segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Valor confirma fracasso do golpe: Temer aprofundou a recessão



Uma reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira confirma: Michel Temer e Henrique Meirelles, há 200 dias no poder, aprofundaram a recessão brasileira.

Um levantamento junto a instituições financeiras aponta que o PIB brasileiro cairá 0,9% no terceiro trimestre deste ano – o que confirma que o golpe parlamentar de 2016, além de ferir a democracia e colocar no coração do poder personagens como Geddel Vieira Lima, foi um fracasso também em termos econômicos.

Nesta segunda-feira, as instituições financeiras revisaram para baixo o PIB de 2016, que deverá cair 3,5%, depois de um tombo de 5% em 2015. Além disso, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que a confiança do consumidor voltou a cair.

E o Brasil vai na contramão da economia mundial. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE, revisou suas previsões para cima e estimou que o crescimento global será de 2,9% este ano, 3,3% em 2017 e poderá chegar a 3,6% em 2018. Para o Brasil a estimativa é de recuo de 3,4% esse ano, 0% ano que vem e pequeno crescimento, de 1,2% em 2018.

Todos os especialistas estão concluindo que o governo Temer nada está fazendo para melhorar a economia brasileira. A crise política, que gerou a crise econômica está longe de ser superada, visto que já houve a troca de 6 ministros (4 acusados de corrupção e dois saíram para não se envolver em corrupção) e que o governo federal está sendo arrastado para um mar de denúncias que parece não ter fim.

Hospitais do interior do Estado paralisam em protesto contra atrasos do governo Sartori

Há mais de um ano hospitais vem protestando contra o descaso
do governo Sartori


Por Fernanda Canofre/Sul 21

Três hospitais do interior do Rio Grande do Sul – Santana do Livramento, Uruguaiana e Vera Cruz – começaram paralisação em protesto aos atrasos e parcelamentos do governo de José Ivo Sartori (PMDB), nesta segunda-feira (28). A previsão é de que até o fim do dia mais cinco instituições – dos municípios de Cruz Alta, Palmeiras da Missões, Soledade, Lagoa Vermelha e Caiçara – se juntem à mobilização.

A paralisação é resultado dos atrasos de pagamentos e parcelamentos de salários que se tornaram frequentes desde o ano passado. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Saúde do RS (FEESSERS), Milton Kempfer, o salário de outubro, que deveria ter sido pago durante o mês de novembro, ainda está atrasado. Os trabalhadores têm medo que os atrasos sejam ainda maiores para os salários de novembro, dezembro e para o 13º, como já ocorreu com gestões anteriores.

“A Estado tinha que ter depositado na semana passada e não depositou. Ele teria que pagar o dinheiro do faturamento dos hospitais filantrópicos, que normalmente recebem no início, no meio e no fim do mês”, explica Kempfer.

A Federação aponta ainda problemas com recebimento de férias, FGTS e outros direitos que estão sendo desrespeitados. De acordo com a FEESSERS, os trabalhadores têm relatado com frequência assédio moral das chefias e quadros de depressão.

Segundo Kempfer, a paralisação iniciada hoje envolve 2 mil funcionários. Os atrasos que se tornaram uma constante desde 2015, já causaram a demissão de cerca de 6 mil trabalhadores da saúde em todo o Estado. A estimativa para esse ano é de que o número cresça para 10 mil. Com as saídas deles, as vagas são frequentemente fechadas e os serviços ainda mais precarizados.

“Eles atrasam o pagamento de funcionários, há demissões sem novas contratações. Isso está acarretando demora em diagnósticos e tratamentos e tem toda uma consequência direta. Em 2015, se olhar o boletim epidemiológico, vais ver que as mortes em geral aumentaram. Agora começa o verão com questão de dengue, chikungunya, pode ser bem grave”, diz ele.

Hospitais estudam fechar as portas


Os hospitais filantrópicos também reclamam a suspensão do pagamento do Incentivo de Cofinanciamento da Assistência Hospitalar (IHOSP) – incentivo criado no governo Tarso Genro (PT), para complementar o custeio na assistência hospitalar, para garantir atendimentos no Sistema Único de Saúde – adotada desde o início do governo Sartori. Em tese, o repasse seria obrigatório já que é contratualizado entre o Estado e as instituições.

A FEESSERS diz que há hospitais já estudando a possibilidade de fechar as portas no próximo ano, sem condições de manter o funcionamento. O Hospital de Caridade Brasilina Terra, em Tupanciretã, na região centro-oeste do Estado, já avisou que no início de dezembro deve dar aviso prévio aos seus 96 funcionários. Para 2017, a Federação prevê “caos” no sistema de saúde.

Os sindicatos ligados à saúde também já registraram denúncias quanto aos atrasos de pagamento junto ao Ministério Público, mas segundo Kempler, a situação estaria “lenta”. Quanto à resposta do governo, o presidente diz que enquanto a Secretaria de Saúde diz que a relação dos funcionários é apenas com os hospitais, os hospitais respondem que não podem pagar enquanto o governo do Estado não repassa a verba.

“Estamos em um mato sem cachorro”, afirma Kempfer. “O que se espera é o governo regularize o repasse, senão entra dezembro, outubro ainda não foi paga e tem novembro, o 13º e dezembro. Se já não consegue honrar agora, imagina como vai ser”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Desembargadores absolvem dois condenados por Moro na Lava Jato

A Lava Jato começa a mostrar sinal de que está fazendo água. Começam a ser reformadas, em segundo instância, as decisões do todo poderoso juiz Sergio Moro. Na verdade está dando a lógica que a maioria dos juristas sérios já apontavam: os processos de "Curitiba" são frágeis e não se baseiam em provas concretas.

Agora quem passa a dizer isso é a 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Ela absolveu dois executivos da OAS condenados pelo juiz Sergio Moro.

O ex-diretor financeiro Mateus Coutinho de Sá havia sido condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de pertencer a organização criminosa.

Outro absolvido é o engenheiro civil Fernando Augusto Stremel Andrade que foi sentenciado a quatro anos de reclusão por lavagem de dinheiro, mas teve a pena reduzida por prestação de serviços comunitárias e multa de 50 salários mínimos.

Em  seu voto o relator, desembargador João Pedro Gebran Neto, considerou que não havia provas de que os dois cometeram os crimes de que foram acusados. A decisão final foi unânime.

Coutinho de Sá, que agora foi absolvido, ficou preso por 9 meses e foi demitido pela empreiteira.

Com a reforma da sentença e visto que os réus foram presos e conduzidos coercitivamente, podem entrar com ações de ressarcimento de danos moral e material contra o estado brasileiro.

