domingo, 30 de outubro de 2016

Guerra é eleito prefeito de Caxias do Sul e derruba "edifício" do Sartori/Alceu

Foto: Ivan Sgaraboto/Rádio São Francisco
Daniel Guerra (PRB) derrotou a máquina de 21 partidos do candidato da situação, Edson Néspolo (PDT). Além de  implodir a tentativa de construir um "quarto andar", como os candidatos Sartori/Alceu tratavam a prefeitura, Guerra conseguiu ser o candidato mais votado que Alceu e Sartori.

Guerra terminou o segundo turno com 148.501 votos. Alceu Barbosa Velho (PDT), em 2012 vencendo no primeiro turno, fez 137.689 votos. Sartori, em 2008 quando só houve dois candidatos fez 134.302 votos.

Coube a Néspolo repetir um feito que só Geraldo Alckmin (PSDB) tinha conseguido. Fazer uma votação menor no segundo turno do que no primeiro turno. O candidato do PDT fez 87.996 votos no segundo turno. No primeiro turno ele fez 102.044. Foram 14 mil votos a menos.

O que explica que um eleitor de Néspolo trocou de candidato em 20 dias? A desastrosa campanha de ataques e ofensas realizada pelo candidato a prefeito e seus militantes.

A população de Caxias deixou duas escolhas horríveis para o segundo turno. Ganhou a opção que acabavam com uma hegemonia que transformou a prefeitura em uma fortaleza impenetrável ao povo, não que isso melhore agora. Ficam algumas perguntas para serem respondidas nos próximos dias:

1 - Como será o secretariado de Guerra, que ele sempre disse que seria "técnico"?

2 - Quantas secretarias, e quais, ele irá extinguir?

3 - Com 2 vereadores, em 23, ele conseguirá aprovar algum projeto sem longas negociações partidárias?

4 - Guerra corre risco de impeachment?

Vamos aguardar.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Deputada Juliana Brizola é agredida em Porto Alegre

A candidata a vice-prefeita de Porto Alegre, Juliana Brizola (PDT) foi agredida por quatro homens que supostamente são integrantes do grupo terrorista de direita intitulado Movimento Brasil Livre (MBL).

Segunda a deputada ela estava em um ato na Esquina Democrática quando foi cercada por quatro homens, sendo que um deles agarrou seu braço. Ela ainda teria sido xingada pelo agressor. Juliana contou que vem sendo ameaçada em redes sociais e sendo perseguida durante as manifestações políticas realizadas em Porto Alegre.

A deputada registrou ocorrência policial na 1ª Delegacia da Capital.

Esse já é o segundo caso em que o MBL pode estar envolvido em ato criminoso. Segundo informações o ex-coordenador de campanha de Sebastão Melo (PMDB), Plínio Zalewski, estava sendo perseguido por integrantes do grupo.

A tragédia dessa história é que o PMDB do Rio Grande do Sul apoiou os atos do MBL contra a presidenta Dilma. E o MBL teve candidato em Caxias, todo cuidado é pouco.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Temer anuncia redução na gasolina, mas postos reajustam ela em 11 estados e no DF

O preço da gasolina comum vendida nos postos dos combustíveis subiu em 11 Estados e no Distrito Federal nesta semana, a primeira em que vigorou a redução de 3,2% no valor do combustível fóssil nas refinarias, anunciada no último dia 14.

Após a decisão da Petrobras, as cotações do derivado de petróleo só cederam em 14 Estados e ficaram estáveis no Pará, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a autarquia, a gasolina mais cara do País é vendida no Acre, a uma média de R$ 4,122 por litro, ante R$ 4,133 na semana passada. Já a mais barata é comercializada em São Paulo, a R$ 3,472 por litro, frente R$ 3,458 na semana anterior.

Entre os dois períodos, a gasolina variou mais no Distrito Federal, com aumento de R$ 0,20, passando de R$ 3,357 para R$ 3,558 por litro.

