sábado, 31 de janeiro de 2015

Comissão de servidores odontólogos emite nota contra descaso do governo municipal

Foto: SindiServ
Um grupo de servidores odontólogos (dentistas) concursados da prefeitura de Caxias do Sul, lançou uma nota pública onde cobra, do governo Alceu Barbosa Velho, o cumprimento da isonomia salarial (com a categoria dos médicos) além outras pautas que já estão em discussão há 4 anos. Veja abaixo a íntegra da nota. 

A Comissão dos Servidores Odontólogos do Município de Caxias do Sul vem a público informar a situação da categoria com respeito às reivindicações e a luta que vem sendo travada pelo cumprimento da isonomia salarial entre médicos e dentistas prevista em Lei Municipal e Leis Federais.

Desde o ano de 2010 a categoria segue em um processo de mobilizações com o objetivo de garantir o cumprimento da isonomia salarial entre Médicos e Dentistas do Município.

Em 2010, a categoria paralisou suas atividades durante 3 dias. Em audiência com o então Chefe de Gabinete do Governo Sartori, Sr. Edson Néspolo, a categoria dos odontólogos recebeu a garantia e o compromisso de que se os Médicos alcançassem algum aumento salarial com a greve (que se estendeu por quase 1 ano) este seria estendido à categoria dos odontólogos, já que a isonomia está prevista em Lei Municipal (Estatuto dos Servidores – Artigo 100; Lei Orgânica do Município - Artigo 23), e nas Leis Federais que regem salário mínimo para Médicos e Dentistas (Lei 3.999, 1961).

Em 2012, o Governo Sartori aprovou a Lei Complementar 409, que alterou a classificação de cargos e salários, criando o cargo de “Médico 12 horas” com o mesmo vencimento que o cargo de “Médico 20h” já existente. Ademais, em 2013 foi aprovada a Lei Complementar 436, de 23/08/2013, que cria o abono salarial para Médicos detentores de cargos de 20 e 33 horas semanais de 60% do vencimento Padrão 14.

A categoria dos odontólogos continuou se mobilizando ao longo de todos estes anos, nos quais foram realizadas reuniões com Sr. Marrachinho, ex Chefe de Gabinete do Prefeito Alceu, com o Sr. Prefeito Alceu Barbosa Velho, e com o Sr Edson Néspolo, novamente Chefe de Gabinete.

Ainda, na Câmara dos Vereadores foi apresentada uma Emenda à Lei Complementar 436, que estendia o abono salarial aos dentistas, com o intuito garantir a manutenção da isonomia salarial entre médicos e dentistas, prevista em Lei Municipal e Leis Federais, mas não foi aprovada.

Em 2014 realizamos 3 paralisações, uma semana em agosto, outra em outubro e outra em dezembro, com mobilização na Câmara dos Vereadores e na Prefeitura de Caxias do Sul.

A categoria dos odontólogos está muito insatisfeita com o tratamento que vem sendo dado ao nosso trabalho.

Para agravar ainda mais a situação, a Administração Municipal, de forma autoritária, optou por descontar dos salários dos dias em que estivemos em greve, legal e justa, durante uma semana no mês de dezembro de 2014. A Administração não buscou dialogar e negociar com a categoria dos odontólogos, que buscam desde 2010 o diálogo.

Nesse sentido, lembramos novamente da necessidade da isonomia no tratamento pela Administração Municipal, uma vez que a categoria dos médicos fizeram greve durante aproximadamente 1 ano e não tiveram nenhum desconto nos salários.

Cumpre destacar também que a Secretaria da Saúde está oficializando um acordo com Ministério Público para a dispensa do Servidor Médico de registro do ponto biométrico, obrigatório este a todos os demais servidores.

É indignante o descumprimento da Lei Municipal e das Leis Federais por parte da Administração Municipal, que de forma deliberada retirou a isonomia salarial das categorias de odontólogo e médico.

É frustrante acordar um dia, ir trabalhar como sempre, e ver que o seu colega Médico, que fez o mesmo concurso, com o mesmo edital e as mesmas normas, passou a ganhar 60% a mais só pelo fato de ser “Médico do pé, do coração, do ouvido, ou do nariz, etc.” E, “Médicos da Boca”, para a Administração Municipal, valem menos.

E, no entanto, apesar do desrespeito com que a Administração Municipal vem tratando a categoria dos odontólogos, somos resolutivos no sentido de que a situação da saúde bucal no município é reconhecidamente efetiva. O atendimento da Saúde Bucal em Caxias do Sul tem 98% de aprovação da comunidade usuária, e foi agraciado a nível nacional com o Prêmio Brasil Sorridente, outorgado pelo Conselho Federal de Odontologia e Ministério da Saúde, e com a doação ao Município de 12 equipamentos odontológicos e uma unidade móvel equipada (com consultório e RX), no valor de aproximadamente R$ 400.000,00, em 2012, que foram incorporados ao patrimônio municipal


Caxias do Sul, 30 de janeiro de 2015.

Comissão dos Servidores Odontólogos do Município de Caxias do Sul

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mauro Pereira pode embaralhar a eleições de 2016

O vereador Mauro Pereira (PMDB) obteve licença, da Câmara de Vereadores, para assumir o cargo de deputado federal. Seu último dia na Câmara será na segunda-feria, dia 2. No dia 4 de fevereiro ele assume em Brasília.

A licença terá duração até que um dos deputados titulares do PMDB, Giovani Feltes ou Márcio Biolchi deixem o governo do Estado e voltem ao cargo que foram eleitos de deputado federal. Feltes é o Secretário da Fazenda. Biolchi é o Chefe da Casa Cívil. A não ser que haja um fato muito relevante os dois permanecerão até março de 2018, quando precisam sair do governo do estado para concorrerem a reeleição como deputados.

Mas o mandato de vereador acaba antes! Em 2016 Mauro Pereira terá que fazer uma escolha. Concorre à vereador e enfrenta uma situação surreal que se ele fosse eleito teria que se licenciar do cargo para continuar deputado, ou desiste da disputa.

Caso ele não concorra mais ao cargo de vereador, Mauro fica livre para brigar pelo seu sonho. Ser prefeito de Caxias do Sul. Na sua frente há dois obstáculos. O primeiro, e mais difícil de superar, é o atual prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT) que foi um vice fiel de José Ivo Sartori, por 8 anos, e espera a mesma retribuição do PMDB. Mauro não esconde que deseja que o partido tenha candidato próprio tentando, assim, criar um bunker peemedebista na Serra Gaúcha.

Essa alternativa acabaria rachando a aliança, que não é sólida pois é baseada apenas na oferta de cargos, dos 21 partidos que compõem a base do governo (metade deles são partidos de mentirinha, mas aí já é outra conversa). Com esse desmoronamento, o "quarto andar", estaria fadado ao fracasso. Ganhe quem ganhar não será um governo de continuidade. Além disso haverá a abertura para outras candidaturas se fortalecerem.

A outra alternativa de Mauro é disputar a indicação de vice. Para isso é necessário substituir seu colega de partido Antonio Feldmann. Feldmann teve dois primeiros anos de governo bastante ativo, mas se envolveu em muitas trapalhadas. Jantou com empresários que queriam o fim da balada segura, se envolveu em um imbróglio jurídico ao se recusar assumir a vacância do cargo de prefeito pois se o fizesse ficaria inelegível. Teve até que inventar uma viagem para o exterior para que não assumisse por ordem judicial. No final disso tudo ele renunciou a sua candidatura a deputado federal.

Da metade do ano passado para cá, Feldmann desapareceu! Ele sumiu das matérias da prefeitura, desapareceu da mídia. Ele já não tinha muitas funções. Parece que tem ainda menos.

A terceira opção, que não faz o estilo de Mauro Pereira, é deixar tudo quieto e se concentrar na sua reeleição para deputado federal. Tudo vai depender de como estará se desenvolvendo seu mandato. Aparecer na Câmara de Vereadores é bem mais fácil do que na Câmara dos Deputados. As bravatas que Mauro costuma fazer em Caxias não colam em Brasília (até por que tem gente com bem mais experiência em bravatas do que ele). Se o mandato não decolar ele precisará de mídia em 2016, para tem alguma chance de titularidade em 2018.

Esses movimentos todos podem embolar o processo sucessório da prefeitura de Caxias do Sul. Os dados foram lançados. Vamos aguardar os próximos movimentos. 

Caxias tem um deficit de 9,5 mil vagas na educação infantil

Deficit de vagas vem aumentando a cada ano
Mais uma vez, Caxias está entre as mais mais. Com mais deficit de vagas na educação infantil.

Segundo relatório divulgado anualmente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), Caxias tem um deficit de 9,5 mil vagas na educação infantil (creche e pré-escola).

Caxias baixou da 397ª posição no Estado para a 323ª – foram analisados 497 municípios.

Apesar dos esforços do Governo, que é ajudado com verbas do Governo Federal, a falta de vagas é ainda gigantesca.

Muitas pessoas ainda acabam ingressando judicialmente para conseguir vagas para seus filhos, ou se utilizam das conhecidas “mães crecheiras”.

Caxias do Sul ainda está muito longe de alcançar a meta do Plano Nacional de Educação que é o oferecimento de vagas para todas as crianças de 4 a 5 anos (Caxias atende apenas 57,26%) e de 50% para as crianças de 0 a 3 anos (são atendidas apenas 28,03%). Se o Governo estivesse com vistas a alcançar a meta, já teria feito concurso para a área. Ainda hoje o município depende de convênios e empresas terceirizadas para atender à educação infantil.

