sexta-feira, 31 de julho de 2015

"não saiam de suas residências na 2ª feira" alerta associações de policiais militares

O alerta foi divulgado em um documento assinado por nove associações de policiais militares.

A nota fala que o Governdo Sartori (PMDB) descumpre a lei e as determinações judiciais ao não pagar integralmente os salários dos servidores. As entidades afirmam, por conta disso, que os Policiais Militares e Bombeiros estão psicologicamente destruturados e não tem condições de efetuarem o serviço de policiamento ostensivo.

Por conta disso, segue a nota, "na segunda feira os servidores ficarão aquartelados, mas em respeito à sociedade as viaturas sairão para atendimento exclusivo de urgências/emergências, retornando logo após o atendimento aos quarteis".

E orientam "a população do Rio Grande do Sul, que vê a criminalidade se alastrar diariamente, que não saiam de suas residências na segunda feira".

Parea finalizar eles vão até onde nenhum policial gaúcho já foi, a beira da quebra da cadeia de comando, já que o governador é o comandante maior da Brigada Militar, ao afirmar que "não podemos receber ordens de quem não cumpre a lei e comete crime de desobediência".

Na manhã de hoje (31) antes da reunião de todas as entidades a Associação Beneficente Antonio Mendes Filho afirmou que iria pedir na justiça a prisão do governador Sartori por descumprimento da ordem judicial.

Na segunda feira haverá paralisação geral, por 1 dia de todos os servidores do estado. Nos outros dias as paralisações serão regionais até o dia 18 quando haverá uma assembleia geral unificada, a primeira da história do Rio Grande do Sul, que pode deflagrar uma greve geral.

Finalmente Sartori consegue parcelar o salário dos servidores públicos

Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini
Aviso: conteúdo com alta taxa de ironia.

Desde que assumiu o governo, ou foi empossado pois parece que não assumiu, o governador José Ivo Sartori (PMDB) tem uma ideia fixa. Parcelar o salário dos servidores públicos estaduais. Tanto fez que hoje (31) ele finalmente conseguiu.

Ele havia tentando em maio, mas a justiça não deixou. Naquela época ele queria estipular um teto de R$ 5 mil. Ao final de julho, na "massiota" finalmente Sartori obteve êxito.

Hoje todos os servidores do executivo (professores, brigadianos, enfermeiras, médicos, serventes, ...) receberão no máximo R$ 2.150,00. No dia 13 de agosto receberão mais um "canjica" R$ 1.000,00. Se alguém ganhar mais do que R$ 3.150,00 receberá o restante do valor somente no dia 25 de agosto.

Para ficar melhor, 5 dias depois já está na hora de pagar novamente o salário (essa é a tragédia de Sartori) e o corte poderá ser maior. Vai chegar uma hora que ele vai pular um mês, achamos, para assim sobrar mais dinheiro.

E quem anunciou a tesourada? Ele mandou o Giovani Feltes (PMDB) dar a má notícia. Como não era almoço de colônia ele não quis participar. Quinze dias atrás a Zero Hora notíciou o parcelamento. Sartori negou. Essa semana seu vice, José Paulo Cairolli (PSD), confirmou, o gringo ficou em silêncio.

Quem conhece o Sartori, mas conhece mesmo, não é o caso da maioria que votou nele, sabe que ele é desse jeito. Sempre foge de uma situação onde tenha que tomar alguma decisão de verdade. Foi por isso que Caxias do Sul ficou quase um ano com greve dos médicos sem que o, então prefeito Sartori, tivesse tomado qualquer atitude para resolver a situação. A greve acabou pois ela iria atrapalhar a eleição do seu sucessor, Alceu Barbosa Velho, mas essa é outra história.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Governo Sartori é como uma mesa de colônia. Sempre tem lugar para mais um afilhado

Perdeu a eleição? Não tem problema. Se for aliado do governador José Ivo Sartori (PMDB) tem um cargo para não deixar o amigo na mão. Não importa se tem qualificação ou não, uma diretoria de fundação ou um conselho tá garantido.

Ai tem músico em banco, presidente da juventude do PMDB cuidando de armazém, ex vereador tucano em companhia de gás e por aí vai a bandalheira.

Um pedido de informações solicitado pela Zero Hora Rádio Gaúcha (deve estar faltando anúncio do governo do estado) listou os membros de conselhos de empresas estatais. A lista tem candidato derrotado, vereador, membro do partido e toda a sorte de cabos eleitorais.

O prêmio é ganhar de R$ 2 mil a R$ 8 mil por mês sem trabalhar. É necessário somente ir a uma reunião por mês, e para a maioria dos indicados e recomendado que nem abram a boca.

Essa turma está acomodada em cargos públicos e grande parte não tem nenhuma qualificação para estar lá. Além de não ajudarem nas políticas estratégicas das empresas ainda sugam dinheiro do estado, que segundo o governador Sartori está em falta. Mas não falta para o salário dele, nem dos secretários e dos penduricalhos que cabos eleitorais que ganharam emprego.

A lista é vergonhosa. Confira abaixo a relação publicada no site da rádio:

Banrisul – Conselho Administrativo – R$ 8.243,92 por mês

João Carlos Brum Torres – Foi um dos coordenadores do plano de governo na campanha de José Ivo Sartori (PMDB)

Banrisul – Conselho Fiscal – R$ 6.595,13 por mês

Urbano Schmitt – Secretário municipal de Gestão de Porto Alegre. Foi vice-presidente do Banrisul entre 2003 e 2007 e diretor de crédito do banco entre 2007 e 2010.

Banrisul Corretora De Valores Mobiliários e Câmbio – Conselho Administrativo R$ 2893,03 por mês

Gilmar Peruzzo – vereador em Nova Prata (PMDB)

Banrisul Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio – Conselho Fiscal R$ 2169,77

Cláudio Antonio Pasa – Integrante do PMDB de Farroupilha

Banrisul Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio – Conselho Fiscal R$2169,77

Marcus Vinicius Berthier de Araujo Góes, subchefe de Ética, Controle Público e Transparência (também faz parte do conselho da Corag, com salário de R$ 2.230,85)

Banrisul Armazéns Gerais – Conselho Administrativo, R$ 2.893,03 por mês

Carlos Renato Vargas De Abreu – atuou como assessor do ex-senador Pedro Simon (PMDB)

Banrisul Armazéns Gerais – Conselho Administrativo, R$ 2.893,03
José Paulo de Almeida, ex-prefeito de Bom Jesus (PMDB)

Banrisul Armazéns Gerais – Conselho Fiscal, R$ 2.169,77
Roberto Fantinel – presidente da Juventude do PMDB, ex vereador

Banrisul Cartões – Conselho Administrativo, R$ 2.893,03
Mateo Rota Chiarelli – filiado ao DEM, foi candidato a deputado estadual na última eleição. Também foi candidato a prefeito de Pelotas, em 2012.

EGR – Conselho Administrativo – R$ 1.785,59 por mês
Gilberto Machado de Pinho, secretário-substituto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, atuou na prefeitura de Rio Grande na gestão de Fábio Branco

Mário Rache Freitas, chefe de gabinete da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional

Jackson Valenti Nogueira, ex-assessor do chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi

Sulgás – Conselho Administrativo – R$ 2.777,60 por mês
Mauri Nunes da Silva, ex-vereador do PSDB de Novo Hamburgo

Diego Machado Pacheco, sub-chefe adjunto da Casa Civil

Conselho Administrativo da Procergs – R$ 2.664,12 por mês
Luiz Antônio Bins, secretário-adjunto da Secretaria da Fazenda

Bruno Seger, suplente de vereador pelo PMDB em Nova Petrópolis, atualmente é secretário de administração do município

José Alfredo Pezzi Parode, presidente do IPE

Procergs – Conselho Fiscal – R$ 1.998,09 por mês
Beatriz Gaspar Fagundes, chefe de gabinete do secretário da Fazenda, Giovani Feltes, foi candidata a vereadora pelo PMDB em Campo Bom

Eloi Antonio de Paula, secretário de Desenvolvimento Econômico, do Trabalho e Turismo de Sapiranga (PMDB)

CRM – Conselho Administrativo – R$ 2565,16 por mês
Mauri Nunes Da Silva, ex-vereador em Novo Hamburgo (PSDB)

Vardelan Frank Carvalho, diretor-geral da Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade

Adão Carlos Flores da Cunha, vereador em Minas do Leão (PP)

CRM – Conselho Fiscal – R$ 1.892,79 por mês
Vera Inês Lermen, foi assessora do PMDB e secretária da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa

Itagoré Poglia, ex-chefe de gabinete do deputado Gilberto Capoani (PMDB)

Neusa Kempfer, presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS)

Corsan – Conselho Administrativo – R$ 3.989,08 por mês
Valmor Luis Krysczun – foi chefe de gabinete do deputado Gerson Burman (PDT), integra o diretório municipal do PDT em Ijuí

Luis Fernando Schmidt – prefeito de Lajeado (PT)

Corsan – Conselho Fiscal – R$ 1.495,81 por mês
Demétrio Carlos Lazzaretti – prefeito de São Marcos (PP)

Tarso tem contas aprovadas por unanimidade pelo TCE

Um dia depois do procurador de contas do estado, Geraldo Da Camino, afirmar que existiam 43 irregularidades nas contas do governo Tarso (fato que foi amplamente divulgado pela imprensa), o Tribunal de Contas do Estado aprovou, por unanimidade, as contas do governador (fato que não mereceu tanto destaque pela imprensa).

A diferença entre o que o procurador escreveu e o tribunal decidiu é gritante.