Outro destaque de alta foi o Rio de Janeiro (de R$ 3,865 para R$ 3,95 por litro). Já o Amazonas registrou a maior queda, de R$ 3,798 para R$ 3,63 por litro. Na média Brasil, a gasolina variou de R$ 3,654 para R$ 3,671 entre as semanas.

Segundo a própria Petrobras, caso a redução de 3,2% fosse inteiramente repassada pelas distribuidoras, poderia haver diminuição de R$ 0,05 por litro na bomba.

A manutenção das cotações chegou a ser atribuída à firmeza do etanol anidro, misturado em até 27% ao combustível fóssil. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), porém, afirmou que essa relação não pode ser feita.

De acordo com a entidade, a composição do preço da gasolina depende de diversas variáveis, entre elas o preço do produto na refinaria, a margem da distribuidora, a margem da revenda, o valor do Preço Médio Ponderado Final (PMPF), atualizado a cada 15 dias para recolhimento do ICMS, e o próprio anidro.

Em Caxias do Sul os preços não baixaram. 

Não ouvimos panelas

Cpers protocola pedido de impeachment contra Sartori por descumprimento de decisão judicial

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21
Entrega do pedido de impeachment para a presidenta
da Assembleia Sílvana Covatti (PP)
A direção do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) entregou no final da manhã desta segunda-feira (24) à presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP), o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori. Segundo a presidente do sindicato,  Helenir Schurer, o pedido é “baseado na Constituição que diz que se pode pedir o impeachment do governador pelo descumprimento de ordem judicial”.
“Nós temos, desde o ano passado, uma liminar que proíbe o governo de parcelar o nosso salário. Somente nesse ano, nós temos sete meses de parcelamento. No dia 5 de setembro, foi julgado o mérito da nossa liminar no pleno e, por 21 a 4, os juízes disseram que o governador não poderia parcelar. No final do mês, ele parcelou novamente”, afirmou Helenir.
No final de setembro, o Cpers abriu uma consulta pública junto a sua base para avaliar a hipótese do pedido de impeachment. Na última semana, o Conselho Geral do sindicato decidiu por protocolar o impedimento na Assembleia. “Decidimos protocolar o pedido porque agora, além do servidor, ele está penalizando as nossas famílias. Nós temos muitos filhos de professores que estão na universidade e provavelmente terão que cancelar a matrícula porque não conseguem mais pagar”, disse Helenir, acrescentando ainda que a “gota d’água” foi o anúncio por parte do governo de que, mais uma vez, não terá condições de honrar com o pagamento do 13º salário.
Covatti recebeu uma comitiva do Cpers por volta das 11h30. Ela ouviu de professores e representantes de movimentos sociais informações sobre as dificuldades enfrentadas pelos educadores e pelas escolas e se comprometeu a analisar com “carinho especial” o pedido e dar celeridade à tramitação. “Vou encaminhar à Procuradoria dessa Casa para uma análise profunda, com responsabilidade e com muito compromisso. Esse é um pedido que não é normal, então nós temos que dar uma atenção muito especial a isso, analisar todos os critérios e também ver a análise da Procuradoria”, afirmou.
Apesar de fazer parte da base do governo Sartori, a deputada disse que dará andamento normal ao pedido de impeachment e que não irá segurá-lo para ser analisado pelo próximo presidente da Casa. Covatti, porém, preferiu não se posicionar sobre o mérito da questão. Não há prazo definido para a tramitação do pedido. “Eu tenho a responsabilidade de conduzir essa Casa com maestria e não vou segurar. Vou fazer que tramite normalmente na Casa como qualquer outro processo”, disse a presidente da AL.
Ainda no final da manhã, o governo do Estado encaminhou nota contestando o pedido feito pelo Cpers. “O pedido de impeachment protocolado pelo Cpers-Sindicato faz parte de sua conhecida radicalização política. Além de ser inconsistente, não ajuda o Estado a superar a crise financeira e a melhorar a qualidade do ensino. A Assembleia Legislativa saberá dar o devido encaminhamento à questão”, diz a nota.

