iria ter Copa". A Copa está acontecendo. E quem acreditou nos colunistas do grupo RBS, da Veja, e Cia se deu mal.

Mais para frente ele diz que os brasileiros não compraram ingressos. Isso demonstra que o colunista não foi a nenhum estádio e não assistiu a nenhum jogo pela televisão. A visão dos estádios é grandiosa, com todos os lugares tomados, principalmente, por torcedores brasileiros. Há meses já não há mais ingressos para comprar e a Fifa classifica como uma das melhores Copas no quesito venda de ingressos.

Mais para frente o colunista consegue chegar a conclusão, estapafúrdia, de que Lula e Dilma estariam acoados, amedrontados. Esse pode ser o desejo de Blume, mas passa longe da realidade. Mesmo com oscilações nas pesquisas Dilma segue firme na lideranças das pesquisas e a oposição não consegue se aproximar.

Para finalizar a pérola da coluna: "De novo fica uma lição preciosa: não podemos confiar em quem diz que nos governa, mesmo que o assunto seja emoção, paixão, futebol".

Sério? Não podemos é confiar em quem escreve no Pioneiro.

Mídia desembarca da teoria do caos na Copa


Fonte: Brasil 247

A mídia familiar brasileira reconhece: seus leitores foram enganados nos meses que antecederam a Copa do Mundo de 2014. Sabe aquele bordão, o Imagina na Copa? Ou a teoria de que os estádios não ficariam prontos e haveria caos nos aeroportos? Era apenas terrorismo midiático, com óbvias intenções políticas.

Não é exatamente isso o que dizem os jornais deste domingo, mas, assim, poderia ser escrita a história de como grandes conglomerados de mídia desembarcaram da teoria do caos na Copa.

No Estado de S. Paulo, a reportagem de Lourival Sant'anna informa que "apesar de problemas, Copa vence o caos". "Está tendo Copa sim e o Brasil não está fazendo tão feio", diz o texto, sem esconder sua má-vontade com o próprio País. "O resultado é surpreendente: nos pontos em que se temiam mais problemas, como os aeroportos, o transporte e a segurança pública, as coisas estão indo relativamente bem".

Na Folha, Nelson de Sá diz que "prenúncio de que Copa seria o 'fim do mundo' não aguentou três dias". A reportagem, no entanto, transfere para a mídia internacional os ataques ao Brasil, como se veículos internacionais não formassem suas opiniões e consensos a partir do que recebem de informação da mídia nativa. "Do início do ano até a abertura da Copa do Mundo, a imagem do Brasil foi alvo de um ataque de histeria da mídia ocidental", é a frase que abre a reportagem da Folha. Mas onde será que a mídia ocidental se informava sobre o Brasil?

Entre os profetas do caos que tiram o time de campo, até Veja, aquela que previa a entrega dos estádios apenas em 2038, deu uma guinada. Na capa deste fim de semana, o título "Só alegria até agora". No entanto, na chamada de capa, a revista adverte que é melhor aproveitar a festa, "pois legado duradouro, esqueça". Ou seja: como se estádios e aeroportos fossem desaparecer depois do Mundial.

A verdade, pura e simples, é que leitores foram enganados. E alguns que se deixaram enganados agora estão arrependidos, como a colunista Mariliz Pereira Jorge, da Folha, que caiu na esparrela do caos, deixou de tirar férias, de comprar ingressos e de aproveitar a #copadascopas. "Chega o ano em que a Copa é no Brasil. Sempre quis uma Copa no Brasil. Vou tirar férias, passar o mês viajando pelo país, assistir a todos os jogos possíveis, fazer festa na rua, me embebedar abraçada com gente desconhecida. Broxei junto com o clima anti-copa e não fiz nada para participar dela. Ela chegou e eu fiquei de fora", disse ela (leia mais aqui).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Humor: A dor do momento


Mudança editorial: Pioneiro escancara problemas em obras de Caxias do Sul

Como já havíamos publicado no final de semana (veja aqui) houve uma mudança na linha editorial, acreditamos que momentânea, do maior diário de Caxias do Sul. O Pioneiro, que durante os 8 anos do governo Sartori, em várias oportunidades serviu de veículo oficial do governo municipal, começou a mostrar os "problemas" das obras públicas realizadas pelo poder público municipal.

Justiça seja feita. Em alguns casos, como a passarela do São Ciro, o jornal criticou o governo várias vezes, porém a crítica ficou sempre a cargo dos colunistas. Principalmente o Ciro Fabres.

Hoje o Pioneiro escancara, na capa, o problema. A matéria traz o cronograma da obra, e do atraso da mesma. Um dos pontos que se sobressai são os erros da obra. A empresa que fez o estaqueamento da obra, errou e fez ele abaixo do nível da rodovia. Só após vários meses o problema foi detectado. A matéria, não traz, entretanto, que uma emenda do deputado federal Pepe Vargas (PT) teve que ser devolvida porque a prefeitura perdeu o prazo para a realização da obra. Outra comparação importante é de que na mesma época, o viaduto Campo dos Bugres, que custou R$ 11 milhões foi construído. A passarela, que iniciou as obras também em 2009, custará apenas R$ 700 mil. Uma clara demonstração das prioridades do governo Sartori/Alceu em beneficiar o "carrocentrismo".

A matéria, de duas páginas, ainda traz outro exemplo: a estação de transbordo do Floresta. Nem inaugurada e já depredada, teve pias furtadas, banheiros destruídos, cercas quebradas, e só não está pior porque um morador de rua usa uma guarita como moradia e está "cuidando" do lugar. O projeto das estações de transbordo foi elaborado durante o governo Pepe Vargas. Sete anos de Sartori e o projeto não andou. No último ano as obras começaram. Passaram-se três anos, R$ 5 milhões em gastos e ainda nada ficou pronto.

Para finalizar temos a barragem do Marrecas. Dezoito meses depois de inaugurada ela só distribui água pelo lado errado, fruto dos vazamentos na barragem. Uma licitação será feita para conter os vazamentos. Os testes de bombas acabaram falhando porque os equipamentos não resistiram a pressão. Comenta-se de que a não resistência das bombas é motivado pela altura maior da barragem, modificada com o projeto em andamento, e com isso, os equipamentos estavam subdimensionados.

