quinta-feira, 30 de abril de 2015

Curitiba vive guerra contra confisco de Richa

Curitiba foi palco de um dia de confronto entre servidores e policiais no Centro Cívico. Como no dia anterior, o Batalhão de Choque jogou bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, além de balas de borracha, contra os manifestantes. Sob o comando do secretário de Segurança do Estado, Fernando Francischini (SDD), a Polícia Militar utilizou até mesmo helicópteros para atacar os servidores. Professores feridos procuraram refúgio na Prefeitura, que já atende mais de 100 feridos. Estima-se que 20 estejam em estado grave. "Parece uma praça de guerra", publicou no Twitter o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), promove uma ação "truculenta", "absurda" e "ultrapassada" ao enviar policiais militares para cercar a Assembleia Legislativa a fim de impedir que servidores públicos estaduais acompanhem a votação de um conjunto de medidas que tem como objetivo resolver problemas financeiros do Estado e põe em risco benefícios do funcionalismo. Esta foi a opinião manifestada pelo presidente do PT do Paraná, deputado federal Enio Verri, em entrevista ao Brasil 247.

"É uma atitude truculenta e absurda, ultrapassada, parece o Brasil do século 19", declarou Enio Verri. "Na verdade são trabalhadores organizados fazendo uma mobilização não para conquistar direitos, mas para não perdê-los. Eles (governo) não têm diálogo nenhum com o setor público e ainda por cima mandam colocar a polícia", acrescentou o deputado federal. Os professores estão em greve desde sábado 25 contra as medidas, que alteram principalmente a fonte de pagamento para o Fundo Previdenciário ParanaPrevidência.

A votação em segundo turno do chamado 'pacotaço' de Richa começou no início da tarde desta quarta-feira. Os deputados chegaram a interrompê-la em decorrência do conflito fora da Casa, mas durou pouco. O líder do governo, deputado Romanelli, sugeriu que parlamentares tentassem conversar com os manifestantes. No entanto, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a sessão continuaria. "Nós estamos aqui em uma sessão normal. Fora da Assembleia é questão da Secretaria de Segurança Pública", disse.

Para Enio Verri, este "sem dúvida" é o momento "mais grave" da gestão de Richa, que conforme lembrou o petista, já provocou diversos outros problemas, como a falência do Estado. "Como ele tem maioria na Assembleia, ele manda para lá [o projeto] e os deputados se submetem a uma coisa tão prejudicial para o Estado", comentou.

No final da tarde a proposta foi aprovada por 31 a 20 votos. O confronto lembra um episódio ocorrido na gestão do hoje senador Álvaro Dias (PSDB), que soltou a cavalaria contra os professores em 1988 quando era governador do Paraná.

Mais um acidente de trânsito no Bairro Panazzolo

Um acidente na esquina das ruas Silveira Martins e Santo Ceroni, no Panazzolo, acrescentou mais um caso numa longa lista de incidentes semelhantes no local. No último dia 27, em frente ao bar Kerwald houve uma colisão entre dois veículos. 

A Associação de Moradores de Bairros (Amob) Panazzolo informa que apresentou diversos requerimentos solicitando providências a Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana da Prefeitura de Caxias do Sul. 

O requerimento apresentado pela Amob Panazzolo era acompanhada com um abaixo-assinado contendo 800 assinaturas e de relato de colisões e atropelamentos nestes cruzamentos nos dois últimos anos. 

Os cinco cruzamentos onde solicitamos semáforos são:

- Luiz Antunes com João Mocelin (Bar Deck)
- Luiz Antunes com Fermino Minghelli (Centro de Cultura Ordovás)
- Luiz Antunes com Daltro Filho (antigo Armazém Wegner)
- Fermino Minghelli com Santo Ceroni (Bar Kerwald)
- Luiz Antunes com Thereza Pezzi e Francisco Pezzi

Infelizmente a resposta do poder pública foi negativa e até mesmo displicente. Rogerio Garcia, diretor de Sinalização da secretaria declarou que "foi feita análise nos locais, onde foi constatado que a maioria dos acidentes ocorre por distração e imprudência dos motoristas."

O argumento da Amob é de que o bairro cresceu muito nos últimos anos e o fluxo de veículos no local aumento ainda mais. "Sem o devido incremento na sinalização acontecerão cada vez mais colisões, atropelamento e, infelizmente, óbitos". Afirmou Ana Lucia Grandi de Abreu, presidente da Amob. 

Com informações da Amob Panazzolo

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Câmara aprova retirada de aviso de produtos transgênicos

* publicado originalmente na Carta Capital

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira 
28 o projeto que acaba com a exigência de afixar o símbolo de transgenia nos rótulos de produtos geneticamente modificados (OGM) destinados a consumo humano.

O texto modifica a Lei 11.105/2005 que determinava a obrigação da informação em todos os produtos destinados a consumo humano que contenham ou sejam produzidos com OGM ou derivados, por exemplo, milho, soja, arroz, óleo de soja e fubá.

De acordo com o projeto, o aviso aos consumidores somente será obrigatório nas embalagens dos alimentos que apresentarem presença de organismos transgênicos “superior a 1% de sua composição final, detectada em análise especifica” e deverá constar nos “rótulos dos alimentos embalados na ausência do consumidor, bem como nos recipientes de alimentos vendidos a granel ou in natura diretamente ao consumidor”. Nesses casos, deverá constar no rótulo as seguintes expressões: “(nome do produto) transgênico” ou “contém (nome do ingrediente) transgênico.”

Assim como ocorreu com a aprovação do projeto de lei sobre a biodiversidade, o debate sobre o fim da exigência do rótulo colocou em oposição deputados da bancada ruralista e defensores do meio ambiente, que argumentaram que o projeto retira o direito do consumidor de saber o que está comprando.

“O projeto é excelente, garantimos o direito do consumidor ser informado”, defendeu o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), membro da bancada ruralista. Segundo ele, 90% da soja e do milho comercializados no Brasil têm produtos transgênicos em sua composição.

“Nós não podemos, nós mesmos, criar obstáculos para o consumo dos nossos produtos. O agronegócio é que alimenta o país”, reiterou o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), relator da matéria na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

“Eu queria alertar que esse projeto visa a diminuir o nível de informações que tem hoje. Ele não está acrescentando nada; ele está retirando o direito do consumidor de saber que produto está levando para a sua casa”, disse o líder do PV, Sarney Filho (MA).

“Se hoje o agronegócio é uma das atividades que beneficia o Brasil, se é uma atividade dinâmica, ele tem a responsabilidade de informar corretamente o consumidor”, completou.

“Se todo mundo aqui diz que o transgênico é uma maravilha, porque quer retirar o símbolo [que identifica o produto] do rótulo. Isso é muito contraditório”, ressaltou o vice-líder do PT, Alessandro Molon (RJ).

Ao fim da votação, os deputados contrários ao projeto conseguiram retirar do texto trecho que determinava que os alimentos que não contêm transgênicos só poderiam inserir na embalagem a informação “livre de transgênicos” se houvesse produtos “similares transgênicos no mercado brasileiro e comprovada a total ausência no produto de organismos geneticamente modificados, por meio de análise específica.”