Protesto conta a PEC 241 e MP do Ensino Médio 
O protocolamento do pedido foi antecedido por um ato de protesto contra a PEC 241, conhecido como a PEC do teto dos gastos, a Reforma da Previdência e a Medida Provisória encaminhada pelo governo Temer que promove a Reforma do Ensino Médio. “É um retrocesso fantástico. Nós não vamos permitir que aconteça sem lutarmos”, diz a presidente do Cpers.
Segundo Helenir, é absurda a separação do Ensino Médio entre um ano e meio de base comum e o restante do período com foco nas disciplinas de Português, Matemática e Inglês. “As áreas humanas, que preparam os alunos para compreender a sociedade, o mundo, e a se posicionar de forma cidadã, são retiradas dos nossos alunos e não podemos permitir. Haverá, na nossa visão, uma preparação de uma mão de obra barata, qualificada, mas sem condições de refletir e se posicionar”, afirma.
Por outro lado, ela diz que o sindicato tem a consciência de que é preciso melhorar a qualidade da educação no Brasil, mas que, para isso, é necessário aumentar os investimentos, o que, na visão do Cpers, será cortado pela PEC 241. “A MP, casada com a 241, é a destruição da escola pública”, diz.
O ato começou, às 8h30, com concentração em frente à sede do Cpers, na Av. Alberto Bins. Por volta das 9h30, os professores e apoiadores do movimento se dirigiram ao Palácio Piratini. Durante o trajeto, entoaram músicas e palavras de ordem contra os governos do Estado e federal, tais como: “Desocupa aí, Fora Sartori, do Piratini”. Ao chegar à Praça da Matriz, a direção do sindicato e de outras entidades se alternaram em falas para criticar a atual gestão e os projetos em tramitação no Congresso Nacional.
Vestido de contas atrasadas
Durante o protesto diante do Piratini, um grupo de professores da escola Nova Sociedade, de Nova Santa Rita, chamou a atenção por causa de um “vestido” feito com contas atrasadas em razão do parcelamento de salários pelo governo do Estado.
“O Banrisul está ficando com o nosso dinheiro. As nossas contas entram no dia, eles descontam e cobram juros de nós, mas o governo não paga o nosso salário em dia”, disse Nilce Machado, uma das professoras que utilizou a peça. “Esse governo é caloteiro, não paga o nosso salário em dia, parcela as verbas das nossas escolas. Nós já protestamos no 7 de setembro contra o governador porque a nossa escola está sucateada. Não tem infraestrutura que contemple nossos alunos, temos um laboratório com vários computadores que não podem ser usados porque não temos uma rede elétrica que correspondente”, completou.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ciro Gomes veio à Caxias apoiar um candidato de esquerda e só achou o Nespolo

Reta final de campanha e a preocupação parece que toma a conta da campanha situacionista. Tanto que mudou drasticamente o discurso do primeiro turno, para o segundo.

Os ataques virulentos desferidos contra o deputado Pepe Vargas, candidato a prefeito pelo PT, foram substituídos por palavras elogiosas sobre a administração do petista, quando prefeito.

O movimento mais recente foi trazer o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi  e o pré candidato a presidente Ciro Gomes, também do PDT.

A estratégia, Incidir sobre os 59 mil votos obtidos por Pepe no primeiro turno. A posição do PT foi clara: nenhum apoio ao candidato Nespolo.

O presidente nacional do PDT fez um discurso onde diz que "o que está em jogo agora são as forças conservadoras de direita contra um programa popular". Ciro Gomes apelou: "Quem estava na luta contra o impeachment, essa gente aí ou nós?"

Infelizmente, Ciro Gomes, o PDT de Caxias é descolado do PDT nacional. As lideranças principais da sigla, na cidade, apoiaram o impeachment. O vice, de Nespolo, é do PMDB, golpista. Sua coligação, de 21 partidos, 20 apoiaram o golpe.

As lideranças nacionais do PDT até tentaram dar uma roupa de esquerda para o Nespolo, contudo ela fica pinicando na sua pele.