Os contribuintes pagarão pelo erro crasso de Sergio Moro. Como não há crime de responsabilidade para juiz, suas ações não serão fruto de representação.

Essas duas decisões mostram a fragilidade que toda essa operação está sendo montada. Tudo indica que mais condenados serão absolvidos no futuro.

Com informações da Folha de São Paulo



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Pedem golpe militar, agridem jornalistas, matam o próprio filho

Por Leonardo Sakamoto

1) Um grupo de 50 manifestantes ocupou a mesa diretora da Câmara dos Deputados e exigiu um golpe militar, anunciando – de forma sebastianista – a chegada de um ''general'' redentor. Defendiam o fechamento do Congresso Nacional que, segundo alguns deles, estaria tentando implantar o comunismo no país.

2) Jornalistas apanharam de manifestantes em um protesto contra o pacote de corte de gastos do governo do Rio de Janeiro – que, se aprovado, reduzirá direitos de servidores públicos. Entre os que protestavam, uma grande quantidade de policiais e agentes penitenciários. Caco Barcellos, um dos maiores repórteres deste país, foi agredido fisicamente e hostilizado por uma turba ensandecida de manifestantes sob gritos de ''golpista''. Repórteres do UOL, do G1 e de O Globo também foram agredidos.

3) Após Gilmar Mendes pedir vistas e interromper um julgamento sobre uma ação que trata de direitos de trabalhadores (estava no lado que já havia sido vencido pela maioria dos ministros), ele e Ricardo Lewandowski bateram boca em plena sessão. O barraco do Supremo Tribunal Federal, com cada um tentando provar que o outro era mais leviano no trato com a coisa pública, quebra a imagem de uma corte constitucional, que deveria ser de diálogo e serenidade.

4) Um engenheiro de 60 anos matou a tiros seu filho, um universitário de 20, por – de acordo com a polícia – discordar de que o jovem participasse de protestos estudantis e por ser contra suas preferências políticas – o rapaz seria anarquista. O filho chegou a fugir, mas foi perseguido pelo carro do pai, que o abateu. E, depois, se matou.

São quatro acontecimentos violentos, frutos do desrespeito a instituições que são estruturantes de nossa sociedade e do consequente abandono de regras que balizam os limites de nossos desejos e de nossos atos. Limites que tornam possível conviver no mesmo pedaço de chão.

Limites que, deixemos bem claro, nunca valeram para quem é jovem e negro na periferia de uma grande cidade, indígena e ribeirinho em uma área de interesse de grandes empreendimentos ou trabalhadores e pobre em geral.

Temos um déficit de formação para a empatia, para reconhecer no outro alguém que tem os mesmos direitos que nós. Mas também para a cultura política do debate – infelizmente, não somos educados, desde cedo, para saber ouvir, falar, respeitar a diferença e, a partir daí, construir consensos ou saber lidar com o dissenso. Não somos educados para a tolerância e a noção de limites.

Ao mesmo tempo em que o aumento do acesso à internet nos levou a descobrir que nem todo mundo pensa como nós, as bolhas das redes sociais trouxeram a falsa sensação de que a maioria das pessoas pensa igual a nós. Daí, muita gente está em estado de guerra deflagrada. Guerra contra outras pessoas que não concordem com as suas versões da realidade, tida por eles como verdades absolutas.

Estamos chegando ao fundo do poço? Claro que não. Até porque, lá no fundo, tem um alçapão.

Há aqueles que se utilizam da justificativa da discussão política para poder extravasar seu ódio e seu desejo por sangue e demonstrar toda sua incapacidade de sentir essa empatia pelo semelhante. Ou aqueles que não conseguem ser contestados ou admitirem ignorância sobre algo sem usar a agressividade como saída. Fazem isso vomitando política, mas poderia fazer o mesmo – ou realmente fazem – em nome de seu time de futebol, de sua religião, de sua cor de pele, de sua origem social – ou de qualquer outra razão irracional.

Mas é claro que o contexto político do ''salve-se quem puder'' e a crise econômica aumentaram a fervura. Onde isso vai dar, depende da gente. O esgarçamento institucional atingiu o Executivo e o Legislativo. O risco é de ocorrer também com o Judiciário. E se ninguém acreditar em mais nada, sobrará espaço para um ''salvador da pátria'', com ''colo de pai'' e ''mão firme'' para evitar que nos devoremos.

As pessoas acham que a democracia é algo forte. Mas é tão frágil como um folha de papel em branco.

Por enquanto, vamos transformando o Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade, em profecia cumprida. ''Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.''

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quem montou o “putsh” fascista na Câmara?

Por Fernando Britto/Tijolaço

Aquelas 60 ou 80 pessoas que invadiram a Câmara, hoje, vindas de vários Estados, encontraram-se ali por acaso?

Foi coincidência?

Como entraram na Câmara, como combinaram a invasão do plenário?

É evidente que isso foi organizado e teve apoio interno.

Mesmo sendo uma mixórdia o nosso parlamento, se não de defende de quem lhe faz isso, melhor fechar.

É evidente que, pela natureza do protesto, todos tendem a liga-lo a Jair Bolsonaro.

A nossa valente imprensa foi incapaz de investigar este filão.

Como não vi ninguém ir atrás de Sérgio Moro, que teve seu nome gritado pelos invasores, para ouvi-lo desculpar-se, se é que o vai, ter contribuído para este fanatismo, que ele cansou de chamar de “apoio da opinião pública”.

Como não é capaz de investigar este vilão, que se mandou para Roraima no dia do “bolsomitismo”.

Permite que ele faça apologia aberta do autoritarismo, da tortura, do preconceito e da discriminação.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Horda golpistas invade plenário da Câmara dos Deputados



O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), suspendeu os trabalhos e pediu à polícia legislativa que ajude na remoção dos manifestantes.

Aos gritos de "viva Sergio Moro" e "Ih!, queremos general aqui!", cerca de 50 a 60 pessoas tomaram o entorno da mesa de onde os membros da Mesa Diretora comandam os trabalhos.

Eles não portam faixas ou qualquer forma que possa indicar com precisão se há vinculação com algum grupo organizado. Alguns deles, na área dos lugares dos parlamentares, entram em conflito com os policiais legislativos.
Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
O Plenário da Câmara dos Deputados foi invadido por manifestantes de extrema direita no momento em que os deputados discursavam à espera de quórum para o início da Ordem do Dia da sessão extraordinária.

