segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Com aquartelamento de brigadianos situação no RS ficará gravíssima

Foto: Caroline Ferraz/Sul 21
Se os policiais militares cumprirem com o que as suas entidades de classe estão prometendo a situação no Rio Grande do Sul ficará a beira do caos a partir de amanhã. 

As entidades de cabos e soldados promete um aquartelamento, ou seja, os soldados não sairão dos quarteis. Isso já aconteceu hoje, primeiro dia de paralisação dos servidores públicos estaduais, em alguns locais. Se o movimento for generalizado a população estará entregue a própria sorte. Isso é inclusive o que as entidades afirmam em nota:

“Orientamos a população do Rio Grande do Sul, que vê a criminalidade se alastrar diariamente, que se proteja como puder faze a ausência de policiamento nas ruas que se verifica no dia de hoje e se intensificará a partir de amanhã”, diz a nota.

O teor é bastante semelhante ao divulgado na primeira vez que houve parcelamento de salários. Naquela vez, o policiamento de centro de Porto Alegre, por exemplo, foi feito por estudantes da academia de polícia.

Tudo indica que o movimento deverá crescer. Escolas paradas, delegacias paradas, contingente de policiais reduzidos. Uma situação nunca antes vivida pelo Estado do Rio Grande do Sul.

E há poucas perspectivas de melhoras. Sem nenhuma ação concreta, o governador Sartori (PMDB), apresentou um calendário onde os salários serão pagos em 4 parcelas. A primeira de R$ 600,00 hoje (31), depois nos dias 11, 15 e 22 de setembro. Se tudo correr certo.

O contrato da dívida com a União e a Lei de Responsabilidade Fiscal, obriga o governo federal a cobrar a dívida com o RS. Como Sartori só apresentou projetos que, se aprovados, começam a dar resultado em 2016, o pagamento dos salários de setembro também deverá ser parcelado, e, PASMEM, por um valor ainda menor que os R$ 600,00!

Não pagamento de servidores, fornecedores, prefeituras, hospitais, etc. são um claro crime de responsabilidade administrativa, porém, impera o silencia e ninguém pede o IMPEACHMENT do governador Sartori.

domingo, 30 de agosto de 2015

Grupos anti-Dilma que se diziam apartidários se preparam para lançar candidatos em 2016

De apartidários para candidatos, quanta contradição
A lista de contradições dos grupos que promovem protestos contra a presidenta Dilma é imensa. Eles defende uma invenção que se chama "intervenção militar constitucional", algo que só existe na mente deles. Depois saem com o pedido de impeachment de uma pessoa que é sequer investigada pela justiça, lideram uma turba fanática e que pratica atos de violência, gastam milhares de reais em atos sem apresentar de onde sai o dinheiro, e por fim, mas não por último se diziam apartidários, mas agora lançarão candidatos nas eleições de 2016.

O Movimento Brasil Livre (MBL) que é o maior desses grupos já tem uma lista de possíveis candidatos. Organizado nacionalmente, inclusive em Caxias do Sul, o grupo diz que a diretriz do MBL é justamente a de que as lideranças que surgiram em diversas cidades se candidatem nas próximas eleições "e faremos campanha para essas pessoas", afirma Kim Katguiri, um dos fundadores do grupo ao portal IG. "Também não descarto me candidatar no futuro", completa.

Quando candidatos os membros do MBL devem levar a ideologia do grupo para o debate eleitoral. Entre os pontos estão as privatizações de empresas, incluindo a Petrobras, e o ataque aos direitos das minorias e aos movimentos sociais. 

Esses candidatos devem roubar o espaço dos "delegados" e "militares" que eram responsáveis por concentrar o voto da direita desqualificada e anti popular. Como consequência à campanha que têm feito pelo impeachment, as lideranças do MBL se veem a cada dia com maior contato com deputados da oposição que apoiam suas teses pela saída da presidente. Assim, para o grupo, ao contrário do que discursam outros movimentos, não seria um empecilho o lançamento de candidaturas por partidos de oposição variados, como o DEM, o PSC e o próprio PSDB.


sábado, 29 de agosto de 2015

Sartori pagará só R$ 600,00 para os servidores e foge das explicações

Aparece nos extratos bancários. Os salários dos servidores públicos estaduais serão novamente parcelados e a parcela dessa vez será inferior a um salário mínimo, o que é proibido para quem trabalha 8 horas por dia.

Apesar do parcelamento ser um fato, o governador José Ivo Sartori (PMDB) foge de dar explicações sobre o assunto. Questionado pela imprensa na manhã de hoje (29) ele saiu com mais uma pérola de seu repertório:

"Os servidores merecem uma explicação, mas hoje o assunto é Expointer"
A explicação, segundo o governador, virá na segunda feira, quando planilhas, provavelmente do excel, serão mostradas a uma plateia de ninguém.

De concreto mesmo teremos um estado novamente paralisado. Os servidores públicos entraram em greve, novamente, por quatro dias. Dessa vez existe a possibilidade do movimento ser ainda mais forte.

No movimento anterior os policiais militares não se aquartelaram. Dessa vez a possibilidade dos brigadianos não irem policiar as ruas é real.

Enquanto isso o governador Sartori não apresenta nenhuma alternativa para a crise que ele mesmo criou. Dos projetos que ele protocolou na Assembleia nenhum deles apresente uma solução imediata para a crise. O aumento de impostos, por exemplo, só começará a valer no ano que vem, se aprovado. Isso coloca uma perspectiva que os salários serão parcelados e, não se sabe, se conseguirão ser pagos todo no mesmo mês.

Outra certeza é que ao não pagar a parcela da dívida com a União, o estado terá as contas bloqueadas novamente. Isso é uma obrigação contratual e já atingiu outros estados esse ano. A ação judicial protocolada no STF para que a União não bloqueie as contas gauchas não deve prosperar também. O ministro Marco Aurélio já afirmou "O Judiciário não pode autorizar ninguém a deixar de honrar um compromisso legal".


Deputado do DEM quer fazer algo inédito: processar um personagem

Depois de Dilma Bolada quem será o próximo
"alvo" da oposição?
O deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP) entrou com um requerimento na CPI de Crimes Cibernéticos pedindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do publicitário Jeferson Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”.

O parlamentar oposicionista também pede a convocação para depor de Monteiro e de Danielle Fonteles, proprietária da agência Pepper Interativa.

Criada em julho, a comissão foi proposta pelo deputado Sibá Machado (PT-AC) e tem como foco a investigação de crimes cometidos no ambiente virtual e os impactos deles na economia e na sociedade brasileira.

Em geral, a linha de investigação da comissão apura crimes sexuais, especialmente aqueles cometidos contra crianças e adolescentes, e fraudes no sistema financeiro com milhares de vítimas. Ou seja, o pedido feito pelo parlamentar do DEM sairia do escopo principal de investigação.

“A Constituição Federal determina que uma CPI tem que ter necessariamente um fato determinado para investigação. O que está acontecendo na Câmara dos Deputados é um abuso nas investigações. No caso da de crimes cibernéticos o objeto da investigação é o desvio de dinheiro do sistema financeiro na internet. E o nobre deputado Alexandre Leite (DEM-SP) decidiu pedir a quebra do sigilo da Dilma Bolada”, diz o editor da Fórum, Renato Rovai, em seu blog (leia aqui).

Na justificativa, baseada em matéria da revista Época, Leite destaca a “relevância na última campanha eleitoral a atuação das chamadas ‘guerrilhas virtuais’, as quais utilizam o ambiente da internet para caluniar, difamar, injuriar e proferir toda espécie de ofensas contra partidos e candidatos. Escondidos por trás de perfis anônimos ou ‘fakes’”.

O parlamentar destaca entre os perfis que “militam politicamente” a página de “Dilma Bolada”. “Criada pelo publicitário carioca Jeferson Monteiro, a personagem faz sátira elogiosa da Presidente da República e tira sarro dos adversários políticos. Atualmente, o perfil possui 1,6 milhão de seguidores no Facebook e 457 mil no Twitter”.

Juiz Sergio Moro recebe R$ 77 mil mensal

No Brasil vigora pela Constituição Federal, o limite salarial do servidores públicos. Esse limite tem como parâmetro, o salário dos ministros do STF que hoje percebem R$ 37,5 mil por mês. Nem a Presidenta da República pode ganhar acima desse teto constitucional.

Ocorre que os servidores federais, em especial os da justiça federal, ganham verbas indenizatórias que não se sujeitam ao computo salarial. Portanto, somando o salário dos servidores mais os auxílios como transporte, alimentação, moradia, educação (verbas indenizatórias) seus ganhos ultrapassam, em muito, o limite do teto constitucional.

Dentre os diversos juízes, desembargadores, fiscais da receita, promotores e outros servidores federais que ganham acima desse teto, figura o juiz da operação lava jato o Dr.Sergio Moro, que recebe praticamente o dobro do limite constitucional. Ele recebeu, em média nos últimos 5 anos, R$ 77 mil mensais. Para quem quer ser o novo "paladino" da ética, da moral e dos bons costumes, para quem quer ser o "Salvador da Pátria" é no mínimo contraditório essa prática que burla a Lei maior do país.