Cavendish, da Delta, entrega Cabral e Aloysio

Fonte: Brasil 247

Alvo da Operação Saqueador da Polícia Federal, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta Engenharia, negocia um acordo de delação premiada em que pretende detalhar pagamentos de propinas a políticos do PMDB e do PSDB, incluindo o senador Aloysio Nunes (PSDB), líder do governo Temer, e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A informação é de reportagem no Estado de S.Paulo.

Os repasses seriam referentes a obras nos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, além de estatais federais, como a Petrobras e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes).

“Na proposta, em forma de anexos, entregue aos procuradores do Ministério Público Federal do Rio e à Procuradoria Geral da República, Cavendish, ao tratar de São Paulo, cita pagamentos indevidos que seriam destinados ao senador tucano Aloysio Nunes Ferreiras (SP), segundo fontes com aceso às negociações ouvidas pelo Estado.

A empreiteira integrou o consórcio responsável por um dos lotes da obra de ampliação da Marginal Tietê alvo de denúncia no Ministério Público de São Paulo. A investigação apura o pagamento de um aditivo de R$ 71 milhões à Delta que teria sido repassado a empresas de fachada em nome do operador Adir Assad, alvo da Operação Lava Jato.

No anexo sobre o Rio, segundo apontam fontes ouvidas pelo Estado, Cavendish detalha sua relação com o ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB) e desvios praticados para obter contratos de obras, como a reforma do Estádio do Maracanã, do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, realizado com dispensa de licitação, e da transposição do Rio Turvo. À época da Operação Monte Carlo, quando surgiram pela primeira vez suspeitas sobre a relação de Cavendish e Cabral, o ex-governador Anthony Garotinho che

Cavendish também apontou supostos desvios em contratos no governo do tucano Marconi Perillo.

A Justiça determinou a prisão de Cavendish em 30 de junho. Em agosto, o empresário passou para o regime de prisão domiciliar. Juntamente comm outros empresários, ele foi denunciado na Operação Saqueador, relacionado a um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 370 milhões.”

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Prisão de Cunha faz Temer antecipar volta do Japão

Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente Michel Temer decidiu antecipar seu retorno ao Brasil. O retorno da comitiva do presidente, que se cumpria missão oficial em Tóquio, Japão, estava previsto para a manhã de quinta-feira, 20, no horário local, mas o embarque foi antecipado para esta quarta-feira, 19.

A assessoria do Planalto não informou o motivo da antecipação da data da volta. Mas o retorno antes do previsto foi divulgado no dia em que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), foi preso pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato.

O grande receio é de que Cunha, agora preso, se torne delator e revele os nomes dos mais de 100 deputados que financiava e que votaram pela cassação de Dilma Rousseff. Crise política entra em novo patamar, no momento em que delatores da Odebrecht mencionam vários ministros do governo Temer, entre eles Geddel Vieira Lima e Moreira Franco, além do ex-ministro Romero Jucá.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vox Populi: Lula lidera com 35% preferências para 2018


Fonte: Rede Brasil Atual

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18) traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro lugar nas intenções de voto para a Presidência da República em 2018, se as eleições fossem hoje. Nas respostas estimuladas, Lula aparece com 34% das preferências quando os principais adversários são Marina Silva (Rede, 11%) e Aécio Neves, (PSDB, 15%). Com Geraldo Alckmin (PSDB, 12%) no lugar de Aécio, Lula vai a 35% e Marina, a 13%.

Na pesquisa em que o entrevistado responde espontaneamente qual seria seu candidato preferido, sem que seja indicado nenhum, o nome de Lula é citado por 28% das pessoas. Aécio é o segundo nome mais mencionado, com 6%, atrás de brancos e nulos (12%). A dois anos do pleito presidencial, 35% dos consultados não souberam responder.

A pesquisa foi realizada a pedido da CUT entre os últimos dias 9 e 13, com 2 mil entrevistas, em 116 municípios de todas as unidades da federação, menos Roraima.