A ocupação foi possível quando o grupo conseguiu quebrar a porta de vidro que dá acesso ao plenário. "Eles estão todos loucos. E tem gente armada aí dentro", afirmou o deputado Beto Mansur (PRB/SP) em relação ao grupo de invasores.

"Tem muita gente drogada e tem gente armada sim", disse o deputado Julio Delgado (PSB/MG).

"É uma situação absurda, que nunca vi no Parlamento. Não acredito que neste primeiro momento haja abertura para uma saída pacífica", afirmou o deputado Marcos Rogério (DEM/RO). Segundo o deputado a bandeira do Brasil que fica no plenário foi arrancada e jogada no chão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) afirmou que todos que participaram da invasão seriam presos e indiciados. "Eles depredaram patrimônio público, se recusaram a sair do Legislativo. Todos serão presos. O que a gente espera é que não se veja mais este tipo de cena acontecendo na Câmara. Quem descumpriu a lei vai responder pelo seu delito”, afirmou.

Porém notícias preliminares apontam que eles já estão todos liberados e, alguns, continuam gritando do lado de fora do Congresso. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Estudante que pagou para fraudar o Enem pediu "Fora, Dilma"





Por Brasil 247


Suspeita pela Polícia Federal de contratar uma quadrilha especializada em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2016 e em outros concursos realizados no País, a estudante Sofia Azevedo Macedo, moradora do Vale do Jequitinhonha, se manifestou contra a corrupção no Brasil, pedindo "Fora, Dilma"; com ponto eletrônico, ela respondia com tosses às perguntas do membro da quadrilha que tentava fraudar o Enem.

A estudante Sofia Azevedo Macedo, filha de um comerciante de Carbonita (Vale do Jequitinhonha), é suspeita de contratar uma quadrilha especializada em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2016 e em outros concursos realizados no País. Um integrante da quadrilha, identificado como Jonathan Galdino dos Santos, foi registrado pela Polícia Federal (PF) testando o sistema com a candidata carbonitense. Ela estaria fazendo a prova em Capelinha (MG).

Segundo a PF, Sofia afixou uma espécie de cartão com chip na altura do peito. O equipamento recebia ligações telefônicas e, por meio de um transmissor, enviava o áudio para o ponto, que era do tamanho de uma bateria de relógio e só podia ser colocado ou retirado do ouvido com pinça. Um integrante da quadrilha detida pela PF lia o gabarito para a candidata.

O transmissor também possibilitava que o criminoso ouvisse Sofia, que foi orientada a tossir para confirmar a compreensão das informações repassadas. Segundo a PF, a estudante teria pago entre R$ 150 mil e R$ 180 mil para a quadrilha.


“Pela primeira vez constatamos o retorno de áudio por parte do candidato. A maneira que ele usava para demonstrar ao interlocutor que compreendia ou não o gabarito era por intermédio de tosse. Se tossia uma vez ele havia compreendido, se tossia duas vezes, o interlocutor repetia o gabarito”, disse o delegado Marcelo Freitas.


Escutas autorizadas pela Justiça mostram que antes do exame era feito um teste para verificar se o candidato conseguia escutar a voz de quem iria repassar as respostas para ele. Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos vários equipamentos usados na fraude. Confira no diálogo abaixo:

Jonathan: Sofia, tá me escutando? Dá duas tosses aí, por favor.

– Sofia: [tosse duas vezes, indicando que estava escutando o bandido]

– Jonathan: Correto. Eu vou falar cinco palavras: casa, carro, tatu, prédio e cachorro. Entendeu? Dá uma tossida.

– Sofia: [tosse uma vez, indicando que entendeu a mensagem repassada por Jonathan]

– Jonathan: Pronto. Ok.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Com Gilmar Mendes na presidência, TSE arma manobra para salvar Temer da cassação

O avanço na tramitação das ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer, vitoriosa na eleição presidencial de 2014, fez crescer um movimento de bastidores no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para criar uma manobra que evite a queda do presidente Michel Temer em caso de uma eventual condenação. A ideia é separar as contas de Dilma e Temer na campanha, diz reportagem do Valor.

Como não há precedentes para esse tipo de ação, a proposta encontra resistência de alguns ministros, desconfortáveis com a situação. Como a Corte só tem sete membros titulares, bastam quatro votos para garantir o sucesso da manobra. Gilmar Mendes e Luiz Fux já se mostraram abertos a esse apelo da separação.

"Para Gilmar Mendes, um pedido de cassação do governador de Roraima, negado em 2009, seria um caso que se aproxima do cenário atual. José de Anchieta Júnior assumiu o mandato em Roraima em 2007, quando morreu o então governador Ottomar Pinto. A campanha respondia a processo por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Os processos e as responsabilidades, no entanto, não foram separados. O TSE alegou na ocasião que não havia provas para a cassação.

Novas provas apresentadas pela força tarefa criada pelo relator das ações, ministro Herman Benjamin, para avaliar as movimentações financeiras das empresas investigadas ou uma deterioração do cenário político são os dois principais elementos a influenciar a decisão dos ministros que estão indecisos sobre a cassação.

Por enquanto, a avaliação da maioria dos ministros do TSE é de que são necessárias evidências robustas para que o Judiciário tome uma decisão que vá retirar mais um presidente do Palácio do Planalto. "Para que o Judiciário casse o mandato de um governante democraticamente eleito, as irregularidade precisam ser provadas e significativas o suficiente para influenciar o resultado da eleição nacionalmente", disse um ministro.

Para a maioria dos ministros, favoráveis ou não à separação da chapa, o julgamento no TSE deve levar em consideração apenas os elementos jurídicos do processo - ao contrário do julgamento do impeachment no Congresso, que foi político e jurídico."

domingo, 30 de outubro de 2016

Guerra é eleito prefeito de Caxias do Sul e derruba "edifício" do Sartori/Alceu

Foto: Ivan Sgaraboto/Rádio São Francisco
Daniel Guerra (PRB) derrotou a máquina de 21 partidos do candidato da situação, Edson Néspolo (PDT). Além de  implodir a tentativa de construir um "quarto andar", como os candidatos Sartori/Alceu tratavam a prefeitura, Guerra conseguiu ser o candidato mais votado que Alceu e Sartori.

Guerra terminou o segundo turno com 148.501 votos. Alceu Barbosa Velho (PDT), em 2012 vencendo no primeiro turno, fez 137.689 votos. Sartori, em 2008 quando só houve dois candidatos fez 134.302 votos.