Não há mais previsão para que ela entre em funcionamento. Como não devemos sofrer racionamento em 2015, talvez apenas para 2016, quando teremos novamente eleições municipais.

A única coisa que não foi comentada em toda a matéria é o motivo da mudança editorial do Pioneiro. Consideramos duas alternativas possíveis. A primeira é a quase inexistência de publicidade oficial no jornal. Durante todo o ano de 2013 a prefeitura fez uma licitação para a contratação de uma agência de publicidade. A licitação foi encerrada somente em fevereiro desse ano. Só que, desde julho, enfrenta-se a restrição de propaganda oficial por conta da lei eleitoral. A falta de "investimento" em anúncios pode ser um dos motivos.

Outro pode ser a dissonância entre o setor de comunicação da prefeitura com o jornal. Talvez a linha de não dar mais exclusivas para o diário tenha causado uma indisposição. Outro fato são as constantes trapalhadas que a comunicação da prefeitura tem feito quando repassa informações incompletas e as vezes até erradas aos órgãos de imprensa.

A Caxias "da realidade" apareceu nas páginas do maior jornal da cidade, algo que o Polenta News vem mostrando diariamente há mais de 3 anos. Vamos esperar (e torcer) que a mudança de rumo tenha a ver com o compromisso com a verdade e não com a conta bancária.

domingo, 22 de junho de 2014

Pioneiro faz "autocrítica" e revê posição sobre o Marrecas

Dois anos e meio após "fechar uma parceria" com o governo municipal para que a barragem do Marrecas fosse concluída em 2012 (veja aqui) o Jornal Pioneiro publicou um novo editorial onde classifica a represa como "inútil".

A nota, de poucas linhas, o jornal afirma que "meses antes [da inauguração], quando as obras foram embargadas pela Justiça por suspeitas não confirmadas de falhas na emissão de licenças ambientais, Sartori dizia que o verão de 2012/2013 seria de torneiras vazias para muitos caxienses, caso a represa não fosse concluída e inaugurada".

A nota afirma que a imprensa, e até a comunidade (setores dela na nossa opinião) temerosas com o alerta do prefeito e hoje pré candidato a governador tentaram (e conseguiram) sensibilizar a justiça.

Passados um ano e meio, 547 dias pela contagem feita pelo Polenta News, não faltou água nas torneiras e a água da represa não foi distribuída para ninguém.

A nota finaliza dizendo "Um ano e meio depois, a represa de Sartori e Barbosa Velho segue inútil".

O Polenta News durante todo esse tempo publicou contrapontos, necessários, para que a tese do discurso único não fosse vitoriosa. Passado tanto tempo não há justificativa nenhuma para tamanho demora na conclusão da obra. Fica registrado, indelevelmente, que foi uma obra eleitoreira e desnecessária para a época. Caxias poderia ter construído a represa com mais tempo e sem comprometer todo o orçamento do Samae.

sábado, 21 de junho de 2014

A Copa dos Arrependidos

Por Mariliz Pereira Jorge é formada em comunicação social, tem pós graduação em relações internacionais. Já trabalhou na Folha, Veja, Men's Health, VIP e Boa Forma. Hoje é editora do Encontro com Fátima Bernardes da TV Globo

Eu me arrependi. Me arrependi de não ter comprado ingressos, de não ter tirado férias, de não estar hoje em Porto Alegre e amanhã em Manaus. De não torcer ao vivo pelo Brasil, pela Austrália ou por Gana. Me arrependi de ter ficado de mimimi na hora errada.

Eu gosto de futebol, mas gosto de várias outras coisas muito mais do que de futebol. E uma delas é Copa do Mundo. Um não tem nada a ver com o outro, ainda que tenha tudo a ver. Cada uma delas marca a gente de um jeito diferente.

Me lembro onde estava em todos os anos desde 1982, quando o Brasil foi desclassificado e meu pai levou meu irnão e eu para tomar uma sorvete e esfriar os ânimos. Os ânimos dele. Eu ainda não entedia muito bem a dimensão de tudo aquilo, mas ainda lembro da cara de desconsolo do velho e do silêncio sepucral da cidade. Acho que foi quando eu descobri o que era decepção. Foi a Copa do sorvete.

Teve um ano, que a gente se reunia na chácara de uns amigos para fazer churrasco e ver todos os jogos do Brasil. Não lembro da escalação, nem quem ganhou a Copa, mas lembro do Ricaro, um mentino de franja caída sobre os olhos, por quem eu era apaixonada, que chegava sempre chapado num Fiat 147 rebaixado. ele mal olhava para mim, mas eu só tinha olhos para ele. Foi a Copa do Ricardo.

Em 1998, eu estudava no Canadá. Já no primeiro jogo, descobrimos em Little Portugal um bar sintonizado no jogo. Encheu de brasileiro, ganhamos sei lá contra quem, fechamos a rua, teve Carnaval, a polícia não entendeu nada. No segundo jogo, o esperto do portuga, dono do bar, conseguiu transmissão da Globo e passou a cobrar 10 doletas de entreda. Entupia. Perdemos na final, a rua lotada de brasileiros e gringos na maior festa. Os policiais não se conformavam: haven't you lost the game? Foi a Copa do Galvão.

O ano do Japão e da Coréia do Sul eu não esqueço, pelo menos do perrengue. Colocava o despertador para acordar de madrugada e ir para a sala enrolada num cobertor. Ouvia os gritos nos prédios ao lado, as luzes acendiam. O Brasil ganhava, ninguém mais dormia e eu morria de arrependimento de não estar no bar mesmo com frio e com sonon. Mas o que eu me lembro mesmo foi que me reuni com uma turma para tomar café da manhã e vera a final. A gente ganhou, mas ver jogo de madrugada é muito chulé. Foi a Copoa do #nãovaitercerveja.

Então, chega o ano que a Copa é no Brasil. Sempre quis uma Copa no Brasil.. Vou tirar férias, passar o mês viajando pelo país, assistir todos os jogos possíveis, fazer festa na rua, me embebedar abraçada com gente desconhecia.

Broxei junto com o clima anti-copa e não fiz nada para participar dela.

Ela chegou e eu fiquei de fora. Engrossei a massa dos sem-inresso. Também quero cantar o hino à capela, quero ir na FIFA Fan Fest, quero beber na Vila Madalena até de manhã com gente feliz e estrangeira. Quero esquecer até 13 de julho que tudo foi feito errado.

Ontem, quando ficava pronta para ir ao trabalho, um amigo me ofereceu ingressos para ver a Espanha ser despachada de volta para casa. Sem condição. Tinha que bater ponto em Curicica. Assisti o jogo pela TV. Continuo em último no bolão. Mas tenho me divertido mesmo à distância como nunca em todos os mundiais da minha vida com tudo que leio, vejo e ouço. Eita, povo criativo. Eita, povo emocionante.

Ainda tenho esperança de emplacara um jogo ao vivo e fazer num dia só o que planejei para o mês todo. Tem gente que está preocupado se o Brasil vai ganhar, eu só quero me divertir. Está sendo a Copa das Copas.

A maior "barrigada" da história do jornalismo

Conti, a direita, entrevistou sósia de Felipão achando que era
o original
Barrigada, no jargão do jornalismo, é uma matéria falsa ou errada, publicada com grande estardalhaço. Foi exatamente isso que o jornalista Mário Sérgio Conti fez na última quarta feira.

Ele estava em um voo quando ele encontra, ora vejam só, o Felipão. E mais, acompanhado do Neymar. O jornalista que escreve para o Globo, Folha de São Paulo e tem um programa na Globo News, não teve dúvida e foi entrevistar o técnico da seleção. Não passou pela sua cabeça que a presença de Felipão, naquele voo, era incongruente, já que a seleção tinha jogado em Fortaleza.

Acontece que não era o Felipão. Era um sósia. Wladimir Palomo faz o personagem Felipão em eventos. Neymar, que o acompanhava, também era um ator.

Em um determinado momento o "Felipão" afirmou: "Se tivéssemos três como ele, a Copa seria uma tranquilidade". A frase virou manchete no UOL, Folha de São Paulo e Globo. Ao final da entrevista Conti perguntou se Felipão [o sósia] poderia participar de seu programa na Globo News. Ele respondeu que estava com a agenda muito cheia, por conta da Copa e sugeriu que ele entrevistasse seu "sósia" e entregou um cartão escrito: “Vladimir Palomo – Sósia de Felipão – Eventos”.

Wladimir conta que nunca imaginou que o jornalista havia realmente acreditado que ele era o verdadeira Luis Felipe Scolari. O erro foi logo percebido pelos veículos e a matéria retirada do ar e substituída por um "Erramos" e Conti se desculpou com os leitores.

Mário Sérgio Conti é autor do livro Notícias do Planalto que fala sobre a relação da imprensa durante o Governo Collor. Também foi diretor da Veja. A matéria, que virou piada internacional, entra para a história do jornalismo como uma das maiores gafes.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

População cada vez mais longe do Parlamento

Foto: Porthus Junior
Nesta semana duas tentativas de aproximar a população da Câmara de Vereadores foram pro brejo. O projeto Tribuna do Povo, de autoria de Daniel Guerra (PRB) foi rejeitado por maioria esmagadora. O projeto tinha o objetivo de disponibilizar o uso da palavra durante a sessão, por 10 minutos a qualquer cidadão que se inscrevesse previamente. No dia da votação, pouquíssimas pessoas acompanharam a apreciação do projeto.

Apesar de meritória a proposta de Guerra, era um tanto quanto perigosa e poderia vir a ser usada por pessoas de má-fé e acabar desvirtuando seu objetivo.

Outra ideia que não deu certo (por enquanto) foi o projeto Câmara Convida. Na sua primeira edição, lançada quarta-feira, dia 18/06, foi convidada a categoria dos frentistas, na tentativa de aproximar a população do parlamento. O número participante foi pífio: 4 pessoas. Eles tiveram a oportunidade de conhecer a Câmara de Vereadores, como são criadas as leis e o funcionamento da Memória do Legislativo.

Esse abismo existente entre o parlamento brasileiro e o povo é reflexo do desgaste por que passa a política brasileira. Escândalos de corrupção e regalias desfrutadas pelos políticos, trazidos à tona por uma mídia tendenciosa e comprometida com os setores mais poderes do poder, estão causando ojeriza da população à política e aos políticos.

Tudo o que está errado deve ser combatido e repelido, porém colocar todos no mesmo saco (é isso o que a mídia faz) também não é a melhor solução. É justamente a participação e o acompanhamento de nossos representantes que fará com que os votos sejam aprimorados e que a cada eleição sejam eliminados mais políticos corruptos e imorais.

Uma reforma política com certeza ajudará a moralizar a política brasileira.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Protestos de junho/2013 não se repetiram, nem se repetirão tão cedo

População auxilia a reposição container virado por mascarados
(Foto: Paulo Dias/JC)
Eles eram a esperança da oposição, Marina Silva (PSB) chegou a tentar convocá-los. Eram também a grande incógnita no cenário da situação. Foram na verdade a grande "decepção" dessa copa (além da falta de educação da elite brasileira no estádio). Os massivos protestos de rua, que tomaram as cidades em junho do ano passado não se repetiram. Tentativas houveram, mas a quantidade de pessoas reunidas foi tão pequena que geralmente o número de policiais era de 10 para um.

Apesar do que sempre foi dito, os protestos de junho de 2013, tinha uma pauta: o reajuste das passagens do transporte coletivo. Porém sua organização permitia que outras pautas estivessem presentes. Foi nesse espaço que todo o tipo de movimento, legítimo ou não, entrou.