Políticos e governos

Quando a pergunta é sobre quem foi o melhor presidente do Brasil, 42% dos entrevistados respondem Lula e 19% não sabem ou não responderam. Outros 12% acham que nenhum foi bom, 9% citaram outros, José Sarney e Dilma Rousseff aparecem com 2% e Itamar Franco com 1%.

A sondagem do Vox Populi avaliou também o sentimento da opinião pública em relação a personalidades da política. Disseram gostar de Lula 43%, enquanto outros 36% responderam que não gostam do ex-presidente – 21% indicaram não gostar nem desgostar e apenas 1% não respondeu.

Nesse quesito, o mais detestado foi o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com 76% de “não gosto” e 5% de “gosto” (22% de indiferentes). No ranking de “não gosto”, Cunha é seguido por Michel Temer, com 53%, o senador Aécio Neves (PSDB) e a presidenta destituída Dilma Rousseff (PT), ambos com 51%, o deputado do Psol-RJ Jean Wyllys (48%), o senador do PSDB-SP José Serra e o deputado do PSC-RJ Jair Bolsonaro, ambos com 43% e os presidenciáveis Marian Silva e Ciro Gomes, 42%. Depois de Lula, aparecem com mais respostas “gosto” Dilma (26%) e Marina (25%).

Outra questão levantada pela pesquisa foi a percepção dos eleitores sobre sua condição de vida nos últimos 12 anos, durante os governos petistas de Lula e Dilma, e 56% dos entrevistados consideram que sua vida melhorou, enquanto 14% acharam que piorou e 28% que nem melhorou, nem piorou.

Apesar de os governos petistas serem alvos de um noticiário muito negativo enquanto estavam em andamento, e com ataques intensificados nos últimos meses, essa avaliação está melhor hoje do que em dezembro passado, quando 40% diziam ter melhorado de vida, em fevereiro (35%) e abril (36%).

Para a maioria, Lula acertou mais do que errou, sendo que 62% dos entrevistados disseram que Lula fez mais coisas certas do que erradas pela população – para 31%, errou mais do que acertou.

Lava Jato

O indiciamento de Lula pelos procuradores da Operação Lava Jato é de conhecimento de 95% dos entrevistados. Mas o entendimento dos pesquisados quanto à isenção da operação é polêmico. Para 41%, os procuradores sempre atacam Lula e os petistas, mas não fazem nada contra os políticos do PSDB e do governo Temer. Para 43%, esses procuradores são justos e tratam todos os políticos da mesma maneira. 16% não sabem ou não responderam.

O fato de a força-tarefa encaminhar o indiciamento sem provas que o ex-presidente tenha agido de forma desonesta é considerado errado por 65%, enquanto 29% concordam com a acusação mesmo sem provas.

sábado, 15 de outubro de 2016

Não é do Lula: Justiça e condomínio Solaris reconhecem que triplex é da OAS

Dentre todas as acusações desacompanhadas de provas que os procuradores da Operação Lava Jato fazem contra Luiz Inácio Lula da Silva, nenhuma é mais frequentemente desmentida pelos fatos e documentos do que aquela que diz que o ex-presidente e dona Marisa são donos de uma cobertura triplex no Guarujá. Desta vez, a própria Justiça de São Paulo e o condomínio ao qual pertence o apartamento em questão expõem ao descrédito a inventiva tese do Ministério Público Federal do Paraná.

É que a pessoa jurídica que representa o condomínio Solaris do Guarujá está cobrando na Justiça a construtora OAS pela falta de pagamento das parcelas de condomínio referentes aos imóveis de que é proprietária, dentre elas a da unidade 164-A. O condomínio propôs a ação de cobrança, e a Justiça aceitou. Ou seja, o condomínio e o tribunal paulista não têm dúvidas sobre quem é o proprietário da cobertura triplex – a OAS, dona do apartamento de fato e na escritura.

Desde dezembro de 2015, a OAS está inadimplente em relação a suas taxas de condomínio, como se pode observar nos autos da ação de cobrança de despesas condominiais nº 1006429-20.2016.8.26.0223, em trâmite na 2ª Vara Cível do Foro do Guarujá.