Quem paga o pato? As mulheres que são impedidas de voltar ao mercado de trabalho e a família que deixa de contar com a renda de dessas mulheres.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Governo Sartori planeja extinguir atendimento aeromédico

Mais um serviço público entrou na lista de extinção da administração Sartori (PMDB). A bola da vez é o serviço aeromédico, que entrou em operação em 2012.

O serviço é realizado por uma equipe de 15 médicos e enfermeiros , por meio de um termo de cooperação entre o Samu e Brigada Militar. O governo do estado já investiu R$ 26 milhões na compra de 2 helicópteros equipados com tecnologia de ponta para transporte de feridos e órgãos.

Segundo o coordenador do serviço, Maicon Vargas, a área principal de atuação é um raio de 100 km ao redor de Porto Alegre, em até 20 minutos, mas dependendo o caso pode atender outras localidades. Nos últimos 12 meses foram realizados 140 atendimentos como o resgate dos praticantes do rapel em Maquiné, o atendimento às vitimas do acidente de ônibus da Unesul, em Glorinha, e deu suporte ao transporte de vítimas do incêndio da Kiss, em 2013.

Mesmo com uma boa ficha de serviços o atual secretário de saúde, João Gabardo (PMDB), não concorda com a manutenção do serviço. Segundo o secretário "ele é totalmente dispensável". O secretário defende que o serviço seja realizado pela iniciativa privada e pela Brigada Militar, como era feito antes. "Vamos ver o que vamos fazer com os helicópteros", finaliza o secretário.

Maicon Vargas considera a desativação do serviço um retrocesso. "Enquanto todos os Estados investem neste tipo de serviço, o atual governo decide voltar atrás. É lamentável. A população vai ser prejudicada, pois é um serviço que pode ajudar a salvar muitas pessoas", sentencia.

O custo mensal do serviço é de R$ 156 mil. Segundo Vargas o custo hora de um serviço terceirizado será 5 vezes maior.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Grupo criado pelo governador Sartori começa a estudar desmonte do Estado

Foco de atendimento do Sine é a população mais vulnerável
Uma equipe designada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) tem a tarefa de fazer uma radiografia das 20 fundações, 11 empresas de economia mista e 9 autarquias que compõem o organograma do Estado.

Segundo informações colhidas e publicadas na Zero Hora de hoje (28) 9 delas já estão em processo bastante avançado de análise e já teriam possíveis alternativas de futuro. De um jeito ou de outro todas seriam extintas ou por privatização ou por fusão.

Britto (PMDB), Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB) foram os governadores que tentaram, em maior ou menor grau, desmantelar essas estruturas.

A FGTAS foi uma das que mais sofreu tentativas e, paradoxalmente, é que tem mais recursos garantidos, praticamente todos oriundo dos Fundo de Amparo ao Trabalhador. Para quem não sabe a FGTAS é responsável pelas agências do Sine. O governador Antonio Britto tentou extingui-la, sofreu uma derrota na Assembleia Legislativa. Rigotto e Yeda deixaram a estrutura à mingua. Em Caxias do Sul, só para exemplo, durante o governo Britto o Sine ocupava um prédio alugado. No governo Olívio Dutra (PT) ela passou a ocupar um prédio próprio, patrimônio do governo do estado e ainda abriu uma outra agência, em São Pelegrino. No governo Rigotto não houveram novas contratações de servidores e durante o governo Yeda a filial de São Pelegrino foi fechada.

O Sine encaminha Seguro Desemprego, confecciona Carteira de Trabalho e confere a carteira de artesão (que isenta de pagamento de ICMS na venda dos produtos artesanais). Além disso encaminha vagas para o mercado de trabalho. No caso do fechamento da agência quem perde é quem tem mais dificuldade de conseguir emprego pois é menos qualificado, principal público alvo do serviço. Fechar a FGTAS, fechar o Sine, atinge a parte mais vulnerável da população.

A UERGS é outra instituição na mira do governo Sartori. Criada durante o governo Olívio, não recebeu investimentos nos governos Rigotto e Yeda. A UERGS minguou. Durante o governo Tarso a universidade foi reerguida. Em Porto Alegre conta com um campus novo e conta com 24 unidades espalhadas pelo estado.

Órgãos como a Corag, responsável pelos serviços gráficos, TVE e FEE, responsável por estudos econômicos e estatísticos estão na mira da privatização. Para o modelo de gestão do governador Sartori, que sabemos como é mesmo que ele não tenha falado durante a campanha, é mais interessantes repassar esses serviços à iniciativa privada pois assim fica mais fácil agradar aos financiadores de campanha.

No final de toda essa discussão o fechamento, extinção ou privatização de qualquer um não irá gerar economia nenhuma aos cofres públicos. Vender a CRT e a CEEE não fez o Rio Grande do Sul sair da crise financeira durante o governo Britto, muito antes pelo contrário, colocou o estado em uma situação pior. Um grande passivo trabalhista acompanha cada uma dessas estruturas. Na maioria dos casos os servidores terão que ser absorvidos pelo estado, mantendo o mesmo salário, exercendo funções que não são as que foram contratados.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Calote de Sartori preocupa hospitais do interior

Os efeitos práticos do decreto do governador José Ivo Sartori (PMDB) que suspendeu, por seis meses, os pagamentos de débitos deixados pelo antecessor, já começam a aparecer. Desde o anúncio da medida estamos anunciando que a interrupção de serviços, principalmente da educação, segurança, obras e saúde pública são inevitáveis.


O alerta, dessa vez, parte do presidente da Federação das Santas Casas, Julio Matos, que afirma que os hospitais não tem como absorver o prejuízo caso o governo do estado não pague os valores atrasados.


O governo do estado liberou R$ 87 milhões para os hospitais, referente aos serviços prestados em dezembro. Entretanto não deu sinal de pagamento dos procedimentos realizados em outubro e novembro. O pagamento dos procedimentos sempre é feito um ou dois meses depois até que a documento cumpra os rituais dentro da estrutura do estado.

Para honrarem os compromissos do final de ano, os hospitais tomaram empréstimos de R$ 90 milhões no Banrisul contando receber pelos serviços já prestados. Matos já solicitou uma audiência com o secretário da saúde, João Gabbardo (PMDB) para expor a situação dos 245 hospitais filantrópicos do estado.

Todos os pagamentos que foram contingenciados pelo decreto do governador Sartori são avaliados pela Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira (Juncof), que pode determinar o que é exceção à regra. Pelo que tem se visto, ultimamente, as exceções não tem sido para as áreas da saúde e segurança pública. Não se sabe, exatamente, quais os compromissos estão pagos pois o processo é isento de transparência, mas sabemos quais não estão sendo.

Além dos hospitais as prefeituras também reclamam do corte de recursos. Segundo o presidente da Famurs, Seger Menegaz, os débitos do governo do estado com as prefeituras somam R$ 208 milhões, só na área da saúde. O secretário havia se comprometido a pagar R$ 45 milhões na semana passada. Não o fez.

Foi adiado para o dia 23. Novamente não aconteceu.

Agora o valor não consta nem mais nos trâmites da secretaria da fazenda. O risco é grande de serviços serem suspensos em todo o interior do Rio Grande do Sul.

Procurador birrento, novamente, desrespeita Ministério Público

Seguindo a linha revanchista e birrenta que já vinha adotando, a Procuradoria Geral do Município respondeu ao ofício expedido pelo Ministério Público Estadual informando que todas as licenças necessárias para andamento das obras na Rua Plácido de Castro estão em dia.

Para surpresa do Ministério Público, o ofício do Município apenas presta informações sem comprovação documental. O procurador ­geral, Victório Giordano disse que não enviou cópia das licenças porque não constava do pedido.

E assim, a Prefeitura ganha mais tempo para deixar os documentos em dia. Enquanto enrola e brinca com a justiça, as obras no histórico complexo seguem a todo o vapor.

Até que se comprove que a licença ambiental está realmente em dia, a Rua já estará totalmente asfaltada.

Quando o governo quer, as coisas acontecem. Bom seria se os pedidos de asfaltamento de ruas empoeiradas em bairros afastados, onde centenas de famílias vivem sob o pó e a lama também tivessem a mesma celeridade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vitória da esquerda grega chacoalha Europa

Via Opera Mundi

O triunfo do Syriza, de Alexis Tsipras, futuro primeiro-ministro da Grécia, representa mais que a inédita vitória, em solo europeu, de corrente inimiga da estratégia de austeridade.

A envergadura histórica dos resultados eleitorais vai além: pela primeira vez desde o final da União Soviética, um partido de esquerda, anticapitalista, conquista o governo de uma nação do velho continente.

A vida política da região esteve marcada, desde os anos noventa, pela dança de cadeiras entre duas variáveis do neoliberalismo: a conservadora e a social-democrata.

A exceção é o nacionalismo russo de Putin e outros Estados menores, ex-integrantes do antigo espaço soviético, mas cuja identidade não está marcada por paradigmas socialistas.

As agremiações sociais-democratas, contudo, foram paulatinamente deixando de ser expressões reformistas do campo progressista para se converterem em opção mais branda da hegemonia do capital financeiro.

Suas gestões pouco ou nada se diferenciam, no fundamental, do que é defendido e praticado por legendas propriamente de direita. Chegam mesmo a compor governos de unidade nacional, como é caso alemão e o da própria Grécia até este domingo (25/01).

O Pasok, aliás, virou pó, com menos de 5% dos votos, com os eleitores esculachando a aliança de governo dos sociais-democratas com a principal legenda da direita, a Nova Democracia.

O fato é que a esquerda europeia esteve circunscrita, antes da ascensão do Syriza, a papel secundário, desempenhado por partidos comunistas e outros grupos com sérias dificuldades para se viabilizarem como alternativa de poder.