Coube a Néspolo repetir um feito que só Geraldo Alckmin (PSDB) tinha conseguido. Fazer uma votação menor no segundo turno do que no primeiro turno. O candidato do PDT fez 87.996 votos no segundo turno. No primeiro turno ele fez 102.044. Foram 14 mil votos a menos.

O que explica que um eleitor de Néspolo trocou de candidato em 20 dias? A desastrosa campanha de ataques e ofensas realizada pelo candidato a prefeito e seus militantes.

A população de Caxias deixou duas escolhas horríveis para o segundo turno. Ganhou a opção que acabavam com uma hegemonia que transformou a prefeitura em uma fortaleza impenetrável ao povo, não que isso melhore agora. Ficam algumas perguntas para serem respondidas nos próximos dias:

1 - Como será o secretariado de Guerra, que ele sempre disse que seria "técnico"?

2 - Quantas secretarias, e quais, ele irá extinguir?

3 - Com 2 vereadores, em 23, ele conseguirá aprovar algum projeto sem longas negociações partidárias?

4 - Guerra corre risco de impeachment?

Vamos aguardar.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Deputada Juliana Brizola é agredida em Porto Alegre

A candidata a vice-prefeita de Porto Alegre, Juliana Brizola (PDT) foi agredida por quatro homens que supostamente são integrantes do grupo terrorista de direita intitulado Movimento Brasil Livre (MBL).

Segunda a deputada ela estava em um ato na Esquina Democrática quando foi cercada por quatro homens, sendo que um deles agarrou seu braço. Ela ainda teria sido xingada pelo agressor. Juliana contou que vem sendo ameaçada em redes sociais e sendo perseguida durante as manifestações políticas realizadas em Porto Alegre.

A deputada registrou ocorrência policial na 1ª Delegacia da Capital.

Esse já é o segundo caso em que o MBL pode estar envolvido em ato criminoso. Segundo informações o ex-coordenador de campanha de Sebastão Melo (PMDB), Plínio Zalewski, estava sendo perseguido por integrantes do grupo.

A tragédia dessa história é que o PMDB do Rio Grande do Sul apoiou os atos do MBL contra a presidenta Dilma. E o MBL teve candidato em Caxias, todo cuidado é pouco.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Temer anuncia redução na gasolina, mas postos reajustam ela em 11 estados e no DF

O preço da gasolina comum vendida nos postos dos combustíveis subiu em 11 Estados e no Distrito Federal nesta semana, a primeira em que vigorou a redução de 3,2% no valor do combustível fóssil nas refinarias, anunciada no último dia 14.

Após a decisão da Petrobras, as cotações do derivado de petróleo só cederam em 14 Estados e ficaram estáveis no Pará, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a autarquia, a gasolina mais cara do País é vendida no Acre, a uma média de R$ 4,122 por litro, ante R$ 4,133 na semana passada. Já a mais barata é comercializada em São Paulo, a R$ 3,472 por litro, frente R$ 3,458 na semana anterior.

Entre os dois períodos, a gasolina variou mais no Distrito Federal, com aumento de R$ 0,20, passando de R$ 3,357 para R$ 3,558 por litro.

Outro destaque de alta foi o Rio de Janeiro (de R$ 3,865 para R$ 3,95 por litro). Já o Amazonas registrou a maior queda, de R$ 3,798 para R$ 3,63 por litro. Na média Brasil, a gasolina variou de R$ 3,654 para R$ 3,671 entre as semanas.

Segundo a própria Petrobras, caso a redução de 3,2% fosse inteiramente repassada pelas distribuidoras, poderia haver diminuição de R$ 0,05 por litro na bomba.

A manutenção das cotações chegou a ser atribuída à firmeza do etanol anidro, misturado em até 27% ao combustível fóssil. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), porém, afirmou que essa relação não pode ser feita.

De acordo com a entidade, a composição do preço da gasolina depende de diversas variáveis, entre elas o preço do produto na refinaria, a margem da distribuidora, a margem da revenda, o valor do Preço Médio Ponderado Final (PMPF), atualizado a cada 15 dias para recolhimento do ICMS, e o próprio anidro.

Em Caxias do Sul os preços não baixaram. 

Não ouvimos panelas

Cpers protocola pedido de impeachment contra Sartori por descumprimento de decisão judicial

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21
Entrega do pedido de impeachment para a presidenta
da Assembleia Sílvana Covatti (PP)
A direção do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) entregou no final da manhã desta segunda-feira (24) à presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP), o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori. Segundo a presidente do sindicato,  Helenir Schurer, o pedido é “baseado na Constituição que diz que se pode pedir o impeachment do governador pelo descumprimento de ordem judicial”.
“Nós temos, desde o ano passado, uma liminar que proíbe o governo de parcelar o nosso salário. Somente nesse ano, nós temos sete meses de parcelamento. No dia 5 de setembro, foi julgado o mérito da nossa liminar no pleno e, por 21 a 4, os juízes disseram que o governador não poderia parcelar. No final do mês, ele parcelou novamente”, afirmou Helenir.
No final de setembro, o Cpers abriu uma consulta pública junto a sua base para avaliar a hipótese do pedido de impeachment. Na última semana, o Conselho Geral do sindicato decidiu por protocolar o impedimento na Assembleia. “Decidimos protocolar o pedido porque agora, além do servidor, ele está penalizando as nossas famílias. Nós temos muitos filhos de professores que estão na universidade e provavelmente terão que cancelar a matrícula porque não conseguem mais pagar”, disse Helenir, acrescentando ainda que a “gota d’água” foi o anúncio por parte do governo de que, mais uma vez, não terá condições de honrar com o pagamento do 13º salário.
Covatti recebeu uma comitiva do Cpers por volta das 11h30. Ela ouviu de professores e representantes de movimentos sociais informações sobre as dificuldades enfrentadas pelos educadores e pelas escolas e se comprometeu a analisar com “carinho especial” o pedido e dar celeridade à tramitação. “Vou encaminhar à Procuradoria dessa Casa para uma análise profunda, com responsabilidade e com muito compromisso. Esse é um pedido que não é normal, então nós temos que dar uma atenção muito especial a isso, analisar todos os critérios e também ver a análise da Procuradoria”, afirmou.
Apesar de fazer parte da base do governo Sartori, a deputada disse que dará andamento normal ao pedido de impeachment e que não irá segurá-lo para ser analisado pelo próximo presidente da Casa. Covatti, porém, preferiu não se posicionar sobre o mérito da questão. Não há prazo definido para a tramitação do pedido. “Eu tenho a responsabilidade de conduzir essa Casa com maestria e não vou segurar. Vou fazer que tramite normalmente na Casa como qualquer outro processo”, disse a presidente da AL.
Ainda no final da manhã, o governo do Estado encaminhou nota contestando o pedido feito pelo Cpers. “O pedido de impeachment protocolado pelo Cpers-Sindicato faz parte de sua conhecida radicalização política. Além de ser inconsistente, não ajuda o Estado a superar a crise financeira e a melhorar a qualidade do ensino. A Assembleia Legislativa saberá dar o devido encaminhamento à questão”, diz a nota.