A cobrança recai unicamente sobre a empresa OAS, o que significa que o Condomínio Solaris a considera como única proprietária e possuidora do imóvel. Também a Justiça Paulista confirma esse entendimento, tanto é que autorizou o processamento da citada ação apenas contra a OAS.

Tampouco poderia ser diferente. Não há qualquer base documental ou de fato a suportar a criativa tese dos procuradores da Lava Jato, de que Lula e dona Marisa seriam os donos da cobertura. Afinal, conforme já foi explicitado por ambos tanto em pronunciamentos para a opinião pública como em manifestações no processo que corre por conta da acusação do MPF, Lula esteve uma única vez no apartamento em questão. Já dona Marisa foi lá duas vezes. As visitas foram para ver se o casal se interessaria pelo imóvel, o que não aconteceu. Os procuradores não refutam este fato, o de que foram nada mais do que duas visitas ao local. Anda assim, insistem na tese da propriedade oculta.

Toda a documentação referente à escritura e à propriedade do imóvel não traz e jamais trouxe o casal como donos do imóvel. O traço de realidade mais próximo disso é que o casal possuía cotas relacionadas a outro apartamento no mesmo edifício – propriedade jamais ocultada, mas normalmente declarada no Imposto de Renda de Lula.

Contra fatos e documentos incontestes, os procuradores de Curitiba escudam sua exótica tese de propriedade oculta unicamente em uma conversa de texto que tiraram de um celular de um executivo da OAS, em que ele supostamente demonstraria que estava reformando a cobertura de modo a deixa-la ao gosto do casal Lula da Silva. Isso é tudo que eles têm em termos de indício para formarem suas fortes convicções.

Fato é que tanto Lula quanto dona Marisa não negam que a opção de adquirir (pagando o valor devido) o imóvel chegou a ser cogitada pelo casal, que acabou por desistir dessa compra. A venda não foi efetuada, a construtora segue dona do imóvel e está inclusive devendo o condomínio depois de pagá-lo até dezembro de 2015. A OAS, não Lula. Todo o resto, não passa de convicções sem base em fatos de procuradores que tentam trocar o devido processo legal pelo massacre midiático.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Folha de S. Paulo perde mais de 50% de engajamento nas redes sociais

Via Comunique-se

Em medição feita pelo Torabit, foi revelado que no mês de setembro o jornal Folha de S. Paulo perdeu 51% em sua taxa de engajamento diário nas redes sociais. Com este desempenho, o veículo ficou em quinto lugar no ranking, atrás de concorrentes como Estadão, Zero Hora, UOL e Veja.
folha-logo-engajamentoJornal ficou em 5º lugar no ranking de engajamento 
(Imagem: Divulgação)
Ambos com 2,71% de média, o Estadão e o Zero Hora conquistaram o topo da taxa de engajamento. Dos onze veículos online pesquisados, somente um único teve aumento na taxa de engajamento no mês: a IstoÉ, que veio de 1,03% em agosto para  1,15%  em setembro, num crescimento percentual de 12%. Apesar de a Folha ter perdido metade da audiência, a queda média entre os veículos que perderam engajamento foi de 27%.
Nas diferentes redes sociais monitoradas, o Estadão foi melhor que o Zero Hora tanto no Twitter (0,29%) quanto no Instagram (4,91%). O empate ficou por conta do Facebook, onde o ZH alcançou 3,21% de taxa de engajamento, contra 2,93% do Estadão.
No Facebook e no Twitter, no entanto, o campeão foi o UOL, com respectivamente 5,23% e 0,32% de taxa de engajamento. No ranking de fãs, o R7 segue longe na frente no Facebook, com 12,5 milhões de fãs. Veja continua a primeira no Twitter com 7,3 milhões de followers e o R7 segue também o primeiro no Instagram com 1,5 milhão de seguidores.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Casos de corrupção envolvendo Michel Temer caem no ostracismo, e eles são muitos