Condenados pela mídia um dia, celebrados no dia seguinte, as manifestações ganharam corpo. Porém a violência patrocinada pelos "sem partido" fez com que a grande maioria das pessoas se afastassem. A tática Black Bloc, que antes era usada para proteção dos manifestantes, foi desvirtuada e descambou para o vandalismo despropositado. Isso afastou cada vez mais pessoas.

Como o #NãovaiterCopa se esvaziou pelo simples fato que a Copa está acontecendo as cisões dentro dos organizadores dos atos foram aumentando.

No Rio Grande do Sul o caso do Bloco de Lutas é um exemplo desse momento. Quando o movimento tinha como horizonte a passagem de ônibus ele organizava vários setores sociais, inclusive partidos (PT, PSOL, PSTU, PCO, PCB, PCdoB), além dos movimentos anarquistas. Todos estabeleciam pautas unitárias e método de ação em comum.

Quando os protestos começaram a ganhar tamanho setores acharam que poderiam controlar o movimento e promoveram a "expulsão" do PT e PCdoB por serem considerados "governistas". Nesse momento o Bloco de Lutas vira correia de transmissão para tentar dar volume a greve, esvaziada, do CPERS, e para piquete na greve dos rodoviários de Porto Alegre.

A quebradeira que era provocada, em cada protesto, pelos mascarados (não vamos chama-los de Black Bloc porque eles não o são), foi gerando cada vez mais revolta da população. Como o governo do estado não optou em colocar a Brigada Militar em confronto direto com os manifestantes, o discurso de que a quebradeira era revide da ação truculenta da polícia acabou virando esquizofrênica. No Rio Grande do Sul isso não era verdade. A foto que ilustra essa matéria mostra populares ajudando a reposicionar um container de lixo virado por mascarados no dia da abertura da Copa do Mundo. Esse foi o início do fim. Ninguém mais apoia os atos.

No último domingo num ato marcado no Parque da Redenção, o grupo que já era pequeno, 50 pessoas, dividiu-se mais ainda. Uma parte, com 20 pessoas, resolveu ir até a Fan Fest que reunia mais de 10 mil pessoas no Anfiteatro Por do Sol. Por sorte desses 20, que poderiam apanhar dos outros, a Brigada Militar bloqueou os acessos e eles não conseguiram chegar. Resolveram jogar uma partida de futebol (futebol 7 por falta de gente) no meio da rua.

Hoje o golpe fatal. O PSTU e o PSOL, que garantiam a maior parte dos participantes, resolveram não participar do ato chamado para hoje, justamente por discordarem da tática que acobertava as ações dos mascarados.

Movimentos em rede, como esses, não conseguem sobreviver permanentemente "na rua". Por característica eles tem que voltar a internet, analisar sua atuação e voltar novamente a rua. Como não o fizeram definharam. Os protestos de milhares de pessoas não acontecerão em 2014, 2015, 2016. Só voltarão, se voltarem, quando uma "nova geração" surgir das redes.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Indeciso até no Bolão

Nem na hora de opinar sobre o jogo do Brasil o ex-prefeito Sartori (PMDB) tem opinião. A Folha de Caxias lançou uma perguntinha, até clichê, sobre o resultado do jogo Brasil e México. Todo mundo arriscou. Sartori saiu pela tangente. Imagina se fizer isso com as propostas de governo? Vai ganhar o troféu Picolé de Chuchu na disputa pelo Piratini!

Feldmann copia projeto cubano e não se sente mais palhaço

Foto: ÍCARO DE CAMPOS
Em janeiro desse ano o vice prefeito, Antonio Feldmann (PMDB) na época pré candidato a deputado federal, usou o Facebook para fazer politicagem. Ele afirmou que se sentia "um verdadeiro palhaço" ao ver a presidenta Dilma inaugurando um porto em Cuba. O Porto de Mariel, que teve um empréstimo do BNDES de US$ 682 milhões e, em contrapartida, o governo cubano gastou mais US$ 802 milhões em produtos brasileiros para construir o porto, mas isso é outra história.

Feldmann também reclamava sobre o atraso dos projetos do trem regional. De janeiro para cá os projetos do trem regional avançaram e Feldmann não fez autocrítica.

Como também não colocou o nariz de palhaço quando copiou, juntamente com o vereador Gustavo Toigo (PDT), um projeto desenvolvido em Cuba. O projeto Pilar (Primeira Infância Leitora) foi implementado, em Criuva, na manhã de ontem.

Ao Pioneiro Feldmann afirmou: "A ideia do Pilar surgiu em uma viagem que fiz em 2011 a Havana (Cuba), juntamente com o vereador Gustavo Toigo (PDT). Três anos depois, eu como prefeito em exercício e ele como presidente da Câmara, lançamos o programa".

Para o bem de nossas crianças os nossos administradores não resolveram fazer politicagem barata e, humildemente, perceberam que existem bons projetos que podem ser copiados. 

Sem colocar nariz de palhaço, agora que já não é mais candidato, Feldamnn resolveu tocar a frente o projeto. Todos ganham. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A má vontade da mídia na cobertura da Copa do Mundo

Apesar de você estar sendo bombardeado de matérias sobre a Copa do Mundo, há uma evidente má vontade dos veículos da grande mídia em achar detalhes para tentar desmerecer o evento. Obviamente os mesmos veículos usam e abusam do evento para obterem lucros astronômicos com publicidade.

A má vontade chega ao ponto do mau jornalismo. Trazemos dois exemplos. Um nacional e outro local. O site UOL, da Folha de São Paulo, conseguiu a proeza de avaliar como o melhor estádio da copa até hoje um que não havia tido nenhum jogo.

Na pesquisa abaixo, o estádio com a melhor avaliação dos torcedores é a Arena da Baixada, em Curitiba, no Paraná, que só recebeu uma partida do mundial às 16 horas de hoje (segunda-feira). Até as 10h30, a arena recebia nota 9,6. O portal sonda itens como segurança, acesso ao estádio, comida, disponibilidade dos voluntários e sinal de celular.

Como é que os "internautas" ouvidos pelo UOL conseguiram opinar sobre algo que não viram? Algum internauta realmente foi ouvido? O erro é gritante e mostra como uma informação pode ser facilmente manipulada sem muito critério de confiabilidade. 

O exemplo local vem do Jornal Pioneiro (Burgueseiro como chamamos por aqui). Sua manchete em letras garrafais, ostenta:  "A Copa não começou". Uma referência, velada, ou não, ao movimento "Não vai ter Copa", apenas o Pioneiro conseguiu enxergar que a Copa não começou.  A cartola fala dos hotéis e a linha de apoio tenta dar sentido a essa esquizofrenia falando que sobraram vagas nos hoteis serranos. 

Parece que os editores do Pioneiro não leem o seu próprio jornal que há menos de 15 dias celebrava a lotação dos hotéis, principalmente os da região serrana. O Polenta News, inclusive, tratou desse tema em uma outra postagem (veja aqui).

Cada vez mais se tornam espaços de desinformação os jornalões veem sua influência, e suas vendagens, despencando ano após ano. Também como confiar em um veículo que acha que você é idiota todo o dia?

sábado, 14 de junho de 2014

Caxiense poderá responder processo por discriminação racial e apologia ao crime

Gustavo Rizzotto Guerra causou polêmica, na internet, em abril desse ano. Em apenas um mês ele postou quase 40 vídeos e postou centenas de mensagens no facebook com teor racista, machista, pedófilo, com incitação ao estupro e outras atrocidades. Grande parte das suas postagens receberam muitos "curtirs" e comentários de apoio, porém o teor era de tal forma perturbador que movimentou milhares de pessoas a denunciarem Gustavo (veja aqui).

Foi aí que a Polícia Federal entrou em ação. O canal do Youtube foi retirado do ar e a página no Facebook apagada, mas mesmo assim a PF o indiciou por discriminação racial e apologia ao crime. Gustavo não apareceu para prestar depoimento e logo a família começou a espalhar a versão que ele tem saúde mental debilitada.

Em suas declarações ele dizia que tinha ciência de suas declarações e que não tinha medo de processos. Obviamente a bravata não durou 10 segundos quando a Polícia Federal entrou no jogo.

Cabe agora ao Ministério Público Federal que já investiga as declarações de incitação ao racismo, pedofilia e estupro na internet, praticadas por ele em janeiro deste ano decidir sobre os rumos do processo.

Esperamos que nenhum "papai" ou "mamãe" influentes salvem o "filinho" de responder pelos seus atos. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Feldmann desiste de ser candidato e assume a prefeitura

Foto: Juliana Bevilaqua/Rd Gaúcha
Depois de ser o protagonista de uma polêmica quando, em abril ele se recusou a assumir o cargo de prefeito, durante as férias de Alceu Barbosa Velho (PDT), motivando uma representação judicial e uma grande encrenca política para o prefeito (veja aqui), o vice prefeito, Antonio Feldmann (PMDB), assumiu o cargo de prefeito sepultando, suas pretensões de concorrer a deputado federal.

Para evitar que a polêmica se repetisse na viagem que Alceu está fazendo para a Alemanha, Feldmann optou por entrar em férias (veja aqui). Com isso, Gustavo Toigo (PDT), assumiu, sem percalços, a prefeitura.

Tudo parecia tranquilo quando, na manhã de hoje (13), foi anunciado que Feldmann voltaria de férias e assumiria a cadeira de prefeito.

Em entrevista dada pouco antes de assumir o cargo, Feldmann afirmou que a decisão pela desistência da candidatura foi tomada na quinta feira (12) à noite, durante reunião da Executiva Municipal do PMDB. O entendimento da direção municipal foi de que Feldmann deveria assumir o posto de prefeito, pois, o desgaste por ele se recusar a assumir o cargo, duas vezes, já estava ficando muito grande.

Não se sabe se Alceu pretendia se ausentar outras vezes, de Caxias do Sul, até as eleições (o que obrigaria novas manobras de Feldmann), mas a desistência da candidatura altera o quadro eleitoral da cidade. Quem mais ganha com a situação é Mauro Pereira (PMDB) que já havia dito que não concorreria se Feldmann fosse candidato.

Comenta-se que personalidades de peso do governo municipal, entre elas Edson Nespolo, pressionaram o vice prefeito para abrir mão da candidatura e evitar maiores desgastes ao governo. 

Estagiários realizam mobilização na Prefeitura

Foto: Andre Tajes/Folha de Caxias
Conforme anunciado pelo Polenta News, nesta quarta-feira, 11/06, os estagiários de diversas secretarias da Prefeitura realizaram um ato reivindicando, principalmente, reajuste em sua bolsa-auxílio. Eles estão desde o início de 2012 sem reajuste.

Cerca de 50 estagiários passaram por diversos setores do Centro Administrativo gritando palavras de ordem e chamando os demais colegas que estavam trabalhando. Foram aplaudidos pelos servidores e, ao final, recebidos no Gabinete pelo Prefeito em exercício, Gustavo Toigo, pela Secretária de Recursos Humanos, Jaqueline Bernardi e pelo Secretário de Finanças, Gilmar Santa Catharina.

Foi formada uma comissão de 8 estagiários de diversos locais de trabalho, que acompanharão as negociações. Os estudantes querem melhorias nas condições de trabalho e reajuste da bolsa para equiparação ao valor recebido pelos estagiários da Câmara – R$ 744,00. Luta justa e ousada. É a primeira vez que se tem notícias de um movimento organizado dos estagiários do município.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Humor: Torcedores


Relatório da Comissão de Saúde da Câmara aponta problemas na maioria das UBS de Caxias

Foto: ANDRÉIA COPINI
A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, composta pelos vereadores Henrique Silva (PcdoB), Clair Girardi – Kiko (PT), Daniel Guerra (PRB), Flávio Dias (PTB) e Guila Sebben (PP), finalizou em maio um relatório de visitas às UBS, UPA Norte e Hospital Pompéia. No relatório que o Polenta News teve acesso não há uma linha sobre o Hospital Pompéia.

O relatório foi entregue “solenemente” à Secretária de Saúde Dilma Tessari, porém apesar de ter sido um longo trabalho de visitas, não houve maior divulgação, o material sequer está disponível no site da Câmara e não foi feito nenhum relatório estatístico dos dados coletados.

Foram visitadas 46 UBS e a UPA, porém o relatório não apresenta detalhes importantes dos atendimentos, como número de habitantes cobertos pelo atendimento da Unidade básica e a opinião dos usuários. Afinal, os dados foram coletados a partir de entrevistas com os responsáveis pelas unidades básicas. Nos relatórios consta aquilo que foi informado e não a situação real, por exemplo, encontrada no momento da visita. Afinal, não cessam os relatos de que faltam médicos nos postinhos. O relatório ficou baseado apenas em relatos de pessoas que muitas vezes não tem a coragem de expor a real situação.

De qualquer forma, o Polenta News compilou algumas informações estatísticas que são importantes para se ter uma visão global (apesar de superficial) da situação das UBS em Caxias do Sul.

Pelas dificuldades apontadas, verificou-se os seguintes números:

Unidades Básicas visitadas
46
100%
Não faz agendamento por telefone
14
30,43%
Não faz integralmente agendamento por telefone, conforme lei
13
28,26%
Necessita de melhoria na infraestrutura física da UBS
27
58,70%
Apontou falta de profissionais
10
21,74%

Salta aos olhos o baixo percentual de reclamações quanto ao número de UBS que apontaram a falta de profissionais, sendo que é recorrente a falta de médicos. Por exemplo, foi apontado que nas UBS Fátima Baixo, Belo Horizonte, Século XX e Centenário não há atendimento pediátrico (na UBS Centenário a médica vai somente um dia). Em várias Unidades básicas há atendimentos feitos apenas em determinados dias da semana, sendo que as pessoas não escolhem quando ficam doentes.

Mais uma vez, fica a pergunta: quando o Governo Alceu vai tomar atitudes drásticas para resolver a falta de médicos e agora também de infraestrutura na saúde de Caxias? Por que esse relatório não veio à público e não foi apresentado pela mídia caxiense?

Enquanto isso, no Postão esta semana, os usuários em situação menos grave aguardavam mais de 8 horas para atendimento.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Projeto de lei causa racha na bancada do PDT

Um projeto de lei de autoria dos vereadores Jó Arse e Gustavo Toigo, ambos do PDT, foi o catalisador de uma nova crise na bancada pedetista na Câmara de Vereadores. O projeto, que proíbe eventos musicais não autorizados no município (e que já é uma insanidade por sí só), entrou em primeira discussão ontem. Segundo os autores o objetivo do projeto é coibir a poluição sonora, porém ele ficou amplo o suficiente para causar impedimentos a quem realiza, até, apresentações culturais na cidade (até aquele grupo "peruano" que vende CD pode receber pesadas multas).

A indisposição com o colega de bancada, Jaison Barbosa (PDT) nem foi por esse motivo. Jaison, durante a discussão do projeto disse que o presidente da Câmara, Gustavo Toigo, é um ditador. Jaison argumento que o projeto deveria ter passado pela Comissão Temporária sobre Poluição Sonora, presidida por ele. Jaison também questionou o motivo do projeto ir para votação antes dele ser discutido com a comunidade, o que é bastante lógico.

A Comissão Temporária, segundo Jaison, está organizando um debate sobre o tema para o próximo mês. Um questionamento, também válido, é que estaria demorando muito para a discussão ser feita. Porém o projeto de Toigo e Jó não podia ir para votação porque um dos autores preside a mesa, ou seja, Toigo. Como ele assumiu o cargo de prefeito, por conta da viagem de Alceu para a Alemanha, e as férias de Feldmann (!) (veja aqui), o projeto pode ser apreciado.

Para isso foi necessária uma ajudinha do presidente da Comissão de Saúde, Henrique Silva (PCdoB), que invocou o artigo 78 do Regimento Interno que obriga que o projeto seja apreciado em plenário.

Em tempos de Copa, Henrique fez uma tabelinha com Toigo e Jó que ficaram na cara do gol para marcar. Jaison que estava no aquecimento para entrar na partida ficou de cara e disparou contra o colega e afirmou que a atitude foi mesquinha, mas não deixou de lembrar que ele fez mais votos que Toigo.

Jaison foi voz dissonante na escolha de Toigo para presidência da Câmara de Vereadores (vaga que por acordo era do PDT). Depois de um curto período de trégua o episódio mostra que há muitas arestas ainda.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais uma licitação sob suspeita

Depois da denúncia feita pela bancada do PT ao Ministério Público sobre a licitação feita pela Prefeitura para contratação de assessoria jurídica para criação do plano de carreira dos servidores (essa é a segunda vez que a contratação da Chiele & Chiele é motivo de denúncia. A primeira vez foi no Samae), mais um caso suspeito de licitação direcionada vem à tona.

Desta vez, quem questiona o certame licitatório é a iniciativa privada. Empresas de pequeno porte que queriam concorrer na licitação de concessão dos táxi-lotação ingressaram judicialmente questionando os requisitos exigidos para participação das empresas, como o valor alta da garantia a ser prestada, o tamanho do capital social e a aquisição de 22 novos carros.

Segundo a ASTP, interessada em concorrer no pleito, a licitação favorece os atuais concessionários. Ainda na sexta-feira passada (06/06) a 2ª Vara Cível deferiu liminar suspendendo o processo licitatório. No entendimento da juíza, o edital beneficia poucas empresas e prejudica a concorrência. Agora a Prefeitura corre atrás do prejuízo no Tribunal de Justiça.

Se os procedimentos fossem transparentes e impessoais, respeitando todos os princípios da Administração Pública, a Prefeitura não precisaria passar por certos constrangimentos...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Debate Independente?


Segundo a coluna Mirante, desse final de semana o evento "Imagina depois da Copa" é organizado por um grupo independente. Certo?

Errado.

De independente os organizadores não tem nada. Um dos debatedores, que está fazendo um "giro pelo estado", Marcel van Hattem foi vereador do PP em Dois Irmãos e exerceu inúmeras atividades ligadas ao partido. Marcel também concorrerá a deputado nas próximas eleições.

Não precisava pesquisar muito, está tudo escrito no evento do Facebook (menos a parte de candidato para não ficar tão na cara a campanha antecipada). Mas o colunista do Mirante nem se deu o trabalho de pesquisar.

Como também não se deu o trabalho de destrinchar sobre os organizadores: o Instituto Liberal e o Instituto Liberdade, com o apoio de um obscuro grupo chamado Estudantes Pela Liberdade.

Esperar que a mesa de debate tenha sido "independente" é quase o mesmo que acreditar em Papai Noel. É verdade que debates isentos não existem, mas é muito falso espalhar a notícia de que eles são verdadeiros. Espalhar essa ilusão é uma das manipulações que a grande mídia tanto faz.

Abaixo o complexo de "vira lata"

Faltam poucos dias para a abertura da Copa do Mundo. A pergunta que fica no ar é: O que Caxias vai ganhar com a Copa? Provavelmente pouco porque não trabalhou para isso. Apesar de ter recebido recursos dentro dos programas de mobilidade urbana, turismo e esportes que foram criados para serem o legado da Copa em linhas gerais o governo municipal e o empresariado caxiense fez muito pouco para usufruir dos milhares de turistas que virão, principalmente, ao Rio Grande do Sul.

Nosso estado foi o que mais vendeu ingressos para estrangeiros, foram 83 mil. Caxias chegou a ficar fora do guia oficial de cidades turísticas feito pelo Comitê Organizador Local. Entrou depois, ficou acanhado. Outras cidades da região não cometeram o mesmo erro e comemoram os resultados.

A prefeitura de Gramado visitou 18 das 32 federações de futebol. Emplacou hospedar os dirigentes (80 hondurenhos e 800 nigerianos), já há grupos da Coreia do Sul, mais de 100 pessoas, agendadas para visitar a cidade serrana. Se somente isso já não garantisse a lotação da sua rede hoteleira, Gramado fechou acordos com hotéis e terá presença forte nos centros de informações turísticas.

Mesmo caminho optado por Bento Gonçalves e por Cambará do Sul. Bento tem a estratégia de segurar mais um dia o turista na região, ou ser a primeira cidade na parada antes de Gramado. Houve investimentos nos Centros de Turismo e capacitação de trabalhadores dos setores de serviço. Cambará atrairá visitantes que está dispostos a desfrutar das belezas naturais e de uma hospedagem que garanta mais contato com ela.

O setor empresarial, que não ficou de choradeira, também sairá ganhando. A família Carraro trabalhou duro  e emplacou o vinho da Copa. Vai vender 600 mil garrafas da série criada especialmente para o evento. O vinho será servido em todos os eventos oficiais onde estarão presentes chefes de estado e empresários. Quer cartão de visita melhor?

E nós caxienses? A prefeitura dormiu de toca, o empresariado prefere achar que estamos em crise e não temos divulgação Turística, os restaurantes fecham às 10 da noite e vamos ficar vendo o dinheiro e os empregos indo para outros lugares, porque resolvemos vestir a fantasia de vira latas.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Quanto vale seu estágio?

Enquanto os servidores municipais estão em dissídio, outros trabalhadores da Prefeitura também se organizam para reivindicar reajuste e valorização. Os estagiários da Administração Direta e Indireta estão organizando uma mobilização para o dia 11 de junho às 13 horas em frente a Prefeitura: Quanto vale seu estágio?

Os jovens trabalhadores-estudantes estão sem reajuste de sua bolsa-auxílio desde o início de 2012. E, enquanto os estagiários de ensino superior da Câmara de Vereadores recebem R$ 744,00, os da Prefeitura recebem R$ 520,00. Uma verdadeira injustiça.

Fato é que o Município hoje possui mais de 1.000 estagiários. Mão de obra barata e qualificada. Sem os estagiários o serviço público para. Eles estão espalhados por todas as secretarias e trabalham duro, realizando, muitas vezes, o trabalho de servidores públicos.

Total apoio ao movimento, ao reajuste e à valorização dos estagiários. É mais que merecido!

Confirme participação no evento do Facebook: Quanto vale seu estágio?


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Condomínio no Centro se acha no direito de mudar parada de ônibus

"Parada da discórdia" (onde estão as duas moças ao fundo)
na imagem do Google Street View
É o cúmulo da prepotência. Uma dúzia de pessoas faz um abaixo assinado, um diretor da Secretária de Transportes faz um ofício e um cidadão sai dando carteiraço impedindo as pessoas de usarem uma parada de ônibus. Se é desse jeito que o governo Alceu Barbosa Velho (PDT) vai valorizar o transporte público o caminho tá muito errado.

A situação toda é por conta de uma parada de ônibus em frente ao condomínio Rivíera, na Garibaldi quase esquina com a Vinte de Setembro. No local tem uma parada de ônibus. Como muitas paradas de ônibus de Caxias do Sul ela é mal sinalizada, não tem abrigo, nem conforto para os passageiros, mas isso é outro assunto.

Incomodados com a presença constante de usuários do transporte coletivo em frente ao seu prédio, sentando em sua escadaria e atrapalhando (de alguma maneira que não se sabe como) o acesso à garagem do prédio, os moradores - talvez na mais agitada reunião de condomínio da história do local - resolveram irem até as autoridades pedir providências.

E não é que conseguiram! De posse de um ofício assinado, no último dia 22, pelo diretor executivo de Transportes da Secretaria de Trânsito e Transportes, Bruno Sassi Brunelli, o presidente do conselho fiscal do condomínio Romolo Martini, começou a abordar os coletivos dizendo que eles não tinham mais permissão de parar no local.

Ao jornal Pioneiro, Romolo Martini, deu uma explicação que, além de estapafúrdia, é carregada de preconceito. "A escada fica tomada por pessoas. Muitos não respeitam o condomínio, deixam o lixo ou ficam no meio do caminho sem dar espaço", afirmou

Na verdade, na verdade, o que ele não quer admitir é que o local começou a ser frequentado por um público "diferenciado". A parada existe há 10 anos e somente o coletivo do Sagrada Família/Madureira. De dois anos para cá o Século XX e do Universitário também param no local. Aí a coisa encrespou!

Muitos motoristas ficaram com receio de fazer parada no local. Felizmente alguns motoristas tem bom senso e ignoraram o ofício de Martini.

Segundo o atual secretário de Trânsito e Transportes, Manoel Marrachinho, desconsiderou o ofício assinado por Brunelli e afirmou que nada proíbe o embarque e desembarque na Garibaldi:

"O ponto é regulamentado e as linhas podem operar sem restrições. A informação permitindo apenas uma linha está equivocada e não foi autorizada por mim. Não há mudanças por enquanto", afirmou o secretário ao Pioneiro.

Pelo menos por enquanto não há mudanças, por enquanto. Mas se o poder público não tomar nenhuma atitude a situação tende a se repetir. A propósito. Bruno Sassi Brunelli não é mais diretor da secretaria de Trânsito e Transportes. Saiu por "motivos particulares". Aham.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Coincidências na contratação de empresa para elaborar o plano de carreira do funcionalismo municipal

R$ 440 mil serão gastos para a contratação de uma empresa
para executar o trabalho que poderia ser feito por servidores
do quadro (Foto: Andréia Copini)
O governo Alceu Barbosa Velho (PDT) terceirizou a elaboração do plano de carreira do funcionalismo público. O contrato tem o valor de R$ 440 mil  foi assinado, no dia 28 de maio com a empresa Chiele & Chiele Advogados Associados. 

Retirando o fato que o governo otpou por contratar uma empresa para elaborar o plano de carreira ao invés de utilizar o conhecimento de seus próprios servidores o contrato traz uma série de coincidências. 

A primeira, apontada pela vereadora Denise Pessôa (PT), na sessão de ontem, 03, da Câmara de Vereadores é a exigência de certificação ISO 9001/2000. a Chiele & Chiele Advogados Associados é a única consultoria em Direito Público, no Brasil, com aquela certificação. 

A Chiele & Chiele Advogados Associados já prestou consultoria para o Samae. Naquele caso o Tribunal de Contas apontou o serviço como irregular já que o serviço poderia ter sido feito pela setor jurídico da autarquia. A situação, inclusive, provocou inquérito civil no Ministério Público. 

A segunda, é que um dos proprietários da empresa foi advogado de defesa de Marcos Vinícius Caberlon, ex-diretor presidente do Samae, em diversas causas que envolviam rejeição de contas nos tribunais. 

Ao largo de todas essas coincidências que, ao que parece, buscam favorecer mais um amigo da "casa", a empresa terá dois anos para elaborar o plano de carreira do município. Como os servidores serão deixados de lado de processo, pois ao que parece não há capacidade dos CCs secretários em dialogar com a categoria, o final do processo será bastante tumultuado. 

A quem diga que o plano aprovado tem grandes chances de ser pior do que a situação atual (sem regulamentação alguma). Será?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Para onde vai o prédio da Maesa?

A cidade está na expectativa sobre os rumos dos prédios da antiga Metalúrgica Abramo Eberle SA (Maesa). Hoje quem ainda aluga a antiga fábrica é o Grupo Voges, que deve desocupar a área apenas em 2016.

A estrutura é de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul, que adquiriu o bem como forma de pagamento dos débitos estaduais da antiga empresa. Com a saída da Voges, os olhos da Prefeitura e da comunidade cresceram sobre a área. Pudera. O complexo conta com quase 40 mil m² e é um patrimônio histórico do município. A Câmara de Vereadores criou comissão para acompanhar o tombamento do imóvel e está agregando diversas ideias de destinação à área.

O Governo do Estado propôs ao Município a doação de 78% dos prédios e permuta de 35% do terreno correspondente por índices construtivos. O município teria de indenizar o governo gaúcho pela área cedida e o restante das edificações ficaria com o Estado. Porém, a proposta não foi aceita.

Atualmente o município gasta mais de R$ 5 milhões em locações ,e a cada ano, aumenta mais a descentralização de seus serviços, ocasionando mais gastos com o pagamento de aluguéis. Causa espanto que quando se trata de indenizar o Governo Estadual o Município não esteja tão disposto a colocar a mão no bolso como faz com os particulares que cobrar valores exorbitantes pelos imóveis alugados pela Prefeitura.

Na sexta-feira, dia 30/05, o Governo Municipal enviou ao Estado, através do DEAPE (Departamento de Administração do Patrimônio) três contrapropostas de contrapartida pelo uso da área:

1 - Transferência de titularidade da área total da Maesa para o município de Caxias do Sul, mediante o pagamento do valor equivalente ao valor pelo qual foi adjudicado o imóvel, na execução fiscal movida pelo Estado do Rio Grande do Sul, importando em R$ 30.060.000.

2 - Doação onerosa, em troca de índices de potencial construtivo, pelo Estado, da parte da área identificada como “Maesa Leste” no levantamento elaborado pela Secretaria de Planejamento, acrescida da projeção de abertura do prolongamento da Rua Vereador Mário Pezzi. Em contrapartida, o município concederá ao Estado índice de potencial construtivo correspondente a um incremento de 50% sobre o potencial máximo para construção a serem utilizados na porção identificada como “Maesa Oeste”.

3 - Cessão de uso onerosa da área identificada como “Maesa Leste” ao município, pelo prazo de 99 anos. Sobre a área identificada como “Maesa Oeste” incidem as mesmas condições da proposta anterior, acerca dos índices.


Claro que as negociações estão abertas e devem se pautar pelo que for melhor para Caxias do Sul. Aliás, a Comissão da Câmara de Vereadores e a própria Prefeitura devem abrir amplo diálogo com a comunidade caxiense para dar um destino democrático à área, otimizando a ocupação e aproveitando a riqueza histórica do lugar.