Que feio Dr. Moro!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Globo: jornalismo hipócrita

A rede Globo de televisão continua fazendo jornalismo parcial, nefasto e nojento.

Analisemos somente duas importantes informações que o jornalismo da Globo não noticiou, deliberadamente, essa semana para comprovar que a Globo tem lado e que faz um "desserviço" ao país. Vamos as informações que você NÃO viu na Globo:

1- A reafirmação do doleiro Alberto Youssef que Aécio Neves recebera propina de FURNAS. Nesta semana a CPI da Petrobrás fez a acareação entre Youssef e Paulo Roberto Costa. A Globo noticiou outras afirmações sobre a acareação, mas sobre Aécio: nada! Youssef vou indagado por duas vezes e as duas vezes reafirmou que sabia que Aécio Neves era o beneficiário do esquema de corrupção de FURNAS.

2- A bolsa de valores (Ibovespa) teve sua maior alta no ano, de mais de 3,35% e passou dos 45 mil pontos. A semana ainda esta tensa para todas as bolsas de valores do mundo devido a diminuição do crescimento da China. A Globo na segunda e na terça feira, fez questão de mostrar a queda no índice do Ibovespa. Como de costume fez terrorismo. Nesta quarta-feira (26), a bolsa brasileira recuperou e fechou em alta de 3,35%, aliás, a maior alta do ano e a Globo, como era de se esperar silenciou. 

Suas sucursais não são diferentes, Zero Hora no Estado e Pioneiro em Caxias do Sul e região, reproduzem o mesmo jornalismo hipócrita do centro do país.

As prioridades do Governo Alceu. Serão as mesmas que as da maioria da população?

Esta semana a Secretaria do Tesouro Nacional deu o aval e o Ministério do Planejamento aprovou um financiamento para o Município de Caxias do Sul junto ao CAF (Confederação Andina de Fomento) no valor de R$ 50 milhões. Agora só falta aprovação do Senado.

O empréstimo servirá para custear os projetos de mobilidade urbana da cidade e foi aprovado pela Câmara de Vereadores. Serão feitos asfaltamentos no interior, construção de uma rotatória e dois viadutos.

Ok. Caxias precisa urgentemente melhorar sua mobilidade (o que não se faz apenas com pavimentações, mas com planejamento e incentivo ao transporte coletivo)

No entanto, chama a atenção o fato de que os projetos prioritários do Governo Alceu nunca são voltados à população que necessita de serviços públicos. Caxias possui atualmente um deficit de mais de 9 mil vagas na Educação Infantil (dados do TCE), as Escolas Municipais estão abarrotadas e a Assistência Social, ao invés de abrir programas, reduz cada vez mais o atendimento à população. Quanto à Saúde, basta um dia no
Postão para se certificar da calamitosa situação por que passam os usuários.

O olhar crítico não pode deixar passar desapercebidas as prioridades em que cada governo se empenha. A infraestrutura é importantíssima, mas não enche a barriga de ninguém. Não tira a pedra do sapato do trabalhador e da trabalhadora que não tem com quem deixar o filho ou não tem acesso a uma consulta especializada.

Por que nunca ouvimos falar de um empréstimo tão vultoso para a área social ou saúde?

Certos partidos e governos têm o discurso do “social” na ponta da língua somente na hora da campanha. O Governo do PDT em Caxias é um ótimo exemplo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Líderes da base na Câmara também apresentam sua Agenda para o Brasil


Deputados federais de 15 partidos lançaram nesta quarta-feira 26, na Câmara, um conjunto de propostas para o Brasil retomar o desenvolvimento e superar a crise política. O documento, segundo eles, é uma contribuição à Agenda Brasil, apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e foi elaborado pelos líderes do PCdoB, PT, PRB, PP, PR, PROS, PSD, PRP, PRTB, PSDC, PSL, PMN, PTC, PTdoB e PTN.

A lista de prioridades contém 26 medidas divididas em 11 eixos temáticos, como políticas monetária, fiscal e tributária e desenvolvimento produtivo e regional. A "pauta da virada", formada por matérias em tramitação na Casa, será trabalhada junto ao Executivo e com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), unificando uma plataforma de luta para o desenvolvimento econômico e social do país.

À frente da Bancada do PCdoB, a deputada Jandira Feghali (RJ) destaca que a Casa percebeu a necessidade de se apresentar uma agenda para a sociedade: "Queremos superar uma pauta restritiva ou conservadora. As nossas contribuições são bastante abrangentes e expressam um sentimento da base aliada do governo, tratando do desenvolvimento do Brasil, das pessoas e a universalização das políticas públicas".

Na mesma linha, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), enfatiza a importância de união na plataforma: "É difícil explicar que não existe uma agenda comum entre Câmara, Senado e Governo Federal. São temas e eixos fundamentais para que possamos iniciar uma virada. Não importa nossas posições particulares. O mais importante é que nós líderes queremos aprovar pautas importantes ao país, como as que estimulem a competitividade das empresas e a redução dos gargalos já neste segundo semestre".

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), considera que o movimento dos líderes integra um novo ciclo iniciado na semana passada: "O governo recebe essas propostas com absoluta simpatia. Elas expressam a grande política, sugerindo a correção de rumos e alternativas, saindo deste 'mata-mata' entre oposição e governo".

Leia a íntegra do documento:

Sugestões à Agenda Brasil

A apresentação de uma Agenda pelo Senado Federal teve um significado importante: colocou em pauta propostas para a economia, deslocando o centro dos debates, que até então pautava apenas o ajuste fiscal e as dificuldades políticas.

Os lideres da base da Câmara dos Deputados resolveram apresentar sua contribuição construindo alternativas ao seu conteúdo e permitindo ampliação do diálogo com as duas Casas, com o governo e a sociedade.

Uma agenda para o país retomar o caminho para o desenvolvimento precisa reafirmar a soberania, a democracia e os pactos federativo e universalista contidos na Constituição, com atenção especial para a redução das desigualdades sociais e regionais, a defesa da cidadania e dos direitos sociais.

Pauta da Virada

Políticas Monetária e Fiscal


1. Adotar medidas para a redução dos juros e de manutenção do câmbio em patamares que assegurem a competitividade da produção nacional.

2. Ampliar recursos para saúde, educação e pesquisa científica, com criação de novas fontes de recursos e garantia de não-contingenciamento do orçamento dessas politicas.

3. Adotar medidas para a realização de receitas não-tributárias, como a securitização da dívida ativa da União, estados e municípios; e a repatriação de ativos financeiros. Em relação a esse último ponto, é importante que a destinação dos recursos priorize gastos em educação.

Desenvolvimento Produtivo


4. Adotar políticas voltadas para o aumento de competitividade, produtividade, com foco na absorção de tecnologia; redução do custo de financiamento; ampliação da exigência de conteúdo nacional e do incentivo à expansão, diversificação, fortalecimento e integração das cadeias produtivas internas.

· Ampliar as políticas de conteúdo local, com maior ênfase no apoio a capacitação dos fornecedores e sua inserção em atividades de maior conteúdo tecnológico;

· Adotar políticas específicas para as cadeias produtivas em formação ou expansão no Brasil, particularmente para os segmentos industriais de defesa, óleo e gás, transportes ferroviários e energias renováveis;

· Reconhecer o SUS como uma importante área de desenvolvimento tecnológico e de formação de uma cadeia produtiva para a indústria nacional de equipamentos médicos e hospitalares e de insumos;

· Ampliar as políticas de apoio à exportação das grandes empresas dos setores de eletrônica e outros de alta tecnologia, bem como a internacionalização das marcas.

5. Apoiar as medidas em defesa da Petrobras e da engenharia nacional.

6. Aprovar medidas para o fortalecimento das micro e pequenas empresas.

Desenvolvimento Regional


7. Aprovar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional II.

8. Implementar políticas de desenvolvimento do turismo.

Política Tributária


9. Adotar medidas para ampliar a progressividade da tributação, reduzindo a tributação sobre o consumo e sobre a circulação de bens e serviços e aumentando a tributação progressiva sobre patrimônio: grandes fortunas, heranças, a grande propriedade urbana e rural, o setor financeiro e as remessas de lucros e reservas ao exterior.

10. Adotar medidas para simplificar obrigações tributárias e facilitar a pronta recuperação dos créditos tributários.

Reforma Política


11. Adotar medidas para a democratização do processo eleitoral e redução de custos das campanhas.

Pacto Federativo


12. Aprovar medidas para o aperfeiçoamento e uma repactuação mais justa de receitas, obrigações e responsabilidades do Pacto Federativo.

Combate à Corrupção


13. Aperfeiçoar a legislação anticorrupção: tipificação de crime de enriquecimento ilícito (PL 5.586, de 2005); e medida cautelar sobre indisponibilidade de bens, direitos e valores (PL 2.902, de 2011).

14. Mudar a legislação relativa à criminalização da sonegação, tornando-a mais rigorosa e abrangente.

Direito dos Trabalhadores


15. Adotar medidas para a garantia do emprego, dos direitos dos trabalhadores e do poder aquisitivo dos trabalhadores e aposentados.

Direitos Civis


16. Adotar medidas que combatam a violência contra a mulher, a intolerância, o preconceito e que assegurem a liberdade religiosa.

17. Garantir o direito de resposta e o aperfeiçoamento da legislação sobre meios de comunicação com medidas efetivas contra concentração econômica (monopólio e o oligopólio).

18. Ampliar o orçamento da cultura. Garantir a diversidade cultural regional e a produção local.

19. Adotar medidas para a política de ressocialização do sistema penitenciário.

20. Aprovar medidas para o acesso universal às redes de comunicação de dados a baixo custo pra o usuário.

Setor Público


21. Apoiar os projetos relacionados à desburocratização e à simplificação da relação do Estado com o cidadão e o setor produtivo.

22. Aprovar mudanças na legislação de licitações e contratos para aperfeiçoamento das regras e dos instrumentos de controle, transparência e eficiência.

23. Defender a construção, por parte do poder executivo, de políticas para as carreiras e remuneração dos servidores públicos.

Questões Urbanas e Reforma Agrária


24. Adotar medidas efetivas que assegurem políticas e recursos para melhoria da mobilidade, construção de moradias, saneamento básico.

25. Aprovar medidas para a modernização e adequação do Código Brasileiro de Trânsito.

26. Garantir orçamento para Reforma Agrária. Assegurar condições para assentar todos os acampados, como também viabilizar condições de produção e de acesso aos serviços públicos.

Assinam os líderes dos seguintes partidos:

PCdoB, PT, PRB, PP, PR, PROS, PSD, PRP, PRTB, PSDC, PSL, PMN, PTC, PTdoB, PTN

Sartori: "Fizeram greve mesmo recebendo" diz Sartori em entrevista

Foto: Luiz Chaves
O governador José Ivo Sartori (PMDB) ganhou três páginas de entrevista na Zero Hora para não dizer nada. O belo espaço no veículo oficial de divulgação do governo do estado, ops, na Zero Hora, como de costume foi recheado de afirmações sem objetividade nenhuma. A entrevista comandada jornalista Rosane de Oliveira não trouxe nenhuma solução para um  estado que em apenas 8 meses de governo enfrenta a maior crise de sua história.  Sartori não apresenta nenhuma saída para a crise que ele mesmo criou para o seu governo. 

Vejam algumas afirmações:

Salário do funcionalismo


Como o senhor vai fazer para pagar o salário [do funcionalismo] no dia 31?

Sartori: "Com o dinheiro que tiver"

Mas o senhor sabe que tem menos de um terço da arrecadação.

Sartori: "Como vou fazer uma projeção se não sei o que vai acontecer no caixa do Tesouro?"

Mas vai entrar receita extra?

Sartori: "Pelo que sei hoje, não tem nenhuma possiblidade"

E as greves?

Sartori: "Fizeram greve mesmo recebendo"

Aumento de impostos


Sobre ele aumentar impostos mesmo dizendo na campanha que não o faria:

Sartori: "Não é uma questão de vontade nem de incoerência"

Mas não havia outro caminho?

Sartori: "Não é por vontade que está acontecendo essa proposta"

Se o projeto não for aprovado como fica?

Sartori: "A gente não pode estar toda hora dizendo coisas que amargurem as pessoas"

Mas não poderia extinguir algum secretaria ou órgão antes de aumentar os impostos?

Sartori: "Acredito que é uma caminhada boa, mesmo pensando que extinguir um órgão aqui e outro ali você não tem resultado imediato"

Crise do Estado


A crise lhe tira o sono?

Sartori: "ultimamente até não posso me queixar"

Está trabalhando muito?

Sartori: "umas 10 horas por dia"

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Youssef confirma para CPI que Aécio recebeu dinheiro de propina em Furnas


Essa é a grande afirmação que foi feita durante a acareção entre Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa no dia de hoje (25) na CPI da Petrobras. Os dois são delatores da Operação Lava Jato.

Youssef foi firme ao afirmar que havia pagamento de propinas em uma diretoria de Furnas que era dividida entre o PP e o PSDB e que a propina era direcionada para Aécio Neves (PSDB) através de sua irmã.

Mas não vai ser isso que você está lendo nos portais de notícias e o que deve sair nos jornais amanhã. Os meios de comunicação resolvem mais uma vez jogar fora a objetividade e trabalhar a contradição entre os delatores como uma grande certeza.

Youssef disse a CPI que tinha "uma percepção" que agentes políticos no Palácio do Planalto sabiam das operações irregulares. Perguntado pelo deputado João Gualberto (PSDB/BA) sobre quem sabia disso no Planalto, Youssef disse que não podia afirmar que era o Lula. Paulo Costa diz a mesma coisa: "eu nunca conversei com ela [Dilma] nem com Lula sobre esse tipo de coisa na Petrobras e não posso dizer que ela sabia", disse Costa.

Outra contradição entre os delatores é sobre supostas doações para a campanha da presidenta Dilma. Paulo Costa disse que Palocci pediu R$ 2 milhões de contribuições de campanha e que o dinheiro seria repassado por Youssef. O doleiro, por sua vez, disse que não conhece Palocci, nem o assessor dele, nem o irmão e que não fez nenhum repasse pra campanha.

Mas os dois concordaram em uma coisa. Houve um pagamento de R$ 10 milhões para o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB), morto em 2014, para abafar a CPI da Petrobras em 2009.

Youssef foi mais longe ainda. Ele acusou o deputado Celso Pansera (PMDB/RJ) de estar intimidando testemunhas e investigados que vem depor na CPI da Petrobras. Youssef ao responder uma pergunta se havia alguém o intimidando respondeu "sim, e ele está aqui e não está aqui para investigar, mas para fazer intimidações", nisso ele foi interrompido por Pansera que quis saber quem era. "É o senhor", disse o doleiro.

Pansera é um dos membros da tropa da choque do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e suas ações teriam levado a advogada Catta Preta, que representava vários delatores, renunciar as defesas e sair do país.

Mais uma vez, de concreto, a CPI da Petrobras não produziu nada. Seus resultados estão abaixo dos da Polícia Federal, mas tem custado milhões de reais aos cofres públicos.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

As fanfarrices de Sartori não param!

Nesse texto elencamos as 16 principais fanfarrices do Governador Sartori do PMDB. Em menos de um
ano, ele conseguiu a marca impressionante de 2 fanfarrices por mês. Se a média continuar, ao longo de 4 anos serão 96 medidas estapafúrdias...haja paciência!

Fanfarrice 1- Aumentou seu salário, do vice e de seus secretários em mais de 60%,
Fanfarrice 2- Extinguiu importantes secretarias e fundiu outras, como a secretaria de políticas para as mulheres e da economia solidária,
Fanfarrice 3- Criou uma secretaria especial para empregar sua mulher, Maria Helena Sartori,
Fanfarrice 4- Empregou, através de Cargos de Confiança, diversos parentes de deputados no governo e secretário, que são alvo de investigação de nepotismo,
Fanfarrice 5- Suspendeu o pagamento (calote) de fornecedores do Estado,
Fanfarrice 6- Acabou com o serviço aeromédico com 3 aeronaves novas recém adquiridas,
Fanfarrice 7- Viajou para o litoral, para participar de uma feijoada de um correligionário de helicóptero, viagem paga com dinheiro público,
Fanfarrice 8- Suspendeu obras em andamento,
Fanfarrice 9- Suspendeu todos os concursos públicos em andamento, inclusive aqueles que já estavam em fase de chamamento,
Fanfarrice 10- Cortou horas extras de policiais militares, professores e bombeiros (inclusive fechou quartéis de bombeiros pelo estado),
Fanfarrice 11- Suspendeu repasse, de recursos da saúde, para municípios e para hospitais filantrópicos,
Fanfarrice 12- Deixou de pagar parcelas da dívida com a União, o que acarretou a suspensão de repasses de recursos conveniados,
Fanfarrice 13- Enviou para a Assembleia Legislativa e sua base aprovou o congelamento do salário dos servidores que não terão aumento no ano de 2016,
Fanfarrice 14- Parcelou, no mês de agosto, o salário dos servidores do estado que ganham acima de R$ 2.100,00 e para o mês de setembro, a previsão é de pagar somente parcela de R$500,00,
Fanfarrice 15- Anunciou programa de privatização, iniciando pela venda de autarquias e empresas públicas, como a CORAG,
Fanfarrice 16- E a última grande ideia do fanfarão, anunciada semana passada, é AUMENTAR IMPOSTOS.

Esse gringo é mesmo um fanfarrão!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Desarticulação e personalismo retiraram campus da UFRGS de Caxias

Garibaldi ou Farroupilha uma dessas cidades deverá ser a sede do campus Serra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. A decisão ainda depende de liberações de áreas e a unificação das lideranças regionais, mas uma coisa é certa: Caxias está fora da disputa.

Desde o início da discussão até agora uma leva de políticos caxienses utilizaram-se desse debate para fazer politicagem. Concentrando-se somente na vinda da UFRGS as lideranças de Caxias deixaram praticamente de lado as outras duas instituições públicas da cidade: a UERGS, que está definhando e o IFET, que começa a progredir agora com prédio próprio.

Mas isso nunca pareceu interessar aos políticos caxienses que preferiam apenas criar comissões na Câmara de Vereadores.

Dentre as opções que serão escolhidas está uma área da Embrapa, em Garibaldi, que é a preferida da maioria dos prefeitos da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). Já haveria uma concordância da Embrapa em ceder o terreno, basta o MEC aceita.

A outra proposta, em Farroupilha, segundo o vereador Rafael Bueno (PCdoB) já teria sido desapropriada. Informação que não foi confirmada pela prefeitura da cidade.

Instalar a unidade da UFRGS em outra cidade da região, para espalhar o desenvolvimento, não é um problema. O problema é fazer, durante anos, uso poilítico da proposta só para beneficiar alguns políticos.

Mas não houve só politicagem, houve muita incompetência do poder público. A prefeitura de Caxias do Sul nunca apresentou nenhuma proposta de área ou de localização para que fosse discutida. O poder público municipal achava que bastava a inércia, ou seja, ser a maior cidade já era o suficiente. Pois é. Não é. Do mesmo jeito que quase perdeu uma unidade do Instituto Federal, por ter apresentando uma área totalmente inadequada, Caxias perde a UFRGS para outras cidades.

sábado, 22 de agosto de 2015

Governo Sartori não deverá pagar valores maiores de R$ 500 no final do mês

Se os servidores públicos estaduais já estavam irados com o governador Sartori (PMDB) pelo  pagamento, em dia, de apenas R$ 2.150,00 no final do mês passado imaginem agora que o valor deverá ser de R$ 500,00?

Essa resposta virá no dia 31 de agosto quando deverá ser pago o salário dos servidores públicos estaduais. Uma coisa é certa o salário não será integral. Se o valor da parcela for menor que um salário mínimo a greve poderá sair do controle. É o que afirma o presidente da Federal Sindical dos Servidores Públicos, Fessergs, Sérgio Arnoud afirma.

Uma coisa é certa. Haverá uma nova paralisação, dessa vez de quatro dias, se os salários forem novamente parcelados. A situação ficará insuportável pois o valor é inferiro a um salário mínimo, ou seja, até os trabalhadores mais precarizados do país receberão mais do que os servidores públicos do Rio Grande do Sul.

O impressionante é que desde o começo do ano, e mais principalmente desde o final de julho, o governador Sartori não teve nenhuma atitude prática para resolver a crise que, ao que parece, ele mesmo está criando.

Durante todos os seus quase 9 meses de governo Sartori enviou um projeto apenas para a Assembleia Legislativa, que reduzia secretarias e foi uma atitude puramente cosmética. Agora ele enviou outro projeto, do aumento de impostos, que só valerá para o ano que vem, se for aprovado. De resto nenhuma atitude prática. Isso nos leva a crer que os salários continuarão a ser parcelados pelos próximos meses.

Até quando os servidores suportarão essa situação? Talvez só mais uma vez. A greve poderá transformar o estado em ingovernável e Sartori poderá ser como o capitão do Titanic que não fez nada para evitar os icebergs.

Que crise é essa?

Crise econômica, volta da inflação, recessão, juros altos, dólar valorizado, desemprego... Todas essas palavras parecem um mantra no discurso da crise e na tese do terrorismo econômico. Não há dúvidas que o país passa por um período turbulento e de ajuste. Mas será que estamos numa "crise" econômica do tipo "desesperadora" como a mídia tenta impor todos os dias? 

Vamos aos tópicos da crise:

Inflação: o centro da meta da inflação é de 4,5%, a meta é de até 6,5%. Hoje a inflação está em 8%, aproximadamente. Portanto, o descontrole "tenebroso" é de apenas 1,5% fora da meta.

Recessão: conceitualmente um país tem recessão quando encolhe seu PIB. Ano passado não crescemos, ficamos na taxa de 0,3 % de crescimento, esse ano talvez a taxa de crescimento seja negativa de até -2%. As previsões são de que já no último trimestre do ano a economia volte a crescer, apontando para um crescimento real em 2016. Isso significa que teremos somente o ano de 2015 com recessão. Esse não é um efeito isolado, a China, maior potência econômica do mundo, crescia a patamares de 14% e esse ano vai fechar em no máximo 7%, uma diminuição de metade do seu crescimento. OS EUA, nos últimos anos, tiveram recessão e este ano não vão chegar a 2% de crescimento, o que também acontece com a Alemanha. Há um reordenamento mundial das economias, alterados na crise de 2008 (pior crise já vista desde 1929). Os reflexos da "bolha" imobiliária dos EUA (2008) seguem até os dias de hoje. 

No Brasil, o governo enfrentou essa crise internacional apostando no mercado interno de massa. Ampliou o crédito para a população que teve acesso a bens de consumo e inseriu 40 milhões de pessoas no mercado consumidor, através de programas sociais. Esse ciclo chegou ao seu limite e foi muito bem sucedido. Agora é necessário que o país faça um ajuste e inaugure um novo ciclo de desenvolvimento que passa inicialmente por grandes investimentos em infraestrutura, para que a produção do país em todos os setores seja mais competitiva e acessível à grande massa trabalhadora. 

Esse processo já esta em curso, serão cerca de R$ 200 bilhões investidos em estradas, portos, aeroportos, ferrovias, hidrovias em conjunto com a iniciativa privada. Um remédio amargo, as PPPs (Parcerias Público Privadas) são uma espécie de "mal" necessário. O ideal seria o investimento público, sem interferência do setor privado, que mais uma vez irá explorar as concessões públicas através de pedágios, e cobrança de serviços dos usuários. No entanto, o governo não dispõem do montante de recursos necessários para modernizar a infraestrutura e o país, então a saída colocada são as PPPs.

Juros altos: sim, os juros sempre foram altíssimos no Brasil, beneficiam os rentistas que nada produzem a não ser a especulação. A taxa SELIC está em 13,5%, a dos EUA não chega a 2%. Se fosse eleger a "vilã dessa história" seria a taxa de juros, que consome o dinheiro público com o pagamento dos serviços da dívida pública, aumenta a concentração de renda, enriquece banqueiros e lobbystas. Mesmo assim, nos melhores anos do governo FHC a taxa SELIC era nada menos que 25% e sobrevivemos. 

Dólar valorizado: na verdade não é o dólar que valoriza e sim o real que desvaloriza em relação ao dólar, o que é ótimo para a exportação. Hoje o dólar é cotado em R$ 2,64. O ideal para as empresas exportadoras é justamente o dólar nesse patamar que vem reaquecendo o setor exportador e que já vem gerando empregos.

Desemprego: é verdade que já tivemos num período recente o pleno emprego, que é na faixa dos 4 a 5% de desemprego, que nada mais é que a margem da reposição, (período de quando um trabalhador sai de um emprego e vai para outro). Hoje o desemprego está em cerca de 8 a 9%. Portanto, 4% acima do que é considerado pleno emprego. Na Espanha, Portugal e Grécia o desemprego passa de 20%. Entre os jovens desses países, a taxa de desemprego chega a 50%, ou seja, metade dos jovens desses países estão desempregados. 

Na vida real, no cotidiano dos trabalhadores, esses números têm reflexos, obviamente. A inflação por exemplo, um pouco mais alta, faz com que o poder de compra diminua. No entanto, o que vemos é supermercados lotados, bares e restaurantes cheios, engarrafamentos em vésperas de feriado em estradas com destino ao litoral, baladas superlotadas, rodoviárias cheias, aeroportos com filas, bem diferente da "crise" do tipo que a TV tenta impor. 

As pessoas estão preocupadas, e é natural, porque há demissões, há uma dificuldade econômica, a indústria tem sérios problemas e o Brasil precisa retomar o crescimento. Mas o terrorismo econômico vendido nos principais meios de comunicação é desproporcional à vida real. Há um em curso uma clara e evidente campanha de para desestabilizar o governo, gerar medo, raiva e intolerância. É a tese do "quanto pior, melhor".

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Milhares saem às ruas em defesa da democracia

Cartazes em sem erros de português, nenhum heroi fantasiado, nenhum pedido de golpe, volta da ditadura ou morte de qualque pessoa. Ninguém mostrou os seios ou baixou as calças. Muitos negros, pardos, brancos e principalmente, trabalhadores. E todos unificados com uma fala: A defesa da Democracia.

Esse é o resumo dos atos que aconteceram em todo o país no dia de ontem, 20. Ao contrário de domingo passado, 16, onde os contrários ao governo Dilma desfilaram um sem número de insanidades, como a volta do Sarney, da ditadura e inúmeros elogios ao presidente da Câmara Eduardo Cunha, denunciado pelo MPF por corrupção, os movimentos sociais que saíram as ruas ontem defendiam a democracia como princípio.


Também ficou bastante evidente as pautas para avanços nos programas sociais. Por conta disso um dos alvos foi a política economica patrocinada por Joaquim Levy. A maioria dos manifestantes acredita que essa seria a política aplicada por Aécio e não por Dilma, aí reside a crítica.

As polícias militares que aumentaram enormemente os números de participantes de domingo, jogaram para baixo os números da quinta feira. A verdade é que um número superior a 100 mil pessoas defenderam a democracia e as instituições nessa quinta feira.

Difente de quem foi a rua no domingo, os manifestantes anti-Dilma, interagiram com o povo. Fazer atos em ruas fechadas, bloqueadas e em centros desertos tem a vantagem de isolar seu público de eventuais críticas, que quando aconteciam eram tratadas com violência. Os manifestantes pró-democracia fizeram atividades em locais públicos, lotados de pessoas.


"Para além da manifestação política, havia um componente típico no comportamento das pessoas nessas horas -- a alegria. Elas confraternizavam entre uma palavra de ordem e outra, faziam piadas, planejavam novos eventos. Estavam felizes por estar ali e gostavam do que podiam ver. Quando apareceu um infiltrado, gravando seus próprios gritos e imagens pelo celular, quem estava próximo limitou-se a rir de um esforço patético para tentar atrapalhar a manifestação". 

Essa é a questão diferencial. Pouco importa os números e sim a atitude. Domingo, uma turba raivosa que faria o Brasil voltar para um país de poucos , ou os manifestantes pela democracia dessa quinta feira que querem construir um país para todos, inclusive para os raivosos.

Brasília é um exemplo disso. A manifestação, com cerca de 3 mil pessoas saiu de uma praça e foi até a Rodoviária (que em Brasília é para ônibus urbano), lá, em meio a população não se ouviam palavras de hostilidade, muitos antes pelo contrário, como foi relatado do jornalista Paulo Moreira Leite:

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Herói dos manifestantes anti-Dilma, Eduardo Cunha é denunciado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro

São 85 páginas que embasam a denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o atual presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Recheado de provas o documento foi entregue ao STF que deve decidir se aceita a denúncia, e com isso Cunha virá réu, ou se arquiva.

Na investigação realizada pela PGR, já que Cunha tem foro privilegiado, teria ficado provado que ele teria recebido, pelo menos, US$ 5 milhões em propinas para  a viabilização a contratação de dois navios sondas para Petrobras. Segundo a delação premiada de Julio Camargo, a empresa teria pago pelo menos US$ 40 milhões em propina.

Eduardo Cunha virou o herói dos manifestantes que foram às ruas no último domingo. Como ele era o único que tinha vontade, e/ou oportunidade para colocar o impeachment em votação recebeu milhares de citações de apoio. A contradição, evidente, é que, supostamente, os manifestantes eram contra a corrupção e seu herói é o primeiro político corrupto acusado pela Lava Jato.

O achacamento que Cunha fazia contra as empresas fornecedoras da Petrobras era tão grande que ele chegou a instruir um deputada a fazer um requerimento, na Câmara dos Deputados, contra uma empresa que não queria pagar propina.

Outra coisa que chama atenção é que foram descobertas, pelo menos, 60 transferências ilegais, a maior parte usava contas da Assembleia de Deus.

Cunha diz que não deixará a presidência da Câmara dos Deputados e ainda promete retaliação contra o governo. Qual a moral de um político denunciado por corrupção querer cassar o mandato de um outro que não é nem investigado?

Não tem nenhuma moral e nenhuma lógica, bem parecido com o pensamento dos que foram às ruas domingo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A indústria das multas da Prefeitura e do Governo do Estado

Você deve ter percebido que nos últimos meses vem aumentando significativamente as operações de fiscalização de trânsito (blitzes) . A orientação do Governo Sartori (PMDB) ao Detran é de aumentar cada vez mais essas operações. A fiscalização de trânsito, sem sombra de dúvidas é importante para evitar acidentes e principalmente mortes. Ocorre que o governo Sartori tem outra visão sobre a fiscalização, que nada tem haver com educação e prevenção no trânsito, as operações são meramente arrecadatórias. Os valores arrecadados com as multas de trânsito vão diretamente para os governos municipais e estaduais que deveriam aplicar esses recursos nas estradas, em campanhas de conscientização e em obras que melhorem a segurança no trânsito.

De olho na ampliação das multas e da fúria arrecadatória, o prefeito Alceu (PDT) através do Secretário de Trânsito e Transporte (Marrachinho) anunciou que vai acionar as câmeras de vídeo dos principais cruzamentos da cidade para multar quem atravessar o sinal vermelho nas madrugadas. Especialistas em segurança pública incentivam as pessoas a não pararem no sinal vermelho no período da madrugada. A orientação sempre foi para atravessar os cruzamentos mesmo com os sinais vermelhos, sempre com a devida cautela obviamente, evitando acidentes. Isso tudo porque, nesses horários, a cidade fica deserta propiciando a atuação de assaltantes, sequestradores e bandidos em geral. Essa orientação é defendida há anos pelos especialistas em segurança pública como forma de evitar situações de perigo. 

No entanto, a prefeitura prefere multar quem continuar com essa pratica preventiva. Ou seja, o cidadão será obrigado a escolher se prefere correr o risco de morte parado no sinal nas madrugadas desertas ou então ser multado por câmeras da prefeitura. Estamos diante de dois deveres, um de prevenir acidentes com a fiscalização das normas de trânsito em confronto com o dever de prevenir situações que possam colocar a vida em risco. O que parece é que os governos Alceu e Sartori não estão preocupados com nenhuma dessas prevenções e sim com da ampliação da arrecadação de seus orçamentos por vias de multas e mais multas, sem o compromisso da conscientização e educação para o trânsito.

Protestos registram agressões a quem veste camiseta vermelha

Fonte: El Pais

A polarização que se estende desde as eleições do ano passado foi evidente em alguns dos protestos contra o Governo deste domingo, com cenas de agressividade que destoam do tom pacífico que os organizadores procuraram manter. Algumas cidades registraram casos isolados de violência contra pessoas que vestiam vermelho, numa cena típica das perigosas brigas de torcidas de futebol.

Em Curitiba, um casal foi agredido porque vestia camisetas vermelhas, o que provocou a ira dos manifestantes anti-Dilma, que se caracterizaram por vestir roupas verde e amarela. A camiseta do rapaz, que tinha uma imagem de Che Guevara estampada, foi arrancada do seu corpo e, depois, incendiada. O rapaz tomou socos e chutes dos presentes. Ambos ficaram feridos e tiveram de ser escoltados pela polícia.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, seis policiais tiveram que escoltar um senhor vestindo vermelho até um táxi, após uma multidão tentar agredi-lo, lhe desejar a morte e encurralá-lo, aos gritos de “filho da puta”, informa María Martín. Em Londrina, no Paraná, um estudante da Universidade Estadual de Londrina também teve de ser escoltado pela polícia quando tentava passar por uma calçada de camiseta vermelha.

Estabelecer uma conversa com uma multidão decidida a gritar conjuntamente por ideias polêmicas também se mostrou infrutífero para Paolo, um senhor que caminhava na avenida Paulista. Ao ouvir um grupo de manifestantes fazendo críticas a feministas, ele tentou argumentar com alguns deles que a inquisição havia matado muitas mulheres. Seu comentário foi logo rebatido com gritos e provocações. “Mamadeira do PT”, gritava um manifestante, enquanto Paolo falava. “Viva a direita! Os conservadores vão dominar o Brasil!” e “Viva Bolsonaro” repetiam outros. O embate se transformou num princípio de tumulto, aos gritos de “Vai pra Cuba” e “fora comunista”, que chamou a atenção dos jornalistas presentes, que começaram a filmar a cena. “Enfia a câmera no cu”, gritou um rapaz mais exaltado para o grupo da imprensa.

A reportagem do EL PAÍS questionou a ordem eimediatamente começou a ser hostilizada. “Onde você pensa que está?”, gritou um homem à repórter. “Eu sei o que vocês escrevem. Vocês distorcem os fatos”, dizia outro manifestante com uma camiseta escrito "fora Dilma". Ao se distanciar da reportagem, gritou “sua feminazi”, uma junção de feminista com nazista.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sartori conseguiu: Assembleia Unificada Histórica dos Servidores Estaduais

Cerca de 30 mil funcionários públicos estaduais e mais de 40 sindicatos participaram da Assembleia ocorrida nesta terça (18/08) em Porto Alegre. Os servidores bradaram contra as medidas tomadas por Sartori em seus parcos oito meses de governo.

Antes da Assembleia Unificada, pela manhã, os professores lotaram o Gigantinho. Diversas outras Assembleias de servidores também compareceram em público recorde. Milhares de pessoas se deslocaram do interior para a Capital para participar do ato.

O Largo Glênio Peres, durante a tarde mostrou todo o poder de união da classe trabalhadora. Algo jamais visto no Estado: servidores do Poder Executivo, do Poder Judiciário, das Fundações e Empresas Públicas unidos em uma só voz.

Ao final, o funcionalismo aprovou greve de três dias em todo o Estado, que começa nesta quarta-feira (19/08).

Pra quem pensa que não é muita gente e que o funcionalismo não é uma peça importante do desenvolvimento do Estado, imagine todas essas categorias reunidas: policiais civis, brigadianos, policiais rodoviários, professores, técnicos, secretários, servidores da saúde, servidores do judiciário, Ministério Público e Defensoria, funcionários do Detran, das Fundações e Empresas Públicas...

As manifestações vão muito além da contrariedade ao parcelamento de salários. Os servidores foram às ruas para contestar o sucateamento do serviço público, as péssimas condições de trabalho, a falta de repasse de verbas para os diversos órgãos do Poder Executivo e para dizer não às privatizações propostas pelo governo do PMDB.

O Governador tenta levar o Estado ao caos a fim de justificar suas medidas privatistas e o aumento da carga tributária.

Faz isso a duras custas, não só dos servidores, como também do futuro do Estado. As propostas de venda de Fundações e do patrimônio Estatal são meros protelamentos e implementam o Estado mínimo defendido por Sartori e seus aliados. Como se a venda do patrimônio fosse tirar o Estado do sufoco. É vender os móveis da casa para pagar o aluguel.

Mentiras e Contradições das manifestações contra Dilma e Lula

MENTIRA 1- Neste último domingo (16) houve manifestações em todo o Brasil contra o governo Dilma! MENTIRA - algumas cidades tiveram manifestações. Portanto, milhares de cidades em todo Brasil não fizeram manifestações contra Dilma. 

MENTIRA 2- As manifestações foram pacíficas! MENTIRA - vários manifestantes intimidaram e agrediram pessoas que quiseram se manifestar a favor da Presidenta, de Lula ou do PT. Ofensas de baixíssimo nível eram entoadas, agressões verbais, cartazes que incentivavam a violência, como "Morra Lula" "Dilma vaca" e outros piores que não valem a pena aqui transcrever, eram amplamente divulgados, inclusive em postagens e selfies. Isso não pode ser considerado ato pacífico, pois agressões física e morais foram identificadas em quase todas manifestações.

MENTIRA 3 - As manifestações foram democráticas! MENTIRA - os cartazes, faixas e gritos de ordem pedindo intervenção militar foram a tônica de grande parte dos atos. Importante lembrar que pedir intervenção militar é crime previsto na Constituição Federal e não coaduna com democracia.

MENTIRA 4 - As manifestações foram espontâneas e populares! MENTIRA - Partidos políticos sempre financiaram essas manifestações, em especial o PSDB e o DEM que nesta última edição participaram publicamente. Só na avenida paulista foram 9 trio elétricos contratados, camisetas, balões e faixas distribuídas aos milhares. Nas semanas que antecederam este ato, equipes de panfleteação foram contratadas em diversas cidades do país para distribuir panfletos chamando para a manifestação. Sites e blogs patrocinados na internet com equipes profissionais de comunicação estão contratados, permanentemente, para campanha de difamação da Presidenta Dilma. Alguém paga por isso. Já quanto ao perfil dos manifestantes, esses eram majoritariamente pessoas brancas, de classe média alta, moradores de bairros nobres e eleitores de Aécio não conformados com a derrota eleitoral. De popular, só mesmo os contratados.

MENTIRA 5 - Os organizadores das manifestações informam que o ato teve a participação de 1,5 milhões de pessoas na avenida paulista! MENTIRA - A policia militar de SP, chefiada pelo PSDB, diz que foram 275 mil pessoas, já o instituto Data Folha, que utiliza métodos científicos para esse tipo de contagem, informou que não foram mais de 135 mil pessoas. Os "organizadores" mentiram o número de participantes em todas as cidades. No Distrito Federal informaram que 50 mil pessoas participaram, a PM diz que foram 25 mil. Em Belo Horizonte informaram que 20 mil pessoas participaram, segundo a PM não foram mais de 6 mil, já em Porto Alegre disseram que 65 mil pessoas participaram, no entanto a PM afirma que não foram mais de 30 mil e em Natal chegaram ao absurdo de divulgar que tinha 70 mil enquanto a PM diz que não foram mais de 10 mil pessoas.

MENTIRA 6 - As manifestações foram maiores do que a última, no dia 12/04 ! MENTIRA - Em quase todas as cidades em que houve manifestações, o número de participantes diminui, e o número de estados e cidades participantes também diminuiu. Além disso, a estrutura de divulgação e chamamento para esse ato foi imensamente maior que o último. Nesse houve até propaganda na TV, participação de políticos e estrutura de telemarketing profissional, sem contar que a crise econômica.hoje está muito mais sensível que em abril e o governo sofre revés impopular com as medidas de ajuste fiscal. Portanto, a conjuntura complicada para o governo foi utilizada de forma oportunista pela oposição que esperava muito adesão ao movimento golpista.

CONTRADIÇÕES:
1- Grande parte dos manifestantes usavam camisas da CBF e bradavam contra corrupção. A incoerência é que o presidente da CBF, José Maria Marin, que apoiou Aécio Neves, está preso pelo FBI, justamente por corrupção.
2- Aécio Neves resolveu participar da manifestação em Belo Horizonte. Em comparação a última manifestação em BH, o número de participantes diminuiu pela metade. Ou seja: Aécio Neves desmobilizou a manifestação com sua participação. 
3- Muitos participantes portavam panelas que jamais estiveram vazias. A incoerência é que agora as utilizam para manifestar contra quem tirou o Brasil do mapa da fome (sic). 
4- Na avenida paulista, muitas mulheres nuas e semi-nuas pintadas nas cores verde amarelo eram vistas com naturalidade. Baterias de escolas de samba, grupos de danças, atividades artísticas foram contratados para "animar a festa" para um grande número de pessoas que não sabiam direito o que lá estavam fazendo. 
5 - Manifestantes pedindo intervenção militar para não poderem mais se manifestar (vai entender). 
6 - Dessa vez o "salvador da pátria" foi o juiz Sergio Moro, nas outras era Joaquim Barbosa 3,2,1... para alguém lançar Moro para candidato a presidente. 
7 - No RS, o que se viu foi uma hipócrita "pseudo-indignação" seletiva. O Governador Sartori (PMDB) parcela salários de servidores, corta verbas de hospitais, cria secretaria para empregar a mulher, ameaça vender o patrimônio público, aumentará impostos, esta prestes a sofrer uma intervenção e nas manifestações de domingo sequer foi lembrado (sic).
8- Em Caxias, o vereador do PP Guila Sebben era um dos maiores entusiasta da manifestação contra Dilma e contra corrupção na Petrobrás. O estranho é que do partido dele, 32 deputados federais estão indiciados pela Operação Lava Jato. E mais, o próprio vereador recebeu recursos para sua campanha de deputado, de um dos envolvidos na corrupção da Petrobras. "Demagogia pouca é bobagem"

MP denuncia deputado Basegio e mais cinco por desvio de dinheiro público

O deputado estadual Diógenes Basegio (PDT) e mais cinco pessoas foram denunciados pelo Ministério Público, nessa segunda feira (17), por um suposto esquema de recursos públicos que pode chegar a R$ 2,5 milhões.

Basegio é acusado de exigir parte dos salários dos servidores nomeados no seu gabinete durante a legislatura passada (2011-2014). Além disso ele teria fraudado documentos para receber diárias fictícias e teria mantido pelo menos duas funcionárias fantasmas.

O esquema todo teria sido delatado por um ex assessor de Basegio.

O Procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, denunciou Baségio e mais três assessore por formação de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e concussão (que é quando o servidor público se utiliza do cargo para obter vantagem pessoal). Segundo o procurador um valor mensal que variava entre R$ 30 mil e R$ 50 mil eram desviados. Dornelles afirma que, pela quebra do sigilo bancário do deputado foi possível confirmar os desvios.

Se condenado Basegio e os outros três assessores podem pegar penas de até 20 anos se forem condenados. O deputado ainda é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado por outra possível fraude, a adulteração dos odômetros do carro para conseguir um valor maior de ressarcimento da Assembleia Legislativa.

Em junho, quando apareceram as denuncias, o deputado se afastou da liderança do PDT na Assembleia.

A Subcomissão de Ética da Assembleia pediu a cassação de Basegio. A votação da Comissão de Ética para decidir se o caso será levado ao plenário da Casa ou arquivado está marcada para o dia 31.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Data Folha: Manifestante de domingo é homem, velho e rico

Não somos nós que estamos falando, é o Data Folha! A "elite branca" foi demonstrada pelos números da pesquisa feita pelo instituto no último domingo (16).

Foram ouvidos 1.335 participantes do protesto de São Paulo, ou seja, 1% das pessoas presentes (estatisticamente é um número gigantesco). Com base nisso se traçou um perfil das pessoas presentes. 
E os números não mentiram.
A essência dos manifestantes anti-Dilma é homem, velho e rico.
Os homens predominaram. Foram 61% do público, enquanto as mulheres eram 39%.
A maior parte dos presentes tinha mais de 51 anos (40%). As pessoas entre 36 a 50 anos eram 30%, ou seja, 70% dos presentes tinham mais de 36 anos, um público que é uma faixa etária totalmente contrária aos manifestantes de junho de 2013, por exemplo, que eram eminentemente jovens. A menor faixa era entre os 12 e 25 anos que representavam somente 11%. Outros 19% eram pessoas entre 26 a 35 anos.
No quesito renda as evidências de que se trata de um protesto da classe alta salta aos olhos. Do conjunto dos manifestantes, 42,44% recebem mais de R$ 7.881,00, ou seja, MAIS DE 10 SALÁRIO MÍNIMOS! Desse público 16% recebe mais de 20 salários mínimos. Não podemos chamar esse público de assalariado. Mas também havia o outro lado da pirâmide. Os que recebem até 2 salários mínimos eram 6,2%. Depois, progressivamente vem os que recebem de 2 a 3 salários mínimos (8,19%), de 3 a 5 (13,28$) e de 5 a 10 (25,09%).
Então, mesmo que seu colunista do grande jornal da capital que divide a página com as cruzadinhas diga o contrário, existe sim uma participação, desproporcional, em relação à sociedade, dos mais endinheirados nos protestos de domingo.
E não venham me dizer que eles estão preocupados com a parte de baixo da pirâmide. Com seus cartazes contra as políticas sociais só os mais ricos seriam privilegiados caso as suas pautas fossem aceitas. Normal já que todo o manifestante defende a sua classe.

Impeachment: o Brasil não é o Paraguai

No Brasil, segundo sua Carta Magna, a Constituição, um impeachment só ocorre quando há conjugação de dois elementos, um jurídico e outro político. No elemento jurídico, a presidenta da república deve cometer um ilegalidade. Só assim, a câmara dos deputados pode abrir um processo de impedimento da chefe do executivo, no caso concreto da Presidenta Dilma . Já o elemento político é a votação pelo congresso (Câmara e Senado) de 2/3 de seus membros a favor do impeachment.

A oposição, em conluio com as grandes empresas de comunicação, insistem na tese golpista do impeachment. Para isso elegeram duas vias para o possível golpe, ambos extremamente frágeis. O primeiro tramita no TSE a pedido do PSDB. É uma ação pedindo a rejeição das contas da campanha da Presidenta Dilma e do Vice Michel Temer, esse seria o sonho golpista de um setor do PSDB, que de quebra impediria a presidenta e o vice- presidente, assumindo então o presidente da câmara, o deputado Eduardo Cunha, então esse chamaria novas eleições e assim Aécio Neves poderia concorrer novamente e ganhando as eleições poderia tornar-se presidente. Essa tese além de esdrúxula é praticamente impossível, pois o STF já aprovou as contas da campanha de Dilma, requisito necessário para diplomação de cargos eletivos. Ou seja, a maior corte jurídica do país aprovou as contas de campanha e diplomou a Presidenta. Vale lembrar que o relator foi o Ministro Gilmar Mendes e o plenário aprovou por unanimidade. 

A outra tese, não menos ridícula, tramita no TCU (Tribunal de Contas da União), órgão de controle externo
que auxilia o legislativo. A oposição aposta na rejeição das contas do governo no ano de 2014. A Lei de Responsabilidade Fiscal veda operações de crédito (empréstimo) entre o caixa da União com bancos públicos como Banco Brasil, CEF e BNDES. O governo, ao final de 2014, utilizou recursos desses bancos para não atrasar recursos de alguns programas sociais. A discussão reside se esse ato configura operação de crédito ou não, o que a imprensa batizou de "pedaladas fiscais". Ocorre que essa prática é corriqueira desde 1994 e só agora está sendo questionada a sua legalidade. Portanto, desde o governo Itamar, passando pelos governos FHC, Lula e agora Dilma que isso é feito.

O Ministro do TCU, Augusto Nardes, que é relator dessa matéria sequer apresentou o seu relatório, que depois de apresentado ainda deverá ser apreciado pelo pleno do colegiado do TCU. O que de fato ocorreu foi que o relator pediu esclarecimentos para AGU (Advocacia Geral da União) que assim o fez. Mesmo que na hipótese remota do relatório ser pela rejeição das contas e que o plenário do TCU vote favorável ao relatório, a AGU ainda terá prazo para apresentar defesa. Ou seja, há um longo caminho a ser trilhado com chances quase nulas da oposição conseguir um fato jurídico de ilegalidade notório para justificar a abertura de um processo de impeachment razoavelmente aceitável. Aliás, mesmo num exercício hipotético e hercúleo de triunfar uma dessas teses, a oposição ainda teria que ter apoio político de 2/3 de senadores e deputados nas duas casas legislativas para votar o impedimento de Dilma. Na Câmara dos Deputados, Dilma precisaria de apenas 205 deputados enquanto a oposição precisaria de 308. No Senado, Dilma precisaria de apenas 27 Senadores, enquanto os golpistas 54. Portanto, a oposição mais esclarecida e democrática, trabalha na perspectiva de desgaste do governo projetando as eleições de 2018. Já a oposição, mais ignorante e golpista, pensa que o Brasil é um Paraguai, só que não.


domingo, 16 de agosto de 2015

Protestos contra governo encolhem em todo o país. Em Caxias 3 mil vão às ruas

Segundo os organizadores há 20 mil pessoas
nessa foto
Para uma presidenta que, segundo as pesquisas, está com 8% de aprovação, em qualquer país do mundo haveria milhões de pessoas na rua mostrando a sua indignação. Menos no Brasil!

Nos protestos contra o governo federal, realizados nesse domingo (16), junto metade das pessoas do evento de abril, que já era metade das pessoas de março desse ano.

Diferente das outras edições não houve manifestação em todos os estado. O número de cidades também diminui.

O que parece que não encolheu foi o dinheiro disponível. Principalmente nas capitais haviam vários trios elétricos. Em São Paulo era mais de 10. Fora isso haviam faixas gigantes, bonecos infláveis, um orçamento que beira o milhão de reais. De onde vem esse dinheiro todo? Não é de venda de cornete a camisetas.

Em Caxias o número de participantes também encolheu. Nas poucas fotos do alto, uma delas obtida pelo Polenta News, mostram um público em torno de 3 mil pessoas. Muito a menos do que os 20 mil que os organizadores acham que estavam lá (a não sei que eles estavam vestidos de asfalto). Mais uma vez não vimos povo. Dos ônibus dos bairros da cidade não descia nenhuma manifestante. Todos chegaram de carro, estacionaram, foram para a praça e depois voltaram.

O que continua é a bizarrice. São os próprios manifestantes. Sobrou faixa pedindo golpe militar (disfarçado de intervenção militar constitucional, algo que só existe na cabeça desses lunáticos), apareceram faixas da família real brasileira (chamando a volta da monarquia), além de mensagens em defesa da tortura. Como não poderia faltar houve modelos de topless na avenida.

E o Sartori que aumentará impostos e cortou investimentos em saúde, educação e segurança? Passou ileso. Como se não fosse governador. A única menção era de um sem noção, em um carro de som, que falava da dívida de Moçambique (que foi perdoada pelo FHC).

sábado, 15 de agosto de 2015

Sartori é vaiado ao desembarcar no aeroporto Salgado Filho

Não havia nenhum sindicalista ou militante político presente mas mesmo assim o governador José Ivo Sartori (PMDB) não escapou de uma sonora vaia ao desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, nessa sexta feira (14) de manhã.

Sartori saiu no meio de um grupo que esperava o retorno da delegação do Grêmio, que vinha de Minas Gerais, portanto era uma plateia que estava feliz pela vitória de seu time. Mesmo isso não fez o clima ficar mais tranquilo.

A popularidade de Sartori está indo ladeira abaixo. Para quem foi eleito com 67% dos votos, hoje só é possível imaginar como estaria as avaliações do governador já que nenhum instituto de pesquisa mediu esse índice ainda.

Levando em conta que Sartori está sendo criticado por prefeitos, diretores de hospitais, empresários, servidores públicos e até deputados da base, é possível imaginar que os índices de popularidade de Sartori não seriam muito altos.

E a situação vai piorar muito antes de, talvez, melhorar, já que o governador deverá reajustar os impostos e parcelar, novamente, o salário dos servidores públicos.

Cai mobilização nas redes por protesto anti-governo


O engajamento nas redes sociais em prol das manifestações anti-governo marcadas para este domingo (16) foi mais fraco do que o verificado nos protestos que ocorreram em 15 de março e 12 de abril últimos.

Segundo análise de termos relacionados a protestos feitos pela empresa de monitoramento de redes sociais Seekr, a pedido da Folha, o assunto foi alvo de pouco mais de 20 mil postagens no Twitter, no Instagram, no YouTube e no Google+, de segunda-feira (10) a quinta-feira (13) desta semana.

É menos da metade dos mais de 45 mil postagens registradas na semana anterior ao protesto de 15 de março. Na véspera do protesto de 12 de abril, foram quase 28 mil.

A maioria das postagens veio dos Estados de São Paulo, Rio e Minas Gerais.

Para Eduardo Luiz Prange Júnior, responsável pela pesquisa, um aspecto relevante das interações sobre protestos é o menor embate entre situação e oposição. "Nas eleições, por exemplo, as duas partes se atacavam muito. Os pró-governo continuam atuando, mas estão menos combatentes", disse. "Ou estão em dúvida sobre a escolha por Dilma ou esperando o desenrolar do noticiário", diz.

A pouca penetração do assunto nas redes sociais também foi observada pela especialista em redes sociais Raquel Recuero, professora da Universidade Católica de Pelotas. Segundo ela, há um grupo de contas chamando para os protestos que tem grande interação entre si, mas as mensagens atingem poucos que não são militantes. O cientista político Emmanuel Publio Dias, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, diz que "o tema está cansando".

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Deputado tucano é denunciado por injúria e difamação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) por injúria e difamação. Em comício eleitoral em outubro de 2013, o deputado agrediu verbalmente um promotor de Justiça do MPRS e um juiz do TRE-RS.

De acordo com a denúncia, uma ação de investigação, que partiu do promotor de Justiça e acatada pelo juiz do TRE-RS, cassou o mandato do prefeito, do vice-prefeito e de três vereadores de Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul. O que resultou na convocação de eleições suplementares na cidade.

No comício, o deputado tucano participava e chamou o promotor e o juiz de "sem-vergonhas", considerou as condutas deles no processo de cassação dos mandatos de "vigarice" e afirmou, ainda, que a decisão do juiz foi "vagabunda".

Janot destacou na manifestação que um vídeo "comprova, de forma inconteste, a materialidade dos delitos de injúria e difamação previstos no Código Eleitoral". Segundo o procurador-geral, está registrado nas imagens e no áudio do discurso do denunciado ofensas à honra objetiva e subjetiva dos agentes públicos.

"Induvidosamente, as palavras proferidas no discurso ultrapassaram os limites da crítica contundente, ou até da incontinência verbal inconsequente, resvalando para o campo penal da injuria e da difamação", afirmou Janot.

Agosto será marcado por grandes manifestações

Agosto de 2015 será marcado por grandes manifestações populares, em especial no RS. São no mínimo 6 grandes manifestações nesse mês, sendo 3 de caráter nacional, 2 estadual e uma local.

Três dessas manifestações já ocorreram. No dia 11, o CPERS organizou nas principais cidades do RS atos contra o governo Sartori que parcelou os salários dos servidores estaduais. Em Caxias, o ato reuniu cerca de 300 professores. No dia 12, a 5 ° Marcha das Margaridas reuniu em Brasília 70 mil mulheres com o tema: Desenvolvimento Sustentável com Democracia. As mulheres foram recebidas pela presidente Dilma (PT) que se comprometeu com pauta das mulheres rurais. A presidenta foi ovacionada no estadio Mané Garrincha aos gritos de "nao vai ter golpe" "fica Dilma" e "fora Cunha", outra lema da marcha estampado na maioria das faixas e nos discursos era a seguinte: "Marcharemos até quando? até quando sejamos livres". A Marcha das Margaridas tornou-se um símbolo da retomada das relações do governo com os movimentos sociais, que no dia 13 receberá cerca de 1.000 lideranças, também com a presença de Dilma, inaugurando o programa Diálogo com os Movimentos Sociais.

Também no dia 12, os servidores municipais de Caxias do Sul paralisaram suas atividades na luta por aumento salarial e em repúdio ao prefeito Alceu Barbosa (PDT) que se mostra intolerante a pauta dos servidores.

No dia 16, a manifestação nacional será contra o governo Dilma. É a primeira vez que esse movimento terá apoio e financiamento explícito da oposição, em especial do PSDB. Em outras edições dessa manifestação, a tônica foi o golpe e os pedidos de impeachment e de intervenção militar. Se a pauta golpista continuar no dia 16, partidos como o PSDB definitivamente marcarão sua passagem do campo democrático para o campo do autoritarismo.

No dia 18, mesmo com o pagamento da segunda parcela do salário dos servidores estaduais, continua marcado o grande ato unificado de todas as categorias do estado. Professores, bombeiros, policiais militares, policiais civis, técnicos científicos e outros estarão nas ruas de Porto Alegre contra o parcelamento salarial do Governador Sartori (PMDB).

Por fim, no dia 20 os movimentos sociais vão as ruas em defesa da democracia e do governo Dilma. Serão centenas de cidades que farão manifestações contra o golpe de impeachment que esta sendo ensaiado no congresso. Em Caxias do Sul, a concentração esta marcada para as 17h na praça Dante.

Portanto, o mês de agosto é de grande efervecência política e social, basta saber de que lado você vai "sambar", dos trabalhadores ou dos patrões? da democracia ou dos golpistas?

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Em duas sessões tumultuadas Câmara de Vereadores aprova moção de apoio à pauta dos servidores

Na sessão de hoje o plenário continuou superlotado de servidores
Duas sessões, muito tumultuadas, e com auditório lotado de servidores públicos, os vereadores aprovaram por 14 a 8 votos uma moção de apoio à pauta de reivindicações da categoria. 

A moção proposta pela bancada do PT era para ter sido votada ontem. Porém a bancada governista impediu a aprovação do pedido de urgência na apreciação. A bancada governista derrotou o pedido urgência por 15 votos a 6. Isso provocou a ira dos presentes. Durante a votação os servidores gritaram palavras de ordem e, numa atitude antidemocrática, o presidente da Câmara, Flávio Cassina (PTB) encerrou a sessão. A justificativa dele foi que manifestantes entraram "no espaço reservado aos parlamentares". 

Na quarta (12) servidores protestaram quando
votação foi adiada
Na verdade Cassina tentava evitar que houvesse público no momento da votação da moção da moção. Mas a estratégia falhou. Na tarde de hoje (13) a Câmara voltou a lotar. 

Com o plenário cheio a estratégia foi discorrer sobre o nada. Gustavo Toigo (PDT), por exemplo, dissertou sobre galeto ao primo canto. Quando algum vereador, poucos é verdade, falavam a favor do funcionalismo municipal recebiam aplausos os outros recebiam vaias. 

A situação ficou tensa quando o presidente da Câmara, Flavio Cassina, respondeu a um manifestante em tom indignado: "te respondo lá fora". A ameaça pegou tão mal que obrigou Cassina a se desculpar. 

Pedro Incerti (PDT), mesmo sendo sindicalista, não foi poupado, ou talvez por isso mais cobrado. Ao atacar durante a sua fala o petista Rodrigo Beltrão, a massa presente saiu em apoio ao petista e começou a gritar em coro para Incerti: "pelego, pelego, pelego".

Outros vereadores duramente criticados foram os comunistas Rafael Bueno e Henrique Silva que no dia anterior haviam votado contrário ao pedido de urgência na votação da moção. 

Ao final de dois dias bastante tensos que geraram um desgaste desnecessário ao prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), a moção foi aprovada. Veja abaixo como votou cada vereador.


Votaram CONTRA a moção de apoio aos servidores municipais: 
Edi Carlos (PSB)
Flávio Dias (PTB)
Guilla Sebben (PP)
Gustavo Toigo (PDT)
Jaison Barbosa (PDT)
Pedro Incerti (PDT)
Virgili Costa (PDT)
Washington (PDT)

Votaram A FAVOR da moção de apoio aos servidores municipais: 
Adelino Teles (PMDB)
Arlindo Bandeira (PP)
Daniel Guerra (PRB)
Denise Pessôa (PT)
Edson da Rosa (PMDB)
Henrique Silva (PCdoB)
Kiko (PT)
Neri (SD)
Marcos Felippi (PMDB)
Rafael Bueno (PCdoB)
Raimundo Bampi (PMDB)
Renato Nunes (PRB)
Rodrigo Beltrão (PT)
Zoraido Silva (PTB)

*O presidente Flávio Cassina (PTB) só vota em caso de empate

Guilla Sebben não tem moral para falar contra a corrupção

Vereador Guilla Sebben (PP) é talvez o maior mobilizador, e talvez financiador, do movimento coxinha e golpista de Caxias do Sul. Na sessão da Câmara de Vereadores de ontem (12), o vereador progressista utilizou a tribuna para dar publicidade ao ato que prega um golpe institucional, que acontece no próximo dia 16.

Guilla afirmou na sessão que "deseja a expulsão de todos os corruptos, inclusive os do seu partido". Entretanto além de não fazer nada para que a sua tese tenha alguma efetividade no PP, já que 5 dos 6 deputados federais do seu partido são acusados de receber propina de empresas da Lava Jato.

Pior do que isso. Guilla recebeu dinheiro de um dos acusados, Jerônimo Goergem, dinheiro esse que pode, ou não, ter sido recebido de forma ilegal (veja aqui).

Mas não é só isso. Durante a campanha Guilla foi condenado pela justiça eleitoral por uso da estruturas públicas, no caso o site da Câmara de Vereadores, para uso eleitoral. Uma multa acabou saindo barato (veja aqui). E, obviamente, o corporativismo fez com que ele fosse absolvido justamente por falta de decoro parlamentar (veja aqui).

Parece que tem gente que só tenta olhar os problemas nos outros, ou imputar nos outros as suas próprias práticas. Infelizmente o nível da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, que é muito baixo, propicia esse tipo de vereador.