Via João Filho / The Intercept_Brasil

O PRESIDENTE NÃO-ELEITO MICHEL TEMER foi a Nova York discursar na Assembleia Geral da ONU. Há na imprensa quem tenha considerado sua apresentação “sóbria”, “elegante” e “discretamente charmosa”. Para mim, suas declarações mais pareciam um número de comédia stand-up. Entre tantas ótimas, destaco esta anedota:
“Temos um Judiciário independente, um Ministério Público atuante e órgãos do Executivo e Legislativo que cumprem seu dever. Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre.”
Não é preciso explicar a piada. Até as vírgulas contém um humor irônico de primeiríssima qualidade. Eu apenas acrescentaria no final: “mas que beleza! Em fevereiro tem carnaval!
Michel estava mesmo cheio de graça. Depois de dar um golpe na matemáticae multiplicar por 11 o número de refugiados no Brasil em seu discurso na ONU, teve a ousadia de falar em encontro com empresários sobre o paraíso político que estaria vivendo o país: “No Brasil, hoje, nós temos uma estabilidade política extraordinária por causa da relação adequada entre Executivo e Legislativo”. Mais tarde, em coletiva, Temer apelou para o humor politicamente incorreto e cometeu este ato falho, observado por Inácio Vieira do Intercept Brasil:
“Sugerimos ao governo [Dilma] que adotasse as teses que nós apontávamos naquele documento chamado ‘Ponte para o Futuro’. E, como isso não deu certo, não houve adoção, instaurou-se um processo que culminou agora com a minha efetivação como presidência da república.”
Temos uma confissão! Parece que Temer resolveu abrir seu coração para o mundo. O impeachment não foi pelas pedaladas fiscais, mas por Dilma ter se recusado a implantar o programa de governo da chapa derrotada nas eleições. Na prática, admitiu o golpe.
Mas o clímax desse show de humor estaria por vir. Perguntado se conhecia os casos de corrupção do governo anterior, Michel, com muito charme, jogou esta piada na cara da sociedade internacional:
“Não sabia. Vocês sabem que eu não tive participação no governo. Um dia,eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso.”
Temer quer nos fazer acreditar que era apenas um vaso chinês em um canto do Planalto. Só que os fatos mostram que seu papel nos esquemas de corrupção no governo não tinha nada de decorativo. Pelo contrário, o número de vezes em que foi citado em diferentes investigações revela seu protagonismo. Enquanto as panelas estão mudas, e parte da imprensa pede uma trégua para que o homem possa trabalhar em paz, temos uma coleção infindável de malandragens em que o não-eleito aparece enrolado. Há material suficiente para um novo número de comédia stand-up completo com duas horas de duração. Vamos relembrar os casos mais significativos:

Propina da Queiroz Galvão

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou que Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo. O acerto teria sido feito na Base Aérea de Brasília, em 2012, mas Temer nega o encontro. Machado diz que irá prová-lo com “testemunhas; registros do aluguel de um carro pela Transpetro; e marcadores de GPS referentes aos itinerários feitos”.

Temer é convocado para controlar destino das doações

Segundo Sérgio Machado, o PMDB da Câmara procurou o então vice-presidente para reclamar que a doação de R$40 milhões da JBS seria destinada exclusivamente às campanhas dos senadores peemedebistas. “Esse fato fez com que Michel Temer reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido”, afirmou o delator. Oficialmente, o grupo doou apenas $ 22,6 milhões ao partido em 2014.

Propina no Porto de Santos

“As tarefas difíceis, eu entrego à fé de Eduardo Cunha.” A frase de Michel Temer não poderia ser mais verdadeira. Graças ao talento de Cunha na Câmara, uma emenda sorrateira na Lei dos Portos permitiu a renovação de contratos de concessão de terminais portuários por empresas endividadas com a União. O Grupo Libra, que deve módicos R$850 milhões, curiosamente foi o único beneficiado pela emenda da nova lei. Os sócios do grupo depositaram R$1 milhão na conta jurídica que o então candidato a vice abriu para receber doações de campanha. Apesar de Temer negar, o fato demonstra que ele comandava diretamente o seu caixa de campanha.