O procurador fala em descaracterização da Lei Orçamentária, dispêndios públicos sem efetivo respaldo orçamentário e por aí vai.

O relator do processo, Algir Lorenzon, que teve o voto seguido por todos os conselheiros, entretanto afirmou: "Ele sacou bastante do Caixa Único? Sacou, é verdade! Mas ele aplicou mais do que qualquer outro, em qualquer período do estado do Rio Grande do Sul na Educação, na Saúde, no pagamento de precatórios, no reajuste de servidores públicos, no pagamento em dias destes servidores e na reposição de pessoal nas áreas da segurança, saúde e educação."

Em outro trecho ele complementa: "É um quadro ruim? É! Mas no ano passado era também, no governo passado também foi, no anterior também foi. Quando eu disse que estou examinando pelo vigésimo sexto ano consecutivo contas de governador, me recordo, pela memória que ainda tenho, de que o quadro também era ruim em 1990. "

Para finalizar o relatório afirmou que não haveria nenhuma suspeição contra o ex-governador: "Se o governador Tarso Genro tivesse agido com dolo, com ma fé, com atos de corrupção, com qualquer coisa desse tipo, nós estaríamos propondo o voto desfavorável. Mas nada disso ocorreu."

O relatório do TCE também nos mostra a discrepância entre as realidades financeiras do ultimo ano do governo Tarso e os seis primeiros meses do governo Sartori que colocou o estado num caos não pagando salários, não dando aumento para o funcionalismo e não pagando os fornecedores e os repasses para saúde aos municípios.

Parece que são dois estados diferentes. Um organizado que foi o que mais investiu em saúde e educação e outro calamitoso que atrasa tudo para todo mundo. Duas formas de gerenciar bem distintas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Perguntinha: Não vão acusar o Sartori de fúria arrecadatória?

Em um dia mais de 5 mil veículos vistoriados, 322 guinchados por atraso no pagamento de IPVA e outros 146 foram flagrados sem o licenciamento para circular, segundo dados do governo do Estado. A blitz foram realizadas em Porto Alegre, Caxias do Sul, Uruguaiana, Passo Fundo, Gravataí, Santo Ângelo.

E na imprensa? Nenhuma palavra sobre "fúria arrecadatória"!

Na foto ao lado, postada no Facebook, é possível ver que todos os veículos são parados para fiscalização. O governo Sartori (PMDB) se justifica dizendo que há 637 mil veículos com o IPVA atrasado circulando que deixaram de pagar R$ 268 milhões em impostos. 

Tudo bem é verdade, mas em outros tempos o discurso seria que isso "é um absurdo", que "estão explorando o tão sofrido cidadão", que "não há retorno do imposto", que isso é "fúria arrecadatória" e seria capa dos jornais da cidade e do estado.

Como é o gringo. Virou nota de rodapé. E de-lhe blindagem.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Candidato que criticava políticos assumirá a Câmara e descumprirá sua promessa

Hoje deverá assumir na Câmara de Vereadores o quarto suplente, isso mesmo, quarto suplente de vereador do PMDB. Isso mesmo QUARTO suplente. Marcos Felipe fez 1.531, menos da metade dos votos do último vereador eleito pelo partido. Mas uma sucessão de nomeações para secretário e, recentemente, a licença "meio que forçada" (leia aqui) da vereadora Daiane Mello e pela recusa de Alaor de Oliveira, que ocupa um CC no Samae.

Felipe assume a Câmara envolto em contradições. Em sua campanha ele pregava o voto nulo, ou seja, ele pedia para as pessoas não votarem, mas pedia para votarem nele. Ele justificou seu ato dizendo que os políticos fazem promessas e não cumprem.

E Felipe ao assumir a vaga na Câmara dos Vereadores será mais um político que faz promessas e não cumpre. Ao defender o voto nulo ele defendia, por consequência, que ninguém se eleja. Nem ele.

Mas ele parece que não vê muita contradição. Assumirá a Câmara por 30 dias, dependendo o caso pode ser prolongar por mais 2 meses.

Projetos? Nenhum.

Como irá atuar? Não sabe.

Ele diz que "quer ver como funciona o negócio lá dentro".

E nesse nível vamos indo com o legislativo morro abaixo na qualidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Movimentos sociais usam arte e cultura para questionar redução da maioridade penal em Caxias

Nem o chuvisqueiro intermitente e o frio de um domingo de inverno de Caxias do Sul impediu os movimentos sociais de realizarem o festival "Amanhecer contra a redução - Caxias do Sul".

O evento aconteceu no Parque dos Macaquinhos na tarde desse domingo (26) e tinha como objetivo discutir a proposta de redução da maioridade penal que está em votação na Câmara dos Deputados.

A atividade contou com apresentações musicais, de poesia e teatro. Nas falas dos representantes dos organizadores o argumento principal era basicamente o mesmo: "redução não é a solução".

Hoje no Brasil qualquer pessoa acima de 12 anos já responde criminalmente. A diferença é que abaixo dos dezoito anos cumprem medidas socioeducativas que são em número de 6, que vão desde a advertência até a reclusão que, dependendo o caso pode se estender até os 21 anos.

O projeto que está em discussão na Câmara dos Deputados não traz mais justiça e sim mais vingança. Todos os estudiosos, sérios, do assunto discordam dessa sanha vingativa imposta pela bancada de delegados. A maior parte dos países desenvolvidos tem a maioridade penal em 18 anos ou mais.

Mesmo aprovada pela Câmara a proposta deve ser engavetada no Senado. Um outro texto, aprovado lá modifica o Estatuto da Criança e Adolescente e instituiu outras faixas de penalizações.

domingo, 26 de julho de 2015

Cunha perde apoio da oposição e fica isolado


Fonte: Brasil 247

Integrantes da oposição que, em março, defenderam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com fervor quando seu nome apareceu na lista do STF de supostos envolvidos no esquema de corrupção da Operação Lava Jato hoje não demonstram a mesma posição.

A defesa pública ao comandante da Casa se resume ao Solidariedade, partido do deputado Paulinho da Força (SP), como mostra reportagemdos jornalistas Ranier Bragon e Aguirre Talento na Folha de S. Paulo.

A mudança foi a citação, pelo lobista Júlio Camargo, delator da investigação, de que repassou US$ 5 milhões em propina para Cunha. O deputado nega as acusações e afirma estranhar a mudança no depoimento do delator, que nunca havia citado seu nome antes.

O apoio de lideranças da oposição, que havia sido enfático em março, caiu por terra, colocando em xeque a dobradinha Cunha-oposição, que por diversas vezes impôs derrotas ao governo da presidente Dilma Rousseff no primeiro semestre.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), o líder do PSB, Júlio Delgado (MG), e o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), são alguns exemplos de mudanças de discurso.

Se antes disseram acreditar nas palavras de Cunha, de que era inocente, hoje defendem que "todas as denúncias têm que ser investigadas", como afirmou, em nota, o PSDB presidido por Aécio Neves.

Em março, Júlio Delgado afirmou: "Eu acho que vossa excelência não tem nenhum envolvimento nesse sistema mesmo". O discurso foi mudado nesta semana, segundo a Folha: "O que eu achava naquele dia, eu posso dizer que hoje eu não acho mais. Isso tudo tem que ser apurado".

Mendonça Filho, apesar de não defender o afastamento de Cunha da presidência da Câmara, afirma que o deputado do PMDB não pode nem "ser condenado antecipadamente", nem ser "simplesmente blindado e não investigado".

sábado, 25 de julho de 2015

Manobra fiscal: empresas sonegam R$ 240 bilhões em impostos por ano em transações internacionais

O valor sonegado de R$ 240 bilhões é 40 vezes o valor desviado da Petrobras pela Lava Jato, mas isso não gera notícias diárias na televisão


Por meio de manobras legais empresas que tem matriz e filiais em países distintos gera uma evasão fiscal de cerca de R$ 240 bilhões por ano. O valor é superior ao investido em educação e saúde pelo governo federal.

"Elas [as empresas] manipulam preços para reduzir tributo no país produtores, como é o caso do Brasil. A partir daí ampliam da margem de lucro em paraísos fiscais", explicou o diretor do Instituto de Justiça Fiscal, Dão Real dos Santos.

A declaração foi feita durante o debate "Arquitetura financeira e econômica internacioal e seus mecanismos de evasão" que aconteceu nessa semana passada em Porto Alegre.

Todo esse dinheiro desviado faz falta no Brasil e aumenta gravemente as desigualdades sociais no mundo. Já existe uma campanha internacional "Que as transnacionais paguem o justo", que denuncia essas manobras que desviam impostos em todos os países.

Também para termos de comparação, R$ 240 bilhões são 40 vezes o valor desviado da Petrobras pela Lava Jato, mas isso não gera notícias diárias na televisão.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Operação Zelotes: empresas envolvida podem ter multas anuladas

As primeiras denúncias da Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) devem ser feitas em agosto. As informações são do jornal Valor Econômico.

A Zelotes investiga o pagamento de propina, por parte das empresas, a membros do Carf, a maioria indicada por entidades empresariais, para que as multas aplicadas pela Receita Federal, por não pagamento de impostos, fossem anuladas. São 74 empresas envolvidas, no mínimo, e os prejuízos aos cofres públicos são superiores a R$ 19 bilhões.

A juiza que acompanha o caso, Mariana Boré, da 10ª Vara Criminal de Brasília, está agilizando a operação, que não conta com muito prestígio junto a justiça pois investiga os mais ricos.

Segundo o Valor Econômico algumas decisões do Carf, sob suspeita, devem ser anuladas de imediato. Estão nesse rol, um multa de R$ 800 milhões que beneficiou a Gerdau em 2012 e a caxiense Marcopolo que omitiu receitas decorrentes de exportações e foi multada em R$ 200 milhões em 2013. No esquema do Carf teria ganhado de presente a isenção da multa milionária.

O volume de dinheiro que passa pelo Carf é gigantesco. Atualmente só em multas referente a sonegação de impostos há R$ 550 bilhões em multas sendo questionadas. Na grande maioria dos casos as empresas foram multadas por realmente sonegarem impostos, mas se utilizam desses recursos jurídicos para protelarem o pagamento das multas até o "fim dos tempos".

Aborto de “bandidos” no útero: Ou como o poço não tem fundo no Brasil

Por Blog do Sakamoto

“Um dia, nós chegaremos a um estágio no qual seremos capazes de determinar se a criança no útero da mãe tem tendências criminais e, se sim, a mãe não será autorizada a dar à luz.''

A declaração teria sido por Laerte Bessa (PR-DF), relator do projeto de redução da maioridade penal, ao jornal inglês The Guardian e resgatada pela revista Fórum, no melhor estilo Minority Report – aquele filme em que Tom Cruise prende os bandidos antes deles cometerem os crimes. Uma outra declaração dada por ao jornal afirma que, em duas décadas, reduziremos a maioridade para 12 anos.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, ele disse que não falou em aborto e que a matéria escrita em inglês “ganhou interpretações erradas''.

Contudo, Bruce Douglas, o repórter do jornal inglês, disponibilizou o áudio da conversa, onde é possível ouvir a declaração:



Mas, vejamos: recebi, meses atrás, uma doce mensagem de leitor dizendo que “mãe de bandido deveria ser esterilizada''.

Não fiquei chocado porque, depois da popularização da internet, nada me choca. Ok, talvez Datena como possível candidato à prefeitura de São Paulo mas, fora isso, nada. O pior é que se perguntar para o missivista se é a favor de garantir às mulheres a autonomia sobre o próprio corpo, ele cospe na sua cara.

Daí, tentando seguir essa linha de pensamento ignorante e imbecil, ironizei o comentário do leitor, em um post em abril deste ano:

“Talvez seja essa a saída e não a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos: Esterilizar úteros que pariram criminosos de forma a interromper o terreno fértil para crimes. Ou, talvez, se nossa ciência permitir, descobrir com cálculos precisos os úteros ruins e impedir que deles brote algo.''

Um amigo jornalista, que leu o post na época, me alertou para tomar cuidado com textos ficcionais que forçavam a barra. “Tá louco, Saka? Quem toparia uma aberração dessas? Não viaja…''

Rá!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lula procurou FHC ou FHC procurou Lula?

Com informações de Brasil 247

Uma reportagem assinada pelos jornalistas Ricardo Balthazar, Marina Dias e Daniela Lima na edição desta quinta-feira (23) da Folha de S. Paulo informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria procurado o também ex-presidente FHC para discutir a crise política atual e conter o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, que vem sendo defendido por algumas alas do PSDB.

Em nota, o Instituto Lula negou que tivesse procurado FHC, afirmando que o ex-presidente não tem interesse em conversar com o antecessor, nem soube de qualquer interesse por parte do tucano.

Mais maroto, FHC se disse disponível para uma conversa. "O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público", afirmou. Ou seja: FHC quer conversar, desde que esse diálogo seja vendido para a opinião pública como uma capitulação petista. O mais provável é que ele próprio esteja usando a Folha para pavimentar o caminho para um eventual diálogo.

Como líder maior da oposição, FHC tem sido o principal artífice da guerra empreendida contra o PT nos meios de comunicação, valendo-se dos problemas que os petistas enfrentam nos tribunais. Foi assim no processo da Ação Penal 470, o chamado 'mensalão', e também na Lava Jato.

No entanto, de duas semanas para cá, FHC desembarcou do impeachment. Mandou recados claros por meio de um texto publicado em Veja, há duas semanas, assinado pelo jornalista André Petry. Citando o ex-presidente FHC, Petry argumentou que não existem razões para um eventual impeachment. E disse ainda que "a deposição presidencial não pode ser o alfa e o ômega da oposição" (leia mais aqui).

Pressão de Emílio


Um dos rumores é que FHC teria sido procurado por Emílio Odebrecht, pai de Marcelo. A partir de então, o ânimo dos tucanos para o impeachment teria arrefecido. Afinal, foi no governo FHC que se criou a Braskem, com a entrega do controle da indústria petroquímica brasileira ao grupo Odebrecht, que, à época, já estava fortemente endividado.

Seja como for, Lula e FHC fariam bem em conversar sobre temas relevantes como o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas, rejeitado por 78% dos brasileiros, segundo a pesquisa CNT/MDA, que é a raiz do escândalo atual.

Até porque, se nada for feito, o risco é a implosão de todo o sistema político – e não apenas do PT. Não custa lembrar que o senador José Serra (PSDB-SP) apareceu no celular de Marcelo Odebrecht, na mensagem "adiantar que p/JS" e que o também senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de comandar uma diretoria em Furnas, no governo FHC, que pagava mesadas de US$ 100 mil a parlamentares.

O Rio Grande não quis olhar para o retrovisor! Agora tome tarifaço

Durante a campanha eleitoral José Ivo Sartori (PMDB) então candidato, mas sem um programa de governo falava que ele não olhava "pelo espelho retrovisor" para enxergar os problemas do passado e sim olhava para frente, para o futuro do Rio Grande do Sul.

Pois é exatamente usando os mesmos métodos do passado que o agora governador quer resolver os problemas da crise econômica do estado. Uma crise que ele está agravando com os constantes cortes de pagamentos de fornecedores, repasses para hospitais, educação e segurança.

O clima de terra arrasada espalhada pelo governo do estado, que obtêm coro na grande imprensa, pavimenta um caminho que irá levar aos aumentos de impostos.  Sartori nega (mas ele nunca diz nada mesmo). Seu vice confirma e a porta voz do Palácio Piratini, jornalista Rosane Oliveira divulga. O governo do Estado deverá mandar um projeto que aumenta as alíquotas de ICMS ainda em agosto.

Será o maior aumento de impostos do estado desde o governo Britto. O projeto irá propor:


  • Elevação da alíquota básica do ICMS de 17% para 18% (uma das mais altas do país);



  • Aumento da alíquota de 25% para 30% na gasolina, álcool, telecomunicações, energia elétrica comercial e residencial.



  • Criação de um fundo de combate à pobreza com o aumento de um adicional de 2 pontos percentuais no ICMS do fumo, TV por assinatura e bebidas. 


Além disso o Piratini prepara um pacote de empresas que irão para privatização. Antes disso elas precisarão ser aprovadas por plebiscito o que poderia acontecer em 2016. Fora o Banrisul, Corsan ou talvez a Procergs, nenhuma empresa estatal gaúcha teria muito interesse no modelo de privatização, já que o modelo só servia para as empresas que operam estruturas fins (telefonia, mineração, bancos). No final das contas as empresas seriam fechadas e o estado perderia os serviços sem receber nada.

Sartori rasgará com isso uma das poucas páginas de seu programa de governo. Ele falou taxativamente que só aumentaria impostos se a população pedisse.

Como ninguém pediu e ele irá aumentar Sartori mentiu para a população. Ao não olhar para trás, o eleitor gaúcho foi enganado por um arremedo de candidato. Disfarçado por um marqueteiro, escondia, atrás de sí, anos e anos de governos que venderam o patrimônio público e cortaram serviços públicos. Estamos vendo uma reedição dos governos Britto e Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB) só que com sotaque gringo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O machismo e o poder do PMDB na Câmara caxiense

Daiane decidiu não se licenciar do cargo de vereadora
Depois do anúncio da gravidez da vereadora Daiane Mello (PMDB), vários planos passaram a ser mirabolados pelos caciques do PMDB. Daiane ocupa a vaga de Felipe Gremelmaier no legislativo e juntamente com Denise Pessoa (PT), forma a bancada feminina da Câmara de Vereadores composta por apenas duas mulheres.

Com o nascimento da filha Yasmin e o anúncio de que a vereadora iria gozar de apenas 15 dias de licença, a direção do PMDB passou a pressionar Daiane para que se licenciasse durante todo o período a que tem direito (180 dias).

Como se essa pressão, travestida de conselho solidário, fosse realmente pensando no bem estar da colega de partido.

Se Daiane realmente se licenciasse por um período mais longo, quem assumiria na suplência seria Alaor de Oliveira, hoje resignado a um cargo em comissão sem muito destaque no Samae.

Não é de hoje que os homens se aproveitam do papel de cuidado dos filhos atribuídos à mulher. Esse foi um bom exemplo do quanto as mulheres são renegadas e condicionadas ao espaço privado da sociedade enquanto os homens ocupam os espaços públicos e de poder. Afinal, as mulheres são "A Rainha do Lar". Enquanto os homens se utilizam de toda a sua astúcia, sede de poder e práticas machistas para reinar no mundo todo.

Damos os parabéns à vereadora Daiane Mello por sua decisão publicada hoje de continuar no cargo de vereadora e de não abdicar de seus anseios políticos. Afinal, nem todas as mães tem a possibilidade de conciliar a maternidade recente com seu trabalho.

Polentinha: PF esconde nome de José Serra em relatório sobre telefone de Odebrecht



A análise da Polícia Federal no celular de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que está sendo investigada na operação Lava Jato mostrou inúmeras mensagens codificadas. MT, segundo a polícia seria o vice presidente Michel Temer; GA é Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Lá pelas tantas até apareceu um ECunha, numa nítida referência a Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

O relatório que é detalhado ao mostrar nomes, em um momento coloca uma tarja sobre um nome que é abreviado como JS, ou seja, José Serra. Essa conclusão é feita pois o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia.

A PF estaria blindando o senador tucano?

Por que esse é um dos únicos nomes que está tarjados?

Essa investigação já deixou buracos demais em tempo de menos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Dentista do município rebatem declarações do prefeito Alceu

Uma Comissão de Cirurgiões Dentista, que são servidores públicos, emitiu uma nota onde refuta declarações feitas pelo prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) em relação ao pleito da categoria de isonomia salarial com os médicos, também servidores públicos. As declarações do prefeito foram feitas na Rádio Caxias neste domingo (21).

O prefeito falou que a reivindicação dos dentistas não é possível pois a legislação seria defasada (ela é de 1961). Alceu também disse que os ondontólogos devem ser tratados como servidores de qualquer categoria.

Apesar dessa vontade de igualdade os médicos são tratados de maneira diferte pelo poder público municipal. Primeira diferença é que não precisam cumprir horário de trabalho nas UBS. Depois eles recebem por 12 horas semanais como se trabalhassem por 20 horas e ainda há um abono para aqueles que fazem 20 horas ou 33 horas.

Essas diferenças foram fruto de uma greve que durou quase 1 ano e que nunca acabou formalmente. Essa equiparação que os odontólogos querem.

Em nota eles afirmam que nos governos anteriores a isonomia era cumprida e que mesmo que a lei seja antiga não quer dizer que ela esteja defasado ou que tenha sido revogada.

O pleito, segundo o dentistas é reforçado pela Lei Orgânica do Município (art. 23) e Estatuto do Servidores de Caxias do Su (art. 100).

Veja abaixo a nota na integra.

Esclarecimentos ao Prefeito de Caxias do Sul, diante das suas recentes declarações


A Comissão dos Cirurgiões-Dentistas do Município de Caxias do Sul vem a público esclarecer ao Prefeito Alceu algumas questões levantadas por ele em entrevista à Rádio Caxias, neste domingo.

Em primeiro lugar, a ISONOMIA SALARIAL entre médicos e dentistas é prevista em Lei Federal 3.999/61. Esta Lei, que já tem 54 anos continua vigente em todo o território nacional, e, assim como outras leis, por ser antiga, não significa que esteja “defasada” ou tenha sido revogada.

O Prefeito alega que nunca ouviu falar desta lei. Primeiramente, é importante destacar que ninguém pode alegar desconhecimento da lei para justificar o seu descumprimento (art. 3º do Dec-Lei 4.657/1942). Todavia, nos governos anteriores não havia necessidade de “falar da lei”, porque a lei era cumprida. Assim, a isonomia salarial entre as duas categorias no Município de Caxias do Sul sempre foi respeitada e cumprida, desde a criação dos cargos de médico e odontólogo em 1990 (Lei n° 3.452).

Além da Lei Federal n° 3.999/61, a isonomia está prevista nas Leis Municipais (Lei Orgânica do Município, art. 23; Estatuto Servidores de Caxias do Sul, art. 100), ou seja, não deveria haver nenhuma novidade nas Leis Municipais para quem é o chefe do poder executivo municipal.

Porém, foi no Governo Alceu que esta isonomia foi quebrada. Em 23 de agosto de 2013, se aprovou a Lei Complementar n° 436, que criou a Parcela Autônoma Especial para a categoria dos médicos, e estes passaram a ganhar um abono mensal de 60% sobre o salário dos cirurgiões-dentistas.

Todavia, segundo o Prefeito, os dentistas são tratados como todas as categorias. Então, resta a pergunta: por quê desde 2013 as categorias de médico e dentista estão sendo tratadas de forma diferente?

Os Cirurgiões-Dentistas Servidores Municipais, ao contrário do que pensa o Prefeito Alceu, não acham que “podem tudo”, mas acreditam que é obrigação dos cidadãos, e especialmente, dos governantes, cumprir e fazer cumprir as leis vigentes no país.

Caxias do Sul, 20 de julho de 2015.

Comissão dos Cirurgiões Dentistas do Município de Caxias do Sul

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Empresas da Serra sonegaram quase uma "Lava Jato" em ICMS

São R$ 5,2 bilhões só em ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o valor que os empresários da Serra deixaram de repassar para os cofres do tesouro do estado.

Esse valor corresponde a quase uma Lava Jato e a maior parte, segundo técnicos do Tesouro, não será recuperada.

O empresário sonegador lesa a sociedade duas vezes. A primeira é quanto embute no preço de produtos e serviços o valor do imposto. A segunda vez é quando não repassa esse valor de impostos e faz com que o Estado não tenha recursos para investir em saúde, educação, seguranças e infraestrutura.

Os R$ 5,2 bilhões são suficientes para zerar o deficit do estado. Como, em todo o Rio Grande do Sul, só em ICMS foram sonegados R$ 36 bilhões, o valor seria suficiente para fazer praticamente todos os investimentos que o Rio Grande do Sul necessita.

As entidades de representação dos empresários, que são as primeiras a falarem sobre a falta de investimentos do governo, silenciam quando se fala das falcatruas cometidas pelos seus representados.

Não é só o estado que perde com a sonegação. Do valor arrecadado pelo ICMS 25% fica com os municípios. A região da Serra, perdeu, então, cerca de R$ 1 bilhão em recursos para as prefeituras.

Operação Zelotes


E isso é apenas a ponta do iceberg. Recentemente uma operação da Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que facilitava a isenção de multas da Receita Federal. Mediante pagamento de propinas as empresas devedoras do fisco ficavam livres de cobrança.

De 74 empresas investigadas o volume da sonegação de impostos federais foi de R$ 19,7 bilhões. Sete empresas são do Rio Grande do Sul: RBS, Gerdau, Marcopolo, Mundial-Eberle, Évora, Copesul e Avipal/Granoleo.

A caxiense Marcopolo deve R$ 261,19 milhões em impostos! Dinheiro esse que falta para os serviços básicos da população. Some a sonegação e mais vários incentivos fiscais que essas empresas receberam ao longo dos anos, falta moral para querer demitir trabalhadores dizendo que o país está em crise.

sábado, 18 de julho de 2015

Alceu veta reajuste que nunca deveria ser aprovado

Flávio Cassina (PTB), presidente da Câmara de Vereadores, deve uma explicação para a sociedade caxiense, e a maioria dos vereadores também. Por que a mesa diretora fez um projeto de reajuste dos salários do prefeito, vice e secretários?

Recebeu pressão de ex-secretários que queriam bombar seus contracheques? Atendeu a um pedido do Prefeito para que caso desse "merda" pudesse ter uma saída? Ou simplesmente resolveu ser boazinha com o Executivo?

De qualquer forma o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) vetou o reajuste. As alegações foram as mesmas que a da vereadora oposicionista Denise Pessôa (PT): o decreto assinado por Alceu em dezembro de 2014 congelando os reajustes de salários dos CCs.

A base governista da Câmara passou a sessão inteira justificando que esse decreto não valia para esse reajuste. Alceu acha o contrário. Ou Alceu mudou de ideia porque a reação da opinião pública foi muito negativa, ou a sua base na Câmara é um bando de aloprado que não sabe o que faz.

No final das contas o projeto foi vetado e o veto tem que ser analisado pela Câmara. Agora quem votou a favor do projeto tem que mudar de ideia e votar a favor do veto. Mas se tinham tanta certeza porque irão mudar o voto?

Na verdade o projeto nunca deveria ter sido sequer apresentado, quem dirá votado. Alceu usou o momento para dar uma faturada e ainda atacar os servidores municipais que recebem correção trimestral de salário. Ao criticar essa política salarial o prefeito ainda nos "presenteou" com uma impagável metáfora campeira:

"Se persistir aumento, vai chegar um dia que vai matar a vaca".

É um filósofo.

Cunha quer explodir o país para salvar a própria pele


Cid Gomes, da tribuna da Câmara, chamou Eduardo Cunha (/PMDB/RJ) de achacador, ele e mais uma série de deputados. Cometeu sincericídio. Perdeu o cargo de ministro da educação, mas foi o primeiro a enfrentar, depois de eleito, o deputado que se achava intocável.

Mas ele é "tocável" e o golpe veio do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. No curso das investigações ele conseguiu uma delação premiada de Júlio Camargo, da Toyo Setal, uma das empresas investigada pela Lava Jato. Ele não apenas afirmou, como provou, que Cunha pediu US$ 5 milhões em propina para não atrapalhar os negócios da empresa com a Petrobras. Disse mais. Que ele tinha 260 deputados fieis a ele. Julio ainda apotou que Cunha se utiliza de emissários para intimidar testemunhas.

Tudo isso o transforma no principal acusado de uma série de crimes, inclusive o de dirigir uma espécie de "quadrilha criminosa" que está enraizada no Congresso Nacional e que pode derrubar a República se suas vontades não forem satisfeitas.

E é o que Cunha quer fazer. Acoado com as provas cada vez mais incontestáveis, Cunha disse ontem (17) que abandonava a base do governo (onde de verdade nunca esteve) e ia para oposição. Em um canetaço autorizou 4 CPIs e liberou 11 pedidos de impeachment contra a presidenta Dilma.

Num "dia de fúria" Cunha pôs em risco o País só para se manter no poder. Todo esse barulho é uma tentativa desesperada de colocar uma cortina de fumaça nas acusações que atingem o próprio presidente da Câmara.

Cunha chamou sua tropa de choque, mas, ela não apareceu. O PMDB correu para afirmar que a posição de Cunha não representa a opinião do partido. As principais lideranças do partido reafirmaram o compromisso com a aliança em torno da presidenta Dilma.

A oposição ficou em silêncio. Nesse momento aparecer ao lado de um envolvido em corrupção pega muito mal. PSDB e DEM estão esperando pegar o rescaldo dessa briga toda.

O PSOL e o vice líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PSC/PE) pediram a saída de Cunha da presidência da Câmara. Ontem a hastag #Cunhanacadeia liderou as menções no twitter brasileiro e foi a segunda mais comentada na rede em nível mundial. Até seu pronunciamento em cadeia de rádio e tv para celebrar sua grande produção no primeiro semestre foi abalada por panelaços pelo país todo.

A regra número um na política é a traição. Cunha tem muitos deputados na conta bancária. Ajudou muita gente a conseguir contribuições de campanha para se elegerem, mas será que manterá todos agora que está em fogo cruzado?

A volta do recesso da Câmara é que dirá.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Governo Sartori: parcelamento de salários dos servidores é quase certo

Mesmo com sentenças judiciais que impessam o parcelamento dos salários de diversas categorias o governador José Ivo Sartori (PMDB) deve parcelar os salários dos servidores do estado no mês de julho.

Embora negue a iniciativa, por meio de uma nota oficial, é cada vez mais claro que os movimentos do governo levam a essa decisão, e já haveria até um teto: R$ 2 mil. Há dois meses atrás o governo havia decidido parcelar os salários acima de R$ 5 mil, foi impedido pela justiça.

De lá para cá só ampliou o discurso de que a situação econômica do estado está no fundo do poço. Discurso proferido tanto pelo governo quanto pela imprensa. De lá para cá o governador também não tomou nenhuma atitude para resolver o problema. O governo só enviou medidas decorativas para a Assembleia Legislativa e a única, realmente importante, a LDO, congelou os salários do funcionalismo para 2016, e talvez 2017!

Sartori resolveu adotar uma tática destrutiva para seu governo. Ele aposta que a crise deixe o Estado ingovernável para que seja possível aplicar seu programa de venda do patrimônio público, de privatizações e de redução dos serviços públicos. A mídia, principalmente a RBS, faz coro a essa política. Colunistas da Zero Hora chegam a afirmar quais devem ser as medidas adotadas por Sartori. Por conta disso estamos há 6 meses sem governo.

A reação do funcionalismo estadual será bastante dura. Pela primeira vez se cogita uma greve geral de todo o funcionalismo. Dia 12 de agosto o CPERS realiza uma assembleia e no dia 18 todos os sindicatos do funcionalismo estadual se reunem. Greves e paralizações podem ser antecipadas se o parcelamento de salários realmente acontecer.

Delator diz que Cunha pediu US$ 5 milhões em propina


A situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), ficou extremamente delicada. O consultor Júlio Camargo, que prestava serviços às empresas Toyo Setal e Camargo Corrêa, contou a Justiça Federal, em depoimento, nessa quinta-feira (16) ter sido pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para viabilizar dois contratos de navios-sonda junto à Petrobras.

Júlio afirma que Cunha pediu, pessoalmente, em uma reunião US$ 5 milhões. Afirmou também que o presidente da Câmara mostrou agressividade durante o encontro e que teria dito que estava no "comando de 260 deputados". O valor era para que Cunha não atrapalhasse os negócios das empresas.

A reação de Cunha foi partir para o ataque. Além de chamar o delator de mentiroso, afirmou que retaliará o governo federal caso ele seja denunciado pelo Ministério Público Federal.

Em todo esse tempo de Lava Jato é uma das primeiras vezes que há uma declaração tão enfática acusando um dos envolvidos. Júlio não deu rodeios, foi direto. Pela reação de Cunha pode-se ter quase certeza que há muita verdade nas declarações do consultor.

Será que os 260 deputados que estão "sob o comando" de Cunha ficarão ao seu lado e farão chantagem contra as instituições da República para salvar seu "chefe"? Em agosto teremos a resposta.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Câmara de Vereadores aprova reajuste salarial para prefeito e secretários

Por 17 votos a 4 a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul aprovaram um reajuste salarial de 5,26% nos salários do prefeito, vice e secretários municipais. Com isso o salário do prefeito Alceu Barbosa Velho subirá mais de mil reais, ele vai de R$ 21.529,01 para R$ 22.661,43. O salário do vice prefeito, Antonio Feldmann passará de R$ 15.078,52 para 15.871,65 e os secretários terão seus salários aumentados de R$ 13.466,88 para R$ 14.174,23.

O projeto é de autoria da mesa diretora da Câmara de Vereadores, o que é estranho, já que a atribuição seria do Executivo. A Câmara só deve aprovar os reajustes salarias de uma legislatura para outra. A medida é uma clara atitude para evitar desgastes ao Prefeito Municipal

O assunto foi tratado com bastante discrição pela mídia, bem diferente de outros anos. E, dessa vez, tem um agravante apontado pela vereadora Denise Pessôa (PT), no final de 2014 o prefeito Alceu Barbosa Velho assinou um decreto determinando medidas de contenção de despesas, entre elas a não aplicação dos reajustes salariais recebidos pelos servidores públicos.

Como a correção trimestral dos salários dos servidores está mantida o prefeito e CCs não receberam os últimos reajustes. A medida servirá para reajustar os salários, mesmo contrariando o prório decreto do prefeito.

Flávio Cassina (PTB) presidente da Câmara, chegou a afirmar que o reajuste não tem impacto orçamentário. De alguma maneira os técnicos ouvidos conseguiram provar que gastar mais dinheiro não significará gastar mais dinheiro.

Na votação somente os três vereadores do PT e o vereador Daniel Guerra (PRB) votaram contra o reajuste. Renato Nunes votou favorável mas espera que o prefeito vete. Os outros vereadores pertencem a bancadas que tem cargos de confiança no govenro, obviamente o desejo de ajudar os companheiros de partido falou bem mais alto.

Dilma inaugura "ponte que não iria sair"

Com informações de Conversa Afiada/Paulo Henrique Amorim
A presidenta Dilma inaugurou onte, 15, a ponte Anita Garibaldi, em Santa Catarina, que faz parte da duplicação da BR 101. Essa obra, feita pelo PAC, põe fim aos congestionamentos naquele trecho.

Em seu discurso a presidenta disse que, em 2012, esteve no local para ver onde sairia a ponte. Três anos depois ela é inaugurada.

A ponte tem 2.830 metros e suportará um tráfego superior a 40 mil veículos diários. O custo total da obra foi de R$ 777 milhões.

A obra é importante também para a economia da região Sul, uma vez que a BR-101 Sul é o principal corredor de acesso aos países do Cone Sul do Mercosul, além de ser a principal ligação rodoviária entre São Paulo e Buenos Aires.

A ponte também é relevante para facilitar o turismo na região, que atrai turistas brasileiros e estrangeiros, afirma o empresário Pedro David de Andrade. Dono de um restaurante, Pedro acredita que a ponte é o que faltava para a região deslanchar de vez como destino turístico.

“Nós, do ramo de restaurantes e hotéis, e até para os comerciantes do centro, aguardamos essa obra ansiosamente porque nossa cidade vai ter uma expansão muito grande. O fluxo de pessoas vai ser maior. O pessoal às vezes deixa de vir no final de semana para curtir a cidade, que é uma cidade turística, por causa do trânsito. A ponte vai resolver isso, além de ser um cartão postal, que vai ficar”.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chega de mimimi Rosane!

Tem colunista que acha que o mundo gira em torno de seu umbigo e, por conta disso, não aceita ser contrariado. Só isso pode explicar o mimimi que a Rosilene Pozza vem fazendo há 15 dias em relação a entrevista com o teólogo Leonardo Boff.

A colunista do Pioneiro não aguentou ser contrariada por Boff que não quis responder suas perguntas sobre o PT, começou uma campanha de perseguição, sem noção a Boff. Ora, como alguém ousa não querer responder uma pergunta de tão "relevante" colunista?

Na edição de hoje se repete a confusão, má vontade, falta de objetividade e bom senso. Para tentar mostrar que Boff fala sim sobre o PT ele se vale de uma fanpage não oficial da presidenta Dilma. Está muito claro no título que o canal não é oficial, mas mesmo assim ela seguem na mesma lógica torta.

Boff em um encontro promovido pelo Instituto Lula e pelo Sindicato dos Bancários de SP chamou os participantes a defenderem o governo federal.

Bom que, o Instituto Lula não é o PT, o Sindicato dos Bancários também não e nem o governo federal é só do PT. Mas isso não importa. O que importa é misturar tudo para satisfazer sua birra.

Para finalizar a infeliz nota a colunista ainda falar de um blog apócrifo que "criticou e ofendeu" a colunista. Não sabemos se ela está falando do Polenta News. Nós criticamos sim a colunista e não fizemos nenhuma "ofensa" maior do que ela fez ao Leonardo Boff. Também não somos apócrifos já que recebemos emails do próprio jornal Pioneiro, então é possível nos encontrar. Pelo jeito também temos uma bela audiência já que, pelo visto, recebemos visitas da colunista, da redação do jornal, além de nossos milhares de leitores.

Mas não é esse o problema. A questão é que a colunista não aceitou receber uma crítica. Se alguém acha que tem direito de criticas, e tem, também será fruto de críticas.

Essa atitude de arrogância e prepotência de colunistas e da própria RBS é que fazem que cada dia mais pessoas despertem rejeição a sua empresa.

Falta de táxis em Caxias prejudica população

A prefeitura revogou a licitação de 40 concessões públicas para novos táxis na cidade no final de junho e ainda não tem previsão da publicação de novo edital.

O certame foi questionado judicialmente por concorrentes. A Cenlic (Central de Licitações), mesmo antes da manifestação do judiciário, resolveu revogar o edital.

O edital apresentava critérios que direcionavam as novas concessões para determinadas categorias e estabelecia uma espécie de leilão das propostas. Cada concorrente teve que, a título de caução, depositar na conta da prefeitura R$ 3.500 reais. Foram mais de 100 concorrentes, em que a prefeitura teve consignado mais de R$ 350 mil reais. Com a revogação do edital, esses valores deverão ser devolvidos. A reclamação dos concorrentes é que a Cenlic informa que esses valores serão devolvidos em até 30 dias a partir de um requerimento padrão protocolado. Ou seja a velha burocracia.

Esse tema envolve pressões políticas. De um lado os atuais permissionários de táxi, que não querem que sejam abertas novas concessões para garantir reserva de mercado. Por outro lado os motoristas auxiliares que têm interesse em concorrer para as novas concessões e a população que sofre com atendimento precário desse serviço. A Prefeitura parece estar ao lado dos proprietários e da reserva de mercado desses, pois só abriu edital porque o Ministério Público apontou a falta de táxis na cidade.

Caxias do Sul conta com cerca de 400 taxis para uma população de 500 mil habitantes. Porto Alegre tem uma frota de 5 mil taxis, para uma população apoximada de 1,5 milhões de pessoas. Com esse paralelo percebe-se a defasagem desse tipo de transporte em Caxias do Sul.

Para uma cidade que tem o tempo instável, chuvoso e frio por boa parte do ano, esse tipo de transporte se torna por vezes indispensável. Nos pontos de táxis centrais da cidade e na rodoviária é comum formar filas e longos períodos de espera. Mais uma vez a população sofre por falta de gestão e por interesses escusos.

Deputados aprovam orçamento que congela investimentos e salários dos servidores

Com 7 horas de duração a sessão da Assembleia Legislativa aprovou o texto da lei de diretrizes orçamentárias, encaminhada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) que congela os salários dos servidores públicos e os investimentos públicos. 

A proposta aprovada por 31 a 19 votos prevê um crescimento de 3% da folha de pagamento, ou seja, apenas o chamado crescimento vegetativo. Isso também deverá impedir a nomeação dos servidores já aprovados em concurso e a realização de novos concursos. 

Essas restrições atingem principalmente a segurança pública onde há 2.500 policiais militares, civis e bombeiros aprovados em concurso no ano passado aguardando serem chamados. Há também um crescente deficit de professores que não será reposto. 

O clima foi tenso e tumultuado durante boa parte da discussão. O acesso às galerias foi limitado e uma grande quantidade de servidores públicos ficaram do lado de fora do plenário. Houve momentos de empurra-empurra e muito xingamento. 

Enquanto o público esteve presente somente os deputados oposicionistas fizeram uso da palavra. Toda a bancada de apoio ao governo Sartori falaram apenas quando, devido ao cansaço, os servidores já haviam saído. 

A oposição apresentou 31 emendas, todas rejeitadas. O governo Sartori afirma que esse é um orçamento "realista". O realista de Sartori significa que os hospitais ficarão com os cortes de repasses de recursos, que os servidores públicos não receberão aumento e não haverá novas contratações. Perdem a segurança, educação e saúde. 

Quem ganha? Ninguém! A não ser os interessados em comprar as empresas estatais que serão vendidas para pagar o "deficit orçamentário". Esse modelo de gestão já foi aplicado pelo governo Britto e, apesar de vender boa parte do patrimônio público, não resolveu o problema das finanças do estado. 

O quadro é de falta de investimentos e de uma inevitável greve, que pode ser geral, do funcionalismo público. 

Em seis meses Sartori levou o Rio Grande do Sul para o caos e a paralisia. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Delegado da PF relata pressão de colegas em investigação da Lava Jato

Um delegado da Polícia Federal que está apurando vazamentos da Operação Lava Jato relatou ter sofrido pressão dos colegas do Paraná no trabalho e recomendou que a sindicância sobre a escuta na cela do doleiro Alberto Youssef fosse refeita. A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo desse domingo (12).

Em um relato interno, Mário Fanton, relatou, em maio desse ano, que presenciou "uma participação direta do Delegado de Polícia Federal Igor Romário de Paula e de outra delegada para ter ciência e manipular as provas". 

A sindicância interna da PF havia apontado que a escuta era "inativa". Porém dois polícias federais disseram à CPI da Petrobrás, no último dia 2, que o equipamento foi instalado sem autorização judicial e que captou conversas do doleiro. 

A missão de Fanton era de apurar boatos de que ocorriam vazamentos das investigações que poderiam anular todas as investigações da Lava Jato. Porém ele provocou insatisfação dos delegados da apuração ao descobrir que era a própria PF do Paraná quem fazia as escutas. 

Fanton escreveu: "Sugiro que o Ministério Público Federal reanalise as provas, inclusive a sindicância da escuta clandestina, se possível refazendo-a, e conduza diretamente a presente investigação ou com grande proximidade a um novo delegado a se indicar, pois não acreditamos mais nas provas antes constituídas". 

Após relatar isso o delegado Igor, um dos autores das escutas ilegais, informou que a PF de São Paulo não havia mais prorrogado sua permanência em Curitiba, fato negado pela polícia paulista. 

A sanha de perseguição há alguns imposta pela Polícia Federal e pela Justiça do Paraná pode colocar toda a investigação em xeque. Os advogados das empreiteiras já contam em desmontar todas as provas e pelo jeito não será difícil. Ao final pode ser que nenhum acusado seja condenado, apenas biografias sejam manchadas.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Praça do Trem: uma disputa entre as áreas verdes e o concreto

Entregar uma praça à comunidade sempre é uma ação elogiável, ainda mais em uma cidade carente de espaços públicos. Retirar um poceiro, que utilizava um espaço público para obter lucros é outra atitude elogiável. Contudo fica evidente uma coisa em Caxias do Sul: o concreto ganha, de 7 x 1, a disputa com o verde na constituição desses mesmos espaços públicos. 

Foto: CRISTOFER GIACOMET

A Praça do Trem não é diferente. Lá o concreto ganhou. Nos 7 mil m² da área vemos muita calçada, alguma grama, e não chega a uma dúzia de árvores. Toda feita pelo Shopping San Pelegrino poderia muito bem estar dentro do próprio shopping tal é o grau de assepsia do local. Os utilizadores do espaço não precisarão se preocupar com as incomodas folhas que tanto atrapalham os usuários do Parque dos Macaquinhos, por exemplo. 

O shopping aproveita e comemora o investimento de R$ 1 milhão na obra dizendo que isso é um presente para a comunidade. Será? Ao se instalar nesse local, apesar de demorar anos para a conclusão da obra, o shopping não fez nenhuma obra de redução de impacto no trânsito, ambiental ou social. A praça talvez seja essa compensação. Não saberemos pois o assunto é considerado uma benesse e não uma obrigação. 

Melhor uma pista de concreto, com algum verde, do que não ter espaço nenhum? É melhor sim, mas aplaudir sem crítica não ajudará nada para que o verde ganhe mais espaço em nossa cidade tão cinza.

sábado, 11 de julho de 2015

Vai dar no Jornal Nacional? Integrantes do TCU são denúnciados por delator da Lava Jato

Nardes (à direita) abraça Cedraz durante a posse do 
novo presidente do TCU, em dezembro passado
Com informações de Carta Capital e Época

A instituição que virou a queridinha das oposição e dos coxinhas em geral porque acenou com a possibilidade de rejeitar as contas da presidenta Dilma, está na mira de denúncias dos delatores da Lava Jato.

Em depoimento o empreeteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, afirmou pagar uma mesada de R$ 50 mil ao filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, em troca de informações privilegiadas. Se não bastasse isso, Tiago Cedraz foi contratado por R$ 1 milhão para atuar em um caso na Usina Angra 3, relacionado a uma licitação de obras de R$ 2 bilhões.

Parece que o investimento obteve retorno já que, no julgamento do mérito o pleno o tribunal votou pela continuidade da pré qualificação mesmo que a área técnica tenha recomendado a anulação definitiva.

Mas não fica por aí. O próprio relator do que se chamou de "pedaladas fiscais" , Augusto Nardes, também é alvo de denúncias. Se o STF não houvesse aniquilado a Operação Castelo de Areia que investigava denúncias de lavagem de dinherio e crime financeiro pela empreiteira Camargo Correa em 2009.

Em um dos casos, referente à obra de Eclusa do Tucuruí. Em um dos documentos aparece um "compromisso" de R$ 500 mil reais com Luiz Antonio Pagot, que era diretor do Departamento Nacional de Infraestrutua de Transportes, e com o PP de Nardes. Após esse "compromisso" Nardes muda seu voto e libera um aditivo de R$ 155 milhões para a Camargo Correa construir a eclusa.

Nardes chega ao TCE com ajuda de Luiz Henrique Bezerra, filho do ex-senador Valmir Campelo Bezerra (DEM/DF). Luiz auxiliou na sua eleição, em 2005, que na época a Câmara era presidida por um dos padrinhos políticos de Nardes, Severino Cavalcante (que foi eleito pelo "baixo clero" e renunciou devido a denuncias de que cobrava propina dos restaurantes da Câmara). Em seguida Nardes foi responsável por relatar um processo em que os auditores do tribunal apontavam um superfaturamento de R$ 184 milhões nas obras do Rodonael maior obra dos governos tucanos de São Paulo. Ninguém foi responsabilizado e tudo ficou por isso mesmo.

Vida tranquila da assessora do PMDB

23 de junho, uma terça feira. Assessora compartilha sua "agenda" da tarde

O Jornal Pioneiro na edição de quinta feira (09) apresentou uma reportagem que deveria ser estarrecedora, mas acabou caindo no silêncio durante a semana. A reportagem em questão fala sobre a assessora do deputados estadual Alvaro Boésio (PMDB), Milena Darsie Baldasso de 19 anos.

Milena tinha uma vida bastante tranquila. Empregada como assessora nível 1, tinha um salário de R$ 2.800,00. Baixo para os padrões da Assembleia, mas elevado para quem, como ela, não trabalhava.

A reportagem trouxe postagens onde Milena postava, em uma rede social num dia de semana: "vou aproveitar e ficar embaixo das cobertas a toda a tarde" ou "só não reclamo mais pq pelo menos eu não trabalho e posso fazer os trabalhos durante a semana".

Na cidade as lideranças do PMDB não reconheciam Milena como assessora, na assembleia ídem. Ela ganhou o cargo, sim por que foi um presente, em maio de 2014, no lugar do pai.

Estarrecedor é Boésio dizer que a assessora tem "tempo livre". Estarrecedor é saber que Boésio é o líder do PMDB, partido do Governador, na Assembleia. Estarrecedor é saber que ela já recebeu mais de R$ 33 mil em salário sem trabalhar. Estarrecedor é saber que esse não é o único caso. Estarrecedor é saber que isso não dará em nada.

O Polenta News já publicou dezenas de casos semelhantes. A imprensa idem. Geralmente os envolvidos são parlamentares que dão discurso sobre ética e representação do "cidadão de bem", mas sempre tem um irmão, mulher ou cabo eleitoral recebendo sem trabalhar.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O que é mais importante: aumentar o salário do Prefeito ou dar dinheiro para a saúde?

O cinto está apertado pra todo mundo. O Governo do Estado, por exemplo, não para de cortar verbas em todas as áreas e não perdoou nem os hospitais.

Em Caxias o Prefeito Alceu, em dezembro de 2014 assinou o decreto nº 17.277 que estabeleceu uma série de restrições nas contas com vistas a fazer uma boa economia nas finanças municipais.

Cabe destacar o inciso do art 5º:

Art. 5º Ficam ainda estabelecidas as seguintes medidas administrativas e de restrições orçamentárias para o efetivo controle da despesa pública, sem prejuízos de outras análogas, para a Administração Direta, Autárquica e Fundacional:

IX - não aplicação de eventual atualização dos subsídios dos agentes políticos do Poder Executivo, eletivos (Prefeito e Vice Prefeito) e administrativos (Secretários Municipais, Procurador-Geral, Chefe de Gabinete do Prefeito, Diretor-presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Diretor-geral do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) e Diretor-presidente do Instituto de Previdência e Assistência Municipal (IPAM); e
X - exclusão da previsão de reajustamento trimestral, aos detentores de cargos em comissão.

Portanto, totalmente ilegal o projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores que prevê o repasse dos índices inflacionários aos salários do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), do vice Antonio Feldmann (PMDB), dos secretários, procurador-geral, chefe de gabinete, diretores e presidentes do Samae, FAS e Ipam, já que o decreto continua em pleno vigor.

Só ficaram de fora da festa os bodes expiatórios: os CC's (menos o chefe de gabinete).

Mesmo que o reajuste proposto trate-se de reposição inflacionária, o decreto, que ainda está em vigor, proíbe a aplicação de atualização dos salários dos agentes políticos.

Agora, questiona-se ao Prefeito Alceu Barbosa Velho: “O que é mais importante: aumentar o salário do Prefeito ou dar dinheiro para a saúde?”

Em tempo: Alceu, preocupado com a falta de verbas na área da saúde, lançou o seguinte comentário: “O que é mais importante: financiar um CD ou a saúde?”

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sardenberg alucina e culpa Lula pela crise grega


O jornalista Carlos Alberto Sardenberg, um dos âncoras da Globonews e da CBN, numa profunda falta de honestidade intelectual e objetividade jornalística, acusou o ex-presidente Lula de ser o responsável pela crise da Grécia.

Sardenberg esqueceu, ou não, que a crise grega é causa, e não consequência, da chegada ao poder de um partido que questiona, e colocou em plebiscito, o ajuste fiscal imposto aos gregos pela União Europeia.

Em um posto no Facebook o escritor Fernando Morais comentou: "sardenberg diz que a idéia de dizer "não" à austeridade foi dada a alexis tsipras por lula e dilma! sim, é inacreditável. a fala revela três faces de um péssimo trabalho "jornalístico": má fé, desinformação elementar e preguiça de pesquisar antes de falar", dispara.

Com o passar dos dias, semanas e meses, cada vez mais a verdade vem sendo sacrificada nos meios de comunicação. Daqui a pouco nem mais a data será verdadeira em um jornal.

Para quem quiser segue abaixo a entrevista na íntegra:

 

Servidores estaduais denunciam desmonte da segurança, rejeitam reajuste zero e falam em greve geral

Com informações de Sul21

Mais de 10 mil servidores públicos foram as ruas nessa terça-feira (07) em Porto Alegre. A Marcha em Defesa de Segurança Pública reuniu servidores da Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícias e Susepe, se manifestaram contra o desmonte da segurança pública que esta sendo promovido pelo governo José Ivo Sartori (PMDB).

Além dos trabalhadores da segurança participaram professores, portuários, servidores do judiciário, da saúde e outras categorias.
A marcha desta terça-feira partiu de diferentes pontos da cidade, reuniu-se no Largo Glênio Peres e rumou para o Palácio Piratini para se encontrar com servidores de outras categorias que aguardavam seus colegas da área da segurança.

A soma de todas essas categorias colocou na pauta a contrariedade do reajuste zero do salários dos servidores. Inserida no LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias, foi enviada para a Assembleia sem prever reajuste salarial para 2016.

Nos próximos dias, os sindicatos de servidores públicos devem intensificar a articulação e definir um calendário de mobilizações que pode incluir uma grande assembleia geral de todos os servidores públicos e desembocar em uma greve geral de todo o serviço público caso o governo insista em manter as propostas encaminhadas à Assembleia.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Governo edita MP que cria o "Seguro Emprego"

Foto: Agência Brasil
O governo Dilma enviou ao Congresso uma Medida Provisória (MP) que permite as empresas com dificuldades financeiras temporárias reduzirem a jornada de trabalho dos funcionários. O Programa de Proteção ao Emprego (PPE) propõem que a empresa diminua em até 30% das horas de trabalho, com redução de salário, e o trabalhador receberá metade dessa redução do governo federal.

Esse programa na prática é um "seguro emprego" pois será pago ao trabalhador enquanto ele estiver trabalhando.

A proposta funcionará da seguinte maneira:

Empresas e sindicatos irão discutir a redução da jornada de trabalho, como acontece hoje. O limite será de até 30% das horas trabalhadas;

Do valor que o trabalhador perderia do salário, 50% será compensada pelo governo federal com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Essa compensação será limitada a R$ 900,84, correspondente a 65% do valor do maior benefício do seguro desemprego, hoje em R$ 1.385,91.

Um trabalhador metalúrgico de Caxias do Sul, por exemplo, que recebe R$ 2 mil e teve 20% da redução de jornada, com redução de salário, iria receber, antes, R$ 1.600,00, com as nova regra ele receberá R$ 1.800,00. Essa diferença será coberta pelo FAT.

O Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, ao apresentar o programa afirmou: "É um programa positivo orientado para manutenção do emprego em momentos de crise". O programa foi inspirado em um modelo existente na Alemanha.

Todos os setores econômicos podem aderir ao PPE mas, evidentemente, o setor industrial será o maior beneficiário no momento. É importante frisar que a empresa não poderá reduzir postos de trabalho enquanto estiver no PPE. Além disso as contribuições previdênciarias e do FGTS continuarão por parte do empregador.

Caxias do Sul será uma das cidades que se beneficiará muito com a medida, se realmente as vagas de trabalho estiverem sendo fechadas por motivos econômicos não haverá motivo para que as empresas não aderirem ao PPE.

As metas do governo federal é manter cerca de 50 mil empregos.

Perguntinha: o que faz 10 pessoas pagarem mico?

Era uma sexta feira fria em Caxias do Sul e do lado de dentro do Teatro Murialdo centenas de pessoas assistem a palestra do teólogo Leonardo Boff.

Do lado de fora, 10 pessoas, fazem um protesto(?!), panelaço (?!). O ato (?!) foi convocado pelas redes sociais e retunbou em um enorme fracasso de público, e de crítica também.

Panelaço é um ação de quem não quer ouvir, não se propõem ao debate e que querem ignorar completamente a opinião do outro. Por isso que esse grupelho escolheu o panelaço ao invés de participar do debate.

Passaram frio e vergonha.

domingo, 5 de julho de 2015

Top 5 Polenta News - Junho 2015

Veja abaixo quais são os assuntos mais comentados em junho 2015.

Você acha que as metalúrgicas caxieneses estão demitindo por causa da crise? Tolinho - Polenta News questiona o jornalismo econômico e mostra o que ele esconde. Que duas empresas caxienses falam que demitem em Caxias do Sul por causa da crise mas na verdade estão contratando em outras cidades. 

Moção de repúdio é aprovada na Câmara de Vereadores cheia de discursos falsos - Com um discurso mais próximo a era medieval que ao século XXI, vereadores aprovam moção contrária a medidas contra o preconceito.

Governo Sartori. Nepotismo 2ª versão - Filhos, irmãos e até esposa de membros do governo Sartori ganharam cargos nos escalões do governo. 

Prefeito Alceu recebeu doações de campanha de empresas do Clube das Empreiteiras - Uma forte relação entre o atual prefeito e as empreiteiras que estão fazendo as obras do SIM começa a aparecer. As empreiteiras podem ter combinados os valores para participar das licitações.

Sartori continua dando suas "pedaladas" - Todo o mês é a mesma coisa. O governador Sartori (PMDB) decide quais contas ele pedala. Nesse mês Assembleia Legislativa e Ministério Público "esqueceram" o valor no caixa único.

sábado, 4 de julho de 2015

A vergonhosa indisposição da mídia com Leonardo Boff

Foto: Mario André Coelho
Geralmente o teólogo Leonardo Boff só ganha as páginas de jornais quando ele critica algum petista ou governo do PT. No resto do tempo a indisposição com ele, por parte da mídia, é evidente.

Caxias não foi diferente. Aqui ele encontrou uma colunista que perdeu a objetividade e partiu para o revanchismo. O motivo do "mimimi" da colunista do Pioneiro, Rosilene Pozza, foi por que Boff não quis responder as suas perguntas sobre o governo federal, sobre o Lula e o governo Dilma. Como faltou a capacidade de perguntar sobre o assunto da palestra "Democracia e Direitos Humanos", Rosilene resolveu descontar sua frustação no próprio Boff.

A colunista confude, obviamente por falta de honestidade intelectual, que a defesa de uma política de estado, ou mesmo as ideias de um partido não são necessariamente a defesa do partido. Esse detalhe intelectual, que não é para qualquer um, é o que faltou quando ela escreveu: "Não defende o PT. Oi?". Como ela não conseguiu que Boff falasse do PT ela resolveu atacar Boff. Pior do que isso foi a propaganda de uma panelaço que reuniu somente 6 pessoas.

Nos sábado ela voltou a artilharia novamente ao teólogo. Para isso recorreu a "email de leitores" que é uma maneira de colocar as suas palavras "na boca de alguém", como se diz no jornalismo. Mas aí faltou critéio e bom senso. Um tal de Claudio Biasio, entre outras barbaridades fala que Lula é bilionário! Uma mentira que já foi rebatida milhares de vezes, mas Rosilene Pozza não teve a decência de filtrar isso. Outro, Pedro Fattori, fala da uma suposta ação do Ministério das Relações Exteriores para proteger documentos que citam Lula e a Odebrech, novamente mentiroso já que todos os documentos vieram ao público e não há nada de relevante neles. Mais uma barrigada.

Talvez por esse excesso de mau jornalismo os caxienses não tenham percebido que faltou coluna política no Pioneiro nos 30 dias que ela ficou de férias.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Festa da Uva: uma caixa preta?

A maior festa da cidade, a Festa Nacional da Uva 2016, mal começou a ser preparada pela Comissão Comunitária e pela diretoria da empresa Festuva S/A e já está envolvida em mais uma situação constrangedora.

A prefeitura repassou R$ 3,9 milhões de reais para a Festuva, por meio de um convênio com a Secretaria Municipal do Turismo. O vereador Rodrigo Beltrão (PT), denunciou esta semana na Câmara de Vereadores que o repasse é irregular, pois deveria ter sido apreciado pelo legislativo. Não bastasse isso, o vereador chama atenção que com esse recurso, por ser público, as contratações de serviços da Festuva deveriam ser licitadas, o que não vem ocorrendo. A Festa da Uva é uma empresa que tem patrocinadores de peso como bancos e empresas de grande porte e sempre se vangloria de ter saldos positivos ao final de suas edições. Num período de crise em que faltam recursos para a saúde e educação, a prefeitura repassar quase R$ 4 milhões de reais a uma empresa lucrativa é no mínimo questionável. As denúncias serão encaminhadas ao Ministério Público para providências.

Outro fato questionável é a composição da Comissão Comunitária. A Comissão é composta por casais que respondem por suas diretorias respectivas. Mas, o que mais chama atenção é a diretoria de relacionamento com setor privado, a qual o convidado para diretor, foi Osvaldo Voges, proprietário da massa falida Voges S/A envolvida no escândalo no final do ano passado, quando demitiu cerca de 500 trabalhadores sem pagar suas rescisões e que mais adiante descobriu-se que a empresa não recolhia o FGTS de mais de 200 funcionários. O critério dessa composição não condiz com o nome "comunitária" quando convida um empresário falido que usurpou direito trabalhistas de parcela da comunidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MP investiga. Frizzo surta

O Ministério Público irá investigar a compra de uma caminhonete Mistubish Pajero Dakar, que custou R$ 160 mil  ao Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae). A promotora Jeanine Mocellin quer investigar o desvio de finalidade e um suposto superfaturamento. A notícia foi divulgada na coluna da Rosilene Pozza (01/07)

Essa caminhonete é fruto de polêmica há bastante tempo. Depois que foi comprada pelo Samae ela foi "emprestada" para o gabinete do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) (veja aqui). A situação pegou tão mal que o prefeito devolveu o "abacaxi de luxo".

O questionamento era: se o Samae não precisa do veículo, a ponto de emprestar para o prefeito porque ela foi comprada?

O diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), logo saiu com uma desculpa: ela havia sido comprada para que a Guarda Municipal fiscalizasse as represas.

Por conta disso a Guarda Municipal usa um veículo de luxo desde o dia 1º de maio. Bom para a
Guarda, mas foi bom para o município?

Essa é a segunda investigação. Outra denúncia alega um provável superfaturamento. A empresa que venceu a licitação teria fechado o negócio por um valor maior que o de mercado. Além da Pajero foram adquiridos outros dois veículos no mesmo lote.

Com essa nova denúncia Frizzo surtou. Ele disse que a promotora estava fazendo um factoide, que não tem equipe técnica para avaliar a necessidade ou não compra, que só o Samae tem essa condição (apesar do veículo não ficar com o Samae). Para finalizar joga a pérola:

"Vai ver que o prefeito de Caxias não pode andar numa Pajero. Metade da cidade tem Pajero e Toyota", afirmou Frizzo à colunista do Pioneiro.

Pode?

Essa é mais uma encrenca envolvendo o Samae. A gestão da companhia é calamitosa. São denúncias de horas extras indevidas, compras desnecessárias, licitações suspeitas e uma barragem inaugurada há quase 1000 dias e que ainda não funciona.

Por conta de uma blindagem inacreditável o prefeito sai ileso de todas essas denúncias e o secretário continua no poder. Alceu é muito bom para falar da corrupção dos outros mas esquece o que acontece ao seu lado.

Se não houver uma operação abafa o caso será investigado.

Cunha dá novo golpe e aprova redução da maioridade penal

Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Já está virando rotina. Se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) perde uma votação ele dá um jeito de votar novamente. Fez isso com o financiamento empresarial de campanhas eleitorais e fez isso, novamente, ontem na redução da maioridade penal. 

Na terça feira a proposta não havia conseguido o número mínimo de votos para ser aprovada como Emenda Constitucional, ou seja, 308 votos (obteve 303).

Atingido pela derrota Eduardo Cunha colocou toda a sua "máquina" em ação na quarta feira. Primeiro arrumou 3 deputados de partidos de  equena bancada que são seus aliados: Rogério Rosso (PSD), André Moura (PSC) e Marcelo Aro (PHS) para assinarem uma emenda aglutinativa que é praticamente igual a que tinha sido rejeitada na noite anterior. A novo proposta apenas retirava tráfico de drogas como crime que um menor de 18 anos responderia como adulto. Em segundo lugar colocou sua tropa de choque pressionar os deputados que tinham votado contra a medida.

Um exemplo do nível do debate foi a fala do deputado Celso Maldaner (PMDB/SC). Ele disse na tribuna que foi ameaçado por outro deputado do PMDB de seu estado. Ele cedeu as ameças e mudou de voto. Com essas manobras todas, Cunha conseguiu 20 votos a mais e a proposta foi aprovada.

Em apenas 24 horas a Constituição foi ferida duas vezes. A primeira com a aprovação de uma emenda que a própria constituição afirma que não poderia ser aprovada (é a chamada cláusula pétrea). Segundo é que o rito de votação de emenda constitucional também foi ignorado por Eduardo Cunha.

O deputado gaúcho, Paulo Pimenta (PT) chegou a fazer uma metáfora futebolística para resumir a atitude do presidente da Câmara. "Se fosse o Brasileirão, Eduardo Cunha seria o Fluminense, não aceita perder nunca".

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Badesul foi obrigado a demitir CC irregular

 

A presidenta do Badesul, Sandra Schmidt Schafer, foi obrigada a deixar o cargo após denúncia de ocupação ilegal do cargo. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre. Segundo o sindicato o cargo ocupado por Sandra deve ser ocupado por um funcionário com vínculo empregatício com a instituição.

A entidade alegou, ainda, que a nomeação dela excedeu o limite de seis cargos de confiança (CCs) que podem ser ocupados por trabalhadores que não pertencem ao quadro de servidores do banco, conforme a legislação.

Na denúncia o sindicato classificou a situação do Badesul de “cabide de empregos de grife”. Primeiramente a assessoria de imprensa do Badesul negou a irregularidade, mas logo em seguida acabou voltando atrás.

Nessa terça feita (30) o Badesul acabou informando que Sandra deixou o cargo. O Badesul já foi usado para acomodar cargos de deputados da base do governo Sartori que não conseguiram se eleger. Paulo Odone (PPS), Mano Changes (PP) e Kalil Sehbe (PDT) ganharam cada um uma diretoria do banco.