Protesto conta a PEC 241 e MP do Ensino Médio 
O protocolamento do pedido foi antecedido por um ato de protesto contra a PEC 241, conhecido como a PEC do teto dos gastos, a Reforma da Previdência e a Medida Provisória encaminhada pelo governo Temer que promove a Reforma do Ensino Médio. “É um retrocesso fantástico. Nós não vamos permitir que aconteça sem lutarmos”, diz a presidente do Cpers.
Segundo Helenir, é absurda a separação do Ensino Médio entre um ano e meio de base comum e o restante do período com foco nas disciplinas de Português, Matemática e Inglês. “As áreas humanas, que preparam os alunos para compreender a sociedade, o mundo, e a se posicionar de forma cidadã, são retiradas dos nossos alunos e não podemos permitir. Haverá, na nossa visão, uma preparação de uma mão de obra barata, qualificada, mas sem condições de refletir e se posicionar”, afirma.
Por outro lado, ela diz que o sindicato tem a consciência de que é preciso melhorar a qualidade da educação no Brasil, mas que, para isso, é necessário aumentar os investimentos, o que, na visão do Cpers, será cortado pela PEC 241. “A MP, casada com a 241, é a destruição da escola pública”, diz.
O ato começou, às 8h30, com concentração em frente à sede do Cpers, na Av. Alberto Bins. Por volta das 9h30, os professores e apoiadores do movimento se dirigiram ao Palácio Piratini. Durante o trajeto, entoaram músicas e palavras de ordem contra os governos do Estado e federal, tais como: “Desocupa aí, Fora Sartori, do Piratini”. Ao chegar à Praça da Matriz, a direção do sindicato e de outras entidades se alternaram em falas para criticar a atual gestão e os projetos em tramitação no Congresso Nacional.
Vestido de contas atrasadas
Durante o protesto diante do Piratini, um grupo de professores da escola Nova Sociedade, de Nova Santa Rita, chamou a atenção por causa de um “vestido” feito com contas atrasadas em razão do parcelamento de salários pelo governo do Estado.
“O Banrisul está ficando com o nosso dinheiro. As nossas contas entram no dia, eles descontam e cobram juros de nós, mas o governo não paga o nosso salário em dia”, disse Nilce Machado, uma das professoras que utilizou a peça. “Esse governo é caloteiro, não paga o nosso salário em dia, parcela as verbas das nossas escolas. Nós já protestamos no 7 de setembro contra o governador porque a nossa escola está sucateada. Não tem infraestrutura que contemple nossos alunos, temos um laboratório com vários computadores que não podem ser usados porque não temos uma rede elétrica que correspondente”, completou.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ciro Gomes veio à Caxias apoiar um candidato de esquerda e só achou o Nespolo

Reta final de campanha e a preocupação parece que toma a conta da campanha situacionista. Tanto que mudou drasticamente o discurso do primeiro turno, para o segundo.

Os ataques virulentos desferidos contra o deputado Pepe Vargas, candidato a prefeito pelo PT, foram substituídos por palavras elogiosas sobre a administração do petista, quando prefeito.

O movimento mais recente foi trazer o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi  e o pré candidato a presidente Ciro Gomes, também do PDT.

A estratégia, Incidir sobre os 59 mil votos obtidos por Pepe no primeiro turno. A posição do PT foi clara: nenhum apoio ao candidato Nespolo.

O presidente nacional do PDT fez um discurso onde diz que "o que está em jogo agora são as forças conservadoras de direita contra um programa popular". Ciro Gomes apelou: "Quem estava na luta contra o impeachment, essa gente aí ou nós?"

Infelizmente, Ciro Gomes, o PDT de Caxias é descolado do PDT nacional. As lideranças principais da sigla, na cidade, apoiaram o impeachment. O vice, de Nespolo, é do PMDB, golpista. Sua coligação, de 21 partidos, 20 apoiaram o golpe.

As lideranças nacionais do PDT até tentaram dar uma roupa de esquerda para o Nespolo, contudo ela fica pinicando na sua pele.


Cavendish, da Delta, entrega Cabral e Aloysio

Fonte: Brasil 247

Alvo da Operação Saqueador da Polícia Federal, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta Engenharia, negocia um acordo de delação premiada em que pretende detalhar pagamentos de propinas a políticos do PMDB e do PSDB, incluindo o senador Aloysio Nunes (PSDB), líder do governo Temer, e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A informação é de reportagem no Estado de S.Paulo.

Os repasses seriam referentes a obras nos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, além de estatais federais, como a Petrobras e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes).

“Na proposta, em forma de anexos, entregue aos procuradores do Ministério Público Federal do Rio e à Procuradoria Geral da República, Cavendish, ao tratar de São Paulo, cita pagamentos indevidos que seriam destinados ao senador tucano Aloysio Nunes Ferreiras (SP), segundo fontes com aceso às negociações ouvidas pelo Estado.

A empreiteira integrou o consórcio responsável por um dos lotes da obra de ampliação da Marginal Tietê alvo de denúncia no Ministério Público de São Paulo. A investigação apura o pagamento de um aditivo de R$ 71 milhões à Delta que teria sido repassado a empresas de fachada em nome do operador Adir Assad, alvo da Operação Lava Jato.

No anexo sobre o Rio, segundo apontam fontes ouvidas pelo Estado, Cavendish detalha sua relação com o ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB) e desvios praticados para obter contratos de obras, como a reforma do Estádio do Maracanã, do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, realizado com dispensa de licitação, e da transposição do Rio Turvo. À época da Operação Monte Carlo, quando surgiram pela primeira vez suspeitas sobre a relação de Cavendish e Cabral, o ex-governador Anthony Garotinho che

Cavendish também apontou supostos desvios em contratos no governo do tucano Marconi Perillo.

A Justiça determinou a prisão de Cavendish em 30 de junho. Em agosto, o empresário passou para o regime de prisão domiciliar. Juntamente comm outros empresários, ele foi denunciado na Operação Saqueador, relacionado a um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 370 milhões.”