O jogo, agora, mudou.

O Syriza (em grego, abreviatura para Coligação da Esquerda Radical) tem fisionomia semelhante ao PT brasileiro.

Mais do que partido clássico, trata-se de frente orgânica. Aglutina inúmeras correntes, em espectro que vai do trotsquismo à social-democracia, ao redor de um programa de caráter socialista.

Sua principal força propulsora são os movimentos sociais e populares que se rebelaram contra o garrote financeiro imposto sobre a Grécia desde a crise de 2010.

Mas o cenário com o qual Tsipras e seus correligionários irão lidar é oposto ao percurso petista após a conquista eleitoral de 2002.

O ex-presidente Lula pode implementar políticas públicas de natureza distributiva a partir do reordenamento orçamentário, sem graves choques com o sistema financeiro mundial e sem a obrigatoriedade de reformas estruturais.

Ainda que esta orientação viesse a entrar em fadiga, como vem ocorrendo nos últimos quatros anos, a verdade é que o petismo pode promover a expansão de emprego, renda e direitos, durante longo período, sem confrontar o modelo rentista e as forças que o sustentam.

O Syriza, no entanto, somente será capaz de enfrentar a calamitosa herança social e econômica deixada por seus antecessores se fizer mudanças profundas e enfrentar o centro dirigente do imperialismo europeu.

O nó górdio é a dívida pública.

Sem estancar esta sangria, o Estado grego continuará insolvente para atender as reivindicações das ruas e retomar o crescimento.

Tsipras sinalizou, nas semanas derradeiras de campanha, disposição para negociar, evitando a ruptura com a União Européia e o euro.

Mas seus interlocutores, particularmente França e Alemanha, estão em sinuca de bico.

Se aceitam um pacto que alivie a vida helênica, outros países engastalhados — como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda — podem pedir as mesmas facilidades. Os grandes bancos e fundos não admitem concessões dessa magnitude.

Caso a opção da chamada troika (formada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional) seja bater o pé em defesa dos acordos firmados pelo governo de centro-direita que foi derrotado nas urnas, o Syriza viverá sua hora da verdade.

Teria, grosso modo, em circunstâncias de intolerância das instituições financeiras, dois caminhos pela frente.

O primeiro seria o da ruptura unilateral dos compromissos de ajuste fiscal e pagamento da dívida, além do vínculo com a moeda única, colocando em xeque todo o sistema europeu.

As consequências iniciais poderiam ser dramáticas para o povo grego, até que a retomada da soberania nacional pudesse fazer a economia respirar, liberta das sondas predadoras de seus credores.

Além da maioria parlamentar que formou graças à composição com um pequeno partido nacionalista de direita, o Gregos Independentes, Tsipras eventualmente contrabalancearia dificuldades materiais com a mobilização dos trabalhadores gregos e o alastramento desse estado de ânimo por outras nações do sul europeu.

Outro caminho seria o da submissão, acatando ditames da troika e aceitando, como compensação, algumas alterações cosméticas. Mas pagaria elevadíssimo preço político por tamanho recuo.

O Partido Comunista, por exemplo, com 15 deputados eleitos, hipotético aliado, anunciou que se recusa a compor o novo gabinete porque sua direção está convencida sobre a tendência de Tsipras à capitulação, além de criticar sua disposição de continuar na União Europeia e na Otan.

Quem viver, verá.

Aconteça o que acontecer, porém, a Grécia se transformou no epicentro dos principais lances políticos dos próximos tempos.

A Europa está aturdida por um fenômeno que talvez abra novo ciclo político, no qual se viabilize uma esquerda antagonista vocacionada para conduzir o continente a outro modelo de desenvolvimento.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Plácido de Castro: Poucos metros, muita encrenca


Duzentos metros de asfalto nunca geraram tanta confusão. A maior parte do problema foi gerado pela completa inabilidade do prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), em tomar uma decisão consultando a população.

Outra parte do problema é com os seus interlocutores que não tem nenhuma capacidade de dialogar em meio a divergência. Nessas idas e vindas, estamos atualizando aqui os novos capítulos dessa tragédia/comédia que é o asfaltamento da Plácido de Castro.

O presidente atrapalhado - Elvino Santos, presidente da Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas de Caxias do Sul e Região Noroeste do Rio Grande do Sul (Assencar), e que era CC da Secretaria de Cultura no governo Sartori, tentou contar uma história de que o desfile do carnaval só poderia ser realizado na Plácido de Castro pois a empresa que colocaria o som, luz e arquibancadas já estava contratada e não poderia fazer isso em mais nenhum lugar. A história era tão estapafúrdia que só podia ser MENTIRA. A secretária de cultura Rubia Frizzo afirmou que nenhuma empresa foi contratada ainda e mais, ainda está sendo feito um estudo para a melhor localização das arquibancadas. A história de que não dá para desfilar no paralelepípedo também é uma grande bobagem que nem merece comentário. Por fim, apesar da associação afirmar que há quatro anos já está decidido que o carnaval iria acontecer em frente à Maesa, estranhamente os trabalhos começaram faltando menos de um mês e tem escola de samba dizendo que isso nunca foi discutido.

A Pista de Eventos da Maesa - Por algum motivo que foge a lógica, Eloi Frizzo (PSB), diretor presidente do Samae, apelidou o local de Pista de Eventos da Maesa. Logo em seguida o prefeito Alceu Barbosa Velho afirmou que a Sinimbu não será mais palco de nenhum desfile, então Carnaval, 7 de setembro, 20 de setembro (quem sabe a procissão de Corpus Christi também) irão para a Plácido de Castro. Até o desfile da Festa da Uva terá que mudar de lugar. A escolha do local é desastrosa. A maior extensão aproveitável da rua tem 600 metros! Isso é metade do usado na Sinimbu. A mudança de endereço será para um local mais apertado e terá muito menos espaço para as pessoas acompanherem os cortejos das calçadas. Sobram as arquibancadas, que são cobradas.

Os laudos - Nenhum laudo técnico ficou pronto ainda. A promotora pública Janaína de Carli dos Santos solicitou as informações. A prefeitura só irá entregar segunda feira. Enquanto isso a obra segue. É a velha tática, já utilizada pelo governo Sartori, de tocar uma obra, mesmo na ilegalidade, para que ela vire fato consumado e não tenha mais volta.

As ações na justiça - Há duas ações tramitando na justiça. A primeira obteve uma liminar, que foi derrubada e ainda aguarda a discussão do mérito. A segunda ainda não foi julgada e questiona que a obra não poderia acontecer pois há um requerimento ao Conselho do Patrimônio Histórico que ainda não foi analisado. Ainda existe a possibilidade da promotora, Janaína de Carli, entrar com um representação dependendo dos laudos que a prefeitura enviar.

O futuro da Maesa - Na próxima semana a primeira reunião do grupo que discutirá a ocupação do prédio da Maesa irá acontecer. A comissão é comandada majoritariamente pelo governo municipal. A única representação comunitária é a União das Associações de Bairros (UAB), que não anda tão independente assim do governo. Depois das últimas decisões do prefeito qualquer sugestão de uso do espaço será encarado com uma desconfiança necessária já que o prefeito mostrou, mais uma vez, que não aceita ser contrariado. A ocupação da Maesa pode virar uma grande lambança jogando fora um patrimônio imenso que foi dado, de graça, para Caxias do Sul.

Polentinha: Pegou muito mal, Deputada

Seu Armando, talvez o único homenageado que tinha uma
biografia merecedora de prêmio
Uma biografia política pode ser comprometida com apenas um gesto. Uma decisão errada, ou tomada de forma precipitada, põe tudo a perder.

Não há justificativa. Pegou muito mal, Deputada Marisa Formolo (PT), a entrega de 10 medalhas para 21 membros da própria família. Para fazer justiça, uma das homenagens, a do Mérito Farroupilha, mesmo sendo concedida ao seu irmão, Armando Formolo, é justa.

Armando Formolo realmente teve uma atuação comunitária importante na organização do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do Sul, tendo sido presidente em dois momentos. Cada deputado pode conceder uma dessas medalhas por legislatura. Já foram concedidas medalhas do Mérito Farroupilha a pessoas com uma biografia muito menos relevante ou muito mais questionável.

O que não dá para engolir, o que transpassa o cabimento, é a distribuição de condecorações para filhos, filhas, genro, netas, irmãos, irmãs, cunhados. Pior do que isso é a justificativa: "Tenho a alegria de dizer que a agradeço muito a muitas pessoas, como fiz, mas também à família, que foi muito importante pra mim. Termino o mandato agradecendo usando o lugar oficial e faço isso dizendo que a família merece o seu lugar".

Obvio que a família é importante, mas conceder prêmios a pessoas somente por serem de um mesmo grupo familiar aí já é exagero.

A deputada Marisa Formolo poderia ter encerrado seu mandato sem marca, de gosto duvidoso, no seu currículo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Facebook habilita função para denunciar boatos e notícias falsas

O Facebook habilitou uma nova função que permite que os usuários marquem postagens como falsas ou boatos. Postagens com notícias de morte de celebridades, epidemias inexistentes, campanhas de arrecadação falsas e outras notícias podem agora ser marcados como tal.

À medida que muitas pessoas marcarem um post como falso, comentarem desmentindo a informação ou mesmo excluírem posts enganosos, estes vão aparecer com menos frequência no feed de notícias e, eventualmente, um aviso alertará que diversos usuários relataram que a publicação não é verdadeira. A partir dessas denúncias, os chamados “hoaxes” (fraudes, em inglês) terão menos alcance no news feed da rede social.