“Não há motivo para inserir essa restrição no projeto”, disse Molon. O texto agora vai para análise e votação dos senadores.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Movimentos sociais e sindicatos promoveram protestos em quatro capitais contra a Rede Globo, no mesmo dia em que a emissora chega aos seus 50 anos de fundação, neste domingo (26). Manifestantes criticaram a emissora pela colaboração com a Ditadura Militar (1964-1985) e pela campanha de apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Os atos aconteceram em São Paulo (SP), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) e foram apoiados por sindicatos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Sem-Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Em São Paulo, as estimativas iniciais dos organizados dão conta de quedos organizadores indicam que pelo menos mil pessoas participaram do ato. Na capital gaúcha, a afiliada da Rede Globo – o Grupo RBS - foi denunciada na Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga manobras para sonegar impostos. Os desvios totais da supostas fraudes em nível nacional podem ter chegado a R$ 19 bilhões, segundo as investigações.

Em Brasília, o Levante Popular da Juventude jogou tinta vermelha na sede da Globo na capital federal, em referência ao sangue de brasileiros derramado pela Ditadura, que a emissora apoiou politicamente.

Em Caxias do Sul o movimento reuniu um grupo de pessoas que se concentrou na Praça Dante Alighieri. O grupo seguiu em caminhada pela Av. Julio de Castilhos até São Pelegrino. 

Veja ataca liberdade de expressão



Em sua edição online, a revista Veja tenta, mais uma vez, intimidar veículos de comunicação que não se submetem à sua cartilha editorial antidemocrática e, em muitos casos, contrária aos interesses nacionais.

No site de Veja.com, o post "Lava Jato segue a pista: dinheiro de propina para blogs governistas" aborda, com ares de escândalo, uma lícita e estritamente privada relação comercial.

Em setembro de 2014, a Jamp Engenheiros Associados, empresa ligada ao grupo Engevix, procurou a Editora 247 interessada na produção de conteúdo sobre a área de infraestrutura. Os serviços foram prestados, pagos e devidamente tributados, como em qualquer relação comercial.

Antes disso, Veja já havia tentado atacar a credibilidade do 247, associando-a um suposto bilhete do doleiro Alberto Youssef. Na verdade, o bilhete em questão é de um executivo da empresa de viagens e turismo Marsans, que negociou um projeto comercial com a Editora 247, que não chegou a ser executado (leia mais em "Nota do 247 sobre a calúnia de Augusto Nunes").

Assim como no episódio anterior, a tentativa de intimidação de Veja, mais uma vez, fracassará. O 247, que se consolidou como um dos maiores e mais influentes veículos de comunicação da internet brasileira, manterá sua linha editorial, independente, plural, democrática e combativa.

Toda documentação contratual relativa a essas legítimas relações comerciais se encontra disponível nos arquivos da Editora 247.

Essa atitude da revista Veja não nos causa estranhamento. Com o advento das novas tecnologias e das redes sociais, somada a escolha editorial de contratar o que tem de pior no jornalismo brasileiro, a publicação perdeu muito de sua influência. Em seu site ela pode vetar os comentários que não sejam favoráveis a suas matérias, mas quando ela cai na Facebook ou no Twitter a situação muda drasticamente. A Veja está perdendo leitores e anunciantes (é arriscado ligar sua marca a uma publicação que mente descaradamente). No desespero para salvar seu negócio eles partem para qualquer baixaria.

Com informações de Brasil 247

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sartori e a incrível arte de não dizer nada

Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
Sartori (PMDB) participou da reunião-almoço da CIC. Diferente dos últimos quatro anos a entidade basicamente não reclamou de nada. Para os empresários, eleitores e financiadores de Sartori, o Rio Grande do Sul está uma maravilha. O presidente da CIC, Carlos Heinen, fez um pronunciamento falando da competência política e gestão administrativa. O presidente da CIC consegue enxergar algo que mais nenhum gaúcho vê: um governo que começou bem.

Mas nem o clima familiar fez com que o governador Sartori se empolgasse e falasse como pretende governar o estado. Nas perguntas, poucas inclusive, as respostas eram sobre outros assuntos, quase uma situação esquizofrênica.

Duas passagens captadas pela colunista do Pioneiro Rosilene Pozza demonstram bem isso:
Ao ser perguntado sobre os procedimentos que uma empresa deve ter para se instalar no interior, Sartori respondeu: "Ninguém vai me tirar a alegria. Contei umas oito piadas a amigos ontem (terça)"!
Perguta: "Você está feliz no cargo?"

Resposta de Sartori: "Não descarto criar um organismo para cuidar dos presídios. Estamos avaliando."

Nosso estado está sendo governado por uma pessoa que não consegue responder uma pergunta com começo, meio e fim.

Professores não foram buscar o Piso no Tumelero

O CPERS mobilizou os professores gaúchos para um protesto, na manhã de hoje (24). A manifestação começou na frente da Secretaria da Fazenda e continuou até o Palácio Piratini.

A reivindicação dos professores era o pagamento do piso nacional do magistério, a contratação de novos professores e servidores para as escolas e melhorias no atendimento do IPE (Instituto de Previdência do Estado).

Os professores gaúchos não foram até o Tumelero buscar o piso, como sugeriu na campanha o então candidato, e agora governador, José Ivo Sartori (PMDB). Em frente a Secretaria da Fazenda os manifestantes portavam cartazes com os dizeres: "Feltes (secretário da Fazenda) abre o cofre".

A mobilização paralisou diversas escolas da capital. No interior também houveram atos semelhantes. Alguns foram em locais públicos outro foram nas próprias escolas.

O governo do estado afirma que não tem como pagar o piso nacional do magistério. Além de não apresentar nenhuma proposta para atingir o valor, o governo Sartori, todo o mês, faz terrorismo com a possibilidade de parcelamento de salários. Na manhã de hoje Sartori decidiu não pagar a parcela da dívida com a União.

Se continuar desse jeito os professores passarão 4 anos sem nenhum reajuste. Situação bem diferente dos 76% de reajuste concedidos pelo governo Tarso (PT).

Sem rumo Governo Sartori dá mais um calote

Foto: Karine Viana/Palácio Piratini
Em entrevista coletiva hoje (24) de manhã no Palácio Piratini, o governador José Ivo Sartori (PMDB) decidiu atrasar o pagamento da dívida mensal do estado com a União, no mês de abril. Segundo o governador a atitude seria para poder pagar a folha de pagamento em dia.

Mais de 100 dias depois de iniciado o governo, Sartori já deu calote nos fornecedores, nos hospitais filantrôpicos, cortou a contratação de 2500 policiais militares, civis e bombeiros e cortou em 40% as horas extras, inclusive as da Brigada, que fez sumir o policiamento das ruas.

Depois de fazer uma "caravana" pelo estado para explicar a situação financeira do executivo o governo não apresentou nenhuma medida concreta para enfrentar a crise, que foi o principal tema de debates da campanha. Até agora a única medida é o calote.

Em maio o drama continuará, e até ficará pior, pois passará a valer um reajuste salarial concedido à policia civil.

O calote da divida com a União, herdada no governo Britto (PMDB) pode gerar mais problemas para o estado do que soluções. Com a condição de inadimplente o governo federal fica proibido de fazer os repasses constitucionais ao estado, sob pena de responsabilização pelo Tribunal de Contas.

Sartori tenta afirmar que não é calote é adiamento do pagamento. "Não estamos suspendendo nem cancelando o pagamento de dívida e muito menos declarando moratório. Será única e exclusivamente neste mês", anunciou o governador.

Questionado se ele já havia informado a União sobre o atraso, já que Sartori esteve reunido com o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ontem (23), o governador continuo seguindo seus estilo lacônico: "Tem coisas que a gente não fala publicamente tudo".

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Blogueiro anti-PT recebe pagamentos do governo do PSDB em São Paulo, diz Folha



por Rodrigo Vianna

O sujeito usa, nas redes sociais, o codinome de “Gravataí Merengue”. O sujeito é um daqueles ex-esquerdistas que passaram pro outro lado – de mala e cuia. Trabalhou com Marta e Soninha, mas hoje ajuda a distribuir conteúdo anti-petista na internet.

Até aí, nenhum problema, isso faz parte do jogo político. Se não fosse um detalhe: a empresa de Gravataí recebe por “serviços de comunicação prestados” ao governo do PSDB em São Paulo. Trata-se, segundo reportagem da “Folha” (que o UOL esconde, na versão digital), de uma triangulação: a subsecretaria de Comunicação de Alckmin (chefiada pelo ex-repórter da Veja Márcio Aith) contrata a agência Propeg, que por sua vez manda a grana para Gravataí.

E não é dinheiro de pinga, não! São 70 mil reais por mês!

Gravataí é dono do site Implicante que, segundo a “Folha”:

“publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.“
A pergunta óbvia: quantos outros sites na internet são beneficiários de triangulação semelhante no esquema tucano?

Lembremos que o PSDB vive acusando os chamados “blogs sujos” de receberem dinheiro do governo federal. Curiosamente, surge agora a suspeita de que são os tucanos que ajudam a difundir notícias contra o PT usando – supostamente – recursos do contribuinte paulista.

É assim que se pretende combater a corrupção no Brasil?

Por último, vale ressaltar: não é a primeira vez que blogueiros de direita são acusados de receber ajuda monetária por intermédio do PSDB…

Anos atrás, Reinaldo Azevedo, que escreve para a revista da marginal, parece ter-se incomodado com os boatos de que teria recebido dinheiro de uma empreiteira, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Castelo de Areia.

Tão “indignado” ficou o blogueiro que ele mesmo publicou a planilha da empreiteira, em que o nome “Reinaldo Azevedo” aparece ao lado do valor “50.000,00″ e da anotação “Andrea Matarazzo” (uma referência ao conhecido operador financeiro do PSDB, que hoje é vereador em São Paulo).

Azevedo chegou até a ensaiar uma explicação para o fato, publicada em seu blog:


“Em 2004, quando assumi a direção da revista Primeira Leitura, falei com muita gente, percorri muitas empresas, tentei tornar o veículo viável economicamente — que é o que fazem todas as pessoas na posição que eu ocupava. É possível que tenha sido Matarazzo a pessoa que me recomendou a alguma empresa do grupo Camargo Correa — não estou certo; se me lembrasse, diria porque não há nada de estranho, incomum ou ilegal nisso.”

De fato, não há nada “incomum” no fato de o blogueiro da Veja, quando ainda dirigia a revista “Primeira Leitura” (fundada pelo ex-ministro de FHC Mendonça de Barros, era uma publicação que eu gostava de acompanhar, porque naquela fase os tucanos ainda não haviam assumido a posição apoplética, tentavam fazer um debate racional), ter procurado ajuda de Matarazzo e dos empreiteiros.

Isso apenas escancara quais são os parceiros de Reinaldo Azevedo. Escancara também que, se o Brasil quisesse de fato combater a corrupção, não investigaria só as relações de petistas com as empreiteiras. Iria a fundo na teia de interesses que faz uma secretaria de Comunicação de Alckmin bancar um produtor de conteúdo anti-petista (supostamente, trata-se de dinheiro público usado no combate politico – pode isso?), ou que leva um operador tucano (Andrea Matarazzo) a buscar um empreiteiro para ajudar Reinaldo Azevedo.

Os dois casos mostram, ainda, um fato triste para o blogueiro que escreve na revista da marginal: na hierarquia da comunicação tucana, um Gravataí (R$ 70 mil por mês, diz a Folha) vale muito mais do que um Azevedo (R$ 50 mil, segundo a planilha da empreiteira).

Tanto Azevedo quanto Gravataí negam que tenham recebido dinheiro para falar mal do PT e bem do PSDB.

A oposição em São Paulo conseguirá instalar uma CPI para investigar a atuação da secretaria de Comuncação de Alckmin?

Polentinha: Por que o segredo na decisão do desfile da Festa da Uva?

O local, e provavelmente outros detalhes, do desfile da Festa da Uva 2016 será discutido em uma reunião a portas fechadas. Essa foi a informação repassada pela secretária municipal de cultura, Rubia Frizzo, que também é diretora de Cultura e Desfile da Comissão Comunitária da festa.

Segundo Rubia "a decisão será tomada a portas fechadas por um grupo de entidades ligadas à cultura, escolhidas pela organização do evento". A secretária não diz quantas pessoas são convidadas e quais são as "entidades ligadas à cultura". Ao Jornal Pioneiro, Rubia revelou alguns nomes:

Ana Maria Alberti, presidente do Conselho Municipal de Cultura; Fernando Bertotto, presidente da Associação dos Amigos da Casa da Cultura; José Clemente Pozenato, escritor; Eloisa Tondo, presidente da Associação dos Amigos do Largo da Estação; Cleodes Piazza Júlio Ribeiro, pesquisadora; Tânia Tonet, pesquisadora e Jayme Paviani, escritor. Esses seriam alguns dos nomes.

O diretor presidente da Festa da Uva, que antes era chefe que gabinete do prefeito Alceu Barbosa Velho classificou o grupo como "um pessoal ligado a cultura". Tanto Nespolo, quanto Rubia, dizem que não há tempo para discutir com a comunidade, pois a discussão já aconteceu em fevereiro.

A "discussão" que Nespolo se refere foi um seminário realizado no Personal Royal Hotel, no dia 18 de fevereiro, que só era aberto a convidados. A população não pode participar (veja aqui).

A Festa da Uva é cada vez menos irrelevante para a maioria da população caxiense. Retirando o efeito que ela causa no trânsito, um ou outro show que as pessoas vão ou um espaço para compras, a maior parte da população não liga para o evento. Ele só serve para a elite conservadora brincar de festa do interior.

Mas ele não deve ser relegado apenas para um pequeno grupo. São milhares, até milhões de reais de dinheiro público gasto diretamente ou indiretamente no evento. Há milhares de horas extras de funcionários públicos que são deslocados para trabalhar antes, durante e depois da festa. Além disso o resto da cidade passa por um mês de abandono.