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Prisão de Cunha faz Temer antecipar volta do Japão

Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente Michel Temer decidiu antecipar seu retorno ao Brasil. O retorno da comitiva do presidente, que se cumpria missão oficial em Tóquio, Japão, estava previsto para a manhã de quinta-feira, 20, no horário local, mas o embarque foi antecipado para esta quarta-feira, 19.

A assessoria do Planalto não informou o motivo da antecipação da data da volta. Mas o retorno antes do previsto foi divulgado no dia em que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), foi preso pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato.

O grande receio é de que Cunha, agora preso, se torne delator e revele os nomes dos mais de 100 deputados que financiava e que votaram pela cassação de Dilma Rousseff. Crise política entra em novo patamar, no momento em que delatores da Odebrecht mencionam vários ministros do governo Temer, entre eles Geddel Vieira Lima e Moreira Franco, além do ex-ministro Romero Jucá.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vox Populi: Lula lidera com 35% preferências para 2018


Fonte: Rede Brasil Atual

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18) traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro lugar nas intenções de voto para a Presidência da República em 2018, se as eleições fossem hoje. Nas respostas estimuladas, Lula aparece com 34% das preferências quando os principais adversários são Marina Silva (Rede, 11%) e Aécio Neves, (PSDB, 15%). Com Geraldo Alckmin (PSDB, 12%) no lugar de Aécio, Lula vai a 35% e Marina, a 13%.

Na pesquisa em que o entrevistado responde espontaneamente qual seria seu candidato preferido, sem que seja indicado nenhum, o nome de Lula é citado por 28% das pessoas. Aécio é o segundo nome mais mencionado, com 6%, atrás de brancos e nulos (12%). A dois anos do pleito presidencial, 35% dos consultados não souberam responder.

A pesquisa foi realizada a pedido da CUT entre os últimos dias 9 e 13, com 2 mil entrevistas, em 116 municípios de todas as unidades da federação, menos Roraima.

Políticos e governos

Quando a pergunta é sobre quem foi o melhor presidente do Brasil, 42% dos entrevistados respondem Lula e 19% não sabem ou não responderam. Outros 12% acham que nenhum foi bom, 9% citaram outros, José Sarney e Dilma Rousseff aparecem com 2% e Itamar Franco com 1%.

A sondagem do Vox Populi avaliou também o sentimento da opinião pública em relação a personalidades da política. Disseram gostar de Lula 43%, enquanto outros 36% responderam que não gostam do ex-presidente – 21% indicaram não gostar nem desgostar e apenas 1% não respondeu.

Nesse quesito, o mais detestado foi o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com 76% de “não gosto” e 5% de “gosto” (22% de indiferentes). No ranking de “não gosto”, Cunha é seguido por Michel Temer, com 53%, o senador Aécio Neves (PSDB) e a presidenta destituída Dilma Rousseff (PT), ambos com 51%, o deputado do Psol-RJ Jean Wyllys (48%), o senador do PSDB-SP José Serra e o deputado do PSC-RJ Jair Bolsonaro, ambos com 43% e os presidenciáveis Marian Silva e Ciro Gomes, 42%. Depois de Lula, aparecem com mais respostas “gosto” Dilma (26%) e Marina (25%).

Outra questão levantada pela pesquisa foi a percepção dos eleitores sobre sua condição de vida nos últimos 12 anos, durante os governos petistas de Lula e Dilma, e 56% dos entrevistados consideram que sua vida melhorou, enquanto 14% acharam que piorou e 28% que nem melhorou, nem piorou.

Apesar de os governos petistas serem alvos de um noticiário muito negativo enquanto estavam em andamento, e com ataques intensificados nos últimos meses, essa avaliação está melhor hoje do que em dezembro passado, quando 40% diziam ter melhorado de vida, em fevereiro (35%) e abril (36%).

Para a maioria, Lula acertou mais do que errou, sendo que 62% dos entrevistados disseram que Lula fez mais coisas certas do que erradas pela população – para 31%, errou mais do que acertou.

Lava Jato

O indiciamento de Lula pelos procuradores da Operação Lava Jato é de conhecimento de 95% dos entrevistados. Mas o entendimento dos pesquisados quanto à isenção da operação é polêmico. Para 41%, os procuradores sempre atacam Lula e os petistas, mas não fazem nada contra os políticos do PSDB e do governo Temer. Para 43%, esses procuradores são justos e tratam todos os políticos da mesma maneira. 16% não sabem ou não responderam.

O fato de a força-tarefa encaminhar o indiciamento sem provas que o ex-presidente tenha agido de forma desonesta é considerado errado por 65%, enquanto 29% concordam com a acusação mesmo sem provas.

sábado, 15 de outubro de 2016

Não é do Lula: Justiça e condomínio Solaris reconhecem que triplex é da OAS

Dentre todas as acusações desacompanhadas de provas que os procuradores da Operação Lava Jato fazem contra Luiz Inácio Lula da Silva, nenhuma é mais frequentemente desmentida pelos fatos e documentos do que aquela que diz que o ex-presidente e dona Marisa são donos de uma cobertura triplex no Guarujá. Desta vez, a própria Justiça de São Paulo e o condomínio ao qual pertence o apartamento em questão expõem ao descrédito a inventiva tese do Ministério Público Federal do Paraná.

É que a pessoa jurídica que representa o condomínio Solaris do Guarujá está cobrando na Justiça a construtora OAS pela falta de pagamento das parcelas de condomínio referentes aos imóveis de que é proprietária, dentre elas a da unidade 164-A. O condomínio propôs a ação de cobrança, e a Justiça aceitou. Ou seja, o condomínio e o tribunal paulista não têm dúvidas sobre quem é o proprietário da cobertura triplex – a OAS, dona do apartamento de fato e na escritura.

Desde dezembro de 2015, a OAS está inadimplente em relação a suas taxas de condomínio, como se pode observar nos autos da ação de cobrança de despesas condominiais nº 1006429-20.2016.8.26.0223, em trâmite na 2ª Vara Cível do Foro do Guarujá.

A cobrança recai unicamente sobre a empresa OAS, o que significa que o Condomínio Solaris a considera como única proprietária e possuidora do imóvel. Também a Justiça Paulista confirma esse entendimento, tanto é que autorizou o processamento da citada ação apenas contra a OAS.