Segundo o Facebook, hoaxes são uma forma de spam que inclui os chamados scams (clique aqui para ganhar um brinde, por exemplo), ou notícias deliberadamente falsas ou enganosas. Ainda de acordo com o site, quando um usuário clicar para ocultar um post, também verá a opção de relatar o conteúdo como "notícia falsa".

O Polenta News fez um passo a passo para que você possa aprender a denunciar um conteúdo falso. Veja abaixo:

1 - Quando aparecer uma postagem que é falsa ou enganosa, clique no sinal que fica no canto direito. Abrirá uma lista e você irá selecionar "Eu não gostei desta publicação"


 2 - A seguir uma lista de opções irá abrir. Selecione "Acredito que não deveria estar no Facebook"


3 - Na tela seguinte selecione "É uma notícia falsa".


Ao clicar em Continuar você poderá escolher se quer ocultar o conteúdo ou informar a pessoa que a postagem é falsa.

Com a ajuda de todos é possível deixar o Facebook um lugar bem mais agradável.
 
 

Saúde e segurança são as duas áreas mais atingidas pelo corte de recursos de Sartori

Como já havíamos alertado no começo do mês as áreas de saúde e segurança pública acabaram sendo as mais afetadas, até agora, pelo decreto do governo José Ivo Sartori (PMDB), que prevê a retenção de despesas e a consequente suspensão do pagamento de dívidas.

Na saúde os principais prejudicados são as cidades do interior que necessitam de repasses do governo estadual para o pagamento de exames e para os hospitais filantrópicos. Sobraram do governo anterior cerca de R$ 208 milhões que deveriam ser repassados aos municípios. Desse valor, depois que o governador foi pressionado pela Famurs, serão pagos R$ 45 milhões sem previsão de quando quitará o restante dos valores.

Além disso os secretário da Saúde João Gabbardo (PMDB) irá propor uma renegociação para a redução dos valores que haviam sido previstos para serem repassados para os hospitais filantrópicos. O valor, para 2015, seria de R$ 1,5 bilhão. Com a redução dos valores, com certeza, haverá redução dos serviços prestados à população que utiliza do SUS. 

Na segurança pública a situação é igualmente preocupante. Com a redução de 40% de horas extras para a Brigada Militar, somado com o reforço dos contingentes no litoral, já há redução do efetivo destinado ao policiamento. No Território da Paz do Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, trabalhavam, até o final do ano, 10 policiais, com três viaturas e 2 motocicletas. Agora são apenas 2 policiais e uma motocicleta.

Os bombeiros também foram atingidos. Com a redução das horas extras, e a impossibilidade, estabelecida pelo decreto do governador Sartori, de contratar os 400 aprovados no último concurso, o comandante do Corpo de Bombeiros do estado, Cel. Evilton Pereira Diaz, admite a possibilidade de fechamento de quartéis. Cidades como Santa Cruz do Sul, Rio Grande, Pelotas e algumas da Região Metropolitana poderão ser atingidas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Polentinha: Alceu acredita que foi eleito para ser rei

Durante a assinatura da ordem de início da sexta etapa de obras do Sistema Integrado de Mobilidade o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) não estava nada contente com as reclamações que tem ouvido sobre as mudanças dos locais da feira do livro e do carnaval.

Irado ele afirmou que essas mudanças foram muito bem discutidas internamente. Ele não deixou claro, obviamente, interno ao que? Ao governo? Ao gabinete? Com o Ego, o ID e o Superego? Isso não sabemos, mas em um momento ele disparou:

"Agora, se cada vez tiver que reunir todo mundo para decisões que estão 'caindo de maduro', não precisaria de eleições."
Tá explicado. A culpa é nossa, cidadãos caxienses, que questionam o nosso prefeito e fazem ele gastar mais tempo tendo que dar explicações ao povo do que treinando para os torneios de laço.

Acho que todos nós estamos enganados. Em 2012 fomos às urnas eleger um Rei e não um prefeito. O Rei, aqueles dos filmes sobre a Idade Média, é que tinha poderes absolutos e não aceitava contestações. Podia ele mudar uma cidade de lugar que ninguém ousaria questionar.

Quem o fizesse?

Já para o calabouço!

Alceu viveu 8 anos como vice prefeito decorativo. Sem ter nenhuma função relevante. Achava que podia mandar e desmandar. Eleito prefeito acha que é rei. Algum dia alguém irá gritar e dizer:

"O Rei está Nú".

Execuções na Indonésia põem em xeque eficiência da pena de morte

China é o país que mais executa prisioneiros e o número
cresce todos os anos
Há 160 pessoas condenadas a pena de morte na Indonésia nesse momento. Mesmo assim o pais é um dos mercados mais atraentes, do Sudeste Asiático, para o tráfico internacional de drogas. O arquipélago que é um paraíso turístico serve, também de porte de entrada para cocaína, e outras drogas em toda a Ásia e Oceania.

O brasileiro Marco Archer sabia dos riscos, mas sabia muito bem dos lucros. A escritora australiana Kathryn Bonella, autora do livro Nevando em Bali, traça um perfil dos traficantes do país. "Eles eram todos de classe média, com escolaridade e conhecimento razoável de inglês. Entraram no tráfico pela curtição, não por uma necessidade econômica. Queriam viver tendo do bom e do melhor. Bem diferentes das 'mulas' (transportadores de droga), que recebem pouco dinheiro para muito risco. Um dos brasileiros que conheci em Bali podia ganhar uma fortuna com uma viagem bem-sucedida".

As penas, que já eram pesadas, ficaram pior com a mudança do governo. Para resolver os problemas de ordem interna que são a grande desigualdade social e os inúmeros casos de corrupção, o governo do presidente Joko Widodo estabeleceu um plano de executar, pelo menos 5 condenados por mês. Os fuzilamentos fazem parte de uma política do novo presidente do país de aumentar a aplicação da pena de morte, usando as vidas dos prisioneiros como um instrumento de propaganda.

Atualmente 57 países tem a pena de morte vigente no mundo. Nesses países há 23 mil pessoas aguardando o cumprimento das sentenças. A China, provavelmente, é o país que mais executa prisioneiros. O provavelmente, nesse caso, é porque o país trata as estatísticas de execução como segredo de estado. Mais de 80% dos especialistas ouvidos por um estudo americano consideram que a pena de morte não reduz a criminalidade.

O medo diante do crime às vezes leva as pessoas a apoiarem a pena de morte como uma suposta solução mágica que as deixaria seguras. Isso é uma ilusão. O caminho rumo a políticas eficazes de segurança é longo e difícil e passa por medidas como a construção de forças policiais bem entrosadas com a comunidade, um judiciário eficiente e a eliminação de condições de pobreza e discriminação que fomentam a violência. No próprio caso do tráfico de drogas – tema central nas execuções na Indonésia – diversos países experimentam alternativas à abordagem da repressão total, passando por distintas formas de tratá-las como uma questão de saúde pública, e não de crime.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Asfaltamento da Plácido de Castro entra no Guinness como obra mais rápida já executada

Foto: ANDRÉIA COPINI/PMCS
O título é brincadeira, mas o assunto é sério. Nunca antes na história de Caxias do Sul, parafrasendo um ex-presidente, uma rua foi asfaltada com tamanha rapidez. E nunca antes na história de Caxias do Sul uma rua foi asfaltada sem nenhuma necessidade.

Assim que a prefeitura de Caxias do Sul conseguiu derrubar a liminar que impedia o asfaltamento da rua Plácido de Castro, na frente da Maesa, as obras começaram. Sem laudo técnico, sem licenças ambientais, os trabalhos começaram e mobilizaram um grande número de servidores públicos.

A secretaria de obras constatou que seria necessário obras de drenagem, para evitar que a rua, depois de asfaltada alague com qualquer chuvisco. Essas obras levarão de 10 a 12 dias e em seguida será jogado asfalto. As escolas de samba que desfilarão nos dias 13 e 14 de fevereiro, passarão pela rua com o asfalto ainda quente.

Até agora ninguém conseguiu dar uma única justificativa plausível para tamanha correria. Os próprios integrantes das escolas de samba afirmam que a mudança da Sinimbu, para a Plácido de Castro não era uma coisa que estava sendo discutida, foi uma proposta feita pelo prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

O prefeito, novamente se meteu em um imbróglio fruto de sua característica de não abrir discussão com ninguém sobre suas decisões. Com essa atitude já criou polêmica com a mudança de local da Feira do Livro, do novo local para o carnaval e, desse jeito, a população ficará "de pé atrás" com qualquer decisão que ocorra sobre a ocupação da Maesa. Alceu conseguiu colocar um voto de desconfiança em qualquer decisão que ele tenha.

Tiro no pé dos carnavalescos


Tudo que o carnaval de Caxias do Sul não precisava era dessa polêmica. Depois dele ter enfrentado polêmicas por mal uso do dinheiro repassado pela prefeitura e por acontecer durante a quaresma, a mudança de local do desfile acabou se tornando um tiro no pé.

Tudo isso graças ao temperamento explosivo do prefeito e a absoluta falta de clareza nos argumentos do presidente da Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas de Caxias do Sul e Região Noroeste do Rio Grande do Sul (Assencar), Elvino Santos, que já foi CC durante o governo Sartori.

Elvino não conseguiu nenhuma justificativa inteligente de por que é impossível fazer o desfile sobre paralelepípedos (se até num samba do Chico Buarque eles são citados). Também não conseguiu explicar o motivo de que a empresa contratada para som, luz e arquibancada só poderia fornecer o serviço se fosse na Plácido de Castro.