E o governo Alceu conduz tudo no mais absoluto sigilo. Todas as decisões são tomadas em segredo sem a participação da comunidade. E o dinheiro do caxiense vai sendo destinados sabe-se lá para onde.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Câmara aprova terceirização para todas as atividades

Luis Macedo - Câmara dos Deputados
Com informações  Eduardo Piovesan (Câmara Notícias)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 230 votos a 203, emenda do relator do projeto de lei sobre terceirização (PL 4330/04), deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), e do PMDB, que muda alguns pontos do texto.

A principal mudança é aquela que mantem a possibilidade de terceirização das atividades-fim, ou seja, uma loja pode terceirizar balconistas, um banco pode terceirizar os caixas e assim por diante. Outra mudança é a que diminui de 24 para 12 meses a quarentena que o ex-empregado de uma empresa deve cumprir para que possa oferecer serviços à mesma empresa no âmbito de uma contratada de terceirização. Que também deixou a lei pior do que já era.
A emenda também determina que, nos contratos de terceirização não sujeitos à retenção na fonte de 11% da fatura – prevista na Lei 8.212/91 para serviços de limpeza ou segurança, por exemplo – ou às alíquotas relativas à desoneração da folha de pagamentos, a contratante será obrigada a reter o equivalente a 20% da folha de salários da contratada, descontando da fatura.

Outra mudança feita pela emenda diminui o recolhimento antecipado do Imposto de Renda na fonte de 1,5% para 1% para empresas de terceirização dos serviços de limpeza, conservação, segurança e vigilância.

Em relação à sindicalização, fica mantido o trecho do texto-base que prevê a filiação dos terceirizados ao mesmo sindicato da contratante apenas se ambas as empresas pertencerem à mesma categoria econômica. Entretanto, a emenda retira a necessidade de se observar os respectivos acordos e convenções coletivas de trabalho.

Quanto à responsabilidade da contratante, a emenda torna solidária a responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada.

Nesse tipo de responsabilidade, o trabalhador pode processar tanto a contratada quanto a contratante.

Veja abaixo como votou os deputados gaúchos: 

Afonso Hamm PP
Sim
Afonso Motta PDT Não
Bohn Gass PT Não
Covatti Filho PP Sim
Danrlei de Deus Hinterholz PSD Não
Darcísio Perondi PMDB
Sim
Fernando Marroni PT Não
Giovani Cherini PDT Não
Heitor Schuch PSB Não
Jerônimo Goergen PP
Sim
João Derly PCdoB Não
José Fogaça PMDB
Sim
José Otávio Germano PP
Sim
Jose Stédile PSB Não
Luis Carlos Heinze PP
Sim
Luiz Carlos Busato PTB
Sim
Marco Maia PT Não
Marcon PT Não
Maria do Rosário PT Não
Mauro Pereira PMDB
Sim
Nelson Marchezan Junior PSDB Sim
Onyx Lorenzoni DEM Sim
Osmar Terra PMDB
Não
Paulo Pimenta PT Não
Pompeo de Mattos PDT Não
Renato Molling PP
Sim
Ronaldo Nogueira PTB
Não
Sérgio Moraes PTB
Sim 


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Cuba realiza eleições no último domingo. Mas Cuba não era uma ditadura?

Fonte: Cubahora

O senso comum burro considera Cuba uma ditadura. Mas será que é verdade? Uma coisa que é escondida de todas as pessoas, não sai no Jornal Nacional, é que em Cuba há eleições sim, e a cada 2 anos e meio. 

É o que aconteceu nesse domingo, 19. O processo é também muito mais diverso sob o ponto de vista de representação das mulheres, jovens e negros. Se compararmos com as eleições municipais brasileira a diferença é assustadora. Em Cuba, nesse domingo, 35,84% dos candidatos eram mulheres; no Brasil em 2012, só 12% eram mulheres. Em Cuba 18,89% eram jovens; no Brasil só 2,4% dos candidatos eram jovens.

O processo


Desde às 7 da manhã abriram as portas de todos os colégios eleitorais de Cuba para que os mais de 8 milhões de cubanos possam participar da escolha dos representantes para as assembleias municipais e seus presidentes e vice presidentes.

Segundo a Lei Eleitoral cubana há dois tipos de eleições. As gerais, a cada 5 anos, que escolhem os deputados da Assembleia Nacional, seu presidente, vice presidente e secretariado; e as eleições parciais (que seriam as municipais no Brasil), a cada 2 anos e meio, para a escolha dos representantes locais.

Em Cuba não há voto partidário, qualquer cidadão é eleitor e pode ser candidato. A campanha é individual e se vota diretamente em um candidato. Podem votar qualquer cubano com mais de 16 anos.

Neste ano serão 63.400 novos eleitores, que votarão pela primeira vez. Ao todo são 27.376 candidatos em 12.589 distritos eleitorais as chamadas "circunscripciones", em todo o país. Desse total 35,84% são mulheres (9.815 candidatas), 19,89% são jovens (5.448), 42,59% são negros ou mestiços (11.663).

A votação encerrou às 18 horas e o escrutíneo dos votos começou logo em seguida.

Pare o Mundo: Secretário de Sartori diz que a Culpa da Violência é das Mulheres

É o que dá eleger um governo sem proposta nenhuma. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na Rádio Gaúcha, o secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini, que o problema da violência é das mulheres. 

"Antigamente, o pai era apenas o provedor do lar e a mãe ficava fazendo a educação. Hoje a mãe sai para prover o lar também e as crianças ficam sozinhas, ficam na rua, à mercê de todos os criminosos, principalmente nas periferias", foi a pérola solta pelo secretário. 

Antes de ser secretário de segurança, no Rio Grande do Sul, ele era, secretário da mesma pasta em Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (PMDB). Em Mato Grosso do Sul, durante a sua gestão os índices de criminalidade caíram menos do que no mesmo período no Rio Grande do Sul. 

Em três meses do mandato, Jacini, colocou o estado em completo caos na área de segurança. O número de ataques a caixa eletrônicos simplesmente explodiu. O número de assaltos a agências bancárias idem. Com o corte de 40% de horas extras a Operação Verão terminou antes, quarteis de bombeiros quase fecharam, o policiamento sumiu das ruas e há 2500 bombeiros, policiais militares e policiais cívis esperando serem nomeados. 

Ao invés de encarar o problema de frente o secretário preferiu voltar ao começo do século XX e achar que lugar de mulher é em casa cuidando dos filhos. Essa afirmação não é apenas um "ato falho" do secretário. Ela é componente principal da ideologia formada pelo atual governo do estado. Com apenas 1 mulher no secretariado (2 se considerar a primeira dama), o secretariado de Sartori é misógino ao extremo. Extinguiu a Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres e, constantemente, seus secretários dão discursos lamentáveis como esse. 

Quem sabe o secretário saia do século XIX e volte para o século XXI ou então saia do governo pois se continuar assim estaremos perdidos. 

domingo, 19 de abril de 2015

Mais uma polêmica no carnaval de Caxias

Agora é a vez do Ministério Público apontar problemas no carnaval de Caxias do Sul. O MP instaurou inquérito civil para investigar supostas irregularidades na destinação de verba para o Carnaval 2015. 

Segundo promotor Alexandre França o objetivo é analisar os pagamentos feitos por meio do convênio com a Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas de Caxias do syul (Assencar).

O MP quer saber se uma entidade privada pode promover o Carnaval e se esse tipo de convênio não desvirtua os modelos de pagamentos feitos pela administração pública.
O convênio de R$ 229 mil cubriu os custos de montagem das arquibancadas, som, luz e das premiações das escolas vencedoras.

Como foi realizada pela primeira vez na Plácido de Castro a prefeitura precisou asfaltar, as pressas, a rua pois segundo a Assencar seria impossível o desfile acontecer sem asfalto.

O MP aguarda a resposta, da prefeitura, aos questionamentos feitos pelo órgão, para depois dar uma encaminhamento.

Tucano se livra de ação que ficou três anos parada

O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB-SP) livrou-se da ação penal em que foi denunciado sob acusação de apropriação e desvio de recursos públicos (por 33 vezes) quando foi prefeito de Itapira (SP), entre 1997 e 2004. Munhoz foi beneficiado pela prescrição, pois completou 70 anos de idade no dia 26 de outubro de 2014. A prescrição ocorre quando o Estado perde o prazo para eventualmente punir. Trata-se da única acusação remanescente, depois que o Órgão Especial, em agosto de 2012, reconheceu a prescrição de outros crimes dos quais era acusado (formação de quadrilha, fraude à licitação e omissão de informações ao Ministério Público).

A ação penal ficou retida –sem andamento– por mais de três anos no gabinete do então relator, desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, 59. Toledo é suspeito de haver retardado a sentença para beneficiar o parlamentar tucano. No último dia 8, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou extinta a punibilidade de Munhoz e determinou a remessa dos autos ao juízo da comarca de Itapira.

A denúncia contra Munhoz havia sido recebida em 8 de agosto de 2012, por 18 votos a 1. Toledo foi o único voto vencido, ao considerar a denúncia inepta. O Órgão Especial adotou o voto divergente do revisor, desembargador Luís Soares de Mello. Durante duas sessões, Toledo não respondeu a interpelações de desembargadores que desejavam saber como justificava o retardamento do processo. O crime de quadrilha prescreveu um mês antes de Toledo proferir o seu voto. Uma reclamação disciplinar contra o magistrado –que se aposentou e assumiu o cargo de consultor do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine– encontra-se no CNJ, onde já poderia ter sido julgada desde setembro de 2013.

sábado, 18 de abril de 2015

Morador faz análise de água da Maestra e descobre que ela é imprópria para consumo



O subsíndico de um prédio no bairro Pio X, Felipe dos Santos, levou uma amostra de água fornecida pelo Samae pelo Sistema Maestra. O laboratório detectou presença de coliformes fecais acima dos permitidos pela legislação, considerando que a água estava imprópria para consumo. 

Segundo Felipe deverá ser feita uma limpeza dos reservatórios para resolver o problema, "essa limpeza custa em torno de R$ 500,00 mais toda a água que terá que ser descartada, que também gera custos", afirmou.

Felipe podera que se o Samae tivesse feito o descarte da água acumulada e que estaria contaminada, quando fez a manutenção da rede esse problema não teria acontecido.

O Samae por sua vez nega a contaminação e diz que o problema foi pontual e que a cor da água, como se fosse uma coca-cola, era derivada dos produtos usados para o tratamento. 

Por parte da oposição a vereadora Denise Pessôa (PT) entregou para a promotora Janaina De Carli dos Santos amostras de água, coletadas em vários pontos dos bairros Pio X e Santa Catarina. A vereadora questiona quem arcará com os custos de limpeza das caixas d'água e a água que teve que ser descartada. O próprio Samae orientou que os consumidores não utilizassem a água da Maestra e limpassem as caixas d'água que receberam a água contaminada. "não está claro de que forma haverá ressarcimento da água que foi jogada fora, além dos danos ambientais e os custos dos moradores com o pagamento da conta. Ela também questiona como o Samae promove a limpeza das caixas d'água. Há muitas dúvidas entre a comunidade", finaliza a vereadora.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Danny Glover apoia protestos contra a terceirização

Danny Glover mostra sintonia com os protestos
contra a legalização da terceirização
Fonte: Rede Brasil Atual

O ator norte-americano Danny Glover, conhecido por seu ativismo pelo direitos civis em seu país e no mundo – elogiou hoje (14) as lutas dos sindicatos brasileiros no processo de construção da democracia brasileira. “Os sindicatos brasileiros sempre estiveram à frente da luta em favor dos direitos civis. O Brasil ainda não se deu conta do seu potencial no mundo. Nós, norte-americanos, observamos o Brasil como um país transformador nas relações de trabalho. No que diz respeito às ações globais, precisamos nos unir neste momento de crise financeira mundial, que aumenta a precarização dos trabalhos. Por isso, nossa luta é permanente”, afirmou, durante evento que integra a programação do 9º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT. O congresso tem sua abertura oficial na noite desta terça-feira, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se estende até sexta-feira (17), em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Glover foi um dos participantes do Seminário Internacional Impactos do Racismo no Mundo do Trabalho. A mesa foi coordenada pela secretária de Igualdade Racial da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Christiane dos Santos, e teve também a participação do diretor de Política de Herança Cultural do Smithsonian Institute, James Counts Early, da vice-presidente da central União dos Trabalhadores Metalúrgicos da África do Sul, Christine Oliver, e do presidente da CNM-CUT, Paulo Cayres. Durante sua exposição, Danny Glover exibiu um cartaz contra o Projeto de Lei que permite a ampliação do uso de mão de obra em todas as atividades das empresas (PL 4.330) – em tramitação no Congresso e alvo de manifestações nesta quarta-feira (15).

O ator e ativista agradeceu o apoio da entidade na campanha de solidariedade aos trabalhadores na unidade da Nissan em Canton, Mississipi, que são proibidos de se sindicalizar. “A CNM-CUT nos deu um apoio incondicional nesta luta. E este apoio foi além, porque o Mississipi não é um lugar muito amistoso para os negros norte-americanos. Ainda não conseguimos a sindicalização, mas estamos avançando com a organização dos trabalhadores”, lembrou Glover, que também preside o Fórum TransAfrica – maior e mais antiga ONG dedicada aos direitos da comunidade afrodescendente.

A sindicalista sul-africana Christiane Oliver falou do processo de democratização na África do Sul e das desigualdades que ainda existem em seu país, mesmo após o fim do apartheid. “Achávamos que com o fim do apartheid nós iríamos ter liberdade econômica. Mas, infelizmente, o capitalismo é global, branco e monopolista. Os brancos na África ganham oito vezes mais do que os negros . E no caso da mulher, a desigualdade é ainda maior. A mulher negra ganha apenas 70% do salário do homem negro.”