Tampouco poderia ser diferente. Não há qualquer base documental ou de fato a suportar a criativa tese dos procuradores da Lava Jato, de que Lula e dona Marisa seriam os donos da cobertura. Afinal, conforme já foi explicitado por ambos tanto em pronunciamentos para a opinião pública como em manifestações no processo que corre por conta da acusação do MPF, Lula esteve uma única vez no apartamento em questão. Já dona Marisa foi lá duas vezes. As visitas foram para ver se o casal se interessaria pelo imóvel, o que não aconteceu. Os procuradores não refutam este fato, o de que foram nada mais do que duas visitas ao local. Anda assim, insistem na tese da propriedade oculta.

Toda a documentação referente à escritura e à propriedade do imóvel não traz e jamais trouxe o casal como donos do imóvel. O traço de realidade mais próximo disso é que o casal possuía cotas relacionadas a outro apartamento no mesmo edifício – propriedade jamais ocultada, mas normalmente declarada no Imposto de Renda de Lula.

Contra fatos e documentos incontestes, os procuradores de Curitiba escudam sua exótica tese de propriedade oculta unicamente em uma conversa de texto que tiraram de um celular de um executivo da OAS, em que ele supostamente demonstraria que estava reformando a cobertura de modo a deixa-la ao gosto do casal Lula da Silva. Isso é tudo que eles têm em termos de indício para formarem suas fortes convicções.

Fato é que tanto Lula quanto dona Marisa não negam que a opção de adquirir (pagando o valor devido) o imóvel chegou a ser cogitada pelo casal, que acabou por desistir dessa compra. A venda não foi efetuada, a construtora segue dona do imóvel e está inclusive devendo o condomínio depois de pagá-lo até dezembro de 2015. A OAS, não Lula. Todo o resto, não passa de convicções sem base em fatos de procuradores que tentam trocar o devido processo legal pelo massacre midiático.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Folha de S. Paulo perde mais de 50% de engajamento nas redes sociais

Via Comunique-se

Em medição feita pelo Torabit, foi revelado que no mês de setembro o jornal Folha de S. Paulo perdeu 51% em sua taxa de engajamento diário nas redes sociais. Com este desempenho, o veículo ficou em quinto lugar no ranking, atrás de concorrentes como Estadão, Zero Hora, UOL e Veja.
folha-logo-engajamentoJornal ficou em 5º lugar no ranking de engajamento 
(Imagem: Divulgação)
Ambos com 2,71% de média, o Estadão e o Zero Hora conquistaram o topo da taxa de engajamento. Dos onze veículos online pesquisados, somente um único teve aumento na taxa de engajamento no mês: a IstoÉ, que veio de 1,03% em agosto para  1,15%  em setembro, num crescimento percentual de 12%. Apesar de a Folha ter perdido metade da audiência, a queda média entre os veículos que perderam engajamento foi de 27%.
Nas diferentes redes sociais monitoradas, o Estadão foi melhor que o Zero Hora tanto no Twitter (0,29%) quanto no Instagram (4,91%). O empate ficou por conta do Facebook, onde o ZH alcançou 3,21% de taxa de engajamento, contra 2,93% do Estadão.
No Facebook e no Twitter, no entanto, o campeão foi o UOL, com respectivamente 5,23% e 0,32% de taxa de engajamento. No ranking de fãs, o R7 segue longe na frente no Facebook, com 12,5 milhões de fãs. Veja continua a primeira no Twitter com 7,3 milhões de followers e o R7 segue também o primeiro no Instagram com 1,5 milhão de seguidores.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Casos de corrupção envolvendo Michel Temer caem no ostracismo, e eles são muitos


Via João Filho / The Intercept_Brasil

O PRESIDENTE NÃO-ELEITO MICHEL TEMER foi a Nova York discursar na Assembleia Geral da ONU. Há na imprensa quem tenha considerado sua apresentação “sóbria”, “elegante” e “discretamente charmosa”. Para mim, suas declarações mais pareciam um número de comédia stand-up. Entre tantas ótimas, destaco esta anedota:
“Temos um Judiciário independente, um Ministério Público atuante e órgãos do Executivo e Legislativo que cumprem seu dever. Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre.”
Não é preciso explicar a piada. Até as vírgulas contém um humor irônico de primeiríssima qualidade. Eu apenas acrescentaria no final: “mas que beleza! Em fevereiro tem carnaval!
Michel estava mesmo cheio de graça. Depois de dar um golpe na matemáticae multiplicar por 11 o número de refugiados no Brasil em seu discurso na ONU, teve a ousadia de falar em encontro com empresários sobre o paraíso político que estaria vivendo o país: “No Brasil, hoje, nós temos uma estabilidade política extraordinária por causa da relação adequada entre Executivo e Legislativo”. Mais tarde, em coletiva, Temer apelou para o humor politicamente incorreto e cometeu este ato falho, observado por Inácio Vieira do Intercept Brasil:
“Sugerimos ao governo [Dilma] que adotasse as teses que nós apontávamos naquele documento chamado ‘Ponte para o Futuro’. E, como isso não deu certo, não houve adoção, instaurou-se um processo que culminou agora com a minha efetivação como presidência da república.”
Temos uma confissão! Parece que Temer resolveu abrir seu coração para o mundo. O impeachment não foi pelas pedaladas fiscais, mas por Dilma ter se recusado a implantar o programa de governo da chapa derrotada nas eleições. Na prática, admitiu o golpe.
Mas o clímax desse show de humor estaria por vir. Perguntado se conhecia os casos de corrupção do governo anterior, Michel, com muito charme, jogou esta piada na cara da sociedade internacional:
“Não sabia. Vocês sabem que eu não tive participação no governo. Um dia,eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso.”
Temer quer nos fazer acreditar que era apenas um vaso chinês em um canto do Planalto. Só que os fatos mostram que seu papel nos esquemas de corrupção no governo não tinha nada de decorativo. Pelo contrário, o número de vezes em que foi citado em diferentes investigações revela seu protagonismo. Enquanto as panelas estão mudas, e parte da imprensa pede uma trégua para que o homem possa trabalhar em paz, temos uma coleção infindável de malandragens em que o não-eleito aparece enrolado. Há material suficiente para um novo número de comédia stand-up completo com duas horas de duração. Vamos relembrar os casos mais significativos:

Propina da Queiroz Galvão

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou que Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo. O acerto teria sido feito na Base Aérea de Brasília, em 2012, mas Temer nega o encontro. Machado diz que irá prová-lo com “testemunhas; registros do aluguel de um carro pela Transpetro; e marcadores de GPS referentes aos itinerários feitos”.

Temer é convocado para controlar destino das doações

Segundo Sérgio Machado, o PMDB da Câmara procurou o então vice-presidente para reclamar que a doação de R$40 milhões da JBS seria destinada exclusivamente às campanhas dos senadores peemedebistas. “Esse fato fez com que Michel Temer reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido”, afirmou o delator. Oficialmente, o grupo doou apenas $ 22,6 milhões ao partido em 2014.

Propina no Porto de Santos

“As tarefas difíceis, eu entrego à fé de Eduardo Cunha.” A frase de Michel Temer não poderia ser mais verdadeira. Graças ao talento de Cunha na Câmara, uma emenda sorrateira na Lei dos Portos permitiu a renovação de contratos de concessão de terminais portuários por empresas endividadas com a União. O Grupo Libra, que deve módicos R$850 milhões, curiosamente foi o único beneficiado pela emenda da nova lei. Os sócios do grupo depositaram R$1 milhão na conta jurídica que o então candidato a vice abriu para receber doações de campanha. Apesar de Temer negar, o fato demonstra que ele comandava diretamente o seu caixa de campanha.

Propinas da Camargo Corrêa

Durante a Operação Castelo de Areia, em 2009, o nome de Temer foi encontrado 21 vezes em planilhas apreendidas na casa de um executivo da empreiteira. Ele teria recebido ao todo US$ 345 mil. Já em 2014, na Operação Lava Jato, Temer aparece em novas planilhas da empreiteira. Dessa vez ele teria facilitado um projeto de pavimentação em Aratuba e a duplicação de uma estrada na Praia Grande (SP) por US$ 40 mil.

Propina da Odebrecht

Segundo delação de Marcelo Odebrecht, R$ 10 milhões em dinheiro vivo foram pagos para a campanha de Temer. Do montante, parte teria ido para a campanha de Eliseu Padilha, atual chefe da Casa Civil, e o restante, para a campanha de Paulo Skaf, proprietário do Pato da FIESP. O PMDB afirma que as doações foram legais, porém, os executivos da empresa garantem que elas foram registradas na contabilidade do “setor de operações estruturadas da Odebrecht”, o caixa paralelo – mais conhecido como o “departamento de propina” da Odebrecht.

Propina da OAS

Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal entre 2012 e 2014, Cunha reclama com Léo Pinheiro, presidente da OAS, da rapidez com que Michel Temer recebeu R$ 5 milhões, enquanto outros peemedebistas ainda não haviam recebido. Esse trecho é especialmente revelador de como Temer tinha preferência no repasse das “doações” da empreiteira:
Eduardo Cunha: “E vc ter feito 5 paus para MICHEL direto de uma vez, antes. Todos souberam e dá barulho sem resolver os amigos. Até porque Moreira tem mais rapidez depois de prejudicar vocês do que os amigos que brigaram com ele por você. Entende a lógica da turma? Ai inclui Henrique, Geddel, etc…”
Léo Pinheiro: “Cuidado com a sua análise. Lhe mostro pessoalmente a quantidade dos amigos.”
Cunha: “Eles tão chateados porque Moreira conseguiu de você para Michel 5 paus e você já depositou inteiro e eles que brigaram com Moreira, você adia. É isso”.
Leo Pinheiro: “Você dar, ninguém tem nada a ver com isso. É só a preferência”.
Moreira Franco, Temer e Cunha - o trio parada dura peemedebista (Antônio Cruz / Agência Brasil)
Apesar do tom de cobrança de Cunha ao exigir tratamento isonômico na distribuição da grana da empreiteira, os políticos envolvidos garantem que as doações eram legais. Para piorar, a defesa de Temer no TSE afirma categoricamente que a arrecadação da campanha presidencial era feita exclusivamente pelo PT. Diante de tantas evidências que apontam na direção contrária, só mesmo Gilmar Mendes será capaz de acreditar nisso.
Esses foram alguns casos que encontrei em breve pesquisa no Google. É só a ponta do iceberg, como bem lembrou o ferido Cunha na beira da estrada. Mesmo com tantas provas e testemunhas, parece que ainda falta convicção para boa parte da imprensa, o Ministério Público e o Judiciário.
Michel segue voando em céu de brigadeiro. Até agora, nenhum editorial pediu sua renúncia, nenhum colunista indignado o chamou de propinocrata, nenhuma panela tocou pedindo impeachment. A Ponte para o Futuro está cheia de furos, mas conta com uma legião de cegos para sustentá-la.

Leia o artigo que o juiz Sergio Moro sugeriu que a Folha censurasse


O famoso, e até celebrado, juiz da Lava Jato, de maneira não tão velada, por meio de uma carta à redação da Folha de São Paulo, sugeriu que o jornal não abrisse espaço a articulistas que criticam sua atuação. Claramente uma atitude de censura. Leia abaixo o texto que o Moro não queria que você lesse.

Desvendando Moro


ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná -não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro -o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE *, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha*

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Candidato do PMDB desacata PMs e delegado após ser flagrado com habilitação bloqueada em plena carreata


A Rádio Acesa, de Santo Cristo, noticiou nesta sexta-feira (30), uma confusão envolvendo o candidato do PMDB à Prefeitura do município, Segundo apurou a emissora, o candidato Adair Philippsen teria sido flagrado por policiais militares quando estava numa carreata de sua campanha dirigindo com a carteira de habilitação bloqueada.

No entardecer de quinta-feira, 29 de setembro, o candidato Adair Philippsen (PMDB) de Santo Cristo, comandava uma carreata de sua campanha. Mas policiais militares que faziam blitz de rotina no local, abordaram Adair e verificaram que sua CARTEIRA DE MOTORISTA estava BLOQUEADA. Em seu artigo 307, o Código de Trânsito classifica como CRIME a condução de veículo nestas condições.

Pelo relato dos PMs, o candidato passou a ofendê-los e chegou a mencionar que faria contato com pessoas de suas relações políticas que atuam no Comando da Brigada Militar no Estado para que fossem punidos. Sentindo-se intimidados, os PMs decidiram levar o caso à Polícia Civil.
A confusão ficou ainda maior por que, segundo os PMs, Adair passou então a acusar também o delegado de tentar prejudicá-lo. O episódio gerou o um Boletim de Ocorrência. No final, o veículo de Adair foi liberado após um outro motorista, este devidamente habilitado, assumir a condução do carro.

A eleição em Santo Cristo é vista por lideranças locais como uma das mais acirradas da região Noroeste. E o candidato do PMDB, além do episódio vergonhoso desta quinta-feira, poderá, ainda, ter de dar outras explicações à Justiça. Isto porque o Ministério Público recebeu uma informação de que teria havido distribuição de tickets de gasolina aos participantes da carreata, o que é terminantemente proibido pela legislação.