De tudo isso Elvino, e o prefeito Alceu, conseguiram fazer com que a maior parte da população, que já não vê o carnaval com "bons olhos" tratasse o tema de forma ainda mais viceral e raivosa e a outra parte, que defende o evento, se colocou contra os desmandos da prefeitura.

Era tudo que o carnaval de Caxias do Sul não precisava, entrar num "grenalização" ou "cajulização" do debate.

Decreto de Sartori impede que médicos do IPE recebam por procedimentos

Cerca de 1 milhão de pessoas dependem do atendimento pelo IPE

Está suspenso por tempo indeterminado o pagamento de consultas médicas a profissionais credenciados pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul (IPE). O IPE publicou comunicado informando que as notas de cobrança transmitidas entre os dias 1º e 20 de dezembro e consultas médicas entre 13 e 31 de dezembro de 2014, que deveriam ter o pagamentos efetuados na sexta-feira, tiveram os repasses cancelados em função do decreto do governador José Ivo Sartori (PMDB), que adotou ações de contenção de gastos.

Segundo o urologista Eduardo Gastal, credenciado ao instituto, o pagamento do IPE aos profissionais já é feito em um prazo maior do que os demais convênios. O médico explicou que as consultas são pagas sempre no dia 5 de cada mês. No entanto, com relação aos procedimentos médicos, o valor repassado aos profissionais demora até três meses. Portanto, procedimentos realizados em outubro ainda não foram pagos pelo IPE.

“A gente não recebeu as consultas que foram realizadas no mês de dezembro e, provavelmente, não vamos receber nos próximos dias pelos procedimentos realizados em outubro de 2014. Há uma defasagem de pagamentos das consultas, que já é um valor pequeno e provavelmente haverá uma defasagem no pagamento dos procedimentos que já foram realizados”, explicou Gastal.

Chega a até 30% o número de atendimentos nos consultórios médicos através do convênio com o Instituto de Previdência. Na prática, a assistência não será suspensa, principalmente, em função do vínculo existente com os pacientes. No entanto, se não existir alguma solução, os profissionais poderão se descredenciar do Instituto, onde cerca de 1 milhão de pessoas recebe atendimento.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do IPE, o diretor-presidente Valter Morigi está em compromissos durante todo o dia e, somente a partir desta terça-feira, poderá se pronunciar oficialmente sobre as consequências da falta de repasse. Em nota, a diretoria do IPE disse que solicitou à Secretaria da Fazenda que considerasse a excepcionalidade dos gastos com saúde e liberasse o orçamento, já que existe recurso em caixa para efetuar o pagamento dos serviços.

Fonte: Correio do Povo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A face cruel do capitalismo: 1% de população tem mais riqueza que os outros 99%

Um estudo realizado pela organização não-governamental britânica Oxfam aponta um dado alarmente, mas nem por isso desconhecido, pelo menos pela esquerda bem informada. Em 2016 os recursos acumulados pelos 1% mais ricos do planeta ultrapassarão a riqueza de todo os outros 99%!

Em 2009 a riqueza desses 1% era igual a 44% do total de recursos mundiais. No ano passado já acumulavam 48% e em 2016 deverão superar os 50%

O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Forum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.

"A escala da desigualdade global é chocante", disse a diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima.

"Apesar de o assunto ser tratado de forma cada vez mais frequente na agenda mundial, a lacuna entre os mais ricos e o resto da população continua crescendo a ritmo acelerado."

A Oxfam afirmou que é necessário tomar medidas urgentes para frear o "crescimento da desigualdade". A primeira delas deve ter como alvo a evasão fiscal praticada por grandes companhias.

A rende média anual dos 1% mais ricos é de US$ 2,7 milhões (R$ 7 milhões).

A cartilha do liberalismo econômico (e depois do neoliberalismo) ditava que o capitalismo criaria um mundo onde todas as pessoas (se assim quisessem) poderiam desfrutar do conforto e da riqueza que ele proporcionaria. Na prática vimos exatamente o contrário. A maior parte de população, 53%, detêm apenas 5,5% da riqueza do planeta, ou seja, para existirem os 1% extremamente ricos é necessário que existam os 53% extremamente pobres. Isso é o que está nas entrelinhas da cartilha capitalista e que muita gente não quer ver.

Reajuste de salários: acoado Sartori muda discurso e opta pela demagogia

Acoado por receber críticas de todos os lados depois de ter sancionado os reajustes do próprio salário, do vice, secretários, deputados, além do topo dos cargos do judiciário, o governador José Ivo Sartori (PMDB) e o vice, José Cairolli (PSD), optaram por abrir mão do reajuste salarial que teriam direito.

A decisão foi divulgada na manhã de hoje (19) em uma coletiva no Palácio do Piratini. A pressão foi tanta, que três dias depois da sanção do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, Sartori voltou atrás de sua decisão.

Porém isso não significa que o salário deles vá reduzir. Na prática o governador abrirá mão de cerca de R$ 8 mil e o vice de R$ 7 mil. Mas eles podem voltar a receber os novos valores quando quiserem. Em comunicado na manhã de hoje o governador afirmou: "É uma decisão de caráter pessoal, por prazo indeterminado, do governador e do vice-governador”, ou seja, a decisão pode ser revertida a qualquer momento.

O salário de R$ 25 mil continuará valendo por quatro anos e um novo reajuste, se vier, será sobre esse valor.

No final das contas o governador optou pela demagogia. Como não tinha como justificar o reajuste, depois de espalhar o terrorismo dizendo que o estado está quebrado e, por isso, pedia sacrifícios a todos, Sartori optou por desviar o foco da sua desastrada decisão. Na prática ele pode voltar a receber o salário integral no mês seguinte sem ninguém notar. A decisão, que seria digna de aplausos, é enviar um projeto à Assembleia revogando o reajuste.

Sartori tentou justificar a mudança de discurso dizendo: “Acho que quem mais erra é que não tem humildade de eventualmente voltar atrás". Parece muito nobre. Só parece. Na sexta feira, foi taxativo em dizer exatamente o contrário: "Vou assumir a decisão e suas consequências".

Não assumiu!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Em meio ao discurso de crise no estado, Sartori sanciona projeto que reajusta o seu salário, do vice, secretários e deputados

No início do governo Sartori (PMDB) há um esforço imenso para que o discurso de contenção de despesas e de crise financeira do estado seja uma verdade estabelecida. Porém a implantação do discurso tem atingido, como era de se esperar, somente os serviços que atingem a maior parte da população.

Nessa sexta-feira o governador publicou no Diário Oficial do estado as leis que reajustaram os salários do governador, vice, secretários de Estado e deputados estaduais. Além disso também tiveram reajustes os promotores e os defensores públicos.

Os reajustes foram propostos pela mesa diretora da Assembleia Legislativa, e aprovados no final do ano passado. Mesmo que Sartori diga que foi outro poder que aprovou o reajuste sua base de apoio o fez sem nenhuma restrição do futuro mandatário.

A sanção era certa, mas não deixa de ser extremamente contraditória. O Polenta News já demonstrou que o secretariado de Sartori, com menos secretários, está custando mais caro, para os cofres públicos, que o secretariado de Tarso. Sartori ainda alega que não completará todos os CCs disponíveis mas, por enquanto, isso é apenas discurso, pois não há nenhuma determinação oficial para isso.

Por enquanto o que está valendo, mesmo, é o corte de despesas para a contração dos 650 policiais civis e 2 mil policiais militares; o não pagamento dos restos a pagar do governo anterior (que irá acarretar em 20 mil demissões segundo o sindicato patronal do setor de serviços, o mais atingido) e os recursos para a saúde que virão a conta gotas.

Para o topo da pirâmide salarial veio uma grande benesse.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Blasfêmia

Mais um texto genial de Luis Fernando Veríssimo que ajuda a entender, um pouco melhor, os acontecimentos da França. 

Vamos combinar que não existe nada mais ofensivo do que um tiro na cabeça. Não posso imaginar uma blasfêmia maior do que espalhar os miolos de alguém com um AK-47. Porque tem gente dizendo que os cartunistas do Charlie Hebdo foram longe demais, o que equivale dizer que mereceram o que lhes aconteceu. É o mesmo raciocínio de quem diz que mulher estuprada geralmente estava pedindo.

“Blasfêmia” quer dizer uma afronta ao sagrado. Assim, a verdadeira discussão não é sobre o que as pessoas consideram blasfêmia, mas sobre o que consideram sagrado. A descrença em qualquer divindade é uma blasfêmia perene – ou, visto de outra forma, quem não crê em nenhum deus não pode, por definição, ser um blasfemo.

Muitas vezes, o que se faz em nome de uma crença ou de uma divindade é que é blasfêmia: uma ofensa a quem acha que sagrados devem ser a vida humana, o direito de pensar livremente e o direito de descrer. Não se está falando só do islamismo radical. Já houve tempo em que não acreditar no deus da igreja romana era razão suficiente para ser queimado vivo. Levava mais tempo do que um tiro de AK-47.

Mudando de assunto, mas não muito. A reação do George W. Bush aos ataques ao World Trade Center foi da catatonia, quando recebeu a notícia, à hiperatividade impensada que resultou na transformação da base americana de Guantánamo em campo de concentração para “terroristas” que, na sua maioria, não tinham nada a ver com o atentado e, mais tarde, na invasão do Iraque para pegar o Saddam, que também não tinha nada a ver com o 11/9, e as suas armas de destruição em massa, que não existiam. Mas faça-se justiça: num dos seus primeiros pronunciamentos depois dos ataques, quando já se sabia quem eram os responsáveis, Bush fez questão de alertar contra perseguições aos muçulmanos no país, que não tinham culpa da ação radical de uma minoria.

Na França pós-7/1, com sua imensa população muçulmana, vítima do ressentimento de boa parte da maioria francesa e da crescente reação a imigrantes em toda a Europa, vai ser difícil seguir um conselho como o do Bush. A direita inchou do 7/1 para cá, na França. Se sua pregação racista vai prevalecer contra a tradição libertária da terra dos direitos humanos, é o que se verá nas próximas eleições. Os AK-47 podem ter matado muito mais do que 17 pessoas.

Liminar proíbe asfaltamento da rua em frente à Maesa

Uma liminar concedida agora a pouco (15) impede a prefeitura de executar o asfaltamento da Rua Plácido de Castro, em frente à Maesa. A proibição foi resultado de uma ação de um servidor público federal que considerou que a obra descaracterizaria o prédio, que foi repassado pelo governo do estado, como patrimônio histórico.

A juíza, Maria Aline Vieira Fonseca, expediu liminar impedindo que o asfaltamento seja feito até que seja elaborado e apresentado um parecer técnico do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Caxias do Sul (Compach). O descumprimento da decisão acarreta em multa.

O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) anunciou o asfaltamento do trecho para que o desfile do carnaval desse ano fosse realizado no local. A data dos desfiles é dias 13 e 14 de fevereiro. Mesmo sem liminar o tempo é extremamente curto para a obra.

Realizar um laudo técnico favorável ao poder público e aprova-lo no Compach não é uma tarefa difícil, mas o trâmite impedirá que a obra fique pronta para a data prevista. Outra questão é que a obra agora não será apenas um imposição do prefeito. Ela necessitará, obrigatoriamente, do aval de outros setores.

Hoje, também, Ricardo Fabris de Abreu, autor do pedido de liminar, protocolou um pedido de tombamento histórico do trecho em frente à Maesa. Essa discussão também será avaliada pelo Compach que emitirá um parecer. A palavra final ficará com o prefeito.

Ainda haverá muita discussão sobre essa caso. Discussão que poderia ser mais produtiva se o prefeito não bancasse o autoritário todas as vezes.

Procurador do Município afronta a Constituição Federal

Com suas declarações revanchistas e rancorosas sobre a Ação Popular intentada por um servidor da Justiça do Trabalho, o Procurador-geral do Município mostrou-se precipitado e pouco (ou nada) profissional.

Victório Giordano da Costa, declarou em entrevista que fará parecer contrário à ampliação do prédio da Justiça do Trabalho onde trabalha o autor da Ação Popular, Ricardo Fabris de Abreu. O procurador argumentou que utilizará o mesmo critério adotado pelo servidor federal em sua ação, ou seja, que a ampliação da construção alterará a paisagem do Parque dos Macaquinhos.

Com tais declarações, Victório, que possui ampla experiência no Município, deixa o governo em saia justa. Afinal, além de feias, sua fala representa séria afronta ao princípio constitucional da impessoalidade.

Quer dizer que é assim? A análise do projeto de ampliação da Justiça do Trabalho não se dará com fundamento em questões legais, mas fundada em uma rixa pessoal do procurador com um cidadão que simplesmente exerceu seu direito? Que vergonha!

Agora ficou fácil. Se o parecer da Procuradoria for contrário ao projeto da Justiça do Trabalho, será facilmente anulável judicialmente.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ex-apoiadores de Marina Silva organizam partido ecossocialista

Nem criar a Rede Sustentabilidade, nem ficar no PSB. Fundar um novo partido político que tenha como bandeiras o ambientalismo e o ecossocialismo é o caminho escolhido por um grupo de integrantes que Rede Sustentabilidade que "rachou" com a ex-candidata à presidenta Marina Silva (PSB).

Os dissidentes da Rede representam a ala mais a esquerda do antigo grupo de Marina. O movimento começou  a ganhar força quando ela decidiu apoiar, no segundo turno, o candidato Aécio Neves (PSDB).

O primeiro encontro do grupo está marcado para essa sexta-feira (16) em São Paulo. Segundo o porta voz do movimento, Célio Turino, a inspiração foram os grupos Podemos, que na Espanha organizou grandes manifestações de rua em 2011, e o Mas, da Bolívia. "Estamos finalizando o mainfesto e, até março, já devemos estar com o partido organizado", diz Turino. Ele ainda afirma que há organizações regionais em 15 estados.

O novo partido que tem o nome (pelo menos por enquanto) de Queremos terá quatro pilares programáticos: bem viver, bem comum, ecossocialismo e cidadania.

A grande atração do encontro, dessa sexta-feira, será a deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP), além de representantes do Podemos.  Erundina, não esconde de ninguém, está "as turras" com a direção do PSB desde que o partido deu uma guinada a direita sem precedentes para um partido que tem socialismo no nome.

Enquanto isso Marina Silva não sabe se a sua Rede vai decolar, e ela abandona o PSB, ou se fica no partido e esquece a Rede. Para alguém que durante a campanha não conseguia se decidir isso deve ser um martírio.

MAESA: Asfalta ou não asfalta?

Com a mesma velocidade com que anunciou a troca de endereço da Feira do Livro, o Prefeito Alceu Barbosa Velho(PDT) anunciou a mudança de endereço do desfile de Carnaval.

Enquanto os livreiros abriram a boca, até o momento os carnavalescos ainda não se manifestaram. A não ser pelas declarações de Elvino Santos, presidente da Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas e CC do governo municipal.
Assim, na mesma data em que se informou à comunidade caxiense sobre a troca do local do desfile, também se anunciou o asfaltamento da Rua Plácido de Castro, ao lado da Maesa. Tudo em prol do Carnaval de rua. Será?

Em um momento em que os olhares caxienses estão voltados ao complexo histórico e gigantesco, sedentos por um espaço cultural, gratuito e novo, recebem a notícia de que a paisagem vai mudar.
Afinal, o Complexo da Maesa tem seu charme por ser antigo, parecer antigo. Por ser histórico. E de repente, apenas com a desculpa de que ali serão realizados os desfiles de Carnaval, a Prefeitura decide mudar o entorno do patrimônio histórico.

Acertada a ideia de Ricardo Fabris de Abreu que ajuizou Ação Popular contra a pavimentação asfáltica em torno da Maesa. Além de mudar completamente a imagem do local, o asfaltamento de uma rua larga como a Plácido de Castro, contribuirá com a impermeabilização da cidade, o que a longo prazo gera alagamentos e prejuízos ambientais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mudança do local do desfile do carnaval é bom para quem?

Em mais uma decisão autocrática o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) determinou que o desfile das escolas de samba de Caxias do Sul não será mais na rua Sinimbú. Ele acontecerá, nos dias 13 e 14 de fevereiro, na rua Plácido de Castro, em frente à Maesa.

Elvino Santos que é presidente da Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas de Caxias do Sul e Região Noroeste do Rio Grande do Sul (Assencar), tenta justificar a mudança dizendo que já era uma reivindicação das escolas de samba. Entre os motivos apresentados para a mudança está a pouca inclinação do trecho?!?!. Elvino também fala que a Plácido de Castro é mais larga que a Sinimbú, o que não é bem verdade, além de que a rua pode ser trancada sem prejudicar o trânsito (prejudica menos, isso é verdade).

Por algum motivo o trecho já seria batizado pelo diretor do Samae como "Pista de Eventos da Maesa", o que poderia dar a entender que outras atividades que utilizam a Sinimbu poderiam ser realocados para a frente da Maesa.

Acontece que nem tudo são flores. A região é eminentemente residencial, mesmo que as duas quadras que são ocupadas pela Maesa tenham uma densidade populacional mais baixa, o desfile não será de apenas 200 metros. Outro problema é que o público terá menos espaço limitando ainda mais a participação. A rua ainda será asfaltada, às pressas.

Nas discussões que vimos nas redes sociais fica muito claro que uma parcela significativa da população concorda com a ideia, mas pelo motivo errado. Para eles o carnaval em Caxias do Sul nem deveria existir. Pode ser por isso que ele esteja sendo colocado em um canto escuro da cidade.

O conservadorismo caxiense, que habita, literalmente, o Centro da cidade, nunca engoliu o Carnaval. Preferem uma boa festa da colônia para lembrar tradições que nunca viveram. Em uma enquete realizada pelo Pioneiro o resultado está apertado. 55% concordam com a mudança e 44% não concordam.

Em tempo: Elvino é filiado ao PMDB e foi CC no governo Sartori.

Aprovados em concurso para Polícia Civil iniciam vigília em frente ao Piratini

Foto: Filipe Castilhos/Sul21
Fonte: Marco Weissheimer (Sul21)

Nessa segunda e terça-feiras um grupo de concursados, que foram aprovados no último concurso da Polícia Civil, realizam uma vigília na frente do Palácio Piratini. O grupo cobra do governador José Ivo Sartori (PMDB) a convocação imediata dos candidatos aprovados. No final do ano o governador Tarso Genro (PT) autorizou a convocação de 650 policiais civis para iniciar treinamento preparatório. Ao tomar posse, Sartori publicou um decreto suspendendo as novas contratações.

“Começamos hoje [ontem] essa vigília e vamos intensificar a mobilização nos próximos dias. Queremos que o governo chame os 650 candidatos aprovados para iniciar o curso na Academia de Polícia. O custo para esse treinamento é muito baixo. A bolsa durante o treinamento, que dura de seis a sete meses, é de R$ 1.400,00”, disse Isaac Ortiz, presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm).

O sindicato já solicitou audiência com o secretário estadual da Segurança, com o chefe da Casa Civil e com o próprio governador José Ivo Sartori para tratar do tema. “Nós queremos que todas as áreas da segurança pública entrem no guarda-chuva da excepcionalidade mencionada pelo próprio governador. A segurança não pode ser vista como um custo, mas sim como um investimento”, acrescentou Ortiz.

O presidente do sindicato alertou ainda para o impacto do corte das horas extras para os policiais civis. As delegacias de homicídios, exemplificou, trabalham 24 horas por dia, o que exige o pagamento de horas extras. Além disso, citou o trabalho dos servidores terceirizados como fundamental para o funcionamento das delegacias. No governo Yeda, esses trabalhadores ficaram três meses sem receber e os policiais chegaram a fazer vaquinhas para ajudá-los. Para Isaac Ortiz, a confirmação dos cortes de horas extras e da suspensão da nomeação dos aprovados no concurso representará um retrocesso inaceitável.

“O governo passado empossou 1.400 novos servidores, o que não foi suficiente, porém, para resolver o problema do efetivo. Há cidades que trabalham com apenas um servidor. A segurança pública é hoje uma das principais preocupações da população, o que por si só justifica a necessidade urgente da convocação dos aprovados no último concurso", finalizou.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Decreto de Sartori compromete repasse de R$ 208 milhões atrasados na área da Saúde

Quem faz o alerta é a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, Famurs. O não pagamento de dívidas da gestão passada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) vai atingir diretamente os repasses às prefeituras para o atendimento da saúde.

As pendências são de R$ 208 milhões que não seriam pagos segundo a determinação do decreto do atual governador que suspendeu, por seis meses, todos os pagamentos e despesas da gestão anterior.

Serviços considerados essenciais, como distribuição de medicamentos pela Farmácia Básica, Primeira Infância Melhor, Estratégia de Saúde e da Família, atendimentos nas UPA’s e pelo SAMU, serão atingidos se não houver o pagamento dos valores.

O presidente da Famurs, Seger Menegaz (PMDB), que é prefeito de Tapejara, se reuniu com coordenadores da Secretaria da Saúde do estado. "Por enquanto até o momento, o único retorno do governo é para evitar preocupação sobre o decreto de enxugamento de gastos do Palácio Piratini".

Uma depois da outra setores importantes do estado vem apresentando preocupações com o decreto de não pagamento dos restos a pagar. Empresários avaliam a demissão de 25 mil trabalhadores nas áreas de serviços. A segurança é atingida pelo corte das horas extras e pela não contratação de 2 mil policiais militares e 650 policiais civis que já foram aprovados em concurso; o CPERS teme pela falta de estrutura para as escolas no começo do ano letivo e pela falta de professores e a saúde, agora, poderá ser atingida também.

De certo, ao que parece, o decreto para equilíbrio do caixa só atingiu os setores prioritários do estado. As maiores reclamações vieram da Segurança, Educação e Saúde, o que demonstra que o governador Sartori não faz a mínima ideia do que estava acontecendo quando assinou o decreto.

Com informações da Rádio Guaiba

Paulo Perico é o novo coordenador da 4ª CRE

Foto:Karine Viana/Palácio Piratini
Tomaram posse hoje os 30 titulares das Coordenadorias Regionais de Educação (CRE). A solenidade aconteceu na Secretaria de Educação com a presença do secretário, Vieira da Cunha (PDT) e dos coordenadores e adjustos das CRE.

Em Caxias do Sul o novo coordenador é o professor Paulo Perico, militante histórico do PMDB, foi professor e sócio do Mutirão e diretor da FSG. A escolha de Perico além de reforçar a presença do PMDB numa secretária administrada pelo PDT demonstra a ausência de quadros pedetistas para cumprir a função. A maior parte dos militantes do PDT na área da educação estão na secretaria municipal de educação (que trocou praticamente todos os CCs que eram do PMDB por filiados ao PDT).

Para além da disputa de espaço fica a preocupação da pouca experiência de Perico na educação pública. Querer aplicar o modelo de ensino particular na rede estadual é algo fadado a ineficiência. Um dos motivos é que o coordenador não tem essa atribuição. Outro é que, no final das contas, são os diretores de escola que implementam, ou não, as propostas da secretaria.

E falando em diretores que não implementam programas a coordeandora adjunta de Perico será a professora Janice Terezinha Zambarde Moraes, que era diretora da escola Emílio Meyer. Coincidência, ou não, (não acreditamos em coincidência) ela foi a diretora que facilitou, pela primeira vez na história, os alunos da escola participarem de um protesto contra a implementação do Politécnico no Ensino Médio. Ela era uma das maiores críticas do programa, que se assemelha muito ao modelo de reforma de ensino médio que está sendo discutido no Congresso Nacional.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Petrobras é a maior produtora de petróleo do mundo


Debaixo de um ataque pesado que já dura mais de um ano, enfrentando uma campanha midiática para desqualificar a sua importância no Brasil e na mira de quem defende a privatização da companhia, a Petrobras atinge uma marca história. Torna-se a maior produtora de petróleo do mundo, entre as empresas de capital aberto. Abaixo republicamos a matéria de Marta Nogueira da Agência Reuters.

A Petrobras tornou-se a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após superar a norte-americana ExxonMobil no terceiro trimestre de 2014, informou a petroleira estatal nesta quinta-feira.

A ExxonMobil produziu 2,065 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no terceiro trimestre, segundo o balanço da companhia, enquanto a Petrobras produziu 2,209 milhões de barris/dia no mesmo período.

Quando somadas as produções de óleo e gás, a Petrobras ainda ocupa a quarta posição no ranking, ponderou a estatal.

A notícia positiva acontece em um momento em que o preço do petróleo atingiu mínima de diversos anos no mercado internacional, reduzindo a receita com a venda do produto no exterior, enquanto a companhia ainda é alvo de acusações de envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro.

Apesar do cenário ruim, que tem feito as ações da Petrobras sofrerem na bolsa, a empresa comemora um bom momento de resultados operacionais, após diversos atrasos na entrada em operação de plataformas.

De acordo com a petroleira, ela também foi a empresa que mais aumentou a sua produção de óleo, tanto em termos percentuais quanto absolutos, em 2014 até setembro.

"Nos nove primeiros meses de 2014, a Petrobras e a ConocoPhillips foram as únicas empresas de capital aberto que registraram aumento de produção de petróleo", afirmou a estatal. "No caso da Petrobras, esse aumento foi de 3,3 por cento e, da Conoco, de 0,4 por cento."

A Petrobras destacou ainda que bateu novo recorde de produção, de 2,286 mil bpd de óleo, em 21 de dezembro, e frisou que atingiu no pré-sal do Brasil, junto com outras petroleiras, o recorde de 700 mil bpd em 16 de dezembro.

Segundo a companhia, em 2014 foram adicionados 500 mil bpd de capacidade, com a entrada em operação de quatro novas unidades de produção.

"Esse volume será gradativamente incorporado à produção, garantindo que em 2015 a empresa continue aumentando a produção de óleo e gás", afirmou.

Entretanto, a P-61, uma das plataformas programadas para o ano passado, que inicialmente entraria em operação em 2013 no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, não havia começado a produzir até o final de dezembro.

O crescimento na produção em 2014, após pesados investimentos nos últimos anos, ocorreu depois de dois anos de recuo na extração no Brasil.

Em sua última previsão, a estatal previu elevar a produção de petróleo no país entre 5,5 e 6 por cento em 2014, abaixo da meta de 7,5 por cento traçada inicialmente no ano passado, em meio a atrasos na entrega de equipamentos.

A empresa ainda não divulgou a produção fechada de dezembro.

Inflação fica abaixo do teto da meta em 2014

Apesar de todos as "previsões" de economistas divulgadas pela imprensa, os famosos urubólogos, a inflação oficial ficou abaixo do teto de 6,5%. O índice, medido pelo IPCA ficou em 6,41%.

Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a inflação de 2014, apesar de todos os desafios, ficou dentro da meta. “A inflação do IPCA em 2014 foi 6,41%, abaixo do máximo de 6,5%, o teto. Agora, em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, porque janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, há mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus etc”.

Para os urubólogos sobrou errarem mais uma vez. Miriam Leitão a mais famosa "colunista de economia" do Brasil já coleciona 12 "erros" em sua previsão. Todos os anos ela afirma que o Brasil entrará em crise e a inflação está descontrolada.

Em julho desse ano chegou a afirmar que a Copa do Mundo iria atrapalhar a economia. O que se viu foi justamente o contrário. Quem apostou contra a Copa, perdeu. Quem apostou na volta da inflação, perdeu também.

Tirando alguns tucanos extremistas o caos nos preços não é visto por mais ninguém, com um bom grau de inteligência. Excetuando-se o setor do transporte público de passageiros. Com os preços das tarifas represados há dois anos, em alguns casos, e sem uma profunda mudança no modelo de negócios e concessões os novos valores das passagens de ônibus estão sendo bastante elevados.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

'QUISERAM MATAR CHARLIE, MAS O TORNARAM IMORTAL'


Por Roberta Namour, correspondente do Brasil 247 em Paris

A França está de luto. Espontaneamente, mais de 100 mil franceses saíram às ruas no final da tarde desta quarta-feira, pelos quatro cantos do Hexágono, em uma manifestação silenciosa, pacífica, mas carregada de emoção.

Um dos tripés dessa sociedade foi brutalmente quebrado. A tão prezada “liberté” francesa foi assassinada quando dois atiradores invadiram a redação do semanário Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas, a maioria jornalistas, deixando outra dezena de feridos.

Charlie Hebdo é um dos principais símbolos da democracia francesa. Seus líderes estão agora mortos por terem defendido ao extremo o direito da liberdade de expressão. Ironizavam políticos e líderes religiosos com charges criativas. Morreram em uma vingança pelo profeta Mohammed, como anunciaram covardemente os atiradores antes da fuga.

Eles quiseram matar Charlie, mas o tornaram imortal. O semanário é agora o mártir de uma sociedade que, embora unida, se sente cada dia mais ameaçada. Dois dos suspeitos continuam foragidos. Mas o maior temor é o do inimigo invisível, de uma 'islamofobia' palpável e crescente.

Ontem mesmo, do Palácio do Eliseu, líderes religiosos se uniram em um comunicado para exprimir revolta: “A vida humana é preciosa aos olhos de deus”.

Pela quinta vez na história da França, o país decretou luto oficial. O ato foi convocado pelo governo francês apenas nas mortes dos líderes políticos François Mitterrand, Georges Pompidou, Charles de Gaulle, e após o atentado de 11 de setembro em Nova York.

Hoje a França amanhece ferida, mas mais combativa do que nunca. Je suis Charlie!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Piso nacional do magistério é reajustado em 13%. Como ficará a situação no RS?

Com certeza o governo Sartori não pagará o piso nacional do magistério. Seu secretário de educação, Vieira da Cunha (PDT), quando candidato a governador assinou compromisso que pagaria o piso. A luz dos primeiros decretos do governador é certo que o piso não será pago e os professores não poderão ir buscar ele nem no Tumelero.

Mas ficam duas perguntas no ar que também são extremamente importantes:

1) Sartori reajustará o valor do completivo?

2) Sartori manterá a política de reajustes do salário do magistério começada pelo governo Tarso?

A primeira pergunta é crucial. O completivo, atacado durante a campanha principalmente por Vieira da Cunha atinge, principalmente, os professores que ingressam na base do plano de carreira (professores que tem apenas o ensino médio). Esse valor evita que, em futuras disputas judiciais, os restos a pagar sejam significativamente menores. Com o decreto de Sartori congelando pagamento de fornecedores, nomeações e contratações por 180 dias, parece certo que o valor do completivo não seja reajustado causando uma defasagem, ainda maior, entre o salário do magistério e o piso nacional.

A resposta a segunda pergunta leva em conta se o governador irá continuar com uma política de reajustes salariais para se aproximar cada vez mais do pagamento do piso nacional. Em dezembro de 2011 o valor do menor salário pago para um professor, por 40 horas era de R$ 791,08. Em dezembro desse ano o valor é de R$ 1260,22. Mesmo com reajuste de 76% faltavam mais de R$ 400,00 para chegar ao piso (valor que era pago em completivo). Irão faltar R$ 700,00. Qual será a política de reajustes salariais do governo Sartori?

Na manhã de hoje o governador e o secretário de educação se reuniram com o CPERS. Veremos os próximos desdobramentos.

Cortes de Sartori podem prejudicar início do ano letivo, adverte CPERS


Fonte: RS Urgente

O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) manifestou preocupação nesta segunda-feira (5) com as primeiras medidas anunciadas pelo governo Sartori, que, entre outras coisas, suspendem nomeações de aprovados em concursos, contratações de servidores e congelam por um período de 180 dias o pagamento de fornecedores do Estado. Essas medidas, disse o sindicato, podem representar “a retomada de um passado de retrocessos” para a categoria. Na avaliação do CPERS, o “pacotão da austeridade” de Sartori pode inclusive prejudicar o início do ano letivo, devido à suspensão das nomeações de professores e funcionários de escola concursados, das contratações temporárias e da limitação das convocações.

As primeiras medidas do novo governo, disse ainda o CPERS, podem resultar na falta de infraestrutura das instituições escolares, como a suspensão da contratação de obras e o repasse de verbas. Além disso, existe a possibilidade de interrupção na contratação de convênios para a formação continuada dos educadores. A entidade também manifestou preocupação com o artigo 2, inciso III, que fala sobre a reestruturação do quadro de pessoal: “Onde está acontecendo a reestruturação? Ou existe uma vontade política de retomar o QPE após 180 dias? O QPE foi uma alteração do quadro de escola, aplicado a 28 anos, de forma arbitrária e desrespeitosa. Foi um momento de forte pressão psicológica para os professores”.

O CPERS anunciou que, nesta terça-feira (6) solicitará uma audiência com o governador José Ivo Sartori pedindo esclarecimentos sobre o quadro de professores e funcionários para o início do ano letivo. “Está completo ou haverá a falta desses profissionais? Também questionaremos se está dentro do programa de governo retomar o famigerado QPE. É urgente que o governo nos esclareça essas questões”, disse a presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Abril devolve prédio. Busto do fundador é retirado



Quem chegou para trabalhar na Editora Abril, nesta segunda-feira, teve uma surpresa. O busto do fundador do império, Victor Civita, não está mais na recepção do prédio, na Marginal Pinheiros.

O motivo: em crise financeira, a Abril devolveu metade do espaço para a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que é dona do empreendimento.

A Previ, agora, irá alugar o espaço para outros clientes corporativos e decidiu retirar o busto porque, aos poucos, a Abril se torna minoritária no local.

A crise financeira da Abril tem raízes tecnológicas (a migração do leitor para plataformas digitais) e econômicas (a disseminação de conteúdos gratuitos de qualidade), mas também editoriais.

Ao se engajar politicamente de forma inédita, tendo rodado milhares de exemplares da famosa capa de Veja 'Eles sabiam de tudo' para que a mesma fosse distribuída como um panfleto político, às vésperas de uma eleição presidencial, a Abril perdeu credibilidade e leitores – e ainda se viu forçada a publicar um direito de resposta no dia do voto.

Recentemente, a Abril anunciou o fechamento de revistas como a Info, que migrou para a plataforma digital. Cerca de 10 publicações foram transferidas para a Editora Caras. E os carros-chefe da editora, Veja e Exame, também vêm sofrendo cortes nas áreas editorial e comercial.

Sem discutir com ninguém Alceu muda o local da Feira do Livro

Sem nenhuma discussão, sem nenhuma consulta, no sopetão. Foi assim que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) informou que a Feira do Livro de Caxias do Sul irá mudar de lugar. Ela saí da Praça Dante e vai para a Estação Férrea.

A ideia havia sido levantada pela secretária de cultura, Rubia Frizzo. A justificativa seria o maior espaço físico que da Estação Férrea, além de estacionamento. A secretária, porém, achava que a mudança traria polêmica e afirmou, em reportagem ao jornal Pioneiro no final de semana que deve existir uma discussão saudável sobre o assunto e completou: "Agora é necessário afinar a ideia com os livreiros".

Mas não haverá afinação. Na manhã de ontem (05) o prefeito Alceu foi taxativo: "Está certo (que vai mudar), não tem mais volta. Disse para a secretária meter bala". O tom de sua fala foi muito semelhante ao usado, quando ainda era vice prefeito, para a construção da cancha de rodeios na Festa da Uva. Na época ele disse "ou sai a cancha ou saio eu".

A medida, que atinge diretamente os livreiros, os pegou de surpresa. Cristiano Bartz Gomes, presidente da Associação, diz que a entidade não concorda com mudança e já havia manifestado contrariedade quando foi sondada pela Secretaria Municipal de Cultura. Ele considera a decisão precipitada, já que não houve discussão formal com os livreiros.

Cristiano é contra a mudança de endereço da feira. "Vamos procurar o prefeito. Vamos rediscutir essa ideia, porque, enfim, foi uma decisão unilateral, não fomos consultados, não fomos chamados para o debate. O prefeito nos surpreende fazendo essa declaração nessa época do ano (período de férias), sem ter conversado com os livreiros". 

Cristiano pode estar surpreso, mas nós não. Demorou um pouco para aparecer o lado autoritário do prefeito, mas ele está sempre presente. Alceu Barbosa Velho nunca foi muito de debate ele adora que tudo saia do jeito que ele quer e azar de quem não gosta.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"Cortes" de Sartori atingirão a segurança pública

Brigadianos aprovados no concurso não serão chamados,
pelo menos até a metade do ano
Foram precisos 5 dias para que o governador Sartori (PMDB) descumprisse a primeira proposta de campanha, a ampliação do efetivo da Brigada Militar. Como todos sabem o governador, durante a campanha, propôs, diretamente, muito pouca coisa. Mas foi possível levantar alguns pontos (veja aqui). Esse foi o primeiro a não ser cumprido.

Os cerca de 2 mil aprovados no concurso da Brigada Militar (BM), que iriam repor parte da defasagem de efetivo no policiamento ostensivo e no Corpo de Bombeiros, não serão chamados para começar os cursos preparatórios. Além disso os 650 políciais cívis que haviam sido convocados no final do governo Tarso (PT) não devem ser nomeados.

Esses policiais deveriam ser nomeados no começo do ano para passarem por treinamento para, só depois, exercerem suas atividades. Com o decreto, assinado pelo governador Sartori, que proíbe novas nomeações, contratações e realização de concursos por 180 dias, esses novos policiais só começariam o curso, se tudo der certo em julho e entrariam em efetividade no final do ano.

Além de não aumentar o efetivo e, com isso, obrigar uma sobrecarga maior de trabalho dos policiais e bombeiros, outra questão está deixando-os preocupados, a suspensão das nomeações. O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm), diz que há medo, na categoria, com os comentários de que podem haver represamento de promoções e até corte nos salários.

Sartori mostra, agora mais claramente, o projeto de governo que ele vai implementar. Não se diferenciará muito da ex-governadora Yeda. Redução drástica dos serviços do estado, políticas sociais sem apoio e privatização da maquina pública para beneficiar os mais próximos do poder. O "saneamento das contas públicas" será pago pelos gaúchos e gaúchas mais pobres, justamente os que mais se utilizam dos serviços do estado, que estará ausente.