James Early falou sobre a importância do movimento sindical brasileiro na abordagem do tema da igualdade racial no espaço de trabalho e na sociedade. “A luta contra o racismo é uma luta pela cidadania plena de todos os norte-americanos e os sindicatos estão participando desta luta. Não teremos uma democracia plena sem a participação do negro em espaços de poder em todos os países. Tenho certeza de que nos próximos 25 anos o Brasil será o país mais importante de toda a América. Por isso, precisamos trabalhar junto com sindicatos brasileiros desde já para colocar este tema como a principal bandeira de luta”, disse.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Movimento sindical vai às ruas contra PL da Terceirização

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Diferente do último domingo onde houve um protesto que não tinha nenhuma pauta que beneficiasse o pais, os trabalhadores foram às ruas hoje (15) protestar contra o Projeto de Lei 4330 que cria regras para a terceirização no país.

O projeto de autoria do ex-deputado Sandro Mabel (PMDB/GO) teve o texto principal aprovado no dia 7 de abril. Para garantir que o projeto não precarizase, ainda mais, os direitos dos trabalhadores.

Os atos aconteceram em 24 estados e reuniram milhares de pessoas. O impacto foi muito maior do que o número de pessoas nas passeatas pois houveram paralisações de serviços públicos como transporte público e escolas e privados como empresas, bancos e comércio.

Em Porto Alegre os trabalhadores da Carris e o Trensurb cruzaram os braços. Isso fez com que muita gente optasse por não ir, ou chegar atrasado ao trabalho. Entretanto outras empresas acabaram suprindo as linhas paralisadas.

Entre os bancos, o Banrisul, Santander, HSBC e Itaú tiveram paralisação total ou parcial. Entre as escolas estaduais as maiores, com exceção do Instituto de Educação, paralisaram as atividades. O mesmo se repetiu em várias escolas pelo interior do estado como o Apolinário de Caxias do Sul.

Falando em Caxias, o Sindicato dos Metalúrgicos, realizou paralisações em 10 empresas. Na manhã um ato reunindo metalúrgicos, bancários e comerciários protestaram pelas ruas do centro da cidade.

O PL das Terceirizações estabelece que as empresas podem contratar trabalhadores terceirizados para qualquer setor da empresa. Hoje somente podem ser terceirizados os serviços meios como limpeza e portaria, por exemplo. Se o projeto ficar do jeito que está as lojas poderão terceirizar balconistas e os bancos os caixas, por exemplo.

Segundo dados do Dieese um trabalhador terceirizado recebe, em média, 27,1% a menos do que um trabalhador não terceirizado. Outro dado da Associação dos Magistrados do Direito do Trabalho aponta que de cada 10 acidentes de trabalho 8 acontecem com terceirizados e de cada 5 acidentes fatais 4 são de trabalhadores terceirizados.

Manifestantes estragam a “festa perfeita” da Globo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha,
cumprimenta João Roberto Marinho durante sessão em
homenagem à Globo
Por Luis Carlos Azenha/Viomundo

Era para ter sido a festa perfeita. Funciona assim: a Globo recebe, “coincidentemente”, homenagem de dois deputados pelos 50 anos de sua existência. Deputados federais aos quais sempre poderá retribuir, com tempo de televisão.

Forma-se uma fila de parlamentares para falar bem da emissora.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, diz que os protestos devem ficar restritos à galeria — mas à galeria só tem acesso convidados.

Pronto: assim se monta o cenário para o Jornal Nacional.

Só que, desta vez, três manifestantes ligados ao Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação interromperam a festa.

Não puderam abrir a faixa, mas gritaram o slogan “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.

Chequem, que com certeza vai sair no JN, junto com os discursos.

“Se fosse em Cuba, isso não existiria”, bradou Heráclito Fortes, um dos maiores bajuladores da emissora no Congresso, enquanto a polícia parlamentar de prontidão retirava os três manifestantes.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Ato contra Dilma em Caxias: pouco público muito ódio

A  Brigada Militar ajudou de novo. Inflou, novamente, 
o número de participantes no ato contra a presidenta Dilma em Caxias do Sul. Mas mesmo assim o movimento esvaziou. Segundo a Brigada Militar 4,5 mil pessoas estiveram presentes na Praça Dante Alighieri nesse domingo (o Polenta News avaliou não mais de 2 mil participantes), contra os 60 mil (avaliamos que foram 15 mil) que a Brigada disse que participou no dia 15 de março.

O que não foi diferente dos dois atos foi o sentimento de ódio. Embora os organizadores e a imprensa tenham classificados como “pacíficos” de pacíficos eles não tinham nada. Em palavras de ordem e cartazes estavam presentes frases, até de baixo calão, que não deveriam ser lidas ou ouvidas pelas crianças que estavam presentes.

Junta-se a isso um grupo que distribuía panfletos, vestidos com roupas camufladas, pedido a intervenção militar. Para esse grupo a contradição de pedir, numa democracia, que a democracia seja extinta, parece que não é assimilada.

Para terminar a maior parte do movimento exige o fim de um partido político, o PT, que demonstra claramente que o movimento não tolera uma sociedade que seja democrática.

Outro fator que foi igual ao ato do dia 15 de março é o perfil do público. Brancos, classe média alta. Chegaram de carro. Os ônibus dos bairros populares estavam praticamente vazios.

Um dos líderes do movimento, Beto Maurer, tentou justificar o pequeno público: “Sabiamos que o jogo do juventude enfraqueceria o movimento”. Parece que Maurer acredita que a consciência política de seus liderados é tão fraca que um jogo de futebol faz as pessoas esquecer os problemas do país.

Brasil afora os atos registraram todos um público muito menor. Mas sobrou dinheiro. Todos os atos nas capitais tinham trio elétricos. Em Porto Alegre chegou-se ao cúmulo de um helicóptero de som sobrevoar toda a zona sul da capital para divulgar o ato. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Era só o que faltava: Samae não recomenda consumo de água em Caxias

Foto: Andréia Copini
Em mais um exemplo das trapalhadas que estão sendo feitas pelo Samae, nesse final de semana um reparo na rede de distribuição do Maestra, que durou 10 horas, resultou em água com mal cheiro nas torneiras dos moradores da Zona Norte de Caxias do Sul.

Sem saber o que dizer sobre o assunto, o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB) sentenciou: "Não recomendamos que o cidadão beba a água onde se percebe o mau cheiro. É preciso ter cautela até resolver a situação".

Sem saber também quando a situação seria resolvida, cabe ao cidadão não consumir água do Samae, que obviamente, não será descontada da sua conta no final do mês.

O Samae suspeita que o problema seja gerado pela ligação de uma adutora que esta inoperante e que teria acumulado água da chuva e barro. Para resolver o problema o Samae os técnicos irão realizar uma manobra de descarga, ou seja, irão jogar milhares de litros de água fora para poder limpar os canos.

 O Samae tem colecionado problemas há bastante tempo. A autarquia levou mais de dois anos para colocar em funcionamento, e para parar logo em seguida, o Sistema Marrecas. Mais recentemente "emprestou" uma Mitsubishi Pajero Dakar, adquirida para realizar inspeções nas barragens, para uso do prefeito. Além disso, recentemente, a prefeitura foi, novamente condenada, a devolver os valores cobrados ilegalmente do Fundo Municipal de Recursos Hídricos.


domingo, 12 de abril de 2015

Recuo de Costa muda impacto da corrupção sobre Petrobras


Delator mentiu antes ou agora? Resposta pode mudar investigação

Por Kennedy Alencar

O procurador federal Carlos Fernandes Santos Lima, que seria o estrategista do Ministério Público na Operação Lava Jato, afirmou na manhã desta sexta que a mudança de versão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, sobre a formação do preço das obras na estatal não mudaria nada na investigação. A rigor, deveria mudar, sim.

De acordo com uma reportagem da “Folha de S.Paulo”, Paulo Roberto Costa recuou em uma informação de sua delação premiada já aprovada pela Justiça. Costa afirma que a propina paga pelas empresas teria saído de suas próprias margens de lucro, não de um superfaturamento cobrado da estatal.

A ser verdade o que Costa revela agora, há alteração em relação ao impacto da corrupção sobre a Petrobras. E seria afetada ainda a versão sobre o que aconteceu ao longo do escândalo. Havia um cartel que combinava sobrepreço com envolvimento de corruptores (empresas) e corruptos (políticos e funcionários da estatal)? Ou os funcionários apresentavam um preço justo enquanto os políticos chantageavam as companhias para obter propina?

Em resumo, houve cartel, como diz o Ministério Público, ou achaque, como afirmam a defesa de empresas? No caso, os corruptores incluem os funcionários da Petrobras na prática da extorsão, não somente os políticos.

O recente recuo de Costa é importante. Não se trata de uma informação trivial, uma correção na delação, um nome que ele tenha esquecido de mencionar e lembrado depois. Trata-se do preço das obras das quais saíram as propinas. No momento, a Petrobras se prepara para lançar no balanço do ano passado o impacto da corrupção nas contas da empresa.

O juiz federal Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal precisam tirar a limpo essa questão. É necessário saber se Paulo Roberto Costa mentiu quando fez a delação premiada e afirmou que a propina era paga de um preço extra colocado nas obras. Ou se mente agora, quando diz que o dinheiro da corrupção era descontado da margem de lucro das empresas e estabelecido um preço justo.

Segundo outra reportagem da “Folha de S.Paulo”, a intenção do novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, seria fixar um percentual de 3% sobre todos os contratos suspeitos para chegar a um valor de R$ 6 bilhões de prejuízo à estatal. Mas, se não houve sobrepreço, como diz agora o ex-diretor, esse dano à Petrobras, em tese, não teria existido. No máximo, a estatal teria perdido a oportunidade de negociar desconto.

Se Paulo Roberto disse a verdade antes e agora está mentindo, há um prejuízo concreto à estatal. Ao aplicar o percentual mais alto de 3%, a nova direção da Petrobras já está superestimando o escândalo para agradar ao mercado e mostrar conservadorismo. Portanto, é preciso apurar quais eram os parâmetros de preço estabelecidos pela Petrobras para deixar uma gordura de até 3% no valor das obras. Que “preço justo” era esse?

É conversa pra boi dormir a defesa de Costa dizer que não se trata de mudança de peso na delação já feita pelo ex-diretor de Abastecimento, que afirmou recentemente que não se importava com o dinheiro, mas com o trabalho técnico na Petrobras. Uma diferença de até 3% numa obra milionária ou bilionária apareceria em qualquer planilha detalhada da estimativa de custos da Petrobras. Errar por até 3% a mais não é algo que passe despercebido em contratos de tal magnitude.

Além disso, não parece real que corruptores sejam benevolentes e retirem as propinas de suas margens de lucro. Talvez essa nova versão seja importante para a defesa de Paulo Roberto Costa em relação ao trabalho técnico que fazia na Petrobras e transfira para políticos e empresários o jogo sujo. O procurador Lima disse que Costa pode estar querendo melhorar a sua defesa. Agora, depois de delatar, obter benefícios e estar cumprindo prisão domiciliar?

Ora, Paulo Roberto Costa é um criminoso confesso, um ladrão assumido. É preciso ter cuidado com suas informações. Nesse jogo, deve ser vista com reserva sua tentativa de demonizar os políticos, passando a dar lições de moral e ética. Funcionários corruptos da Petrobras fizeram parte do jogo sujo com gosto, como mostram as fortunas que amealharam e que, supostamente, estariam devolvendo integralmente à Justiça.

Risco do discurso político do Ministério Público


Em entrevista hoje, por ocasião da décima-primeira fase da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernandes Santos Lima pediu suporte da população e da imprensa à investigação e às medidas judiciais e legislativas que envolvem a Lava Jato. Os apoios popular e da imprensa aos investigadores são mais do que notórios, porém, diferentes.

O povo tem todo o direito de fazer campanha. Já a imprensa tem o dever de informar. Nas últimas semanas, o Ministério Público passou a fazer um discurso político que não combina com o seu papel de investigador. É um discurso que pode ser mal interpretado como uma forma de tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso a endossar medidas, decisões e projetos dos quais podem, eventual e democraticamente, discordar.

Dilma e Zuckerberg planeja internet grátis


O governo do Brasil e o Facebook anunciaram uma parceria nesta sexta-feira (10) para implementar o Internet.org --projeto que oferece conexão gratuita-- no país. O anúncio foi feito na Cúpula das Américas, realizada no Panamá, após uma reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o diretor-executivo da rede social, Mark Zuckerberg. Ambos postaram foto do encontro em seus perfis na rede social. Ele escreveu ainda um texto comemorando o encontro. "Tanto eu quanto a presidente acreditamos que todos devem partilhar dos benefícios sociais e econômicos da conectividade", disse ele

Lançado em 2013, o projeto é uma iniciativa do Facebook em conjunto com os fornecedores de internet locais para permitir que usuários de qualquer celular possam acessar gratuitamente serviços básicos como Wikipedia, informações sobre clima, saúde, educação e empregos.

Atualmente, o serviço já está disponível em ao menos oito países: Zâmbia, Tanzânia, Quênia, Gana, Colômbia, Índia, Guatemala e Panamá.

Em entrevista à agência AFP, o vice-presidente global de crescimento do Facebook, Javier Oliván, disse que a empresa busca aumentar sua presença na América Latina, onde 53% da população não está online.

"Estamos na cúpula para nos unir ao diálogo na região sobre como levar conectividade a mais da metade da população latino-americana e mostrar que com as pessoas online podemos fomentar o desenvolvimento", explicou Oliván.

sábado, 11 de abril de 2015

Humor: Caprinocultura


É fácil desconstruir o discurso de direita do Movimento Brasil Livre


O Movimento Brasil Livre (MBL) quer ser o representante ponderado dos que foram às ruas no dia 15 de março e irão, ou não, no dia 12 de abril. Para tanto elaboraram um conjunto de propostas, 10 ao todo, que serve para demonstrar duas coisas: que eles tem um projeto mais sólido do que o simples "Fora Dilma" e para se diferenciar da turma do Revoltados On Line, e outros, que não estão habituados a utilizar garfo e faca.

Quando você faz uma pauta de reivindicações, obrigatoriamente, você escancara sua ideologia e seu pensamento. O MBL não é diferente. Fizemos um trabalho de desconstrução da pauta oficial do movimento. Com isso fica claro que na verdade não há recheio nenhum debaixo dessa cobertura.

Vamos a pauta:

1 - Impeachment: O MBL acha que o impeachment da presidenta Dilma é o começo da reforma política. Já no item 1 percebe-se que não há nenhum conteúdo de relevância já que 10 entre 10 juristas sérios afirmam que a tese do impeachment não avança sem provas. Se for diferente é golpe. Limitar a reforma política ao impeachment é de uma ingenuidade que pode ser até criminosa.

2 - Redução do número de ministérios pela metade - Chamada de "exemplo de austeridade" essa tese não passa de discurso do senso comum. Os problemas fiscais do país, se é que eles existem, não são criados pelo número de ministérios. Outra coisa que ninguém diz e quais devem ser extintos. Considerando o grupo podemos ter certeza que são os ministérios que dialogam com políticas sociais para os mais pobres. Outro exemplo desmonta essa tese. O secretariado de Sartori (PMDB) - com menos secretários - ficou mais caro que o de Tarso (PT), isso porque Sartori assinou um gordo reajuste salarial aos secretários.

3 - Fim da fraude orçamentária: Eles afirmam que a Lei de Responsabilidade Fiscal não é seguida no Brasil. Balela. Ela é seguida até de mais. E por isso é que programas sociais em estados, municípios e até no governo federal tem interrupções. Responsabilidade Fiscal e crescimento econômico são duas coisas diferentes. Durante o governo FHC existia Lei de Responsabilidade Fiscal, ela era seguida e o país não crescia.

4 - Saída de Dias Tofoli do colegiado julgador da Lava-Jato: Aqui a ignorância começa a ficar parecendo falta de ética. Dias Tofoli entrou no colegiado julgador da Lava Jato por sugestão de Gilmar Mendes (que não pode ser chamado de petista). De qualquer maneira ele é um de 11 ministros do STF, um dos poderes da República. Ele é alvo de críticas porque seus julgamentos não contentam os financiadores do MBL, então é mais fácil eliminar quem pensa diferente.

5 - CPI do Programa Mais Médicos: Aqui demonstra o corte de classe. A elite branca é contra a ida de médicos para atender a população mais carente do país. É isso que o Mais Médicos faz, o resto é bobagem.

6 - CPI do BNDES: Mais um corte de classe. Nesse caso dentro da própria classe. Os "indignados" não gostaram da ideia de que o BNDES, banco de fomento da produção fizesse justamente o que está no seu papel, financiasse a produção. Nos tempos de FHC o BNDES financiou as privatizações. O país ficou sem as empresas estatais, sem o dinheiro, sem a solução de problemas e vivemos uma década perdida.

7 - Ajuste fiscal sem aumento de impostos: Mau informados o MBL talvez não saiba que não houve aumento de impostos esse ano.

8 - Repúdio ao Foro de São Paulo - Quando você diz que um grupo não pode se reunir você abriu as portas da ditadura. A turma do MBL quer a ditadura. Só vai valer o seu discurso. Extinguir o direito de reunião, mesmo que sendo de um espaço que só tem relevância para a Veja, é um caso claro de censura.

9 - Concessão de asilo político a Leopoldo Lopes: Essa proposta é risível. O senhor Leopoldo Lopes não é um perseguido político pelo governo venezuelano. Se fosse ele poderia pedir asilo para quase qualquer país na América Latina e seria aceito. Poderia pedir asilo nos Estados Unidos e seria aceito. Não o faz, porque ele não é perseguido político ele é um incentivador de atos de violência na Venezuela.

10 - Fim das verbas de publicidade estatal - Quase uma proposta saída do PSOL, só que não. O que querem os "indignados" é fazer com que só uma verdade exista, a da Globo, Veja, Folha, etc. A democratização da comunicação prevê que mais pessoas possam falar, eles defendem que só uma parte das pessoas possam falar, os donos de jornais, tv e rádio.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Governo Sartori: 100 Dias, Sem Propostas, Sem Atuação

Ao completar 100 dias de mandato o governador Jose Ivo Sartori (PMDB) a única certeza que se tem é que o governador se comporta exatamente como fazia em campanha, ou seja, sem dizer uma única proposta com começo, meio e fim.

Nesses 100 dias o governo estadual se dividiu entre a choradeira pela crise econômica do estado e as trapalhadas por ações impensadas. Por trás de uma cortina de inoperância começam a ser gestados propostas que representarão um desmonte dos serviços públicos no Rio Grande do Sul.

A primeira iniciativa de Sartori foi decretar um calote, de 180 dias, no pagamento de fornecedores. Quinze dias depois ele sanciona a lei que reajuste seu próprio salário, do vice e dos secretários. Mesmo com o corte e fusão de secretarias, no total o secretariado de Sartori custa mais caro do que o de Tarso.

Não resistindo a pressão Sartori decidiu que iria devolver, aos cofres públicos, a diferença do aumento de salário. Promessa que até agora não se sabe se o governador cumpriu. Pouco tempo depois a Casa Militar abre uma licitação para a compra de roupa de cama, mesa e banho para o Palácio das Hortênsias, em Canela. Entre os itens estavam toalhas de algodão egípcio. Nova pressão, nova desistência.

Alguns dias depois o governador estendeu uma agenda oficial no sul do Estado para encaixar uma ida, de helicóptero, na feijoada de aniversário de um vereador do PMDB em Xangri-lá. No mesmo final de semana, uma decisão do secretário estadual de Saúde, suspendeu o serviço de socorro áereo do estado. Isso gerou uma crise entre a antiga equipe que precisou passar por cima da decisão do secretário para garantir o atendimento de uma criança que caiu do 3º andar de um prédio, em Capão da Canoa, e que precisava de remoção para Porto Alegre. O secretário chegou a dizer que o serviço era desnecessário, voltou atrás, falou que vai manter, mas com uma equipe nova.

No começo de março Sartori implementa o estilo terrorista ao afirmar que não sabe se conseguirá pagar os salários do funcionalismo em dia. No final de março os salários foram pagos, mas o discurso de atraso ou parcelamento continua para abril.

A política de corte de pagamentos e da redução de custos implementada pelo governo Sartori tem causado a forte diminuição de serviços públicos. Hospitais filantrópicos, que ficaram sem receber repasses do governo do estado ameaçaram suspender atendimentos. A redução das horas extras na Brigada Militar retirou policiais da rua e fez com que o crime de assalto a banco disparasse nos primeiros três meses do ano. Os cortes também atingiram a nomeação de 650 novos policiais civis e 1900 bombeiros e policiais militares.

Sartori também mudou o discurso das poucas afirmações que ele fez em campanha. Bandeira de seu vice, João Paulo Cairolli (PSD), o fim do imposto de fronteira, está longe do fim. O governo do estado não consegue abrir mão desse imposto e manter o discurso dos problemas financeiros do estado. Além disso o governo estadual tem recorrido aos saques na conta de depósitos judiciais - a mesma que Sartori criticou fortemente seu antecessor durante a campanha.

De concreto mesmo há apenas a privatização do zoológico de Sapucaia. Na lista de possíveis medidas estão as demissões de 1000 servidores da Emater, o aumento do ICMS de 17% para 18%, o aumento do limite de saques dos depósitos judiciais para 90% e a venda de 49% do controle acionário do Banrisul.