Propinas da Camargo Corrêa

Durante a Operação Castelo de Areia, em 2009, o nome de Temer foi encontrado 21 vezes em planilhas apreendidas na casa de um executivo da empreiteira. Ele teria recebido ao todo US$ 345 mil. Já em 2014, na Operação Lava Jato, Temer aparece em novas planilhas da empreiteira. Dessa vez ele teria facilitado um projeto de pavimentação em Aratuba e a duplicação de uma estrada na Praia Grande (SP) por US$ 40 mil.

Propina da Odebrecht

Segundo delação de Marcelo Odebrecht, R$ 10 milhões em dinheiro vivo foram pagos para a campanha de Temer. Do montante, parte teria ido para a campanha de Eliseu Padilha, atual chefe da Casa Civil, e o restante, para a campanha de Paulo Skaf, proprietário do Pato da FIESP. O PMDB afirma que as doações foram legais, porém, os executivos da empresa garantem que elas foram registradas na contabilidade do “setor de operações estruturadas da Odebrecht”, o caixa paralelo – mais conhecido como o “departamento de propina” da Odebrecht.

Propina da OAS

Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal entre 2012 e 2014, Cunha reclama com Léo Pinheiro, presidente da OAS, da rapidez com que Michel Temer recebeu R$ 5 milhões, enquanto outros peemedebistas ainda não haviam recebido. Esse trecho é especialmente revelador de como Temer tinha preferência no repasse das “doações” da empreiteira:
Eduardo Cunha: “E vc ter feito 5 paus para MICHEL direto de uma vez, antes. Todos souberam e dá barulho sem resolver os amigos. Até porque Moreira tem mais rapidez depois de prejudicar vocês do que os amigos que brigaram com ele por você. Entende a lógica da turma? Ai inclui Henrique, Geddel, etc…”
Léo Pinheiro: “Cuidado com a sua análise. Lhe mostro pessoalmente a quantidade dos amigos.”
Cunha: “Eles tão chateados porque Moreira conseguiu de você para Michel 5 paus e você já depositou inteiro e eles que brigaram com Moreira, você adia. É isso”.
Leo Pinheiro: “Você dar, ninguém tem nada a ver com isso. É só a preferência”.
Moreira Franco, Temer e Cunha - o trio parada dura peemedebista (Antônio Cruz / Agência Brasil)
Apesar do tom de cobrança de Cunha ao exigir tratamento isonômico na distribuição da grana da empreiteira, os políticos envolvidos garantem que as doações eram legais. Para piorar, a defesa de Temer no TSE afirma categoricamente que a arrecadação da campanha presidencial era feita exclusivamente pelo PT. Diante de tantas evidências que apontam na direção contrária, só mesmo Gilmar Mendes será capaz de acreditar nisso.
Esses foram alguns casos que encontrei em breve pesquisa no Google. É só a ponta do iceberg, como bem lembrou o ferido Cunha na beira da estrada. Mesmo com tantas provas e testemunhas, parece que ainda falta convicção para boa parte da imprensa, o Ministério Público e o Judiciário.
Michel segue voando em céu de brigadeiro. Até agora, nenhum editorial pediu sua renúncia, nenhum colunista indignado o chamou de propinocrata, nenhuma panela tocou pedindo impeachment. A Ponte para o Futuro está cheia de furos, mas conta com uma legião de cegos para sustentá-la.

Leia o artigo que o juiz Sergio Moro sugeriu que a Folha censurasse


O famoso, e até celebrado, juiz da Lava Jato, de maneira não tão velada, por meio de uma carta à redação da Folha de São Paulo, sugeriu que o jornal não abrisse espaço a articulistas que criticam sua atuação. Claramente uma atitude de censura. Leia abaixo o texto que o Moro não queria que você lesse.

Desvendando Moro


ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná -não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro -o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE *, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha*